Sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

EM 2009

 

Continuaremos a ter a mesma economia que registou um crescimento anual médio de 0,9% em dezassete dos últimos 20 anos (1980-2007).

E não é previsível uma modificação, para melhor, a partir de 2009. Efetivamente:

1 – As circunstâncias em Portugal podem agravar-se com uma legislatura mais curta, a ausência de maioria e divergências políticas mais acentuadas.

2 – A crise internacional, de extensão ainda imprevista, tolherá o crescimento, aumentará o desemprego e poderá restringir drasticamente o acesso a financiamentos externos, único fator que nos tem permitido iludir os efeitos da debilidade económica e manter um nível de vida que é artificial e será insustentável nos próximos anos.

3 – A proteção social ressentir-se-á, em função dos crescentes e inevitáveis condicionamentos financeiros;

4 -O clima social degradar-se-á. Este é um quadro incompleto, mas provável. É o produto da mediocridade estabilizada da nossa economia, que agora só se agrava, devido às circunstâncias internacionais. Dito de forma mais crua: Portugal ficará outra vez entregue a si mesmo, sem sequer poder pretextar qualquer crise que disfarce as suas fraquezas. Não deve, por isso, manter-se a ilusão, pois os malabarismos nunca vencem as realidades. Sempre que assim se procede, aqui ou além, as coisas acabam mal.

SOL – 11-10-2008 – Medina Carreira

publicado por luzdequeijas às 13:30
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LEGISLATURAS ARMADILHADAS

 

Do ponto de vista económico, o Governo “armadilhou” a legislatura de 2005 a 2009: porque atacou a “conjuntura” com “conversa” porque arquitetou um conjunto de obras cuja concretização cuja concretização integral empenharia longamente o nosso futuro; porque não preparou a “estrutura” em função das necessidades de uma economia mais produtiva e mais competitiva. Concretiza-se assim um evidente fracasso, se considerarmos que esta legislatura reúne condições únicas e muito favoráveis; pela sua longa duração de quatro anos e meio, pela maioria absoluta de um sói partido e pela “cooperação estratégica” do Presidente da República. Como ela nenhuma houve, desde 1976. E nenhuma, teremos proximamente. Em muito do que é mais relevante, Em muito do que é mais relevante o Governo limitou-se a simular que executava “reformas, quando afinal privilegiava o espetáculo mais que a obra, a retórica mais do que a substância. As palavras mais que as ideias e a aparência mais que a realidade. Poucas são, aliás, as políticas com efeitos positivos sobre o nosso futuro económico:

1 - A redução do défice público, não especialmente pelas despesas correntes, ( 49% pelos impostos, 31% pelas despesas correntes e 20% pelas despesas de investimento);

2 - A reforma das pensões atrasadas de 10 anos e apenas para adiar a grande crise;

3 – As energias renováveis, em fuga ao indispensável debate sobre o nuclear;

4 – Algum “Simplex”, a gerar conflitualidade judicial, proximamente.

SOL 11-10-2008 Medina Carreira

publicado por luzdequeijas às 10:36
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

A AQUACULTURA SUSTENTÁVEL

 

E AMIGA DO AMBIENTE

 

Sáb,28 Jun 2014

Eng. Miguel Caetano

 

A diplomacia económica é um fator importante que os governos devem levar à prática para alavancar o volume de exportações.
Assunção Cristas, Ministra da Agricultura e do Mar, esteve na primeira semana de Junho na Noruega a tentar vender as potencialidades do mar português. Muito naturalmente, à refeição, foram fornecidas umas sandes de salmão- estes nórdicos não brincam em serviço.
Dado que a maioria dos assuntos tratados versou sobre a cultura e comercialização de peixe, hoje vamos falar da aquacultura.
A procura crescente de peixe, não apenas pelos agregados familiares, mas também pelos restaurantes e outras entidades ligadas ao setor alimentar, obriga a que cada vez mais seja necessário recorrer ao método alternativo para suprir a insuficiência deste produto proveniente da pesca, no rio ou no mar, dando assim satisfação às necessidades do mercado.
Face a esta realidade, surgiu então o método alternativo de produção de inúmeras espécies piscícolas que neste artigo pretendemos escalpelizar – A AQUACULTURA, ou AQUICULTURA.
A Aquacultura ou aquicultura, é a produção de organismos aquáticos, como a criação de peixes, moluscos, crustáceos, anfíbios e o cultivo de plantas aquáticas.
Atualmente, a aquacultura é responsável pela produção da metade do peixe consumido pela população mundial. De acordo com estudos, a produção de peixes através de aquacultura triplicou entre 1995 e 2007.
Em Portugal a aquacultura é uma atividade primária e relativamente recente. O peso da aquacultura nacional no fornecimento de pescado ao mercado português é ainda muito baixo

( )A elevada concorrência com outros países produtores, implicou uma redução da produção nacional de dourada e robalo no período 2007 – 2011.
Portugal assume-se como um país onde pontifica a diversidade. Assim, praticamente todos os sistemas de produção existentes estão representados em Portugal.
O sistema de produção extensivo é o que conta com o maior nº de estabelecimentos em Portugal, uma vez que existe um elevado nº de micro produtores de bivalves na Ria Formosa e Ria de Aveiro. A produção semi-intensiva é quase exclusiva para a produção de dourada e robalo, enquanto a produção intensiva aplica-se, principalmente, na produção de peixes planos (linguado e pregado) e de truta arco-íris (em águas interiores).
Às produções mais significativas e tradicionais, a nível nacional, são-lhe conferidas as seguintes designações tipo:
Aquacultura em Esteiro- A produção em Esteiros resulta do aproveitamento de antigas salinas. É o sistema de produção mais tradicional e o mais praticado em Portugal para a produção de dourada e robalo. As principais zonas de produção são a Ria de Aveiro, Estuário do Mondego, Sado, Ria de Alvor, Ria Formosa e Foz do Guadiana.
Aquacultura Marinha Intensiva em Tanques- Em Portugal este sistema de produção é apenas usado na produção de peixes planos tais como a truta e o pregado e, mais recentemente, o linguado. Ao contrário dos sistema extensivo e semi-intensivo, na produção em regime intensivo apenas se utiliza ração para a alimentação dos peixes.
Aquacultura Offshore- Este tipo de produção tem um enorme potencial em Portugal, particularmente para produção de bivalves, pois a costa Portuguesa tem águas com condições ideais ao desenvolvimento dessas espécies (ostra, mexilhão e outras).
Aquacultura de Bivalves Inshore- A produção de bivalves em determinadas zonas (zonas sujeitas ao efeito das marés) é um dos métodos de produção mais tradicionais usados em Portugal. As principais zonas de produção são a Ria de Aveiro, Ria de Alvor e Ria Formosa.
Na verdade, a aquacultura tem sido em anos recentes um dos segmentos de crescimento mais rápido da produção alimentar global. Tem sido saudada como uma resposta para os problemas resultantes da diminuição das populações selvagens de pescado, devido à sobre pesca e a outras causas.
Com o objetivo de melhorar o sistema produtivo tradicional, a nível europeu, foi recentemente lançado “ O SEAFARE “; um projeto para facultar às empresas de pequeno a médio porte e às autoridades públicas, ferramentas que permitam um desenvolvimento da aquacultura que seja sustentável e amigo do ambiente.
Este projeto tem como objetivo principal, o fortalecimento das ligações entre investigadores e indústria, e pretende influenciar o desenvolvimento de políticas regionais e nacionais.

 

publicado por luzdequeijas às 16:45
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AQUACULTURA

 

Chama-se a esta realidade, quando o peixe não é de mar.

Falar hoje de aquacultura é falar destas três realidades: para o consumidor, a diferença de preço entre o peixe cultivado e o selvagem; o preconceito sobre um peixe que não é “do mar”; e a inevitável realidade de que as reservas de peixe no mar estão a esgotar-se. Do Governo aos cientistas, aquacultores grandes e pequenos, na nutrição e no ambiente, os atores do palco da produção de peixe em cativeiro em Portugal partilham consensos: a aquacultura veio para ficar. Mas ainda há medos, preconceitos. Agora só falta o consumidor.

“Um exemplo real:uma banca do peixe: robalo grande do alto mar fresco, 22,95 euros/kg; robalinho de aquacultura, 5 euros/kg. A diferença no preço é enorme!”.

Diz-se que o peixe de aquacultura é mais gordo, que não sabe ao mesmo. Mas, em Portugal, contam-se pelos dedos as pessoas que já comeram salmão selvagem. As reservas do consumidor relativamente ao peixe produzido em cativeiro são enormes quando comparadas, por exemplo, ao camarão cuja produção é quase toda de aquacultura. No entanto, num relatório de 2009, a Greenpeace coloca Portugal no ranking dos países que mais consomem peixe de origem não sustentável. Isto quer dizer que a maioria dos supermercados portugueses não olha a meios para vender o peixe:
Em Portugal, a aquacultura é uma atividade primária relativamente recente, podendo afirmar-se “que ainda muito está por fazer neste setor” O peso da aquacultura nacional no fornecimento de pescado ao mercado português é ainda muito baixo, num contexto Europeu, onde vários países litorais apostaram na produção aquícola, tendo hoje um maior peso nas decisões Comunitárias. Essa diferença pode ser comprovada pela comparação do volume de negócios do setor em Portugal com o de outros países europeus.

O setor conheceu um rápido crescimento nos anos 80 mas no início da década de 90 sofreu uma redução de produção fundamentalmente devido a falhas estruturais dos métodos de produção e falta de critérios na aplicação dos fundos comunitários, culminando na inviabilidade económica de muitas das novas unidades.

A aquacultura representa metade do consumo humano de pescado no Mundo.

Nos últimos dez anos a aquacultura registou a nível mundial uma rápida expansão, constituindo hoje o setor com o crescimento mais acentuado no segmento da produção alimentar de origem animal. Atualmente, cerca de metade do pescado para consumo provém da aquacultura.

publicado por luzdequeijas às 15:25
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AQUICULTURA

 

O que é aquicultura?
Em tempos de crise, ouve-se falar muito dos benefícios de se comer peixe, um alimento com alto teor de proteína, vitamina e outros nutrientes importantes para nossa saúde.

A maioria das pessoas, talvez desconheça de onde vem o peixe que se consome à nossa mesa!

Até, talvez desconheçam que muito do peixe consumido, é criado, em vez de ser pescado, em rios ou no mar?

Chama-se aquicultura a ciência que estuda técnicas de cultivo não só de peixes, mas também de crustáceos (como o camarão ou lagosta), moluscos (como o polvo e a lula), algas e outros organismos que vivem em ambientes aquáticos. Até rãs, tartarugas e jacarés podem ser criados para alimentação humana.

Voltando à questão da produção de peixes, existem dois métodos bastante utilizados. Um deles é o tanque-rede, que são criadouros parecidos com gaiolas, mantidos na água de rio, lago ou mar. Outra forma é o tanque escavado que, como o seu nome deixa entender, trata-se de um reservatório artificial de água, cavado no solo.

Ao contrário do que possa parecer, a aquicultura não é novidade e já era praticada por povos antigos no passado antigo. Há relatos, por exemplo, de que os chineses tinham conhecimento das técnicas de criação de peixes muitos séculos atrás e de que os egípcios cultivavam certas espécies de peixe há cerca de quatro mil anos.

Hoje, a aquicultura é vista como alternativa bastante viável à pesca, devido à redução da quantidade de peixes nos mares. Além disso, a criação de peixes em tanques-rede ou escavados no solo pode ajudar a garantir alimento barato e de qualidade, contribuindo para acabar com a fome que ainda existe em muitas partes do mundo.

 

Novas palavras

Com o decorrer do tempo aquicultura trouxe-nos também novos vocábulos. Assim como a aquicultura significa a criação de organismos que vivem em ambientes aquáticos, existem termos específicos para as diferentes espécies. Vejamos alguns exemplos:

1 -Piscicultura - criação de peixes;

2.-Ranicultura - criação de rãs;

3.-Quelonicultura - criação de quelónios (tartarugas);

4.-Algicultura - criação de algas.

publicado por luzdequeijas às 12:53
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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

DIVORCIADOS DO MAR


DOMINGO, 23 DE MAIO DE 2010

SERÁ O MAR UM PIN ? ENTÃO ?



DOMINGO, 10 DE AGOSTO DE 2008


A navegação no Atlântico exigia um novo tipo de embarcação. O sonho dos descobrimentos, levou D. Henrique e os seus homens à concepção, nos estaleiros, daquilo a que chamaram de caravela. Houve a preocupação de que ela fosse rápida, leve e fácil de manobrar. Robusta também. A finalidade era que ela enfrentasse o mar alto e as piores condições atmosféricas. Ao mesmo tempo deveria ser pequena, de modo a poder navegar junto ao litoral. Estava também preparada para navegar com ventos contrários, além de ser espaçosa para poder carregar suprimentos em longas viagens. Oferecia ainda boa estabilidade não exigindo tripulações numerosas.


Podia chegar a terra em praias, mesmo perigosas, ou navegar em mares calmos. As mais antigas caravelas utilizavam apenas velas quadradas, fáceis de manejar, mas sem adaptabilidade quando enfrentava ventos fortes. Aos poucos foi feita a combinação com velas redondas e latinas (triangulares ) , queaproveitavam qualquer direcção do vento, a mais leve brisa. Enfrentavam os ventos fortes, podendo até navegar contra eles. Traduziu-se esta prática num grande avanço relativamente aos conhecimentos náuticos da época.

O sigilo foi sempre protegendo as invenções operadas na construção e navegação das nossas caravelas.  Assim, a caravela que foi utilizada em Portugal desde 1442 foi concebida a pensar exclusivamente nos Descobrimentos. A técnica desenvolvida pelos portugueses foi um êxito mundial . 

A ligação de Portugal ao mar é algo de muito sentimental e intrínseco da alma lusa . Rodeados por ele , seria improvável que esta ligação não existisse ! É uma odisseia tão gloriosa, a nossa vivência com o mar, que só se estranha como foi possível a um país tão pequeno, consegui-la. Os descobrimento e tudo aquilo que levámos ao mundo ! Depois, ainda foi bonito  ver os nossos barcos, cargueiros e paquetes, a cruzarem os mares e unirem o Portugal de aquém e além mar. Ou mesmo a nossa credível industria de construção naval que pediu meças ao mundo mais entendido no ramo.

Infelizmente, perdemos o domínio do mar quando julgámos ter descoberto a liberdade A revolução libertadora ( dos cravos  esqueceu-se que Portugal e o seu povo não podem existir divorciados do mar. Ignorar o mar ? Nunca !

A nossa aderência à CEE foi por nós e pelos revolucionários de Abril muito mal entendida. As ajudas que nos chegaram em catadupa para renovar a nossa economia, objectivavam o seu crescimento e modernização. Em época de “ vacas gordas “ foi por todos entendido que o melhor seria abater os barcos e meter o dinheiro no banco ou no estrangeiro ! Os trabalhadores, esses, seriam reformados, prematuramente, pela Segurança Social e passariam o resto da vida entre o banco do jardim e a taberna !

Agora, estamos chegados aos últimos tostões da enorme herança fascista . Reza a história que consumimos demais e produzimos de menos ! Os governos foram fracos e os valores perderam-se na voragem do tempo que passou. O dinheiro também. Ficaram imensas dividas ! E agora ?

Continuar a investir em auto-estradas com dinheiro emprestado ? Não . Agora ao menos que nos esforcemos por construir o futuro. Auto-estradas sim, mas pelo mar. Ruas e ruelas também. Que nos conduzam a novas fontes de energia, de alimentação, de transporte e de inovação. Procurando no mar imenso aquilo que ele encerra e tanto nos está a faltar. O que necessitamos só pode lá estar. Vamos encontrá-lo com muito esforço. Antes, também foi assim !

Aproximemos de nós o fundo do mar. Replantar o fundo do mar já não é utopiaAs plataformas continentais podem ser quintas. Até este momento, entre as 40 mil espécies de animais marinhos recenseadas, os investigadores encontraram 15 717 peixes diferentes. Estudem-se e aproveitem-se as correntes oceânicas e a sua influência, que tanto nos ajudaram nos Descobrimentos. As marés e ondas,  a sua energia . Proteja-se o equilíbrio dos recursos pesqueiros, em toda a nossa Zona Económica Exclusiva ( ZEE ), a maior da Europa. Desenvolva-se a aquacultura, que representa hoje 43% do peixe consumido em todo o mundo. Trave-se forte luta contra a degradação do meio marinho. Reabilite-se e acarinhe-se a digna classe dos pescadores. Protejam-se rios e estuários, visando a sua sustentabilidade económica e ambiental. Sem perder de vista a pesca artesanal . Fazer tudo isto é um importantíssimo investimento. É garantir o pão de cada dia aos portugueses e encontrar valiosos recursos naturais que temos à mão, mas não à vista. A futura geração saberá agradecer. O betão já não dá pão, tira-o da nossa boca ! Caminhos inovadores são a solução. O plano técnológico é comum ao universo !

António Reis Luz


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Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

AINDA O CRESCIMENTO

 

VISTO POR MEDINA CARREIRA em Outubro de 2008

 

Em Portugal e no curto prazo, o crescimento dependerá:

1 – De uma conjuntura exterior favorável, que propicie mais exportações;

2 – De medidas políticas sectoriais e avulsas, embora com efeitos muito restritos.

3 – Da ocorrência de investimentos volumosos, públicos e/ou privados, necessariamente financiados no exterior. Uma de duas: ou há sorte, vinda de fora, ou hipotecar-nos-emos. E todos os governos estão “amarrados” a tais circunstâncias: têm, portanto, de ser sérios, assumir e explicitar este intransponível condicionalismo. O que fazemos é, exatamente, o contrário. Não ingenuamente: os partidos querem, de imediato, manter boas sondagens, preparar e ganhar eleições. Para tanto, criam e sustentam ilusões sobre a sua capacidade para impulsionar o crescimento, gerar empregos, e melhorar o nível de vida. É apenas um embuste. Esta necessidade imediata de afirmação dos principais partidos é, politicamente, muito grave pois impede o desenvolvimento económico português: Só se faz agora aquilo que se veja já, porque a obra de fundo e demorada não promove imediatamente a imagem. Nem os votos. Tornando desinteressante a economia do futuro, esta democracia corrói perigosamente um dos seus apoios fundamentais. Em países atrasados, como o nosso, é um sistema promotor de maiores atrasos. Demorará tempo, mas vai perceber-se.

publicado por luzdequeijas às 18:31
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LIBERDADE E RESPONSABILIDADE

 

DE QUEM UTILIZA OS MEIOS PÚBLICOS

 

É uma frase feita, mas que deve aqui ser recordada: a liberdade não pode existir sem lhe estar associada a responsabilidade. Já se sabe que a minha liberdade termina onde começa a liberdade dos outros. É por isso que vimos antes existirem toda uma série de limitações à liberdade de expressão e de informação justamente para garantir outros direitos dos cidadãos. Mas os jornalistas não podem repousar a sua consciência apenas nisto, não basta descansarem no facto de não estarem a incorrer em nenhum dos constrangimentos penais ou civis previstos. O jornalismo é uma profissão com profundo impacto social. Isto quer dizer que tudo o que é publicado ou difundido através dos media, por um lado, não pode ser alterado ou apagado a partir do momento em que entrou no espaço público, e, por outro lado, pode deixar marcas irreparáveis em entidades individuais ou coletivas. 

publicado por luzdequeijas às 17:01
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CÓDIGO DEONTOLÓGICO DO JORNALISTA

 

 

 

   

 LIVRO DE ESTILO - Fevereiro de 1998




1. O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.

2. O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.

3. O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.

4. O jornalista deve utilizar meios legais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público.

5. O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência.

6. O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas.

7. O jornalista deve salvaguardar a presunção de inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor.

8. O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade, ou sexo.

9. O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas.

10. O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesse.

Aprovado em 4 de Maio de 1993

 

PS - QUEM UTILIZA SUPOSTAS "PALAVRAS" COMO "LOLÃO", pouco ou nada tem de jornalista.

publicado por luzdequeijas às 14:15
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Domingo, 14 de Setembro de 2014

ÉTICA JORNALÍSTICA

 

Nada haverá de despiciendo se dissermos que o jornalista, deve recusar funções, tarefas e benefícios suscetíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses.

Ao falar-se da integridade do jornalista, terá de falar-se necessariamente da preservação da sua independência. Ora, o jornalista pode estar sujeito no dia-a-dia a pressões de vária ordem, a tentativas de influência oriundas do exterior, no sentido de publicar isto, ou não publicar aquilo. O jornalista terá que encarar como normal, a existência desse tipo de pressões. Muitas entidades, individuais e coletivas, lutam por conseguir fazer passar a sua mensagem através dos media, porque isso pode ser muito importante na sua estratégia para a defesa dos seus interesses. Mas normal será também, os jornalistas (e os media de uma forma geral) saberem resistir a essas pressões. Quando isso não acontece a sua integridade está sem dúvida posta em causa, assim como poderá estar ameaçada a sua credibilidade.

Na verdade, o jornalista íntegro é aquele que atua seguindo (e segundo) a sua consciência e que assume um compromisso apenas com o público. Trabalha em ambiente de independência, imparcialidade e equilíbrio, com o máximo de objetividade, e é imune às pressões, insubmisso.

publicado por luzdequeijas às 17:46
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

ÚLTIMOS PESCADORES DO TEJO

publicado por luzdequeijas às 19:36
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CRESCIMENTO DESORDENADO

Crescimento desordenado, falta de tratamento de esgoto, aumento da população na área urbana e indústrias sem preocupação com o meio ambiente, foram os maiores contribuintes para a degradação dos rios.

 

De acordo com a Comissão Mundial de Águas, entre os 500 maiores rios do mundo, mais de metade enfrenta graves problemas de poluição. A escassez de água potável proveniente do seu mau uso e da ação do homem motivou a ONU a criar o Dia Mundial da Água, a fim de advertir sobre sua preservação e a importância de um uso racional.

Quando pensamos num rio poluído, certamente um dos primeiros exemplos que vem à mente é o rio Tietê, um dos rios mais poluídos do planeta. Ele nasce na Serra do Mar e percorre mais de 1km até ao rio Paraná. Antigamente era muito importante como meio de transporte, para o desenvolvimento da cultura do café e como turismo, mas com o crescimento da cidade de São Paulo, em 1930 , o rio Tietê passou a servir de vazão para esgoto industrial e urbano. Quando o rio passa pela região metropolitana, ele recebe quase 400 toneladas de esgoto por dia. Ligações clandestinas e esgoto doméstico são os maiores causadores da poluição desse rio.

Considerado morto biologicamente, nele só sobrevivem organismos que não necessitam de oxigénio como fungos e bactérias. A Sabesp iniciou em 1992 um projeto com o objetivo de coletar e tratar os esgotos de 18 milhões de pessoas visando melhorar a qualidade da água do rio. O projeto está na sua terceira etapa e ainda não foi vista uma mudança significativa nas suas águas.

Histórias de rios degradados não fazem parte somente do Brasil, alguns rios que já foram muito poluídos, hoje possuem vida e oxigénio. Eis alguns exemplos:

 

Rio Tâmisa

 

O rio pertencente à Inglaterra  ficou conhecido como o ‘’Grande Fedor”. Além do mau cheiro, mortes e doenças como cólera foram causadas pela poluição do Rio Tâmisa entre as décadas de 1850 a 1860. A medida tomada pelo governo inglês  demorou quase 150 anos de investimentos e despoluição das águas. Na década de 1970 o resultado começou a aparecer. A prova disso foi o aparecimento do salmão, um peixe sensível à poluição.

 

Rio Reno

O rio com mais de 1,3 km de extensão que banha vários países europeus, recebia diariamente dejetos de zonas industriais, onde se localizavam empresas químicas de grande porte. Um acidente com uma empresa Suíça contaminou o rio com 20 toneladas de substâncias altamente tóxicas. A partir deste fato os governos dos países banhados pelo rio Reno investiram na sua recuperação, construindo estações de tratamento da água e monitoramento do rio.

Atualmente, 95% dos esgotos das empresas são tratados, além de existirem 63 espécies de peixes vivendo no rio.

Rio Sena

O rio que banha Paris foi degradado pela poluição industrial e esgoto doméstico. O processo de despoluição foi iniciado em 1996, com a construção de estações de tratamento de esgoto. A meta é que até 2015 o Rio Sena esteja totalmente limpo. Hoje é possível ver mais de 30 espécies de peixes no rio, que abriga atividades de lazer e é um ponto turístico da cidade.

 

FONTE:

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-e-possivel-recuperar-um-rio-poluido

publicado por luzdequeijas às 18:01
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

DESPOLUIR OS RIOS

 

É dispendiosíssimo.

Poluir os rios, aos poucos, parece ser económico, prático e lento. O rio Tamisa ficou conhecido como o ‘’Grande Fedor’’ quando, em 1858, o Parlamento suspendeu uma sessão, devido ao mau cheiro. Por volta de 1610, a água do rio deixou de ser potável, mas o projeto de despoluição só começou a ser esboçado no século XIX. 
Ao todo, foram quase 150 anos de investimentos na despoluição das águas do rio que corta Londres. O projeto de limpeza começou a ser delineado em 1895 e os primeiros resultados apareceriam apenas em 1930. 
No início, criaram um Sistema de captação do esgoto da cidade de Londres que despejava dejetos no rio. Entretanto, o crescimento da população fez com que a mancha de poluição subisse novamente. 
Em 1950, o Tamisa foi considerado, outra vez, morto. A nova iniciativa do governo foi a construção das primeiras estações de trabalho de esgoto. Na década de 1970, os sinais iniciais de que os resultados estavam sendo alcançados, com reaparecimento do salmão – peixe sensível à poluição e exigente em água limpa. 
Mesmo com os sinais de que a revitalização das águas do Tamisa é garantida, a Thames Water, empresa de saneamento londrina, mantém investimento no tratamento da água e no sistema de esgotos. O rio tornou-se exemplo de sucesso no programa de despoluição das águas.

 

publicado por luzdequeijas às 17:46
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ECONOMIA SEM CRESCIMENTO

 

Por muito que isso desgoste os fans do “crescimento”, e refletindo sem paixão política, o estado normal de uma economia tem de ser exatamente este (crescimento zero).Aquilo que não é normal, é haver algum crescimento e as contas de um qualquer país apresentarem um Défice Orçamental crónico, acompanhado de um penoso desemprego. Portanto, estabilidade no crescimento e os diversos fatores da economia e do social, que se adaptem à situação desta normalidade. O crescimento contínuo acabará sempre por redundar em desastre. Crescimento, nos negócios individuais ou de Estado, só por exceção. Mas sempre, sem o significado displicente utilizado pelos homens de negócios, políticos, economistas, etc. O que deveremos abandonar será sempre o crescimento pelo crescimento. De modo, algum poderemos deixar de ter como objetivo da economia, eliminar os extremos gritantes, de riqueza e pobreza, mantendo, porém, um sistema capitalista com as suas múltiplas virtudes e incentivos. 

publicado por luzdequeijas às 17:02
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DESENHANDO UM FUTURO, PRÓXIMO

 

Parece não existir uma resposta fácil nem rápida para a crise energética que se avizinha e, resultante do crescimento a qualquer custo. Resultante também, de um consumismo desenfreado e inconsciente.

Poderemos imaginar uma nova “sociedade de reciclagem” que, motivada pelo roer da consciência perdulária, irá desenvolver uma onda de ética ambiental e conservacionista. Mas a escassez de recursos e o novo valor atribuído à terra, água e ar, alteram os dados do problema.

A insensatez com que se tem falado de crescimento ilimitado, como panaceia para tudo, no qual a oferta cresce sempre para satisfazer a procura, obriga-nos a pegar no lápis e papel para desenharmos um novo planeamento económico, pondo todas as certezas em causa. Os recursos da Terra são finitos!

- A energia combustível e as matérias-primas, não tiveram sindicatos para representá-las e lutar pela elevação sequencial dos seus preços! Pagamos muito pouco por uma energia, tão pouco que a sua fatura comporta outras coisas de somenos! A energia e a matéria-prima são potencialmente escassas. A mão-de-obra por outro lado subiu, subiu em benefício dos votos a alcançar nos atos eleitorais. Subiu, também, para permitir um luxo nunca imaginado! É só ver as filas de carros com um passageiro a caminho do emprego e os transportes públicos carentes de passageiros, para disfarçarem prejuízos que todos pagamos.

Preços baixos em fatura elevada, encorajam-nos, mesmo assim, a consumir de forma inconsciente.

Em desfavor do emprego, fomos incentivados pelo automatismo em tudo, até nas nossas casas. As máquinas são obedientes, mais estáveis e tratáveis, dando-nos menos complicações que os humanos. Sabemos como lidar com todo o tipo de automatismos, mas não sabemos como lidar com o nosso semelhante!

O capitalismo, assim ou doutro modo, é nosso conhecido e nós sabemos que pode ser adaptado a uma nova economia com ritmo mais lento, mas talvez, com pleno emprego, ajeitando os seus atuais conceitos Sim, para não haver excluídos, nem gente de mão estendida, quando passamos. Também para que não haja políticos a darem, ou embolsarem, aquilo que não é deles.

publicado por luzdequeijas às 12:49
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OS CONCEITOS E AS PALAVRAS

 

EXISTE DIFERENÇA ENTRE “COMPLETO” E “ACABADO”?

Há uma diferença, sim! 

Nenhum dicionário da língua portuguesa consegue explicar adequadamente a diferença entre estas duas palavras. 

Durante uma recente competição linguística em Lisboa, supostamente frequentada pelos melhores do mundo, Samdar Balgobin, um homem da Guiana, foi o vencedor convincente e foi ovacionado por mais de 5 minutos. 

A pergunta final foi a seguinte:

Como explicar a diferença entre COMPLETO e ACABADO de maneira fácil de entender?

Há pessoas que afirmam NÃO existir nenhuma diferença entre COMPLETO e ACABADO

Segue a sua resposta inteligentíssima:

Ao casar com a mulher certa, você está COMPLETO.

Ao casar com a mulher errada você está ACABADO.

E quando a mulher certa te chateia, juntamente com a mulher errada, você está ACABADO por COMPLETO!

 

publicado por luzdequeijas às 09:26
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

DESEMPREGO OCULTO POR DESALENTO

 

A categoria de “Desemprego Oculto por Desalento” é uma categoria introduzida no Brasil pela PED ou seja: Procura/Emprego/Desemprego.

O que estava em causa quando do desenho da pesquisa era a construção de categorias que fossem adequadas à análise de situações de trabalho e desemprego que não eram captadas pelas categorias que compõem a taxa de “desemprego aberto”

O desemprego oculto por desalento refere-se às pessoas que estão sem trabalho há mais de 12 meses e que, por algum motivo, não procuraram emprego nos últimos 30 dias, embora o tenham feito, ativamente, durante o período mínimo de 15 dias, em algum momento durante os últimos 12 meses. Além disso a pessoa deve ter vontade e disponibilidade para o trabalho.

publicado por luzdequeijas às 18:18
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DÚVIDAS SOBRE DESEMPREGO OCULTO

 

Quase um milhão e meio de desempregados no Brasil está fora do radar das estatísticas oficiais - eles são principalmente aqueles que respondem aos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que:

Não estão procurando emprego, mas estão disponíveis e gostariam de trabalhar.Como não procuram, não são considerados parte da População Economicamente Ativa, nem desempregada (PEA).

Um estudo apresentado no último boletim regional do Banco Central trouxe medidas "alternativas" de desocupação, que incorporavam parte desse contingente ao total de desempregados. Pelos cálculos do BC, a taxa de desemprego podería ser quase três pontos percentual superior àquela calculada pelo IBGE, o que poderia trazer um alívio na pressão que o mercado de trabalho exerce sobre a economia, especialmente sobre os salários. Certos investigadores e estudiosos, consideram ainda que muitos empregos meramente burocráticos (casos da Administração Pública), deveriam também ser incluídos no Desemprego Oculto.

Camilla Veras Mota e publicada pelo jornal Valor, 09-09-2013.

 

publicado por luzdequeijas às 17:38
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2014

CONCEITO DE EMPREGO

 

A sociologia é a ciência que estuda as relações entre as pessoas que pertencem a uma comunidade ou aos diferentes grupos que formam a sociedade.

É uma ciência que pertence ao grupo das ciências sociais e humanas. O objeto de estudo da sociologia engloba a análise dos fenómenos de interação entre os indivíduos, as formas internas de estrutura (as camadas sociais, a mobilidade social, os valores, as instituições, as normas, as leis), os conflitos e as formas de cooperação geradas através das relações sociais.

A Sociologia do trabalho é o ramo da Sociologia voltado ao estudo das relações sociais no mundo do trabalho - ao princípio, incluindo basicamente empresas e sindicatos - e às implicações sociais da relação entre trabalho e técnica.

A palavra "trabalho" evoluiu da palavra latina Tripalium, castigo que se dava aos escravos preguiçosos e, historicamente, o trabalho foi considerado como uma atividade depreciável. Os gregos da Idade de Ouro pensavam que só o ócio criativo era digno do homem livre. A escravidão foi considerada pelas mais diversas civilizações como a forma natural e mais adequada de relação laboral. A ética protestantes vem atribuir um valor” positivo ao trabalho, considerando-o não como punição mas como oferenda a Deus. A partir de meados do século XIX , a servidão , nas suas várias formas, estará extinta na maior parte dos países ocidentais, sendo substituída pelo trabalho assalariado , socialmente valorizado.

Numa pequena comunidade autossuficiente, a interação causa e efeito é mais óbvia. O papel de cada pessoa para manter a economia em funcionamento é compreendido. Se ela não fizer o seu trabalho, outras a informarão prontamente. Se o sapateiro niglengiciar o seu trabalho a comunidade ficará descalça e ele suportará uma poderosa pressão para que se mexa. Mas numa grande economia, se uma pessoa trabalha ou se abstém de trabalhar não deixa marcas significativas. Na Administração Pública de um Estado, o objetivo global está demasiado distante para influenciar as ações de um trabalhador, colocado no fundo da hierarquia. Num mundo vasto há a tendência natural para esquecer que o principal incentivo do trabalhador é proteger o seu emprego e salário, esquecendo que o trabalho realizado deve, principalmente, contribuir para o vigor da economia como um todo,e não apenas para proporcionar um salário ao trabalhador individual. É, ainda, filosofia do emprego o facto de qualquer comunidade usar a influência legislativa para impedir o encerramento de uma obsoleta instalação governamental, por não querer perder o fluxo de verbas e postos de trabalho na economia local. O que realmente podemos desejar e esperar é que a burocracia gerencial nas grandes empresas e na Administração Pública seja combatida, por ser um imposto pago por todos os trabalhadores cuja atividade não concorre para o aumento da riqueza nacional, mas tão somente para diminuir o “Desemprego Oculto”.

 

publicado por luzdequeijas às 18:26
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NOS PAÍSES BUROCRÁTICOS

 

Hoje, e em alguns países do sul da Europa, a economia está ao sabor de uma burocracia desenfreada. Ao tentar dar empregos a todos para resolver o desemprego, os governos estão assegurando as condições para que cada vez menos seja realizado. Um certo comentarista descreve um exemplo pertinente:

… A pobreza perene de alguns países incita as autoridades a insistirem na documentação escrita até dos mais simples processos administrativos. Uma folha de papel selado, na maioria dos casos. Os selos são um modo de coletar alguns impostos de uma nação de sonegadores de impostos.

Essa hipertrofia de documentação leva a absurdos. Requisitar um livro da nova Biblioteca Nacional, implica o preenchimento, em primeiro lugar, de um impresso em duplicado para ser admitido no edifício e, depois, de um impresso em triplicado para cada livro requisitado. Em seguida, será preciso ir ao Banco Central, a quilómetros de distância, e iniciar todo um novo processo burocrático para pagamento de um depósito. Feita essa caução, volta-se à Biblioteca e, se as greves permitirem, se receberá o livro.

Todo esse preenchimento de papelada propicia o emprego, que é uma consideração de monta num país com desemprego crónico.

A filosofia do emprego não conhece freios nos países burocráticos. Ao caos seguir-se-á inevitavelmente, o colapso económico, a menos que o país seja capaz de reconhecer que o que é realizado pelos trabalhadores é, em última análise, mais importante do que o número de empregos que podem ser criados. Mais cedo ou mais tarde, teremos todos que levar essa mesma lição a sério. Um organismo cujo negócio é ajudar as pessoas a preencher declarações de renda opõe-se necessariamente, a qualquer simplificação dos impostos que torne esse serviço menos necessário. É por esta e muitas outras razões, que as reformas no Estado, são sempre sabotadas, logo nunca se fazem. Principalmente, quando a comunicação social também vende notícias sobre falso emprego criado com burocracia. 

publicado por luzdequeijas às 13:04
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

O NOSSO EMPREGO NO TODO DA ECONOMIA

 

Quando o homem das cavernas saía de casa para caçar, a sua preocupação era regressar com a carne e as peles que forneciam alimento e vestuário para si mesmo e para a sua família Quando o moderno chefe de família regressa a casa com o bacon, ele ou ela, desempenha a mesma função, mas a recompensa é usualmente um contra cheque que pode ser traduzido em alimento e vestuário para toda a família. O contra cheque é a representação do trabalho que se presume ter sido efetuado, dando ao empregado o direito de ser sustentado por aquele segmento da sociedade que é representado pelo seu empregador.

Na nossa vasta, interdependente e altamente especializada sociedade, a recompensa financeira torna-se muitas vezes a única motivação, pois não vemos os efeitos do nosso trabalho sobre a sociedade como um todo, nem mesmo, com frequência, sobre aquela organização particular para que se trabalha. Dificilmente poderemos esperar que o motorista de ónibus de uma grande metrópole medite filosoficamente sobre o seu papel para manter a economia em marcha. Não lhe ocorrerá (e, mesmo que ocorra, não lhe dará importância) que parar para apanhar um determinado passageiro quando o ónibus já está atrasado no seu horário pode habilitar essa pessoa a chegar ao seu local de trabalho a tempo de executar um serviço vital que, caso contrário, não será feito. Todos nós ouvimos: “ Por falta de um prego perdeu-se o sapato … “ mas raramente agimos como se isso fosse realmente verdade, por que o nosso sistema económico é tão complexo que se torna absurdamente intrincado acompanhar os efeitos da nossa atividade ou inatividade de uma ponta à outra da economia.   

publicado por luzdequeijas às 18:22
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O ESTADO DOS NOSSOS RIOS

Mais de 40% dos rios portugueses não têm qualidade nem para os peixes

por

Rita Carvalho22 março 2007 Comentar

 

Má qualidade ou muito má qualidade. É este o estado de 44% dos nossos rios, ribeiras e cursos de água onde a água serve apenas para regar, navegar e onde até os peixes têm dificuldade em sobreviver. Em Dia Mundial da Água, a Quercus divulga dados do Instituto da Água (Inag) referentes ao ano de 2005. E alerta que o problema da poluição dos recursos hídricos tem vindo a piorar.

Apenas 36% das estações monitorizadas pelo Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos do Inag apresentaram água de qualidade razoável. Ou seja, água que pode ser utilizada na irrigação, nos processos industriais e para navegação e recreio, desde que não haja contacto direto com as pessoas. Se o destino for o consumo humano, esta tem de ser alvo de um tratamento rigoroso, especifica a escala definida pelo Inag. Nestes rios, a vida selvagem tem dificuldade em adaptar-se, só as espécies menos exigente sobrevivem com facilidade.

Classificadas como de boa qualidade e aptas para todas as utilizações estão apenas 19% dos recursos hídricos superficiais, pode ler-se ainda nas estatísticas do Inag.

A Quercus explica a poluição com o deficiente tratamento das águas residuais e com a falta de infraestruturas - como estações de tratamento ou estações de tratamento de águas residuais - de que padecem ainda muitos municípios.

"Apesar de se ter assistido a um notável progresso em termos de recolha e tratamento de águas residuais, ainda se assiste a situações de municípios, interiores ou da faixa litoral, que não dispõem das infraestruturas adequadas para recolherem e tratarem os seus efluentes domésticos e industriais", afirmou ao DN Hélder Spínola, presidente da Quercus. Quando isso acontece, em muitos casos, os efluentes são descarregados diretamente nas linhas de água ou no oceano.

 

publicado por luzdequeijas às 17:37
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SOBRAS RESTAURANTES E CANTINAS


Restaurantes vão dar comida que sobra

A comida que sobra todos os dias em restaurantes e cantinas tem como destino as lixeiras. Os profissionais da restauração e hotelaria justificam esta situação com a legislação em vigor, mas a ASAE diz tratar-se de uma má interpretação da lei.

 

Para fazer aproveitar estas refeições é necessário criar uma rede de recolha da comida nos estabelecimentos e entrega a quem mais precisa. Trata-se de cerca de 7% das 500 mil refeições confeccionadas todos os dias em Portugal, segundo dados avançados ao Correio da Manhã pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRSP). Estes 7% traduzem-se em 12.775 milhões de refeições desperdiçadas anualmente.

Para a Associação, não há dúvidas de que a lei é «taxativa e impede o aproveitamento das refeições». Porém, a ASAE refere que não há nenhuma lei que impeça os restaurantes de aproveitarem os restos. Apenas há que ter cuidado no transporte destas refeições excedentes, que deve ser realizado em viaturas preparadas para o frio e para o quente.

Face a esta situação, a ASAE e a AHRSP têm mantido contactos para criar uma rede nacional entre produtores, distribuidores, restauração e sociedade civil que permita aproveitar estes alimentos.

Na internet, existem já várias iniciativas para acabar com o desperdício alimentar. Um grupo no Facebook e uma petição online são exemplos da mobilização da sociedade civil.

Facebook
http://www.facebook.com/?ref=home#!/group.php?gid=125292657516210

Petição online
http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=Cidadao

Fonte Correio da Manhã 17-11-2010

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- See more at: http://www.quali.pt/noticias/1110-restaurantes-vao-dar-comida-que-sobra#sthash.c1TFAHFS.dpuf

publicado por luzdequeijas às 17:13
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POBREZA EXTREMA

 

No caso das lojas Ponto Fresco, os alimentos também são deitados fora todos os dias, o que não sucedia quando os supermercados pertenciam ao Grupo Ulmar. Proibidas de ficar com os produtos alimentares que sobram ao fim do dia, as funcionárias sentem-se incomodadas com a situação, até porque têm conhecimento dos casos de pobreza extrema. 
Uma das colaboradoras da Ponto Fresco referiu um episódio ocorrido com uma cidadã de Leste que foi encontrada a comer os restos da refeição de um dos clientes. O sentimento de indignação é comum em todos as superfícies comerciais. No Intermarché, por exemplo, os funcionários têm indicação para regar os alimentos que despejam no caixote do lixo com lixívia, para impedir que possam ser aproveitados por pessoas, em situação de pobreza extrema, que procuram comida nos contentores.
Contactada pelo JORNAL DE LEIRIA, Lurdes Figueira, gerente das lojas Intermarché de Leiria, Marinha Grande e Ourém, não quis prestar declarações sobre o assunto. Em relação ao Ponto Fresco, fonte da empresa manifestou estranheza em relação à situação, já que assegura ser prática comum entregar os bens a instituições. Contudo, não conseguimos ter acesso à lista dessas entidades até ao fecho da edição. O desperdício diário de comida foi confirmado junto de diversas fontes.

Alexandra Barata

publicado por luzdequeijas às 17:09
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PERDAS NAS SUPERFÍCIES COMERCIAIS

 

DÁ QUE PENSAR!

Supermercados deitam comida em bom estado para o lixo

Carne, fruta, salgados, pão e comida convencionada são alguns dos produtos que são deitados no lixo todos os dias, depois de os supermercados de Leiria fecharem. A prática é habitual no Intermarché, Pingo Doce, Ponto Fresco e no cash & cary Recheio. As orientações vêm da administração das empresas e são cumpridas pelos funcionários, apesar de não concordarem com o procedimento.

Fonte oficial do Grupo Jerónimo Martins confirma que as lojas de Leiria do Pingo Doce e Recheio têm indicações para deitar fora todos os alimentos que já não podem ser vendidos, mas ainda estão em condições para serem consumidos. Contudo, pelo que o JORNAL DE LEIRIA conseguiu apurar, no caso do Recheio, os iogurtes chegam a ser deitados no lixo a uma semana do prazo limite de validade, por se destinarem a revenda.
O Grupo Jerónimo Martins explica que a comida só é deitada fora porque nenhuma instituição local manifestou interesse em ficar com ela. Nesse sentido, esse procedimento só não é seguido no caso das lojas de Loures, aeroporto e Vila Franca, porque há entidades que vão recolher os bens. “A iniciativa tem de partir das instituições”, sublinha a mesma fonte.

Informação da INTERNET 

publicado por luzdequeijas às 16:56
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A MAGIA DO CRESCIMENTO ?

 

É ouvi-los, políticos, jornalistas, comentadores e tudo aquilo que é gente a debitar opiniões, a encher a boca com o crescimento da economia. Todos os males derivam da economia, no ano em curso, ter crescido sómente 0,3% quando se esperavam uns farfalhudos 0,6%

De facto, o crescimento mexe com muita coisa, tanto de forma positiva como de forma negativa. Muitas vezes até mexe com as duas coisas!

O mundo em que vivemos defronta-se, principalmente, com um aumento brutal da sua população! Tudo em contraponto com a diminuição acelerada das suas reservas de combustível, fósseis, encarecimento da energia, e um meio ambiente em lenta e inexorável deteoração. A acrescentar a tudo isto, iremos ter, em breve,  uma carência acelerada de água potável!

Perante estas indesmentíveis realidades, e enfrentar tal pesadelo com sucesso, teremos de ver o dito crescimento económico com outros olhos. Sem dúvida alguma. Passa por aqui uma nova visão do atual sistema económico ou seja, rever o dito capitalismo. Talvez tenha chegado o momento de os defensores do crescimento capitalista, a todo o custo, e os seus antagonistas, ambientalistas convictos, se sentarem numa mesma mesa, abolindo a palavra antagonismo.

 

Não será muito difícil para eles perceberem que o crescimento, para lá de certos limites, se irá transformar numa doença incurável para toda a humanidade.

 

Sem antagonismo algum, o capitalismo até pode revigorar-se numa economia sem crescimento, desde que haja paz no mundo e uma saudável defesa do meio-ambiente.

 

O atual crescimento está a caminhar para se tornar num falso símbolo de sucesso. Sem mais delongas, resta uma simples convicção: para se encontrar uma nova economia sem crescimento, e um novo capitalismo, talvez baste pensar em recuperar por um lado, aquilo que se perde hoje, e por outro lado, encontrar ganhos onde hoje se desbarata. Tudo equacionado, teremos encontrado o famoso “Ovo de Colombo”.

 

publicado por luzdequeijas às 15:26
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A ROSA-DOS-VENTOS

 

A Rosa-dos-Ventos, situada em frente ao Padrão dos Descobrimentos, em Belém, foi oferecida pela República da África do Sul a Portugal.

 

O desenho serve de decoração ao terreiro de acesso ao Padrão dos Descobrimentos.

A Rosa-dos-Ventos tem 50 metros de diâmetro e é executada em mármores de vários tipos, contendo um planisfério de 14 metros. Naus e caravelas embutidas marcam as principais rotas dos Descobrimentos Portugueses.

A autoria do desenho pertence ao arquitecto Cristino da Silva. O desenho serve de decoração ao terreiro de acesso ao Padrão dos Descobrimentos.

Detalhe da Rosa-dos-Ventos

 

 
publicado por luzdequeijas às 13:08
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Domingo, 7 de Setembro de 2014

O LODAÇAL DAS SUSPEITAS

A expressão “ O lodaçal das suspeitas “ é uma definição perfeita, da actual situação na sociedade civil portuguesa. Nunca o grau de desconfiança, de todos em todos, foi tão grande como actualmente. No mundo do trabalho, antigamente, era possível a inscrição em concursos públicos ou privados e contar, com alguma seriedade da parte dos responsáveis. Hoje, o que conta, como se diz em Angola , é o       «esquema».

ELE, mais não é do que uma enorme multiplicidade de influências, de que alguns, podem deitar mão. Falar abertamente com uma pessoa, mesmo amiga, começa a ser muito complicado. Estão em funcionamento certas cumplicidades, quase imperceptíveis, e que por isso a maioria das pessoas não detecta. Aqueles que delas se apercebem, e forem cautelosos e discretos, podem ter descoberto o futuro, mesmo que com alguns sustos pelo meio e muita falta de escrúpulos.

Enfim, tudo na actualidade é passível de desconfiança. Desconfiar é assim, como que, um seguro de vida, para evitar grandes problemas. A situação de suspeita constante é tão flagrante que eu aconselharia o meu melhor amigo a desconfiar da própria sombra!    

É gente com o perfil e actuação dos clones que, pelo culto do segredo e falta de transparência, arrasta o pais para o lodaçal das suspeitas em que estamos mergulhados.

"Não há democracia que valha, com cidadãos que só se preocupam com os seus interesses pessoais ou de grupo, que não se interessam pelo que é o bem de todos e condição do verdadeiro desenvolvimento."

 

D. João Alves

Diário de Coimbra 24-12-2003

publicado por luzdequeijas às 22:13
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LÍDER INDEPENDENTE E ORIGINAL

 

A sua Lição de Vida é desenvolver a individualidade e a liderança. Ser o seu próprio chefe, não dependendo de ninguém. Você precisa desenvolver a capacidade executiva, tomando você mesmo a iniciativa e nunca esperando os outros dizerem o que deve ser feito. Deve aproveitar o seu dom especial para descobrir novos campos de actuação. Pessoa de vanguarda, a sua originalidade e intuição são urna fonte fértil e inesgotável de ideias. Você deve assumir posições de liderança e autoridade, angariando respeito e notoriedade. Se utilizar a sua ambição positivamente terá sucesso na vida. Nunca tenha medo de pôr em prática as suas ideias e de actuar em áreas inovadoras. Você deve aproveitar a sua coragem e a sua determinação, não se deixando envolver pela arrogância, pelo orgulho e pelo egoísmo.

publicado por luzdequeijas às 21:48
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O TRAÇO PERSONALIZADO

 

O artista “fala” com o seu espetador através da cor e do traço. O traço personalizado deixa reconhecer o autor da obra, tal como a pincelada própria do pintor.

Pôr o traço a “falar” significa expor a própria alma, transmitir a força da emoção do momento presente e, sem dúvida, marcar a sua existência energética. E se calhar, as pessoas com maior sensibilidade para a arte, vão apreender esta mensagem e sair da exposição com o coração a bater mais vivamente.

Explico aos meus alunos que o movimento do traço, primeiro, tem que nascer dentro de nós, na nossa mente e, depois, partir para a obra. Assim, vai sair inteiro, confiante, sem tremor duvidoso. E, antes de fazer o traço na tela, pode fazer um exercício: traçar com o pincel no ar, no vazio, com o braço aberto, até encontrar a força certa e o trajeto certo para realizar a sua ideia.

Dinara Dindarova

publicado por luzdequeijas às 18:17
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A EMBRIAGUEZ DO PODER ADQUIRIDO

 

Temos ridicularizado os valores estabelecidos desde há muito tempo pelos nossos ancestrais e a isto temo-lo chamado de “obsoleto e passado”.

Uma sociedade estruturada em valores humanos, poderá levar centenas de anos até ser conseguida. É uma forma contínua de respeito pelos valores recebidos e muito esforço pelo seu aperfeiçoamento. Tudo em resultado de uma entrega abnegada e desinteressada de milhões de almas nascidas e desaparecidas de consciência tranquila!

Hoje, em Portugal e contrariamente ao que gostamos de presumir, a vida hipnotiza-nos com muita facilidade e logo nos esquecemos do que devemos fazer, mesmo se for Deus a pedir-nos  «um copo de água». Basta o olhar de uma linda mulher, ou um elogio envenenado. Basta a embriaguez do poder adquirido sem merecimento. É na área do comportamento que se trava a batalha mais importante do desenvolvimento. Comportamento individual e coletivo. Sem as virtudes do civismo, o homem não é capaz de viver de bem consigo próprio e de conviver respeitosamente com os outros, tão pouco de se integrar na comunidade civil, de trabalho ou familiar. Tudo se transforma num lodaçal! O cheiro é irrespirável!

publicado por luzdequeijas às 09:03
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CRISTO E O CRISTIANISMO

 

- O verdadeiro criador do cristianismo foi naturalmente Jesus Cristo. A revelação no Novo Testamento de uma personalidade que vem ensinar uma grande doutrina, que leva uma vida santa, e se afirma mesmo como divina, o que comprova com prodígios e sinais – os milagres e as profecias. Veio confirmar toda a tradição que o precedeu – O Velho Testamento. Também é o responsável por uma instituição que se lhe vai seguir: a Igreja católica. A esta caberá dar continuidade a toda a revelação Judaica – cristã.

- O símbolo de Cristo feito Homem que, na cruz, levámos pelo mundo, não devia ser retirado de hospitais, escolas, repartições etc. Poderia não se incentivar a sua colocação, no respeito pelas duas tendências, mas retirar é de facto querer dar ao Homem uma dimensão que não tem! Por fatores vários o seu poder, por causas que não se dominam, pode ficar à mercê da impotência, do pânico e da fome. Até mesmo do fim dos tempos. Por esta fraqueza que é humana, é absurdo retirar crucifixos das paredes, pois, isso levará a “sine die” eles serem, também, retirados da nossa bandeira.

Se isso acontecer vamos substituí-lo por quê ou por quem? Pelo abstrato? É um erro.

Isto, no momento em que famosos cientistas procuram as origens do universo e para lá chegarem, sabe que a chamada "Partícula de Deus" pode e deve ser a causa imediata da enorme quantidade de partículas e forças do universo! Até da gravidade!

 A tolerância pratica-se, não se exibe, pratica-se!

- Quanto ao Cristianismo, as suas origens históricas são: em primeiro lugar, a religião israelita; em segundo lugar, o pensamento grego e, por fim, o direito romano. De Israel o cristianismo recebe o teísmo. É ele um privilégio único deste povo pequeno, obscuro e perseguido; os outros povos e civilizações mais poderosos são, religiosamente, politeístas, ou, quando muito dualistas ou panteístas. De Israel recebemos também o cristianismo, o conceito de uma revelação e a assistência especial de Deus. Encerra ainda o cristianismo a ideia de uma história, que é o desenvolvimento providencial da humanidade, ideia ligada ao cristianismo e desconhecida pelo mundo antigo, principalmente pelo mundo grego. Na revelação cristã é fundamental o conceito de um Messias, um reparador, um redentor. Conceitos indispensáveis, para se explicar o problema do mal, racionalmente presente e racionalmente insolúvel. Todavia Israel tem pugnado por uma vida longa e próspera, as riquezas e a prosperidade dos negócios. A solução integral do problema do mal viria unicamente do mistério da redenção pela cruz, necessário complemento do mistério do pecado original. O pensamento grego entrará no cristianismo como sistematizador das verdades reveladas, e como justificação dos pressupostos metafísicos do cristianismo. Por outro lado, o direito romano será assimilado pelo cristianismo como sistematizador do novo organismo social, a Igreja.

 

publicado por luzdequeijas às 08:59
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Sábado, 6 de Setembro de 2014

JOGO DA TRAÇÃO À CORDA

 

Duas equipas com igual número de elementos (normalmente cinco jogadores de cada lado). 
No chão é marcada uma linha central. No meio da corda põe-se uma marca (ex.: lenço). 
Cada equipa pega num dos lados da corda e estica-a de modo que a marca fique sobre a linha central. Cada equipa puxa a corda para o seu lado. Vence a equipa que conseguir puxar a corda de modo que a marca ultrapasse, para o seu lado, a linha que delimita o seu terreno. 
Nota: Não é permitido enrolar a corda no corpo ou fazer buracos no solo para fincar os pés. 

Este é o “Jogo da Tração à Corda” e das suas duas pontas, que está a retirar energias ao combate que Portugal tem de travar para se manter no mundo dos países mais desenvolvidos e respeitados.

 

Não faz sentido fazer da luta ideológica o pomo da nossa discórdia, quando o tempo tudo cura e tudo esclarece. Faz sentido, sim, darmos as mãos no real objetivo de unir a pátria que temos, de a prover de um sentido coletivo que somos todos nós portugueses, caminhando para uma vida digna e não virtual e isenta dos valores que cimentam todo este continente Europeu, que tentamos integrar de facto. Não sem a fé cristã! Não fazia sentido!

 

publicado por luzdequeijas às 12:56
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LAICIDADE E LAICISMOS

Neste debate surdo que nos envolve, há palavras-chave, de significação alargada e evolutiva, tais como: laicidade, laicismo, dimensão secular, secularização, secularismo, modernidade, igualdade etc. Procuremos definir, somente, o sentido de laicidade e laicismo, os dois a puxar do mesmo lado da corda e teremos:

a)  Laicidade - Ela propõe a dessacralização do mundo e de todas as componentes da sociedade, que têm em si mesmas uma dignidade e um sentido, sem precisarem de o definir a partir do divino. No âmbito do Concílio Vaticano II falou-se de “autonomia das realidades terrestres”.

b)  Laicismo. Os “ismos” indicam um uso abusivo de uma dimensão defensável. Porque a laicidade, sobretudo em relação ao Estado, se afirmou ao longo de um processo dialético, muitas vezes recusado pela Igreja, que via nela uma ameaça à fé como atitude inspiradora do sentido de todas as coisas, os defensores da laicidade atacaram a Igreja considerando-a travão ao progresso, rejeitaram a ordem própria da fé, procuraram bani-la da sociedade, constituindo uma vivência laica, que fundamenta a moral, inspira as leis, regula o viver comum da sociedade, tornando-se uma sabedoria laica, substituta da religião que, quando não foi proibida e perseguida, foi relegada para o estrito âmbito do privado e pessoal, sem direito a expressão na cidade.

 

c)   A Igreja – Está a puxar na outra extremidade da corda e não pode, em

nome do respeito pela laicidade, renunciar a uma visão do Homem, do mundo e da sua história, inspirada na criação e na presença de Deus .       

 

Para lá destes dois conceitos, existe uma outra realidade, com uma cultura própria, uma história de grandeza mundial, que se chama Portugal. Para a entendermos é preciso conhecê-la mesmo antes de ela existir, ou seja, de Portugal se tornar independente. Nesta realidade se sente com grande profundidade que a igreja católica, os cruzados, os templários, a ordem de Cristo e Deus estiveram sempre com Portugal na sua independência, nos campos de batalha, nos descobrimentos, até hoje . Fazem parte da alma dos portugueses e, por isso, os seus sinais, mundialmente conhecidos e respeitados, estão inscritos na nossa bandeira e brasão.

 

publicado por luzdequeijas às 12:13
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CONCEITOS PERIGOSOS

 Não haverá um português que não tenha ouvido este grito de revolta, saído da boca de altos membros da nomenclatura política portuguesa! Muito estranho! Há procedimentos insistentes que nos empurram para tal indignação! Aposta-se, laicamente, em conceitos deveras perigosos!

 A vida é um jogo e a política, outro jogo. Temos ainda os jogos "Tradicionais", que pairam na memória dos cidadãos mais velhos. Este tipo de jogos, varia de região para região e possui um significado de natureza mágico-religiosa. Também proporcionam estudos diversificados no âmbito da História, da Historiografia, da Psicologia, da Sociologia, da Pedagogia, da Etnografia e da Linguística, entre outros. Chegados aqui, vamos falar do jogo da “Tração à Corda”. Uns tantos puxam de uma extremidade da corda e outros tantos da outra. Alguém fica, supostamente, como vencedor. O vencido acaba humilhado e caído no chão! Em boa verdade ninguém ganha!

Esta é a situação que se vive no Portugal de hoje. Abrem-se duas filosofias de vida e governação e cada uma puxa para seu lado. Não falemos ainda de vencedores nem de vencidos, mas sim das suas crenças e motivações!

Está lançado o “mote”, que recai num momento da nossa história, carregado de sintomas de um conjunto de forças laicistas, que estendem com obstinação o conceito de laicidade, transformando-o num laicismo que se afirma com os contornos de uma religião laica. As duas filosofias uma do PS, quer impor ao povo a sua visão do mundo e outra do PSD que escuta a sabedoria do passado e das pessoas atuais, (mais moderadas) só decidindo com respeito por elas, com poucas exceções.

Os laicistas, pior ainda, servem-se desta "arma" para mexer, profundamente, no tecido social. E isso é muito complicado. São os que querem "medidas fraturantes", na sociedade! Que querem, aborto, divórcios, segurança " prafrentex", casamentos homossexuais, etc. Correm sempre em frente, mas não sabem para onde vão ter. Os outros (milhões), têm de segui-los, também, sem saber para onde vão.

 

Debaixo de uma engenharia social programada. Silenciosa e perigosíssima! A destruição continua!

 

 Por outro lado, a Igreja não desistiu de inspirar a sociedade com os grandes valores evangélicos, inspiradores da dignidade da pessoa humana, do justo sentido ético da existência, elemento importante no caldear do nosso quadro cultural. Tudo isto está inscrito no código genético do país que somos, enquanto não nos descaracterizarem em absoluto. Já faltou mais! A nossa secular civilização, pode desaparecer!

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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

INFORMAR OU DESINFORMAR?

 

Num mundo em plena transformação e sedento de justiça e de paz, somos convidados à militância a tempo inteiro. Nenhum de nós está dispensado do compromisso individual e ou coletivo em ordem à construção duma sociedade mais justa e, consequentemente, mais humanizada e mais desenvolvida. Diz-nos a história que temos de continuar a lutar pela democratização das relações de trabalho, pela solidariedade entre gerações, pela igualdade entre mulheres e homens, por uma maior justiça social e acima de tudo pela verdade. Lutar só não chega, pode até fazer-nos retroceder se não formos coerentes no caminho a seguir, e não desfizermos tudo que for bom, só para sermos notícia!

Fala-se de notícia porque a tomada de consciência da população, na sua grande maioria, passa pela atitude desta maravilhosa arma. A comunicação social é um elemento básico da sociedade em geral, particularmente, a televisão.

Para não nos perdermos nos dias de hoje, vale a pena recuar um pouco, e analisar as coisas na sua perspetiva. Vejamos em síntese, duas notícias de 2007 e 2008:

- ESTADO IMPUNE – “As tensões políticas, criadas à volta do poder judicial, agravaram-se nos últimos tempos, sendo a justiça alvo de ataques injustos. Estas ofensivas, estrategicamente concertadas com a minúcia da arte de um relojoeiro, são conscientes e têm uma finalidade política muito precisa. O nosso relojoeiro político, aos poucos, vai descaraterizando os valores da justiça, e retirando condições objetivas ao exercício da função”. (.)RUI RANGEL -10-09-08

- SAÚDE MILIONÁRIA – "AS Parcerias público-Privadas (PPP) no setor da Saúde vão custar ao Orçamento do Estado, nos próximos 30 anos, 5643.3 milhões de euros, verba semelhante ao investimento previsto para a construção do aeroporto de Lisboa, em Alcochete. Com os contratos de construção de dez novos hospitais e de gestão de dois centros de saúde, os cofres públicos terão uma despesa média anual de 188,1 milhões de euros. Por isso os negócios da área da saúde têm atraído cada vez mais o interesse dos grupos económicos privados." CM 08-09-08 –

 

Fácil é de perceber que diariamente, qualquer governo ou ministro está permanentemente debaixo de pressão da comunicação social e das manifestações de rua!

Nos últimos tempos foi possível ver muitos enfermeiros e enfermeiras, manifestando-se contra o governo, alegando demasiado trabalho e cansaço! Chegaram ao limite de falar em muitos milhares de novos enfermeiros que seriam necessários admitir!  A reforma do Estado está por fazer devido, exatamente, aos interesses em jogo.

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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

LEI DO DIVÓRCIO

PS DIVORCIA-SE DE CAVACO (Agosto de 2008)

 

O veto presidencial ao novo regime jurídico do divórcio pode abalar ainda mais as já de si tensas relações entre Belém e S. Bento. De acordo com as fontes socialistas contatadas pelo Expresso, a direção do PS não deu até agora qualquer sinal de disponibilidade para seguir as sugestões do Presidente da República e, ta tal como PCP e Bloco de Esquerda, pretendem fazer da lei do divórcio a fronteira que separa os progressistas dos conservadores. Assim sendo, é bem possível que na reabertura da Assembleia da República após as férias de Verão o diploma volte a ser confirmado pela maioria de esquerda e Cavaco Silva será então obrigado a promulgá-lo. Por outro lado, Sócrates terá de pesar com cuidado a coligação que se formou para apoiar com grande entusiasmo a decisão de Belém.

O Presidente sustenta que a nova redação do texto legal "desprotege o cônjugue que se encontre em situação mais fraca - geralmente a mulher -, bem como dos filhos menores" e sublinha que é "no mínimo singular que um conjugue que viole sistematicamente os deveres conjugais previstos na lei por exemplo, uma situação de violência doméstica, possa de forma unilateral e sem mais obter o divórcio e, sobretudo, possa daí retirar vantagens aos mais diversos níveis, incluindo o patrimonial". Cavaco Silva chama ainda a atenção para o "paradoxo que emerge do novo modelo de divórcio a que corresponde uma conceção de casamento como "espaço de afeto" quando a seu lado se pretende que conviva, através da criação do crédito de compensação, uma visão "contabilística" do matrimónio, uma "conta-corrente" das suas contribuições para os encargos da vida conjugal e familiar".

A argumentação encontrou eco na direita política, PSD E CDS/PP, e também na hierarquia  da Igreja Católica. Enquanto, sociais-democratas e centristas se limitaram a reiterar as objeções presidenciais, a Igreja, por intermédio, do porta-voz da Conferência Episcopal, D. Carlos Azevedo, considerou que o diploma "era ofensivo da religião" e espelho da leviandade com que muitas vezes o Parlamento produz leis". Em seu entender, o Presidente da República, ao vetar o diploma, teve em conta "o maior bem das pessoas" e assumiu o papel de "consciência ética". Também o presidente da Associação Sindical dos Juízes, António Martins, considerou que o novo diploma, "é globalmente mau" e resulta da "arrogância e autismo do PS". Em sua opinião, o regime em vigor necessita apenas de alterações pontuais.  

Fernando Diogo

e Mónica Contreras

diogo@expresso.pt         

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DEPOIS DA CASA ARROMBADA

CORTAR ONDE?

 

 

 

Nas últimas semanas, o coro da oposição tem sido "corta, corta, corta", bem entendido a despesa pública. Ampliado pelos jornais e por sucessivos debates, sempre com os mesmos arautos - como se não tivéssemos em Portugal outros comentadores - reforçou a instabilidade nos mercados financeiros internacionais, que não costumam gostar nada de sentir falta de pulso. E agora, que aí temos a proposta de redução da despesa, os jornais informam que o PSD não aprovará o Orçamento de Estado. Parece portanto que deveria ter sido outra a proposta de redução da despesa pública, e não esta.

 

Mas vejamos um pouco as coisas. Reduzir a despesa é sempre cortar - na nossa casa, tal como no país. Importa saber onde. A despesa pública é um conjunto de gastos feitos para suportar os serviços públicos prestados à sociedade e realizar investimentos. Em Portugal, os vencimentos, as prestações sociais e os juros representam quase 90% da chamada despesa pública primária. Os vencimentos dizem respeito, maioritariamente, ao pagamento das pessoas que trabalham nos sectores da educação, da saúde e na administração do Estado aos níveis central e local.

 

Apesar dos diplomas mais recentes terem aproximado a legislação do trabalho no sector público do que se passa no sector privado, na verdade, a garantia e a segurança de emprego continua a ser um facto, e por isso, em grande medida as despesas públicas com salários são rígidas. As prestações sociais englobam as pensões, os subsídios ao desemprego e o apoio a rendimentos muito baixos. Os juros da dívida pública dizem respeito ao pagamento de juros dos empréstimos para pagar despesas para as quais as receitas não chegam, de forma análoga que ocorre no sector privado. Os investimentos públicos são despesas de capital e dizem respeito a construções, por exemplo.

 

Então, vejamos onde cortar. Escolher é sempre difícil, e tem sempre por detrás critérios que podem ser subjetivos. Fica sempre bem - e aí está toda a gente de acordo, aliás - que os serviços públicos devem ser prestados de forma mais eficiente e transparente. Significa isto que devem ser prestadas contas públicas e que se deve gastar o mínimo possível para obter o mesmo resultado.

 

A implementação de medidas de reforço de controlo e fiscalização nos serviços corresponde à prática de processos de g estão mais exigentes, induzindo maior responsabilidade por parte de todos, responsáveis e utilizadores da "coisa pública". Pois, mas na verdade, não é por aí que o défice do sector público vai ser resolvido. Pura e simplesmente não chega. Portanto, é necessário ir onde dói.

 

As possibilidades como se viu em cima não são muitas. Para alguns economistas, parte da resolução do problema estaria no corte substancial do investimento público (veja-se por exemplo, o caso do TGV). Acreditam que esse investimento teria de ser financiado por dívida pública, e logo aumentaria a dívida externa de Portugal, e por outro lado, iria impedir o investimento privado. Por detrás desta análise está a ideia de uma "transferência imaculada" , na expressão de Williamson - a economia é assim uma espécie de vasos comunicantes que se equilibram de imediato. Se aumenta de um lado, logo diminui do outro.

 

A ideia que tem é de uma "mão invisível" que atua através de um mecanismo perfeito a que chamamos de "mercado". O problema é que, na verdade, esse mecanismo é tudo menos perfeito.

 

Do lado das despesas correntes, nos últimos anos, as prestações sociais aumentaram significativamente. As razões são diversas; as mais recentes prendem-se com a necessidade de minimizar o impacto social da grave crise que se iniciou em 2008.

 

Por outro lado, desde a última década que as consequências do envelhecimento progressivo da população aumentaram substancialmente o peso das despesas sociais no PIB, colocando dificuldades sérias em termos de sustentabilidade do sistema. Seguramente, poder-se-iam reduzir significativamente estas despesas - e provavelmente o subsídio de desemprego poderá ter de vir a ser reanalisado. Reduzir despesas a este nível resultaria numa diminuição das despesas públicas.

 

Seguramente uma redução substancial resultaria da diminuição drástica das despesas em educação e principalmente em saúde, até porque a larga maioria das despesas em vencimentos públicos é aí que é originada.

 

A opção é politicamente determinada. Mas é bom ter uma noção clara que a generalidade dos países da União Europeia é necessário reverter a tendência crescente da dívida pública; gastamos todos demais. Cortar onde então?

 

Para mim é claro. Embora não goste.

 

 

 Margarida Proença

http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=2019

publicado por luzdequeijas às 19:11
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UM CASAMENTO NORMAL

 

Tudo pode fazer  com que você  dias antes da cerimónia se pergunte se está pronta para dar este passo, se é o momento certo, se você realmente está fazendo a coisa certa. Essas questões podem fazer você se sentir culpada ou até pensar que é uma má pessoa por ter dúvidas, justamente agora.

Juramento feito é preciso ficar atento e observar o outro com um olhar novo, sempre. O sexo diminui em qualquer relação duradoura. Cai no comodismo, o tempo passa, as pessoas envelhecem, diminui a descoberta e tudo isso nos deixa sem vontade de agradar.

No início, há aquele fogo e a paixão, mas eles passam e dão lugar a um relacionamento estável, em que a qualidade vale mais do que a quantidade. Romantismo, surpresas, fantasias e brincadeiras são bons tempêros

Já depois do casamento, Uma das coisas mais devastadoras e destrutivas que pode acontecer a um casamento é o coração partido que fica depois de uma traição. Agora que acabou – acabou mesmo – você quer juntar as coisas de volta.

O primeiro a fazer é perguntar a si mesmo se quer realmente ficar junto. Se você não quer continuar junto, é melhor terminar com respeito e gentileza do que prolongar o sofrimento. Se vocês dois têm boa vontade, o casamento pode ser recuperado com tempo e paciência dos dois lados.

São inúmeras as questões que podem ser levantadas sobre um casamento normal! Um experimentado pároco adiantou outros dados que recolheu da sua longa experiência, tais como:

- O que acontece muitas vezes, é que mesmo as pessoas casadas vivem como se o não fossem e as empresas não têm a mínima consideração pela família.

- Os jovens acreditam que o conceito família é uma utopia. Geralmente juntam-se para ver o que é que vai dar.

A culpa dos divórcios é de todos nós. Os casais casados, ou juntos, não sabem o que é serem fiéis um ao outro, por isso o problema não é o casamento ou o divórcio, é as pessoas terem consciência da vida em conjunto.

- A Igreja Católica está a remar contra a maré e às vezes não tem sido coerente com a sua exigência. Há muitos casamentos pela Igreja, só pela cerimónia.

- Podem-se recusar alguns casamentos, eu próprio já recusei, mas não adianta nada, porque os casais acabam por contrair matrimónio na mesma.

- Penso que vão existir cada vez mais divórcios. Há centenas de casais que estão divorciados de facto e não legalmente e esses não entram nas estatísticas.

As cerimónias nupciais são um momento lindo: Um momento muito emocionante durante a cerimónia de casamento (seja qual religião for) é o momento do juramento dos noivos. Um fica de frente para o outro... Mãos dadas... Trocas de olhares... Coração batendo acelerado... Lágrimas que descem pelo rosto... Momento intenso de muita emoção e amor!

Porém nada neste mundo é perfeito! O casamento também o não é. Mas é dele que a vida continuará, mas como? Entendendo-se e desculpando, mutuamente, a bem da Família e da Humanidade.

publicado por luzdequeijas às 18:29
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

A POLÍTICA COR-DE -ROSA

 

 “Pesado vai ser também o fardo que o PS vai carregar, quando os próprios “analistas” que lhe tecem louvas, se comecem a fazer esquecidos de tudo o que disseram e iniciarem as suas novas campanhas em função do estado de espirito dos portugueses, decorrente dos malefícios do que hoje acham muito justo e muito corajoso. Como sempre vai doer, mas aposto que será um filme que todos iremos rever brevemente.”

Este premonitório naco de prosa fazia parte de um texto sobre a denominada “reforma fiscal” que aqui fiz publicar há dois meses e onze dias atrás. Não era, aliás, necessário consultar os astros para prever o que se ia passar.

A dita reforma obedeceu a dois imperativos: aumentar a receita para fazer face ao despesismo dialogante e ajudar um periclitante ministro das finanças que precisava comunicar urgentemente ao país que tinha feito uma coisa chamada reforma.

E assim foi! À pressa, com a cara virada para a comunicação “social” e as costas para a realidade económica do país, o ministro e os deputados, apoiados na superior sabedoria de muitos analistas políticos lá conseguiram dar à luz o aborto fiscal.

O país está endividado e precisa de incentivar a poupança que caiu de forma drástica. Pois bem, lá se optou por taxar mais o aforro, baixando assim a propensão à poupança. Para um país endividado, captar o investimento estrangeiro e a poupança interna é nuclear. De braço dado com o PCP – esse partido da modernidade -, a política cor-de-rosa lá reencontrou o discurso de esquerda, tornando assim possível decretar, em nome do povo, medidas fiscais para afugentar esses capitalistas que nos exploram Aliás, trataram também de castigar os pequenos empresários que são sempre uma ameaça, pois se crescerem se tornam grandes. Vai daí, há que tributar a mais de 60% os dividendos e inventar uma dupla tributação para os empréstimos.de sócios. É que assim, quem investe, ou seja, quem oprime, é posto na linha graças a estas imaginativas opções fiscais de esquerda-os ricos que paguem a crise.

Mas para não se ficarem a rir dos capitalistas, porque no fundo vivemos em democracia, quem ganhar pouco tem de passar a pagar como se ganhasse mais, pelo menos 469 contos. Se não ganhar nada, paga também. Ou paga ao fisco ou paga ao contabilista. Pode escolher, porque somos uma sociedade livre. Assim, não se fica a rir do patrão, pois leva também com o socialismo pela cabeça abaixo. E não vale a pena perguntar às finanças, porque nem o ministro sabe. O único que talvez saiba qualquer coisinha é o secretário de Estado que já não o é, apesar de continuar a ser. (..)

RUI RIO – Ano de 2000

publicado por luzdequeijas às 18:42
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ANEIS DE DUENDES

Segundo antigas lendas irlandesas, pequenos seres imaginários chamados duendes costumavam aparecer nas florestas durante a noite, para brincar e dançar com as fadas. O lugar escolhido pelos homenzinhos para suas festas era sempre o interior do que as histórias chamavam, apropriadamente, de “anéis de duendes”, ou seja, uma circunferência formada por dezenas de cogumelos cujo diâmetro pode medir até 6 metros. Os cogumelos - que de fato assumem muitas vezes essa configuração - serviram para delimitar o espaço da festa e para que os duendes ali se sentassem. Dizia-se ainda que uma série de castigos desabaria sobre quem se atrevesse a desmanchar um desses círculos. Em muitos outros países existiam também histórias fantásticas sobre cogumelos, seus poderes mágicos e os perigos que apresentam.

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A razão para tanto folclore é simples: segundo a bióloga Vera Bonini, do Instituto de Botânica de São Paulo, existem nada menos de 200 mil espécies desses fungos, assumindo formas e cores diversas, capazes de brotar até em meios os mais inóspitos. Os cogumelos são, na verdade, apenas uma parte visível a olho nu de fungos já desenvolvidos em escala microscópica. Extremamente resistentes, os fungos podem se associar a algas, formando os liquens, e assim habitar tranqüilamente as geleiras dos pólos.

Da mesma forma, podem ocorrer em desertos, no alto das montanhas, no interior das cavernas, em densas florestas ou em campos abertos. Mas a fama dos cogumelos não é feita só de fantasias, que certamente nasceram de acidentes com espécies venenosas ou alucinógenas.

 

publicado por luzdequeijas às 14:38
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ANEIS DE FADA

As tradições européias que consideram as fadas como responsáveis por tais círculos foram compiladas pelo investigador americano Walter Yveling Evans Wentz (5). Segundo estas lendas:

“As fadas existem e é nos anéis onde, às vezes,se costuma vê-las dançar. A erva jamais cresce alta na borda do anel, pois é da espécie mais curta e fina. No centro crescem, em círculo, os cogumelos das fadas nos quais estas tomam assento. As fadas são muito pequenas e gostam de cantar e dançar. Levam libreas verdes e, às vezes, bonés e casacas vermelhas”.

anelfada1 ufologia fortianismo destaques ciencia

Adrien Leroux, de Lincy, nos seus “Livres dê légendes” refere que as fadas na Noruega eram seres de grossa e enorme cabeça, pernas diminutas e braços desmesurados. Estes seres recebem diversos nomes segundo a região da Europa onde nos encontremos: fadas, elfos, gnomos…

“Atribui-se a elas a criação dos círculos verdes brilhantes, chamados elfdans, que às vezes se vêem nos prados. Inclusive hoje em dia, quando um camponês dinamarquês descobre um destes círculos à alvorada, diz que os elfos foram dançar ali durante a noite”.

TEORIAS ATUAIS 
Hoje sabe-se que a formação destes anéis se deve ao emaranhado de filamentos microscópicos de fungos, o mycellium, enterrado sob o círculo mágico. 
Para compreender o mecanismo de crescimento dos anéis é necessário ter em conta o que é realmente um cogumelo. Os pequenos chapéus chamados carpóforos ou cogumelos são apenas a parte reprodutora. A parte maior do fungo, como um iceberg (6), está oculta sob a terra. O micélio, cujas ramificações, constituídas de filamentos muito pequenos, chamados hifas, pode estender-se a mais de um metro de profundidade. Este é o verdadeiro corpo ou caule do fungo. Estas ramificações microscópicas são conhecidas vulgarmente pelo nome de “branco do fungo”.

A função do micélio é a de conseguir o alimento. Essa é a razão pela qual se estendem pelo terreno em busca de novos nutrientes. Os micellia podem alimentar-se quase de qualquer coisa e crescer virtualmente em qualquer lugar, do solo à madeira, do vidro ao couro. Alguns crescem sobre matéria orgânica, enquanto que outros vivem de organismos vivos, seja como parasitas, seja como parte de um grupo simbiótico.

anelfada4 ufologia fortianismo destaques ciencia  
Uma bela fotografia que, de maneira muito gráfica, mostra os carpóforos (cogumelos) e as hifas (micélio) de um Stropharia aeruginosa.

No caso dos fungos que produzem anéis de fadas, os subprodutos de decomposição que eles produzem alimenta a planta que cresce em cima do micélio subterrâneo que sempre sai à flor da terra. Em conseqüência, a planta se sobressai do anel.

A maneira com que se formam os anéis de fadas é muito interessante. Suponhamos que nasceram fungos em um ponto determinado do chão. Se as condições forem favoráveis, particularmente se a umidade é elevada, vão proliferar ao redor de seu ponto de origem. Debaixo da terra, normalmente, os micélios crescem por igual em todas as direções, de uma forma radial. Ao esgotar as substâncias que os nutrem, alguns deles vão morrendo, mas outros, os
que avançaram mais à frente do círculo aonde se esgotaram os nutrientes, terão oportunidade de frutificar e formar cogumelos.

Estes cogumelos deixarão cair seus esporos, que se desenvolverão na parte exterior deste novo círculo, o que faz com que a parte viva do cogumelo seja um anel que vai se estendendo de forma radial. Este fenômeno continuará se repetindo de modo indefinido, pois as distintas gerações de cogumelos esgotarão as substâncias alimentícias do lugar no qual viveram. Assim se irá formando um anel que, à medida que o tempo passe, terá dimensões maiores, posto que os novos cogumelos irão crescendo e pulverizando-se pela parte exterior em busca de seu alimento

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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

A POPULAÇÃO DA TERRA

 

Ultrapassa em muito os 6 000 milhões de almas. O crescimento populacional aumenta a um ritmo impressionantemente progressivo. É certo que ele varia segundo as regiões, e porque as condições para o povoamento não se oferecem igualmente repartidas, a densidade populacional é também muito variável. Algumas zonas são praticamente desabitadas: as regiões polares, os desertos de África, da Ásia Central, da Austrália, da América, as grandes florestas, os altos cumes. Outras são fortemente povoadas: as zonas industriais da Europa e dos Estados Unidos, os deltas e as planícies da Ásia do Sudeste, e os arquipélagos japoneses e malaio.  

De qualquer maneira as estimativas oficiais apontam para uma população mundial, em 2050, da ordem dos 9 000 milhões de pessoas. 

 

A seguir são mostradas estimativas de quando a marca de cada mil milhões (bilhão) de pessoas foi atingida:

 

Crescimento da população mundial
PopulaçãoAnoTempo para o próximo bilhão (em anos)
1 bilhão 1802 126
2 bilhões 1928 33
3 bilhões 1961 13
4 bilhões 1974 13
5 bilhões 1987 12
6 bilhões 1999 12
7 bilhões 2011 15
8 bilhões* 2026 24
9 bilhões* 2050 20
10 bilhões* 2070 26
11 bilhões* 2096 não calculado

 

 

 

Estimativa da população mundial: Cerca de 7256 milhões de pessoas (7.256 bilhões).

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:58
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O PECADO ORIGINAL

 

Acredita-se que o Homem teria participado – com uma natureza extraordinariamente dotada – da vida de Deus, teria gozado de uma espécie de deificação, não por direito, mas por graça. Todavia – devido a uma culpa de orgulho contra Deus, cometida pelo primeiro homem, Adão, do qual pela natureza humana, devia descender toda a humanidade. Teria, assim, o homem perdido toda aquela harmonia e a dignidade sobrenatural, juntamente com os dons conexos. Por estes motivos existem uma espécie de enfermidades e um enfraquecimento espiritual e físico no ser humano, desde o nosso nascimento, e que deve, por conseguinte, ser herdado. Basta lembrar como pela lei da hereditariedade se podem transmitir doenças físicas e morais: deficiências que não dependem dos indivíduos.

Depois da II Guerra Mundial, o estudo da hereditariedade alcançou um alto grau de desenvolvimento, quando os biólogos começaram a aprofundar-se sobre a própria natureza do gene. Nas décadas de 40 e 50, confirmou-se que os ácidos nucléicos são as substâncias principais da hereditariedade e que atuam dirigindo a síntese de proteínas.

publicado por luzdequeijas às 12:46
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O CRISTIANISMO

Os seus Precedentes

As origens históricas do cristianismo são: em primeiro lugar, a religião israelita; em segundo lugar, o pensamento grego e, por fim, o direito romano. De Israel o cristianismo recebe o teísmo. É ele um privilégio único deste povo pequeno, obscuro e perseguido; os outros povos e civilizações mais poderosos são, religiosamente, politeístas, ou, quando muito dualistas ou panteístas. De Israel recebe também o cristianismo, o conceito de uma revelação e assistência especial de Deus. Encerra ainda o cristianismo a ideia de uma história, que é o desenvolvimento providencial da humanidade, ideia ligada ao cristianismo e desconhecida pelo mundo antigo, principalmente pelo mundo grego. Na revelação cristã é fundamental o conceito de um Messias, um reparador, um redentor. Conceitos indispensáveis para explicar o problema do mal, racionalmente premente e racionalmente insolúvel. Todavia Israel tem pugnado por uma vida longa e próspera, as riquezas e a prosperidade dos negócios. A solução integral do problema do mal viria unicamente do mistério da redenção pela cruz, necessário complemento do mistério do pecado original. O pensamento grego entrará no cristianismo como sistematizador das verdades reveladas, e como justificação dos pressupostos metafísicos do cristianismo. Por outro lado, o direito romano será assimilado pelo cristianismo como sistematizador do novo organismo social, a Igreja.

publicado por luzdequeijas às 12:43
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Domingo, 31 de Agosto de 2014

PARADOXOS

Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradiução lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade". A identificação de um paradoxo baseado em conceitos aparentemente simples e racionais tem, por vezes, auxiliado significativamente o progresso da ciência,filosofia e matemática.


Onipotência

Deus é capaz de fazer uma pedra tão pesada que nem ele possa levantar”? Nessa questão reside um paradoxo de discussão interminável. É muito simples: se ele pode tudo, tem que ser capaz de também fazer essa pedra. Mas se isso for verdade, ele não é capaz de tudo, porque não pode levantar a pedra que ele mesmo criou.
publicado por luzdequeijas às 18:36
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

BURROS SEM FERRADURA!

 

Com a evolução da linguagem e do vocabulário, já pouca gente vai sabendo o que é uma albarda: os burros andam cada vez mais engravatados e já nem caminham sobre 4 patas, muito menos com ferraduras. É vê-los todos pomposos, com sapatos de marca e graxa qb e viajando em automóveis de alta cilindrada e muitos … cavalos …

A albarda era um selim grosseiro (e grosso…) que se punha em cima dos burros.

Se voltarmos a usar os burros como meio de transporte e carga devemos ter de criar alguma licenciatura para a criação asinina e um mestrado para as albardas.

A arte não é nada simples, por isso se ouvia frequentemente o provérbio popular “Albarda-se o burro à vontade do dono”, o que em linguagem corrente quer dizer que devemos fazer as coisas à vontade do chefe e do patrão…

Em cada aldeia e vila, havia sempre pelo menos um albardeiro, que era o homem que fazia e consertava as albardas.

Hoje, os albardeiros são pouco mais que recordações em placas toponímicas.

publicado por luzdequeijas às 17:47
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RELEMBRANDO

Coloquei no título deste "post" a expressão " Gente de Esquerda", mas muito sinceramente não sei, muito bem, o que isso é. Quando era criança, lembro-me de se falar, a medo, na palavra "esquerda"! Tal gente, era quem dizia mal de Salazar. Gente perigosa!

Hoje, creio, que já não é assim ! Primeiro Salazar morreu, segundo, só vejo atacar  pessoas que são conotadas com a direita. Da forma mais baixa! Jornalistas e comentadores. Só têm " olhos" para a esquerda! Onde está a democracia? Sinceramente não se vê!

Ao contrário do que diz Manuela F. Leite, não é preciso suspender a nossa democracia, porque ela já está ausente vai para quatro anos! Há, em torno da nossa sociedade, um perigoso movimento envolvente. Está em marcha uma perigosa concentração de poder! Percebe-o quem for democrata e estiver atento. As grandes ditaduras, podem muito bem vestir roupas da democracia, sobre o corpo nuo. Por baixo delas escondem-se o autoritarismo e o domínio maquiavélico. Os sinais são perigosos! As principais alavancas do poder já estão tomadas! Agências noticiosas são coagidas a não utilizarem palavras como "estagnação" nos seus comentários à evolução do crescimento económico! É um dos sinais! Como pode Sócrates andar a vender computadores com tanto jornalista atrás! Computadores que eram portugueses e que acabaram por ser Ibero-americanos. Ninguém se interroga por tanta mentira. Vêm da esquerda são verdades! Verdades vindas da direita são mentiras! Só mudou o sinal, no resto, estamos na mesma, ou pior! É a minha opinião. O futuro o demonstrará.

Afinal, o que é ser de esquerda, ou ser de direita? Para mim, só interessa saber quem é competente, honesto e democrata. Algumas pessoas têm-me dito que a expressão, "Gente de Esquerda" está muito relacionada com "pseudo" intelectuais! Pessoas que se escondem atrás de mitos! Em que nem eles acreditam!

Gente que escreve em revistas e jornais, presumo que bem pagos, não param de criticar, malcriadamente, outras pessoas que não pensam como eles. Alguns exemplos:

1 - O caso português é significativo. Não gosto nada de escrever isto, mas a «Esquerda» de Sócrates converteu-se numa esquerdina que, real e rigorosamente, não se opõe aos desígnios programáticos da Direita autoritária. "

Publicado por dizer bem em março 17, 2006 09:41 AM

 

2 -"Portas é o Portas: um azougue, um arrogante, uma indigestão de sobranceria, um egocêntrico, um megalómano. (...) Portas é um estalinista de direita. Portas não tem amigos, apenas instantes de amizade. Ninguém o ama, nem ele a ninguém. (...) As pessoas a sério não o tomam a sério.»
in JORNAL DE NEGÓCIOS, citado por SÁBADO, 29.Março.2007

 

 3  b.bastos@netcabo.pt  Estou em crer que a Dr.ª Maria de Lurdes Rodrigues deu um pontapé na maioria absoluta, que os disparates políticos da Dr.ª Manuela Ferreira Leite presumivelmente garantiam ao Eng.º José Sócrates. Como a ministra da Educação não decide, na solidão alcatifada do gabinete, sem escutar, inevitável e antecipadamente, o primeiro-ministro, infere-se que este é o principal responsável da situação. Não há parábola que remova esta sucessão de evidências. Sócrates está longe de ser um bom governante. Porém, a presidente do PSD ainda seria pior. "   

 

Dizem-se democratas, mas ser democrata não é isto, antes, é precisamente o contrário! É ser justo, trabalhador e respeitador de quem pensa diferente.

Também tive quem me dissesse que ser de esquerda é ser assim como o José Sócrates, mas quem me disse tal palermice, só podia estar a brincar comigo! Então ser de esquerda não é gostar dos trabalhadores? Se este senhor Sócrates tem feito aprovar  tantas leis, todas elas a prejudicarem quem trabalha, como pode ser ele de esquerda? É certamente um mal-entendido.

 

Que há vários jornais que protegem este género de pessoas é verdade. Revistas, jornais diários e até de negócios. No caso dos jornais de negócios talvez seja verdade por causa daquelas casas da CML! Mas essas eram quase dadas! O negócio era bom só para uns e eu sempre ouvi dizer ao meu pai, que um negócio para ser bom, teria de ser bom para ambas as partes! Compradora e vendedora.

Parece-me que começo a dizer asneiras e, por este caminho, nunca saberei ao certo, o que pretendem aqueles senhores ditos de " esquerda" . Se respeitassem os outros, até era bem capaz de gostar deles, mas assim não gosto. Acho que acima de tudo devemos ser bem-educados, pensar diferente até é bom e salutar!

Só não percebo porque é que as pessoas que respeitam os outros, nunca são convidadas para escrever nas revistas e jornais? Nem sequer percebo, como puderam deixar morrer amargurado e completamente só, desiludido da vida, o pensador de esquerda, referência do 25 de Abril, João Martins Pereira. Paz à sua alma. 

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 17:43
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O TRABALHO DA OPOSIÇÃO

PAGA PELO POVO

 

Em vésperas de apresentação do Orçamento de 2011, a OCDE publica um estudo sobre os caminhos que Portugal deve seguir. É a OCDE que apresenta 8 sugestões válidas. A oposição  (paga pelo povo), pede na rua a saída do Governo! E nada mais! Se não, quais foram?

1) AUMENTO DE IMPOSTOS
Um dos primeiros avisos deixados pela OCDE é que "o Governo deve estar preparado para aumentar mais os impostos". E o agravamento fiscal deve ser feito, segundo a organização, no IVA e no IMI e numa amplitude que compense a redução das contribuições para a Segurança Social (outra das recomendações). Em relação ao IMT, a organização recomenda que esse imposto seja aplicado apenas nas transações iniciais e que, no longo prazo, seja mesmo substituído pelo IVA. Em termos fiscais, também se sugere uma simplificação do regime fiscal que amenize os custos das PME.

 

Mais as seguintes sugestões;

2 - SALÁRIOS CONGELADOS 

3 - NOS BENEFÍCIOS E DEDUÇÕES FISCAIS

4 - REVISÃO DO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO

5 - MAIS COMPETITIVIDADE E FLEXIBILIZAÇÃO LABORAL

6 - CONTROLO E TRANSPARÊNCIA NAS CONTAS PÚBLICAS

7 - EDUCAÇÃO NO TOPO DA AGENDA

8 - INFRA-ESTRUTRURAS DE TRANSPORTES SÃO ESSENCIAIS

 

Concluindo o seguinte: 

 

publicado por luzdequeijas às 16:53
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ACTA N-º 20 FICA NA HISTÓRIA

 

OS OPORTUNISTAS DOS GRUPOS, ENVENENAM  E DESTROEM TUDO!

 

ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE QUEIJAS

 

Seria ridículo que eu não guardasse em minha casa uma cópia desta ACTA n.º 20! Na sequência de um planeamento bem estudado, tendente a alcançar na ACQ uma melhor e maior qualidade de sócios, anualmente levávamos a cabo várias viagens de estudo. Desta vez tínhamos planeado uma visita ao “Alqueva” e arredores onde visitaríamos diversas escolas de arte popular e tradicional. No regresso faríamos, como vinha acontecendo com algumas Assembleias Municipais, uma assembleia - geral aproveitando a viagem de regresso e a imobilidade forçada e demorada de todos os participantes. Eu próprio como membro da Assembleia-Municipal de Oeiras, já tinha participado em várias delas, fora do local habitual, ou seja: em bombeiros, clubes locais etc., e em várias localidades do concelho. Os senhores agitadores (hoje bem identificados), gente impreparada mas maldosa, resolveu perante os convidados a quem nós pretendíamos agradar e cativar para se juntarem à ACQ, fazer algumas cenas de provocação, recusando-se a votar por não estarem no local habitual! As eleições fizeram-se no autocarro, e eu ganhei sem margem para dúvidas. Desagradado, no dia seguinte exigi que o acto fosse repetido rapidamente. Na acta e anexos presidente da mesa diz que foi decisão sua, é mentira, foi imposição minha. O acto eleitoral realizou-se e eu ganhei pelos números que constam da ACTA N.º 20. AGORA, NÃO POSSO COMPREENDER que o Ministério Público ache que eu detinha qualquer documento (cópia) da ACQ. Para já era uma acta (cópia) resultante de uma decisão minha. Depois, todos os sócios detinham cópias de documentos da ACQ, em sua casa. Porquê? Como? Fácil, porque para sua informação podiam pedir cópias de todos os documentos existentes no arquivo da ACQ e, depois, de não precisarem deitá-las fora por decisão sua. O original ficaria sempre inamovível no arquivo da associação. Depois um presidente da Direcção (em dez anos contínuos como eu estive), tinha de ser o executor de todas as tomadas de decisão tomadas pela Assembleia-Geral. Para ser tal executor eu tinha que ter conhecimento através de cópias dos documentos envolvidos! Depois e em algumas AG eram dados ao associados 15 minutos para eles lerem os documentos que iam votar (ver este facto nas convocatórias). Depois, saiam e deixavam tais documentos nas mesas e era eu que os guardava, alguns, ou os destruía todos, logo. Agora mesmo, que me levaram os papéis que tinha em casa, eu tive de recorrer às cópias que alguns associados detinham em sua casa e pedi-las, para me poder defender e justificar do meu desempenho sem mácula!

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 16:29
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PORTUGAL TEM DE SER ENTREGUE

À SOCIEDADE CIVIL

 

A Sociedade civil move-se e faz mover uma amálgama de ações coletivas voluntárias à volta de muitos interesses, propósitos e valores.

Deveria ser ela o motor impulsionador de toda a vida na sociedade portuguesa e o pulsar de qualquer país, recolhendo os políticos nela, a chama e as coordenadas de toda a sua ação governativa.

Só deste modo conseguiriam os governantes, cumprir os objetivos da “ Democracia Representativa” que os guindou às rédeas do poder, poder esse delegado sempre em nome da vontade popular devidamente esclarecida por eles, relativamente às variáveis em jogo para cada momento e a cada ação a pôr em prática.

Muitos foram os reputados estudiosos, que até hoje, identificaram o papel da sociedade civil numa ordem democrática como vital e, por tal, recomendam para com ela o diálogo e respeito, permanentes.

Há quem tenha medo desse diálogo e em nome de um poder de decisão indispensável na governação, dizem, opte por fechar os olhos e decidir convictamente sozinho, mesmo nas medidas mais complexas e decisivas para sociedades seculares como a nossa.

Alguns desses políticos até argumentam com a não eleição destas organizações, como se o voto lhes desse inteira liberdade de decisão!

Outros até chamam a este tipo de reflexão e opinião, discursos “ catastróficos”, “ profecias da desgraça” ou “ becos sem saída”. Talvez sejam?

Mas na verdade, porém, os inúmeros erros de governação arredam alguns países da respeitabilidade internacional e mergulham o seu povo no limiar da pobreza. Apeados do poder, tais governantes, acabam por sentir o seu futuro garantido com reformas principescas ou empregos muitíssimo bem pagos.

Os altos prejuízos provocados à nação ficam “ sem pai ” e os pesados sacrifícios sobram para o povo!

O tal que não sabe o que diz ou o que se deve fazer....

É certo que a atitude das pessoas, muitas vezes, não é a melhor, mas é resultado do exemplo e do “ laisser faire” contínuo dos políticos, que não souberam moldar o povo noutra educação e noutra cultura.

O melhor exemplo disto, teremos nós no famigerado monstro do défice das finanças públicas que, alguns neles atolados até ao pescoço, ainda acabam por reclamar para si, louvores pelo seu emagrecimento.

Outro exemplo da falta de legitimidade democrática pode ser encontrado no escândalo do BCP, entidade privada, na qual o governo, através dos votos conferidos pela sua participações neste banco privado e na CGD e EDP, nomeia para ele um seu comissário político!

Não constituiria melhor exemplo se o governo alienasse a sua participação n BCP e, com esse montante, pagasse atempadamente aos seus fornecedores? Era um bonito exemplo para o País.

Por este caminho já não teria a tentação de interferir no domínio que só à sociedade civil deve caber.

Afinal quem foi que permitiu que a situação chegasse a este ponto? Não terá sido o mesmo governo através dos responsáveis que nomeou para a CMVM, Banco de Portugal e Entidades Reguladoras, o maior responsável? Então, onde estão esses responsáveis ou o acompanhamento atempado que o caso já deveria ter tido?

Esta é a prova de que a nossa Sociedade Civil é fraca, sem grupos económicos fortes e todos existem na dependência do poder governamental.

Enquanto assim for, Portugal não descolará tão cedo da cauda dos países mais atrasados da UE. Todavia, não será por culpa daqueles que, com custos próprios, não se cansam de alertar. Não é deles que vem a desmotivação ao País que estamos a ser, mas sim daqueles que querem continuar a acender a lareira soprando num pequeno fogacho mal aceso. Num bocado de carvão humedecido, em lugar de se municiarem com acendalhas apropriadas e de boa qualidade, iguais em valor aos verdadeiros princípios da Democracia Representativa. 

Depois, seria só ver a chama e o calor (leia-se a motivação, a ética e o desenvolvimento) a aumentarem trazendo de volta ao povo o bem-estar que merece. Somos pobres, porque nos falta atitude perante os princípios básicos da vida e isso, muito por culpa dos políticos que temos, na ação governativa!

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:15
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A RIQUEZA DA FLORESTA

 

Precisamos, como de pão para a boca, de uma organização estatal estável, competente e muito preocupada na sua dedicação à formulação de políticas e de tecnologias para o uso e gestão sustentável das nossas Florestas, e da melhoria do bem-estar dos habitantes envolvidos neste mundo fascinante. Assolada pela calamidade dos fogos, temos visto uma das maiores riquezas nacionais – a floresta – ser dizimada, pondo em causa o equilíbrio ecológico de muitas áreas e a sustentabilidade de muitas populações que, assim, se vêem empurradas para a desertificação. A maioria dos países que têm riquezas, por exemplo petróleo ou minerais, protegem essas riquezas, nós que temos entre as maiores riquezas a floresta, o que é que fazemos? Deixamos que seja consumida pelo fogo! Entretanto, discute-se o que deveria ter sido feito e não foi, procuram-se razões e culpados, perde-se o pouco tempo que ainda temos para salvar o que resta do nosso delapidado património florestal.

 

Em primeiro lugar, devemos aprender com a história, pois desde o tempo da monarquia até aos anos 60, havia uma preocupação com a florestação e com a manutenção da floresta que se mantinha em equilíbrio com as populações locais. A partir dessa altura, o fogo, juntamente com a alteração dos sistemas agrícolas, encarregou-se da desflorestação e da desertificação e só, esporadicamente, temos visto algumas tentativas de se colocar ordem na desorganização que daí resultou.

O Governo prepara-se para reorganizar os serviços florestais do Estado pela quinta vez em cinco anos!

O ex-director-geral pede aos partidos que não deixem passar a integração das florestas nas direções regionais de agricultura. Explicando: «Neste contexto de crise, estas alterações consideradas a propósito da redução de despesas conduzem, por um período significativo, a uma forte perturbação no desempenho dos serviços», sendo absolutamente inoportuna. Acusa, ainda, o Governo socialista de ter tomado uma decisão sem ter feito qualquer estudo prévio e sem ter medido as consequências da decisão na eficácia do serviço público.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 15:59
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A DOENÇA DA ROLHA

 

Devia existir entre nós uma publicação que seguisse as regras da ‘Economist’: não haveria artigos assinados. Fosse política ou economia, sem esquecer as promiscuidades da cultura, os autores escreviam o que realmente pensassem, sem temer represálias políticas, sociais ou profissionais.

 

  • 18 Janeiro 2013
  • Por:João Pereira Coutinho, Colunista

Enquanto esse dia não chega, o governo promove debates sobre a reforma do Estado em que os participantes falam à vontade porque sabem que a autoria das intervenções está resguardada por um acordo de confidencialidade. Será isto uma forma encapotada de (auto) censura? Admito que sim. Mas também admito que só se chegou até aqui porque, em Portugal, o medo de se dizer o que se pensa é tristemente real. A ‘lei da rolha’ na discussão pública não mostra a doença deste governo. Mostra, coisa mais grave, a doença do país: uma cultura de cobardia (e de hipocrisia) em que só sob anonimato se dizem as verdades

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:17
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A GROSSEIRA INCONSTITUCIONALIDADE

DA TRIBUTAÇÃO SOBRE PENSÕES

Aprovado o OE 2013, Portugal arrisca-se a entrar no “Guinness Fiscal” por força de um muito provavelmente caso único no planeta: a partir de um certo valor (1350 euros mensais), os pensionistas vão passar a pagar mais impostos do que outro qualquer tipo de rendimento, incluindo o de um salário de igual montante! Um atropelo fiscal inconstitucional, pois que o imposto pessoal é progressivo em função dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104º da CRP], mas não em função da situação ativa ou inativa do sujeito passivo e uma grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13º da CRP].

Por exemplo, um reformado com uma pensão mensal de 2.200 euros pagará mais 1.045 € de impostos do que se estivesse a trabalhar com igual salário (já agora, em termos comparativos com 2009, este pensionista viu aumentado em 90% o montante dos seus impostos e taxas!).

Tudo isto por causa de uma falaciosamente denominada “contribuição extraordinária de

solidariedade” (CES), que começa em 3,5% e pode chegar aos 50%. Um tributo que incidirá

exclusivamente sobre as pensões. Da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações.

Públicas e privadas. Obrigatórias ou resultantes de poupanças voluntárias. De base contributiva ou não, tratando-se por igual as que resultam de muitos e longos descontos e as que, sem esse esforço contributivo, advêm de bónus ou remunerações indiretas e diferidas.

Nas pensões, o Governo resolveu que tudo o que mexe leva! Indiscriminadamente. Mesmo -como é o caso - que não esteja previsto no Memorando da troika.

Esta obsessão pelos reformados assume, nalguns casos, situações grotescas para não lhes

chamar outra coisa. Por exemplo, há poucos anos a Segurança Social disponibilizou a oferta

dos chamados “certificados de reforma” que dão origem a pensões complementares públicas

para quem livremente tenha optado por descontar mais 2% ou 4% do seu salário. Com a CES o

Governo decide fazer incidir mais impostos sobre esta poupança do que sobre outra qualquer opção de aforro que as pessoas pudessem fazer com o mesmo valor… Ou seja, o Estado incentiva a procura de um regime público de capitalização (sublinho, público) e logo a seguir dá-lhe o golpe mortal. Noutros casos, trata-se – não há outra maneira de o dizer – de um desvio de fundos através de uma lei: refiro-me às prestações que resultam de planos de pensões contributivos em que já estão actuarialmente assegurados os ativos que caucionam as responsabilidades com os beneficiários. Neste caso o que se está a tributar é um valor que já pertence ao beneficiário embora este o esteja a receber diferidamente ao longo da sua vida restante. Ora o que vai acontecer é o desplante legal de parte desses valores serem transferidos (desviados), através da dita CES, para a Caixa Geral de Aposentações ou para o

Instituto de Gestão Financeira da S. Social! O curioso é que, nos planos de pensões com aopção pelo pagamento da totalidade do montante capitalizado em vez de uma renda ou pensão ao longo do tempo, quem resolveu confiar recebendo prudente e mensalmente o valora que tem direito verá a sua escolha ser penalizada. Um castigo acrescido para quem poupa.

Haverá casos em que a soma de todos os tributos numa cascata sem decoro (IRS com novos escalões, sobretaxa de 3,5%, taxa adicional de solidariedade de 2,5% em IRS, contribuição extraordinária de solidariedade (CES), suspensão de 9/10 de um dos subsídios que começa gradualmente por ser aplicado a partir de 600 euros de pensão mensal!) poderá representar uma taxa marginal de impostos de cerca de 80%! Um cataclismo tributário que só atinge

reformados e não rendimentos de trabalho, de capital ou de outra qualquer natureza! Sendo confiscatório é também claramente inconstitucional.

Aliás, a própria CES não é uma contribuição. É pura e simplesmente um imposto. Chamar-lhe contribuição é um ardil mentiroso. Uma contribuição ou taxa pressupõe uma contrapartida, tem uma natureza sinalagmática ou comutativa. Por isso, está ferida de uma outra inconstitucionalidade. É que o já citado art.º 104º da CRP diz que o imposto sobre o rendimento pessoal é único.

Estranhamente, os partidos e as forças sindicais secundarizaram ou omitiram esta situação de flagrante iniquidade. Por um lado, porque acham que lhes fica mal defender reformados ou pensionistas desde que as suas pensões (ainda que contributivas) ultrapassem o limiar da pobreza. Por outro, porque tem a ver com pessoas que já não fazem greves, não agitam os media, não têm lobbies organizados.

Pela mesma lógica, quando se fala em redução da despesa pública há uma concentração da discussão sempre em torno da sustentabilidade do Estado Social (como se tudo o resto fosse auto sustentável…). Porque, afinal, os seus beneficiários são os velhos, os desempregados, os doentes, os pobres, os inválidos, os deficientes… os que não têm voz nem fazem grandiosas manifestações. E porque aqui não há embaraços ou condicionantes como há com parcerias público-privadas, escritórios de advogados, banqueiros, grupos de pressão, estivadores. É fácil

ser corajoso com quem não se pode defender.

Foi lamentável que os deputados da maioria (na qual votei) tenham deixado passar normas fiscais deste jaez mais próprias de um socialismo fiscal absoluto e produto de obsessão fundamentalista, insensibilidade, descontextualização social e estrita visão de curto-prazo do Ministro das Finanças. E pena é que também o Ministro da Segurança Social não tenha dito uma palavra sobre tudo isto, permitindo a consagração de uma medida que prejudica seriamente uma visão estratégica para o futuro da Segurança Social. Quem vai a partir de agora acreditar na bondade de regimes complementares ou da introdução do “plafonamento”, depois de ter sido ferida de morte a confiança como sua base indissociável? Confiança que

agora é violada grosseiramente por ditames fiscais aos ziguezagues sem consistência, alterando pelo abuso do poder as regras de jogo e defraudando irreversivelmente expectativas legitimamente construídas com esforço e renúncia ao consumo.

Depois da abortada tentativa de destruir o contributivismo com o aumento da TSU em 7 pp,eis nova tentativa de o fazer por via desta nova avalanche fiscal. E logo agora num tempo em que o Governo diz querer “refundar” o Estado Social, certamente pensando (?) numa cultura previdencial de partilha de riscos que complemente a proteção pública. Não há rumo, tudo é medido pela única bitola de mais e mais impostos de um Estado insaciável.

Há ainda outro efeito colateral que não pode ser ignorado, antes deve ser prevenido: é que foram oferecidos poderosos argumentos para “legitimar” a evasão contributiva no financiamento das pensões. “Afinal contribuir para quê?”, Dirão os mais afoitos e atentos.

Este é mais um resultado de uma política de receitas “custe o que custar” e não de uma política fiscal com pés e cabeça. Um abuso de poder sobre pessoas quase tratadas como párias e que, na sua larga maioria, já não têm qualquer possibilidade de reverter a situação. Uma

vergonha imprópria de um Estado de Direito. Um grosseiro conjunto de inconstitucionalidades

 que pode e deve ser endereçado ao Tribunal Constitucional.

P.S. 1. Com a antecipação em “cima da hora” da passagem da idade de aposentação dos 64 para os 65 anos na função pública já em 2013 (até agora prevista para 2014), o Governo evidencia uma enorme falta de respeito pela vida das pessoas. Basta imaginar alguém que completa 64 anos em Janeiro do próximo ano e que preparou a sua vida pessoal e familiar para se aposentar nessa altura. No dia 31 de Dezembro, o Estado, através do OE, vai dizer-lhe que,afinal, não pode aposentar-se. Ou melhor, em alguns casos até poderá fazê-lo só que com penalização que é, de facto, o que cinicamente se pretende com a alteração da lei. Uma esperteza que fica mal a um Governo que se quer dar ao respeito.

P.S. 2. Noutro ponto, não posso deixar de relevar uma anedota fiscal para 2013: uma larga maioria das famílias da classe média tornadas fiscalmente ricas pelos novos escalões do IRS não poderá deduzir um cêntimo que seja de despesas com saúde (que não escolhem, evidentemente). Mas, por estimada consideração fiscal, poderão deduzir uns míseros euros pelo IVA relativo á saúde … dos seus automóveis pago às oficinas e à saúde … capilar nos

cabeleireiros. É comovente…

António Bagão Félix

publicado por luzdequeijas às 15:09
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1 ª TRAVESSIA AÉREA DO ATLÂNTICO SUL

 

 

 

30/03/

 

Nonagésimo Aniversário da Partida

 

30 de Março de 1922

 

 

Uma manhã meio farrusca e o «Lusitânia» pronto a levantar voo diante da Doca de Pedrouços, então afeta à Aviação Naval.

 

O hidroavião, cuidadosamente selecionado o fabricante, foi um Fairey, especialmente adaptado para a Travessia, com uma envergadura maior do que a dos convencionais (que se lhe seguiram) de modo a melhorar a sua sustentação e assim se reduzir o consumo e aumentar a carga (combustível) e mesmo assim a sua adopção, por não cumprir nos testes de voo os requisitos contractuais, deveu-se ao imperativo das datas e a um recálculo optimista da viagem entre a Praia (Cabo Verde) e Fernando Noronha (Brasil)

 

Mesmo assim tiveram de desembarcar o Rádio, para assegurar mais uns quilos de combustível? quando à última da hora receberam do camarada e amigo, Santos Moreira, uma máquina fotográfica e uma garrafa de Vinho do Porto que deveria ser entregue no Rio de Janeiro e que, apesar de tudo, ? foi.

 

De duas cartas, uma a de Sacadura Cabral a este, também Aviador Naval, retiramos, datada de «Penedo S. Pedro 7-5-22? O aparelho faltou ao que prometera? levantar 18 horas de combustível e consumir 18 galões por hora. Em Las Palmas fiquei desconfiado disso? |mas decidi| correr a chance de encontrar no Pendo um mar de rosas. ?Noblesse oblige?? |mas| encontrei um ?mar e ? peras?? levou-me um dos flutuadores como se fosse de vidro?|e| A amaragem ia boa? nem um pingo de água apanhámos? O Bagé chegou com outro Fairey |convencional|?».

 

Da outra, de «Fern. Noronha 27 Maio? no final nem podia voar a seguir doze horas? não me chega o tempo para responder devidamente às centenas de cartas que recebi?» assinada por Gago Coutinho e enviada ao mesmo.

 

Note-se que não se põe em causa o encontrar os Penedos!

 

O ensaio no ano anterior, no Raid à Madeira, tinha provado a eficiência do Sistema de Navegação Astronómica Aérea desenvolvido por Gago Coutinho.

 

Recordemos, como nos assinala o nosso Amigo Cte Ferreira da Silva, que o 1º tenente Read (USA), quatro anos antes tentara atravessar o Atlântico Norte ? da Terra Nova a Plymouth, passando pelos Açores e Lisboa ? com três aviões bimotores, cada um com cinco homens, mas em que só um alcançou Lisboa.

 

Substancialmente diferente foi a sua Navegação que teve o apoio de 35 navios de guerra da USNavy, (balizadores; 21 colocados entre Terra Nova e Açores e 14 entre os Açores e Lisboa), cerca de 100 milhas entre cada um, e mesmo com tal balizagem dois aviões se perderam na? orientação.

 

Foi nesse encontro em Lisboa que Sacadura Cabral se lembrou de Gago Coutinho, o seu antigo chefe na demarcação geodésica de fronteiras em Moçambique, e lhe propôs a pesquisa dum método autónomo de Navegação Aérea.

 

Funcionou em pleno a mútua confiança nas respetivas competências e, da avaliada solidez dos seus caracteres, a forte amizade que os unia e de que o Almirante de Armada deu provas de fidelidade até falecer.

 

Foi assim que pegando no sextante de nível artificial de bolha o redesenhou para encontrar uma imagem virtual que tornasse fixa, apesar das oscilações dos aviões da época, a linha do horizonte? referência para se ler as Alturas dos astros a observar.

 

Vencida esta etapa de estudo de Óptica Aplicada, havia que melhorar a rapidez dos Cálculos Astronómicos dada a velocidade dos aviões que era, então, de cerca de 70 nós (c. 126 Km/h!). Assim desenvolveu um pré-cálculo que permitia em minutos obter a posição astronómica da aeronave.

 

Não foi tudo! Com Sacadura Cabral desenvolveu um Corrector de Rumos a prevenir ventos laterais.

 

Se considerarmos um hidroavião de madeira, forrado de lona, apenas com o motor, um RR ( Rolls-Royce Eagle) de 350 cavalos com uma ?pele? de metal, é legítimo que se fale de coragem e de valentia desde que se não esqueça à partida a Investigação Científica e o Desenvolvimento Tecnológico envolvidos porquanto partiram cientes mais do seu ?trabalho de casa? do que da máquina que não cumpriu.

 

A Viagem acabou por testar a precisão do conjunto de soluções, por isso a designação de Sistema de Navegação Aérea Astronómica, e o êxito da Viagem no Brasil, conforme o Espólio da sua ?afilhada? brasileira, Maria Elisa Ramalho Ortigão, depositado na Sociedade de Geografia de Lisboa atesta, foi de verdadeira loucura.

 

A Imprensa nacional da época registou o sucesso também com assinalável relevo em Portugal e em diversas capitais europeias onde foram aclamados pelo seu feito.

 

Só em Outubro de 1945, quase 25 anos depois, é que a «American Export Airlines» se tornou a primeira linha aérea a oferecer voos comerciais regulares entre a América do Norte e a Europa. Imperativamente usou o Sistema de Navegação de Gago Coutinho, como os Americanos o terão usado nos raids que do Alasca atingiram o Japão.

 

Mais interessante é que o Sistema só foi ultrapassado c.1972, pela Navegação por Inércia (1.º voo em 1927) sendo utilizado sobre os Oceanos e sobre alguns Continentes.

 

A TAP usava-o sobre o Atlântico e na travessia da África, entre Angola e Moçambique, nos quadri-reactores Boeing 707 (1010 Km/h). Presume-se que fosse utilizado no sobrevoo da Sibéria .

 

Os Americanos e os Ingleses adaptaram?no, durante a II GG, para as suas Marinhas de Guerra. Em Portugal foi introduzido, em 1960, na Escola Naval e na Escola Náutica pelo, então, Cte Pinheiro de Azevedo, com a designação de Traçado Rápido de Rectas de Altura.

 

No monumento em Belém refere-se que a viagem foi completada por três aviões, exactamente a razão por que não figura nos Anais da Aviação. De facto testava-se um Sistema de Navegação e não uma máquina que? falhou.

 

Como falha a inscrição que assim sublinha o lado supostamente negativo sem realçar, com todo o seu peso, o lado positivo de antecipação de 25 anos e que durante 50 anos foi único a nível mundial.

 

Em 1997 ainda havia a nível mundial muitas centenas de Navegadores que o utilizaram? mas lamentavelmente as comemorações, tentadas por três entidades, falharam graças à estreiteza de vistas dos políticos da época.

 

Escrevemos isto em memória do Cte Silva Soares, Membro da Academia de Marinha, Oficial da Armada, Piloto Naval e Cte da TAP onde exerceu os mais altos cargos.

 

Rui Ortigão Neves

 

Presidente da Direcção do GAMMA

Grupo de Amigos do Museu de Marinha

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:26
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

GÊNESIS 12.1-9

Certo dia o SENHOR Deus disse a Abraão: - Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o abençoarei, o seu nome será famoso, e você será uma bênção para os outros. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo. Abraão tinha setenta e cinco anos quando partiu de Harã, como o SENHOR havia ordenado. E Ló foi com ele. Abraão levou a sua mulher Sarai, o seu sobrinho Ló, filho do seu irmão, e todas as riquezas e escravos que havia conseguido em Harã. Quando chegaram a Canaã, Abraão atravessou o país até que chegou a Siquém, um lugar santo, onde ficava a árvore sagrada de Moré. Naquele tempo os cananeus viviam nessa região. Ali o SENHOR apareceu a Abraão e disse: - Eu vou dar esta terra aos seus descendentes. Naquele lugar Abraão construiu um altar a Deus, o SENHOR, pois ali o SENHOR lhe havia aparecido. Depois disso, Abraão foi para a região montanhosa que fica a leste da cidade de Betel e ali armou o seu acampamento. Betel ficava a oeste do acampamento, e a cidade de Ai ficava a leste. Também nesse lugar Abraão construiu um altar e adorou o SENHOR. Dali foi andando de um lugar para outro, sempre na direção sul da terra de Canaã.

A obra de Abraão foi completada por Moisés, que deu ao povo Judeu um código de leis, que incluem noções teológicas, hábitos alimentares e sexuais. Entre estas leis figuram as que proíbem o trabalho aos Sábados, as que estabelecem a celebração das festas da Páscoa e o não contacto com animais considerados impuros, como o porco.

publicado por luzdequeijas às 20:10
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A GUERRA EMINENTE

 

Naquele ano o inverno tinha sido bastante rigoroso. Em Março e Abril a chuva ainda não tinha abrandado. Desde o início do terceiro ano do século XXI, que toda a gente esperava, com expectativa e algum medo, o começo da invasão do Iraque pelas forças americanas e inglesas.

A Europa havia-se dividido entre o apoio aos americanos e outra fação contestando o mesmo. Entre estes, aparecia a esquerda política com todo o seu folclore, traduzido em manifestações de rua e outros alardes de exibicionismo. De qualquer forma assumem, com despudor, sempre um poder de mobilização e contestação em nada consentâneo com os votos que recolhem nas urnas!

O sentimento dos europeus relativamente aos árabes é extremamente difícil de definir! Até mesmo a esquerda, tão pródiga na denúncia da guerra, fá-lo muito mais por um sentimento antiamericano e capitalista, como dizem, do que por apoio aos árabes. Não andando longe da verdade, a pouca simpatia pelos árabes andará à volta dos atentados por eles levados a cabo com total desprezo pela própria vida, pelas regras de conduta impostas às mulheres e naturalmente pela natureza, talvez fanática, do seu culto religioso.

publicado por luzdequeijas às 20:05
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PREFÁCIO

 

 

Pessoalmente acredito que este novo século, forçosamente, trará de volta uma nova ordem social e política. Porque serão finalmente repostos o respeito e os tradicionais valores humanos. Nos dias de hoje, a “pirâmide” está completamente invertida.

Representará tal conquista a vitória contra o crime organizado, a criminalidade económico-financeira, o oportunismo e o materialismo selvagem que têm vindo a revelar-se uma ameaça grave contra a moral, democracia, sociedade em geral e a própria economia.

Quem tiver por hábito manter-se informado sobre o mundo, sabe de previsões de organismos internacionais cheios de credibilidade, no sentido de uma certeza absoluta: a escassez, dentro de duas ou três dezenas de anos, de bens essenciais à manutenção do nível de bem-estar dado como adquirido na Terra, pelos países mais desenvolvidos.

Serão os casos, além de muitos outros, do petróleo e, mais ainda, da água potável! A confirmarem-se tais previsões, e se outras soluções não forem encontradas, o «caos» instalado poderá tornar-se muito perigoso! Sabemos, ainda, que todo o pensamento é adivinhação, como referia Miguel Tamen na sua obra Maneiras de Interpretação. Dizia ele que só agora os homens começam a compreender o seu poder divinatório. Também dizia que só aquele que pode compreender esta Idade, ou seja – dos grandes princípios de rejuvenescimento geral – conseguirá apreender os polos da humanidade, reconhecer e conhecer a atividade dos primeiros homens, bem como a natureza de uma nova Idade de Ouro que há-de vir …. O homem tornar-se-á consciente daquilo que é: compreenderá finalmente a Terra e o Sol!

Mesmo quando nos servimos da ficção, o nosso pensamento pede adivinhação! Gente entendida e sabedora admite como provável que o surgimento do próprio ser humano tenha ocorrido há cerca de 17 000 000 de anos. Até hoje sempre a Terra deu ao Homem os seus meios de sobrevivência. Que estará para acontecer?

É na lógica de uma próxima escassez dos bens essenciais, por exaustão, que será de admitir a vinda de um «caos» mais acentuado. Tanta coisa vai mal no seu consumo, gestão e preservação! O primado do individual sobre o bem comum, por exemplo, é outro ponto que contribui para esta ruptura. Embora seja despiciendo subestimar o individual, um ponto essencial de equilíbrio colectivo é indispensável à nossa sobrevivência.

Parece, contudo, que depois deste «caos» em crescendo surgirá a já anunciada nova Idade de Ouro. Poderíamos também chamar-lhe de «Paraíso», ou seja, alguma coisa bem melhor do que tudo o que tem existido até hoje. Esse “paraíso” virá, numa normal convicção, de uma força universal a unir as pessoas, que brotará por volta de 2040 na montanha Sinjar, no Iraque. Resultará ela, de uma nova cultura que, sem ofuscar a individualidade, conseguirá sobrepor-se a ela, fazendo desabrochar um novo sentido coletivo, quase perfeito, em consequência direta de se ter atingido um grau superior na sua civilização.

Novamente aquela região doa grandes rios, na qual nasceram as maiores religiões monoteístas do mundo e outras civilizações, será o berço de uma nova civilização! A Sociedade Global em pleno. Muitos apontam, hoje, duas vias para a globalização, ignorando, todavia, que em 2040 estará implementada na Terra uma terceira via! A Idade de Ouro.

Essa será a grande mudança a ocorrer e constituirá o desaparecimento da mediocridade e oportunismo que nos conduziram ao «caos», relativo, do início deste século. Assim poderá ser em meados do actual século!

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 17:29
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UMA CRIANÇA ENORME!

QUEIJAS, DE CANDEIAS ÀS AVESSAS

Nas últimas autárquicas (2005), um candidato falou muito na expressão indicada no título deste artigo. Talvez por isso, de lá para cá, Oeiras, Portugal e o próprio mundo, parecem estar de “candeias às avessas”.

No Jornal de Oeiras (2006-Junho) li um relato descritivo, sobre aquilo a que chamaram “Inauguração da Alameda de Queijas”. O Presidente da CMO elogiou o construtor e claro quis ser o protagonista desta inauguração. Teresa Zambujo também o quis ser, todavia durante a campanha autárquica de 2005, viu um “out door”, que aludia a esse facto, colocado em Queijas, mesmo em frente do Posto Policial, pela calada da noite, um carro abalroar toda a estrutura desse “out door”, danificando tal intenção.

Em boa verdade esta Alameda, deveria ter sido inaugurada no final dos anos oitenta do último século, data em que foi inaugurada a mancha A da Cooperativa Cheuni, anexa a essa alameda. Não foi e foi muito estranho que se tivessem dado licenças de habitação a todas aquelas habitações, com aquela área repleta de cardos, mato e lixo de todo o tipo! Se a responsabilidade de fazer tal alameda seria da CMO ou da Cooperativa Cheuni, tanto importa. A verdade é que ela tardou muito, mas existe, quanto à paternidade vamos mais DEVAGAR. Em Assembleia de Freguesia de 1999, foi lançada a enorme vontade de a fazer. Todos os partidos deram a sua colaboração. As propostas foram para a CMO e o Presidente da Junta de então, acompanhou todos os detalhes da sua concepção. Até da sua realização. Foram os seus impulsionadores.

Já em 1998 foi lançado pela Junta um concurso, sobre o nome da pessoa dado à sua rua. De todos os trabalhos apresentados, salientou-se o de uma menina de seis anos, moradora nesta alameda, à data uma verdadeira lixeira! Passo a transcrever o seu trabalho:

Cada Rua uma História – Alameda de Queijas

Acompanhando um desenho podíamos ler; "era assim que eu gostava que fosse a minha rua. A minha rua tem um espaço cheio de ervas, mesmo em frente da minha casa. Eu gostava que tivesse um parque. Se tivesse um parque podíamos brincar e jogar à bola. Nesse jardim podia haver um escorrega e baloiços, assim como uma coisa para trepar. Devia também ter bancos para a minha avó se sentar a bordar com as suas amigas. Eu gostava que tivesse um lago com nenúfares, peixes e rãs e muitas flores para as abelhas tirarem o mel. Podíamos plantar muitas Árvores, que seriam bonitas como os pinheiros do meu avô.  Há muitos anos quando o meu avô veio morar para esta rua, ele plantou uns pinhões na terra. Agora temos três grandes pinheiros que dão muita sombra. Ao pé dos pinheiros, o meu avô também plantou rosas. Há outras pessoas na rua que plantam árvores bonitas ….. . Mas não é a mesma coisa. Se houvesse um parque todo arranjadinho a minha rua ficava mais bonita e os meninos de Queijas teriam um sítio grande e bom para brincar … ficávamos todos mais contentes". Catarina Flores Henriques – 6 anos!

Esta criança é que merecia a paternidade da Alameda de Queijas. É por isto que vale a pena ser autarca, não por qualquer feira de vaidades ou paternidades.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 17:16
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FORMA DE COMUNICAÇÃO DA INTERNET

 

A nova forma de comunicação apresenta oito caraterísticas que a distinguem de todos os outros meios anteriormente existentes:

1 -É um mecanismo para a disseminação da informação a uma escala sem precedentes.

2 – É um sistema interativo

3 – A capacidade de difusão é universal

4 – O alinhamento da informação está sempre em aberto

5 – A distância torna-se irrelevante

6 – A acessibilidade é permanente

7 – A diversidade é maior.

8 – É o mais democrático dos meios de comunicação –

 

Perante a internet o cidadão deixou de ser um consumidor passivo da informação, para passar a interagir com ela, comentando-a e produzindo até a sua própria informação ou emitindo a sua opinião. Com a introdução dos blogues no ciberespaço, qualquer um pode criar o seu órgão de comunicação alterando o sentido unidirecional caraterístico do universo dos media tradicionais. 

publicado por luzdequeijas às 11:38
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A NOÇÃO DE INTERESSE COLETIVO

 

Há diversas explicações para o facto de uns países serem mais ricos do que outros. Direi mesmo que em cada caso haverá razões específicas No entanto, se nos dermos ao trabalho de procurar os traços comuns que existem entre sociedades mais desenvolvidas, chegamos, obviamente, a algumas caraterísticas que diferenciam sempre os melhores dos piores.

Os países não passam de meras realidades político-administrativas. O que realmente existe são as pessoas. E é o comportamento das pessoas, mais propriamente a sua cultura, que encaminha os países para o desenvolvimento ou para o sofrimento. Um país é aquilo que for o seu povo.

Uma das caraterísticas nucleares para o desenvolvimento de uma nação, direi mesmo o seu ponto de partida, prende-se com a noção de interesse coletivo que os seus membros tiverem. Quanto maior for o respeito que cada um tiver pelo interesse coletivo, maior será o potencial de desenvolvimento de uma sociedade.

RUI RIO

publicado por luzdequeijas às 11:04
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

O SURGIMENTO DA INTERNET

 

Também os pioneiros da internet não adivinhavam o potencial do sistema que acabavam de criar. Esta é uma história quase contemporânea, logicamente resultante da invenção dos computadores, que levou à ideia de os pôr a comunicar uns com os outros, ou seja, partilhar informação numa rede comum. A primeira iniciativa nesse sentido é de início dos anos 60, nos EUA. Mas daí até aparecer o conceito de internet ainda demorou tempo. Só dez anos depois é que se deu a primeira troca de correspondência eletrónica (electronic mail, ou e-mail). Nesta altura (1972), pensava-se que a colocação dos computadores em rede serviria apenas para isso mesmo: trocar mensagens, eventualmente substituindo o correio tradicional ou o telefone. Não existia, com efeito, a consciência de que o sistema pudesse acumular informação que depois qualquer individuo poderia consultar. Ou seja, não se pensava que a internet funcionasse como um meio de comunicação de massas. Só em fins dos anos 80, com o início da popularização dos computadores pessoais, se começou a perceber as potencialidades da ligação entre esses computadores numa rede conjunta, partilhando informação colocada numa fonte eletrónica acessível a todos. É no entanto na década seguinte que a internet sofre a sua expansão. E será necessário entrar-se no século XXI.para que se torne num serviço e num meio de comunicação ao alcance praticamente de todo o cidadão. As alterações que a internet vem introduzir ao nível da difusão, do consumo e da partilha de informação são absolutamente abissais.

publicado por luzdequeijas às 23:33
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CRISE DE VALORES

 

As palavras do actual presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, são pela sua comprovada honestidade, um alerta de pessoa experimentada e amiga. Infelizmente fazem-nas passar despercebidas!

 

“A nossa sociedade está a atravessar uma perigosa crise de valores. Uma crise que todos sentimos nas mais pequenas coisas, quando, no dia-a-dia, constatamos que temos de conviver com uma permanente inversão de prioridades.

Hoje, já começa a ser difícil encontrar quem perceba que o interesse colectivo se tem sempre que sobrepor ao interesse individual. De forma perigosíssima, a sociedade aceita demasiadas vezes e de forma complacente que os interesses individuais ou de grupo ditem políticas que agridem o colectivo. Infelizmente são muitos, esses exemplos.”

 

A Política in situ RUI RIO 

publicado por luzdequeijas às 18:26
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SOCIEDADES SECRETAS

 

”O Primeiro-ministro britânico Tony Blair, propôs recentemente a divulgação dos nomes de magistrados, militares e polícias associados a organizações secretas, como por exemplo a maçonaria. A proposta de Blair faz um certo sentido. Numa sociedade aberta e democrática, como são hoje praticamente todas as sociedades ocidentais, haverá razão para a existência de associações cujos membros não se dão a conhecer? O facto de esses elementos, sobretudo aqueles com responsabilidades elevadas no Estado, como os magistrados, poderem ter obediências não conhecidas, não acaba por lhes conferir vantagens ou possibilidades superiores (ou, pelo menos, desiguais) às dos seus colegas que não contam com as mesmas fidelidades?”

                                                                                  

Expresso – Henrique Monteiro 

publicado por luzdequeijas às 18:21
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AS TORRES E O SISTEMA

Tudo o que não é natural subverte a justiça e não premeia os melhores e mais merecedores. O “Sistema há-de cair.

De volta estarão então finalmente os valores, até agora remetidos para o esquecimento.

O segredo pode ir amortecendo a queda deste edifício medonho, mas não vai conseguir mantê-lo de pé eternamente.

As torres do “ World Trade Center “ eram de facto imponentes e em minutos ruíram de forma inesperada e brutal. Ainda há muita gente de bom senso e de bom carácter, espero que tenham coragem e despertem para se unirem em vontade de mudar tudo aquilo que está podre.    

                                                                                

publicado por luzdequeijas às 18:15
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DÚVIDAS SOBRE TUDO!

Convido os meus leitores, a sempre que pegarem neste livro, se sentirem como se estivessem a vogar, não na água mas sobre ela.

Podem imaginar um rio, daqueles com água muito transparente e fria, naturalmente pouco profunda. A sua torrente vai esbarrando, nas imensas pedras espalhadas no leito, sem que a água nunca as cubra. A leveza que vos proponho, física e mental, vai permitir, que saltemos de pedra em pedra, quase sem nelas fazer peso. Sempre que o nosso pé toca numa pedra, pisamos a realidade. Enquanto saltamos, percorremos o imaginário.

No livro que temos em nossas mãos, as pedras são as notícias de jornais, que transcrevemos. Não houve qualquer preocupação em escolher entre os vários tipos de periódicos disponíveis nas bancas de venda. O trabalho foi imenso e consistiu na recolha de artigos que servissem o fim em vista. Não foi fácil, pois em regra, os jornais ou revistas não abordam o tema que considerei necessário.

 

Foi preciso gastar muito tempo e ter imensa paciência na sua escolha e leitura.

 

Com a publicação deste livro o autor pretende somente levar as suas dúvidas, sobre a sociedade em que vivemos, até às pessoas que, como ele, não têm acesso a todo um mundo que se presume existir, pelas contradições visíveis, inexplicáveis e frequentes, que qualquer observador atento pode detectar, diríamos, no seu dia-a-dia, com um pouco de espírito de observação.

 

Quem ouvir os noticiários, ler os jornais e alguns livros e for ouvindo os telejornais, procurando estabelecer uma relação entre as notícias, depara certamente com acontecimentos aparentemente sem lógica, mas que se percebe não acontecerem por acaso, tal o grau de eficiência que existe na sua execução.

 

É como se um conjunto de pessoas, não expostas, mas muito influentes, através de um complicado sistema de cordelinhos conseguissem encaminhar todos os acontecimentos a seu belo prazer, supõe-se também que com vantagens próprias asseguradas.

Provavelmente tudo não passará de simples coincidência, ou mesmo pura alucinação, com certeza provocada pelo “stress” com todos os seus efeitos colaterais geradores de desconfianças, fraquezas, mal entendidos e especulações, mas mesmo assim vale a pena pensar, evitando a castração do melhor que Deus nos deu, que foi o pensamento.

Naturalmente que se forem coincidências também não vem grande mal ao mundo, estaremos então a entrar no campo da pura ficção, que de certo modo nos fará esquecer outras preocupações mais reais e nefastas para a nossa saúde e bem-estar.

publicado por luzdequeijas às 18:01
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ORIGEM DA ENFERMAGEM

 

Origem da Profissão

 A profissão surgiu do desenvolvimento e evolução das práticas de saúde no decorrer dos períodos históricos. As práticas de saúde instintivas foram as primeiras formas de prestação de assistência. Num primeiro estágio da civilização, estas ações garantiam ao homem a manutenção da sua sobrevivência, estando na sua origem, associadas ao trabalho feminino, caracterizado pela prática do cuidar nos grupos nómades primitivos, tendo como pano-de-fundo as conceções evolucionistas e teológicas,

Mas, como o domínio dos meios de cura passaram a significar poder, o homem, aliando este conhecimento ao misticismo, fortaleceu tal poder e apoderou-se dele. Quanto à Enfermagem, as únicas referências concernentes à época em questão estão relacionadas com a prática domiciliar de partos e a atuação pouco clara de mulheres de classe social elevada que dividiam as atividades dos templos com os sacerdotes. As práticas de saúde mágico-sacerdotais, abordavam a relação mística entre as práticas religiosas e de saúde primitivas desenvolvidas pelos sacerdotes nos templos. Este período corresponde à fase de empirismo, verificada antes do surgimento da especulação filosófica que ocorre por volta do século V a.C.

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:22
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ENFERMAGEM A PERTIR SÉCULO V a. C.

 

Essas ações permanecem por muitos séculos desenvolvidas nos templos que, a princípio, foram simultaneamente santuários e escolas, onde os conceitos primitivos de saúde eram ensinados. Posteriormente, desenvolveram-se escolas específicas para o ensino da arte de curar no sul da Itália e na Sicília, propagando-se pelos grandes centros do comércio, nas ilhas e cidades da costa. Naquelas escolas pré-hipocráticas, eram variadas as conceções acerca do funcionamento do corpo humano, seus distúrbios e doenças, conceções essas, que, por muito tempo, marcaram a fase empírica da evolução dos conhecimentos em saúde. O ensino era vinculado à orientação da filosofia e das artes e os estudantes viviam em estreita ligação com seus mestres, formando as famílias, as quais serviam de referência para mais tarde se organizarem em castas. As práticas de saúde no alvorecer da ciência - relacionam a evolução das práticas de saúde ao surgimento da filosofia e ao progresso da ciência, quando estas então se baseavam nas relações de causa e efeito. Inicia-se no século V a.C., estendendo-se até aos primeiros séculos da Era Cristã.

publicado por luzdequeijas às 17:17
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ENFERMAGEM NA ERA CRISTÃ

 

A prática de saúde, antes mística e sacerdotal, passa agora a ser um produto desta nova fase, baseando-se essencialmente na experiência, no conhecimento da natureza, no raciocínio lógico - que desencadeia uma relação de causa e efeito para as doenças - e na especulação filosófica, baseada na investigação livre e na observação dos fenómenos, limitada, entretanto, pela ausência quase total de conhecimentos anatomofisiológicos. Essa prática individualista volta-se para o homem e suas relações com a natureza e suas leis imutáveis. Este período é considerado pela medicina grega como período hipocrático, destacando a figura de Hipócrates que como já foi demonstrado no relato histórico, propôs uma nova conceção em saúde, dissociando a arte de curar dos preceitos místicos e sacerdotais, através da utilização do método indutivo, da inspeção e da observação. Não há caracterização nítida da prática de Enfermagem nesta época. As práticas de saúde monástico-medievais focalizavam a influência dos fatores socioeconómicos e políticos do medievo e da sociedade feudal nas práticas de saúde e as relações destas com o cristianismo. Esta época corresponde ao aparecimento da Enfermagem como prática leiga, desenvolvida por religiosos e abrange o período medieval compreendido entre os séculos V e XIII.

Foi um período que deixou como legado uma série de valores que, com o passar dos tempos, foram aos poucos legitimados a aceitos pela sociedade como características inerentes à Enfermagem. A abnegação, o espírito de serviço, a obediência e outros atributos que dão à Enfermagem, não uma conotação de prática profissional, mas de sacerdócio. As práticas de saúde pós monásticas evidenciam a evolução das ações de saúde e, em especial, do exercício da Enfermagem no contexto dos movimentos Renascentistas e da Reforma Protestante. Corresponde ao período que vai do final do século XIII ao início do século XVI. 

publicado por luzdequeijas às 17:15
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ENFERMAGEM A PARTIR DO SÉCULO XIII

 

A retomada da ciência, o progresso social e intelectual da Renascença e a evolução das universidades não constituíram fator de crescimento para a Enfermagem. Enclausurada nos hospitais religiosos, permaneceu empírica e desarticulada durante muito tempo, vindo desagregar-se ainda mais a partir dos movimentos de Reforma Religiosa e das conturbações da Santa Inquisição. O hospital, já negligenciado, passa a ser um insalubre depósito de doentes, onde homens, mulheres e crianças utilizam as mesmas dependências, amontoados em leitos coletivos.

  Sob exploração deliberada, considerada um serviço doméstico, pela queda dos padrões morais que a sustentava, a prática de enfermagem tornou-se indigna e sem atrativos para as mulheres de casta social elevada. Esta fase tempestuosa, que significou uma grave crise para a Enfermagem, permaneceu por muito tempo e apenas no limiar da revolução capitalista é que alguns movimentos reformadores, que partiram, principalmente, de iniciativas religiosas e sociais, tentam melhorar as condições do pessoal a serviço dos hospitais. As práticas de saúde no mundo moderno analisam as ações de saúde e, em especial, as de Enfermagem, sob a ótica do sistema político-económico da sociedade capitalista. Ressaltam o surgimento da Enfermagem como atividade profissional institucionalizada. Esta análise inicia-se com a Revolução Industrial no século XVI e culmina com o surgimento da Enfermagem moderna na Inglaterra, no século XIX. 

publicado por luzdequeijas às 17:12
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O ZÉ POVINHO

 Rafael Bordalo Pinheiro, vai a caminho de dois séculos, sentiu absoluta necessidade de criar uma “figura” bem representativa do português comum.

Ficou tal figura conhecida até aos nossos dias por Zé Povinho.

De calças remendadas e botas rotas, é a eterna vítima dos partidos apesar de ir dando a vitória ora a um, ora a outro.

O sucesso obtido foi tão grande que Bordalo acabou por recriar no barro, em tinteiros, cinzeiros e apitos, a figura símbolo do povo português, lado a lado com a inseparável Maria da Paciência, velha alfacinha alcoviteira.

 

Desde então é o “Zé Povinho, que motivado único e simplesmente pelo interesse comunitário, trabalha em prol das suas actividades, sejam elas religiosas, profanas ou culturais.

É o Zé Povinho que sem estudos e diplomas, após um dia de trabalho árduo vai à igreja, ao clube para reunir, planear e organizar procissões e festas etc.

Entretanto vai-nos dizendo: “ aguento como posso, e quando as coisas me irritam, encho-me de força, de tal forma que já me quiseram chamar Maria da Fonte. Mas eu acho que sou apenas eu - o POVO.”

publicado por luzdequeijas às 16:25
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FARINHA DO MESMO SACO

Homines sunt ejusdem farinae"

 

(São homens da mesma farinha, em latim) é a origem dessa expressão, utilizada para generalizar um comportamento reprovável. A metáfora faz referência ao fato de a farinha de boa qualidade ser posta em sacos separados, para não ser confundida com a de qualidade inferior. Assim, utilizar a expressão "farinha do mesmo saco" é insinuar que os bons andam com os bons, enquanto os maus preferem os maus.

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:25
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DE MÃOS A ABANAR

A origem mais aceita para a expressão está relacionada com os imigrantes que chegavam ao Brasil no século 19. Eles costumavam trazer da Europa ferramentas para o cultivo da terra, como foices e enxadas, além de animais, como vacas e porcos. Uma ferramenta poderia indicar uma profissão, uma habilidade, demonstrava disposição para o trabalho. O contrário, chegar de mãos abanando, indicava preguiça. Atualmente, quando uma pessoa vai a uma festa, mandam o bom modo que leve um presente. Se não o faz, diz-se que “chegou com as mãos abanando”.

publicado por luzdequeijas às 14:21
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ELE VOTA

Trabalhei uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores. Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto. Eu respondi : "O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana."

Ele então perguntou: "Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?"

Para acabar logo com o assunto, respondi: "Horário do Brasil."

Ele vota !

publicado por luzdequeijas às 14:14
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ELA TAMBÉM VOTA

Ao visitar uma casa para alugar, o meu irmão perguntou à agente imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs.

A agente perguntou: "O sol nasce no Norte ?"

Quando o meu irmão lhe explicou que o sol nasce a Nascente (aliás, daí o nome) e que há muito tempo que isso acontece, ela disse: "Eu não estou atualizada a respeito destes assuntos".

Ela também vota ! ____________________________________________

publicado por luzdequeijas às 14:12
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GENTE QUE VOTA



Um amigo meu comprou um frigorífico novo e, para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso: "Grátis e a funcionar. Se quiser, pode levar". O frigorífico ficou três dias no passeio, sem receber um olhar dos passantes. Ele chegou à conclusão de que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso : "Frigorífico à venda por 50,00?"

No dia seguinte, tinha sido roubado!

Cuidado ! Este tipo de gente vota !

publicado por luzdequeijas às 14:09
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OS CAÇA-FANTASMAS

 

Certo dia, quando Dana empurra o seu carrinho de bebé de Óscar, uma gosma emerge de uma fenda na rua, fazendo com que o carrinho corra sozinho para o meio da rua lotada. Apavorada, Dana pede auxílio a Egon, enquanto Venkman e Ray também resolvem ajudar. Trajados de trabalhadores normais, os três caça-fantasmas vão para as galerias subterrâneas da cidade e descobrem um rio de gosma a fluir sobre uma linha de Metro abandonada. Quando são surpreendidos por um policial, Ray é atacado pela gosma e cai no rio vermelho. De volta à superfície, ele adverte sobre a grande quantidade de energia que corre pelo rio, o que poderia causar eventualmente um black out. Os três são presos por fraude. Enquanto isso, no museu, o chefe de Dana, Janosz, está a trabalhar no retrato de Vigo quando esse retorna à vida, através do seu espírito. Ele toma posse do corpo de Janosz e obriga-o a trazer o bebé de Dana.

No tribunal, os três caça-fantasmas são julgados pelo Juiz Wexler (Harris Yulin) e defendem-se através do seu amigo Louis Tully (Rick Moranis). Os equipamentos dos caça-fantasmas e a gosma de amostra são retidos como evidências. Como consequência dos atos negativos do juiz, a gosma reage ganhando tamanho e força. Os caça-fantasmas perdem a causa e são sentenciados a prisão. Com os gritos de ordem do juiz Wexler contra os três, a gosma alimenta-se de emoções negativas, eventualmente com pequenas explosões de bolhas e lançando alguns fantasmas zangados. Então, Wexler ordena que os caça-fantasmas intervenham e cancela a sentença de prisão contra eles. Os caça-fantasmas percebem que a gosma se alimenta do "estado emocional" das pessoas ao seu redor. Quanto mais frases e atitudes são negativas, mais a gosma cresce, enquanto atitudes positivas lhe dá algumas habilidades.

Peter visita Dana no museu um dia e vê a pintura de Vigo. Alerta Egon e Ray sobre o estranho retrato, quando descobre que ele foi um poderoso e maldoso ditador que comandava a mão de ferro, além de ter vivido por 105 anos antes de ser executado. Quando investigam a gravura, descobrem que há um rio de gosma no retrato exatamente como aquele nas linhas de metro da cidade de Nova York. Assim, eles voltam aos túneis subterrâneos para investigar a fonte de energia da gosma. Concluem que a gosma é alimentada pela grande quantidade de energia negativa que toma conta da "Big Apple". Quando um deles cai no rio e sai todo lambuzado, eles começam a brigar sem controlo. Após se controlarem, descobrem que a gosma é feita de puro mal e sai da pintura de Vigo. Tentam alertar o prefeito da cidade, mas ao invés disso, eles são mandados para um sanatório pelo assistente do prefeito.

Janosz rapta Oscar, filho de Dana e leva-o para o museu, ainda sob controlo do espírito de Vigo. Quando ela entra no museu, Vigo passa a controlar todo mundo dentro do museu. O prefeito liberta os caça-fantasmas e eles vão em direção ao museu. Quando eles alertam sobre a quantidade de energia negativa da cidade, têm a ideia de usar a força positiva dos habitantes da cidade para ter vantagens. Então, decidem usar a gosma na Estátua da Liberdade com música para fazê-la mover-se. Através de muita energia positiva das pessoas, a estátua movimenta-se em direção ao museu. Os caça-fantasmas descem para salvar Dana e Óscar, mas Vigo aparece em pessoa e toma posse do bebê. Então, uma nova onda de energia positiva neutraliza os malefícios da gosma. Com isso, Vigo retorna para a pintura e é destruído pelos caça-fantasmas. Quando ele retorna para a pintura, aparece uma pequena mudança na gravura, com os quatro membros do time e o bebé Óscar no centro.

 

publicado por luzdequeijas às 14:02
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AS ESCADAS DO POVO

 

Para muitos, as escadas são algo a evitar, a não ser que estejam decididos a perder algum peso. Porque os amantes da natureza e de vistas espetaculares estão mais que acostumados a subir degraus e mais degraus para recrear a vista.

Esta quantidade de escadas e degraus são para todos aqueles, com um pouco de vertigens, também,algo a evitar.

Para a maioria, habituada à vida dura e às covas e elevações das montanhas, serão maldições ou divertimento!

E onde vão eles nas escadas? Olha, vão por aí acima, ou por así abaixo,como dizia o “caça fantasmas”!

Nos tempos que correm, alguns, descobriram elevadores especiais nos quais, nem no botão carregam! São os elevadores da corrupção … As escadas ficam para aqueles que respeitam os degraus um a um!

publicado por luzdequeijas às 13:02
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2014

A POLÍTICA E OS NEGÓCIOS

 

A promiscuidade entre política e negócios é uma questão sentida pelos portugueses à qual tecem críticas pois veem a ineficácia e lentidão da justiça quando estão em causa pessoas com ligações a governos atuais e passados. Estão bem presentes na memória os casos do BPP, do BCP, do BPN e agora o BES, embora este último tenha características muito diferentes dos anteriores. No caso do BPN estão a andar por aí os autores e os causadores das burlas. O caso do BCP foi bem evidente a prescrição que, no meu entender não foi ocasional, foi muito bem planeada. Já agora, quanto ao caso do BPN, dizem que nada ficou provado sobre eventuais vantagens tiradas pelo cidadão Cavaco Silva no caso. Se quiséssemos elaborar uma teoria da conspiração poderíamos considerar que ele, enquanto presidente, está nas mãos de alguns, ficando assim atado de pés e mãos para tomadas decisões independentes e, daí, a sua colagem ao Governo.

Ana Sá Lopes, no Jornal i, abordou na entrevista ao líder da bancada socialistas, Alberto Martins, a promiscuidade entre o poder e o mundo dos negócios ao mais alto nível, confrontou-o da seguinte forma: "A promiscuidade entre política e negócios e a corrupção é em Portugal uma evidência e não me lembro de os socialistas fazerem um grande combate a isso..."

Sobre este problema Alberto Martins traça um conjunto de intenções muito vagas na sua concretização que qualquer outro partido poderia traçar. O problema é, quando no poder, raramente ou nunca se concretizam na prática essas intenções. A questão de personalidades que, segundo ele diz, passam da política e das negociações diretas em nome do Estado para as empresas objeto da negociação, caso das privatizações, é, segundo ele, inaceitável. Mas, quando o PS esteve no Governo, não foram acauteladas situações deste tipo nem foram tomadas quaisquer medidas. Diz Alberto Martins " vamos acentuar um conjunto de medidas de incompatibilidades entre certas funções que se exercem e os lugares para onde se transita no fim dessas funções". São apenas intenções, porque sabemos que as pressões em sentido contrário dentro dos partidos raramente se traduzem na passagem das intenções aos atos.

Mais adiante afirma que a zona central da corrupção entre política e negócios são os paraísos fiscais e os offshores.  Ele sabe bem que os casos graves em Portugal não são esses, mas os outros, e é aí que ele se desvia para os apontar como sendo os mais graves.

Em toda a entrevista nada é concretizado embora se saiba que não é o momento de o poder fazer. Diria mais, no atual contexto europeu, nada do que ele propõe é concretizável. São considerações sobre como a política deverá ser, o regresso ao passado dos valores da política, uma "reconstrução" e um "redesenho" da europa que se vê impossível com a correlação de forças existente. Os sucessivos apelos à solidariedade europeia, à qual se refere oito vezes na entrevista, fez-me lembrar os apelos feitos na nossa sociedade para os mais ricos ajudarem os mais pobres o que cai, na maior parte das vezes, em saco roto. Um idealismo que deve ser valorizado mas que em nada responde aos reais e legítimos anseios dos portugueses.

Sobre a reestruturação da dívida a que ele chama renegociação que é diferente pois não passa pelo perdão nada acrescenta de novo ao que tem sido dito e à qual Seguro se referia num estilo de sim mas também não.

Quanto ao tratado orçamental para Alberto Martins é possível abrir negociações. Mas o problema é que é necessário que haja abertura dos países que nos têm sido mais hostis. Negociar na UE não é o mesmo que negociar internamente onde tudo é mais fácil.

Desdramatiza, quanto a mim bem, as discussões internas no PS pois elas prendem-se com estratégias, debates de ideias e valores.

No meu ponto de vista a perda de valores que se tem vindo a verificar na política, nos partidos e na sociedade portuguesa tiveram a sua causa nos partidos do Governo que sempre têm feito uma política de destruição da coesão social e através de políticas divisionistas entre instituições, entre os diversos estratos sociais e profissionais, numa ótica de dividir para reinar.  

publicado por luzdequeijas às 19:40
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A FONTE DO JORNALISTA

 

As funções que competem ao jornalista vão além do que meramente informar. Não é preciso ser jornalista para ser informante, uma vez que tudo que atinge os nossos sentidos é informação. O informante é, sim, a fonte do jornalista. A priori, o que confere status social a um jornalista é o fato de ele utilizar as mídias de massa (jornais, revistas, TV, rádio) em seu ofício e assim ter visibilidade. A primeira função de um jornalista é transformar informação em notícia, o que implica organizar o grande volume de dados por meio de diversos processos: classificar, priorizar, hierarquizar, incluir, excluir, adaptar, expor etc. Esses processos são tecnicamente chamados de edição.

O trabalho de um jornalista também consiste na transliteração: adequação de linguagem. O jornalista traduz termos técnicos e assuntos complexos em notícia simples para que o leitor leigo possa compreender do que se trata. O jornalista faz uma espécie de mediação, por exemplo, entre um economista que trabalha com câmbio e uma dona de casa que vai ao supermercado comprar víveres. O economista falará de taxa Selic, ações no mercado de capitais e a dona de casa dificilmente compreenderá isso. Então surge a função benfazeja do jornalista para explicar-lhe de que modo esses fatores vão interferir na realidade de seu cotidiano, ou seja, se vai contribuir para a abertura de novos postos de emprego ou se isso vai aumentar ou diminuir os preços nas prateleiras.

Outra função do jornalista é contextualizar essas informações para seu público e ainda refletir com ele suas implicações. Há uma grande diferença entre o jornalista que informa, por exemplo, "Dilma foi eleita presidente da República" e o que procura refletir o que isso significa para nosso país. Há no jornalismo um engajamento que prima por promover bens noticiosos de utilidade pública e isso vai além de informar: consiste em comparar, alertar, prevenir, explicar etc.

publicado por luzdequeijas às 19:36
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ATRÁS DO DESTINO

O jornalista é mal remunerado, não tem jornada de trabalho, muito menos horário para realizar suas coberturas. Quem pauta horária, jornadas e tarefas é o destino. Se explodir uma bomba no Congresso Nacional às 3 da manhã, o jornalista não irá esperar o expediente começar para agir. Os jornalistas trafegam na contramão do sistema, denunciando irregularidades, flagrando injustiças, comprando brigas, fazendo inimigos em nome de seu nobre dever: trazer à baila o oculto que deve ser revelado para o bem do público. Jornalista lida constantemente com conflitos de interesses, por isso tem de ouvir as partes; sabe de coisas graves que nem sempre pode publicar, por isso tem de ser frio e falar pouco; precisa ter sempre, e limpa, a água de sua informação, por isso jamais pode revelar sua fonte; tem de ser ligeiro e ter boas relações e contatos para sempre aparecer com um furo de reportagem. Partindo da noção de que conhecimento é fundamental que o jornalista é um personagem estratégico na conjuntura social.

Subordinada à reconfiguração, em curso, do sistema midiático, a posição do jornalista contemporâneo tem sofrido mudanças: as informações circulam na internet a souto, mentiras e verdades chegam até nós sem um filtro responsável que os possa regular. Desse modo, o jornalista começa a perder seu protagonismo em relação à informação e a força de sua presença começa a se fazer sentir miúda até nas mídias tradicionais. A imprensa vive também crise de verdade e, consequentemente, de credibilidade. Chega-se à informação confiável por meio de acesso ao conteúdo jornalístico liberto das linhas de conduta institucionais, preparado por um ínfimo e seleto grupo de jornalistas independentes, libertos das amarras editoriais e não vinculados à comercialização. Convém também comparar e checar os conteúdos, pois a verdade pura e cristalina, em nossos dias, tem a valia dos raros diamantes

publicado por luzdequeijas às 19:33
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A FUNÇÃO CRÍTICA

Há ainda outra função, e que considero uma das mais importantes e árduas exercidas pelo jornalista: a função crítica. Essa está visceralmente ligada à democracia e tem como condição sine qua non a liberdade de imprensa – embargada durante os negros anos da ditadura militar. Um dos mais experientes professores que tive na academia me disse que os melhores jornalistas que ele conheceu eram anárquicos, contraculturas, revolucionários. Na verdade, a contestação e o questionamento são inerentes ao bom jornalista. É por isso que essa profissão é antipatizada pelas autoridades ou por aqueles que estão no poder. É por isso que a primeira providência em uma ditadura é a censura – calar a imprensa. O bom jornalista pouco concorda, muito questiona.

Fazer jornalismo é procurar os problemas e apontá-los com a boa intenção de quem está procurando melhorias constantes para a população, e não buscando forjar uma manchete venal. O jornalismo é uma profissão desapaixonada, despida de ilusões e otimismos baratos, o jornalista é um pessimista e os principais critérios de noticiabilidade são os desvios, as rupturas, os problemas, a alteração da ordem. É a máxima que aprendemos: um cão morder um homem não é notícia, um homem morder um cão é notícia. O que está bem e normal é digno de pouca nota. O fato de um avião chegar ordinariamente ao seu destino não é digno de notícia, mas se ele cair, aí sim, haverá frenesi nas redações, nas bancas e no Ibope.

publicado por luzdequeijas às 19:30
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O QUE FAZ O JORNALISTA:

Basicamente, colhe informações na fonte e as transmite para o público.

O que não é tão simples quanto parece. Para cumprir a sua missão, este profissional precisa, muitas vezes, improvisar, exercitar seu espírito crítico, situar a informação dentro de um contexto social e interpretá-la. Além disso, as fronteiras entre as funções dentro de um jornal estão ficando ténues. Antes, o repórter fazia a sua matéria, passava a bola para o revisor, e este para o editor e para o diagramador. Agora, o jornalista tem que dominar todo o processo, pois não há tempo a perder num mundo de notícias em tempo real. 

publicado por luzdequeijas às 19:28
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O MERCADO DE TRABALHO DO JORNALISTA:

 

Hoje, o jornalista atua tanto em meios tradicionais, como jornais e revistas, emissoras de TV e rádio, quanto no mundo das tecnologias da informação e comunicação, que abriram possibilidades promissoras, mas ele precisará adquirir a formação necessária para lidar com a WEB. Outro campo que se abre é o das assessorias de imprensa, que atualmente absorvem a terça parte dos profissionais, já que empresas, órgãos públicos e ONGs vêm reconhecendo o valor de um bom jornalista para facilitar as suas relações com esta sociedade em rede. O jornalista poderá atuar como repórter, redator, revisor, editor, colunista, cronista, diagramador, designer ou tudo isso ao mesmo tempo, se preciso. 

 

publicado por luzdequeijas às 19:26
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AS QUALIDADES DO JORNALISTA:

 

 Coletar, interpretar, contextualizar uma informação e transmiti-la ao público é uma responsabilidade e tanto. Por isso as ações do jornalista precisam ser pautadas pela ética e pelo discernimento. Ele deve entender e ter uma visão bem ampla da sociedade, e por isso os cursos superiores de Jornalismo, fornecem uma formação generalista, incluindo no currículo disciplinas como História, Antropologia e Filosofia. Além disso, ele deve munir-se de vastos conhecimentos específicos da carreira, que requerem constante atualização nesta era de internet. 

 

publicado por luzdequeijas às 19:09
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PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA:

A  história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das
tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como
forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a
uma bezerra que foi sacrificada.
Assim, após o animal morrer, ele ficou se  lamentando e pensando na morte da
bezerra. Após alguns meses o garoto  morreu.

publicado por luzdequeijas às 15:37
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DAR COM OS BURROS N'ÁGUA:

A  expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde os tropeiros que
escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à
Sudeste sobre burros e mulas. O facto era que muitas vezes esses burros,
devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis
e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo
passou a ser usado para se referir a alguém que faz um grande esforço para
conseguir algum feito e não consegue ter sucesso  naquilo.

publicado por luzdequeijas às 15:34
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O IMI

 

O IMI é devido por quem for proprietário, usufrutuário ou superficiário de um prédio, em 31 de Dezembro do ano a que o mesmo respeitar. Convém perguntar o motivo por que o usufrutuário terá de pagar este IMI? Supostamente, um proprietário retirará da situação de dono outro, ou outros rendimentos o que leva a aceitar tal imposto. Quanto ao usufrutuário nada justifica tal pagamento, muito menos num momento em que em que os cidadãos estão esmagados com impostos! Sem ser justificação, assinale-se o desabafo do senhor bastonário quando lembra que: “as pessoas estão sobrecarregadas com impostos”, argumentou ele.

Lamentavelmente, a raiz do problema está sempre na grandeza do ESTADO criado pelos políticos, nomeadamente os de esquerda. Criaram esse tal ESTADO com uma despesa insuportável pelo país e agora desalojam para cima daqueles que pouparam com muito sacrifício pessoal e familiar. Entretanto as autarquias vivem à rica, com bons carros, vencimentos, férias e reformas!

Para terminar direi que no meu caso, que a minha casa foi construída na base da autoconstrução no tempo dxa suposta ditadura. Era o inquilino ajudado pelo ESTADO de Salazar que construía a sua própria casa com uma planta igual para todos, de modo a reduzir custos. Pagávamos os passeios e outras necessidades habitacionais e agora os “socialistas” tiram-nos tudo e ainda dizem que vivemos em casas confortáveis. Obrigado Dr. Oliveira Salazar! O senhor é que era um verdadeiro socialista e não estes que, agora, compram mercedes e destroem Portugal. 

 

publicado por luzdequeijas às 15:29
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PERÍODO FLORENÇA NIGHTINGALE

Nascida a 12 de maio de 1820, em Florença, Itália, era filha de ingleses. Possuía inteligência incomum, tenacidade de propósitos, determinação e perseverança - o que lhe permitia dialogar com políticos e oficiais do Exército, fazendo prevalecer suas idéias. Dominava com facilidade o inglês, o francês, o alemão, o italiano, além do grego e latim. No desejo de realizar-se como enfermeira, passa o inverno de 1844 em Roma, estudando as atividades das Irmandades Católicas. Em 1849 faz uma viagem ao Egito e decide-se a servir a Deus, trabalhando em Kaiserswert, Alemanha, entre as diaconisas. Decidida a seguir sua vocação, procura completar seus conhecimentos que julga ainda insuficientes. Visita o Hospital de Dublin dirigido pela Irmãs de Misericórdia, Ordem Católica de Enfermeiras, fundada 20 anos antes. Conhece as Irmãs de Caridade de São Vicente de Paulo, na Maison de la Providence em Paris. Aos poucos vai se preparando para a sua grande missão. Em 1854, a Inglaterra, a França e a Turquia declaram guerra à Rússia: é a Guerra da Criméia. Os soldados acham-se no maior abandono. A mortalidade entre os hospitalizados é de 40%. Florence partiu para Scutari com 38 voluntárias entre religiosas e leigas vindas de diferentes hospitais. Algumas enfermeiras foram despedidas por incapacidade de adaptação e principalmente por indisciplina. A mortalidade decresce de 40% para 2%. Os soldados fazem dela o seu anjo da guarda e ela será imortalizada como a "Dama da Lâmpada" porque, de lanterna na mão, percorre as enfermarias, atendendo os doentes. Durante a guerra contrai tifo e ao retornar da Criméia, em 1856, leva uma vida de inválida. Dedica-se porém, com ardor, a trabalhos intelectuais. Pelos trabalhos na Criméia, recebe um prêmio do Governo Inglês e, graças a este prêmio, consegue iniciar o que para ela é a única maneira de mudar os destinos da Enfermagem - uma Escola de Enfermagem em 1959. Após a guerra, Florence fundou uma escola de Enfermagem no Hospital Saint Thomas, que passou a servir de modelo para as demais escolas que foram fundadas posteriormente. A disciplina rigorosa, do tipo militar, era uma das características da escola nightingaleana, bem como a exigência de qualidades morais das candidatas. O curso, de um ano de duração, consistia em aulas diárias ministradas por médicos. Nas primeiras escolas de Enfermagem, o médico foi de fato a única pessoa qualificada para ensinar. A ele cabia então decidir quais das suas funções poderiam colocar nas mãos das enfermeiras. Florence morre em 13 de agosto de 1910, deixando florescente o ensino de Enfermagem. Assim, a Enfermagem surge não mais como uma atividade empírica, desvinculada do saber especializado, mas como uma ocupação assalariada que vem atender a necessidade de mão-de-obra nos hospitais, constituindo-se como uma prática social institucionalizada e específica.

 

publicado por luzdequeijas às 15:18
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ENFERMAGEM MODERNA

O avanço da Medicina vem favorecer a reorganização dos hospitais. É na reorganização da Instituição Hospitalar e no posicionamento do médico como principal responsável por esta reordenação, que vamos encontrar as raízes do processo de disciplina e seus reflexos na Enfermagem, ao ressurgir da fase sombria em que esteve submersa até então. Naquela época, estiveram sob piores condições, devido a predominância de doenças infecto-contagiosas e a falta de pessoas preparadas para cuidar dos doentes. Os ricos continuavam a ser tratados em suas próprias casas, enquanto os pobres, além de não terem esta alternativa, tornavam-se objeto de instrução e experiências que resultariam num maior conhecimento sobre as doenças em benefício da classe abastada. É neste cenário que a Enfermagem passa a atuar, quando Florence Nightingale é convidada pelo Ministro da Guerra  da Inglaterra para trabalhar junto aos soldados feridos em combate na Guerra da Criméia. 

publicado por luzdequeijas às 15:16
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SALÁRIO DOS ENFERMEIROS

 terça, 26 novembro 2013 19:49

Salário dos Enfermeiros: dados da OCDE...

 Escrito por  Mauro Germano

Vejamos:Saiu recentemente o relatório da OCDE, relativamente ao Estado da Saúde dos Vários países membros desta organização e de entre todos os dados começo hoje por explanar aqui o relativo à comparação entre o salário médio dum Enfermeiro e o salário médio do país.

 

Uma vez que a tabela é omissa quanto a Portugal, vá-se lá saber porquê, ficam aqui os valores

Salário Médio Português (Líquido): 805 , dados do INE

Salário de um enfermeiro no SNS: 1020,06 euros

Salário Mensal Líquido de um enfermeiro no SNS : 760.17 €

Dados da Pordata

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:42
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REFORMA AGRÁRIA

 

Constituição Política Portuguesa

Artigo 81.º

h) Realizar a reforma agrária.

Afinal, com quase 40 anos decorridos e muitos governos de várias cores, quem fiscalizou se os objetivos constitucionais estão mais próximos ou mais afastados da realidade que havia em Abril de 74? Vejamos mais um caso, com equidade ou sem ela!

Terrenos agrícolas,abandonados

Um terreno por cultivar é riqueza que se perde. O fim dos subsídios mal fiscalizados, vindos da UE, terminou com a chegada da crise, agora apenas quem der provas de investimento e retorno se pode candidatar aos fundos, (até que enfim!).

Entretanto em Portugal, com o abandono do interior, proliferam os terrenos agrícolas ao abandono! Terrenos que provocam centenas de incêndios-ano e milhões de euros pagos pelo Estado para apagarem fogos devastadores!

Os “Bancos de Terras”, criados recentemente irão acabar com os baldios e provocar a implementação de uma lei do estilo: Quem desperdiça não tem direito à propriedade. Tudo isto, está a motivar o Governo a identificar as propriedades inativas, e distribuí-las por agricultores com capacidade de as poderem explorar.

Muito mais haverá a acrescentar, se pensarmos que o Estado é dono de 10% das terras e que dois milhões de hectares estão sem gestão, originando com isso perdas de largas centenas de milhões de euros! De resto o território nem tem cadastro predial e nem o Estado sabe quanto vale! Esta, será ainda uma forma de acabar com o fosso entre as capitais desenvolvidas e um interior quase abandonado.

publicado por luzdequeijas às 13:18
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TIRAR O CAVALO DA CHUVA:

Pode  ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair
hoje! No  século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo
ao  relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o
cavalo nos fundos da casa, num lugar protegido da chuva e do sol. Contudo,
o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião
percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da
chuva".  Depois disso, a expressão passou a significar a desistência  de
alguma coisa.

publicado por luzdequeijas às 13:14
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JURAR DE PÉS JUNTOS:

Mãe,  eu juro de pés juntos que não fui eu. A expressão surgiu através das
torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias
tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado para dizer nada
além da verdade. Até hoje o termo é usado para expressar a veracidade de
algo que uma pessoa diz.

publicado por luzdequeijas às 13:11
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OS POLÍTICOS E OS POMBOS

Os políticos são como os pombos, nós damos-lhe o milho e eles cagam-nos em cima!

 


Uma bela frase de sabedoria popular. De facto não anda muito longe disto, por outras palavras, depois do voto na urna, é encher os bolsos até ficarem cheios e depois, se sobrar tempo e ainda algum dinheiro, é dar a ganhar aos amigos, e no fim, mesmo no fim de tudo, faz-se qualquer coisinha pelo povo. Como nunca há dinheiro no fim da linha, pediu-se emprestado até não poder mais!

PANTOMINEIRO MOR

 

publicado por luzdequeijas às 12:55
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CORTES RETROATIVOS NAS PENSÕES

Alemanha. Cortes retractivos nas pensões proibidos

Os portugueses podem ouvir hoje, uma propaganda contínua dos locutores e sindicalistas:

Este governo, só persegue duas classes; Os funcionários públicos e os reformados.

Mais uma campanha falaciosa dos nossos “sindicalistas” profissionais”. Em boa verdade este governo só tem feito cortes aos reformados! Quanto aos funcionários públicos, eles têm e mantêm privilégios que mais ninguém tem. Privilégios que o povo já paga com fome! 

 

Tribunal constitucional alemão considera que as reformas são um direito dos trabalhadores idêntico à detenção de uma propriedade privada, cujo valor não pode ser alterado. Tribunal Europeu dos Direitos do Homem segue a mesma linha.

O Tribunal Constitucional alemão equiparou as pensões à propriedade, pelos que os governos não podem alterá-las retractivamente. A Constituição alemã, aprovada em 1949, não tem qualquer referência aos direitos sociais, pelo que os juízes acabaram por integrá-los na figura jurídica do direito à propriedade. A tese alemã considera que o direito à pensão e ao seu montante são idênticos a uma propriedade privada que foi construída ao longo dos anos pela entrega ao Estado de valores que depois têm direito a receber quando se reformam. Como tal, não se trata de um subsídio nem de uma benesse, e se o Estado quiser reduzir ou eliminar este direito está a restringir o direito à propriedade. Este entendimento acabou por ser acolhido pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

 

===========

 

publicado por luzdequeijas às 12:00
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SUBJUGAR UMA NAÇÃO

 

Há dois modos de subjugar e escravizar uma nação: um é pela força, o outro é pelas dívidas. 

(em 1939 e agora em 2013)

John Adams, 1735 - 1828

publicado por luzdequeijas às 11:58
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PRINCÍPIO DA CONFIANÇA

SEXTA-FEIRA, 20 DE DEZEMBRO DE 2013

 

O princípio da confiança funda-se na premissa de que todos devem esperar que as outras pessoas sejam responsáveis e atuem de acordo com as normas da sociedade, visando evitar danos a terceiros. Mas no MUNDO ATUAL há, aos montes, danos imprevisíveis e ninguém tem a garantia de nada! A competitividade é arrasadora. Sem dinheiro não há legítimas espectativas que resistam.

Então como e quando aplicar o Princípio da Confiança, com justiça? Para ser justo tem de o ser num dado momento e em largo período de tempo!

Em 91-92-93 foram “atirados para o banco do jardim centenas de milhares de trabalhadores! Com cinquenta, ou pouco mais, anos de idade.

Num processo longo e cheio de traições a estes pré-reformados à força! Perderam novas oportunidades de promoção e todas as suas legítimas espectativas! Para quê? Para empregar os “licenciados” das novas Universidades Privadas e, assim, viabilizá-las.

Também, não será quebra de confiança que os que estão hoje a trabalhar nunca venham a ter uma pensão de reforma como os que já a têm? Não será injusto defender esta aparente prova de confiança? Só para que estes reformados possam manter os seus privilégios intocáveis? E não será injusto que quem se reforma hoje tenha mais do que quem se reforma amanhã nas mesmas circunstâncias?

Justo seria cada um descontar para si próprio e receber em função disso.

E não que os seus descontos (mais os da sua entidade empregadora) servissem para dar uma reforma àqueles que nunca foram contribuintes para tal. Já que os nossos brilhantes ex-governantes escolheram outro modelo (assente certamente na ideia de que Portugal teria, naturalmente, uns 40 milhões de habitantes por esta altura), em que quem trabalha paga as pensões de quem está reformado, então, recalculem-se todos os anos as pensões a pagar de acordo com a riqueza existente disponível no nosso país, ou seja, umas vezes para mais e outras para menos. Isto é enfrentar a realidade e não abuso de confiança. Ou os “Funcionários Públicos” têm tratamento diferente dos outros trabalhadores. Regalias já eles têm demais:  Férias, horários, não despedimentos, cuidados de saúde e ritmos de trabalho sem sujeição à produção etc. O país e a nossa economia não suportam mais despesa pública! CHEGA SENHORES JUÍZES. A haver qualquer princípio na nossa Constituição, então, que ele seja igual para todos os portugueses. O PRINCÍPIO DA CONFIANÇA não se pode transformar em “DISCRIMINAÇÃO”, ou seja, sempre a favor dos mesmos. 

 

 

publicado por luzdequeijas às 11:55
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PREVIDÊNCIA SOCIAL

Até 1974 NÃO EXISTIA a SEGURANÇA SOCIAL mas a PREVIDÊNCIA SOCIAL; 2. Fiz parte da 1ª e 2ª Comissões que em 1976/77 preparou a Reforma da Previdência criando a Segurança Social, o Centro Nacional de Pensões, os Centros Regionais das Segurança Social integrando-se nestes as caixas de Previdência; 3. A 2ª Comissão integrou, além de mim próprio, Maria de Belém Roseira, Leonor Guimarães, Fernando Maia e Madalena Martins; 4. NÃO HOUVE qualquer nacionalização e as próprias Casas do Povo e o regime dos rurais só em 1980 foram integradas na Segurança Social; 5. O ESTADO não tinha que meter dinheiro na Segurança Social pois o seu funcionamento foi e é assegurado pelas contribuições das entidades empregadaroras e trabalhadores; 6.Outra coisa tem a ver com a CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES pois a mesma foi financiada exclusivamente pelas contribuições dos agentes do Estado a quem os funcionários confiaram mês a mês os seus descontos igualzinho aquilo que acontece com a conta poupança que vai capitalizando ao longo do seu período de vigência; Com um abraço amigo

publicado por luzdequeijas às 11:53
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SER GRANDE

 

Está longe, muito longe de ser forte, alto e espadaúdo! Como disse Pessoa, é ser como a LUA: Assim, em cada lago a lua toda 
Brilha, porque alta vive”.

Ainda com a ajuda de Pessoa, bem poderíamos dizer: Sê grande sê inteiro”. Assim, melhor poderemos definir aquele que tem merecido o aplauso do mundo todo! É de MANDIBA que falamos, pois ele foi um homem inteiro toda a sua vida, detendo ou não o poder.  Na história de Portugal ensinava-se que Angola bem como todas as outras províncias ultramarinas constituíam parte integrante do grande império português que nos fora legado pelos nossos corajosos e gloriosos antepassados que deram novos mundos ao mundo através dos descobrimentos e eram senhores de aquém e além-mar.

No momento em que se começou a entoar a “Grândola Vila Morena”, já este além-mar, que falava português, estava repleto de russos, cubanos e demais gente do ex-bloco soviético! 

 

Recusou vinganças menores, a coberto da cor da pele. Nisto e em tudo o resto foi um “Homem Inteiro”.

Ninguém nos poderá impedir ou censurar, que nos venha à mente a tragédia da nossa descolonização.

Faltou a Portugal nesta data histórica, um homem, “inteiro” como Mandela que obrigasse “brancos e negros” a permanecerem na mesma ESCOLA E NO MESMA CARTEIRA. Era importante para o mundo que essa continuidade tivesse sido defendida!

A bem do cristianismo que por ele espalhámos e da extinção de todo e qualquer racismo.

Reavivar assim a memória é serviço prestado a Portugal. E também à História.

Toos os Homens deveriam ser como a lua e serem inteiros tal Mandela.

publicado por luzdequeijas às 11:48
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