Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Prefiro a Misericórdia ao Sacrifício

 

As inúmeras mensagens do Evangelho, embora se sirvam das palavras para os ensinamentos aos pecadores, também se servem delas para reforçar esses ensinamentos, ilustrando exemplos da vida real que todos conhecem e compreendem com facilidade.

 
No aspecto focado em título, tudo gira à volta de duas palavras : Misericórdia e Sacrifício. “Quanto à palavra misericórdia ela tem um significado centrado noutra palavra conhecida por “ amor “. Este amor com um sentido quase, ou mesmo divino, ele acaba normalmente por conduzir ao perdão por quem julga. Do outro lado, do lado do julgado, quando pessoa de bem, vai nascer nela um sentimento novo chamado de fraternidade. Esta fraternidade nasce primeiro em relação à pessoa que julgou e perdoou mas, qual semente, irá ser transportada pela pessoa que sentiu ter sido julgada com amor e perdão. A semente foi lançada e vai proliferar com a ajuda de Deus .
 
Do lado da palavra “ sacrifício “ , ela carrega uma assinalável vontade de emenda, mas também carrega um misto de contabilidade para encontro de contas! Dou – te isto se tu me deres aquilo ! Nas nossas abordagens a Deus e com Deus, existe uma conotação menos altruísta nesta forma de encontrar o perdão e que pode não trazer como retorno um futuro em fraternidade, com Deus e com os Homens !
 
Julgo ser por este lado que Deus nos diz : Prefiro a Misericórdia ao sacrifício. Porque é amor que eu quero e não sacrifícios ! 
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 18:19
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O TEMPO DA CORAGEM

 

O mundo vem, mais recentemente, apresentando grandes ciclos históricos, centenários. Quando em 2005 tomou posse um Governo, erle beneficiou de um “estado de graça” que não encontra paralelo nos tempos mais recentes. Porquê? É difícil saber.
As primeiras medidas de austeridade, bem como aquelas que visavam pôr fim a privilégios relativos, foram aplaudidas com uma inusitada unanimidade. Nunca se viu tanto “ Marketing Político” nem tanta “compreensão” da comunicação social !
Porém, o mundo vem de trás e segue para a frente. Ele é impiedoso no abrir e fechar ciclos económicos e sociais. Em 1776 começara o «laissez faire» com Adam Smith. Com a crise de 1873, Smith foi posto de lado e emergiu o "Estado do Bem Estar". Durou uns cem anos até às fracturas mundiais provocadas pelo abandono do padrão-ouro em 1971 e a crise do petróleo em 1973. O crude, de facto, virou o ouro-negro! Nos últimos oitenta anos houve um desenvolvimento, impressionante, todo ele baseado na utilização do petróleo ! Muito boa gente se foi interrogando; que será do mundo quando ele acabar?
A escalada dos seus preços antecipa, em muito, a sua prevista escassez. Ainda existe, mas começa a estar fora do alcance de muitas das economias dos países europeus. Da nossa acima de tudo! O aumento do seu consumo, originado pelo forte crescimento das “economias emergentes”, só não causou já o pânico, devido ao euro, fortemente valorizado em relação ao dolar. Por esta razão não será de estranhar o clima de pânico e revolta que se respira por todo o lado, em Portugal. Subidas sem controlo! Tudo aponta para uma subida especulativa e injusta. Dezoito aumentos só em 2008, sufocam !
A situação é insustentável! Lamentos de rua, cafés, famílias e principalmente na net, onde se incita a movimentos de contestação, gigantescos. Ninguém pode ficar indiferente, nem deixar de sentir raiva de alguém, ou de alguma coisa. Primeiramente todos esses sentimentos tinham destinatários certos, companhias petrolíferas e “ Autoridade da Concorrência ”. Recentemente, com mais informação disponível, os maus humores tiveram de ser desviados para outro lado, sem contudo desculpabilizarem os anteriores.
Vamos então tentar compreender e ser mais justos, começando por analisar o que pagamos no preço dos combustíveis :
Gasolina – um litro 1,436 euros. Os seus custos desdobrados são :
----- crude 29 % - margem de refinação 6 % - logística 7 % ISPP 42 % - IVA 17 %.Num litro vai para o Estado 59 % do seu preço. Dois impostos em simultâneo! Mais os lucros anuais, fabulosos, das companhias do Estado !
Entretanto, o barril de petróleo sobe todos os dias, mas em dólares, na moeda europeia custa cerca de 75 euros, o mesmo de há três anos ! O valor que o Estado encaixa no consumo total dos combustíveis, num ano, é uma soma fabulosa ! O monstro engole tudo e fica à espera de mais! É insaciável ! Não se diga que é para baixar o défice . O argumento está estafado e não pega, tem estado muito mal contado. Entretanto quem vive perto da raia de Espanha é lá que se abastece, por que será ?
Era sabido que quem ganhasse as legislativas de 2005, teria que enfrentar, de vez, este problema e muitos outros. Era imperioso fazer muitas REFORMAS, para salvar o País e o Estado. Reforma da Justiça, Ensino, Saúde, etc. (Reforma da Função Pública), o governo exercício, atirou-se a elas mas da forma mais desastrada que se podia imaginar! Virando a opinião pública contra os trabalhadores! Nisso foram apoiados pelos média.
Os primeiros foram os juizes, com os seus dois meses de férias . Entretanto, queimavam–se na praça pública aqueles que tinham grandes reformas! Até um ministro desse governo! Era a pura demagogia, aproveitando-se do sentimento de revolta do povo. Se assim não é, veja-se quantas reformas milionárias continuam a ser concedidas! Com um batalhão de trabalhadores feridos no seu amor próprio tiveram de conter o poder na rua! Como? Cedendo, a tudo.
O País ficou mais pobre, ainda, e as “Reformas” ficaram por fazer . Provavelmente até depois das próximas eleições legislativas. Depois, vai ser “ gato a bofe” ! O que sobrou de tudo isto, foi uma enorme perda de confiança política e a total desmotivação dos portugueses. Será possível que estes não percebam que nos últimos 13 anos o partido deste governo, esteve no comando do país 10 anos? E que não estiveram mais, porque tal partido abandonou os portugueses à sua sorte, deixando as suas convicções e paixões pelo caminho? De bandeja, ofereceu-nos uma "bancarrota".
A subida especulativa dos combustíveis não tem de facto solução. A descida dos impostos deixaria o monstro com a barriga um pouco vazia e de muito mau humor! A despesa foi sempre subindo! O mercado liberalizado para os preços descerem através da concorrência, por artes mágicas, só produziu aumentos em série ! A cura é conhecida “ Menos Estado, Melhor Estado “. Que fique a lição aos portugueses. Vem aí um novo ciclo  histório, económico, social e político! Será que terão a CORAGEM de fazer as necessárias reformas? Mesmo com as habituais e dispendiosas manifestações de rua e greves em contínuo?
 
 
 
publicado por luzdequeijas às 12:26
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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Covadonga e a Alma Lusitana

 

Covadonga, é uma vila no noroeste de Espanha, perto da montanha dos Picos de Europa, e que representa o ponto mais a norte da ocupação dos mouros. Foi daqui que se iniciou a reconquista dos cristãos ibéricos que venceram uma batalha contra os Mouros, cerca dos anos 718 e 725. Esta foi a primeira vitória do Cristianismo ibérico sobre os mouros ocupantes, que ganhou um significativo simbolismo. Actualmente é um santuário.
A reconquista aos Mouros iniciada em Covadonga foi a origem da reconquista dos territórios ocupados pelos Mouros e que hoje são Portugal . A Independência de Portugal e da civilização Ocidental.
 
  
                            A Gruta de Covadonga
 
A reconquista total haveria de se consumar com a expulsão dos muçulmanos progressivamente empurradas para sul, até à tomada de Granada pelos Reis Católicos.
Muitos séculos se passaram, os quais permitiram a consolidação na península ibérica e em toda a Europa de uma cultura a que mundialmente se chama de Ocidental, com raízes profundas no cristianismo.
Hoje, e depois de um enorme e insistente fervor ateísta assistimos, impotentes, a uma transformação subtil e perigosa levada a efeito por algumas correntes radicais a favor de uma desconstrução da nossa cultura europeia e ocidental ! Com isso, todas as sociedades ocidentais estão a entrar em perda de harmonia estrutural, logo de solidez. E, por via disso, tais autores, com a sua actuação, estão a comprometer o presente e o futuro desta nossa milenar civilização.
Tais correntes radicais são certamente o “expoente máximo” de um bem - estar social a que chegou esta nossa cultura. Tal bem – estar social é considerado, por esses radicais, como escasso e um dado adquirido, num mundo de hoje repleto de incertezas no futuro ! Daí partirem para devaneios de convicções absurdas, sempre, em continuado e feroz ataque aos valores reconhecidos como fundamentais na nossa cultura !
Os sistemas de ensino entraram, em Portugal, numa desencantada e vazia fonte de aprendizagem igualitária, não dando aos alunos uma perspectiva real da cultura que nos trouxe até aqui, perdendo-se até, ultimamente, em quixotescas preocupações “Abrilistas” referenciadas em “figuras” de um passado recente, bem pequenas e irrisórias quando comparadas com uma larga visão de um mundo, de um país e de uma civilização de milhares de anos.
Nunca tais racionalistas radicais poderão entender a grandeza de gente muito anterior ou posterior à reconquista cristã que, muito para lá da barriga e do conforto, se preocupou essencialmente em desvendar os segredos da natureza, do Homem e do universo, procurando descobrir o seu lado espiritual e superior.
São dominados por um idealismo, primeiramente marxista e, mais recentemente com a queda do muro de Berlim, por um sentimento a que chamam de socialista e de esquerda. Sem saberem, ao certo, o que isso é ! Ou como pode funcionar, em termos de economia e sociedade! Os ataques desferidos têm como alvo, os patrões, a escola privada, a sociedade civil, a civilização ocidental, os americanos e a igreja católica ! Os valores essenciais !
Eles são racionalistas dogmáticos para quê e porquê dar educação? importa é que sejamos todos iguais! O mérito é uma falácia ! Resultado : burocracias governamentais gigantescas, tendem a impor uma ortodoxia de esquerda, que vem minando os valores da nossa civilização. O proteccionismo estatal que defendem é o privilégio dos ricos ! E da classe governante !
A “Alma Lusitana”, robustecida na Gruta de Covadonga é uma coisa bem diferente. É o amor à liberdade individual e à democracia. É a defesa de uma classe média quanto maior melhor. É um Estado pequeno mas muito funcional. O outro , o esbanjador, é aquilo que não queremos, porque para ele existir temos de andar seis meses, por ano, a trabalhar para o sustentar! Porque sabemos que é ele que não deixa que a nossa economia cresça e seja competitiva ! Que faça frente às economias emergentes que nos podem sufocar.
O défice das contas públicas não nasceu agora, agravou-se e fez-se “ monstro” quando em 1995 o partido socialista ocupou o poder. Foi o pântano de má memória ! Quando a óptima conjuntura económica internacional permitia pôr em prática as reformas estruturantes, sem causar sofrimento ao povo
Queremos impostos baixos, que permitam à nossa economia ser internacionalmente competitiva sem mandar o ónus para cima da precariedade laboral dos trabalhadores e das suas famílias. Queremos uma sociedade civil forte e controladora do Estado e não o contrário, como acontece agora ! Um Estado dominador origina sempre uma sociedade civil fraca e uma democracia totalmente inquinada e desvirtuada. O centralismo é o pai das ditaduras .
António Reis Luz
 
 
                                                                                            
publicado por luzdequeijas às 11:56
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

QUEIJAS A BIO

 

Se o país tiver uma verdadeira estratégica, certamente integrará um sector em largo desenvolvimento, ou seja, a Agricultura das Plantas Energéticas não alimentares .
Já há agricultores, no Alentejo, a dedicarem – se ao cultivo dos cardos !
Esta cultura pode fazer inveja ao Presidente da Venezuela Hugo Chavez, quando ele souber que cada hectare pode resultar em 15 a 20 toneladas de biomassa, de bom uso na produção de energia eléctrica.
Do grão do cardo pode ainda extrair – se óleo para a produção de biodiesel .
 
                   
 
A “ jatropha curcas ” é outra planta que anima o sul do Alentejo, igualmente, apropriada na produção de um óleo com o dobro do rendimento da soja. A colza , planta da família da couve e dos nabos está em larga produção mais acima, concretamente em Idanha – a – Nova. Do seu aproveitamento, vai 40% para extracção de óleo e os restantes 60 % para fabrico de farinhas e rações de animais !
Tudo o que a terra dá, tem certamente um qualquer aproveitamento. Até para a algarvia alfarrobeira, abandonada há anos, estão encontradas diversas utilizações, o que fez disparar a sua exportação !
 
Bom, em Queijas, temos uma alfarrobeira, o que não chega para uma produção rentável ! Quanto à colza e à sua raiz familiar com os nabos, já se poderia pensar numa cultura intensiva na Vila de S. Miguel Arcanjo, se nas caldeiras das nossas árvores em vez de altas ervas, começássemos a cultivar a dita cuja !
Traria emprego e embelezaria alguns recantos desta nossa vila que tão mal tratada tem andado! Até podia ser que tivesse uma flor bonita .....
 
 
            
             Um recanto, sossegado e central, de Queijas 
 
Em cima temos uma plantação de ervas, grandiosa é certo, mas por enquanto sem dar óleo nem massa, quanto mais biomassa !
 

António Reis Luz

 

Nota de Correcção:

 

 

Depois de dois meses para arrancar a erva ! Ela ficou cortada no chão até hoje ! Mais dois meses, e a erva amarelinha (linda) de seca. Esteve na praia.Talvez dê de facto biomasa, ou talvez não, isso só dão as obras pequeninas, feitas por "amigos" ! António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 19:57
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A Mentira Tem Perna Curta

 

O Senhor primeiro – ministro José Sócrates, rendido aos encantos de Hugo Chavez, lá foi trocar crude por alimentos . Quando penso nestas trocas lembro-me sempre do capitalista que fez uma sociedade com um pobre industrial que dominava a produção. Passado algum tempo, o pobre industrial continuava a dominar a produção e detinha já todo o capital da empresa e o capitalista passou a um simples proletário.
Repensar Portugal vai muito para além destas trocas, nomeadamente na busca de petróleo. Os combustíveis fosseis têm o prazo de validade anunciado e, até lá, poucos aguentarão a subida dos seus custos! A mudança, que se exige, vai muito para além das eólicas !
Perante a crise das matérias primas, os graves riscos do empobrecimento da classe média, os 14 aumentos, sufocantes, no combustível em 2008 etc., toda a estratégia de Portugal deve ser repensada, a começar pelos transportes públicos. Pensando rápido, talvez reabrir as linhas e estações ferroviárias abandonadas e reabilitar este meio de transporte nas linha de cintura das grandes cidades.
Aumentar o nível de frequência e comodidade de todos os transportes públicos, recorrendo até ao metro de superfície. Fica caro ! Mais caro fica comprar petróleo ao Sr. Hugo Chavez ! A menos que Portugal consiga meter 34 pessoas num helicóptero que leve 16. Ou consiga pôr um avião comercial movido a fumo de cigarro! Para tal teria, é claro,  de extinguir a ASEA .
Por último , o objectivo seria ir diminuindo o uso do carro, que nos faz empobrecer e enriquecer quem já é rico ..... A divida externa ficaria muito agradecida.
 
 
 
                     
                                                     ( clique para ampliar )
Ao que a TAP chegou, o Marechal Humberto Delgado, seu fundador, deve estar a remexer – se na cova ! António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 19:01
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ATENDIMENTO PERSONALISADO

O cidadão português não se compenetrou ainda dos seus direitos e, mesmo quando isso não é verdade, reage por comodismo ou simples falta de atitude, não reclamando ! Terá sido por esta a razão para que em 2005 o governo tenha tornado obrigatório o uso do “ Livro de Reclamações” .

“As exigências das sociedades modernas e a afirmação de novos valores sociais têm conduzido, um pouco por todo o mundo, ao aprofundamento da complexidade das funções do Estado e à correspondente preocupação da defesa dos direitos dos cidadãos e respeito pelas suas necessidades, face à Administração Pública. A resposta pronta não se compadece com métodos de trabalho anacrónicos e burocráticos, pouco próprios das modernas sociedades democráticas !
 
Na rua ouve-se muita coisa, mesmo sem querer, quando as pessoas desabafam umas com as outras. Foi dessa forma que um punhado de gente ouviu a lamentação e indignação de uma mãe que terá ido à Junta da sua terra expor um problema familiar intimo e pedir ajuda. Teve de fazê - lo na frente de todos os funcionários. Contava ela que, para melhor ouvirem, pararam o trabalho, enquanto era atendida . Mesmo não falando alto, o atendimento num “ open space ” coloca qualquer um numa situação desagradável e, por via disso, tinha sabido que o seu lamento andava na rua, de boca em boca.
 
Dá – se o caso de as instalações daquela Junta já terem tido boas condições de atendimento personalizado. Obtidas com onerosos recursos financeiros, para que o cidadão pudesse ser atendido dentro de uma cultura de serviço público aprofundada, orientada para os cidadãos e pautando – se pela eficácia, descrição e qualidade.
Na Junta em causa tais objectivos foram atingidos com um funcionário em permanente atendimento, quando solicitado, num espaço reservado e acolhedor. As pessoas em espera, ficavam comodamente sentadas numa antecâmara, esperando a sua vez. Sempre que este funcionário se tivesse de ausentar, chamaria outro colega, de modo a haver, sem demora, alguém que atendesse. Este colega poderia, caso não houvesse ninguém para atender, continuar a processar o seu trabalho, dado os computadores estarem ligados em rede.
 
Tudo que foi feito ficou exarado num “ Regulamento Orgânico da Junta”. Aprovado pelo executivo e discutido e aprovado por unanimidade na Assembleia de Freguesia .
Tal Regulamento fez levar à prática o conteúdo do decreto – Lei n.º 135/99 de 22 de Abril, que considerou, e bem, que os serviços públicos estão ao serviço do cidadão, em particular, e da sociedade civil em geral .
Duas torres quadradas, em boa madeira, foram imaginadas para proteger a privacidade e poderem servir também de arquivo, aos documentos mais necessários num atendimento célere .
Logicamente que os funcionários, para que pudessem efectivar um bom desempenho deviam, também, ter boas condições de trabalho. E tiveram.
 
Nos mandatos seguintes, nomeadamente no actual, a mentalidade reinante fez “ finca pé “ nos defeitos mais drásticos dos pseudo políticos de Portugal e que se resumem na expressão : “ Os tipos que perderam eram uns “ burros “ e só fizeram asneiras “. É assim, com este espirito, que o país gasta rios de dinheiro e volta sempre à estaca zero ! Destruíram tudo, mesmo tudo. E continuam ....
 
O atendimento voltou a um balcão despersonalizado e a um atendimento em massa ! Voltou ao “open space “ , com todos a pararem o seu trabalho para ouvir e darem, até, a sua opinião! Por último com a vida dos cidadãos a ser trazida para a praça pública !
Talvez não tenha chegado ao ponto mais baixo de sempre : antes da reforma, uma mulher política, analfabeta, dominava os funcionários com cumplicidades estranhas e atendia toda a gente falando com a boca cheia de comida ! Só ela mandava ! E pedia que lhe lessem os ofícios, que não conseguia !
 
É muito triste ser político em Portugal e não é político quem quer. É cansativo fazer e desfazer milhares de coisas bem feitas . Fazer e desfazer governos, ministérios, câmaras, Juntas, jardins, pessoas e até o próprio país. É de facto uma canseira mas, até pode dar dinheiro e recompensas monetárias! A elas voltaremos.
Os sinais exteriores de riqueza de alguns estão bem à vista ..... as ditas recompensas monetárias, embora disfarçadas, também !!!
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 15:37
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Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Movimento de Cidadãos Independentes

 

 
Graças à alteração que o PS aprovou ( 2006 ) na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, com a abstenção da oposição, certas e determinadas ligações em que os deputados participem, não serão de descriminar no registo de interesses dos políticos !
 
A surpresa vem exactamente da protecção ao segredo que, ele mesmo, faz funcionar o “ famigerado sistema “.
 
Já havia sido, segundo parece, por influência do Ex – Presidente da República, Jorge Sampaio, que foi legislado o recurso dos cidadãos a criarem Movimentos de Cidadãos Independentes nas eleições autárquicas .
Muita gente acreditou, muito sinceramente, que a abertura às candidaturas de INDEPENDENTES, poderia vir refrear este terrível salto do país para o suicídio, em consequência da desastrosa actuação dos partidos . Pobres criaturas !
 
Pobres porque quando falam do “sistema” falam do poder paralelo a que muita gente dá apoio, ingenuamente, ou não. Fala-se de forças ocultas, de grandes interesses pessoais ou de grupos pecaminosos, também de pequenos favores que vão minando a credibilidade dos que andam na política!
Gente infiltrada nos sindicatos, nas empresas, na Administração Pública, nos partidos, nas escolas, no futebol, nas igrejas, enfim assumem-se como uma divindade de polaridade negativa que, como o ar, somos obrigados a respirar ! Tal polaridade corrói os princípios basilares de uma sociedade democrática, os valores que se julgam inerentes a uma humanidade digna e constitui - se numa grande perigosidade, terrivelmente devastadora, montando todo o tipo de corrupção e ilícito.       
 
Porém, é na vida autárquica que o sistema se movimenta mais perto dos cidadãos, e onde os políticos de serviço, são escrutinados diariamente por estes. É aqui que sem ler os jornais, ou ouvir os telejornais, muito antes disso, o povo detecta os mínimos sinais de riqueza exterior nos políticos de proximidade. É aqui que o mesmo povo se interroga da razão de certas pessoas, vestidas de políticos, sem méritos abonados, constarem sempre das listas eleitorais . Curiosamente, muitas vezes, sem assumirem a liderança !
Naturalmente que em tudo isto e muito mais, o pernicioso “ sistema” veste a pele dos partidos políticos, numa hábil e subtil rede de complexos comportamentos e atitudes que se harmonizam entre os vários partidos, colocando em secundaríssimo plano as disputas partidárias.
 
Sentiu – se, muito sinceramente, que a abertura às candidaturas de INDEPENDENTES, poderia vir refrear este terrível salto do país para o abismo. Triste desengano!
Os termos da lei aprovada limitam – se à formação dos movimentos e à sua actividade até ao acto eleitoral ! E depois ?
Com independentes autarcas eleitos, que precisam de apoio como os partidos, estes já não têm cobertura legislativa !
Com a imaginação fértil do português, logo se descobre e recorre à constituição de uma qualquer associação local .
 
Três tipos de candidatura passaram a ser possíveis para o poder local ; partidos, coligações de partidos e grupos de cidadãos Independentes.
Chegados aqui será obrigatório perguntar ; qual a diferença entre um partido político/ coligação e um movimento de independentes ? Qual a vantagem do aparecimento destes?
 
Para quem acreditou que eles fariam a diferença, para melhor, e forçariam os partidos a uma desejável mudança de comportamento político, resta – lhe a desilusão.
Tirando um ou outro caso, os independentes nada trouxeram, antes pelo contrário !
Deram cobertura aos descontentes partidários e tornaram – se simples prolongamentos dos partidos ! Ou seja, foram ocupados por gente afecta ao sistema ! E só !
Tudo piorou, porque em vez de o sistema viver das sensibilidades dos partidos, passou a viver das sensibilidades de um grupo independente que gira, obrigatoriamente, em função de um líder forte e carismático .
É este líder que vai comandar uma câmara, uma Junta e, praticamente sem oposição, estabelece uma indesejável promiscuidade entre órgãos que por lei são independentes ! Câmaras e Juntas !
Se tiver existido a tentação de nomear um candidato como líder , pela sua boa imagem junto da opinião pública, mas tal candidato não estiver dentro do sistema, então, rapidamente ele deixará de comandar por ser cilindrado por pessoas que de independentes nada têm !
O verdadeiro independente fica rápidamente a falar sozinho !
Provavelmente nem será convidado a fazer parte da associação de independentes necessariamente criada para dar continuidade ao trabalho dos eleitos.
Forçoso será concluir que, os auto – proclamados movimentos de cidadãos independentes, de independentes nada têm !
Nunca irão melhorar o péssimo desempenho dos partidos por estarem inquinados das mesmas maleitas !
Do MCI pioneiro neste concelho, o cabeça de lista e seu promotor foi afastado . Era talvez o único independente. Os seguintes ( 4 ) na lista foram repescados e feitos políticos. Porquê ?
Talvez com um pouco de atenção, os leitores possam descortinar algum caso evidente daquilo que se acaba de explanar. Depois é só pensar um pouco e concluir :
 
-          Os movimentos independentes servem pessoas não a população. São o prolongamento dos partidos e sofrem do mesmo mal.
-          As Associações dos mesmos são “ Um Nado - Morto”. O futuro vai demonstrá-lo.
 
O “ sistema” não perdoa aos verdadeiros independentes, os outros, mais dia menos dia, é vê-los a falar alto ! É o Portugal que temos ! Os resultados estão à vista !
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 12:53
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Tenham Pena desta Terra

 

Queijas está com graves problemas no que se refere a acessibilidades. O surto de desenvolvimento urbanístico iniciado no mandato autárquico 1998/2001 previa que em 2004 o troço da Via Longitudinal Norte entre Alfragide e Queijas estivesse concluído. Assim, neste momento, Queijas e Linda- a - Pastora teriam mais e melhores acessos, funcionando a VLN, inclusive, como uma circular à freguesia, descongestionando os graves problemas hoje existentes na R. João XXI, via central desta vila.
 
Como nos últimos quatro anos ( 2002-2005) a CMO nada fez nesta freguesia , salvo um pouco do que já estava em andamento, hoje sofremos a nível de trânsito uma situação caótica, agravada pelos monstruosos engarrafamentos da IC19 e pelo recurso sistemático ao atravessamento de e para a A5 .
Como se tudo isto fosse pouco, a R. João XXI está continuamente obstruída com carregamentos e descarregamentos de apoio ao comércio !
 
Na rotunda do mercado de Queijas os carros de todo o tipo, estacionam como se estivessem num parque para o efeito.
Só lamento que os órgãos autárquicos pagos para defender as populações, nada digam ou façam para proclamar publicamente a sua repulsa por este autêntico atentado ao respeito que toda a gente deve merecer.
 
Não esquecer que neste caso ( 2002 – 2005 ) tivemos na nossa junta de freguesia durante quatro anos, não um, mas os dois maiores partidos nacionais ( PS – PSD ).
Só é de estranhar que ainda haja gente que quer desconhecer a real importância que os movimentos de Cidadãos Independentes podem desempenhar na moralização dos partidos políticos no poder local . Acabarão por perceber um dia ...... .
 
António Reis Luz
 
 
publicado por luzdequeijas às 16:38
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Um rio sem regresso ? Talvez não .

 

( Pura ficção)
Convido os meus leitores para quando lerem este artigo de opinião, se sentirem
como se estivessem a vogar, não na água de um rio, mas sobre ela.
Este rio, quero eu que represente o estado a que o nosso país chegou, envergonhadamente, na cauda dos países da União Europeia, em tudo que é negativo.
Podem mesmo imaginar esse rio, um daqueles com água pouco transparente ( a poluição !) e fria , naturalmente também pouco profunda . A sua torrente vai esbarrando e manchando as imensas pedras espalhadas no seu leito, sem que a água nunca as cubra nem lave.
Assim, voaremos entre o real e o imaginário visionando do alto o nosso berço.
Com a publicação deste artigo o autor pretende somente levar as suas dúvidas , sobre a sociedade em que vivemos, até às pessoas que, como ele, não têm acesso a todo um mundo que se presume existir, pelas contradições visíveis, inexplicáveis e frequentes, que qualquer observador atento pode detectar , diríamos, no seu dia a dia , com um pouco de espírito de observação .
 
Quem ouvir os noticiários , ler os jornais e alguns livros e for ouvindo os telejornais , procurando estabelecer uma relação entre as notícias , depara certamente com acontecimentos aparentemente sem lógica , mas que se percebe não acontecerem por acaso , tal o grau de eficiência que existe na sua execução.
 
É como se um conjunto de pessoas, não expostas, mas muito influentes, através de um complicado sistema de cordelinhos, conseguissem encaminhar todos os acontecimentos a seu belo prazer, supõe-se também que com vantagens próprias asseguradas .
Provavelmente tudo não passará de simples coincidência, ou mesmo pura alucinação. Digamos o imaginário a funcionar.
Mas, em boa verdade e realidade, os valores são relegados e combatidos, as teorias do “relativismo” são acarinhadas e defendidas .
O mau uso e concepção da “tolerância” atiram - nos para o meio do extenso “lodaçal” em que vivemos.
O mérito, a honestidade, o desempenho, a competência e a inteligência das pessoas parecem ser um estorvo à funcionalidade do “Sistema” que tudo controla.
Este prefere o servilismo de legiões de “clones” onde abundam o oportunismo, a denúncia, e a incompetência, ou mesmo, o analfabetismo endémico.
 
Dessa forma conseguem um total domínio estruturado, no mau sentido, da nossa Sociedade Civil !
Foi assim que se deu o aparecimento da descrença e da desmotivação colectivas, por todo o País.
A suspeita e o desencanto são o estado de espirito do povo.
Qualquer pessoa mais resoluta e forte no seu carácter é sempre traída no seu idealismo pelo poder, pela corrupção e pela mentira. 
 
António Reis Luz  
 
publicado por luzdequeijas às 16:15
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Domingo, 11 de Maio de 2008

OS LÓBIS

 

A expressão “LOBBIES “, palavra inglesa, só muito recentemente teve tradução para a língua portuguesa . A propósito desta palavra volta a pairar a ideia de algo mais ou menos sigiloso , mas quanto ao modo de funcionamento e às técnicas prosseguidas, já o caso fia mais fino. Também quanto às finalidades da sua existência todos aceitarão que são as mais variadas, mas, em concreto tudo se torna muito mais complicada .
Os “lobbies” ? São terríveis ! São interesses ocultos ! Bom, eles estão mesmo ocultos em Portugal.
Como em tudo o resto, existem os bons e os maus. Entre estes, muitos não andarão longe das associações do crime organizado do mundo económico – financeiro.
 
Quanto ao seu baptismo com a palavra “lobby”, há quem diga que é fruto da sua actividade ser desenvolvida por representantes de interesses económicos junto dos políticos, nos átrios ( lobbies em inglês) dos vários edifícios onde pontifica o poder.
Também há quem lhe atribua outras origens, para o lado dos medonhos «lobisomens».
Conta-se que Ovídio, poeta romano, descreveu que Zeus procurou refúgio no castelo do tenebroso rei Lycaon. Este, de facto, tentou matá-lo, misturando carne humana no seu jantar.
Zeus apercebendo-se disso, destruiu o castelo, exilou o rei e condenou-o a passar o resto dos seus dias como lobo. Vem daí o fenómeno da transformação de homens em lobo, conhecido por licantropia.
Durante muitos séculos as populações viveram atormentadas, acreditando na existência dos «lobisomens».
 
Muita gente foi acusada de ser «lobisomem» e por isso condenada à morte.
Em Portugal, todavia, o pavor continua entre as populações. É que anda aí por todo o lado um novo tipo de «lobisomens». Tão maus como os antigos.
Desta vez porém é mais complicado, porque estes existem mesmo.
São os homens que representam todo o tipo de interesses de forma oculta, ou seja, os lóbis – mais concretamente os «lobisomens». 
Estes cheiram a corrupção, negócios escuros, tráfico de influências, armas, droga e todo o tipo de interesses não legais. Todos sabem que assim é, mas dizem-no de forma tão vaga, tão genérica e sem provas, que o combate a esta praga fica por acontecer.
Seria muito natural os interesses organizarem-se. Muito legítimo até.
Aliás, por todo o mundo os lóbis estão organizados e legalizados. Fazem parte das actividades, como parceiro, da economia, da política e da vida social.
O mais curioso é que há algum tempo o PSD apresentou um projecto - lei para a legalização dos “lobbies” ! Entretanto caiu no esquecimento.
Algum lóbi encarregou-se disso.
 
Pelas referências aos «lobbies» nos jornais, o nosso País parece estar minado deles ,contudo , sobre quem os organiza e como, é tudo um mistério.
A julgar pelas notícias, altas figuras da política actuam , sem cerimónia , a favor de grandes interesses económicos. É a prova de que os negócios correm por dentro dos partidos e da política. E não deviam.
É fácil detectar nas grandes empresas, universidades, bancos, seguradoras etc. quadros e administradores que estiveram em vários governos. Não certamente pela sua competência, mas por serem profundos conhecedores dos meios, dos processos e das pessoas que estão empossadas em lugares onde se tomam as decisões.  
Os “ lobbies “ , dá para perceber , que são conduzidos por pessoas colocadas nos lugares certos , para facilitar , dificultar ou até desviar o normal curso de certos processos , de maneira a que as conclusões finais sejam aquelas que mais interessam a quem fomentou os ditos « lobbies ».
 
Agora como se articulam essas pessoas , com são instruídas , quem as coloca e como , e o modo como também são protegidas, é mais difícil de perceber .
Percebe-se que tem de ser um trabalho feito em rede , as informações têm de circular com fluência , e o sigilo é fundamental tendo em vista o sucesso a alcançar. Em toda esta cadeia humana não pode haver descontentes , sendo difícil perceber como tal é conseguido .
O descontente normalmente desabafa a sua revolta com alguém , a menos que esteja coagido a não o fazer, por medo naturalmente de perder, no futuro, oportunidades que sozinho não conseguiria alcançar .  
Agora quem tem força para lhes dar segurança e oportunidades ? Uma pessoa isolada não é crível, mais parece trabalho de organizações. Mas que organizações ?
Quem protege estas organizações e como ultrapassam o “Poder “ legitimamente constituído ? Ou se entrelaçam com ele ?
Volto a acreditar que tudo isto passa ao lado da maioria da população , que vive quase completamente absorvida pelas preocupações do dia a dia . Provavelmente qualquer trabalhador tem ao seu lado pessoas a trabalharem num qualquer    «lobby », sem do facto se aperceber .   
Por último , não tenhamos quaisquer dúvidas , que os “lobbies “ atravessam partidos , governos , organismos públicos , Assembleia da República e todo o lado , onde possa haver , uma ponta que seja , de poder de decisão ou interesses.
Os intervenientes em tais processos , salvo raras excepções , só podem ser pessoas sem escrúpulos, pouco interessadas na defesa do que é justo ou da verdade e, somente norteadas no cumprimento cego das instruções de quem lhes paga .
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 23:28
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O COPO MEIO CHEIO

 

Desde que foi empossado em primeiro-ministro, Sócrates levou para a praça pública, um copo com água, exactamente até metade. Sempre que acha oportuno, vem dizer ao país inteiro que o copo está meio - cheio !
Com benefício da dúvida, é de acreditar que pretende, com isso, levantar a confiança e auto – estima dos portugueses ! Seria louvável se o copo não estivesse meio- cheio e meio- vazio, há muito tempo!
No primeiro caso, quando o PIB aumenta de 0,1 % o país é largamente informado ! A máquina publicitária está afinada e é poderosa !
No segundo caso, quando as variáveis económicas estacionam ou diminuem 0,1 %, o silêncio é sepulcral !
 
Em boa verdade o copo está sempre na mesma !
 
E Portugal, para recuperar o imenso atraso que regista, precisa de elevadas subidas no seu produto. O povo, mesmo sem nada entender de percentagens, nem de economia, a não ser da de sua casa, fica impávido, mas as sondagens lá continuam em alta para Sócrates.
Estamos perante um “ case study” ?
Parece indesmentível existir uma permanente manipulação dos dados tornados públicos, pois, com atenção, vê-se que infelizmente, não há motivos nenhuns para tanta euforia. Antes pelo contrário.
Há ainda, mais formas de manipular, na opinião pública, as variáveis económicas e financeiras. Por exemplo, neste preciso momento, os países ricos estão a crescer, na sua maioria, a um ritmo abaixo dos 2 % ao ano ! Ainda não lembrou ao primeiro – ministro vir junto do copo meio – cheio, afirmar que temos um crescimento igual aos dos países ricos ! Até era verdade.
Só que, aqui, lembro – me do tal cozinheiro que durante a tarde fazia a sopa para o jantar no restaurante. Para que não azedasse ela era metida noutros tachos mais pequenos e guardada no frigorífico. Nesta operação quando um tacho estava quase cheio o cozinheiro abrandava o ritmo do enchimento, para não entornar. Quando começava a encher outro tacho fazia – o primeiro com rapidez. Nem olhava. Depois voltava a abrandar.
Portugal é o tacho vazio, permite e necessita de enchimento ( crescimento) rápido. Agora . Muito acima dos outros países !
 
A economia caseira de cada português faz-lhe sentir, sem mentiras, de há muitos anos a esta parte, que estamos em queda acentuada de nível de vida.
Sócrates sabe – o bem.
A manipulação do desastre conhece, então, outras formas. Uma das mais corriqueiras é a do “ betão “ tão criticado a Cavaco, pelos socialistas.
Nessa altura Portugal não tinha infra - estruturas e necessitava dele para o seu desenvolvimento. Muito. Hoje, já não é bem assim.
Portugal , actualmente, é um dos países da Europa com mais AE por quilómetro quadrado. O novo plano rodoviário prevê mais 570 Kms nos próximos anos. As obras públicas de barragens, o aeroporto e TGV, são despesa que disfarça o crescimento do PIB, mas não é economia real, criadora de riqueza directa . A nossa produtividade continua das mais baixas da EU. As falências aceleram em Portugal !
A curto prazo, com o betão, os efeitos parecem positivos mas, a médio prazo, é o caminho para o abismo. É para lá que vamos, através de puro ilusionismo, para alcançar as estatísticas anunciadas e diminuir o desemprego, esquecendo o crescimento sustentado do país.
Sócrates está grudado no poder !
 
Nós e as futuras gerações pagaremos este erro tremendo, bem caro. Estamos perante uma visão retrograda do “betão”, pior que as teorias de Thomas Malthus e os benefícios obtidos com a Revolução Industrial, entre 1650 e 1850 que, segundo ele, fizeram com que a taxa de mortalidade declinasse, ampliando assim o crescimento natural. Preocupado com tal crescimento populacional Malthus, em 1978, publica uma série de ideias alertando para a importância do controle da natalidade, afirmando que o bem estar populacional estaria intimamente relacionado com crescimento demográfico do planeta. Malthus acreditava que o crescimento desordenado acarretaria a falta de recursos alimentícios para a população, gerando como consequência a fome. O aborto já foi aprovado!
A crise de alimentos já chegou ! O tempo da comida barata já passou ! Nesta conjuntura vamos ver o que faz Sócrates. Talvez faça como Guterres, e bata com a porta, assustado com o pântano !
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 16:05
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Sábado, 10 de Maio de 2008

“Um País Aprisionado”

 

Sou um crítico assumido por entender que as coisas no sistema político nacional e partidário não estão nada bem, mesmo nada bem.
 
É por essa razão que não quis deixar de colaborar com o PPD/PSD e, apesar do descontentamento, enviei - lhe os pontos principais que considero merecedores de atenção neste tema, depois de ler os actuais estatutos insertos na net (www.psd.pt ).
Em jeito de comentário expresso o meu sentir, para de seguida fazer os comentários que me parecem mais oportunos e, apresentar as alterações que reputo de indispensáveis, com moderação, para poderem mexer com o País profundo.
Analisarei “Um País Aprisionado” por dois partidos aprisionados e divididos, que é o nosso País, que está realmente prisioneiro e quase moribundo, tomado de inacção e a viver, neste momento, de um tratamento de choque que o pode deixar ainda mais próximo da sua total descaracterização.
 
Ou talvez não.
 
Sem qualquer exagero, é como se um poder misterioso o comandasse na sombra e comandasse também o ritmo de moribundo a que ele está a funcionar.
Os dois partidos são, naturalmente, o PS e PPD/PSD que estão aprisionados por poderosas forças que parecem residir a seu montante! A figura física de tais forças será muito semelhante à figura do colossal gigante “ Adamastor”. Forte e feia.
Uma figura monstruosamente enorme e disforme, que sobressaía do duro e volumoso Cabo das Tormentas., que hoje, os portugueses querem de novo dobrar, mas os actuais “Adamastores ” não deixam ! O Cabo Boa Esperança não está ainda à vista.
Por pura cegueira e sentimentos antidemocráticos ? De outro modo seria melhor para todos e não só para alguns .
Entretanto, o povo português vive sem auto - estima e ainda menor motivação individual ou colectiva.
Apesar de na sua maioria desconhecer a existência dos tais “ Adamastores”, de uma forma subconsciente, pressente-os, o que se reflecte na sua acção, ou inacção, e na situação lastimável em que se encontra o nosso País.
Ao nível das pessoas mais conscientes da realidade em que vivemos, e apesar de haver jornalistas muito domesticados, alguns já começam a perder o medo e a publicar coisas como esta:
 
“ Por este andar, a prazo mais ou menos distante ( .... ) , teremos não quatro, nem três, nem dois, mas apenas um grande partido nacional com quatro cabeças “,
                                              Fernando Madrinha – Expresso
 
Será talvez por isto, por causa dos monstros, que tanto se ouve o povo dizer : “ Hoje, já não chegaria um Salazar, seriam precisos pelo menos uns vinte”.
Estes curtos comentários mais não serão do que uma chamada de atenção, para a necessidade de na “Revisão dos Estatutos” se tomarem medidas de choque, transparentes, saudáveis e corajosas, que despertem os dois partidos que, quase sem oposição, dominam a política nacional, PS e PPD/PSD.
Hoje é bem visível que no PS existem dois partidos, um PS NOVO e um PS VELHO. O primeiro é temente a Deus e frequenta os templos o segundo é laico e republicano.
O PPD/PSD tem nos seus estatutos, de há muito tempo, duas siglas ( Art.º 76.º dos estatutos ), : “ Num período transitório, cujo termo será determinado pelo Conselho Nacional, o Partido Social Democrata ( PPD/PSD), usará igualmente a designação Partido Popular Democrático – PPD e a sigla PSD”.
Quero ignorar a razão das duas siglas, aparentemente inofensivas .
Porém, na sua vida interna , a conflitualidade é feroz, não na procura de soluções para os enormes problemas e carências da nossa sociedade mas na conquista do poder que os possa ( a sua facção) levar a ser governo e conquistar lugares no parlamento, câmaras ou Juntas. Os problemas do país virão a seu tempo se vierem !
Aproveito para deixar uma pergunta : quando um novo militante se vai inscrever no PPD/PSD ou no PS , em qual sensibilidade destes partidos se inscreve? Se nada lhe perguntarem, ou informarem, como poderá o inscrito aceitar ser descriminado, mais tarde, por não pertencer a uma qualquer destas facções ?
 
António Reis Luz
 
publicado por luzdequeijas às 22:08
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OS MAIORES DO SÉCULO XX

 

 Entre os maiores do século XX neste Portugal espalhado pelo mundo inteiro, está seguramente uma companhia da qual todo o país se orgulha; A TAP.
Desde que nasceu, apadrinhada por aquela figura inesquecível do Marechal Humberto Delgado, foi crescendo em ritmo acelerado e abrindo delegações pelos quatro cantos do mundo. Foi comprando aviões dos mais modernos e sofisticados, foi – se adaptando às altas tecnologias e aos poucos, ganhando a admiração e respeito pelo mundo fora!
 
Para trás ficavam os tempos em que os aviões não podiam voar de noite . No longo – curso, as viagens para África duravam dias, sendo a rota feita com a recurso à ” navegação à vista” de dia, pelas costas do Atlântico !
Depressa passaram os anos até que começaram a rebentar as ditas “guerras de libertação” como lhe chamavam aqueles que se criam apropriar das enormes riquezas das nossas colónias. O grito de “rápido e em força para Angola” estende-se a outras possessões ultramarinas. Apesar das guerras fomentadas, as ditas “ Províncias Ultramarinas”, desenvolveram-se mais que a própria “ Metrópole” !
Durante longos anos a TAP é o elo de ligação de todo este mundo imenso e rico, que fala português, e de mais mundos para os quais emigraram centenas de milhares de portugueses!
 
Os emigrantes espalhados por toda a parte e os turistas que nos queriam visitar, acorriam às delegações da TAP mais depressa do que às nossas embaixadas ou consolados!
Acorriam aos aeroportos internacionais muitos emigrantes portugueses, só para ver chegar ou partir um pouco do seu Portugal. A sua bandeira.
A actividade comercial da TAP dá a conhecer Portugal ao mundo de bandeja, na qual a primeira oferta se chamava simpatia e bom acolhimento. Se isto acontecia no turismo e emigração, esta companhia de bandeira também vestiu a farda das forças armadas, tornando – se o baluarte da ida e vinda de muitos milhares de soldados angustiados e com lágrimas nos olhos.
Mais tarde, e em razão da descolonização, foi o refúgio de milhares de “ retornados” que regressavam depois de anos de canseira, sem um tostão nos bolsos e abandonados à sua sorte.
Era o 25 de Abril e o seu mundo de utopias e oportunismos ....
Na sequência, a TAP é transformada no barómetro político nacional e despojada de todas as companhias domésticas de aviação, que havia posto a funcionar nas possessões ultramarinas!
 
Tudo o que vai acontecendo, acontece primeiro na TAP. A sua administração é saneada e substituída por empregados sem o mínimo de qualificações ou experiência, exigíveis ! O descontrole atinge a TAP e o País inteiro. Os oportunistas fazem tábua rasa de todos os valores ! O império é desmantelado por abandono das forças armadas, mais preocupadas com as rédeas do poder e as promoções galopantes e impensáveis !
 
Políticos de todos os quadrantes invadem a TAP, dividindo-a mortalmente. Alguns, sem o mínimo de currículo adaptável, chegam mesmo ao serem empossados, premiados com 20 anos de antiguidade que, de certo, nunca tiveram ! Os retroactivos eram pagos pela TAP.
Os quadros foram triplicados em razão dos partidos, grupos e lóbis instalados !
Enquanto um assumia a chefia, os outros dois ficavam esperando a sua vez, sem nada que fazer ! As promoções eram feitas sem qualquer cerimónia, em razão da força política no poder.
Os mais competentes e honestos eram pura e simplesmente arredados se não tivessem as bençãos políticas !
 
A construção da União Europeia e a globalização, por último, apontam para novas realidades no transporte aéreo e as suas directrizes vão fazer sofrer muita gente de bem.
Seguem – se caminhos que aviltam quem tanto trabalhou pelo seu país . Para diminuir efectivos e tornar pequena uma grande companhia, mais de sete mil trabalhadores, os mais antigos, são friamente empurrados para o banco do jardim !  
Os trabalhadores foram publicamente desacreditados com insinuações, sobre regalias e níveis de vencimentos . Através dos “ média” era preciso controlar a opinião pública .
Virá – la contra os trabalhadores da TAP !
Outras companhias e sectores de actividade estavam na fila de espera . A cumplicidade de alguns sindicalistas mais influentes, também se fez sentir ! Mais tarde foram recompensados com elevadas promoções a destempo !
As universidades privadas também davam bom dinheiro a muita gente e para que tudo se mantivesse era preciso colocar os finalistas em bons empregos . Quem tinha mais de cinquenta anos acabou por pagar uma factura muito pesada ! As empresas também, porque perderam os quadros mais experientes e preparados . Foi assim que Portugal chegou aos últimos lugares dos países da União Europeia em todas as variáveis do domínio económico, social e moral !
A TAP, hoje, voltou a ter o número máximo de empregados que tinha tido e até dá lucro, com vencimentos idênticos, vá – se lá saber porquê ?
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 20:20
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

DOUTRINA SOCIAL CRISTÃ

 

"Os crentes viviam muito unidos e punham em comum tudo o que possuíam. E, cada dia que passava, o Senhor aumentava o número dos que tinham recebido a salvação."

 
É este o tom geral do Texto de Meditação, e para a maioria das pessoas uma espécie de paraíso na Terra.
No mundo real em que vivemos, também a maioria das pessoas, relativamente ao paraíso descrito, não hesitam em o classificar de utópico.
 
A grande maioria das pessoas, também parece não entender, que os bens que julgam ter, são demasiado perecíveis e terrenos, e que mais não servem senão para esconder outra felicidade, à qual nós insistimos em fechar os olhos, obcecados que estamos com o materialismo.
 
À própria realidade da vida terrena ser uma curta passagem, os humanos fazem vista grossa, como se ela fosse mesmo eterna.
Poucos querem aceitar e proceder em conformidade, com a fragilidade desta passagem pela terra que Deus nos concedeu, embrulhada num constante afrontamento entre o bem e do mal.
Vivemos esse dilema, que no fundo é a forma de sermos postos à prova perante o julgamento final e, temos o descaramento de falarmos em utopia relativamente aos supremos valores da nossa existência.
Depois de coabitarmos forçosamente, com o bem e o mal, deste confronto só avançamos com vida, se conseguirmos manter dentro de nós, um sentimento elevado chamado esperança, qual bóia de salvação que nos pode levar até ao fim da vida.
A força secreta que move todo o esforço humano é a esperança num amanhã diferente para melhor.
Mas a esperança cristã, tal como a fé, não é uma esperança individual: é antes uma esperança com os outros e para os outros.
O cristão deve ser homem de esperança, pois sabe de onde vem e para onde vai. Sabe que vem de Deus e regressa a Ele.
Para viajarmos neste grande barco da vida, o bilhete de ingresso chama-se a nossa família, mas logo que entramos nele, temos de perceber através do amor que temos à nossa família, que é inevitável fecharmos os olhos ao desafio de aceitarmos a concepção de uma família mais alargada, e dessa maneira estaremos abertos ao encontro e ao diálogo de gerações.
Tudo aquilo que não queremos para a nossa família, também não podemos nem devemos querer, ou aceitar, para a grande família alargada, a quem chamam o próximo.
Nasceu, então, em nós e a partir de agora outro conceito; o conceito da justiça social e o destino universal dos bens da Terra.
Chegámos, sem darmos por isso, a um porto até agora desconhecido, chama-se ele : um conceito cristão sobre a propriedade e o uso dos bens.
É o princípio típico da Doutrina Social Cristã ; os bens deste mundo são originariamente destinados a todos.
O Direito à propriedade privada é válido e necessário, mas não anula o valor de tal princípio.
Sobre a propriedade privada, de facto, está subjacente « uma hipoteca social», quer dizer, nela é reconhecida, como qualidade intrínseca, uma função social, fundada e justificada precisamente pelo princípio do destino universal dos bens.
Depois, e ainda, dentro do mesmo barco começamos a respirar, ainda que levemente, um leve perfume que lido no frasco que o contém, se percebe chamar-se hino à caridade.   
Conforme a fragrância escolhida , podemos optar pela caridade paciente, a caridade bondosa, a caridade discreta, a caridade da verdade e nunca deveremos comprar alguns outros tipos de caridade postas à venda como, a caridade indiscreta ou a caridade interesseira, ufana ou mesmo, invejosa.
Assim que sairmos de novo do barco, no qual fizemos esta longa viagem , teremos seguramente descoberto que há outra forma de ser feliz na terra, que desconhecíamos, e que também, ainda nos pode levar à salvação eterna.
Sem medo de nos rotularem de utópicos, sabemos ser esta a viagem aconselhada. Não é fácil tomar a toda a hora este barco !
 
António Reis Luz
 
 
 
publicado por luzdequeijas às 17:48
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Heranças de Poesia e Lavoura

 

O Rio das Lavadeiras deixou–nos Heranças de Lavoura e Poesia. O rio era o Jamor, campesino serpenteando as viçosas hortas e os verdejantes pomares".
 
Era o rio das lavadeiras da freguesia de Carnaxide, no levantamento eclesiástico de 1865 ( P.e Francisco da Silva Figueira, " Os primeiros Trabalhos Literários" ), dá-nos conta da existência do total de 191 (?) lavadeiras, assim sendo distribuídas: Carnaxide, 43; Linda-a-Pastora,44; Linda- a - Velha, 14; Outurela, 12; Portela, 2 ; Algés, 40 ; Praias, 10; Queijas, 16 ; e dispersas, 10.
 
Às segundas-feiras lá iam entregar a roupa lavada e buscar trouxas de roupa suja.
Aproveitavam e vendiam às clientes ovos e queijos frescos que também levavam, com essa intenção. No regresso traziam mais uns cobres que muito ajudavam a saciar as dificuldades caseiras.
Os ares eram lavados, a água cristalina, a várzea agricultada, à vista das antigas azenhas e moinhos de vento. Os peixes nadavam aos pés descalços destas lavadeiras, mergulhados na água !
O Jamor era navegável e tinha nos actuais terrenos do Estádio Nacional, perto da piscina, o ancoradouro dos barcos, destruído em finais do último século.
Era o Rio no qual muita gente ainda viva mergulhou e nadou nos seus pegos.
Depois, a avassaladora onda de expansão urbanística quebrou o sortilégio paisagístico, poluiu o rio, desfez equilíbrios naturais. E perdeu-se um dos mais cantados "recantos" do concelho de Oeiras. Ao lado deste rio nunca deixou de estar a povoação de Linda-a-Pastora, que ninguém terá descrito tão bem como Almeida Garrett no seu livro "Romanceiro" III ;
E lá, em perspectiva, no fundo deste quadro, em derredor, estava tudo de uma beleza que verdadeiramente fascinava. Uma aldeia Suiça com suas casinhas brancas, suas ruas em socalcos, seu presbitério ornado de um ramalhete de faias; grandes massas de basalto negro pelo meio de tudo isto, parreirais, jardinzitos quase pêncis, e uma graça, uma simplicidade alpina, um sabor de campo, um cheiro de montanha, como é difícil de encontrar tão perto de uma grande capital.
O lugarejo é bem conhecido de nome e fama, chama-se Linda - a – Pastora. Porquê ? Não sei.”
A lavadeira de Linda-a-Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro III, a versão mais bonita da lenda da pastorinha.
Três bonitas lendas regionais terão deixada à posteridade a bela imagem da foz do Jamor e, mais ainda, uma unidade mítica entre Linda–a–Pastora, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada (A Cruz que Brada). A não desfazer nunca.
A CMO acaba de assinar um protocolo com a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), criando a SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana.
A SRU irá fazer um trabalho de investigação incidindo sobre a zona de Algés e Cruz - Quebrada com extensão, através do Rio Jamor, aos núcleos de Linda-a-Velha e Carnaxide.  
Se nos lembrarmos da profunda ligação de Linda-a-Pastora ao Jamor e a toda esta várzea, é de estranhar o afastamento do seu núcleo histórico de tal estudo. Demais, sabendo-se que durante centenas de anos Linda-a- Pastora foi a segunda maior localidade, a primeira era Carnaxide, da enorme freguesia com este nome.
É de estranhar que a terra de Cesário Verde seja excluída !
De salientar aquilo que muita gente ignora: que entre 1924 e 1944, em Linda-a-Pastora, houve um fascinante foco cultural, artístico e literário, desenvolvido por alemães lá residentes, no qual se integraram os notáveis artista, alemão Hein Semke, Marta Ziegler, Teresa Balté, Else Althausse precursora das artes gráficas modernas.
Que seja esquecido Silvério Martins, natural de Linda-a-Pastora e discípulo, em Mafra, do estatuário Alexandre Giusti, outros homens da cultura, como sejam o próprio irmão de Cesáreo Verde, de seu nome Jorge Verde, que também foi poeta, Almeida Garrett e Manuel Pinheiro Chagas, figura das mais ilustres do século XIX.
Não poderá ainda ficar esquecida a linda capela setecentista de S. João Baptista implantada em pleno centro histórico. Nem o Hotel Jamor com a sua sala de jantar panorâmica. Nem a Linda Pastora das lendas de encantar. O seu núcleo devidamente recuperado pode e deve prestar um alto serviço a este polo de atracção cultural, religioso e turístico. É preciso que o Jamor volte a ser navegável até ao Santuário da Rocha.
 
Visite-se nos arredores da capital do México a Veneza mexicana, Xochimilco de seu nome, com canais navegáveis e uma festa constante aberta todo o ano ao turismo e ao mundo. Afinal tudo isto é sonho! Não ganhámos nada. Antes, perdemos a Junta de Freguesia e a nossa cultura enfraqueceu artisticamente e moralmente!
 
  
  
 
                  Xochimilco e a festa nos seus canais.
 

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 12:30
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ESTENDER A PASSADEIRA

 

 
Confesso que é um título que causa, certamente, calafrios a qualquer pessoa de bem . Num mundo em que vivemos, no qual a condição humana é tão perene, serão muito poucos aqueles que poderão merecer que se lhes estenda a passadeira. E esses , se fosse o caso, seriam exactamente eles os primeiros a recusar tal honraria!
Uma passadeira estendida só para o criador deste universo fabuloso em que vivemos.
Claro que não penso que mereça uma passadeira aquele Presidente de Junta que mandou pintar uma mesmo à sua porta ! Ou que sejam necessárias tantas passadeiras como já vi pintadas num pequeno bairro da minha terra!
Todavia, se pensarmos numa instituição de serviço público já o caso muda de figura, escolas, hospitais, clubes, igrejas etc, deveremos obrigatoriamente estender a passadeira, de preferência vermelha.
Na freguesia de Queijas, por exemplo, temos uma instituição sediada em Linda – a – Pastora com largo prestigio internacional e que muito nos honra.
Oficialmente designada por Congregação das Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição, quem as conhece integra-as na Obra Social Madre Maria Clara.
Existem desde 1871 e fixaram-se em Linda - a - Pastora por volta de 1990. Prestaram e prestam um apoio quase invisível mas, sem o qual, muita gente passaria por grandes dificuldades.
Madre Maria Clara do Menino Jesus ( 1843-1899 ) sempre impelida pela mesma ânsia de a todos socorrer, enviou as suas Irmãs a Angola, em 1883, à Índia, em 1886, à Guiné e a Cabo Verde, em 1893 e nunca mais parou.         
Sob o lema " Onde houver o bem a fazer, que se faça ", a obra da Congregação é muito vasta e a partir da antiga Quinta de Cesáreo Verde, em Linda - a – Pastora, são hoje geridas obras espalhadas pelo mundo fora : Pontevedra, Roma, Bombay, Margão-Goa, Philippines, Salvador da Baía etc.
A fundadora desta “ Obra “ tem, merecidamente , uma estátua na freguesia e a sua instituição é igualmente merecedora que se lhe estenda a passadeira vermelha.
Curiosamente passa à sua porta a Rua Madre Maria Clara, hoje com trânsito intenso, e as irmãs para entrarem e saírem da sua Casa – Mãe precisam de mil cautelas para atravessarem a rua.
O mesmo acontece com os inúmeros frequentadores das suas enormes instalações, que em retiros espirituais ou concentrações afins, aqui se hospedam vindos de variadíssimos lugares de Portugal e estrangeiro.
A CONFHIC pode, pela proximidade e vocação, prestar um serviço valiosíssimo ao concelho, quando o Santuário da Rocha se abrir, como outros, ao turismo religioso. 
Parece-me, por isso, de elementar justiça que na frente da sua entrada principal seja recolocada uma passadeira ( já lá esteve) de modo a tornar mais fácil a vida destas Irmãs que diariamente se deslocam às paragens dos transportes públicos, muitas vezes, para irem ajudar quem necessita.
Aos autarcas exige-se uma política de proximidade sempre atenta a quem presta serviços públicos, as mais das vezes a troco de tão pouco.
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 12:24
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As "Redes Sociais"

 

É dado adquirido que algum poder político passa pelos partidos, não todo. Felizmente

A “Sociedade Civil” pode e deve deter uma parte desse todo, se perceber que o deve agarrar. Segundo acreditados estudiosos desta matéria, as estruturas mediadoras da sociedade civil são essenciais para a vitalidade de uma sociedade democrática.
Em livro publicado, Dahrendorf associou a sociedade civil a grupos de activistas ao serviço das ONG, e definiu estas como atotalidade das organizações e instituições cívicas voluntárias que formam a base de uma sociedade em funcionamento, por oposição às estruturas apoiadas pela força de um Estado (independentemente de seu sistema político).
São, ainda, estas organizações também conhecidas por pelotões, que  englobam “associações voluntárias em geral, clubes, bombeiros, corporações” e muitas outras instituições civis. Podem e devem ainda englobar as famílias, a vizinhança e as igrejas.
Está também demonstrado que nas regiões onde elas existem e são vivas, livres e participativas, tais regiões se tornam mais desenvolvidas, ricas e prósperas.
Nos últimos tempos este conhecimento levou a que algum “Poder Local e Central” tivesse reconhecido o seu alto mérito, aglutinado-as em “Redes Sociais” directamente controladas pelo poder político, quando na sua função essencial elas devem existir e moverem-se na horizontal sem tutelas alheias.
Cabe agora fazer o diagnóstico desta situação, citando para tal James Madison no seu federalist paper n.º 51:
Se os homens fossem anjos não seria necessário haver governo. Se os homens fossem governados por anjos, não seriam necessários sistemas de controlo sobre o Poder Político eleito, nos governos e autarquias. Isto serve para dizer que a experiência ensinou aos homens que são precisas precauções adicionais, face ao poder político.
Lamentavelmente, sabe-se que a maioria das ONG vivem hoje em profunda e promíscua associação com os Estados, Autarquias e os seus orçamentos.
Mesmo sabendo que a espontânea colaboração de homens livres dá frutos maiores do que a mente das pessoas alguma vez pode imaginar, não poderemos esquecer que os “tais anjos da política”, por vezes, se transformam em “demónios”e deixam cair a democracia em roda livre.
A referida promiscuidade assenta muito na vontade do poder político pretender domesticar o voto dos eleitores, diariamente influenciados por estes seus servidores e, por outro lado, nas necessidades prementes das ONG para acudirem às suas múltiplas despesas.
Ora, a legislação existente diz claramente, nas competências atribuídas às autarquias:
"Apoiar ou comparticipar, pelos meios adequados, no apoio a actividades de interesse da freguesia, de natureza social, cultural, educativa, desportiva, recreativa ou outra."
Compreende-se que é função do poder político apoiar as ONG, sem necessidade que estas lhe estendam a mão, e ainda se compreende melhor que ninguém pode ser discriminado por não o fazer.
Percebe-se desta forma a razão porque os respeitados e influentes “pelotões” ( ONG ) não podem aceitar o fardo de estarem submetidos a uma política em rede verticalmente estruturada de cima para baixo e sob o controlo do poder político. Assim ficam em situação desfavorável para depois dos seus vibrantes desempenhos e normas de empenhamento cívico, poderem servir de controlo à acção do poder político.
A comunidade cívica ( ONG ) que se distinguir mais por uma cidadania activa e por um espírito público de controlo, acaba por ser discriminada ficando de fora na atribuição de subsídios dados pelas autarquias (dinheiro do povo e para o povo).
São os demónios à solta, discriminando e desconhecendo que a própria União Europeia, desde a sua criação, fez da luta contra a discriminação uma das missões mais urgentes.
Finalmente, também expressou a sua convicção de que as organizações da sociedade civil desempenham um papel essencial de intermediário entre as instituições e os cidadãos, corrigindo inconvenientes promiscuidades do poder político.
Que haja unidade no todo, mas sem o uso de anestesia ao que recebe.
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 12:18
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"AD ETERNUM"

 

 

Umas calças por levarem um remendo não deixam de ser velhas. Tudo isto a propósito da Via Longitudinal Norte, há mais de 10 anos anunciada e sistematicamente adiada, ou quase.
Em boa verdade anda ali pelos lados da Outurela, naquilo que foi designado pelo 1.º sublanço. O 2.º sublanço era para chegar a Queijas em 2004 !
O monstro que a partir do ano 2000 se tornou desmedidamente grande, acabando em bancarrota, deveu-se a um vergonhoso consumismo, incentivado como panaceia para um crescimento económico fictício, que, afinal, provocou no poder central uma magreza assustadora na sua capacidade de realização de obras estruturantes, realmentew úteis! !
Parece lógico que as prioridades de execução do poder central se articulem em paralelo com as do poder local. Na verdade elas, quando falham, afectam sempre vários projectos em curso, não só de um, mas de vários concelhos! A articulação entre municípios, tem andado arredia, mas forçoso será que seja tornada uma realidade, rapidamente. 
Neste caso a não execução da VLN afectou principalmente os concelhos de Oeiras, Cascais e Sintra.! Felizmente, que foi conseguido fazer-se a pressão necessária para que muitos anos depois da inauguração da jóia de Oeiras, aparecesse um acesso fácil entre a A5 e o Taguspark.
Ganhámos um espaço de acessibilidade que permitiu às grandes empresas deslocarem-se facilmente para lá.
Lamentavelmente muitas sequelas continuaram, originadas pela ausência da VLN. A realização desta via teria ainda permitido um melhor aproveitamento do aeródromo de Tires e o descongestionamento da A5 e IC19. Chega de grandes obras, mas a funcionalidade de acessos a urbanizações de há muito concluídas, no pressuposto desta via existir, deixou o trânsito diário, por exemplo em Queijas, num estado caótico. O congestionamento do IC19 levou ao atravessamento do tráfego entre esta via e a A5, ora num sentido ora noutro. A obrigatoriedade de pagamento de portagens na CREL, fez com que muitos condutores a ignorassem e, em Queijas, invadissem esta vila para, através da Estrada Militar, atingirem o IC19 ou a A5 sem pagarem.
Com o passar dos anos e o esquecimento da realização desta obra (VLC), muitas centenas de moradores são obrigados, diariamente, a atravessar Queijas (por ruas estreitas),para chegarem às suas casas.
O problema do Taguspark levou um remendo, construção da Variante da EN249-3 (Porto Salvo a Taguspark), mas as acessibilidades funcionais de Queijas e outras localidades dos três concelhos, ficaram feridas de morte.” Ad Eternum” ! 
 
 
publicado por luzdequeijas às 12:06
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Estadistas Precisam-se

 

 
Sobram os dedos de uma só mão para contar aqueles Estadistas que apareceram à frente do nosso País nos últimos cem anos.
Estão a tornar-se um bem preocupantemente escasso ! Ou se é, ou não se é. Eis a questão !
Sabe-se que se nasce já com esse dom, e o muito que se pode fazer, é ajudar a melhorar o seu desempenho.
Mas, para tal, é preciso que eles apareçam.
Aqui radica, e mais transparece, toda a crise partidária; querer ou saber como captá-los. Eles andam por aí,
não muitos, mas andam. Mesmo num País ingovernável como parece estar o nosso !
 
Este, ou qualquer outro governo, com o tempo, acaba por se sentir completamente tolhido na sua acção governativa, com uma liderança a pensar pequeno. A força das corporações, e outras, são de facto eficazmente bloqueadoras.
O País também o sente.
Num primeiro momento, os governantes que vamos tendo ainda inventam uma qualquer ASAE, para mostrarem que mandam. De facto mandam nas “ginjinhas do Rossio” !
Depois o desânimo abate-se sem piedade. Eles não mandam nada ! E o País vai andando mal.
 
Os possíveis Estadistas, que existam neste reino, farejam esta realidade e, como qualquer homem comum, escondem-se na mediocridade, mesmo sentindo o chamamento.
Ficam-se nas covas. Não sentem o mínimo de condições exigíveis para avançar !
Aos donos dos partidos isto interessa e muito. A mediocridade da classe política serve a muita gente, não ao País. Principalmente quando o líder governativo apelida os seus opositores de mesquinhez, tomando como mérito seu o sacrifício de todo o povo para equilibrar as finanças públicas.
Os verdadeiros “ Homens de Estado ” para aparecerem precisam, no entanto, de acreditar ter chegado o momento certo. Depois, a sua acção e postura vão demolindo os bloqueios corporativos e vão fazendo sobressair os mais capazes. Afastam o servilismo e a obra começa a surgir. Com ela regressa a autoridade perdida.
 
 
O verdadeiro Estadista pensa na próxima geração, nunca na próxima eleição. O seu sentido de estado funciona melhor que qualquer GPS (Sistema de Posicionamento Global) na descoberta do caminho certo para os altos interesses colectivos. É uma pessoa desprendida, segue na senda dos valores e não se deixa enredar nos pequenos interesses de grupo. Torna-se incomodo, mas granjeia o respeito das maiorias. Arrasta com o seu forte carácter e força interior, todo o País para o desenvolvimento e bem-estar social.
Faz crescer o PIB em vez de escravizar a população com escandalosos impostos.
Os bandos corporativos, amantes de governantes fracos, deixam de ter a sua governação subterrânea, tão eficaz na defesa da continuidade dos seus interesses pessoais e de casta.
 
Os potenciais Estadistas, tal como os golfinhos na década de sessenta, quando a poluição invadiu o estuário do Tejo, fugiram para longe. A inteligência e sensibilidade dos golfinhos, tal como a dos Estadistas, não lhes permite lidar, dia a dia, com tanta opacidade. Querem a água onde se movimentam bem transparente.
Hão - de voltar um dia.
Mesmo assim, talvez esteja na hora do País pôr nos grandes jornais mundiais um anúncio como segue:
 
 “ Estadistas precisam-se; condição indispensável falarem a língua de Camões desde nascença”
 
Certamente que no “ casting ” será rejeitado todo e qualquer candidato por afirmar que, com excepção do seu, todos os partidos estão mal.
Certamente será escolhido todo e qualquer candidato por afirmar que todos os partidos devem ser profundamente revistos no seu funcionamento interno. Todos estão mal.
Em especial há um que está completamente anestesiado.
As regras internas de funcionamento dos partidos devem ser legisladas e , portanto, serem iguais para todos , para que nos sufrágios haja, de facto, eleições democráticas.
Igualdade à partida.
Quem chamar a isto “coisas mesquinhas” não tem estatura de Estadista.
O povo paga com os seus altíssimos impostos os partidos que temos e deixa-lhes nas mãos o poder de conduzirem o País. Resta-lhe, a este povo, o direito que o funcionamento dos mesmos seja avaliado por uma credível “Alta Autoridade”, constituída por homens bons e de grande credibilidade. Em debate nacional.
A avaliação quando nasce é para todos. “ Cada um dará o seu melhor para um país mais justo, para um país mais pobre ... “.
 
António Reis Luz
 
Militante Partidário
 
publicado por luzdequeijas às 12:04
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O ENSINO E A REFORMA DO ESTADO

 

 Já fecharam 2463 escolas em todo o país, ao abrigo do programa de reordenamento da rede do básico. Até 2010 deverão fechar até 4500 escolas. É a meta oficial prevista pelo Governo. Entretanto vai havendo crianças do 1.º ciclo, com aulas em contentores e colectividades !
É de crer que se pretenda melhorar o ensino público monopolista, em degradação funcional e qualitativa, se continuarmos a ignorar que, sem concorrência do ensino privado, não existirá estimulo para melhorl.
O país fica em estado de choque nas poucas vezes que as televisões abrem os seus écrans a casos de arrepiar. Reportagem de Mafalda Gameiro ( RTP) na qual se mostraram as salas de aula transformadas em ringues de luta livre com alunos da escola e rufias de fora dela, em violenta pancadaria ! Agressões a uma professora por tirar o telemóvel a uma aluna e relatos quase diários nos jornais de violações e indisciplina de toda a ordem nas escolas públicas ! Os professores trabalham em condições extremas, abandonados à sua sorte e sujeitos a todo o tipo de humilhações. Há muito se demitiram da sua função integral! Aqui está um retrato brutal da escola pública que envergonha o nosso país. Uma escola destas não pode existir. Pura e simplesmente.
O M E matou aos poucos a autoridade pedagógica e disciplinar dos professores e, hoje, os alunos saem da escola pessimamente mal preparados. As taxas de retenção ( chumbos ) anda nos 25 %, muito acima dos demais países europeus!
O País sofre com isto sob vários aspectos, nomeadamente com afectação da sua economia que, com estes estudantes chegados a trabalhadores, não acompanha a produtividade que se exige num mundo altamente competitivo e globalizado.
A ministra lamenta, ainda, o facto de os Orçamentos da Educação terem uma fatia bastante pesada destinada aos salários – nalguns casos ela ultrapassa os 95 por cento!
Por sua vez o primeiro-ministro recusa, ainda, o cheque – escola (com sucesso noutros países europeus), que permite a livre escolha da escola. Para isso, “Não contem comigo”, disse.
Faz mal, pois, não sendo possível baixar o vencimento aos professores nem aumentar a despesa na educação (das mais altas da Europa, depois da conhecida “ paixão “ ). Pelo contrário, ela terá de baixar e esta solução poderia encaixar neste objectivo na perfeição: Reforma da Função Pública.
Portugal é um dos países europeus onde os vencimentos dos professores são mais elevados, que mais investe na educação face ao PIB e com piores resultados apresentados.
Todavia, com a obstinação da ministra e do primeiro-ministro na defesa da escola - pública sem saberem reverter o estado de sítio a que chegou a mesma, foram rendidos à força na rua, em virtude da gigantesca manifestação contra as avaliações.
O executivo encostado à parede, quis ignorar que este é pura e simplesmente um problema laboral e entregou-se no colo do sindicato. O resultado foi que pouco ou nada vai mudar e os efeitos das poucas avaliações ( aceites !) só serão conhecidos depois das legislativas . Ganhar as eleições parece ser mais importante que defender o alcance da medida e a dignidade do poder instituído!
A Ministra parece ter assinado a rendição. Os média cobriram-na com um lençol branco !
Também a reforma da função pública vai por maus caminhos! Longe de estar conseguida, a função pública conta hoje com quadros no grau absoluto da desmotivação e muitos funcionários sem nada que fazer ! É uma enorme legião ( perto de um milhão) de pessoas dominadas pelo maior sentimento de impotência, desiludidas e mal pagas.
Voltando às escolas – públicas e referindo dados do ano lectivo 2006/2007 temos um totalde150 mil professores ! São absorvidos em vencimentos de pessoal 82,2 %do orçamento do ME    ( 72 % é a média da OCDE ) !Um orçamento de 6. 115 milhões de euros ( 4,11 do PIB ) !Um total de alunos de 1 450 073, inscritos no ensino público!Cada aluno do ensino não superior custa ao Estado 5. 000 euros ano ( valor indicado pelo ME ) !
Com o ensino a funcionar livremente ( pais e alunos escolheriam a escola que lhes desse mais garantias) e, com cabeça fria, a escola- pública ia melhorando, o ensino também e os professores perceberiam que era do seu próprio interesse aceitarem a solução que mais cedo ou mais tarde terão de assumir. Um ME subdimensionado garantiria a coesão, qualidade e uniformidade do ensino em todo o país.
As escolas do Estado devem conquistar os seus alunos e não recebê-los a granel.
Depois dos subsídios, o Orçamento Europeu está a chegar !
É fundamental que haja “ Menos Estado mas Melhor Estado “ e desse modo
os 150 000 postos de trabalho da sua promessa eleitoral seriam alcançados. Com algum atraso, mas seriam ! Não indirectamente, mas por sua decisão. O senhor PM entraria na história.
Em situação confrangedora estarão os milhares de desempregados ! As falências em série, as centenas de milhares de pré- reformados (forçados) a quem o ministro das finanças presenteia com inimagináveis cortes na reforma, aqueles que emigram à procura de trabalho, o trabalho precário, a exclusão social etc. . Ao estado a que chegaram os professores, uma evolução no seu estatuto profissional, obtida num desempenho dentro de uma escola a caminho de uma gestão independente, só lhes trará mais respeitabilidade e realização laboral. Dinheiro já têm e ele não lhes assegura nem realização profissional, nem social !
Enquanto isso a 4.ª Geração do ensino à distância ainda vem longe, e embora o e- learning seja uma metodologia de ensino ainda em ascensão .... o sindicato não poderá parar a sua evolução.
 
 
 
publicado por luzdequeijas às 12:03
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Imperioso Melhorar a Democracia

 

É lugar comum dizer-se que sem partidos não há democracia, mas o inverso também é verdadeiro.
Os nossos partidos do poder ( PS/PSD), cuja existência custa aos portugueses uma soma incomportável das suas parcas possibilidades financeiras, são avessos a falar de si e, quando o fazem, avançam números de pouca credibilidade como seja:
 
PS “ dixit “ ; O número de militantes do PS ronda os 73 mil. No entanto, o número de militantes com direito a voto para o congresso deverá ser substancialmente menor. Só votam aqueles que pagarem as quotas.
 
PSD “ dixit” ; O número de militantes do PSD, em 2007, segundo fontes partidárias não ultrapassaria os 60 mil, contudo apenas 50% votaram nas eleições directas ( o número provável de militantes do PSD). 
 
O partido do actual governo tentou que todos os partidos fizessem prova de terem pelo menos 5.000 militantes devidamente identificados, tendo com isso levantado uma autêntica revolução. Isto da parte dos mesmo que querem a abolição do segredo bancário para todos os cidadãos e não enjeitam em devassar a sua vida privada.
Ora, considerando um total nacional de mais de oito milhões de votantes, temos dentro do PS e PSD, no melhor dos casos, um total de 133 000 militantes, sendo que metade não vota. Dos que votam, a maioria deles votam com quotas pagas pelos caciques.
Haja a coragem de radiografar os partidos e fazer um levantamento do perfil dos seus militantes e depressa se vai concluir que na sua grande maioria votam em quem lhes mandam votar, a troco de milhares de pequenos favores. A sua capacidade e entendimento do votar é muito limitada e as carências são inúmeras.
A discussão política dos problemas reais do país passa ao lado da vida interna dos partidos que, perdem todo o tempo digladiando-se entre facções e encontrando dentro do partido os seus maiores inimigos. As sinergias estão arredias, pior, o objectivo nacional é completamente arredado e dá lugar a guerras constantes que paralisam toda a estrutura partidária.
 
Apetece perguntar como podem surgir dentro de um universo de votantes inferior a 0.01% do total nacional de votantes, os melhores servidores para o país ?
O resto imenso dos portugueses não contam ? Sempre serão 99,99 % !
Não seriam precisas tantas explicações para se perceber que, com honrosas excepções, o partido e o país ficam entregues aos cacique que manipulam a maioria dos militantes. As excepções vão sendo marginalizadas.
Como podem os partidos deter tanto poder ?
Será que qualquer um líder dos partidos é o melhor primeiro-ministro para Portugal ?
Só com muita sorte. E se isso for possível estará ele como candidato preparado para tal, perdido que andou em tanta luta para conquistar o poder e manter o partido unido ? Afastado ou nunca empossado na gestão de qualquer grande empresa ! Sem nunca ter participado em qualquer governo, nem sequer como secretário de Estado. Com habilitações de qualidade duvidosa !
 
Hoje, o objectivo de um líder partidário é governar o país e não o partido.
 
Não esquecer que o actual primeiro-ministro já falhou a maioria das promessas que fez em campanha ! A realidade que encontrou no país era outra e ele desconhecia-a.
Mesmo assim como está a vida económica de Portugal, e a crise da educação, saúde e justiça ? Como vamos solucionar o desemprego e a reforma do Estado. Estará o tão apregoado Plano Tecnológico a servir a economia, para além da entrega gratuita de computadores ?
Será a profusa distribuição de diplomas do 12.º ano o melhor caminho para a educação se pusermos de fora as estatísticas?
Como ficou a tão contestada avaliação dos professores?
Porque vão milhares de portugueses a Cuba ser operados se tudo vai bem ? A expensas das autarquias ?
Muito, muito mais se poderia perguntar e dizer calando as loas publicitárias de alguns média e do próprio governo.
 
O povo já fez a sua parte apertando o cinto para equilibrar as finanças públicas e enfrentar o custo de vida e o desemprego !
 
Por fim, não é mais possível acreditar que o melhor primeiro-ministro de um país tenha que sair de dentro de um partido. Outro caminho teremos de encontrar e deixar para o líder partidário o difícil papel de apoiar e descobrir o melhor primeiro-ministro na sociedade civil, com provas dadas .
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 11:58
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Conhecer para compreender melhor…

 

 
É esta a ideia que preside ao movimento de geminação de cidades ou vilas, que despontou na Europa pouco após a segunda guerra mundial. Actualmente, a geminação aproxima municípios, cidades e vilas de toda a Europa, unindo-os numa densa rede de cidadãos.
É também um conceito através do qual cidades ou vilas de áreas geográficas ou políticas distintas criam laços a vários níveis, sobretudo a nível cultural mas também económico ou outro.
Abre vias para conhecer melhor a vida quotidiana dos cidadãos de outros países , trocar ideias e experiências, desenvolver projectos conjuntos sobre questões de interesse comum.
A geminação de cidades e vilas caracteriza-se por um empenho significativo por parte dos cidadãos, podendo, pois, conferir um impulso importante ao desenvolvimento da cidadania europeia e mundial.
O Homem está agora a descobrir que o Mundo é global, aquilo que as aves, os peixes e os animais sempre compreenderam!
Não posso esquecer a rica experiência de quando liderei a elevação de Queijas a Vila e, hoje, sabendo que não podemos nem iremos ser elevados a cidade, imagino outros caminhos de manter a minha terra no mapa e alargar a sua imagem.
Em viagem pela Galiza e quase dormitando num autocarro, vi na berma duma estrada uma tabuleta indicando uma localidade chamada Queijas, tal e qual !
Passou-me logo pela cabeça poder ser uma oportunidade de aproximar as gentes da minha terra com os povos galegos, historicamente enraizados connosco. De criar redes autênticas e não forjadas. Redes que reunam colectividades regionais e locais e intervenientes também na economia social.
Lembrei-me dos “Caminhos de Santiago” e visionei o Santuário da Rocha, vi o mar e as bacias de Vigo ou da Corunha ferventes de actividades de pesca tradicional, marisqueira e de aquicultura marinha ... ocupando 4,1% das pessoas activas, ou seja 45 mil pessoas.
Na Galiza mais de 13.000 pessoas trabalham no cultivo do mexilhão etc. !
Lembrei-me do estuário do Tejo ( Lisboa, Oeiras e Cascais) e numa oportuna aposta pela criação de emprego na pesca tradicional, marisqueira e na aquicultura, perfeitamente conciliável com a actividade turística. Depois de despoluída toda a bacia.
A aposta, certa, de Oeiras na área dos serviços podia ficar reforçada pala diversificação.  A Galiza é hoje o principal destino das exportações portuguesas”, “ Nos primeiros 11 meses do ano passado, Portugal exportou mais de 1750 milhões de euros para a Galiza”, A Galiza tem hoje uma enorme importância estratégica para o comercio externo português”, “ 507 milhões de euros entraram em Portugal vindos da Galiza nos últimos 14 anos” !
Mais, calcula-se que mais de 30 mil portugueses trabalham do outro lado do rio Minho. 
Imaginei logo intercâmbios escolares, a geminação de dioceses, acordos de cooperação cultural e porque não, a geminação das duas Queijas.
Busquei de novo informações deste “ pueblo” e fiquei a saber tratar-se de uma localidade pequena, mas muito bonita, envolta em “ turismo rural” e situada muito perto da Corunha.
Para o topónimo da nossa vila de Queijas fala-se de 4 possíveis explicações e bastante diferentes umas das outras. Uma delas julga-se oriunda do castelhano ou do Espanhol como se diz mais vulgarmente. Assim, em castelhano, os substantivos comuns "quexigo, caxigo, e cassigo", referem-se a uma espécie de carvalho. Ora, esta árvore, geralmente, cresce em serras, montes e zonas pedregosas. Como Queijas se situa num local elevado, é possível que o nome venha daí.
Será que para o topónimo do “pueblo” da Corunha a explicação também radica nesta hipótese?
Com geminação ou sem ela importa fazer crescer e engrandecer a tal rede de cidadãos e no caso de Queijas, do concelho de Oeiras, precisamos que esta terra tenha mais vida própria e par tal mais desenvolvimento económico. Porque não, nos poucos terrenos ainda disponíveis em Queijas, alguns com vista para o oceano, fazer nascer um polo empresarial que traga emprego local ?
António Reis Luz
 
publicado por luzdequeijas às 22:15
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A Demagogia dos Pequeninos.

 

 Até parece que se vai escrever sobre o Portugal dos Pequeninos, mas não. Trata - se realmente de desabafar e escrever sobre um outro país muito parecido, chamado de “ Babilónia “.
Neste país a classe política está totalmente desacreditada pela falta de “ Sentido de Estado”, ou tão somente pela falta de “ Serviço Público” que nunca apareceu, até hoje, naquilo a que querem chamar democracia.
A idade média desta classe política já é o que menos importa ! Tem havido de tudo.
Particularmente nesta “ Babilónia “ vão imperando, nos últimos tempos, os “ políticos pequeninos”, gente com muita falta de saber e de uma visão globalmente social. A estrada da vida que já percorreram, por serem pequeninos, não lhes deu a possibilidade de falarem ou pensarem sobre os mais velhos, ou seja, aqueles que já dobraram os cinquenta anos de vida. Não lhes é possível imaginar o que sente um homem de cabelos brancos, sem lá chegarem. Não têm sensibilidade para tal.
Aquele cidadão, reformado, que ainda pensa e sente como seu, tudo aquilo que é de todos, é para eles um ser extraterrestre !
Os políticos pequeninos desta Babilónia agem e decretam, sentindo no seu íntimo a velha máxima; “ Não é meu que se lixe.”
É aqui que começa a sua prática demagógica, aquela que um ser pequenino mais rapidamente utiliza. Não é verdade que com ela muitas vezes tentaram ludibriar os seus próprios pais ? Pois, são estes políticos pequeninos, novos ou velhos, que puseram a “Babilónia” a funcionar como está ! Ou seja, nela nada funciona .
Não funciona a justiça, educação, ambiente, segurança, saúde etc., ou melhor funcionam, mas exactamente ao contrário daquilo que deviam.
Temos e vivemos, assim, numa Babilónia”, vergada ao peso do deixa andar, da incompetência, do oportunismo, da falência eminente, da corrupção e da prevalência dos interesses particulares, muitas vezes ilegítimos, em detrimento do interesse geral do país.
É neste grave momento que a Babilónia atravessa, que os tais políticos pequeninos sem coragem para tomar as salvadoras medidas de fundo, de há tanto diagnosticadas, embarcam com total descaramento pela via da demagogia.
Lembram muito os cozinheiros de alguns restaurantes que para disfarçaram o travo amargo da carne retardada, carregam sem conta na mostarda. 
Na Babilónia há uma profunda crise de Estado, a identidade da nação está perdida e ao invés de haver coragem de pôr em prática as medidas estruturantes adequadas à gravidade, tratam-se os reformados como se fossem, na generalidade, uns autênticos privilegiados e oportunistas!
Quem recebe uma reforma da Segurança Social, pagou-a durante longos anos de trabalho. A sua entidade empregadora também cumpriu a sua obrigação social. Quase de certeza que deste dinheiro descontado, muitos dos políticos pequeninos desta Babilónia auferem, antes do tempo ou da razoabilidade, autênticas mordomias e reformas de nababos ! Estas sim, são de corrigir.
Como podem abordar de forma tão demagógica e generalizada, um problema tão serio? Esquecem-se que milhares de trabalhadores foram corridos dos seus locais de trabalho nos últimos anos deixando para trás sonhos e regalias que estavam ainda nos seus horizontes ? Com cinquenta e poucos anos sentados no banco do jardim !
Tudo isto em nome dos desvarios dos tais políticos pequeninos que arrastaram o país numa revolução completamente desactualizada e aberrante !
Também para arranjar empregos aos milhares de alunos das universidades privadas, cujas receitas encheram os bolsos aos ditos políticos pequeninos da nossa Babilónia.
É crime os reformados trabalharem ? Melhor seria enterrá-los enquanto antes ! E vivos, para não darem mais despesa ao país!
 
António Reis Luz
 
publicado por luzdequeijas às 21:54
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VER, LER E PENSAR

 

Num jornal diário apanhei uma noticia colocada numa página interior, em dimensãomuito reduzida. Essa noticia dizia:“O rei foi eleito, anteontem, no canal antena 3, entre cem candidatos, a personalidade histórica de Espanha.”Trata-se como é evidente de Juan Carlos.
Falei com vários amigos e ninguém sabia do caso. Provavelmente não tem significado para nós, portugueses, pensei.
Mas os meus neurónios não pararam e lembrei-me de eleição idêntica de Salazar, em Portugal, e em formato idêntico na nossa RTP.
Procurei informar-me melhor (internet) e fiquei a saber que Franco foi relegado dos primeiros lugares depois de uma campanha com referências constantes ao “franquismo”.
Por outro lado os resultados finais confirmaram o papel que a monarquia continua a ter em Espamha, figurando entre os dez primeiros Isabel a Católica, a princesa Letizia Ortiz e Afonso X, o Sábio, entre outros.
Ainda entre os dez primeiros estão individualidades políticas de transição como Felipe Gonzalez    ( 10.º) e também Cristóvão Colombo ( 3.º), Picasso ( 8.º ) e a escritora Teresa de Jesus ( 9.º).
Relembrando a história recente do país vizinho fica-se a saber que em 1931 o rei é deposto e a Republica é proclamada. Inconformados com as tendências socialistas e anticlericais do governo ( republicanos, socialistas e comunistas), vários oficiais do exercito rebelam-se em Marrocos e fazem a Guerra Civil Espanhola, liderada por Franco, que dura até 1939.
Cerca de um milhão de pessoas morreram no conflito.
O ditador restaura a monarquia (1947) para vigorar depois da sua morte.
Ajuda económica e militar dos Estados Unidos proporciona relativo desenvolvimento económico ao país a partir da década de 60.
Em 1969 Franco nomeia o príncipe Juan Carlos de Bourbon herdeiro do trono e com a morte de Franco, em 1975, é coroado rei, Juan Carlos I.
 
Portugal, que se tornou independente em 1143, vê instaurar-se a republica em 1910, na sequência de um regicídio.
A primeira republica vai até 1926 e pode traduzir-se pelo descalabro das finanças publicas e da vida social. A segunda republica foi uma ditadura comandada por Salazar/Caetano até a 25 de Abril de 1974. Aqui vai começar a III republica.
Portugal tem assim mais de oitocentos anos de independência, dos quais 97 de republica e 767 de monarquia.
Faça quem quiser os possíveis juízos de valor, mas comparando os resultados de duas consultas populares num formato televisivo que tem corrido o mundo, é de estranhar que na nossa consulta tenham ficado nos dois primeiros lugares dois políticos que pouco têm a ver com democracia!
Não se venham com a formatação da informação....
É de estranhar a ausência nos dez primeiros lugares de políticos que nos tenham governado desde 25 de Abril de 1974, nomeadamente de qualquer presidente da republica.
Tenho para mim que a haver problema, ele não é do povo ou dos votantes mas sim, dos políticos e da política que nos têm governado.
Entretanto na União Europeia que nos acolheu e nos apoia muitos países convivem com monarquias constitucionalistas ! Dos mais prósperos !
Entretanto em Portugal já está nomeada uma comissão para proceder às comemorações do 1.º centenário da republica ( 1910) e anunciadas mais medidas fracturantes que o povo não entende e com as quais se sente ofendido !
A tão propalada ética republicana está em causa. Há que repensar o caminho .
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 21:39
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O CHAMAMENTO A FORMAR UM CASAL

 

 Apesar de não pedirmos para ser pessoas, na verdade todos somos chamados a sê – lo .
É deste modo que entramos na estrada da vida e nela vamos saltitando até à nossa juventude, de aprendizagem em aprendizagem de experiência em experiência, para uns de forma mais fácil e harmoniosa para outros, desde logo, por agrestes desfiladeiros.
Cedo ou tarde para quase todos chegará um dia “ O Chamamento a formar um casal” .
Antes porém terá surgido em nós uma enorme força que nos impele a procurar algo sem o qual não conseguimos sentir-nos um todo, uma obra acabada. Falta-nos seguramente uma parte complementar, aquela parte complementar que não sendo só amizade contém também um apelo da natureza fecunda e criadora muito poderoso.
Falamos de uma força aberta à geração dos nossos futuros filhos através da qual iremos dar, a dois, a nossa colaboração à continuidade do mundo em que vivemos.
Nasce assim uma relação conjugal e familiar que mais não é do que o elo de ligação entre os nossos antepassados e todos os nossos vindouros.
Nessa cadeia uns vão partindo para Deus finda a sua missão em complementaridade de casal, enquanto outros vão chegando para lhe darem continuidade.
Enquanto essa missão a dois dura na Terra, como se fundamenta ela ? E de que se alimenta ?
Primeiro que tudo fundamenta-se num sentimento de amor verdadeiro, não desse amor egoísta espalhado pelo mundo ou doutro amor falso e libertino, dado agora e abandonado logo a seguir. Pelo contrário, o verdadeiro amor em que se fundamenta é a fonte da paz e da ordem espiritual e simboliza uma herança que a humanidade compartilha em família e que é o poder de Deus, porque é Nele que tem a sua raiz.
É um amor tão misterioso que quanto mais se dá, mais abundante se torna e as suas cores centrais são a harmonia e unidade envoltas em paz e felicidade.
Este verdadeiro e misterioso amor de que falamos é encontrado pelo Homem e pela Mulher no casamento. A vida de casado é o caminho para o Homem e para a Mulher se amarem e amarem os seus pais, filhos ou netos e amando também toda a humanidade.
Diria finalmente que o matrimónio é a cerimónia pela qual abrimos as portas e entramos no palácio da felicidade, porque o amor conjugal transcende o tempo e espaço e é a verdadeira felicidade e a dimensão mais importante da vida humana terrena a caminho da vida eterna.
 
António Reis Luz      
publicado por luzdequeijas às 21:24
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O ESTADO E A SOLIDARIEDADE

 

O Estado, como hoje o conhecemos, com tradução em políticas sociais é, de facto, ainda pouco experimentado. Nasceu no século XX , à volta de 1940, no meio de duas guerras mundiais e inspirado nas teorias económicas defendidas por Keynes e desenvolvidas por Lord Beveridge que deram origem à nova “ Carta Magna” e ela ao Estado Providência, desenvolvido nos próximos 30 anos.
 
Em boa verdade, desde os finais da II Guerra Mundial até meados dos anos 70, a maior parte dos países democráticos da Europa experimenta ritmos de crescimento económico inimagináveis. Este crescimento e a melhoria muito rápida dos padrões de bem estar representavam as duas faces da mesma moeda; como alguém disse “a economia afectiva que rodeia o Estado torna-se cada vez mais complexa. À imagem do pai sobrepõe-se, sem no entanto se substituir a ele, a da mãe. O Estado torna-se paternalista, mas com presença altamente dominadora ! Deste modo o Estado vê projectarem-se sobre ele os pedidos latentes e difusos dos indivíduos e dos grupos”.
 
É neste contexto de euforia expansionista que vamos assistir, a altos níveis de protecção de saúde e à adopção de esquemas muito favoráveis no que se refere ao acesso e aos quantitativos de pensões de velhice, às prestações de garantia de rendimentos aos desempregados e, ainda, no apoio social a grupos económica e socialmente mais desfavorecidos.
 
Com toda esta evolução, os sistemas de protecção social assumem um compromisso moral e financeiro de proporções perigosas.
Assim nos meados da década de 50 as despesas de segurança social representavam em média 12% a 18% do Produto no conjunto dos países da CEE, em 1980 essa percentagem já varia entre 15% e 30% e hoje oscila entre os 20% e 34%. Em alguns casos, o ritmo de crescimento da despesa iria mostrar-se superior ao próprio Produto.
 
Aparecem então vozes como a do o economista Milton Friedman que acusa: “o esbanjamento é deprimente, mas apesar de tudo é o menor dos males... o maior de todos os males é o efeito negativo que exerce sobre a estrutura da nossa sociedade: enfraquece os alicerces da família, reduz os incentivos para o trabalho; diminui a acumulação de capital e limita a liberdade.
 
Esses factores é que devem ser julgados.
 
É assim que, pela conjugação de um complexo conjunto de factores, nos últimos vinte anos, os sistemas de segurança social, ou, se quisermos, o chamado Estado- Providência, tem sido arrastado para o centro de uma polémica em que, além de acusados de efeitos indesejáveis, aqueles sistemas são ainda responsabilizados pela manifesta incapacidade para realizar objectivos que lhes caberiam, nomeadamente a eliminação da pobreza que, sob diversas formas e com intensidade variável, passou a afligir as sociedades modernas, nomeadamente as europeias.
 
E uma conclusão parece clara: mesmo assessorado por toda a moderna tecnologia, por mais sofisticada que seja, o Estado não tem capacidade de tratar e resolver todos os problemas em domínios tão sensíveis para o bem estar das famílias, especialmente das mais desfavorecidas.
 
Que deve então o Estado fazer por esta realidade que de tão prevista se tornou real?
 
-          Não deixar de estimular todas as iniciativas credíveis da sociedade civil.
-          Nomeadamente, além da economia, nas áreas da saúde, acção social, educação, habitação, mutualismo e segurança social. Ainda iniciativas locais de emprego.
-          Organizar – se para coordenar todas as iniciativas focadas, de um modo efectivo e estimulante, apoiado numa rede de malha alargada.
-          Assegurar os meios necessários a todas as iniciativas privadas aprovadas, desde que se não desviem dos objectivos previstos.
-          Por último abraçar com eficiência e carinho uma existência digna e de qualidade à família e às crianças, idosos e adultos em exclusão, que devem ser considerados como protegidos de todos os cidadãos contribuintes e por tal, os mesmos, responsáveis no seu plano material e social, sem excluir formas programadas de serviço cívico, aliviando o desemprego. Os custos, em vez de saírem do OE devem ser informados ao cidadão e taxados em separado de um imposto único que haja.
Deve ainda o Estado tomar a seu cargo a acção coordenadora da defesa do ambiente ( que até pode criar receita) e inovação generalizada, de modo a que sejam preservados e economizados os recursos do país e do mundo de uma forma rigorosa e preocupada com o presente e o futuro.
 
 António Reis Luz
 
 
 
publicado por luzdequeijas às 19:46
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Questão Nacional ou Local ?

 

Numa boa parte as “questões” são de muito difícil classificação entre; o Nacional e o Local. Tal classificação está acima de tudo bastante ligada ao objectivo em apreço e daí a mesma questão poder ser considerada uma coisa ou outra . Ou até as duas !

Um grande hospital, que pode acolher pessoas de todo o território nacional assume, desde logo, um carácter nacional. Porém se o mesmo hospital for analisado do ponto de vista poluente ele, já assumirá a sua face de local. O mesmo se dirá quando analisado e submetido aos interesses dos milhares de pessoas que emprega e o mesmo acontece em muitos outros casos possíveis de enumerar.

 

Em boa verdade uma “questão” ( nacional ou local) entrechoca-se nas suas vertentes, mas de qualquer maneira nenhuma delas pode merecer menos atenção na análise necessária em função de uma decisão a tomar.

 

Esta questão torna-se, mais pertinente, no momento em que aquele que se afigura como o candidato mais forte à Câmara de Lisboa ( PS ), fugindo da delicadeza de um assunto que por fidelidade partidária não se apresenta nada fácil de enfrentar, ( opção OTA do PS ) decide não se pronunciar, argumentando, que o “ Novo Aeroporto de Lisboa” é um problema “ Nacional”.

 

É sim senhor. Mas também é um problema “Local”.

 

É um problema de milhares de pessoas que habitam em Lisboa e arredores, de dezenas de hotéis e estabelecimentos comerciais desta área, de museus e muitas outras coisas que a Ota não tem ! De milhões de euros de legítimos interesses financeiros e sociais que foram sendo criados durante quase um século, pelo aeroporto da Portela ! Lisboa vai desertificando !

 

Lisboa tem tudo aquilo que a Ota não tem (está ainda longe de ser um deserto) e que vai ter de criar se lá for construído o futuro aeroporto. Tudo isto vai dar muitos postos de trabalho, talvez os prometidos cento e cinquenta mil no último acto eleitoral. Mas tudo não passa de criar num lado uma grande cidade para fazer definhar outra que existe. Só ganham as construtoras civis!

Em Lisboa vivem milhares de trabalhadores/ famílias e empresários, do movimento da Portela, das companhias de aviação, do turismo e de outros serviços afins.

 

Então não se constrói um novo aeroporto só por causa disso ? Claro que constrói. Mesmo num “ deserto” !

Aquele que permita menor despesa e melhor funcionalidade. E que permita, ainda, dar continuidade à influência existente entre a capital e o seu aeroporto.

Nenhum aeroporto da Europa está situado a cinquenta quilómetros da periferia de uma grande cidade !

 

Para tal se exige a realização de um novo, profundo e sério estudo, debatendo a melhor tomada de decisão para um local onde possa caber o máximo de consenso nacional, já que os estudos feitos até hoje parecem estar elaborados muito ao jeito daqueles que foram feitos para as “scuts” .

Quanto ao candidato a Lisboa que tenha muita sorte , recomenda - se no entanto para ele não esquecer que quando deixou de ser ministro para ser candidato à CML, na prática, largou o Nacional e pegou no Local. O partido deve ficar à porta nestes casos.

Não lhe compete fugir, mas assumir a condição de condutor e defensor da cidade capital, mesmo antes de ser eleito.

 

Para o governo da nação ficará a defesa do interesse  nacional, cada coisa no seu lugar .

 

A um Jornal Local, salvo melhor opinião, também lhe compete abordar, acima de tudo, as questões locais, mas sem esquecer as questões nacionais mais importantes, que são igualmente inerentes aos habitantes locais.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 17:18
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A Humanidade de Jesus

 

O tópico sobre a humanidade de Jesus não parece ser tão discutido quanto a sua divindade, mas na sua abordagem o seu estudo é igualmente importante . Que Jesus é Deus, todos os cristãos sinceros concordam e entendem, contudo a ideia da sua humanidade, embora aceite, não tem sido muito abordada ou mesmo ensinada.

A fé dos  cristãos incute-lhes a natureza de Jesus como sendo plenamente Deus e plenamente Homem. Ou seja, o Deus encarnado assumiu completamente a humanidade, tornando-se passível das mesmas limitações físicas e psicológicas comuns a todos os homens. Uma vez que estávamos separados de Deus pelo pecado, foi necessário que o próprio Deus encarnasse para que pudéssemos voltar a ter novamente comunhão com Ele. Dessa forma, a genuinidade da divindade de Cristo garante a eficácia de sua obra realizada na cruz, e a realidade da sua humanidade garante que a sua morte é aplicável a todos os seres humanos.

Há indicações claras na Bíblia de que Jesus era uma pessoa plenamente humana, sujeito a todas as limitações comuns à raça humana, mas sem pecado. Como tal, nasceu como todo ser humano nasce. Embora a sua concepção tenha sido diferente, todos os outros estados do seu crescimento foram idênticos ao de qualquer ser humano normal, tanto física como intelectual e emocionalmente. Também no sentido psicológico, era genuinamente humano, pois pensava, raciocinava, e se emocionava, como todo o ser humano normal.

Os relatos dos Evangelhos dão muitos exemplos de como Jesus tinha uma natureza completamente humana. Está registrado que ele ficou cansado e teve que se sentar e beber de um poço (João 4:6). "Jesus chorou" na morte de Lázaro (João 11:35). Acima de tudo, o registro dos seus últimos sofrimentos deveria ser prova suficiente da sua humanidade: "Agora o meu coração está angustiado", ele admitiu, enquanto orava a Deus para salvá-lo, ter que enfrentar a morte na cruz (João 12:27). Ele "orou dizendo: não seja como eu quero, mas como tu queres" ( Mt. 26:39). Isto indica que, em algumas formas, a "vontade" ou desejos de Cristo eram diferentes dos de Deus.

Por causa da sua natureza humana, Jesus experimentou pequenas enfermidades, cansaço, etc. da mesma forma como nós. O facto de que Cristo teve que suplicar a Deus para salvá-lo da morte elimina qualquer possibilidade de ele e Deus serem uma só pessoa. Depois da ressurreição de Cristo, a morte "não tinha mais domínio sobre ele" (Rm. 6:9), implicando isso que anteriormente tal acontecia.

Por fim, quero concluir que Cristo foi Deus, sem dúvida, para qualquer cristão, mas foi também homem e um exemplo como tal a ser seguido por todos os homens.

António Reis Luz

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:19
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O SECRETÁRIO DE ESTADO de Sócrates

 

 

O Estado em que o País se encontra !

Há quatro anos, António Guterres perdeu as autárquicas e disse que não tinha condições para continuar a governar, pois a situação era de "pântano político". Abandonou.

 

Hoje o nosso primeiro-ministro, Sócrates, anda a barafustar e gritar no parlamento e nas televisões,  esquecendo - se que ele é um dos muitos culpados  que meteram o país no pântano. Depois, com o barco a meter água, todos somos um pouco culpados.

 

Curiosamente apareceu no Expresso de 6 de Maio 2005, um artigo de opinião de um novo Viriato, que lá das faldas da Serra da Estrela, ensinava ao actual governo como tão facilmente se podia debelar o crónico défice das finanças públicas. Ele, imagine-se, a primeira medida que tomava era retirar o 13.º e 14.º mês aos reformados.

O que mais espanta é que passada uma semana, apareça o Secretário de Estado do Orçamento em público a chamar a atenção para a possibilidade de os pensionistas deixarem de receber o subsídio de férias para ajudar a equilibrar o Orçamento do Estado, que eles desequilibraram!

 

Nem o celebre pastor do grande clássico da publicidade portuguesa, com o “Tou Chim”

conseguiria uma mensagem com melhor recepção !

No mesmo dia o DN trazia o desmentido dessa possibilidade, mas não do que disse o Secretário de Estado.

 

Estes cargos Secretários de Estado são normalmente ocupados por gente jovem que já saiu das faculdades nos tempos em que mal dominam a tabuada ou a história de Portugal, tão pouco o teorema de Pitágoras. Para eles tudo é “Bué de Fish”.

Gastaram o seu tempo assimilando as concepções filosóficas de Platão, nomeadamente à procura do “ homem novo”. Os velhos são trapos.

Começa exactamente aqui a falta de respeito por quem passou uma vida dura de trabalho granjeando a sua reforma e a de muitos políticos, que nada deram ao país.

Para eles, os velhos já estão a mais, mesmo que sejam os pais, e por isso muitos no natal os deixam à porta do hospital !  

 

Os tais que conseguiram convencer o povo mais simples de que ninguém como eles tem tanta sensibilidade social, quando no poder, foram dando tudo o que não era deles. Menos aos idosos ! A eles tiram, são para morrer !

Agora, que já não há mais nada para dar, até os direitos de gente em fim de vida, honesta e de trabalhadora, querem roubar!

Convido o Sr. Secretário de Estado a publicar, de modo a que todos os portugueses possam saber, quantos milhares de trabalhadores foram compulsivamente colocados na reforma com menos de 65 anos, alguns até com menos de 50 !

O Sr. Secretário de Estado sabe para quê ? Para diminuir o desemprego que os políticos foram fomentado destruindo a nossa economia. Para baixar os custos das empresas privatizadas. Para conseguir competitividade na economia.  Para colocar licenciados saídos das Universidades onde muitos enchem os bolsos e outros têm o enésimo emprego. Para que os filhos daqueles que servem os “grupos” que arrasam o país, fiquem com os seus empregos.

 

A geração que o Sr. Secretário está a atacar, nascida nos anos 30/40 e 50 do último século é uma geração que deu tudo a este país, que enfrentou um nunca antes havido desenvolvimento tecnológico, sem preparação para tal.

Mas conseguiu !

Enfrentaram a imigração, as guerras, a censura, os baixos salários e que mesmo assim, queriam continuar a trabalhar. Não queriam ficar de barriga ao sol perdendo os últimos sonhos profissionais. Como muitos jovens de hoje !

Esta “geração de ouro” sabe que parar é morrer e preferia não ter sido aviltada nos seus direitos e continuar a  trabalhar até à idade legal de reforma. Ou mesmo até poderem .   

 

Seria bom o Sr. Secretário de Estado não esquecer que numa sociedade evoluída que pretendemos ser , os políticos serão certamente avaliados pela forma como tratarem os mais vulneráveis, os idosos, os excluídos e as crianças.

Ao longo do último século, a esperança média de vida aumentou em mais de 30 anos!

Neste período de longevidade aparecem várias doenças crónicas, a perda de autonomia, a dependência total, o sofrimento físico e psicológico ! 

Este sofrimento decorre de perdas contínuas e de grande dimensão moral e funcional. O idoso torna-se num ser sem auto-estima pela perda da sua imagem, do seu bem-estar social e económico e pela perda da sua capacidade reivindicativa.

 

Aqueles que esquecem que envelhecer é um processo que se inicia quando nascemos, não poderão esquecer que recai sobre os que trabalham a responsabilidade de resolver o problema do défice das finanças públicas e não às crianças ou idosos.

Por exemplo os membros do governo podiam prescindir dos seus 13.º e 14.º meses para este efeito, e dariam com isso uma bonita imagem de solidariedade social.

 

Infelizmente aquilo a que assistimos é ver esses responsáveis, de alma e cara lavada, a serem entronizados em altos cargos a nível nacional e internacional. Quanto ao mérito é melhor esquecer!

Quando é noticiado que entre 100 a 150 mil portugueses estão, neste momento, a emigrar para o estrangeiro em busca de trabalho, juntando-se ao menino que simbolizou o 25 de Abril metendo um cravo na espingarda, valha-nos ao menos, que se tivermos que fugir todos, também os idosos, teremos alguém conhecido lá fora como Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. 

 

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 16:11
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A Mulher e a Mãe

 

Até pode parecer quase a mesma coisa mas em boa verdade são coisas bem distintas. Uma mulher pode subir muito alto como tal, mas ficar cá em baixo como mãe. Porém o contrário também é verdadeiro.

A mãe da criança Esmeralda tão falada ultimamente no caso da  entrega da filha a um casal de adopção foi em primeiro lugar grande porque optou por, em situação bem difícil, trazer ao mundo aquela menina.

A sua função de mãe saiu engrandecida.

Depois porque em situação de desespero preferiu confiá-la a pessoas que lhe mereceram confiança de tratarem bem a sua filha o que ela, sem ajuda, não poderia fazer .

Foi o amor de mãe a falar mais alto.

Em terceiro lugar porque viu a população deste país render-lhe tanta admiração como desprezo demonstrou pelo pai desconfiado dessa condição.

O senso comum daquilo que é justo foi neste caso elevado a grande altura por milhares de pessoas neste país!

Trata-se de uma relação a dois que quando origina o aparecimento de um novo ser humano deve dar lugar a uma família, na qual todos têm o seu lugar.

Até nos animais assim é !

Como poderemos então entender que a maioria dos votos expressos no último referendo venham de pessoas que entregam a totalidade da responsabilidade de um ser humano vir ao mundo exclusivamente à mãe ?

Vai ficar com  liberdade para decidir se quer trazer um filho ao mundo ou se quer desfazer-se dele.

Como poderemos compreender que esta decisão venham de um partido que até é governo ?

Como podemos aceitar que um ser vivo e em desenvolvimento, esteja totalmente dependente de uma só pessoa, a mãe?

Se essa mãe acha que o corpo é seu, então, não o partilhe em deleites a partir dos quais o normal é ficar grávida .

Ou saiba controlar tal ocorrência, sem deixar de informar disso o seu parceiro sexual.

É que ele pode mesmo desejar um filho.

Menorizado o papel do pai na opção, fica menorizada a sua responsabilidade no seio da família ( como pai) e na sociedade !

O pai biológico da Esmeralda é bem capaz de ter razão!

A responsabilidade do pai na sociedade, mesmo quando a mãe impuser que esta lhe pague um aborto que ela deseja fazer, por opção, sua e só sua, fica menorizada !

O papel do Estado é nulo também, ou melhor é só pagar! Ignora a defesa de um ser indefeso !

Dizem que este direito é seu porque o corpo é dela! Bom, e se ela chegar junto de um hospital e pedir que lhe cortem um braço que é seu, qual será o dever do hospital ?  cortá-lo ?

Será o passo seguinte o direito à eutanásia para a mulher porque o corpo é seu ?

Esta situação faz sentir-nos invadidos por uma forte preocupação, quando nos apercebemos de que os valores da civilização ocidental estão em perigo, não por uma ameaça exterior, mas por inimigos que convivem connosco, que estão no nosso seio!

São aqueles que, de preferência, atacam sempre os americanos e os outros pilares da nossa civilização como a religião cristã ! Cristo fora das escolas ! reclamam !

Como sempre afirmou Karl Popper as democracias ocidentais fundam-se em valores morais , sem os quais ficarão perdidas e à mercê dos seus inimigos.

Claro que a seguir virão mais medidas do mesmo estilo, aborto totalmente livre, casamentos de homossexuais,  adopção de crianças por tais casais etc.

A juventude de um certo partido já se movimenta.

Mesmo sabendo que milhares de idosos mastigam a comida com as gengivas por terem perdido os dentes e o Estado não lhes comparticipar a elevada despesa! Igual com os óculos  de que necessitam para ver e viver!

Mas tal juventude está mesmo preocupada com estes casos ou limita-se a uma fuga em frente ? Uma que julga de bom tom e muito de esquerda ? Sempre em nome da igualdade com outros países da Europa !

 

Pouco lhes importa que na Alemanha ou França etc. os idosos tenham outros direitos garantidos ! Pouco lhes importa a relatividade dos casos ! Fala mais alto o egoísmo pessoal, embora não pareça.

Todavia, em quase tudo nos afastamos cada vez mais desses ditos países e malgrado toda a propaganda governamental continuamos na cauda do mundo ocidental em quase tudo e cada vez mais distantes.

Valha-nos ter o aborto livre até às dez semanas para alegremente batermos palmas à morte paga pelos cofres do Estado!

É isto a democracia, poderia não ser, mesmo quando sai vencedor um quarto da população eleitoral !

 

António Reis Luz

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:44
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Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Sustentabilidade do Sistema de Segurança Social

No início de Março de 2006 o Senhor Presidente da República alertou o País para algumas preocupações suas , apontando  cinco desafios cruciais para abrir caminho ao progresso de Portugal.

Eram elas, e deverão continuar a ser, as seguintes :

1 – “Criação de condições para um crescimento mais forte da economia portuguesa.”

2 – “Qualificação dos recursos humanos.”

3 – “Criação de condições para o reforço da credibilidade e eficiência do sistema de justiça".

4 – “Sustentabilidade do sistema de segurança social. “

5 – “Credibilização do sistema político. “

 

Concordo com os 5 pontos referidos mas não com a ordem ( na minha opinião a “Credibilização” estaria em 1.º lugar) e, infelizmente, ficam de fora muitos outros !

Direi mesmo que, no todo nacional, os variadíssimos aspectos que pudéssemos ou quiséssemos apontar estão todos interligados.

Diz também o Senhor Presidente da República que “a estabilidade política, não é um valor em si mesmo, nem se pode confundir com imobilismo". Totalmente de acordo, pois a maioria das vezes, ela em muito contribui para dar cobertura ao “lodaçal político”.

Também discordo de algumas tentativas de gente importante para a criação de um clima de optimismo e confiança no País através de intervenções públicas de “Homens de Estado” sorridentes e bem falantes a falarem aos portugueses. Nada mais errado, a “Alma do Povo” mais cedo ou mais percebe a falta de transparência dessas posturas artificiais.

 

O caminho só pode ser, do meu ponto de vista, a “ida ao fundo do poço”, melhor dizendo, uma análise profunda dos erros cometidos na condução do País nas últimas décadas,  sem dó nem piedade, não para arranjar bodes expiatórios, mas para que de vez erradiquemos as causas pérfidas dos nossos erros colectivos e do nosso atraso crónico.

Sobre os 5 pontos referenciados, da minha condição de cidadão igual à grande maioria dos portugueses que sou, gostaria de opinar sobre todos eles, todavia, por falta de espaço e naturalmente de paciência dos leitores, irei debruçar-me, hoje, pela “Sustentabilidade do Sistema de Segurança Social”.

Passarei por cima de causas mais antigas pelo seu conteúdo de humanitarismo, para me centrar nos últimos anos da década dos anos oitenta do último século.

Farei como nos dizia São Tomás de Aquino; “Façam as perguntas certas e os segredos do universo serão revelados nas respostas “ e as perguntas que deixo abaixo e julgo certas, gostaria de ver analisadas num debate nacional por gente entendida :

 

Quais os motivos que levaram os políticos responsáveis, de 1988 até aos dias de hoje” a promoverem uma saída maciça de muitas e muitas centenas de milhares de trabalhadores do sector público e privado, qualificados e não qualificados, com cinquenta anos e menos ( pré-reformas), directamente para os bancos do jardim ? Será possível quantificar os prejuízos morais e materiais de tal decisão ?

Tudo isto numa altura em que na Europa e no Mundo, os responsáveis políticos já pensavam em adiar a idade de reforma para mais de 65 anos, falando-se até nos setenta, de forma a evitar que trabalhadores experientes e muito saudáveis deixassem de contribuir para a segurança social e, bem pelo contrario, passassem a viver dela.

Numa idade em que a própria lei protege tais trabalhadores nos casos de saídas forçadas de uma empresa, gente dedicada e competente viu serem-lhes retirados os últimos sonhos da vida .

Fizeram-no para reduzir o desemprego? Para aumentar a qualificação dos trabalhadores quando o nosso sistema educativo estava e está completamente desajustado da procura do mundo laboral ?

Para arranjar colocação para os alunos do “ Ensino Superior” entretanto criado e que depressa se tornou num escandaloso negócio altamente lucrativo mas de qualidade mais que sofrível, com raras excepções?

Para facilitar a vida (baixos custos salariais) aos empresários que ficaram com as empresas privatizadas totalmente falidas depois das nacionalizações do PREC ? Quem souber que informe os portugueses de tais motivos, para que a Credibilização e a autoconfiança comece a voltar a este “Povo” tão desanimado e desmotivado. De palavras e discursos estamos fartos!

António Reis Luz

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 22:25
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Por Favor, mais dignidade na Política.

 

Diz aquele senhor Amaral Lopes do PSD, no acto de apresentação do PSD em Queijas em 2005 :

 

... “aproveitou o momento para recordar que nesta vila, há quatro anos o projecto do PSD sofria um processo de divisão interna, mas apesar de tudo o partido soube responder aos anseios da população. Foi difícil mas conseguimos passar a mensagem aos cidadãos”.

 

O processo de divisão de que fala o Sr. Amaral Lopes não se passou na vila de Queijas, mas em todo o concelho de Oeiras. De há muito que o anterior presidente da CMO ( Isaltino de Morais) vinha sendo atacado por este senhor e apaniguados, apesar da obra reconhecida por toda a gente e das constantes vitórias que deu ao PSD.

A prova da verdade que digo, está em tudo o que se tem passado nos últimos seis meses. O seu saneamento selvagem, e de quem o apoiou, estava em marcha de há muito. Queijas incomodou este senhor Amaral porque no mandato 1998 –2001 colaborou com ele e desse modo conseguiu o respeito da população pelo trabalho realizado. A obra foi muito grande em Queijas de 1998 a 2001.

Este senhor que nunca teve a coragem de se assumir como candidato a nada, andou sempre à boleia dos outros, fala agora de ter conseguido passar a mensagem aos cidadãos. Será que ele tem alguma mensagem para passar ? Se tem não perca a amabilidade de que desfruta neste jornal e diga-nos a todos qual era, ou é, essa tal mensagem !

Fico esperando pois ainda terei muito para dizer sobre este e outros assuntos .

 

Seguidamente disse : “ E José Milhano, muito discretamente passou a servir os outros em detrimento dos seus próprios interesses e deu-nos a vitória em Queijas, esclarece.

 

Senhor Amaral Lopes, o actual presidente da Junta não deu vitória nenhuma ao PSD, porque não tem capacidade para tal. Em Queijas toda a gente o sabe.

Só é candidato porque ninguém o quis ser depois da figura que ele fez durante quatro anos!

Quem deu a vitória de que fala foi um senhor chamado Isaltino de Morais, que na campanha de 2001 veio todos os dias a Queijas. Se tem dúvidas pergunte-lhe.

Bateu-se comigo com um empenho nunca visto. Fez aquilo que nunca tinha feito, escrevendo a todos os habitantes da freguesia pedindo o voto para um candidato do qual em carta à Dr. ª  Manuela Ferreira Leite escreveu não possuir perfil para presidente da Junta. Enquanto afirmava ter sido eu próprio um óptimo presidente.

Se quiser publico essa carta e muitas outras coisas ..... como roubos levados a efeito na Junta por outra senhora que o Sr. Amaral tanto apoia.

 

O PSD beneficiou ainda do trabalho feito pela Junta de então ..... pois desconhecedoras, muitas pessoas votaram no PSD pensando estar a votar no candidato que o senhor saneou . Depois arrependeram-se e lamentaram-se.

A história dos desapegos materiais do seu candidato para a Junta de Queijas é bem conhecida desta população, tal como o seu também o é, há vários anos que anda agarrado ao PSD e ao PS, e por isso não lhe têm faltado tachos... ! Quanto a prestigio estamos falados. 

Quanto à vitória de que falou, o PSD ( Isaltino) ganhou por sessenta votos a um Independente que, como diz o Sr. Amaral, só pensa em si, numas autárquicas nas quais obteve maiorias absolutas por todo o concelho !

Este Independente meteu 4 autarcas, tantos quantos o PSD e ganhou ao PS cujo Governo de então, meteu o sr. Amaral como presidente da Comissão Liquidatária do Teatro D. Maria I I.

Curiosamente o resultado até lhe serviu, pois permitiu meter na Junta de Queijas o Partido Socialista (último votado) de mão dada com o PSD. Vamos ver agora o resultado disso, mas para quem joga com duplas tudo estará sempre certo, e como já tem experiência de comissões liquidatárias...... Vejamos o resultado.

A actual lista do PSD em Queijas diz bem da razão que tenho ; em vinte e poucos candidatos tem 14 que também estão na lista de Linda – a – Velha, todos independentes ! Dos restantes, 4 não são do PSD e outros 4 não são de Queijas. Nunca o PSD teve uma lista tão fraca, sendo composta de familiares ( primos, cunhados, sogros, irmãs, pais etc. ) de duas famílias uma delas de Carnaxide!

É o PSD do senhor Amaral !

 

Há muitos mais militantes PSD na lista do Dr. Isaltino. Sendo uma lista independente..

 

Quanto à Sr. ª Presidente da CMO e à sua obra em Queijas, depois de ter exibido tantos gráficos, espero que publique um com o dinheiro investido em Queijas até ao final de 2004. Nas outras freguesias também, para comparação.

Eu tenho esse valor, mas teria muito mais impacto publicado pela senhora presidente.

Já agora publique também um com o mesmo valor no mandato ( 2001-2005), referente a todas as freguesias ! A população de Queijas precisa saber a verdade.

Fala a senhora do pavilhão, da Regueira e da Alameda  !

Na condição de vereadora desses pelouros,  Senhora Presidente, o pavilhão quando eu saí estava contratualizado, com anúncios do facto por todos os jornais, da regueira de Queijas a junta de então já tinha resolvido o mais importante ( dejectos a céu aberto), de resto o leito da regueira continua na mesma com poças de água estagnada a minar o ambiente.

Sobre a Alameda fui eu próprio que encaminhei o projecto ( no executivo da Junta, na assembleia de freguesia e nos gabinetes da câmara). No meu mandato e no meu carro fui vezes sem conta à CMO trabalhar com os arquitectos envolvidos.

Na campanha de 2001, que a senhora fez ao lado de Isaltino de Morais, foram distribuídos nas ruas milhares de panfletos com os pormenores do projecto. As pessoas lembram-se.

O que a senhora fez foi demorar quatro anos para que tudo isto aparecesse feito e só o fez depois de saber que era candidata. Fomos a última freguesia a ter pavilhão e ainda não temos Centro de Saúde, piscina, Centro Cultural etc.

Mobilizei uma manifestação à porta do Centro de Saúde de Carnaxide com muitas centenas de pessoas de Queijas, em 2001 ( Outubro) onde a senhora foi como vereadora a convite da SIC, houve assinatura do contrato em directo e o nosso Centro de Saúde continua por fazer, apesar da Sr. ª Presidente anunciar agora que vai fazer quatro!

Para as outras freguesias há “Polis”, “Proqual” e dinheiro da CMO para tudo, para Queijas nunca aparece.

Da minha obra na junta fala a população de Queijas, e eu não confundo obra da câmara com obras das Juntas, a obra de Isaltino  ( 1998 – 2001) é muito grande. A propósito diga-me uma só obra feita pelo actual executivo da Junta de Queijas ? Deixei lá bom dinheiro com projectos em vista.... e em falta para Queijas.

Entretanto estão a extinguirem-se, uma colectividade ( 1. º Dezembro ) e o Grupo Teatro Fersuna por falta de apoios da Junta ( 2002 – 2005) !

Das promessas  não falo pois o PSD vai perder .... as eleições. O Senhor Amaral nunca assume a responsabilidade de nada, porque não tem vergonha !

De facto o acto eleitoral deu ao PSD em Queijas a maior derrota eleitoral da história desta freguesia ! Ao nível da votação do PCP ! Estes são os políticos que temos. Na sociedade civil ninguém os quer.

 

António Reis Luz

 

 

 

   

publicado por luzdequeijas às 22:16
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PARTIDOS DE CARTEL

 

Grande parte dos nossos eleitores ainda votam sistematicamente pelo mesmo partido com um  sentimento igual ao que têm pelo seu clube predilecto !

Outra grande parte do eleitorado vota sempre de cartão amarelo na mão como vêem fazer aos árbitros no futebol !

Ainda outra larguíssima faixa do eleitorado desiludida vota em branco ou abstém-se !

Num mundo em mudança constante, estes comportamentos são aparentemente incompreensíveis .

No panorama político nacional assistimos na última década ao aparecimento de vários politólogos em cena. Alguns, poucos, dão aulas de política em universidades exibindo um diploma que ninguém sabia terem, outros especializados nas áreas das “ Ciências Sociais e Políticas” e da “ Sociologia”, estão a dissecar a existência dos partidos em Portugal.

Sinto-me honrado por poder dizer o que sinto no JO, mas estes senhores falam de cátedra em revistas e jornais de grande expansão.

Gosto de lê-los até porque com o currículo de quem assina se tornam mais credíveis !

Um deles afirmou :

“ Até 2009, os partidos vão receber do Estado tanto quanto Bill Gates vai investir em Portugal: 64 milhões de euros .

Sem pretender fazer, por ora, qualquer viagem ao incrível mundo dos financiamentos políticos, vincámos a convicção que já tínhamos de que é o povo que paga os partidos que temos . Porquê e para quê ainda não percebi.

Na verdade os partidos estão na posse de elites fechadas.

Afirmou, ainda, o mesmo senhor, membro de uma  “Comissão de sábios” consultada nos trabalhos da “ Reforma do Sistema Eleitoral”, quando lhe perguntaram :

Acha que os partidos deixaram de ser espaços de afinidade ideológica e social e passaram a ser grupos mais pequenos e coesos de disputa eleitoral ? A resposta aí está :

Os partidos passaram a ser máquinas de conquista de poder, muito agarrados ao Estado    por isso lhes chamamos  (partidos de cartel) .......  deixaram de ser organizações de combate ideológico e programático e de massas e passaram a ser partidos de eleitores e, mais recentemente, de cartel”.

Na verdade passaram a ser máquinas de conquista de poder, que quando conquistado é distribuído pelos amigos. Os eleitores vão sempre perdendo!

Noutro jornal de grande dimensão consegui ainda ler a opinião de outro especialista político:

“ PS e PSD não nasceram de movimentos sociais, nem são o produto de clivagens sociais e ideológicas lineares. Ainda que com importantes diferenças, ambos são ( partidos de cartel) construídos por elites e assentes na distribuição dos recursos públicos”.

Com o meu pensamento preso àquilo que de há muito sei ser um “ cartel”, coisa ligada ao mundo mafioso e aos trust dos interesses obscuros, e conhecedor da sua ilegalidade em Portugal, confesso que fiquei aturdido.

Dei por mim a pensar se será possível o PS e o PSD combinarem as suas actuações políticas nos bastidores traindo aqueles milhares de pessoas que votam no seu clube de eleição ou, então, os outros que pretendem mostrar o cartão amarelo punindo o infractor ?

Deste modo o infractor nunca é punido porque com os benefícios do cartel, só aparentemente perde o poder.

Provavelmente os únicos eleitores que estarão certos serão os que não votam ou se o fazem votam em branco!

 

António Reis Luz            

publicado por luzdequeijas às 21:43
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O Homem à procura de alguém que dê sentido à vida

No nosso sentir, o Homem vive uma vida inteira procurando sempre qualquer coisa mas dificilmente se apercebe do quer saber. A melhor explicação para esse estado de espirito parece residir no constante espanto que sente perante tudo aquilo que o rodeia.

Tarde ou cedo acaba sempre por concluir que essa procura, seguindo projectos tecnológicos, consumistas ou libertários, ou por quaisquer outros, desemboca invariavelmente no ponto de partida. Insatisfeito e sem conclusões !

 

É tudo tão misterioso, que na sua procura, o Homem fica esmagado.

 

Assim, procurar o sentido da vida, é como querer conhecer o sol olhando directamente tamanho colosso de luminosidade. Os nossos olhos deixam de ver e depressa voltamos a cara, cegos, e ainda mais ignorantes e deslumbrados.

 

Esta sensação repete-se sempre que quisermos conhecer os desígnios do mundo, do universo, da vida e do próprio Deus.

Fica-nos por fim uma certeza ; o Homem existe porque para Ele há uma finalidade depois da morte.

Este parece-nos o grande mistério e a ele, enquanto vivos, não teremos acesso !

 

A grande sabedoria para o Homem que desfruta duma vida, terá de ser encontrada nos caminhos da simplicidade, da humildade e do amor.

Terá de ser, como se diz no nosso caderninho, inclinarmo-nos para que qualquer um outro, agarrando-se ao nossa pescoço se possa levantar.

Terá de ser, o respeito pelos verdadeiros impulsos que vêem de dentro de nós, não esquecendo que foram lá postos pelo criador, para serem sentidos e entendidos em qualquer língua, por qualquer filósofo ou ignorante e certamente sem dicionário.

 

Este saber, ou seja, criar o homem com um código de conduta dentro de si, só o ilimitado poder de um Deus o poderia fazer.

 

A qualquer Homem deverá, pois,  bastar esta conclusão, tornada saber na estrada da simplicidade, do respeito por si próprio e do amor ao próximo. Bastará acreditar que vale a pena tudo fazer e suportar, para durante a nossa vida não abandonarmos esta caminhada.

 

Depois da morte virão todas as explicações, e desse novo mundo, certamente poderemos olhar este ou outro sol, sem perigo de cegueira nem voltar a cara, pois os nossos olhos já serão outros.

Já serão olhos com alguma divindade. 

 

António Reis Luz    

publicado por luzdequeijas às 15:18
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O DIA DO VIZINHO

O artigo 1366º, n.º 1 do Código Civil determina que “é lícita a plantação de árvores e arbustos até à linha divisória dos prédios; mas ao dono do prédio vizinho é permitido arrancar e cortar as raízes que se introduzirem no seu terreno e o tronco ou ramos que sobre ele propenderem, se o dono da árvore, sendo rogado judicialmente ou extrajudicialmente, o não fizer dentro de três dias”.

Tudo seria muito simples se as relações entre vizinhos pudessem ser legisladas com toda esta simplicidade, muito embora no caso vertente também surjam grandes problemas. Apesar das dificuldades nesta abordagem, na passagem do Dia do Vizinho, convém reflectir numa realidade que temos à entrada e saída da nossa porta, no dia a dia.  

Podemos afirmar que as Freguesias são uma consequência lógica da evolução das Paróquias, cujo começo teve origem em 1830 pelo Decreto n.º 25.

A partir dessa altura e na base desse Decreto em cada Paróquia haveria “uma junta nomeada pelos vizinhos da Paróquia e encarregada de promover e administrar todos os negócios que fossem de interesse permanente local”. A partir de então passaram as Paróquias/Freguesias a fazer parte, como autarquias locais, do sistema administrativo público do Estado.

Ao longo destes 177 anos, apesar de várias tentativas para extinguir as freguesias , estas, ao contrário revitalizam-se.

 

A criação das freguesias foi obra dos vizinhos que confiavam a defesa dos seus interesses a uma Junta constituída por pessoas da sua confiança e ao Regedor, pessoa experiente e muito respeitada. Para tal, necessariamente, os vizinhos trocavam entre si opiniões e promoviam a sua união em torno de um objectivo; a sua segurança e a defesa dos seus interesses individuais e colectivos e dos desprotegidos da sorte ( crianças abandonadas e mendigos).

 

Os tempos mudaram, tudo atingiu uma escala gigante, os vizinhos quase não se conhecem, mas os problemas são os mesmos.

 

A bem de uma vida melhor para a sociedade civil, nos tempos que correm é preciso descobrir novas sinergias nas capacidades humanas e sociais dos modernos  vizinhos.

Se em cada lar começar a haver novos conceitos de vida, e em vez de se ver no vizinho alguém que tem um carro melhor que o nosso, conseguirmos ver nele uma pessoa que nos pode acudir primeiro que ninguém numa aflição, o nosso vizinho começa a ser para nós um complemento da nossa família.

Pode até tudo isto nos parecer totalmente utópico, irrealista, mas em boa verdade se nos lembrarmos de que tudo aquilo que temos nada está garantido, alguma solidariedade começará, aos poucos, a despontar .

 

De resto já tanta coisa mudou no mundo até hoje e muitas outras irão continuar em mutação constante, que ao cidadão comum nada mais restará que estender a mão ao seu vizinho deixando transparecer para ele todos os dias um franco e aberto sorriso de permeio com uma palavra amiga. O resto vem depois.

 

António Reis Luz

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:14
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Nem só de Pão vive o homem.

Mas também de toda a Palavra que sai da boca de DEUS.

Felizes todos aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a praticam numa aliança conducente à construção do Seu Reino.

Quem escuta a Sua Palavra, reconhece o Seu caminho, o Seu reino e a Sua vida.

Podemos escutar a Palavra do Pai que está nos céus, e que vem carinhosamente ao encontro dos Seus filhos para falar com eles, ouvindo-a.

O fio mágico dessa Palavra só é possível encontrá-lo se aceitarmos ouvi-la, escutá-la, fazendo pausas,  meditando e em seguida soubermos ainda escutar o silêncio para procurarmos e esperarmos pela sua transmutação para nós.

A Palavra de Deus é pois o fio condutor que nos faz sair do labirinto e transforma as nossas vidas, depois de ordenada e decantada no essencial para emergir em nós e ser cultivada no quotidiano.

A partir daí tal Palavra até pode também sair da nossa boca, sem contudo ser nossa, como afirmou Epidauro: “E ouvi no instante seguinte, lá no alto, a minha própria palavra, desligada de mim”.

Em tal caso seria já em nós o Espirito do Senhor a falar, o mesmo que inspirou os autores do sagrado, e que certamente também ajudará qualquer outro ser humano a estar apto na escuta e divulgação da Palavra de Deus que, na Bíblia, nos vem animar, reunir, iluminar e fortalecer.

Acredito que com a ajuda de Deus poderemos partilhar algumas iniciativas propícias a mais e melhor escuta da Palavra de Deus ou a detectar causas inibidoras do melhor estado de alma para o fazermos.

Como recentemente afirmou Sua Santidade o Papa Bento XVI : em certas partes do mundo professar a fé cristã requer o “ heroísmo dos mártires” e para se viver o Evangelho “ com coerência”, implica pagar um preço alto.

Não serão palavras animadoras, mas são com certeza palavras muito realistas.

Se para tanto tivesse poder e o tal heroísmo dos mártires, mandaria recolocar em todos os estabelecimentos de ensino, hospitais, repartições públicas etc. , o objecto de maior simbologia que existe  no mundo.

Jesus Cristo crucificado, porque este misterioso símbolo não é da Terra mas dos céus e em nada interfere com os temporais poderes terrenos.

Ainda na tentativa de promover a escuta e a leitura da palavra de Deus, faria com que fossem feitas leituras com meditação em grupos organizados, dos textos bíblicos.

Que no Natal de cada ano pessoas bem preparadas distribuíssem na rua, à porta das escolas, dos hospitais etc., uma Bíblia ou um crucifixo e que à entrada das  grandes povoações fossem colocados “painéis artísticos” com imagens e textos bíblicos, convidativos à reflexão.

Promoveria palestras culturais, relacionando a cultura com os textos bíblicos e os nossos hábitos sociais.

Os comportamentos cívicos seriam estimulados numa cada vez maior aproximação aos ensinamentos bíblicos.

Por este caminho não haveria espaço  para todos aqueles que agarrados ao poder, seja qual for, não colaboram na escuta da Palavra de Deus, somente se aproximam do poder eclesiástico em momentos cruciais, ou seja, quando precisam do voto, ignorando ou esquecendo as sábias palavras de Mateus quando clamou : Aqueles hipócritas que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens!

Seriam com esta força, a força da razão, desafiados os poderes governamentais a promoverem debates públicos sobre a forma como o Estado pode ser laico, sem ser inimigo da evangelização.

Como podem viver em função da data de nascimento de Cristo e depois retirá-lo das escolas, dos locais públicos ou do coração de milhões de crianças, desenraizando a cultura cristã, enfraquecendo as famílias e conspirando contra a vida humana em ligação ao evangelho !

Seria perguntado aos promotores do Poder Laico se este é o mesmo Portugal que espalhou a Cruz de Cristo pelos quatro cantos do Mundo e o que foi que nos fez mudar como País e porque insistem na mudança ?

Temos vergonha desse Portugal?

Também sinto que é fundamental e urgente uma nova evangelização" da sociedade.

Mas uma nova evangelização onde a mensagem será a mesma mas o destinatário outro, aquele que vive numa sociedade já evangelizada, mas não conhece a essência da fé.

Os destinatários seriam aqueles que vivem nas grandes cidades onde ainda há vestígios da mensagem cristã, mas que se perdeu o sentido vivo da fé, ou seja, o cristianismo não passa de uma referência cultural.

A quem interessa, pois, esta situação de um Estado Laico e indiferente ?

Não trarão os ensinamentos do cristianismo uma melhor cultura aos cidadãos?

Uma nova cultura cívica que os vai tornar cidadãos mais cumpridores e respeitadores dos poderes instituídos?

Mais solidários e humanistas ?

Mais competentes e produtivos no trabalho, num momento em que se deseja tanto aumentos de produtividade, para que mais riqueza produzida acabe com famílias a viver abaixo do limiar da pobreza?

Porquê então tanto medo de um Cristo Crucificado, representando um Homem que morreu para que vivamos mais unidos?   

Certamente que destas, e muitas outras sementes, lançadas à terra a maioria delas acabariam por lá ficar, cada vez mais sós e perdidas, mas, aquelas que morressem dariam tantos frutos que acabariam por justificar a Nova Evangelização.  

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 15:12
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IMPRENSA GRATUITA

 

Os jornais gratuitos são o único meio de comunicação em Espanha, e parece que no resto do mundo, que conquistam novos leitores.

 

Os jornais gratuitos, sustentados somente pelos anúncios, conquistaram para a leitura de noticiário e de artigos de opinião gente que até agora não comprava, com regularidade, jornais. Este parece ser o tipo de negócio dentro da informação, que continuará a crescer . A blogosfera com toda a sua comunidade e conteúdos  dos blogs, forma já hoje, um apreciável conjunto composto por quem faz, por quem disponibiliza e por quem lê e vai conquistando as elites.

A Internet não conquista leitores mas transfere-os de outros meios acabando por os ir esvaziando.

As audiências da rádio mantêm-se estáveis, mas a compra de revistas parece em queda.

 

A imprensa diária das bancas considera os jornais gratuitos uma “ séria ameaça” e embora não se preveja a sua extinção até final da década, ninguém sabe como será ela dentro de poucos anos.

Hoje, à volta de 70% das noticias publicadas nos nossos jornais são da responsabilidade das agências de informação e ou dos gabinetes de imprensa. As funções dos jornalista têm deixado de ser activas, na imprensa comercial, mediando somente entre as fontes da noticia e os leitores, limitando-se a uma atitude passiva, aceitando a noticia formatada pelas agências, assessorias e gabinetes de Imprensa.

 

Nesta situação passiva a que se remetem, os jornalistas não se encontram tão pressionados, nem tão suspeitos face à promiscuidade, ficando deste modo, tudo isto, para os  lados das fontes organizadas de informação. Em países como a Espanha e os EUA a influência destas fontes nos jornais é muito menor.

As próprias agências portuguesas admitem o seu poder actual de condicionar e influenciar o noticiário dos nossos jornais . Todavia, estes factos, a acomodação e a passividade da imprensa, estão a abrir crises de representação política e informativa.

De resto, com as idênticas crises de representação  se está a debater toda a nossa sociedade civil , cada vez mais afastada do pensamento e atitude dos políticos.

 

Por tudo que está escrito para trás, começa a sentir-se nos cidadãos uma enorme vontade de assalto aos meios de informação, visível no desabrochar dos blogs e dos jornais gratuitos. 

Parece, até, ter nascido já o jornalismo do cidadão, em oposição aos políticos e à política, em suma, aos detentores do poder !

É o renascer do desejo da comunidade organizada em rede, abraçada aos valores que lhe são mais caros como a proximidade, a participação e a discussão.

 

Em boa verdade, uma comunidade cívica é marcada por uma cidadania activa, com espirito de serviço público e por um tecido social onde reside a confiança e cooperação.

É aberta e transparente mas detesta intromissões, venham de onde vierem, principalmente de uma política estruturada.

A comunidade cívica tem raízes muito ligadas à sociedade civil e as virtudes cívicas alardeadas pela família, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias em geral. 

 

Resta, por último, acrescentar aquilo que começa a ser consensual : “ os meios sociais devem ser ainda interactivos , apaixonados, livres e promoverem em contínuo o intercâmbio.”

Fazendo, em simultâneo, a denúncia da passividade do jornalismo, do corporativismo, do associativismo e de toda e qualquer promiscuidade com os poderes instalados que tendencialmente os pretendem dominar na mira do voto.

Colaborar sim, mas sem muitas festinhas ou namoros, porque o poder é corrosivo.

 

 António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 15:06
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AMAR O QUE O OUTRO AMA

 

Levai os fardos uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo. É precisamente esta lei que nos pode fazer chegar até ao AMOR GLOBAL, aquele que deve presidir, não só, mas também, à vivência conjugal .

Num casal nenhum dos dois é perfeito e mesmo esforçando-se para conseguirem ter gostos comuns este objectivo nunca será alcançado na sua totalidade.

Pode até ser grande a moderação, ser valioso e presumido de naturalidade o esforço para fazer meus os gostos do outro, mas marido e mulher são duas vidas diferentes que só se enriquecem no amplo respeito pelas suas diversidades.

 

Assim, num casal, os fardos do outro que temos de levar são exactamente a diversidade das duas existências unidas em matrimónio. Temos que carregar esses fardos mas com amor, sem nunca imaginarmos que estamos a ser altruístas.

Estaremos simplesmente a cumprir a lei de Cristo.

 

Como dizia S. Paulo, “quando nós éramos crianças, falávamos como crianças, pensávamos como crianças, raciocinávamos como crianças, mas quando nos tornamos adultos, deixamos o que era próprio de crianças.”

Agora como adultos permanecem em nós estas três coisas : a fé, a esperança e o amor.

 

Mas a maior de todas elas é o amor e é precisamente ele que nos pode fazer conseguir AMAR  AQUILO QUE O OUTRO AMA.   

 

António Reis da Luz

 

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Terça-feira, 6 de Maio de 2008

A GLOBALIZAÇÃO e as QUOTAS DOS PARTIDOS

 

Pode parecer absurdo o título mencionado acima, mas talvez não o seja. Os desafios de hoje para qualquer país, de qualquer continente, são tremendos. Quanto às quotas dos partidos veremos mais à frente....  .

Ainda mais, como se não bastassem os desafios da globalização, temos pela frente o choque da crise financeira mundial, de contornos ainda por definir.

 

Esquecer que a História não começou com a nossa geração nem irá morrer com ela é mau. As nossas convicções têm de englobar o respeito por aqueles que partiram e mais um (sacrifico ?) adicional a favor dos vindouros.

Desgraçadamente quem vive para hoje, por reflexo, ignora o amanhã. Pouco produz e muito consome.

 

As batalhas põem-se a todos os níveis, mas muito principalmente a favor de uma nova e mais  exigente cidadania.

É, em minha opinião, esta postura que deve ser exigida à nossa classe política que, de uma forma sábia, terá de moldar uma nova mentalidade em si própria e na sociedade civil, sem nunca menosprezar os atritos decorrentes, como fez o actual governo, quando confrontado com a grande massa humana de professores  que desceu a Avenida da Liberdade e encheu a Praça do Comércio.

 

A palavra de ordem será de mudança, mas em respeito pelo passado e preparando o futuro. Difícil é, mas não há outro caminho.

Dada a impossibilidade de mudar de povo, urge começar por mudar frontalmente os partidos e a classe política que temos, para que estes façam o resto.

Tal ” classe política” de hoje, é dona e senhora dos partidos e do país. O resultado da sua acção pode ser avaliada pelo estado em que ele se encontra. À beira de uma explosão social e em crescendo de movimentos independentes.

 

Dez ex-secretários gerais de um partido protestaram contra as alterações às regras do pagamento de quotas nesse partido, falando mesmo em “ameaça à sua democracia interna”.

Seria isto importante se até agora tivéssemos vislumbrado dentro dos dois maiores partidos nacionais, transparência em toda a sua vida interna.

 

Fala-se muito das decisões tomadas por um “ Aparelho” que nunca é referido nos estatutos, nem ninguém, dentro ou fora dos partidos, sabe por quem é constituído. Ninguém sabe também quais os critérios que conduzem à escolha dos candidatos a sufragar em actos eleitorais, que todo o país paga a peso de ouro.

 

Mais, é indesmentível que nos maiores partidos não há qualquer discussão política ou ideológica. Tão pouco abordam os reais problemas da sociedade.

A degradação da confiança do povo no nosso regime político é por demais conhecido do país, embora a classe política finja ignorar.

 

Os partidos, pagos com o dinheiro do povo, têm na mão todo o seu pulsar ; educação, saúde, economia, legislação, costumes etc. Então quem faz a sua avaliação, como eles querem, e bem, fazer aos professores?

O povo nas urnas? Claro que não, ele limita-se há amostragem de “cartões amarelos” sem quaisquer consequências ! A alternância assegura a continuidade!

  

É pois importante refazer toda a classe política e os partidos no seu funcionamento interno.

E aqui as quotas não são um problema menor. Servem, antes de mais, para medir o interesse dos militantes para com a nobreza da causa que voluntariamente quiseram abraçar. Abolição de quotas ? Nunca. Com as estruturas locais existentes nos partidos, há que fazer guerra sem quartel aos caciques, fonte de toda a indignidade dentro deles.

Num regime político feito com estes partidos o seu funcionamento tornou-se no cancro da nossa democracia, obrigando muita gente de bem, honesta e competente, a afastarem-se da vida política, onde muita falta estão a fazer.

 

António Reis Luz

 

 

publicado por luzdequeijas às 22:03
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Sarar Feridas é Imperioso

 

 Se permanecerem os agravos no interior do PPD/PSD, continuaremos enfraquecidos e nunca alcançaremos uma vitória eleitoral nas próximas legislativas.

As feridas que não são saradas têm a tendência a agravar cada vez mais. Do ponto de vista ético  é necessário que cooperemos com toda a lealdade, não continuando a alimentar guerrilhas, que somente impedirão a credibilização do partido .

O caminho que tem vindo a ser seguido levará à obtenção de resultados, ou seja : eleições directas para a eleição do líder e apaziguamento entre militantes. Contudo está a ser lento e é ainda muito insuficiente.

Perante o País e os eleitores ainda não conseguimos a credibilização suficiente para ganhar as legislativas pese ,embora, o desgaste que se começa a sentir na governação.

Claro que há um “mal - estar”. Mas isto não quer dizer que todo o País esteja a lidar mal com os objectivos da contenção do défice e das reformas ensaiadas. Quanto ao crescimento  económico, políticas de emprego e à promoção da coesão e segurança social, por muita propaganda que se faça, e faz, serão muito poucos os convencidos .

Tenhamos a  força de vontade e a coragem moral para, juntos no partido, podermos mudar e salvar o nosso País levando-o aos níveis de bem – estar dos nossos parceiros europeus !

Depois de não haver feridas abertas no partido, em profusão, e ressarcindo quanto possível os mais atingidos pelos danos colaterais das guerrilhas, é forçoso lutar pela credibilização do PPD/PSD, enfrentando todos os moinhos de vento, para acabar de vez com a falta de transparência interna e externa.

Guerra aos caciques de novo pois, o tempo é da coragem.

Não esquecer que o resultado das próximas eleições autárquicas não deixará de ter repercussões profundas no actual executivo.

A guerra ao pagamento de quotas arregimentado e aos financiamentos envenenados visando o tráfico de influências é outro combate indispensável.

Guerra a tudo que não seja lealdade, competência e sentido do dever de servir com altruísmo.

Estas e muitas outras conhecidas manobras de baixo nível dentro do partido são um assunto sério, pois minam a credibilidade do partido e do regime político, e devem ser combatidas com determinação e sem demagogias.

Os fautores são bem conhecidos e todos os militantes terão de assumir as consequências dos seus actos que causaram danos ao partido.

Por estranho que possa parecer, quanto maior o afastamento e o desinteresse pela política dos cidadãos, provocado pelo conhecimento público de tais diatribes imorais de militantes sem escrúpulos, mais os partidos têm de gastar nas suas actividades eleitorais para mobilizar os eleitores, de si, totalmente descrentes no sistema político.

Lá bem no fundo todos sabemos que é o povo eleitor que, além de pagar, acaba sempre por ser o prejudicado com os caminhos ínvios daqueles que só procuram na política aquilo que ela lhes pode dar.

Os eleitores vão dando provas de saberem isso, fazendo da abstenção o maior partido.

António Reis Luz

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 21:23
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DE CANDEIAS ÀS AVESSAS

 

Nas últimas eleições autárquicas em Oeiras, um dos candidatos falou muito de “candeias às avessas”.

Achei muita graça porque o meu avô paterno utilizava muito esta expressão. Contudo, ela não é muito utilizada, uma vez que me está parecendo que no mundo de hoje tudo anda deste jeito.

Li no Jornal de Oeiras umas linhas sobre a inauguração da Alameda de Queijas.

O Presidente da Câmara elogiou o construtor, os técnicos da CMO responsáveis pela obra e, claro, ele foi o protagonista. A anterior presidente também quis sê – lo.

Da paternidade desta obra também se falou demasiado na última campanha autárquica e, eu próprio, escrevi neste jornal sobre este assunto, lembrando que quatro anos antes, logo nas  autárquicas anteriores, foi larga a profusão de panfletos espalhados com os pormenores do projecto já aprovado.

Em boa verdade esta alameda deveria ter sido inaugurada no final dos anos oitenta do último século, data em que foi inaugurada a conhecida “Mancha A” da Cooperativa Cheuni.

Foi muito estranho que se tivessem dado licenças de habitação para muitas dezenas de casas, com aquela enorme área coberta de cardos e mato !

Se a responsabilidade de fazer a alameda seria da cooperativa ou da CMO, tanto importa para o caso.

Hoje temos alameda e ainda bem, mas quanto à paternidade vamos mais devagar .

Era eu presidente da Junta de Freguesia de Queijas em 1998, quando lancei pelas escolas, públicas e privadas um concurso.

Foram muitas as dezenas de crianças que concorreram escrevendo sobre a pessoa cujo nome foi dado à sua rua.

De todos os trabalhos guardo na memória um trabalho feito por uma menina de seis anos, moradora nesta alameda, à data uma lixeira, que transcrevo:

 

CADA  RUA ..... UMA  HISTÓRIA

                                                      ALAMEDA DE QUEIJAS 

                                   

                                ERA ASSIM QUE EU GOSTAVA QUE FOSSE A MINHA RUA

A minha rua tem um grande espaço cheio de ervas mesmo em frente da minha casa. Eu gostava que tivesse um parque.

Se tivesse um parque podíamos jogar à bola e brincar. Nesse jardim podia haver um escorrega e baloiços, assim como uma coisa para trepar. Devia também ter bancos para a minha avó se sentar a bordar com as suas amigas. Eu gostava que tivesse uns lagos com nenúfares, peixes e rãs e muitas flores para as abelhas tirarem o mel.

Podíamos plantar muitas árvores, que seriam bonitas como os pinheiros do meu avô. Há muitos anos, quando o meu avô veio morar para esta rua, ele plantou uns pinhões na terra. Agora temos três grandes pinheiros que dão muita sombra.

Ao pé dos pinheiros, o meu avô também plantou rosas. Há outras pessoas na rua que plantam flores e árvores bonitas.... mas não é a mesma coisa. Se houvesse um parque todo arranjadinho a minha rua ficava mais bonita e os meninos de Queijas teriam um sítio grande e bom para brincar ... ficávamos todos mais contentes. C. F. H. – 6 anos

 

Foi precisamente esta menina que me fez chegarem lágrimas aos olhos e mover montanhas no executivo, na Assembleia de Freguesia, arrastando todos os partidos a participarem e enviarem para a CMO um apelo a favor da construção da alameda.

Fui vezes sem conta trabalhar com os arquitectos na câmara, no meu carro, com todas as despesas por minha conta.

Isto não tem importância nenhuma. O construtor não fez mais do que a obrigação dele. Os arquitectos também.

O sr. Presidente da Câmara também.

 

O que tem importância é esta menina anónima de 6 anos, que já deixou de ser criança. Os seus sentimentos pela natureza, pelos avós, pelas amigas da avó e pelos outros meninos. Também o seu amor pela natureza !

Era esta menina que deveria ter sido homenageada e a sua carta cheia de ternura transcrita para uma “Lápide” colocada no centro da Alameda de Queijas.

É por tudo isto que vale a pena ser autarca, não pela feira de paternidades ou vaidades .

 

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 20:52
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