Sábado, 18 de Maio de 2013
Editorial – O sistema de ensino tem provocado o sucessivo desgaste de escolas, professores e famílias. Por muito que o Governo use as estatísticas, estas não mudam o que é evidente.
Esta foi uma semana de exames do ensino básico e secundário. Mas foi uma semana onde vimos a ministra da Educação congratular-se com os magníficos resultados que os alunos obtiveram nas provas de aferição. De acordo com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues esses resultados mostram um progresso assinalável na capacidade de aprendizagem dos nossos jovens.
Mas vejamos os números. Houve, em matemática por exemplo, 8,8% de reprovações no 4.º ano e 18,3% no 6.º ano. Mas se olharmos os números do ano passado, veremos que a taxa de reprovações foi mais do dobro (19,7% no 4.º ano e 41% no 6.º ano). O que significa isto? Que os nossos alunos progrediram assim tanto, de um ano para o outro, ou que os exames foram simplificados? Cada um retirará as suas conclusões.
Vejamos, entretanto, o que dizem os estudantes no final dos exames que esta semana decorreram: de um modo geral que foram fáceis. Não haverá aqui uma estranha unanimidade? E o que dizem as associações como a dos professores de Português ou a Sociedade de Matemática? Que há facilidade excessiva! E o que dizem os especialistas e os professores? Mais ou menos o mesmo.
Acresce que nos exames atuais os alunos podem ter negativas sem ficarem chumbados. Além de que existem inúmeras facilidades que não existiam, em termos de apoios (v.g. máquinas de calcular, acesso a fórmulas, etc.).
Ora isto, além de pouco resolver do ponto de vista do conhecimento, nada contribui para a motivação dos professores, atrapalha a autoridade das famílias (é muito difícil mandar uma criança estudar quando o sistema lhe diz que não é assim tão importante) e prepara os jovens para um mundo inexistente, um país de faz-de-conta. Porque nada na vida real é assim tão simples.
Editorial & Opinião
Artigo 43.º, Da Constituição da República Portuguesa
1. É garantida a liberdade de aprender e ensinar
2. O Estado não pode atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.
3. O ensino público não será confessional
Ficará então a obrigação de perguntar: Porquê a total proteção dada ao ensino oifocial? Para que haja cumprimento do ponto (1), será necessário fixar um custo por aluno, e sem outras proteções, dar liberdade ao público e privado, mesmo em instalações e na sua manutenção!
Todos os anos a nossa imprensa dramatiza com o elevado número de professores (?) que não foram colocados. Nunca se passa disso. Nunca se fala de recorrer mais ao ensino educativo privado (isso cheira a crime). A qualidade do ensino, por mais que queiram defendê-la não serve os alunos, a economia, nem o país no seu todo!
Nada melhor do que recuarmos até ao ano de 2008, e relermos a notícia publicada no DN:
“ Não chegaram a oito mil – foram 7856 – os candidatos que encontraram uma vaga no último concurso das escolas. De fora ficaram, segundo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), mais de 47 mil professores. Já a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) chegou a contas bem maiores: acima de 70 mil candidatos. Nestes concursos ficaram também sem colocação cerca de 1050 professores dos quadros de zona pedagógica (QZP) que concorreram por não terem serviço distribuído nas escolas onde estiveram em 2007/2008. “
Cabe-nos então perguntar: as nossas universidades formam professores ou formam licenciados? Se formam licenciados, é a nossa economia que não os absorve, talvez por estar afogada em impostos de toda a ordem e deles (licenciados), não esperar retorno que compense o vencimento que lhes paga!
A solução só pode estar num alargamento do ensino privado, tanto tendo em vista a qualidade como em dispêndio monetário, ou seja, custo por aluno.
A geração "grisalha" - Marta - O meu canto
o resultado é este blog! Diversos textos e artigos sobre variados temas!

Afirmou o economista e antigo ministro das Finanças, Silva Lopes, que "a geração grisalha não pode estar a asfixiar a geração nova da maneira como tem feito até aqui. Não pode ser.".
Então os idosos de Portugal é que estão a asfixiar os jovens? Só se for a geração grisalha de políticos e governantes que não fizeram mais que roubar a quem não tem, desgovernar em vez de governar, e contribuir, esses sim, para a asfixia que agora estamos nós a sofrer e, provavelmente, as próximas gerações.
Se há alguém a asfixiar a geração nova, são aqueles que estão no poder, são aqueles que ganham salários exorbitantes, são todos os que acumulam duas reformas enquanto outros nem a uma têm direito, aqueles que as recebem sem nunca terem trabalhado, os que estão de baixa sem nunca estarem doentes, os que se encostam à sombra da bananeira dos subsídios de desemprego, rendimentos mínimos e afins...
Se há algo a nos asfixiar, é esta política de austeridade cega e sem limites que, a cada dia, nos atira para o abismo da pobreza, do desespero, da falta de esperança...
Agora, a geração grisalha a que este senhor se refere, aquela que sempre trabalhou e descontou uma vida inteira, para assegurar uma reforma que lhe permitisse ter uma velhice tranquila, essa não pode, de forma alguma, ser culpabilizada pela asfixia dos seus filhos, netos e bisnetos.
Nem tão pouco é justo que queiram sobrecarregar os idosos com cortes e mais cortes na reforma a que têm direito, usando uma desculpa tão "esfarrapada".
É quase como pagar um seguro de saúde todos os anos, para depois chegar a um ponto em que não temos direito a nada do que o seguro oferecia, porque alguém mais novo precisa desses benefícios. É quase como se os reformados estivessem a receber algo que não lhes pertence, a roubar os mais novos.
Diz Silva Lopes "Eu sou pensionista, sou da geração grisalha, quem me dera a mim que não toquem nas reformas, mas tocam, vão tocar e eu acho muito bem. Não há outro remédio". Pois eu também achava muito bem que começassem a cortar nas reformas milionárias que alguns srs. como este recebem, se isso ajudasse outros que mal têm dinheiro para sobreviver. Infelizmente, os prejudicados são sempre os do costume, aqueles que já pouco ou nada têm. Por muito pequenos que sejam os cortes, se aos ricos não vai fazer diferença, o mesmo não se pode dizer da maioria dos portugueses.
Que, na opinião deste e de outros senhores, Portugal não é um "país para velhos", já nós sabemos. Também sabemos que, se pudessem, e estão a caminho de o conseguir, embora por outros meios mais politicamente (in)correctos, a geração grisalha seria rapidamente exterminada.
Mas é graças a esta geração grisalha, que estamos cá hoje. E essa geração grisalha, já fez pelo nosso país aquilo que muitos jovens hoje em dia não fazem.
Afirma ainda Silva Lopes que "se nós temos a Constituição e a interpretação do Tribunal Constitucional a impedir estas coisas, isto rebenta tudo". E eu pergunto-me: tudo, o quê? e para que lado?
É que, possivelmente, se a Constituição e a interpretação do Tribunal Constitucional não impedirem estes abusos e usurpação contínua de direitos, somos nós, portugueses, classe média e pobre, que vamos rebentar! E acredite, Sr. Silva Lopes, que quando isso acontecer, não iremos rebentar sozinhos. Porque "um imperador sem povo e sem reino", não é nada...
HÁ POVOS QUE NADA APRENDEM E PASSAM A VIDA A ADORAR BEZERROS DE OURO !
O bezerro de ouro (episódio bíblico)
Êxodo 32 - 1 O povo, ao ver que Moisés demorava a descer do monte, juntou-se ao redor de Arão e lhe disse: "Venha, faça para nós deuses que nos conduzam, pois a esse Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu".
2 Respondeu-lhes Arão: "Tirem os brincos de ouro de suas mulheres, de seus filhos e de suas filhas e tragam-nos a mim".
3 Todos tiraram os seus brincos de ouro e os levaram a Arão.
4 Ele os recebeu e os fundiu, transformando tudo num ídolo, que modelou com uma ferramenta própria, dando-lhe a forma de um bezerro. Então disseram: "Eis aí os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito!"
5 Vendo isso, Arão edificou um altar diante do bezerro e anunciou: "Amanhã haverá uma festa dedicada ao Senhor".
6 Na manhã seguinte, ofereceram holocaustos e sacrifícios de comunhão. O povo se assentou para comer e beber, e levantou-se para se entregar à farra.
7 Então o Senhor disse a Moisés: "Desça, porque o seu povo, que você tirou do Egito, corrompeu-se.
8 Muito depressa se desviaram daquilo que lhes ordenei e fizeram um ídolo em forma de bezerro, curvaram-se diante dele, ofereceram-lhe sacrifícios e disseram: 'Eis aí, ó Israel, os seus deuses que tiraram vocês do Egito' ".
9 Disse o Senhor a Moisés: "Tenho visto que este povo é um povo obstinado.
10 Deixe-me agora, para que a minha ira se acenda contra eles, e eu os destrua. Depois farei de você uma grande nação".
11 Moisés, porém, suplicou ao Senhor, o seu Deus, clamando: "Ó Senhor, por que se acenderia a tua ira contra o teu povo, que tiraste do Egito com grande poder e forte mão?
12 Por que diriam os egípcios: 'Foi com intenção maligna que ele os libertou, para matá-los nos montes e bani-los da face da terra'? Arrepende-te do fogo da tua ira! Tem piedade, e não tragas este mal sobre o teu povo!
13 Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaque e Israel, aos quais juraste por ti mesmo: 'Farei que os seus descendentes sejam numerosos como as estrelas do céu e lhes darei toda esta terra que lhes prometi, que será a sua herança para sempre' ".
14 E sucedeu que o Senhor arrependeu-se do mal que ameaçara trazer sobre o povo.
15 Então Moisés desceu do monte, levando nas mãos as duas tábuas da aliança; estavam escritas em ambos os lados, frente e verso.
16 As tábuas tinham sido feitas por Deus; o que nelas estava gravado fora escrito por Deus.
17 Quando Josué ouviu o barulho do povo gritando, disse a Moisés: "Há barulho de guerra no acampamento".
18 Respondeu Moisés: "Não é canto de vitória, nem canto de derrota; mas ouço o som de canções!"
19 Quando Moisés aproximou-se do acampamento e viu o bezerro e as danças, irou-se e jogou as tábuas no chão, ao pé do monte, quebrando-as.
20 Pegou o bezerro que eles tinham feito e o destruiu no fogo; depois de moê-lo até virar pó, espalhou-o na água e fez com que os israelitas a bebessem.
21 E perguntou a Arão: "Que fez esse povo a você para que o levasse a tão grande pecado?"
22 Respondeu Arão: "Não te enfureças, meu senhor; tu bem sabes como esse povo é propenso para o mal.
23 Eles me disseram: 'Faça para nós deuses que nos conduzam, pois não sabemos o que aconteceu com esse Moisés, o homem que nos tirou do Egito'.
24 Então eu lhes disse: 'Quem tiver enfeites de ouro, traga-os para mim'. O povo trouxe-me o ouro, eu o joguei no fogo e surgiu esse bezerro!"
25 Moisés viu que o povo estava desenfreado e que Arão o tinha deixado fora de controle, tendo se tornado objeto de riso para os seus inimigos.
26 Então ficou em pé, à entrada do acampamento, e disse: "Quem é pelo Senhor, junte-se a mim". Todos os levitas se juntaram a ele.
27 Declarou-lhes também: "Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: 'Pegue cada um sua espada, percorra o acampamento, de tenda em tenda, e mate o seu irmão, o seu amigo e o seu vizinho' ".
28 Fizeram os levitas conforme Moisés ordenou, e naquele dia morreram cerca de três mil dentre o povo.
29 Disse então Moisés: "Hoje vocês se consagraram ao Senhor, pois nenhum de vocês poupou o seu filho e o seu irmão, de modo que o Senhor os abençoou neste dia".
30 No dia seguinte Moisés disse ao povo: "Vocês cometeram um grande pecado. Mas agora subirei ao Senhor e talvez possa oferecer propiciação pelo pecado de vocês".
31 Assim, Moisés voltou ao Senhor e disse: "Ah, que grande pecado cometeu este povo! Fizeram para si deuses de ouro.
32 Mas agora, eu te rogo, perdoa-lhes o pecado; se não, risca-me do teu livro que escreveste".
33 Respondeu o Senhor a Moisés: "Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim.
34 Agora vá, guie o povo ao lugar de que lhe falei, e meu anjo irá à sua frente. Todavia, quando chegar a hora de puni-los, eu os punirei pelos pecados deles".
35 E o Senhor feriu o povo com uma praga porque quiseram que Arão fizesse o bezerro.
Domingo, 12 de Maio de 2013
( ... ) Não sei se são só os meus filhos que são socialistas ou se são todas as crianças que sofrem do mesmo mal. Mas tenho a certeza do que falo em relação aos meus. E nada disto é deformação educacional – eles têm sido insistentemente educados no sentido inverso. Mas a natureza das criaturas resiste à benéfica influência paternal como a aldeia do Astérix resistiu culturalmente aos romanos. Os garotos são estoicos e defendem com resistência a bandeira marxista sem fazerem ideia de quem é o senhor.
Ora o primeiro sintoma desta deformação ideológica tem que ver com os direitos. Os meus filhos só têm direitos. Direitos materiais, emocionais, futuros, ambíguos e todos eles adquiridos. É tudo, absolutamente tudo, adquirido. Eles dão como adquirido o divertimento, as férias, a boleia para a escola, a escola, os ténis novos, o computador, a roupinha lavada, a televisão e até eu. Deveres, não têm nenhum. Quanto muito lavam um prato por dia e puxam o edredão da cama para cima, pouco mais. Vivem literalmente de mão estendida sem qualquer vergonha ou humildade. Na cabecinha socialista deles não existe o conceito de bem comum, só o bem deles. Muito, muito deles.
O segundo sintoma tem que ver com o aparecimento desses direitos. Como aparecem esses direitos. Não sabem. Sabem que basta abrirem a torneira que a água vem quente, que dentro do frigorífico está invariavelmente leite fresquinho, que os livros da escola aparecem forradinhos todos os anos, que o carro tem sempre gasolina e que o dinheiro nasce na parede onde estão as máquinas de multibanco. A única diferença entre eles e os socialistas com cartão de militante é que, justiça seja feita, estes últimos já não acreditam na parede – são os bancos que imprimem dinheiro e pronto, ele nunca falta.
Outro sintoma alarmante é a visão de futuro. O futuro para os meus filhos é qualquer coisa que se vai passar logo à noite, o mais tardar. Eles não vão mais longe do que isto. Na sua cabecinha não há planeamento, só gastamento, só o imediato. Se há, come-se, gasta-se, esgota-se, e depois logo se vê.
Poupar não é com eles. Um saco de gomas ou uma caixa de chocolates deixada no meio da sala da minha casa tem o mesmo destino que um crédito de milhões endereçado ao Largo do Rato: acaba tudo no esgoto. E não foi ninguém...
O quarto tique socialista das minhas crianças é estarem convictas de que nada depende delas. Como são só crianças, acham que nada do que fazem tem importância ou consequências. Ora esta visão do mundo e da vida faz com que os meus filhos achem que podem fazer todo o tipo de asneiras que alguém irá depois apanhar os cacos. Eles ficam de castigo é certo (mais ou menos a mesma coisa do que perder eleições), mas quem apanha os cacos sou eu. Os meus filhos nasceram desresponsabilizados. A responsabilidade é sempre de outro qualquer: o outro que paga, o outro que assina, o outro que limpa. No caso dos meus filhos o outro sou eu, no caso dos socialistas encartados o outro é o governo seguinte. ( ... )
Inês Teotónio Pereira
Sábado, 11 de Maio de 2013
Só nos veem a nós
João César das Neves DN, 5 de Abril de 1999
No dia seguinte a Cristo ter subido ao Céu, estavam alguns reunidos numa casa. Tomé, rindo baixinho, afirmou: "Isto da Igreja, que o Senhor disse para construirmos, não pode funcionar!"
Madalena, que estava perto, perguntou-lhe surpreendida: "Porque dizes isso?" Ele respondeu: "Então não vês? Ele foi-se e nós ficámos. As pessoas vêm ter connosco à procura de Deus, mas só nos vêem a nós. Ele podia ter ficado cá ou ter deixado, ao menos, alguns anjos. Em vez disso, deixou-nos só a nós. Isto não pode mesmo funcionar." E Tomé deu outra gargalhada.
Madalena perguntou-lhe: "Se achas mesmo que não vai funcionar, porque estás tão satisfeito?" Tomé riu de novo e respondeu: "Eu não disse que não vai funcionar. Disse que não pode funcionar. Não vês que esta ideia de nos deixar sozinhos é mesmo a prova de que a Igreja só pode ser uma ideia d'Ele?! É tão típico do Senhor querer mostrar-se através de nós, e não directamente. A Igreja não pode funcionar. Vai funcionar, porque não estamos cá só nós. Ele também cá está, como disse. Mas a Ele ninguém o vê. A não ser através de nós."
"Tens razão!", disse Madalena. "Só o Senhor se lembraria de fazer o seu reino através de nós. Quantas pessoas andarão à procura de Deus e desejarão vir até Ele, mas recusarão a Igreja, porque só nos vêem a nós. Nós não somos Deus. Haverá muitos que acreditarão em Cristo, mas não acreditaram na sua Igreja, por ser feita de homens. E não perceberão que nós nunca quereríamos que as coisas fossem assim. Foi Ele que quis. Tenho tanta pena deles, porque os compreendo bem. Percebo que não gostem de mim ou de ti. Mas eles esquecem que, na Igreja, não sou eu ou tu que contamos, mas o Senhor. Só quem ama muito o Senhor pode compreender a Igreja, porque a Igreja é Ele."
Tomé continuou: "Por isso nos hão-de desprezar e perseguir. Haverá os que nos desprezarão por sermos poéticos e idealistas, como João, e os que nos atacarão por sermos pragmáticos e eficientes, como Mateus. Hão-de criticar-nos por sermos expansivos como Filipe, ou sérios como Bartolomeu, por sermos rígidos como Tiago ou tolerantes como Pedro, envolvidos na política, como Simão, ou desinteressados do mundo, como André. Alguns perseguirão a Igreja por ser pobre e viver com os pobres, outros acusar-nos-ão por alguns de nós sermos ricos, como José de Arimateia, ou poderosos, como Nicodemos. Hão-de censurar-nos por não sabermos usar bem o dinheiro para ajudar os pobres e, pelo contrário, hão-de censurar-nos por o administrarmos com excessivo cuidado. E em tantas dessas críticas haverá verdade, porque o que se vê da Igreja somos só nós. Alguns até nos perseguirão em nome do Altíssimo. Lembra-te do que o Senhor disse: "Virá a hora em que qualquer um que vos tirar a vida julgará estar a prestar um serviço a Deus" (Jo 16,2)." "E não te esqueças daqueles que, justamente, nos vão condenar pelas lutas e injustiças entre nós", disse Madalena. "Se tivemos discórdias enquanto o Senhor cá estava, como daquela vez em que queriam saber quem era o maior, haverá certamente muitas discussões e lutas no futuro. Somos humanos, iguais aos outros. A única diferença é que trazemos nas nossas mãos indignas um tesouro inimaginável. Ele deixou-nos o tesouro, mas não nos deixou nem guardas nem o cofre. Além do tesouro, só cá estamos nós."
João, que tinha seguido a conversa calado, interveio para dizer: "Estamos como a Mãe do Senhor, Maria, grávida naquela pequena casa perdida da Galileia."
Fez-se um silêncio.
Foi João quem voltou a falar: "Os que mais lamento são os muitos que irão pensar que a Igreja é apenas uma atitude e regras de moral, de amor ao próximo e ajuda aos pobres. Muitos dos que se irão juntar a nós, alguns muito bem-intencionados, serão desses."
Bartolomeu deu um salto e perguntou:
"Achas mesmo possível isso? Mas o Senhor foi tão claro quando disse que teríamos de "nascer de novo" e ter uma "vida nova". Achas mesmo possível que alguém pertença à Igreja apenas para viver melhor a vida antiga?! Como poderão eles entender estas palavras do Senhor?"
João sorriu tristemente e respondeu:
"Muitos dirão que a "vida nova" é uma metáfora do Senhor para significar apenas a bondade, a ajuda aos pobres e a mudança social. Pensarão que viver com Cristo é só para depois de morto e dedicar-se-ão a tratar bem das coisas daqui. Não percebem que isso é, não a vida nova, mas um dos sinais da vida nova que temos no Senhor. É o sinal mais visível e importante, mas que nada significa se não nascermos de novo, todos os dias, em Cristo. Muitas das lutas de que Maria Madalena falou virão disto. Este foi o pecado que O matou." "Tens razão", respondeu Bartolomeu. "Esse foi o pior pecado de Judas Iscariotes: pensar que o Senhor vinha só implantar a justiça no mundo, melhorar a sociedade e ajudar os pobres. E se Judas, que falou tantas vezes com o Senhor e viveu tanto tempo connosco, cometeu esse pecado, muitos outros hão-de fazê-lo também." Bartolomeu baixou a cabeça e ficou silencioso.
Madalena disse: "Haverá os que medirão o sucesso da Igreja em números, porque ela também terá desse sucesso. Mas esse não interessa. Como não se mede a luz pelo número de lâmpadas, porque o que conta é o Sol."
Nesse momento entrou Pedro. Trazia um saco com algum peixe, pão e vinho para a refeição. Madalena e Tomé levantaram-se para o ajudar e ela explicou-lhe do que falavam.
Pedro, rindo, perguntou se isso não era mais uma das subtilezas de Tomé, que ele nunca percebia.
Tomé respondeu: "Eu tenho uma confiança ilimitada no Senhor. As minhas dúvidas vêm só da minha falta de confiança nas nossas forças e na nossa capacidade de o seguir."
Madalena perguntou a Pedro: "Mas tu tens confiança nas nossas capacidades, não tens Pedro?" Nesse momento ouviu-se um galo.
Pedro sorriu, sentou-se à mesa e disse, calmamente:
Não tenho nem um bocadinho de confiança nas nossas forças. Nisso, tenho ainda mais dúvidas que Tomé. O que eu tenho é tanta confiança no Senhor que acho que ele consegue fazer a sua Igreja mesmo que com a nossa total incapacidade de O compreender e de O seguir."
João César das Neves
D.R. 
11 Março 2009 - 13h12
No 4.º trimestre de 2008
Economia portuguesa caiu 1,8 por cento
A economia portuguesa caiu 1,8 por cento no quarto trimestre de 2008, em comparação com o mesmo período de tempo do ano anterior, com o investimento a recuar 8,7 por cento e as exportações a diminuírem 8,9 por cento.
Segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a queda do final de 2008 foi menos acentuada do que o previsto inicialmente.
Recorde-se que a estimativa rápida divulgada em Fevereiro apontava para uma queda de 2,1 por cento, em termos homólogos.
No conjunto de 2008, a economia nacional ficou estagnada, mantendo um crescimento nulo, depois de ter crescido 1,9 por cento em 2007.
12 Março 2009 - 00h30
Dia a Dia - MUDAR SÓ PARA MELHOR
À beira da bancarrota
Além da grave crise financeira global que contagiou a economia, Portugal sofre de outra crise endémica: o desequilíbrio externo.
Os dados divulgados ontem pelo INE são verdadeiramente assustadores. O País caminha para a bancarrota à vertiginosa velocidade de 49 milhões de euros por dia. É este o valor do nosso défice externo, somado pela balança comercial e de pagamentos.
Em 1995, Portugal tinha uma balança externa equilibrada. Havia o tradicional défice comercial, mas as remessas dos emigrantes, as receitas dos turistas e outras permitiam contas equilibradas com o resto do Mundo. Mas a baixa de juros e o recurso massivo ao endividamento, bem como a baixa de poupança, levaram os bancos a recorrer ao dinheiro nos mercados internacionais para emprestarem às famílias. De ano para ano, o buraco agravou-se e em 2008 atingiu proporções alarmantes. É mais de 10% da riqueza produzida. Ou seja, vivemos mais de 10% acima das nossas reais possibilidades.
Foi a entrada no euro que abriu este caminho do endividamento fácil no exterior, mas agora é também o euro que nos protege de um grande choque monetário. Se não fosse a protecção da moeda única, a tragédia financeira do curralito que há 8 anos destruiu a Argentina tinha uma réplica maior em Portugal. Só há um antídoto: trabalhar para vender mais bens e serviços ao exterior.
Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto
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12 Março 2009 - 00h30
ANE: Contas com o estrangeiro mostraram-se desfavoráveis
Portugal perde 49 milhões/dia
A tendência para os portugueses viverem acima das possibilidades agravou-se no ano passado. Nas relações com o exterior, o desequilíbrio foi da ordem dos cinco euros por dia por português, durante todo o ano de 2008, o que soma cerca de 49 milhões de euros diários.
É esta a realidade que as contas nacionais, feitas pelo Instituto Nacional de Estatística, demonstram ao revelar, ontem, que o défice externo português aumentou em 2008 para 10,6 por cento da riqueza gerada no País, ou seja, do Produto Interno Bruto (PIB).
A riqueza nacional estagnou nos 166 mil milhões de euros num ano fortemente marcado pela crise financeira e económica mundial. A necessidade de financiamento da economia portuguesa cifrou-se em 17,8 mil milhões, o valor mais elevado de sempre.
De acordo com o Instituto de Estatística, 'este resultado é explicado pelo agravamento da balança de bens e serviços'. Nos últimos 13 anos, as necessidades de financiamento portuguesas agravaram-se em nove anos, tendo subido de menos 0,4 por cento em 1995 para menos 10,6 por cento em 2008 (ver gráfico ao lado).
Em termos globais, as contas mostram que as exportações diminuíram e as importações desaceleraram. As exportações de bens e serviços diminuíram 0,5% em volume, contra os 7,5% de crescimento registado em 2007. A desaceleração das importações, de 2,1%, 'foi insuficiente', diz INE.
DADOS MUITO PREOCUPANTES
Os dados divulgados pelo INE são 'muito preocupantes 'não só porque 2008 teve este comportamento mas porque este ano vai ser ainda pior, sublinhou ao CM Vítor Gonçalves, professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). As empresas vão gerar menos receitas fiscais, as exportações vão diminuir e algumas das soluções clássicas que vão ser tomadas (contra a crise) vão ter impacto nas contas públicas, ou seja, o défice público vai disparar, conclui o especialista. Em suma, o país vai ficar ainda mais endividado e a factura vai ter de ser paga, mais tarde ou mais cedo.
20 Fevereiro 2009 - 09h00
O Alicerce das Coisas
Direito de influência
Quando não há convicções não há influência. Os pais demitem-se de influenciar os filhos, os mestres demitem-se de influenciar os alunos, os artistas de influenciar os gostos.
Assim, os que acham que a Igreja Católica não tem o direito de manifestar a sua opinião, de influenciar os políticos, os legisladores, os educadores, pretendem ficar sozinhos no campo de influenciar a sociedade.
Quer-se uma sociedade indiferente, bem anestesiada pelo relativismo ético, pronta a aceitar os progressos destruidores.
Quando é que alguns dos articulistas da nossa praça comunicacional respeitam quem defenda posições divergentes das suas, livremente, segundo a consciência e o dever da sua missão? Será que só eles têm o direito a influenciar a opinião pública?
A Igreja Católica, ao aproximar-se dos verdadeiros problemas do mundo actual e ao esforçar-se por indagar uma resposta, tal como intenta fazer sob impulso do II Concílio do Vaticano, aceita a pluralidade de culturas e a autonomia do mundo contemporâneo.
Olha o mundo, a sociedade, mais como humanidade-companheira-do-caminho do que inimigo-secularizador.
Está consciente da decadência de convicções, da fragilidade da afirmação, da identidade da diferença.
Não apontem a Igreja como adepta da homofobia, porque todas as fobias são doentias, mas não queiram a homologia do pensamento, por favor.
Juntar iguais, fugir da complementaridade, afastar-se da integração do diferente é depauperar a convivência social.
O debate de ideias tem pontos de partida, e por vezes de partido, cuja identificação não dificulta a busca da verdade, antes é via essencial de clarificação.
Ao intervir e manifestar a defesa de valores não pretende a Igreja ganhar votos, mas fortalecer quem optou por ser discípulo de Cristo e anunciar sem medo o que considera ser o melhor para a dignidade do ser humano, seja agradável ou não.
Não é para manifestar poder que declara as suas posições, mas tão-só por convicção profunda da beleza e bondade da proposta, que sabe difícil de viver também pelos seus.
Aqui o direito de influenciar é também dever.
D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa
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21 Fevereiro 2009 - 00h30
Dia a Dia
Mundo sem esperança
A maior tragédia da actual crise é que os sinais de cada novo dia são mais sombrios que os do dia anterior. Despedimentos em massa, fecho de empresas, desistências de investimentos, erosão patrimonial, tornaram-se acontecimentos demasiado banais.
Vivemos um assustador mundo novo. Os mais velhos já viveram situações de maior pobreza, de muitas dificuldades, mas havia sempre a esperança de que com trabalho e dedicação a vida ia melhorar. Esse optimismo quase genético desapareceu. E não foi só em Portugal. É um fenómeno mundial.
Mesmo a histórica eleição de Obama para a presidência norte-americana que para muita gente foi uma lufada de esperança num mundo melhor, não se está a concretizar, pelo menos em matéria de economia. Desde que Obama foi eleito a América já perdeu mais de 700 mil empregos.
O gigante financeiro Citigroup, com 75 mil despedimentos e a General Motors, a empresa bandeira de automóveis, com 47 mil trabalhadores sacrificados, lideram a lista, onde surgem com mais de dez mil trabalhadores despedidos outras prestigiadas empresas como a Merril Lynch, Caterpillar, Alcoa e General Electric.
A incapacidade das lideranças políticas e empresariais é uma das razões para o desaparecimento da esperança. E sem essa confiança não haverá retoma.
Armando Esteves Pereira
DIFERENÇA ENTRE O TAPETE E O CAPACHO.
Dizia o capacho ao tapete:__ Como eu gostaria de ser você: Sempre limpo, vistoso e apreciado por todos!O tapete então respondia orgulhosamente:__ Pois é, sou muito bem tratado e cuidado, pois as pessoas poupam-me da sujeira, limpando os pés primeiro em você. Assim posso conservar sempre vivas as minhas cores e o meu macio. Não suportaria ser como você, frequentemente recebendo a sujeira dos outros, pisado e maltratado.Algum tempo depois, houve uma grande enchente naquele local. Muitas casas form atingidas, inclusive aquela onde moravam o tapete e o capacho. Apos a tempestade, os moradores uniram-se em multidão para fazer a limpeza no local. Encontraram o tapete e o capacho cheios de lama. Na tentativa de recuperá-los, lavaram os dois igualmente. Entretanto, notaram que o capacho, por ser mais resistente, voltou ao que era antes, ao passo que o tapete, não acostumado com os revezes da vida, não suportou a situação: ficou irrecuperável. E como perdeu a sua função, foi jogado no lixo.MORAL DA HISTORIA:Muitas pessoas preferem ser tapete a capacho, isto é, preferem ser poupadas dos problemas, das dificuldades, pensando ser mais vantajoso viver assim. Entretanto, quando chegam os revezes da vida, não estão preparados para enfrenta-los. Sentem-se fracas, incapazes de se recuperarem.Na vida, algumas vezes é melhor ser capacho do que ser tapete.
Sexta-feira, 10 de Maio de 2013
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18 Março 2009 - 09h00
Cozido à portuguesa
O capital e o trabalho
Nesta crise, os milionários perdem milhões, os trabalhadores perdem os empregos.
Nas últimas semanas, multiplicaram-se as notícias sobre as colossais perdas de muitos milionários mundiais. Abramovich perdeu 23 biliões de dólares; Buffet, um dos mais bem sucedidos especuladores financeiros de sempre, 16 biliões de dólares; e mesmo os nossos milionários – Américo Amorim, Belmiro de Azevedo ou Joe Berardo – foram fortemente delapidados pela megacrise.
Nada disto é inesperado. A maior parte das fortunas dos últimos vinte anos foi sempre avaliada pelo preço das acções nas bolsas. Enquanto as acções valiam muito, os seus titulares eram "mega-ricos". Mal as bolsas afocinharam a pique, as fortunas mirraram. Uma fortuna é aliás como a Lua, ora cresce, ora mingua. Principalmente, se essa fortuna se baseia em activos financeiros. Nas últimas décadas, foi esse o caso. As economias reais do mundo Ocidental cresciam entre dois a seis por cento ao ano; enquanto as economias financeiras desses mesmos países explodiam! O crédito fácil, a alavancagem financeira, os hedge funds e muitos mais mecanismos criaram fortunas colossais do nada! Como por milagre, e na maior parte das vezes sem qualquer mérito ou inteligência, muitas pessoas ficaram milionárias com a orgia financeira.
Infelizmente, essa não foi uma riqueza bem distribuída. No Ocidente, uma das consequências mais graves desta efémera bonança foi o aumento grave das desigualdades. Os muito ricos ficaram ainda mais ricos, mas os menos ricos não melhoraram assim tanto, e quando o conseguiram foi também devido ao crédito fácil. Ou seja, os rendimentos do capital geraram ganhos extraordinários, mas o mesmo não se passou com os rendimentos do trabalho, que ainda por cima pagavam com a carga fiscal quase toda. O capital ganhou muito, mas o trabalho nem por isso.
No entanto, agora que a bonança acabou, o que se verifica é que perdem todos. Quando as coisas correm mal, os milionários perdem milhões, mas os trabalhadores perdem os seus empregos. Não é preciso ser muito inteligente, nem invejoso, para perceber quem fica em situação pior. Um milionário, mesmo que perca metade da sua fortuna, continua muito bem. Um trabalhador, se perder o emprego, perde um dos pilares da sua vida.
A prazo, se o desemprego explodir, como ameaça explodir, a raiva social e política vai basear-se nestas coisas. As forças do trabalho vão revoltar-se, exigindo que sejam os ricos a pagar a crise. O capital que ainda existe que se prepare. Ninguém terá pena de milionários, ainda por cima quando são poucos os impostos pagos nas suas aventuras financeiras.
Domingos Amaral, Director da 'GQ'
Esta expressão tem uma carga altamente pejorativa quando relacionada com pessoas. Em boa verdade se chama “capacho” a um objeto que fica à nossa porta, sem sequer pretender entrar, e que nos presta um valioso serviço. Com a sua ajuda a sujidade pode ser retida de uma forma eficiente no exterior colocando “capachos” adequados nas entradas. Ao contrário, chama-se “capacho” a alguém que se deixa pisar por falta de vontade sistemática na defesa da sua razão! Mesmo quando presta ao alheio serviços inestimáveis! Não será por acaso que nos tempos que correm se acabaram as chaves por baixo do “capacho”, se acabaram as portas fechadas somente no trinco e acabou-se também a entrega de chaves a inúmeras pessoas relativamente desconhecidas, mas confiáveis. Sim, o capacho livrava-nos da sujidade, mas hoje excluímos os capachos e tapetes da nossa confiança pessoal!
De fato o mundo mudou, não certamente para melhor. Continuamos a pisar o capacho sem sequer nos apercebermos do alto serviço que nos presta e, por má formação nossa, chamamos às pessoas de bom caráter e coração puro, de capachos. Ao contrário, não hesitamos em dispensar atenções aos aduladores baratos, frívolos e oportunistas. Isto significa que a nossa comunidade deixou de ser um capacho eficiente, ou seja, deixou de nos proteger da sujidade que enlameia meio-mundo! A nossa comunidade deixou de entender que ser bom, não significa ser "capacho" ou tolo. Afinal, o que reina na nossa comunidade, no mundo de hoje, é o tão conhecido “chico-espertismo”. As altas instâncias esqueceram-se que a sujidade que a todos enlameia, pode ser retida de uma forma eficiente colocando capachos adequados e de confiança nas nossas entradas, ou seja, valorizando e não menosprezando os capachos de bons sentimentos!
Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
As Pessoas, será ponto assente que a principal riqueza de um País ou de uma instituição, seja empresa ou serviço público, são as pessoas que nelas vivem e trabalham.
A nova geração, ou sejam os nossos netos, viverão um novo "boom" longo como aquele que ocorreu entre 1942 e 1968 ou tal como o que aconteceu entre 1902 e 1929.
O próximo "boom" longo, entre 2023 e 2040, desenvolverá, ainda mais, estas tecnologias, estilos de vida e modelos de negócio até atingirem a saturação no mercado de massas, exatamente como aconteceu entre os anos 40 e 70 do século XX. A biotecnologia, tal como as baterias de hidrogénio, serão grandes motores deste "boom".
Não fiquemos de boca aberta. A Nova Economia não está morta. Diz-se que vai haver um segundo "boom". A Internet, a Web, o telemóvel e a banda larga entrarão num percurso imparável - passarão a valores próximo da total penetração nos mercados dos países mais desenvolvidos atingindo mesmo a massificação por volta de meados/final desta primeira década do século XXI.
Telecomunicações e transportes.
Desenvolvimentos tecnológicos nas telecomunicações: TV, vídeo, fax, telefonia móvel, Internet, estradas e redes de informação; desenvolvimentos tecnológicos nos transportes: aviões, comboios de alta velocidade, automóveis de baixo consumo, bicicleta; consequência: o bombardeio da informação e da publicidade, a aldeia global, a progressiva não-habitabilidade das cidades; reflexões éticas sobre o controle da informação e a criação de opinião.
Ciência, tecnologia e sociedade no mundo desenvolvido
A energia. Desenvolvimento científico; desenvolvimento tecnológico: energias contaminantes e energias alternativas; o controle da investigação energética; problema da ciência militarizada; a necessidade da participação dos cidadãos na tomada de decisões; consequências económicas e do meio ambiente; ética nuclear e ética do meio ambiente.
A produção industrial. Desenvolvimentos tecnológicos: automatização da produção (informática, robótica…); consequências sócio - económicas; industrialização e desindustrialização; terceirização; crises no Estado de bem-estar social; consumo e desemprego; desequilíbrios em nível mundial: primeiro e terceiro mundos; reflexão ética e política sobre um problema social.
Saúde e demografia. Desenvolvimentos científicos: a Biologia e a Genética modernas; desenvolvimentos tecnológicos: a Medicina moderna (vacinas, novas técnicas cirúrgicas, controle da natalidade) e a Engenharia genética; o controle da investigação e da fixação de prioridades; a influência da ideologia; consequências; controle da mortalidade e explosão demográfica; políticas de controle da natalidade; escassez e progressivo esgotamento de recursos naturais.
Estas profundas mudanças económicas atingirão de forma particularmente violenta, a população activa com baixos níveis de escolaridade onde os houver, a qual passou a concorrer no mercado de trabalho com imigrantes de todo o mundo. A educação passou a ser de facto um capital ainda mais socialmente valorizado pelas famílias.
As Pessoas, será ponto assente que a principal riqueza de um País ou de uma instituição, seja empresa ou serviço público, são as pessoas que nelas vivem e trabalham. Esperamos para ver .... ....
Finalmente deixo a pergunta : Alguém, neste momento, respeita em Portugal a história e a dignidade de cada pessoa ? Essa não é certamente uma constante, como deveria ser.
Os atropelos a esses paradigmas, são contínuos !
Com o trágico adiamento dos desafios que se colocam a Portugal, muito pacatamente, dentro de momentos, a quase totalidade da população portuguesa estará atolada no “ Limiar da Pobreza “ material e moral. Não é pessimismo e também não é fingindo que tudo está bem que se consegue dar a volta aos inúmeros problemas que afligem Portugal.
É urgente um grande projecto mobilizador, depois de uma grande vassourada em todas as causas que originam este contínuo flagelo de cada vez mais se pedir ao povo redobrados sacrifícios. Um projeto mobilizador só vem através de uma sábia mobilização de todos nós, levada a cabo por quem tiver autoridade e carisma para a fazer. Enquanto isso, não poderemos perder tempo a prepararmo-nos para a globalização. Ela está aí em força! Se nos atrasarmos nunca mais acertaremos o passo com o futuro que alguns dizem estar para vir : Qual será o Futuro no Mundo ?
As instituições publicas têm sido em Portugal “monstros sagrados”. Esmagam a Sociedade civil, através do pagamento de impostos que ela não pode pagar !
Nada têm a ver com ela. Existem, não para servir a sociedade civil, mas para servir os inúmeros interesses e aligeirar as estatísticas.
Por lá passam todo o tipo de interesses. Também a corrupção e os vícios do sistema político. Também a falta de transparência que é nacional. Também os privilégios dos defensores do “Estado Patrão”.
Tudo isto não é pessimismo é ir ao fundo do poço e sem essa viagem, as coisas não se alteram. Foi o povo mais desprotegido, que se habituou a resistir e a desconfiar de um Estado professoral e intrometido, que manteve sentimentos correspondentes ao que hoje a esquerda chama, com horror, de “neoliberalismo”.
Desde sempre foi este poder estatal o causador do endividamento crónico do Estado, da inflação e das ameaças de bancarrota. Não o povo.
Só em 2006 a nossa divida pública cresceu cerca de 7 mil milhões de euros!
De facto este país subsiste. Felizmente também subsistem aqueles que pagam o esbanjamento dos políticos. A sua incompetência. Os custos materiais e morais da corrupção!
É este o povo autêntico. É este povo anónimo que os políticos devem saber ouvir, entender e respeitar.
A razão e a verdade está com ele. Mas continua a ser sobre ele que o travão da despesa pública está a funcionar arrasando o poder de compra das famílias!
E a derrapagem das contas públicas lá vai, pelos vistos, de despiste em despiste até ao desastre inevitável.
Os exemplos da possibilidade de entrega das decisões à “Sociedade Civil” podiam-se desdobrar até à exaustão. Com o seu aumento viria a confiança dessa “Sociedade Civil” .
Já foi dito.
Viria a sua auto - estima e com ela viria também um enorme capital social. Viria a inovação. Até viria a produtividade na economia. Os valores desaparecidos no gigantismo das instituições públicas e de um Estado irrealista, ressurgiriam indubitavelmente também, tanto a nível dos serviços prestados, como no desempenho de cada cidadão servidor da comunidade. Estaríamos de regresso aos verdadeiros valores e ao mérito com a possibilidade constante do seu aproveitamento e reconhecimento.
Só aqueles, que mais não podem ver que as sombras provocadas e impostas pelos defensores do ensino e da saúde unificados e de uma política estruturada de cima para baixo, farão questão de classificar o caminho descrito como mera utopia.
Não querem a mudança e por isso são relativistas. Por isso querem continuar a dizer que todos os valores ( o bem, o trabalho, a lealdade, a justiça, a verdade, a família etc. ), são arbitrários e relativos.
Continuam a querem um «Homem Novo», à semelhança do produto da clonagem.
Todos iguais. Moldados à sua vontade. A Sociedade Cívil prefer os valores e a família.
Quarta-feira, 8 de Maio de 2013
Artigo de opinião
Nas últimas décadas deu-se uma verdadeira explosão urbanística no País, concentrada no faixa litoral entre Viana do Castelo e Setúbal e no litoral algarvio. Em pouco mais de 30 anos Portugal fez a transição rural-urbano que os outros países europeus fizeram em mais de um século, opondo um litoral com ganhos populacionais a um interior cada vez mais desertificado.
A urbanização acelerada da sociedade portuguesa teve efeitos visíveis e deixou marcas profundas na configuração e imagem do território. A expansão urbana registada foi frequentemente caótica e desordenada, evidenciando as inconsistências do planeamento territorial e urbanístico. Também vários factores, como a arquitectura das construções, a articulação com o tecido urbano existente ou a dotação de infra-estruturas básicas, espaços verdes e acessibilidades não foram suficientemente valorizados, em prejuízo da qualidade de vida das populações.
De acordo com o Recenseamento da População e da Habitação, o número de alojamentos tem crescido significativamente, a ritmos muito superiores às carências habitacionais quantitativas existentes a cada momento, (entre 1971 e 2001 foi construído 63% do parque habitacional, sendo que em 2001 existiam, em média, 1.4 alojamentos por família, face a 1.3 em 1991 e 1.2 em 1981).
Ao contrário do que seria expectável, além de continuarem a existir muitas pessoas sem acesso a habitação condigna, este aumento do parque habitacional foi acompanhado pela subida do preço dos imóveis e, consequentemente, do incremento do valor médio dos encargos associados à aquisição de habitação própria permanente, sobretudo para os alojamentos construídos após 1970 (com a generalização da aquisição de casa própria, cresceu muito a proporção de proprietários com encargos financeiros e em situação de endividamento perante as instituições de crédito).
Os alojamentos vagos ocupavam em 2001 uma fatia de 11%, ou seja, representavam cerca de meio milhão num parque de cinco milhões de alojamentos clássicos, encontrando-se concentrados nas construções novas (1996-2001) e nos alojamentos vetustos construídos antes de 1919, sendo estes os mais atingidos pela degradação física, com cerca de 54% (291 mil) a necessitar de reparações.
Apesar destes dados, continua-se a verificar um grande crescimento do solo classificado como urbano (através da alteração dos PDM´s), muito superior ao do próprio parque habitacional efectivamente construído. Aliás, Portugal é o país da Europa que menos reabilita e onde a nova construção tem mais peso, cerca de 90,5% numa média europeia de 52,5%. O investimento em reabilitação urbana é de 5,66% do total dos investimentos em construção, enquanto a média europeia é de 33%.
Tal deve-se, em grande parte, ao facto de não existirem mecanismos legais que regulem o mercado do solo e de habitação, pondo fim aos esquemas de especulação fundiária e imobiliária, sobretudo por via das mais-valias originadas, que se aliam ao actual regime de financiamento autárquico.
Esta apetência urbanística, concretizada ou não em edificações, deve-se ao facto do solo, detendo um carácter patrimonial e não sendo uma mercadoria como outras (cujos valores são sensíveis aos fluxos de produção e consumo), valorizar-se devido a expectativas de "criação de valor" do investimento de capital, que se traduzem numa componente especulativa ou virtual no seu valor final.
É esta componente especulativa de "criação de valor" que dá origem às mais-valias urbanísticas, que podem resultar de:
- Decisões administrativas resultantes dos processos de planeamento, de competência e iniciativa pública, que realizam a alteração de classificação do solo de rústico para urbano ou, no solo urbano, a reconversão de usos, de serviços ou comércio para habitacional, ou ainda o aumento dos índices de construção (mais-valias simples);
- Transformações que ocorrem na estrutura territorial onde o prédio se integra, de iniciativa pública (exemplo, obras públicas) ou privada, sem que neste tenha ocorrido qualquer tipo de melhoramento ou transformação (mais-valias indirectas);
- Eventuais acréscimos de valor entre a venda de um prédio e o montante da sua compra pelo proprietário actual, nomeadamente por benfeitorias realizadas pelo proprietário (mais-valias impróprias).
Ora, o regime jurídico-administrativo português concede o direito de loteamento e urbanização aos privados (desde 1965), bem como a captura privada de todas as mais-valias urbanísticas, mesmo as que derivaram de actos estritos da administração pública (é totalmente omisso nesta questão). Além disso, não prevê a penalização da sub-utilização e da retenção especulativa dos imóveis urbanos e rústicos.
Este quadro legal faz forte pressão para que os particulares procedam ao loteamento dos seus terrenos urbanos (sem que procedam necessariamente à sua edificação) ou retenham os solos rústicos (e também os urbanos) à espera do aumento o valor do solo, levando ao crescimento do negócio altamente lucrativo da especulação fundiária (muito aproveitada por grandes grupos económicos) e a fenómenos de corrupção (em especial nas autarquias). Daqui resultam as profundas desigualdades sociais no acesso à habitação e aos serviços urbanos, bem como a desqualificação territorial e ambiental generalizada. Os resultados são desastrosos para o ordenamento do território e para os custos e a qualidade da habitação e dos equipamentos construídos.
A expansão das áreas metropolitanas para a periferia (num crescimento desarticulado em "mancha de óleo") tem sido expressiva deste fenómeno de apetências urbanísticas, as quais têm levado a um evidente desordenamento do tecido urbano:
- Nas áreas urbanas centrais os agentes de renovação urbana são aqueles que procuram aumentar o valor do solo através da (1) reconversão de usos e do (2) aumento dos índices de utilização.
- Nas áreas periféricas, tendo em consideração que o valor do solo aumenta por proximidade ao centro urbano devido a um acréscimo de procuras adventícias que competem nos usos expectáveis e instalados, os agentes são, de modo geral, (1) os proprietários rurais, que aguardam a subida do preço do mercado dos seus terrenos para os venderem ou lotearem, deixando-os frequentemente ao abandono para proporcionar a máxima disponibilidade para transacções de oportunidade, (2) os proprietários intermédios, que encaram o solo como um bem de aplicação de capital, comprando e retendo o solo rústico, geralmente sem lhe darem utilização, para depois o venderem com grandes lucros, e (3) os promotores, que são quem efectivamente faz pressão para que se realize a transformação do solo de rústico em urbano para operações de loteamento e/ou obras de edificação e frequentemente adquirem áreas superiores àquelas onde pensam intervir, na tentativa de controlar a oferta.
É preciso uma Lei de Solos que atribua primazia ao princípio do interesse público e da função social da propriedade fundiária, efectivando o controlo e programação pública do uso do solo, bem como que as mais-valias urbanísticas resultantes de meras decisões administrativas sejam públicas. É preciso também contrariar a visão expansionista dos espaços urbanos com uma perspectiva de planificação e reabilitação urbana, que articule de forma equilibrada e sustentável todo o tecido urbano e o torne um espaço de qualidade para ser vivido e partilhado pelas pessoas.
Rita Calvário
DECORRIA O ANO 2008
O mundo está em mudança acelerada e Portugal tem pela frente a recuperação, em relação aos outros países da UE, acompanhada das grandes mudanças e desafios que estão em curso em todos os continentes. Para tal, terá que conseguir vencer os "bloqueios " que paralisam o nosso país, rapidamente, e acima de tudo, com uma liderança sábia. Não está a acontecer ! Vejamos os maiores bloqueios:
Administração pública. Os serviços públicos (centrais ou locais) não foram capazes de acompanhar as mudanças que ocorreram no país. Herdeiros de uma tradição colonial, continuaram distantes da população e das suas necessidades. Na saúde, educação ou gestão local, por exemplo, presta um serviço medíocre face aos enormes recursos que consome. Toda a administração pública portuguesa está repleta de dirigentes pouco qualificados, serviços e procedimentos inúteis. Funcionários públicos, totalmente desmotivados.
.20 % em risco. 1/5 da população portuguesa apresenta graves problemas de inserção social ou dificuldades em acompanhar as mudanças em curso. As causas são múltiplas: baixa e má escolaridade, idade avançada, isolamento, dificuldades de integração social de minorias étnicas (ciganos, africanos), etc.
O primeiro-ministro José Sócrates sabe bem que voltar a "aproximar Portugal do nível de vida dos países mais desenvolvidos da Europa", objectivo que definiu na sua intervenção de Natal do 1.º ano do seu mandato, depende menos dele e da sua equipa, que da sociedade portuguesa e da própria Europa. Por muito optimismo que se queira imprimir à sociedade, há estruturas que não se conseguem mudar nem em duas legislaturas.
Assistimos, neste momento, exactamente à demonstração dessas dificuldades. Para impor as necessárias medidas de correcção, o partido socialista tem, como bons, os seus métodos. Marcha em frente, só parando para ganhar as próximas eleições. Greves nunca antes vistas, contestação generalizada ! Mas, calada e neutralizada pelos media !
O primeiro-ministro sempre em postura arrogante, não consegue dar as mãos à sociedade civil. Não, apoia-se na comunicação social, que domina por completo, mas não tem humildade para dialogar, para mudar, um pouco, o rumo da sua tragectória etc. Apoia-se no grande capital ! Com linguagem de esquerda ! Deseja ardentemente o betão ! A via das PME é mais segura para o país !
Quanto à oposição que, neste momento, apresenta boas sugestões, o PS e o PM, arrasam-na, com demagogia, e a lealdade total dos média ! Estes, estão a prestar um mau serviço à democracia e ao país. Há de facto outros métodos e soluções que eles querem ignorar. Porque estão demasiado agarrados ao poder. Com a crise internacional e as medidas tomadas, estamos a cair num perigoso " capitalismo de Estado " ! Perto de Hugo Chaves! Há semelhanças, muito perigosas .
O Presidente Cavaco Silva, seu companheiro e cúmplice nas actuais reformas, enfrentou essas dificuldades nos seus dez anos de Governo. As mudanças que dependiam de actuação legislativa, como foram a reestruturação do sector financeiro, a privatização e a desregulamentação da economia, concretizaram-se. Aquelas que estavam nas mãos da sociedade, como a qualificação educativa e profissional de cada um e a organização mais produtiva das empresas e do Estado, falharam. E é destas que depende hoje, como nunca, o desenvolvimento do País. E é nestas que estão hoje centradas as actuações do Governo de José Sócrates. Sem avanços, talvez até com recuos e muitos danos causados ao país! Não há mobilização !
Todos sabemos que a situação que se vive em Portugal não é fácil. Podemos estar condenados a ser uma das regiões mais pobres da União Europeia. Pior do que isso, ainda não estamos fora do perigoso caminho do retrocesso, de acabar pior do que começámos esta legislatura.A comunicação social, quer, a continuação deste estado de coisas, por razões clubisticas, em vez do altruismo e isenção da informação. Pensando no bem comum!
Estamos agora em 2013 e a comunicação social que era cordata virou um bicho feroz, atacando tudo e todos, desfazendo personagens com "trocadilhos" de mau gosto e o mesmo partido que levou o nosso país à BANCARROTA, só fala (agora) em voltar ao poder sem, no entanto, legar a Portugal uma única ideia para que Portugal recupere do desastre em que o meteram. Agora, mais parece que não temos comunicação social! Como as coisas mudam, montadas numa ideologia bafienta!
Eis, pois, que se enraíza um poder inorgânico mas real , cujo ímpar estatuto constitucional o brinda com imunidades e impunidades que inexistem em relação aos restantes poderes institucionais do Estado .
É que um Governo incapaz pode ser demitido ; um ministro que não paga sisa pode ser demitido pelo chefe do Governo ; um parlamento bloqueado pode ser dissolvido pelo Presidente da República ; e um juiz venal pode ser sancionado pelo Conselho Superior da Magistratura .
Todavia, na comunicação Social Pública , em nome de um pluralismo e de uma independência constitucionais que nunca existiram , foram instituídos procedimentos legais bizantinos que bloqueiam a demissão das administrações incompetentes que arruinaram a RTP e que impedem a demissão de directores de programas apostados em faraónicos projectos pessoais de poder .
À sombra dos direitos constitucionais imunitários da “ liberdade de imprensa “ , de “ intervenção de jornalistas na orientação editorial “ e no seu direito de elegerem “ conselhos de redacção “ nasceram não as liberdades individuais do jornalista mas sim privilégios feudais para sinecuras do sector que , com a complacência de proprietários e o medo dos administradores , tomaram virtualmente de assalto o “ fabrico de notícias “ , em favor de um “ jornalismo de causas “.
Por mero acaso , esse “ establishment “ que promove e despromove jornalistas põe e dispõe dos colunistas de opinião , e ascende a um estatuto público quase senatorial é de esquerda e , desde há dez anos a esta parte , achou “ chic “ recrutar jovens esperanças da extrema esquerda .
Sob o signo da liberdade de expressão , a casta dominante do « quarto poder » criou uma faculdade espantosa de fazer e desfazer governos , erguer e pulverizar personalidades , agendar e sepultar causas e , quem sabe , em face do debate europeu , conservar ou desmantelar o próprio País .
Sendo espúrio discutir qualquer forma de controlo jurídico deste fenómeno , haverá que o tratar firme , mas subtilmente , como um problema político .
O ramo de espiga guarda-se dentro de casa, na cozinha ou na sala, por vezes atrás da porta ou junto de uma imagem religiosa, aí se conservando, servindo de talismã, com «virtudes de protecção e esconjuro», até ao ano seguinte, altura em que é substituído por um novo ramo.

No Ribatejo, o dia da Espiga é declarado feriado, por ser «o dia mais santo do ano». Também em Évora (Alto Alentejo), da parte da tarde de quinta-feira de Ascensão, algum comércio e serviços encerram as portas, de modo a que os seus funcionários possam cumprir a tradição de colher «o raminho protector e apelativo da abundância».
À semelhança de outras cerimónias, manifestações e ritos associados às diferentes festas agrárias anuais, o acto de colher o ramo de espiga – simbolizando ao mesmo tempo um elemento favorecedor da conservação e coesão do lar e do fortalecimento da família – poderá, supostamente, remeter-nos a épocas remotas. Particularmente, quando na Grécia Antiga se efectuavam as celebrações (estabelecidas pelos deuses da Antiguidade) em louvor de Deméter ( a Ceres dos Romanos), deusa da agricultura e das searas, e de sua filha Perséfone (em Roma Prosérpina), deusa do trigo, da germinação, dos rebentos e das folhas. As Festas Demétrias, ou Grandes Eleusínias, realizadas na Primavera na cidade de Elêusis, representavam a subida de Perséfone à Terra, correspondendo à época das colheitas, vestindo-se o solo de verdura e de flores para a receber. As Pequenas Eleusínias, celebradas no Outono, expressavam a descida da deusa ao Inferno, retratando a introdução das sementes na terra.
O cerimonial do pão – simbolizado no ramo pelas espigas de trigo, em analogia a Cristo – aparece em certos lugares (embora já raramente) substituído pelo ritual do leite. Caso de Atouguia, ou Atouguia das Cabras (Ribatejo), por ter sido aldeia de muitos rebanhos. Nessas localidades o dia da Espiga tomava a designação de dia do Leite, sendo hábito, outrora, os lavradores oferecerem o leite das suas vacas, cabras e ovelhas, ordenhado na quinta-feira de Ascensão, «aos mais necessitados, ao padre ou a quem lho pedisse», acreditando-se que essa dádiva «protegia o gado da sarna». A crença estendia-se ao queijo fabricado com o leite ordenhado nesse dia crendo-se que tinha o poder de «curar as sezões» (febres causadas por emanações de águas pantanosas).
Terça-feira, 7 de Maio de 2013
A Comissão Europeia (CE) apontou os erros cometidos por Portugal depois de ter entrado para a Zona Euro, num artigo publicado a fim de alertar os novos Estados-membros que irão aderir à moeda única.
O relatório, elaborado pela Comissão Europeia, adverte os novos países que vão entrar na Zona Euro sobre os erros de condução de política verificados em Portugal que fizeram com que à fase da bonança se seguisse a recessão de 2002 e um período de baixas taxas de crescimento, perda de competitividade, défices excessivos, elevadas taxas de endividamento das famílias e da economia em geral.
Balanço da EU sobre os vinte anos de Portugal .
Segundo nos divulga a união europeia, Portugal alterou substancialmente a sua forma de estar no mundo após o seu ingresso no referido bloco.
O Eurostat, Direcção-Geral de Desenvolvimento Regional DA UNIÃO EUROPÉIA APRESENTA-NOS OS SEGUINTES DADOS:
No total, Portugal recebeu da União Europeia, nos últimos 20 anos, 42.020 milhões de euros de Fundos Estruturais e 6.302 milhões de euros do Fundo de Coesão. Entre 2000 e 2006, 16,5% dos fundos comunitários são canalizados para a “Economia”, 12,6% para o “Emprego, Formação e Desenvolvimento Social”, 12,4% para os “Transportes” e 9,7% para a “Agricultura”.
O investimento em acessibilidades foi muito significativo. Em 1986 havia 196 quilómetros de auto-estradas; hoje há 2.091 quilómetros, que representam 16,5 % do total das infra-estruturas rodoviárias do país.
No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB) a diferença de Portugal relativamente à média da União Europeia diminuiu: o PIB per capita (em Padrão de Poder de Compra) passou dos 54,2% em 1986 para os 68% em 2003 (UE a 15, sem os dez novos Estados Membros). Este último valor representaria, em 2003, 74% da média da UE a 25.
Há 20 anos, a agricultura, a silvicultura e a pesca representavam 9,4% da economia portuguesa (Valor Acrescentado Bruto). Hoje esse valor é de 3,9%. A indústria transformadora representava 25%; hoje está nos 18,2%. Num registo inverso, o peso dos serviços subiu: de 52,5% passaram para 66,9 pontos percentuais.
A taxa de inflação sofreu uma clara descida; dos 11,7% passou para os 2,2%.
As taxas de juro também mudaram radicalmente nos últimos 20 anos. Em 1986, Portugal registava uma taxa na ordem dos 15,8%. Em 2005 esse número desceu até aos 3,4%.
A União Europeia reforçou o seu peso enquanto parceiro comercial privilegiado de Portugal. A taxa de exportações para os países da União Europeia subiu dos 57% para os 80% e a das importações passou dos 44, 9% para os 77%.
Há 17 anos, as despesas dos agregados familiares com produtos alimentares, bebidas e tabaco representavam 34,3% do total dos gastos. Em 2000 (data dos últimos dados disponíveis) esse número desceu para os 21,5%. No caso dos transportes subiu de 15,7% para os 18,3%, o mesmo se passando com as despesas relativas a habitação, água e electricidade que aumentaram dos 13,6% para os 19,8%. As despesas com tempos livres e cultura também subiram: dos 5,1% em 1986 chegaram aos 6,6% em 2003.
O número de telefones fixos por 100 habitantes subiu de 15 para 42. No caso dos telemóveis, a taxa de penetração situa-se hoje nos 92,8%, sendo claramente uma das mais altas de toda a União Europeia.
Desde que aderimos à União Europeia, a esperança de vida passou dos 70,3 anos para os 74,5 anos nos homens, e de 77,1 para os 81 anos, nas mulheres.
A taxa de mortalidade infantil, desceu dos 15,8 para os 5,1 por cada mil crianças.
Hoje há 3,3 médicos por mil habitantes. Há 20 anos esse número era de 2,3.
A percentagem da despesa do PIB em Investigação e Desenvolvimento passou de 26,4% da média europeia para os 40,2%. Em 1986 a despesa representava 0,41 % do PIB. Em 2003 esse número subia para os 0,78%. A meta da Agenda de Lisboa para a União Europeia situa-se nos 3%.
A taxa de escolarização do ensino secundário subiu, nos últimos 16 anos, dos 17,8% para os 62,5%.
No ensino superior, o número de estudantes portugueses em programas Erasmus passou de 25 alunos, em 1986, para os 3.782 alunos em 2004. Até 2004 participaram neste programa 28.139 estudantes.
Há quinze anos a taxa de tratamento de águas residuais era de 34%, hoje é de 82%. Também a percentagem da população servida por Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’S) aumentou; entre 1997 e 2003 passou de 36% para 56%.
A recolha selectiva de vidro aumentou grandemente nos últimos 15 anos; passou de 12.722 toneladas para as 90.946 toneladas. No caso do cartão a subida foi das 1.415 para as 75.692 toneladas e, no campo das embalagens, o diferencial passou das 484 toneladas para as 6.911 toneladas.
O número de pessoas a fazerem turismo em Portugal (portugueses e estrangeiros) era, há 20 anos, de 5.624.370. Em 2004 esse número atingiu os 10.961.968.
Há 20 anos o saldo migratório do nosso país era claramente negativo, saíram mais 26.949 indivíduos do que aqueles que entraram. Hoje, a diferença entre os que deixam Portugal e os que escolhem o nosso país para residir já é positiva: 47.229 pessoas.
A taxa de acidentes de trabalho por cem mil trabalhadores desceu de 5,9 em 1994 para os 4,0 em 2002. Em 1990 registaram-se 305.512 acidentes, em 2001 esse número chegou aos 244.936.
Segunda-feira, 6 de Maio de 2013
Não se falava de "Pizza Hut" ou "McDonald's", nem de café instantâneo.
- Havia casas onde se compravam coisas por 5 e 10 centavos. Os sorvetes, os bilhetes de autocarros e os refrigerantes, que se chamavam pirolitos, tudo custava 10 centavos.
- Cem escudos dizia-se: "cem mil reis".
- No meu tempo, "erva" era algo que se cortava e não se fumava.
-"Hardware" era uma ferramenta e "software" não existia.
- Vimos aparecer milhares de outras coisas, nunca vistas. Vimos cada uma delas evoluir, não parar de evoluir. Habituámo-nos a aceitar que tudo muda, nem sempre para melhor, mas só pode evoluir na continuidade e com muito suor. Recusaríamos deixar para trás os mais velhos, a vida só pode existir com eles. Sempre com eles, se alguém está a mais são os mais novos que se licenciam sem saber escrever corretamente na sua própria língua! A culpa não é só deles . É da geração revolucionária.
-Quando ouvimos falar de trapalhadas começámos a ficar perplexos e, mais ainda ficámos, quando mais à frente as mesmas coisas passaram a ser tratadas de enganos.
- Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido para ter um filho.
- Somos a geração que nasceu nos anos trinta e nos anos quarenta do século passado e que começou a trabalhar respetivamente, nos anos cinquenta e sessenta, sempre antes de ir às “sortes” (tropa) como se dizia então.
- Apanhámos toda a evolução atrás referida e sem ter tido condições de ir para a universidade ou mesmo ao secundário, fora ou dentro do país. Mas, nos anos em que estudámos aprendemos muito, se lhe juntarmos a experiência adquirida, em valor relativo temos uma licenciatura e em civismo um doutoramento licenciados.
- Não nos manifestámos contra as propinas, embora tivéssemos pago os estudos a muitos alunos e a tudo nos adaptámos. Aprendemos a arranjar e a trabalhar tudo que havia: computadores, televisões, máquinas de lavar, frigoríficos, automóveis, aviões etc., tudo aquilo ( milhares de coisas) que Portugal nunca tinha visto e que em meia dúzia de anos nos invadiram.
- Devemos ter sido a última geração a ter ouvido alguém dizer para se :
“ Produzir e Poupar”.
- As seguintes foram incentivadas a recorrer ao crédito até atingirem o endividamento que é hoje dos mais elevados e escandalosos do mundo! Alguns acreditaram depois da revolução dos cravos que o consumismo trazia a abastança ao país. Mesmo sem produzir !
- Tivemos uma alimentação deficiente e ainda ouvimos falar de “ uma sardinha para três”. Não tivemos médicos, nem professores, nem tudo aquilo que agora se esbanja para apresentar indicadores de gente rica.
- Os professores, os médicos, os juizes etc. , que havia, não pensavam nos interesses de classe. Pensavam no serviço público que muito os honrava.
- Saímos de casa dos pais cedo, muito cedo, às vezes para muito longe e muitas outras vezes para nunca mais voltar. Roíam as saudades, mas era preciso poupar para enviar “dinheiro” que assegurasse algum sustento aos país já velhinhos e ajudasse a equilibrar as finanças da mãe pátria, já que ela não nos tinha podido ajudar.
- Sempre com Portugal no coração, mesmo sem dinheiro para vir da férias, íamos mandando para cá o pouco que sobrava, ou fazíamos sobrar apertando o cinto. Soubemos mais tarde que era esse pouco de cada um e o muito porque éramos muitos, que ia permitindo ao nosso país manter uns senhores doutores a ganhar bem e a dizer que a culpa do estado do país era nosso, porque não tínhamos estudos! Não há melhor universidade que a vida! Os maiores empresários portugueses e do mundo não tinham cursado, mas Deus deu-lhes o dom de saberem reproduzir a riqueza!
- Íamos mantendo um país que comia muito mais do que aquilo que produzia e assim desequilibrava, anos a fio, a sua balança de pagamentos e as contas do Estado.
- Fizemo-nos empresário espalhados pelo mundo e fomos admirados e respeitados pelo comportamento cívico que soubemos ter . Os nossos filhos respeitaram-nos.
- Nós que aguentámos tantas guerras, como a da Guiné, de Angola, de Timor, de Moçambique, da Índia etc. Quantos de nós lá morreram? Quantos ficaram feridos para sempre ? Quantos perderam o sossego e ganharam noites de insónias sem fim ?
- Quantos vimos desaparecer do conceito de pátria que nos tinham ensinado, partes de Portugal como Goa, Damão e Dio, Macau, Timor, Angola etc. Nós até sabíamos que esses povos supostamente independentes iriam passar um longo calvário e que, no fundo, se consideravam também portugueses, porque nos bancos da escola foi isso que aprenderam.
- Quantos anos temos é o que menos importa, pois, o que mais importa é que temos uma experiência de vida nunca antes alcançada por outra geração anterior ou posterior. Polivalentes, experientes e com uma alma de “ antes quebrar que torcer”.
- Pela experiência de vida que temos, vivemos muitos mais anos que a média de esperança de vida referida nas estatísticas oficiais, mesmo sem os vivermos.
- Nós que do pouco que ganhávamos sempre descontámos para na velhice termos uma reforma e que vemos agora uns senhores doutores reduzirem-na e pôrem em perigo aquilo que nós honestamente conquistámos. Eles que arrecadam reformas chorudas em 4 ou 5 anos de pouco ou nulo trabalho.
- Eles que acumulam erros graves na governação do país a todos os níveis, não os assumem, nem há quem os faça assumir. Erros que somos nós a geração de ouro que paga em sacrifícios e muito sofrimento.
- Os mesmos senhores doutores que nos atiraram para reformas antecipadas que não queríamos. Nós sempre quisemos trabalhar até poder. Quiseram dar o nosso lugar a jovens que dizem ter cursos superiores, mas na realidade pouco sabem e por essa razão o país está e continuará a estar, como todo o mundo sabe. Sempre a pedir cada vez mais sacrifícios.
- Os donos das tais universidades que lecionam cursos sobre tudo e sobre nada, têm os bolsos cheios. Pela sua influência atiraram e continuam a atirar trabalhadores honestos e competentes para a pré-reforma para o negócio continuar a render e qualquer dia somos como o Brasil onde todos são “doutores” e as favelas proliferam num país rico!
- É preciso arranjar trabalho para tanto licenciado desempregado e a segurança social já não tem fundos para suportar maios trabalhadores na pré-reforma. Agora é preciso reduzir centenas e centenas de cursos sobre nada e encaixar nas autarquias milhares de licenciados que a atividade privada não precisa nem quer! Lá vão mais uns milhões em subsídios para colocar licenciados.
- Entretanto recebemos milhares de emigrantes porque os portugueses não sabem ou não querem arranjar torneiras, televisões, barcos etc. Os alunos das estatísticas nacionais sabem de tudo e não sabem de nada. O mercado de trabalho não os quer! Também eles não têm culpa, hoje já nem podem empregar-se na função pública de onde terão que sair muitos milhares de trabalhadores considerados excedentários. Saem por um lado e entram por outro (licenciados estagiários) !
- A Geração de Ouro não pertence às que se lhe seguiram e a quem disseram que o 25 de Abril lhes daria tudo, mesmo sem trabalharem e, disso, muito se orgulha. Entretanto, nascemos e morremos a pagar os erros de outras gerações!
- As outras gerações também não têm culpa, são igualmente vitimas. A culpa será dos poderes de decisão deste país, estejam eles onde estiverem.
A análise dos resultados duma sondagem de opinião realizada em Maio de 1995, permite concluir que a maioria dos eleitores portugueses considera não ter existido alternativa à integração na UE, embora reconheça, por outro lado, que as pescas, a agricultura e o emprego foram prejudicados e os fundos europeus mal aplicados. Em recente inquérito feito às elites política, económica e sindical sobre as representações dos efeitos da adesão à CEE, verifica-se que a esmagadora maioria dos inquiridos valoriza positivamente os primeiros 10 anos de integração europeia. Os efeitos positivos reconhecidos pela maior parte dos inquiridos situam-se nas áreas do consumo, das infra-estruturas, da produção (modernização tecnológica em alguns sectores) e dos direitos dos cidadãos. Os efeitos negativos identificados pela maioria dos inquiridos são o aumento do desemprego, da pobreza e da exclusão social, do trabalho clandestino e das dívidas à segurança social. Parece que o realismo na avaliação do impacto da integração europeia não destruiu o otimismo inicial.
Todavia a União Europeia é, não podia deixar de ser, uma instituição sobre a qual recaem enormes responsabilidades. Das suas estruturas têm saído e irão continuar a sair os necessários planeamentos para uma nova União Europeia. Certamente que têm de ser pensadas as formas mais racionais de uma produção mais equilibrada e competitiva, olhando os recursos e aptidões de cada um dos seus estados membros para uma certa finalidade. Sendo ainda imperioso compatibilizar tudo isso com as necessidades do ambiente e os níveis mínimos doa recursos naturais disponíveis.
Neste caminho não poucos ficaram sem o trabalho que de há muito vinham desenvolvendo, e muitos outros se tiveram de desfazer de arvores de fruto, barcos, animais etc. a troco de magras indemnizações. Muitos outros tiveram de enveredar tardiamente por aprendizagens e práticas que em absoluto desconheciam ou até ficado sem ocupação.
Os empregados da agricultura em 1980 eram 30% da população vinte anos mais tarde eram 4%. Os barcos de pesca foram drasticamente reduzidos. Transportes marítimos, indústrias, e reparação naval foram quase desapareceram. Indústrias de mão-de-obra intensiva, calçado, lanifícios etc. ) depois de um curto crescimento começaram a encerrar ou a deslocalizar. Milhares de trabalhadores passaram a ser sustentados pelo fundo de desemprego ou segurança social.
O influxo de vultuosos fundos comunitários, parcialmente desperdiçados no Fundo Social Europeu, permitiram importantes obras infra-estruturais que mudaram a face do país. Iniciou-se o ciclo do betão. Redes de auto-estradas, equipamentos desportivos e uma infinidade de instalações de que o país há muito carecia.
A Introdução do IVA, foi a mais efetiva modernização do sistema fiscal desde o 25 de Abril (1986).
A entrada de Portugal na União Europeia foi a sua verdadeira revolução, mesmo assim passámos do bom aluno da Europa para o mau aluno da Europa nos últimos dez anos.
Entrada em circulação das notas e moedas em euros - 31/12/2001
Economistas dizem que Portugal foi o mais prejudicado com a adesão à moeda única, mas culpam as autoridades pelas políticas erradas que foram seguidas desde 1999, ano em que nasceu o euro.
Portugal foi a economia dos doze que mais perdeu com a adesão ao euro porque não soube acompanhar o processo de integração monetária com políticas adequadas, designadamente económica e orçamental.
Nos anos que antecederam a entrada na zona euro, Portugal conseguiu afinar os indicadores para ser aceite no pelotão da frente. Os juros e a inflação caíram em flecha , mas a política orçamental não só não deu os sinais necessários ao travão da despesa privada como ainda agravou a situação. Com isto a procura cresceu mais rapidamente que a oferta e agravou seriamente a competitividade,
A Comissão Europeia (CE) apontou os erros cometidos por Portugal depois de ter entrado para a Zona Euro, num artigo publicado a fim de alertar os novos Estados-membros que irão aderir à moeda única.
O relatório, elaborado pela Comissão Europeia, adverte os novos países que vão entrar na Zona Euro sobre os erros de condução de política verificados em Portugal que fizeram com que à fase da bonança se seguisse a recessão de 2002 e um período de baixas taxas de crescimento, perda de competitividade, défices excessivos, elevadas taxas de endividamento das famílias e da economia em geral.
A humanidade, como já vimos, foi passando aos poucos do imaginário para o pragmático, da especulação para o racional, evoluiu para a aplicação do cálculo (que é essencial para a automação) nas diversas actividades que o homem exercia e exerce. Para tudo isto utilizou diversos dispositivos primitivos, ou seja: a contagem ou o cálculo com os dedos da mão, as cordinhas paralelas com nós para indicar algarismos (na contagem dos rebanhos), os ábacos e, no Oriente, o Soroban, entre outros muitos artifícios isolados, bem antes de chegarem às calculadoras mecânicas.
Com o surgimento de caracteres, figuras, letras, números etc., e a sua perpetuação em rochas e pergaminho o homem, sem saber, já estava criando e armazenando dados, ou seja, já estava criando princípios de Informática e entrando na utilização das máquinas de calcular.
Estas, de início, funcionavam através de engrenagens mecânicas, e conseguiam realizar somente a soma. No entanto, 52 anos depois, Leibniz aprimorou o invento
de Pascal, de tal forma que a nova "calculadora" mecânica já era capaz de realizar a multiplicação, além da soma.
Apesar disso, é somente a partir de 1820 que as máquinas de calcular mecânicas começaram a ser amplamente utilizadas. Já nesta época, Charles de Colmar inventa uma nova calculadora, que consegue realizar todas as quatro operações aritméticas básicas: soma, subtração, divisão e multiplicação. E esta era a situação em que se estava até à I Guerra Mundial, na era da computação mecânica.
Por volta de 1300 a população europeia teria atingido aproximadamente 100 milhões de pessoas e, segundo alguns, o continente estava superpovoado. Ocorre, então, uma sensível pioria climática. Períodos de fome como o de 1315-1317, eventos catastróficos como a Peste Negra, além de conflitos como a Guerra dos cem anos, causam abalos nas estruturas da sociedade e trazem um forte baque no ciclo de prosperidade que se havia instalado. Algum tempo depois esse baque seria superado, mas então já estaremos na transição da Idade Média para a Idade Moderna, com o Renascimento Italiano.
A partir do século XII, a Europa expandiu - se e a vida cultural desloca - se dos mosteiros. Em meados do século XIII, estavam funcionando várias universidades: Paris, Montpellier, Oxford, Cambridge, Bolónia, Salerno, Palencia e Salamanca.
O ensino era em latim e o instrumento básico era o livro. Devido ao desenvolvimento criado por essas universidades, houve a necessidade de dispor novos textos corretamente escritos no menor tempo possível e a baixo preço, criando a figura do estacionário, pessoa encarregada de conservar os exemplares, fazendo com que a difusão fosse realizada com a máxima fidelidade possível. As cópias eram feitas pelos próprios estudantes ou confiadas aos encadernadores , que existiam geralmente ligados às universidades.
Começa a ser criada a profissão dedicada a fazer livros, onde se desenvolve o ofício das artes aplicadas: caligrafia, iluminação e encadernação. A partir daí, o livro passa a converter – se num objecto de ostentação, criando-se verdadeiras obras de arte com a colaboração dos mais destacados artistas da época onde o texto é relegado para segundo plano.
Em fins do século XIII, começa uma das revoluções mais transcendentes da história do livro: o aparecimento do papel. A produção do papel será feita com trapos de linho e cânhamo. Os materiais que predominam na encadernação são peles, que procuram conservar seu valor natural. A decoração é completada com um traçado de três filetes grossos no meio dos quais se estampam os ferros a frio, formando quadros que eram marcados com figuras de santos, emblemas, flores estilizadas e folhas.
Entre o século XIII e o XV, desenvolve - se em toda a Europa a encadernação gótica e durante todo século XVI, os manuscritos são luxuosos, convivendo com livros populares com o objectivo de satisfazer todos os gostos e necessidades.
Com o aparecimento do papel, material muito mais barato, a nova tecnologia foi batizada com o nome de "Galáxia Gutenberg" e o manuscrito será uma forma de arte e produto exótico frente à obra mecânica que o tempo se encarregará de converter este invento na maior revolução da história da cultura.
EM 2000 começou o terceiro milénio?
O terceiro milénio teve início, oficialmente, no dia 1.º de janeiro de 2001. Mas até lá muito houve que celebrar : o ano 2000 por ser o último de um período de mil anos estabelecido pelo sistema de contagem de Dionísio Exiguus no século VI. Dionísio formulou o seu método antes da adoção do conceito do número zero - definiu, portanto, que o nascimento de Jesus ocorrera no ano 1. A partir daí, estabeleceu-se que um século só termina ao fim do 100.º ano.
Apesar da evidência histórica de que Jesus provavelmente tenha nascido quatro ou cinco anos antes do ano 1 d.C., o Vaticano, em Roma, respeita o jubileu do ano 2000. Algumas seitas cristãs milenares estão antecipando o retorno triunfal de Jesus e a batalha final entre o Bem e o Mal, como os seus tementes predecessores o fizeram quando o calendário mudou de 999 para 1000. Tudo em virtude do tempo e do modo aleatório como às vezes o medimos.
Eis uma definição ampla de tempo, extraída do Oxford English Dictionary: " Uma extensão finita de uma existência contínua". O lapso de tempo correspondente à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos), por exemplo, ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). "Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é da passagem do tempo", diz David Ewing Duncan, autor de um livro sobre a evolução dos calendários. "A razão é simples: nascemos e depois morremos, somos seres lineares." E cedo incorporamos a consciência do tempo na nossa vida e na nossa cultura. O nosso linguajar quotidiano está cheio disto: tempo de vida, bons tempos, maus tempos, há muito tempo que não o vejo, o tempo trabalha a nosso favor, parece que foi ontem ."O tempo está presente em toda a infraestrutura da sociedade", diz o astrónomo Dennis McCarthy, diretor de Tempo do Observatório Naval dos Estados Unidos, em Washington. Essa instituição, criada em 1830 para auxiliar a navegação marítima, determinou o tempo ao medir a lenta rotação de nosso planeta. Contudo, o movimento de rotação da Terra não é exacto; uma tempestade sobre o Pacífico, investindo contra as Montanhas Rochosas, por exemplo, pode literalmente reduzir a velocidade do planeta. Hoje, os 70 relógios instalados nesse observatório medem muito mais rigorosamente a passagem dos segundos por meio da ressonância de átomos do metal césio. O estabelecimento da média dos tempos de 30 dos mais precisos desses relógios atómicos serviu para criar um padrão com a precisão de um décimo de um bilionésimo de segundo por dia (mais ou menos). O produto resultante - tempo - é "distribuído" via satélite, telefone e Internet a outros cronometristas, cientistas, navegadores, empresas de comunicação e gente que simplesmente quer saber que horas são. A exemplo dos técnicos do Observatório Naval, o restante das pessoas mede o tempo invisível e confere a essas medidas um real significado.
O modo como dimensionamos o tempo depende de onde nos encontramos no universo. A maioria dos historiadores e astrónomos afirma que apenas na Terra os anos 2000 e 2001 têm um significado intrínseco. "A compreensão que temos de um dia ou de um ano é muito localizada", diz a astrónoma Susan Trammell, da Universidade da Carolina do Norte. "A duração de um dia é o tempo que a Terra leva para girar uma vez sobre seu próprio eixo. Mesmo no nosso sistema solar, essa é uma medida relativa."

Desse modo, tempo e milénios significam o que nós resolvemos que signifiquem. Bem antes do alvoroço do ano 2000, antes que qualquer um soubesse o que o tempo queria dizer, os homens primitivos começaram a ver ordem nos movimentos da Lua, do Sol e das estrelas. Resolveram que poderiam calcular o tempo. Trinta milénios atrás, o homem de Cro-Magnon, numa região que hoje é a Dordogne, na França, verificou a regularidade das fases da Lua e anotou - as num osso que resistiu até aos nossos dias. Era uma das primeiras tentativas de montar um calendário. Era mais do que simplesmente um truque inteligente. Vidas dependiam dele.
Os egípcios, há 6 mil anos, foram os primeiros a imaginar algo parecido com os calendários atuais. Os camponeses que viviam nas margens do Rio Nilo deram conta de que esse vital curso d'água inundava a intervalos previsíveis. Essa observação, diz Duncan, transformou-se num dos mais comuns e antigos calendários solares, permitindo aos agricultores planear, plantar e colher nos intervalos entre as cheias.
O sistema de plantio media o ano solar. Calculava os ciclos de arrefecimento planetário (a neve caindo das montanhas nas nascentes dos rios) e de aquecimento (a neve derretendo e inundando o Nilo) à medida que o eixo da Terra se inclinava na sua órbita ao redor do Sol. Logo depois, astrónomos egípcios calcularam a duração de uma órbita - o que nós agora denominamos "ano" - em 365 dias e seis horas, somente 11 minutos e 12 segundos mais do que o padrão actual. "Toda a cultura, não importa quão sofisticada seja, tem alguma forma de marcar a passagem do tempo", afirma Duncan.
Domingo, 5 de Maio de 2013
José Sócrates liderou o PS nas eleições legislativas de 2005 e foi cabeça de lista pelo distrito de Castelo Branco. Ganha as eleições com maioria absoluta, tornou-se primeiro-ministro de Portugal a 12 de Março de 2005.
O novo primeiro ministro tinha sido um dos principais colaboradores na governação de António Guterres. Esqueceu o pântano e o monstro que ajudou a crescer, e agora vai ter que os agarrar, mesmo com uma máquina de grande habilidade propagandística, não vai ser fácil. A vida dá muitas voltas !
Os Tempos da Concertação Estratégica
Há uns tempos atrás estes erros eram chamados de “trapalhadas”, hoje com o ex - primeiro ministro que mais se queixou das “Forças de Bloqueio” e solicitou que o “Deixassem Trabalhar” como Presidente da República, as mesmas coisas são chamadas de erros. É isto a concertação estratégica !
Contas erradas no orçamento de Estado VS. Trapalhadas
Os valores das transferências para os municípios no orçamento de Estado para 2007, não correspondem ao mapa publicado no “ Diário da República”. As autarquias ficam assim sem saber as verbas a que têm direito em 2007.
Pelos vistos o “ Monstro” que amedrontava Cavaco, não metia medo a Sampaio !
Durão Barroso é convidado para ser o Presidente da União Europeia e depois de várias consultas aceita.
O Presidente da República nomeia para primeiro ministro a pessoa que o partido que tinha ganho as últimas eleições indicou, ou seja, Santana Lopes.
Decorridos menos de seis meses dissolve a Assembleia da República e convoca novas eleições. Havendo uma larga maioria !
Esta medida ocasionou muita contestação, quando o último governo de Guterres não foi por ele demitido, apesar do pântano e da falta de uma maioria, e o de Santana Lopes foi quando havia uma larga maioria! O Presidente da República afirma ter intuído a vontade do povo. Mas o povo vota sempre contra qualquer governo que o faça apertar o cinto.
O povo julga sempre, quando descontente, que mudando as coisas melhoram!
"É meu dever, perante Portugal, evitar esse pântano político".
Ao proferir esta frase António Guterres abandonou o governo e deu origem a novas eleições que viriam a ser ganhas por Durão Barroso.
Os portugueses tinham interiorizado o estado em que estava o país, embora o Presidente da República não o tivesse feito ! Não houve dissolução da A. R. Em devido tempo!
Durão Barroso recebe um presente envenenado, principalmente quando é obrigado a reduzir o défice público abaixo dos três por cento num só ano, quando ele se encontrava em 4.2 %. Queixou-se então o primeiro ministro Durão Barroso de ter encontrado o país de “ tanga” e desta expressão se aproveitou a oposição para denegrir o 1. º ministro até, aos poucos, banalizar essa verdade e fazer esquecer tal facto, que de resto ainda hoje continua. Desviando a sua atenção, os portugueses foram induzidos a procurar os responsáveis no lugar errado.
A ministra das finanças é obrigada a inventar receitas com a venda de bens do Património do Estado, às vezes até fazendo óptimos negócios, mas a feroz oposição socialista e comunista fazem de novo aquilo que sabem fazer, oposição impiedosa, acusando a ministra de estar a “ vender os anéis “. O próprio Presidente da República lembrou que “ há mais vida para além do défice”, insinuando que queria mais do governo mesmo na situação herdada.
Sábado, 4 de Maio de 2013
Até pode parecer quase a mesma coisa mas em boa verdade são coisas bem distintas. Uma mulher pode subir muito alto como tal, mas ficar cá em baixo como mãe. Porém o contrário também é verdadeiro.
Ser mãe, nasce de de uma relação a dois que origina o aparecimento de um novo ser humano e deve dar lugar a uma família, na qual todos têm o seu lugar.
Só que a dimensão da palavra MÃE é muito grande e não há palavras que cheguem para descrevê-la!
Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo para a escola e segurar as suas mãos na hora da vacina. Ser mãe é o seu deslumbramento ao ver o filho que trouxe ao mundo, é começar a descobrir as suas características únicas, é observar as suas descobertas. É sentir a sua
mãozinha procurando a proteção da sua, o seu corpinho aconchegando-se debaixo dos cobertores. Mas ser mãe é acima de tudo não esquecer que houve também um pai.
Como poderemos então entender que a maioria dos votos expressos no último referendo (2008) venham de pessoas que entregam a totalidade da responsabilidade de um ser humano vir ao mundo exclusivamente à mãe ?
Ficou, a mãe, com a liberdade para decidir se quer trazer um filho ao mundo ou se quer desfazer-se dele. Como poderemos compreender que esta decisão venha de um partido que até era governo (2008)?
Como podemos aceitar que um ser vivo e em desenvolvimento, esteja totalmente dependente de uma só pessoa, a mãe?
Se essa mãe acha que o corpo é seu, então, não o partilhe em deleites a partir dos quais o normal é ficar grávida .
Ou saiba controlar tal ocorrência, sem deixar de informar disso o seu parceiro sexual.
É que ele pode mesmo desejar um filho.
Menorizado o papel do pai na opção, fica menorizada a sua responsabilidade no seio da família (como pai) e na sociedade!
A responsabilidade do pai na sociedade, mesmo quando a mãe impuser que esta lhe pague um aborto que ela deseja fazer, por opção sua e só sua, fica menorizada !
O papel do Estado é nulo também, ou melhor é só pagar! Ignorando a defesa de um ser indefeso!
Dizem que este direito é seu porque o corpo é dela! Bom, e se ela chegar junto de um hospital e pedir que lhe cortem um braço que é seu, qual será o dever do hospital ? Cortá-lo ?
Será o passo seguinte o direito à eutanásia para a mulher porque o corpo é seu ?
Esta situação faz sentir-nos invadidos por uma forte preocupação, quando nos apercebemos de que os valores da civilização ocidental estão em perigo, não por uma ameaça exterior, mas por inimigos que convivem connosco, que estão no nosso seio!
São aqueles que, de preferência, atacam sempre os americanos e os outros pilares da nossa civilização como a religião cristã ! Cristo fora das escolas ! reclamam !
Como sempre afirmou Karl Popper as democracias ocidentais fundam-se em valores morais, sem os quais ficarão perdidas e à mercê dos seus inimigos.
Claro que a seguir virão mais medidas do mesmo estilo, aborto totalmente livre, casamentos de homossexuais, adopção de crianças por tais casais etc.
A juventude de um certo partido já se movimenta.
Mesmo sabendo que milhares de idosos mastigam a comida com as gengivas por terem perdido os seus dentes e o Estado não lhes comparticipar a elevada despesa para ter outros! Igual com os óculos de que necessitamos para ver e viver!
Mas tal juventude está mesmo preocupada com estes casos ou limita-se a uma fuga em frente? Uma fuga que julga de bom tom e muito de esquerda ? Sempre em nome da igualdade com outros países da Europa !
Pouco lhes importa que na Alemanha ou França etc. os idosos tenham outros direitos garantidos ! Pouco lhes importa a relatividade dos casos! Fala mais alto o egoísmo pessoal, embora não pareça.
Todavia, em quase tudo nos afastamos cada vez mais desses ditos países e malgrado toda a propaganda governamental continuamos na cauda do mundo ocidental em quase tudo e cada vez mais distantes.
Valha-nos ter o aborto livre até às dez semanas para alegremente batermos palmas à morte paga pelos cofres do Estado! É isto a democracia, pode não ser, mesmo quando sai vencedor um quarto da população eleitoral !
Já havia sido, segundo parece, por influência de Jorge Sampaio, que foi legislado o recurso aos grupos de cidadãos criarem Movimentos de Independentes nas eleições autárquicas. Muita gente acreditou, muito sinceramente, que a abertura às candidaturas INDEPENDENTES, poderiam vir a refrear este terrível salto do país para o abismo, em consequência da desastrosa atuação dos partidos e políticos.
Mesmo quando se referência gente infiltrada nos sindicatos, nas empresas, na Administração Pública, nos partidos, nas escolas, no futebol, nas igrejas, etc., enfim, onde quer que as pessoas se assumam como uma divindade de dupla polaridade! Tal polaridade corrói os princípios basilares de uma sociedade democrática e os valores que se julgam inerentes a uma humanidade digna. Constituem-se, ainda, numa perigosidade, terrivelmente devastadora, montando todo o tipo de corrupção e ilícito. Atropelamentos cívicos e até crimes de vária ordem! Era toda esta situação nebulosa que, certamente, o legislador quereria combater ao elaborar a lei dos eleitos independentes! Melhor dizendo, pôr as autarquias a funcionar com gente fora dos partidos, porque essa, dos partidos, são o ninho do mal-amado sistema.
Agora, há militantes dos partidos fora do sistema, mas há independentes a coberto e a soldo do partido e do seu sistema. Há gente que de fora, domina as eleições em que votam os que estão dentro do partido! Afinal, que moralidade há nisto? Independentes e partidos estão, hoje, entrelaçados. Salta à vista, mesmo para quem não quer ver! E, se por acaso algum independente, que é mesmo independente, é empurrado para liderar um Movimento de Independentes, não tarda a ser, oportunamente, escorraçado pelos independentes que afinal não o são. Será que isto é democracia? Claro que não. É uma grande confusão. Mas é assim mesmo. Então, sendo assim, porque é que todos se calam e acomodam?
A resposta não é oportuna.
Porém, é na vida autárquica que o sistema se mostra mais de perto aos cidadãos, e onde os políticos de serviço, são escrutinados diariamente por estes. É aqui que, sem ler os jornais, ou ouvir os telejornais, muito antes disso, o povo detecta os mínimos sinais de riqueza exterior nos políticos de proximidade. É aqui que o mesmo povo se interroga da razão de certas pessoas, vestidas de políticos, independentes ou não, sem ou com méritos abonados, constarem sempre das listas eleitorais. Curiosamente, muitas vezes, sem assumirem a liderança! São os segundos planos. Esses são os piores! Cuidado, com o número de mandatos que eles fazem!
Assine-se o necessário decreto para acabar com os independentes a mandar no sistema e nos partidos. De fora para dentro ou no sentido inverso.
Não baralhem mais a cabeça do pobre eleitor. Tudo isto se passa mesmo à frente dos seus olhos! Na mesma terra onde todos se conhecem! Três tipos de candidaturas são hoje possíveis! Partidos, Coligações de Partidos e Grupos de Cidadãos Independentes. Chegados aqui, será obrigatório perguntar; qual a diferença entre um partido, uma Coligação ou um Movimento de Independentes? Qual a vantagem do aparecimento destes últimos? Considerando a sua interligação com os partidos?
Para quem acreditou que os Independentes fariam a diferença, para melhor, e forçariam os partidos a uma desejável regeneração, desiluda-se. Eles, os Independentes, já mandam dentro dos partidos, mas da forma mais imprópria e menos ética. Esta é a política no seu pior, escondida nos meandros sinistros do segredo! Temos que dar uma vassourada nisto tudo e pôr PORTUGAL e os portugueses acima (muito acima) dos interesses que não lhes sevem.Os partidos chegam e sobram, acabe-se com o resto (independentes).
Quarta-feira, 1 de Maio de 2013
PÓS 25 DE ABRIL E A GRANDE INSTABILIDADE SOCIAL CONSEQUENTE
A Revolução do 25 de abril ocorreu numa situação de um escudo forte (cerca de 10 escudos para um marco alemão e 25 escudos para um dólar), com reservas de ouro em quantidade apreciável e numa situação de expansão económica.
O choque petrolífero acontecido em 1973 fez estremecer o escudo. A instabilidade social trazida pela revolução de abril (1974) e os aumentos brutais dos vencimentos postos em prática, puseram a economia e o escudo em franca crise. Voltou a haver casos de fome em Portugal. A situação foi corajosamente denunciada pelo bispo de Setúbal, uma das regiões do país onde o problema do desemprego era mais grave. Muitas empresas não pagavam como deviam aos seus empregados, prática que ficou conhecida pelo nome de "salários em atraso".
O certo é que, logo em 1981, irá continuar o rumo descendente da economia. Note-se que agora, se já não era necessário gastar como aquando do regresso dos retornados, era necessário começar a pagar os empréstimos anteriormente feitos, os quais, em finais de 1981, rondavam já os 600 milhões de contos. As reservas cambiais continuavam a descer, em parte devido à "fuga de capitais" provocada pela contínua perda de valor do escudo, e possibilitada pelas novas leis económicas e pelo novo clima social em que se vivia, que tinha deixado de considerar tais práticas como reprováveis. A desvalorização de escudo desta vez é de 12%, à qual se segue uma desvalorização deslizante de 1% ao mês. Tornava-se necessário contrair um novo e grande empréstimo ao Fundo Monetário Internacional, o qual coloca como condições as geralmente propostas por esse organismo: a redução da despesa pública e a diminuição da procura privada.
Assim, em 1986 a situação económica normalizou-se. Portugal chegará entretanto ao fim deste período de instabilidade com algumas feridas: quase 10% de desempregados e um escudo que valia face ao marco alemão seis vezes menos (em relação aos valores de 1974) e sete vezes menos face ao dólar americano, enquanto a dívida pública seria também quase seis vezes superior à de 1976, ou seja, cerca de seis mil milhões de dólares.
Em termos políticos, todo o período entre 1976 e 1986 pode ser caracterizado, tanto na prática como no discurso oficial, pela progressiva eliminação das "conquistas da Revolução" (como afirmava o Partido Comunista) ou, de acordo com Mário Soares, pelo "apertar do cinto" para "viver com aquilo que temos", e por "meter o socialismo na gaveta".
Domingo, 28 de Abril de 2013
ESTÃO POR CUMPRIR
Fala-se dos ideais de Abril, todavia, já ninguém sabe hoje que ideais são estes! Uma coisa, toda a gente sabe, é que em vez de ideais nos impingem a “Grândola, Vila Morena” a toda a hora, para nos iludir.
Outra coisa que toda a gente sabe é que com todas essas patranhas convenceram o povo, mais simples, de que é a “esquerda política” a sua protetora e amiga. Tudo isto distorce totalmente a prática da democracia pura, pois, a partir daí a predisposição do povo é para votar na esquerda e a direita, para poder sobreviver tem de falar também a dita linguagem de esquerda! A razão do atraso dos povos do sul da Europa é exatamente esta. São os povos que votam mais esquerda aqueles que entram em bancarrota, por que em vez de empresários têm na sua economia agentes políticos e o Estado Patrão.
É ainda mais claro, que a direita não consegue gritar tanto e tão alto como gritam os parlamentares dessa esquerda, porque a direita impõe-se pelo labor e execução de projetos úteis ao país. Ao que se julga saber falam alto porque o povo acaba sempre por votar naqueles que falam mais, e mais alto! Quanto aos referidos ideais de esquerda e do 25 de abril e da dita revolução, estão consagrados em três palavras:
Democratizar, Descolonizar e Desenvolver.
A democratização não foi bem ensinada aos portugueses, pois eles votam sempre naqueles que dão cabo de Portugal! Acerca da Descolonização e da vinda dos “retornados”, também não funcionou, pois não tardará que tenha regressado para lá mais gente do que aquela que havia retornado! Por último, há imensa gente a fugir do país exatamente por que não há olhos que enxerguem o dito Desenvolvimento em Portugal. Em conclusão: os ideais de abril estão por cumprir, apesar de termos uma comunicação social toda centrada na esquerda, tal como a constituição política!
Serviços: 69% do PIB (produto interno bruto)
Construção e obras públicas: 7% do PIB
Agricultura, silvicultura e pescas: 2,9 % do PIB
Electricidade, gás e água: 2,9% do PIB
Indústria: 17,3% do PIB. A fileira têxtil, vestuário e calçado, assente na mão-de-obra intensiva, não tem parado de diminuir a sua importância na formação do PIB.
*Fonte: Banco de Portugal
Economia paralela: 20 a 25 % do PIB.
A economia portuguesa desde 2000 está praticamente estagnada, mas no país alguns sectores estão visivelmente melhores, nem sempre pelas melhores razões:
. Habitação. Cerca de 70% da população vive em casa própria. 1/3 das famílias tem uma segunda habitação na praia ou no campo. A renovação do parque habitacional é uma realidade na maioria das regiões do país. A oferta de casas excede largamente as necessidades. Enormes oportunidades de negócio abrem-se agora na área da conservação e restauro, assim como na requalificação urbana.
. Automóveis. Durante muito tempo foi um indicador de desenvolvimento, hoje nem tanto. Constata-se todavia que o número de automóveis por habitante em Portugal é superior ao de muitos países da UE, como a Dinamarca.
. Portos, aeroportos e vias de comunicação. Portugal é hoje um dos países da UE com a maior densidade de autoestradas, e dentro em breve todas as capitais de distrito estarão ligadas por uma moderna rede de comunicações. As estruturas portuários são magnificas, embora sofram de um problema comum: uma gestão deficiente.
. Distribuição de produtos. O comércio tradicional está a desaparecer, mas o número de centros comerciais, hipermercados, redes de lojas de distribuição colocam Portugal acima da média da UE. Em termos de logística comercial o salto qualitativo foi enorme. Algumas empresas portuguesas somam êxitos nesta área em muitos países.
. Bancos. O país está em crise, as famílias estão endividadas, mas os lucros dos bancos não param de crescer (50% em 2004). O sector financeiro está ao nível do melhor em termos internacionais.
. Turismo. A oferta turística de Portugal diversificou-se e subiu muito em qualidade. Uma percentagem significativa da população não prescinde hoje de fazer férias no estrangeiro.
. Telecomunicações. Portugal tem neste domínio excelentes indicadores, na rede fixa, banda larga, telemóveis, serviços electrónicos, etc., etc.
. Novos produtos industriais. industria do papel, moldes de plástico, automóveis, software, aviões ligeiros, etc..
. Produtos tradicionais. Vinhos, café, cortiça, etc.
Estas profundas mudanças económicas atingiram de forma particularmente violenta, a população ativa com baixos níveis de escolaridade, a qual passou a concorrer no mercado de trabalho com imigrantes de todo o mundo. A educação passou a ser de facto um capital socialmente valorizado pelas famílias.
Bloqueios
. Administração pública. Os serviços públicos (centrais ou locais) não foram capazes de acompanhar as mudanças que ocorreram no país. Herdeiros de uma tradição colonial, continuaram distantes da população e das suas necessidades. Na saúde, educação ou gestão local, por exemplo, presta um serviço medíocre face aos enormes recursos que consome. Toda a administração pública portuguesa está repleta de dirigentes incompetentes, serviços e procedimentos inúteis.
.20 % em risco. 1/5 da população portuguesa apresenta graves problemas de inserção social ou dificuldades em acompanhar as mudanças em curso. As causas são múltiplas: baixa escolaridade, idade avançada, isolamento, dificuldades de integração social de minorias étnicas (ciganos, africanos), etc.
Balanço da EU sobre os vinte anos de Portugal .
Segundo nos divulga a união europeia, Portugal alterou substancialmente a sua forma de estar no mundo após o seu ingresso no referido bloco.
O Eurostat, Direcção-Geral de Desenvolvimento Regional DA UNIÃO EUROPÉIA APRESENTA-NOS OS SEGUINTES DADOS:
No total, Portugal recebeu da União Europeia, nos últimos 20 anos, 42.020 milhões de euros de Fundos Estruturais e 6.302 milhões de euros do Fundo de Coesão. Entre 2000 e 2006, 16,5% dos fundos comunitários são canalizados para a “Economia”, 12,6% para o “Emprego, Formação e Desenvolvimento Social”, 12,4% para os “Transportes” e 9,7% para a “Agricultura”.
O investimento em acessibilidades foi muito significativo. Em 1986 havia 196 quilómetros de auto-estradas; hoje há 2.091 quilómetros, que representam 16,5 % do total das infra-estruturas rodoviárias do país.
No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB) a diferença de Portugal relativamente à média da União Europeia diminuiu: o PIB per capita (em Padrão de Poder de Compra) passou dos 54,2% em 1986 para os 68% em 2003 (UE a 15, sem os dez novos Estados Membros). Este último valor representaria, em 2003, 74% da média da UE a 25.
Há 20 anos, a agricultura, a silvicultura e a pesca representavam 9,4% da economia portuguesa (Valor Acrescentado Bruto). Hoje esse valor é de 3,9%. A indústria transformadora representava 25%; hoje está nos 18,2%. Num registo inverso, o peso dos serviços subiu: de 52,5% passaram para 66,9 pontos percentuais.
A taxa de inflação sofreu uma clara descida; dos 11,7% passou para os 2,2%.
As taxas de juro também mudaram radicalmente nos últimos 20 anos. Em 1986, Portugal registava uma taxa na ordem dos 15,8%. Em 2005 esse número desceu até aos 3,4%.
A União Europeia reforçou o seu peso enquanto parceiro comercial privilegiado de Portugal. A taxa de exportações para os países da União Europeia subiu dos 57% para os 80% e a das importações passou dos 44, 9% para os 77%.
Há 17 anos, as despesas dos agregados familiares com produtos alimentares, bebidas e tabaco representavam 34,3% do total dos gastos. Em 2000 (data dos últimos dados disponíveis) esse número desceu para os 21,5%. No caso dos transportes subiu de 15,7% para os 18,3%, o mesmo se passando com as despesas relativas a habitação, água e electricidade que aumentaram dos 13,6% para os 19,8%. As despesas com tempos livres e cultura também subiram: dos 5,1% em 1986 chegaram aos 6,6% em 2003.
O número de telefones fixos por 100 habitantes subiu de 15 para 42. No caso dos telemóveis, a taxa de penetração situa-se hoje nos 92,8%, sendo claramente uma das mais altas de toda a União Europeia.
Desde que aderimos à União Europeia, a esperança de vida passou dos 70,3 anos para os 74,5 anos nos homens, e de 77,1 para os 81 anos, nas mulheres.
A taxa de mortalidade infantil, desceu dos 15,8 para os 5,1 por cada mil crianças.
Hoje há 3,3 médicos por mil habitantes. Há 20 anos esse número era de 2,3.
A percentagem da despesa do PIB em Investigação e Desenvolvimento passou de 26,4% da média europeia para os 40,2%. Em 1986 a despesa representava 0,41 % do PIB. Em 2003 esse número subia para os 0,78%. A meta da Agenda de Lisboa para a União Europeia situa-se nos 3%.
A taxa de escolarização do ensino secundário subiu, nos últimos 16 anos, dos 17,8% para os 62,5%.
No ensino superior, o número de estudantes portugueses em programas Erasmus passou de 25 alunos, em 1986, para os 3.782 alunos em 2004. Até 2004 participaram neste programa 28.139 estudantes.
Há quinze anos a taxa de tratamento de águas residuais era de 34%, hoje é de 82%. Também a percentagem da população servida por Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’S) aumentou; entre 1997 e 2003 passou de 36% para 56%.
A recolha selectiva de vidro aumentou grandemente nos últimos 15 anos; passou de 12.722 toneladas para as 90.946 toneladas. No caso do cartão a subida foi das 1.415 para as 75.692 toneladas e, no campo das embalagens, o diferencial passou das 484 toneladas para as 6.911 toneladas.
O número de pessoas a fazerem turismo em Portugal (portugueses e estrangeiros) era, há 20 anos, de 5.624.370. Em 2004 esse número atingiu os 10.961.968.
Há 20 anos o saldo migratório do nosso país era claramente negativo, saíram mais 26.949 indivíduos do que aqueles que entraram. Hoje, a diferença entre os que deixam Portugal e os que escolhem o nosso país para residir já é positiva: 47.229 pessoas.
A taxa de acidentes de trabalho por cem mil trabalhadores desceu de 5,9 em 1994 para os 4,0 em 2002. Em 1990 registaram-se 305.512 acidentes, em 2001 esse número chegou aos 244.936
Entrada em circulação das notas e moedas em euros - 31/12/2001
Economistas dizem que Portugal foi o mais prejudicado com a adesão à moeda única, mas culpam as autoridades pelas políticas erradas que foram seguidas desde 1999, ano em que nasceu o euro.
Portugal foi a economia dos doze que mais perdeu com a adesão ao euro porque não soube acompanhar o processo de integração monetária com políticas adequadas, designadamente económica e orçamental.
Nos anos que antecederam a entrada na zona euro, Portugal conseguiu afinar os indicadores para ser aceite no pelotão da frente. Os juros e a inflação caíram em flecha , mas a política orçamental não só não deu os sinais necessários ao travão da despesa privada como ainda agravou a situação. Com isto a procura cresceu mais rapidamente que a oferta e agravou seriamente a competitividade,
A Comissão Europeia (CE) apontou os erros cometidos por Portugal depois de ter entrado para a Zona Euro, num artigo publicado a fim de alertar os novos Estados-membros que irão aderir à moeda única.
O relatório, elaborado pela Comissão Europeia, adverte os novos países que vão entrar na Zona Euro sobre os erros de condução de política verificados em Portugal que fizeram com que à fase da bonança se seguisse a recessão de 2002 e um período de baixas taxas de crescimento, perda de competitividade, défices excessivos, elevadas taxas de endividamento das famílias e da economia em geral.
A Adesão à União Europeia ( 1986) .
A análise dos resultados duma sondagem de opinião realizada em Maio de 1995, permite concluir que a maioria dos eleitores portugueses considera não ter existido alternativa à integração na UE, embora reconheça, por outro lado, que as pescas, a agricultura e o emprego foram prejudicados e os fundos europeus mal aplicados. Em recente inquérito feito às elites política, económica e sindical sobre as representações dos efeitos da adesão à CEE, verifica-se que a esmagadora maioria dos inquiridos valoriza positivamente os primeiros 10 anos de integração europeia. Os efeitos positivos reconhecidos pela maior parte dos inquiridos situam-se nas áreas do consumo, das infra-estruturas, da produção (modernização tecnológica em alguns sectores) e dos direitos dos cidadãos. Os efeitos negativos identificados pela maioria dos inquiridos são o aumento do desemprego, da pobreza e da exclusão social, do trabalho clandestino e das dívidas à segurança social. Parece que o realismo na avaliação do impacto da integração europeia não destruiu o otimismo inicial.
Todavia a União Europeia é, não podia deixar de ser, uma instituição sobre a qual recaem enormes responsabilidades. Das suas estruturas têm saído e irão continuar a sair os necessários planeamentos para uma nova União Europeia.
Certamente que têm de ser pensadas as formas mais racionais de uma produção mais equilibrada e competitiva, olhando os recursos e aptidões de cada um dos seus estados membros para uma certa finalidade.
Sendo ainda imperioso compatibilizar tudo isso com as necessidades do ambiente e os níveis mínimos doa recursos naturais disponíveis.
Neste caminho não poucos ficaram sem o trabalho que de há muito vinham desenvolvendo, e muitos outros se tiveram de desfazer de arvores de fruto, barcos, animais etc. a troco de magras indemnizações. Muitos outros tiveram de enveredar tardiamente por aprendizagens e práticas que em absoluto desconheciam ou até ficado sem ocupação.
Os empregados da agricultura em 1980 eram 30% da população vinte anos mais tarde eram 4%. Os barcos de pesca foram drasticamente reduzidos. Transportes marítimos, indústrias, e reparação naval foram quase desapareceram. Indústrias de mão-de-obra intensiva, calçado, lanifícios etc. ) depois de um curto crescimento começaram a encerrar ou a deslocalizar. Milhares de trabalhadores passaram a ser sustentados pelo fundo de desemprego ou segurança social.
O influxo de vultuosos fundos comunitários, parcialmente desperdiçados no Fundo Social Europeu, permitiram importantes obras infra-estruturais que mudaram a face do país. Iniciou-se o ciclo do betão. Redes de auto-estradas, equipamentos desportivos e uma infinidade de instalações de que o país há muito carecia.
A Introdução do IVA, foi a mais efetiva modernização do sistema fiscal desde o 25 de Abril (1986).
A entrada de Portugal na União Europeia foi a sua verdadeira revolução, mesmo assim passámos do bom aluno da Europa para o mau aluno da Europa nos últimos dez anos.
Resultou de um acordo estabelecido em Março de 1979 através do qual a maior parte dos países da então Comunidade Económica Europeia acordaram ligar as suas moedas de forma a evitar grandes flutuações de taxa de câmbio entre elas.
As nacionalizações, a seguir ao 11 de Março foram da responsabilidade da ala militar ligada ao PCP, no MFA. Das chamadas “conquistas da Revolução” – nacionalizações, reforma agrária e controle operário – a terceira nunca existiu de facto, a segunda deixou uma marca profunda no Alentejo, a primeira moldou o destino da economia e da sociedade portuguesa até aos dias de hoje, no mau sentido.
As Privatizações
Cavaco, que Soares dizia “desconhecer”, representou o primeiro dirigente da democracia portuguesa que chegava ao poder fora da resistência contra Salazar e ao PREC e com uma formação dominantemente económica em vez de jurídica .
A maioria absoluta de Cavaco Silva, uma verdadeira subversão de um sistema eleitoral construído para obrigar a governos de coligação, abrindo caminho a um ciclo de governabilidade sem passado até então e sem futuro até 2005 (19 de Julho de 1987).
Procedeu-se à desregulamentação da economia e fez-se a privatização do espaço televisivo e da comunicação social escrita do estado. Criação da SIC e da TVI.
Fez-se a Revisão Económica da Constituição permitindo finalmente a existência de uma plena economia de mercado e as privatizações. O PS que tinha bloqueado mudanças na parte económica da Constituição finalmente cedeu ao PSD (1989).
Tivemos a primeira Presidência portuguesa da UE. Nunca até então a alta administração pública portuguesa tinha conhecido uma prova tão dura.
A Expo, a realização urbana de grande dimensão mudando a face oriental de Lisboa e levando ao clímax o ciclo de grandes obras dos anos do “cavaquismo” (1998).
Adesão ao euro, principal manifestação da decisão estratégica de manter Portugal no chamado “pelotão da frente”, ou seja no grupo mais avançado da EU, abrindo caminho à questão do défice suscitada pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (1 de Janeiro de 1999).
Percebe-se que Portugal vai recuperando o seu prestigio junto das outras nações e que a integração europeia vai na senda daquilo que os demais parceiros da EU fizeram anteriormente. Liberalização da economia e entrega à iniciativa privada do seu desenvolvimento.
Ao contrário de todo o esforço dos partidos e forças de esquerda para seguirem os passos das economias socialistas/comunistas ( que não tardariam a desaparecer repentinamente do mundo) a nossa evolução foi sendo no caminho das democracias europeias.
Foi neste sentido que as empresas anteriormente nacionalizadas foram quase na sua totalidade devolvidas à iniciativa privada.
Em todo este problema de saber quem detém a posse das empresas, há um outro que não pode ser esquecido por dizer respeito aos seus trabalhadores. Eles são, foram e continuarão a ser o maior capital dessas mesmas empresas e do país e nessa condição viram-se confrontados com difíceis adaptações e uma nova realidade na estabilidade do emprego.
Aquando das nacionalizações as empresas tinham um passado e naturalmente que, aparte algumas injustiças que sempre há, os seus técnicos teriam sido escolhidos pelas provas dadas, seus quadros do mesmo modo. Eram aqueles que na sua actividade diária mostraram ter o perfil adequado a esses desempenhos.
No acto das nacionalizações, que foram actos revolucionários, a primeira acção era regra geral o saneamento selvagem de toda a estrutura de comando ou até técnica. Muita gente de lágrimas nos olhos viu ser-lhes retirado o trabalho e os direitos adquiridos. Normalmente eram substituídos por outros , por vezes alheios às empresas, nomeados nunca por desempenhos ou qualidades demonstradas. Ascenderam a tais posições de relevo na estrutura dessas empresas, mais como comissários políticos. A qualidade pedida era que fossem de esquerda de preferência ativistas políticos e antifascistas.
Nesta situação as empresas foram-se deteriorando, adoecendo até se verem forçadas a estender a mão aos cofres do Estado. Os salários começaram a estar em perigo todos os meses, foram poucos os casos de encerramento com despedimento colectivo.
Do lado oposto, nas privatizações, os novos donos foram muitas vezes os donos antigos mas, mesmo sendo outros, o problema era o mesmo. As indemnizações pelas nacionalizações, quando as houve, foram ridículas, mas no acto da privatização têm na sua frente um Estado sem recursos, que tentava encaixar o máximo dinheiro para alcançar o equilíbrio das suas finanças públicas.
Os pretendentes à posse das empresas conheciam-nas como ninguém, estudavam-nas, e conheciam muito bem, igualmente, cada um dos seus empregados. Os anos haviam decorrido e os tais antigos colaboradores já não eram jovens, logo, salvo poucos casos os candidatos às empresas, bons conhecedores de actos de gestão, exigiam antes da privatização que as empresas tivessem uma média etária dos seus empregados dentro dos valores recomendados pelos manuais.
Daqui saírem às centenas e mesmo aos milhares de trabalhadores para a tão famosa pré – reforma. Naturalmente defraudados pelas circunstâncias da vida apareciam sentados nos bancos do jardim homens com cinquenta, ou até menos, anos de idade!
O afastamento forçado, naturalmente, não lhes tinha permitido uma actualização constante mas tinha sim aumentado a sua desmotivação, e era nesta situação de frustração que iriam sair, com muitos sonhos por realizar, e agravando os cofres da segurança social . Por outro lado a empresa ficaria com menores encargos salariais e com uma média etária mais baixa, mas com um capital de experiência muito inferior.
Os outros , os comissários políticos, esses também saiam, mas o sistema arranjava-lhes outra colocação, quase sempre ao abrigo dos cofres do Estado. Afinal eram políticos.
Conclusão : Num país, no mundo, em cada uma das empresas ou organizações governativas, os empresários e os governantes são muito importantes mas, o maior capital são as pessoas e a motivação que lhes for estimulada.
De 1986-1999
Em 1986 deu-se finalmente a entrada de Portugal na União Europeia.
A entrada de Portugal para a CEE, a 1 de Janeiro de 1986, marca uma viragem profunda na economia. Nada voltou a ser como dantes, senão veja-se:
.Privatizações. As empresas públicas que chegaram a representar mais de 50% do PIB, foram sendo progressivamente encerradas ou privatizadas. Vinte anos depois restava apenas um núcleo muito pequeno de empresas controladas pelo Estado.
.Agricultura. Este sector foi completamente desmantelado. No início dos anos 80 cerca de 30% da população activa trabalhava nos campos. Vinte anos depois não representa mais do que 4%. Vasta áreas agrícolas foram abandonadas. Muitas aldeias desapareceram ou converteram-se em locais turísticos.
.Pescas. O importante sector das pescas portuguesas, começou a ser desmantelado. Em vinte anos este sector é uma sombra daquilo que em tempos representou para a economia do país.
.Transportes marítimos, Industria de construção e reparação naval. Durante séculos foi uma das áreas da economia mais importantes do país, mobilizando e gerando enormes recursos. Vinte anos depois é um sector completamente desmantelado. Muitas docas e estaleiros estão transformados em locais de lazer
.Transportes ferroviários. As estradas eram más, mas a rede de caminhos de ferro era ampla e cobria todo o país. Vinte anos depois, a rede de caminhos de ferro diminuiu, sendo os transportes de passageiros e mercadorias cada vez mais por rodovias.
.Industrias de mão-de-obra intensiva. Numa primeira fase, Portugal foi ainda inundado de empresas de países da CEE que aqui se instalaram para explorarem as condições excepcionais que lhes eram oferecidas: ajudas económicas e baixos salários dos trabalhadores. O sector da industria têxtil, vestuário e do calçado registaram então aumentos significativos. A prazo, sabia-se todavia que estas empresas acabariam por partir para outros locais onde a mão-de-obra fosse ainda mais barata. Vinte anos depois sucedem-se os encerramentos ou deslocalizações destas e de outras empresas .
Neste período a qualificação da mão-de-obra estava longe de ser um factor decisivo em termos de competitividade. Os principais sectores da economia assentavam nos seus baixos custos. Factor que terá levado uma parte da população a desvalorizar a própria importância da educação, e as empresas secundarizavam a formação. Apesar de tudo registaram-se enormes progressos em termos de escolarização. Infelizmente os enormes investimentos feitos na formação profissional foram, na maioria dos casos, desperdiçados. A Educação nas escolas por força de vários factores foi no caminho da massificação mas a sua qualidade baixou na vertical, isto enquanto os custos subiriam da mesma forma, na vertical. Perdeu-se a autoridade e as matérias leccionadas perderam qualquer paralelo com a vida real do país e a oferta de emprego.
E depois?
Em 1986 tinha –se dado a adesão de Portugal à Comunidade Europeia.
Ramalho Eanes é sucedido pelo Dr. Mário Soares entre 9/3/1986 e 9/3/1996 que, por sua vez, é sucedido pelo Dr. Jorge Sampaio.
Aníbal António Cavaco Silva, (Boliqueime - Loulé, 15 de Julho de 1939)
Foi primeiro-ministro de Portugal de 6 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995, tendo sido o homem que mais tempo governou em Portugal desde o 25 de Abril.
A 22 de Janeiro de 2006 irá ser eleito Presidente da República, tendo tomado posse em 9 de Março do mesmo ano.
PARA QUÊ? ONDE PODEMOS VER UM REGIME DESSES, COM MANIFESTAÇÕES E GREVES TODOS OS DIAS?
Muito para além da anarquia vivida e das injustiças cometidas, o 25 de Abril levou todo um povo que tanto já havia sofrido a acreditar que um país, uma família ou simplesmente uma pessoa podiam receber um vencimento sem trabalhar duro e aqui, o país também ainda tem ainda duas faces , a do trabalhador da iniciativa privada, coberto de esforço e de impostos para manter uma função pública esbanjadora engordada pela revolução e pelas promessas do socialismo. Sem trabalho certo.
E os outros trabalhadores da função pública que, sem culpa, se deixam adormecer toda uma vida no sabor doce de uma vida fácil impregnada de direitos e só, o máximo, um emprego para toda a vida
Nenhum capitão explicou ao povo, se é que o saberia fazer, que cada trabalhador ganhará o pão com o suor do seu rosto.
E para que isso aconteça há que criar condições de haver emprego para todos, logo o investimento é fundamental e indispensável, e é também preciso haver confiança dos investidores, e aquilo que o MFA fez foi afastá-los de Portugal.
A própria China, anos a fio defensora do socialismo puro e duro, se quis fugir à fome, teve que embarcar no celebre “slogan”: um país dois sistemas, mantendo o socialismo para forçar a aceitação da austeridade, ainda necessária, e o capitalismo para conseguir o desenvolvimento e mudar a situação.
Neste momento os chineses produzem muito e de tudo, espalham-se por todo o mundo trabalhando, em jornadas diárias sem limite de horas, à procura da riqueza que lhes permita um nível de vida confortável.
Vão consegui-lo .
Nenhum capitão explicou ao povo que sem estabilidade e autoridade, não há emprego nem riqueza produzida para depois distribuir com justiça.
Nenhum capitão explicou ao povo que o mundo e os países são feitos de continuidade na evolução, sem rupturas que, as mais das vezes, provocam destruição e atrasos de longos anos, suportados pelas classes mais desfavorecidas. A nossa vizinha Espanha optou pela nomeação de um rei em desfavor de um Presidente da República tão caro ao politicamente alienado povo português. Não optou pelo comunismo ou socialismo e foi moderada. O resultado está bem de ver, com a Espanha a dar ao seu povo um nível de vida cifrado quase no dobro do nosso.
E ainda ajudam com milhares de empregos os trabalhadores portugueses!
Como poderiam uns capitães de Abril conduzir um país sem ouvir o povo, se eles não souberam, nem quiserem, conduzir com saber uma guerra até à defesa dos interesses nacionais e à liberdade dos povos nativos?
Não foi para isso que o povo português lhes pagou estudos superiores ?
Tanto se poderia dizer sobre isto, mas por agora importa lembrar que Portugal, cheio de reservas de divisas e ouro em Abril de 74, chegou aos anos oitenta completamente na falência !
O POVO VOTOU EM MASSA| ACABOU A REVOLUÇÃO MARXISTA
O 25 DE ABRIL FEZ-SE EM NOVEMBRO
O 25 de Novembro finalmente
Era uma fatalidade histórica. Por isso o 25 de Novembro, todos o reconhecem, tinha que se dar.
Reveladora da vontade da sociedade civil foi finalmente a decisão dos agricultores da CAP que, reunidos em Rio Maior deliberaram mesmo dividir o pais a meio, cortando o trânsito rodoviário e ferroviário entre Norte e Sul.
Foi o verão quente de 1975, o povo juntou-se em barricadas e manifestações , mas para fazer prevalecer a vontade da maioria.
FINALMENTE PARECE TER CHEGADO A VERDADEIRA "GRÂNDOLA" VILA MORENA
O parto da III República (Democrática)
Em 2 de Abril de 1976 promulga-se a nova Constituição, e em 25 de Abril de 1976 realizam-se as primeiras eleições legislativas e, pouco depois, as eleições presidenciais.
O 1º Governo Constitucional forma-se tendo Ramalho Eanes, como Presidente da República, que se mantém no poder entre 14/7/1976 e 9/3/ 1986, o qual indicia Mário Soares para Primeiro Ministro.
Camarate
Foi outro capítulo negro da história pós 25 de Abril. A 3 de Janeiro de 1980, o Presidente Ramalho Eanes chamou Sá Carneiro (19/7/1934 - 4/12/1980) para Primeiro Ministro, sucedendo a Maria de Lurdes Pintassilgo.
A 4 de Dezembro de 1980, o pequeno avião Cessna 421 A em que seguia despenhou-se em Camarate, nos subúrbios de Lisboa, depois de descolar do aeroporto de Lisboa rumo ao Porto, matando os dois pilotos, Sá Carneiro, o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa e respectivas esposas. A versão oficial (mantida durante quase 3 décadas de estranhas investigações) foi que se tratara de um acidente, por falha no avião, apesar de existirem evidências (vestígios de explosivos nas pernas do piloto) que apontavam para crime.
Em 2005, novo inquérito leva a concluir que Sá Carneiro tinha sido de facto vitimado por uma bomba colocada no avião.
De 1974-1985
O fim do Império colonial, em 1974, constituiu uma das mais radicais transformações económicas que Portugal conheceu desde a sua independência em 1143. Toda a economia num curto espaço de tempo, fica sem os enormes mercados coloniais à sombra dos quais tinha vivido desde o século XV. Os principais grupos económicos são primeiro desmantelados e depois nacionalizados. O desemprego não pára de crescer, agravado por cerca de um milhão de "retornados" das ex-colónias e depois por vagas de imigrantes clandestinos e refugiados das guerras.
Apesar desta complexa situação, todos os indicadores sociais melhoraram. Registou-se inclusive uma melhoria muito significativa no rendimento e nas condições de vida da população. Todavia não era sustentado e iríamos pagá-lo muito caro. Vivemos acima das nossas posses!
E COMPETITIVIDADE
O país vinha de vários anos de desmantelamento das estruturas produtivas que tinha, e considerando toda a falta de autoridade, a nível geral, e a desregrada atuação dos sindicatos e organizações políticas, com constantes reivindicações e greves, mais as contínuas manifestações políticas, a produtividade teria que ser necessariamente muito baixa, com estas e outras causas.
O mérito era um conceito fascista e, assim, o melhor era alinhar pela produtividade mais baixa.
Na análise crítica da produtividade em Portugal, que deveria ter sido equacionada logo a seguir ao ato revolucionário, é de salientar que a mesma não depende essencialmente só do comportamento dos trabalhadores, embora também seja condicionada pela sua capacidade técnica e profissional e o seu nível de instrução e educação, mas, as causas mais relevantes baseiam-se na natureza das estruturas económicas (tecnologia, produtos e serviços, organização, estratégia, gestão geral e dos recursos humanos, etc.). Se em vez de militares a revolução ( mudança) tivesse sido conduzida por civis abalizados identificados e enquadrados na política e na estratégia nacionais, definidas em tal contexto. Dessa forma tudo teria sido diferente, bem diferente, e baseado em concertação estratégica contratualizada, na qual a formação técnica e profissional, desde os empresários aos operários, fossem inspiradas por uma correta e esclarecida visão cultural das nossas capacidades competitivas e das medidas necessárias ao seu aproveitamento.
Muito teria que ser mudado, pois, em muitos aspetos retrocedemos, e muito, sendo o mais importante naquele momento a saúde das nossas finanças públicas.
Recurso ao Fundo Monetário Internacional
O “Apertar do cinto” obrigado pelo FMI, numa situação de quase ruptura das finanças públicas (1983-5) foi o toque a rebate.
Ajustamentos muito dolorosos foram impostos ao povo em 1983, com o FMI a impor medidas duríssimas e Ernâni Lopes a concretizá-las (envolvendo impostos retroactivos, por exemplo). Em 1983-85, com Mário Soares no poder, a inflação chegou a uns impensáveis 24% e o défice desses governos alcançou a vergonhosa marca de 12%! O País estava quase sufocado pela dívida externa e viveu, até essa data (1985), praticamente com as estruturas do Estado Novo depauperadas e com empréstimos do FMI.
Sábado, 27 de Abril de 2013
Instituiu-se uma Junta de Salvação Nacional, constituída por 2 representantes do Exército (Spínola e Costa Gomes), 2 da Marinha (Rosa Coutinho e Pinheiro de Azevedo), outros dois da Força Aérea (Diogo Neto e Galvão de Melo) e tendo como o 7º elemento o general Silvério Marques.
Spínola assumiu a presidência da Junta de Salvação Nacional, assim como a Presidência da República do 1º Governo provisório, a 16 de Maio de 1974, chamando para Primeiro Ministro, Palma Carlos, um prestigioso advogado liberal, e incluindo, entre outros, os Drs. Álvaro Cunhal, Mário Soares e Sá-Carneiro.
O MFA não é dissolvido e forma uma «Comissão Coordenadora», tendo-se assim uma estrutura bifurcada de governo com ideias diferenciadas, o que iria criar muitos atritos.
A dúvida crucial: A quem compete governar o país?
Para a Junta de Salvação Nacional, era a um governo legitimamente eleito.
Para a maioria dos membros do MFA era às forças armadas (e MFA).
Para os partidos da extrema esquerda, «o povo é que ordena», com o apoio do MFA.
Os tão enaltecidos capitães de Abril, depois de terem feito uma revolução unicamente com intuitos de reivindicação salarial e uma vida de militar sem guerra, querem governar o país sem se aperceberem, sequer, da sua falta de preparação cívica, política e cultural.
Em condições normais nunca teriam tomado para si tal pretensão e muito menos saneado todo o corpo militar que hierarquicamente tinham a comandá – los.
A perda de toda a noção ética revela a sua falta de estatura para, encostados a uma esquerda em desaparecimento no mundo, atirarem o país e o seu povo para mais sacrifícios colectivos
A cada dia que passa, a humanidade vem necessitando cada vez mais de energia, seja para o próprio consumo, na forma de alimentos, ou para proporcionar maior conforto ou facilidades de trabalho. Um exemplo é a produção de uma lata de refrigerante. Para se obter uma lata de alumínio é necessário a disposição e o consumo de muita energia eléctrica, que terá uma parte utilizada como tal e outra parte transformada em energia térmica e energia mecânica. Esse consumo de energia deve - se ao facto do alumínio não se encontrar na natureza na forma metálica, sendo encontrado na forma de minerais que deverão ser trabalhados para a remoção física e química do alumínio metálico, esse processo consome muita energia. A reciclagem do alumínio consome menos energia, mas mesmo assim, é ainda grande a quantidade de energia consumida.
A indústria de uma maneira em geral, necessita e muito de energia eléctrica, que é mais fácil de se obter e que pode ser transformada em qualquer outra. É a partir dessa energia que é possível iluminar cidades, accionar e fazer trabalhar máquinas e equipamentos electrónicos, etc.
Para as pessoas em geral, a energia eléctrica também é indispensável nos dias de hoje, para ligar um aparelho eléctrico, como televisão, computador e frigorífico é necessário energia eléctrica, pois senão o aparelho não funciona. E como poderemos imaginar as pessoas sem estes aparelhos? Actualmente estes aparelhos são indispensáveis para a sua comodidade e conforto.
Energia cinética - é a energia relacionada com movimento dos corpos;
Energia potencial - é a energia que está acumulada ou armazenada num corpo, como por exemplo, a energia química de pilhas e baterias; a energia de combustíveis encontrada em combustíveis como petróleo, álcool, madeira, etc. ; a energia nuclear, que é encontrada em átomos de todos os elementos químicos, mas que é melhor empregue quando se utilizam átomos pesados e instáveis, como o urânio-235, por exemplo.
Energia magnética relacionada com os imãs.
Energia, é geralmente definida como a capacidade de um sistema em realizar trabalho e tem sido indispensável no intenso processo produtivo ocorrido no século XX e que originou o consumismo a ele inerente.
Normalmente, este termo é melhor entendido do que definido. Ou melhor, quando uma vela está acesa e colocamos a mão sobre a chama, o que sentimos? Calor, uma sensação de que a temperatura da superfície da nossa mão está aquecendo, e que senão a tirarmos dali, nos queimaremos. Isto é um exemplo de energia térmica, outro exemplo de energia, mas agora eléctrica, é a luz que utilizamos para iluminar uma sala, ou então, a energia necessária para fazer funcionar um aparelho como o monitor de nosso computador. Neste caso, a energia eléctrica é consumida e parte é transformada em energia luminosa (luz) e térmica (calor).
A evolução interior dos Estados europeus durante o período entre-guerras foi em grande parte responsável pela eclosão da Segunda Guerra Mundial em 1939.
O antagonismo entre o comunismo e o fascismo existia dentro da maioria dos Estados europeus, principalmente nos que haviam sido mais abalados pela Primeira Grande Guerra. A grande depressão económica de 1929 – 1930 agravou ainda mais os problemas políticos nacionais e internacionais. Numerosos países de todo o mundo adoptaram regimes totalitários de governo, a exemplo do que já acontecera na Itália.
Os litígios externos aumentaram, pelo próprio carácter militarista e nacionalista desses regimes, nitidamente expansionistas.
A Liga das Nações falhou na sua tentativa de conciliação por falta de meios, limitando-se a sensações superficiais contra os países que iniciavam as agressões, como foi o caso da Itália, Alemanha e Japão. A partir de 1935, a iniciativa agressora dos países totalitários cresceu. As democracias vencedoras da 1ª Grande Guerra, na expectativa de evitar outro conflito mundial, colocaram-se numa atitude defensiva e pacifista (apaziguamento), sem perceber que encorajavam ainda mais os agressores. Quando tentaram reagir, deram origem à Segunda Guerra Mundial.
De 1939 a 1942 deu-se a ofensiva do Eixo. Operações militares fulminantes deram a vantagem inicial à Alemanha, que se apossou da Polónia e Escandinávia. Em maio – junho de 1940, a ofensiva maciça contra a França terminou com a assinatura de um armistício, entre o governo francês e a Alemanha e Itália.
A tentativa alemã de dominar a Inglaterra falhou. Então investiu contra a Rússia. Ao mesmo tempo, os japoneses, que já estavam empenhados numa guerra contra a China, atacavam os EUA. Dessa forma, a guerra tornou-se total. A entrada dos norte – americanos na guerra fez pender a sorte da luta a favor dos aliados. Em 1943, a resistência do Eixo começou a ser quebrada, para completar em 1945 com a invasão da Alemanha pelos atómicos.
A destruição provocada pela 2ª Guerra Mundial foi impressionante, porque foi efectuada por máquinas modernas. Apesar da vitória, os Aliados estavam divididos. O mundo foi repartido em zonas de influência pelos vencedores, passando dois blocos: o soviético e o ocidental
“Um estudo recente da Comissão Europeia, apresenta de forma clara e inequívoca o que há muito se sabia: a qualidade da educação portuguesa é medíocre.
(...) A qualidade da educação é medíocre de duas formas. Em primeiro lugar o produto do processo educativo é insuficiente. Por exemplo em competências como «leitura», «matemática», e «ciência» Portugal tem uma percentagem de estudantes com resultados insuficientes de 27,22 e 27 %.
Nenhum outro país tem resultados tão negativos em todos os indicadores e apenas a Grécia e o Luxemburgo se aproximam de nós. Em segundo lugar, combinando o PIB e os resultados das escalas de PISA, Portugal é o país que pior gasta no ensino. Por exemplo, o Estado português gasta cerca de 5,73% do PIB em educação e este valor está a subir. Na UE os gastos são de 5,03% e estão a descer.
Que razões há para esta situação de ineficiência no uso do dinheiro público na educação? Basicamente, recursos a mais e excessivamente remunerados.
Por exemplo, Portugal paga aos seus professores salários relativos muito superiores a outros países,”
Expresso 06 Julho 2002
Vejamos o que pensam os portugueses dos nossos partidos políticos e da Assembleia da República. Os resultados das sondagens de opinião pública mostram a sensibilidade que as pessoas têm e que anda perto da realidade, quando muito pecando por defeito.
“ OS PARTIDOS políticos e a Assembleia da República são as instituições em que os portugueses menos confiam, ainda menos do que nas seguradoras, revela um estudo sobre a imagem dos serviços públicos encomendado pelo Ministério da Reforma do Estado.
Dados que o Ministério de Alberto Martins interpreta como “ preocupante do ponto de vista da qualidade da democracia”. E novos “ motivos de preocupação com a saúde do sistema político “ são encontrados quando se avalia o nível de identificação com os partidos: “ Para 53,7 % dos inquiridos não há nenhum partido político do qual cada um se sinta próximo “ . Nesta sondagem realizada pelo Centro de Sondagens da Católica ainda se conclui que as Forças Armadas, a comunicação social e a banca são, em contra partida, as instituições que mais merecem a confiança dos inquiridos “ .
Expresso 05 Outubro 2001
“ Sem se perceber bem a origem do mal, o país afunda-se a pouco e pouco num atoleiro. Os sinais são inúmeros e vêm de toda a parte: do universo do futebol, do mundo da política, da relação dos portugueses com a televisão. A mediocridade banalizou-se, tornou-se normal. O mau gosto alastra. A honra das pessoas perdeu valor. (...) Devo dizer, com toda a sinceridade, que não vejo maneira de mudar este estado de coisas.Não sinto que haja energias suficientes para inverter a situação. Há uma espécie de anomia, de conformismo, que puxa o país para baixo.
Perderam-se as referências. Já não se identifica a mediocridade, o mau e o bom gosto misturam-se, confunde-se a esperteza com a falta de carácter, a ambição com o oportunismo. Portugal afunda-se num charco. A salvação já não é colectiva: é individual.”
Expresso 21 Set. 2002
Depois de tudo o que acabámos de ler, fica naturalmente a pergunta: mas afinal o que é o segredo? Em que consiste? Como funciona?
Com as coisas postas como tivemos oportunidade de ver nos artigos de jornais e revistas que ao longo de anos me foi possível descobrir, há uma explicação simples para tudo, e o segredo parece nem existir!
Saber coisas de dentro das organizações secretas, todos o sabemos, é tarefa impossível.
Quem lá está dentro não se arrisca de modo algum a falar. Bastará recordar os termos da jura que é feita pelos aderent Vejamos o que pensam os portugueses dos nossos partidos políticos e da Assembleia da República. Os resultados das sondagens de opinião pública mostram a sensibilidade que as pessoas têm e que anda perto da realidade, quando muito pecando por defeito.
“ OS PARTIDOS políticos e a Assembleia da República são as instituições em que os portugueses menos confiam, ainda menos do que nas seguradoras, revela um estudo sobre a imagem dos serviços públicos encomendado pelo Ministério da Reforma do Estado.
Dados que o Ministério de Alberto Martins interpreta como “ preocupante do ponto de vista da qualidade da democracia”. E novos “ motivos de preocupação com a saúde do sistema político “ são encontrados quando se avalia o nível de identificação com os partidos: “ Para 53,7 % dos inquiridos não há nenhum partido político do qual cada um se sinta próximo “ . Nesta sondagem realizada pelo Centro de Sondagens da Católica ainda se conclui que as Forças Armadas, a comunicação social e a banca são, em contra partida, as instituições que mais merecem a confiança dos inquiridos “ .
Expresso 05 Outubro 2001
FACTURA EDP - Explicada tim tim por tim tim .
POR ACASO SABEM QUAL FOI VERDADEIRAMENTE O CONSUMO DE ELECTRICIDADE
NUMA FACTURA QUE PAGAM DE 116,00 €?! VEJAM A DESCRIMINAÇÃO NO QUADRO
ABAIXO … E PASMEM!
Descriminação
Taxa
Importância
CUSTO EFECTIVO DA ELECTRICIDADE CONSUMIDA 34,00
Taxa RDP e RTP
7%
6.80
Harmonização Tarifária dos Açores e da Madeira
3%
1,60
Rendas por passagem de cabos de alta tensão param Municípios e Autarquias.
10%
5,40
Compensar de Operadores - EDP, Tejo Energia e Turbo Gás
30%
16,10
Investimento em energias renováveis
50%
26,70
Custos de funcionamento da Autoridade da Concorrência e da ERSE
7%
3,70
Soma - 94,30
IVA 23% - 21,70
Total - 116,00
ACHAM QUE A ELECTRICIDADE ESTÁ CARA? ESCANDALOSAMENTE CARA NO TOTAL!
O QUE PAGAMOS NA FACTURA DA ELECTRICIDADE... RETIRA COMPETITIVIDADE À NOSSA ECONOMIA E AOS BOLSOS DOS CONSUMIDORES
Permaneçam sentados para não caírem:
- 7% De Taxa para a RDP e RTP (para que Malatos, Jorge Gabriéis, Catarinas Furtados e outras que tais possam receber 17.000 e mais €/mês);
- 3% São a harmonização tarifaria para os Açores e Madeira, ou seja, é um esforço que o país (TODOS NÓS) fazemos pela insularidade.
- 10% Para rendas aos Municípios e Autarquias. Mas que m... Vem a ser esta renda? Eu explico: a EDP, (TODOS NÓS) paga aos Municípios e Autarquias uma renda sobre os terrenos, por onde passam os cabos de alta tensão. Isto é, TODOS NÓS, já pagámos durante 2011, 250 M€ aos Municípios e Autarquias por aquela renda.
- 30% Para compensação aos operadores. Ou seja, TODOS NÓS, já pagámos em 2011, 750 M€ para a EDP, Tejo Energia e Turbo Gás.
- 50% Para o investimento nas energias renováveis. Aqueles incentivos que o Sócrates deu para o investimento nas energias renováveis e que
depois era descontado no IRS, também o pagamos. Ou seja, mais uns - 1.250 M€.
- 7% De outros custos incluídos na tarifa, ou sejam 175 M€. Que custos são estes? São Custos de funcionamento da Autoridade da Concorrência, custos de funcionamento da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Elétricos), planos de promoção do Desempenho Ambiental da responsabilidade da ESE e planos de promoção e eficiência no consumo, também da responsabilidade da ERSE.
Estão esclarecidos? Isto é uma vergonha. NÓS, TODOS pagamos tudo!
Pagamos para os açorianos e madeirenses terem eletricidade mais barata, pagamos aos Municípios e Autarquias, para além de IMI's, IRS's, IVA's em tudo que compramos e outras taxas...
Somos sugados,chupados e dissecados...
Entretanto, fugindo da guerra nas colónias que se disseminou a partir de 1975, os designados “retornados” foram-se espalhando pelo mundo e a maioria foi enchendo todas as pensões, edificações de veraneio e todo e qualquer tecto disponível em Portugal. Sós, incógnitos ou fim de notícia nos meios de comunicação social, foram o estandarte para as dificuldades da consolidação de uma democracia que relegou, para plano secundário, a vida de milhões de portugueses. Dilacerou-se a alma de quem, afinal, vivera a sua vida num dado enquadramento, mesclando-se, aculturando-se, recriando uma sociedade diferente, num espaço distinto.
A Guerra Fria coincidiu com uma significativa ampliação da comunidade internacional. A partir do final dos anos quarenta do século XX, desencadeou-se um extenso processo de Descolonização, que perdurou até à década de setenta. Foram raras as ocasiões, entretanto, em que a liquidação de antigos impérios coloniais ocorreu pacificamente. Ela se deu de forma mais concentrada na Ásia nos anos cinquenta, e na África nos anos sessenta.
Com a Descolonização, Portugal perdeu a sua dimensão imperial e ficou reduzido aos seus territórios europeus. Com a democratização, Portugal criou as condições para superar o seu isolamento e recuperar o seu lugar na Europa das democracias.
O fim do isolamento imposto pelo regime autoritário, a Descolonização e a institucionalização de uma democracia pluralista marcam o regresso de Portugal à Europa.
O processo de negociação da nossa adesão foi demorado; Portugal só pôde passar a ser membro de pleno direito das Comunidades Europeias em 1986, oito anos após o pedido de adesão.
A adesão teve efeitos decisivos para Portugal, quer para estabilizar a sua posição internacional, quer para consolidar a democracia, quer para criar melhores condições de modernização económica e social. Mas, sobretudo, tornou possível neutralizar os riscos de marginalização, de certo modo implícitos, na nossa posição periférica.
O fim da guerra fria fechou um ciclo da história europeia e encerrou um século terrível de guerras e de revoluções totalitárias. As divisões políticas e ideológicas que separavam duas Europas, tornaram-se supérfluas.
É preciso inventar uma nova Europa, cujo nome seja sinónimo de paz e de democracia, uma Europa inteira e livre que supere uma longa divisão histórica entre as tais duas Europas.
URGENTE REFORMULAR OS PARTIDOS
Se os partidos não são capazes nem de basear os seus mecanismos de poder interno no cumprimento da lei, nem de torná-los verdadeiramente pluralistas, não há razão para acreditarmos que, uma vez no governo, serão capazes de o fazer no Estado.
Sabe-se também que, desde o início deste século, Portugal é um dos países da Europa Ocidental cujos cidadãos se sentem mais insatisfeitos com o funcionamento do seu regime democrático.
As avaliações, recolhidas em inquéritos, são muito mais negativas relativamente à justiça e ao Estado de Direito o que parece constituir, para os cidadãos, um dos pontos mais críticos do funcionamento da democracia em Portugal. Maiorias muito expressivas (mais de dois em cada três eleitores) consideram que diferentes classes de cidadãos recebem tratamento desigual em face da lei e da justiça, e a maioria sente-se desincentivada de recorrer aos tribunais para defender os seus direitos. Em contraste, a independência do poder judicial em relação ao poder politico não é tomada como certa por uma maioria dos eleitores.
O outro domínio que suscita uma muito má avaliação dos portugueses diz respeito à “responsividade” do sistema politica, ou seja, a de saber até que ponto a classe politica em geral e os governantes em particular atendem às expectativas, preferências e exigências dos cidadãos. Mais de dois em cada três eleitores partilham a perceção de não terem qualquer influência nas decisões políticas, de que os políticos se preocupam exclusivamente com interesses pessoais, de que a sua opinião não é tomada em conta nas opções dos governantes e de que não há sintonia entre aquilo que consideram ser prioritário para o país e aquilo a que os governos dão prioridade.
A maior parte dos inquiridos vê o governo como estando condicionado por fatores externos (situação económica internacional, poderes económicos e prioridades de outros governos) em relação aos quais a responsabilização politica democrática é impotente.
Quais destas diferentes dimensões de avaliação da qualidade do sistema democrático em Portugal estão mais relacionadas com a satisfação geral dos cidadãos com o sistema? A análise dos dados revela que as dimensões diretamente ligadas ao exercício das liberdades cívicas e politicas e ao processo eleitoral não ajudam a explicar o (baixo) grau de satisfação genérico dos portugueses com a democracia. Isto inclui não apenas as dimensões avaliadas mais positivamente pelos indivíduos (“liberdades” e “responsabilização politica”) mas também uma dimensão avaliada negativamente, a ligada à representação proporcionada pelo sistema eleitoral.
Pelo contrário, a dimensão mais relacionada com a (in) satisfação geral com o funcionamento da democracia parece ser a (baixa) “responsividade” (apercebida) da classe politica. Prevalece claramente a ideia de que os eleitos não atendem às expectativas e interesses dos eleitores, e é essa ideia que mais está relacionada com a perceção de uma baixa qualidade geral do regime.
Quinta-feira, 25 de Abril de 2013
16 Julho 2009 - 00h30
Dia a dia
Década perdida
Só em 2011 a riqueza produzida em Portugal poderá retomar um sentido ascendente. O cenário, divulgado ontem pelo Banco de Portugal, não deixa margem para vãs esperanças. Este ano é de forte erosão do PIB, e no próximo ano a queda não será tão abrupta, mas o País ainda gerará menos riqueza.
Esta pobreza não fica apenas nas estatísticas, reflecte-se no brutal aumento de desemprego, que demorará mais tempo a diminuir, porque só uma economia a crescer acima de dois ou três por cento poderá gerar postos de trabalho.
Feitas as contas, o primeiro decénio do novo milénio, a primeira década de Portugal na moeda única, é um desastre. Portugal estará mais pobre em 2010 do que estava em 1999. É a primeira vez que tal sucede desde 1920. Desde então, com maior ou menor ritmo, o País habituou-se a ver aumento de riqueza entre uma década e outra. Essa tradição acabou agora.
Não é só a crise financeira internacional a responsável por este estado lastimável. Portugal não se preparou adequadamente para o desafio da moeda única e da liberalização do comércio mundial. Entrámos num campeonato que a maior parte das empresas não estava preparada para jogar. Sem os truques cambiais que o escudo permitia, as fragilidades da economia portuguesa ficaram expostas. É por causa dessas fragilidades que ficamos mais pobres.
luzdequeijas.blogs.sapo.pt/">luzdequeijas
“25 de Abril, sempre.” Que pensa do 25 de Abril ?
Há dezenas de anos foi o menino de caracóis loiros, cuja figura reguila se esticava para colocar o cravo numa espingarda de Abril. A fotografia tornou-se o símbolo da revolução, mas o miúdo de roupa esfarrapada, descalço, fotografado por Sérgio Guimarães saiu de Portugal mal atingiu a maioridade. Foi estudar em Londres e apaixonou-se por uma inglesa. Trabalha lá e espera o primeiro filho, que nasce no início de Maio.
- Diogo Bandeira Freire, o menino da revolução, vive numa casa de tijolos vermelhos com um jardim, na margem Sul do Tamisa. Vive a vida à inglesa: deixa o Audi A3 estacionado à porta, para não ter de pagar cinco libras de portagem para entrar no centro da cidade e vai de transportes públicos para o emprego. Leva numa lancheira o que comerá ao almoço. E trabalha como ‘financial controler’ sete horas e meia por dia numa empresa de tecnologia.
- Nunca pensei nisso, mas se o 25 de Abril representa democracia, liberdade e a consciencialização das pessoas sobre deveres, como o de votarem, a frase é válida.
Mas já tinha ouvido falar do 25 de Abril ?
Já, mas nunca tinha pensado sobre ela. Há milhentas maneiras de interpretá-la: se significa nacionalizar todas as indústrias, tirar os bens às pessoas: não muito obrigado. O 25 de Abril, de certa forma, também tem duas faces.
O Menino que com três anos aparece num poster que correu mundo, a pôr-se em bicos de pés para meter um cravo no cano de uma espingarda, definiu bem o 25 de Abril, mas poderia ter dito muito mais....
Entrevista de Fernanda Cachão – CM
Muito para além da anarquia vivida e das injustiças cometidas, o 25 de Abril levou todo um povo, que tanto já havia sofrido, a acreditar que um país, uma família ou simplesmente uma pessoa, podia receber um vencimento sem trabalhar duro. O nosso país, também, tem ainda duas faces , a do trabalhador da iniciativa privada, coberto de esforço e de impostos para manter uma função pública esbanjadora, engordada pela revolução e pelas promessas do socialismo. Sem trabalho certo. Condenado à precariedade! A outra face, dos trabalhadores da função pública que, sem culpa, se deixaram adormecer toda a vida, no sabor doce de uma vida fácil, impregnada de direitos. Mais, ainda, um emprego para toda a vida ! E uma reforma dourada!
Nenhum capitão explicou ao povo, que cada trabalhador ganhará o pão com o suor do seu rosto. Foram anos de andar para trás !
E para que isso aconteça, há que criar condições de haver emprego para todos, de haver de fato "equidade",logo o investimento é fundamental e indispensável, e é também preciso haver confiança dos investidores. Com socialismos não vamos a lado nenhum, vamos sim permanecer na bancarrota.
A própria China, anos a fio defensora do socialismo puro e duro, se quis fugir à fome, teve que embarcar no celebre “slogan”: «um país dois sistemas», mantendo o socialismo para forçar a aceitação da austeridade pelo povo, ainda necessária, e o capitalismo para conseguir o desenvolvimento e mudar a situação. O tal crescimento económico de que o líder socialista vem falando, embora o seu partido tenha estado no poder demasiados anos a criar uma dívida vergonhosa. Neste momento ,os chineses produzem muito e de tudo, espalham-se por todo o mundo trabalhando, em jornadas diárias sem limite de horas de trabalho, à procura da riqueza que lhes permita um nível de vida confortável.Vão consegui-lo.
Nenhum capitão explicou ao povo que sem estabilidade e autoridade, não há emprego nem riqueza produzida para depois ser distribuida com justiça.
Nenhum capitão explicou ao povo que o mundo e os países são feitos de continuidade na evolução, sem rupturas que, as mais das vezes, provocam destruição e atrasos de longos anos, suportados pelas classes mais desfavorecidas. A nossa vizinha Espanha optou pela nomeação de um rei em desfavor de um Presidente da República, tão caro ao politicamente alienado povo português. Não optou pelo comunismo ou socialismo e foi moderada. O resultado está bem de ver, com a Espanha a dar ao seu povo um nível de vida cifrado quase no dobro do nosso.
E, ainda ajudam , com milhares de empregos, os trabalhadores portugueses !
Tanto se poderia dizer sobre isto, mas por agora importa lembrar que Portugal, cheio de reservas de ouro no Abril de 74, chegou aos anos oitenta na cauda da União Europeia ! O consumismo desenfreado, sem sustentação, atirou-nos, neste novo século, para os piores indicadores da UE ! A Divida Externa é clamorosa ! Chegou a hora da mudança ! Muita gente se aproveitou do 25 de abril, mas o povo não tem emprego, nem casa, nem conta no banco! A um líder de esquerda basta fazer um comício com 5 pessoas em qualquer parte incerta, para ter todo o tempo de antena que quiser, sem elucidar o povo, antes pelo contrário!
Quarta-feira, 24 de Abril de 2013
RECUANDO A 2006!
O líder do maior partido da oposição e os seus restantes membros, falam de crescimento como se o estado em que deixaram o país permitisse algum crescimento nos próximos anos.
O crescimento potencial da nossa economia estava em (2006) no nível mais baixo desde 1970. Nos primeiros anos da década de 70, o valor rondava os 6%. Para 2006 e 2007, as previsões da Comissão Europeia não vão além de 1,2%. Entre os países da União Europeia, Portugal tem mesmo a mais baixa capacidade de crescer. Apenas a Alemanha, ainda com dificuldade em sair da quase estagnação recente, apresenta um nível próximo dos 1,4%.
Mesmo assim, enquanto no caso português o potencial tem vindo a abrandar abruptamente, na maior economia europeia apresenta uma tendência positiva. Temos assim um Portugal com o potencial mais baixo da União Europeia. Tudo isto com a criação contínua de uma brutal dívida, com PPPs em desvario e um desemprego em plano crescente. Pergunta-se agora: QUEM FOI QUE FALOU EM TRAPALHADAS?
De fato, a idéia de organizar e dividir os políticos em partidos alastrou muito, no mundo todo, a partir da segunda metade do século XVIII, e sobretudo depois da revolução francesa e da independência dos Estados Unidos. Até porque, a partir daí, a própria percepção da natureza da comunidade política transforma-se dramaticamente.
Em Portugal a lei determina que os partidos políticos concorram para a livre formação e o pluralismo de expressão da vontade popular e para a organização do poder político, com respeito pelos princípios da independência nacional, da unidade do Estado e da democracia política. São fins dos partidos políticos:
a) Contribuir para o esclarecimento plural e para o exercício das liberdades e direitos políticos dos cidadãos;
b) Estudar e debater os problemas da vida política, económica, social e cultural, a nível nacional e internacional;
c) Apresentar programas políticos e preparar programas eleitorais de governo e de administração;
d) Apresentar candidaturas para os órgãos electivos de representação democrática;
e) Fazer a crítica, designadamente de oposição, à actividade dos órgãos do Estado, das Regiões Autónomas, das autarquias locais e das organizações internacionais de que Portugal seja parte;
f) Participar no esclarecimento das questões submetidas a referendo nacional, regional ou local;
g) Promover a formação e a preparação política de cidadãos para uma participação directa e activa na vida pública democrática;
h) Em geral, contribuir para a promoção dos direitos e liberdades fundamentais e o desenvolvimento das instituições democráticas.
Os partidos políticos prosseguem livremente os seus fins sem interferência das autoridades públicas, salvo os controlos jurisdicionais previstos na Constituição e na lei.
Princípio democrático
1. Os partidos políticos regem-se pelos princípios da organização e da gestão democráticas e da participação de todos os seus filiados.
2. Todos os filiados num partido político têm iguais direitos perante os estatutos.
Transparência
1. Os partidos políticos prosseguem publicamente os seus fins.
2. A divulgação pública das actividades dos partidos políticos abrange obrigatoriamente:
a) Os estatutos;
b) A identidade dos titulares dos órgãos;
c) As declarações de princípios e os programas;
d) As actividades gerais a nível nacional e internacional.
3. Cada partido político comunica ao Tribunal Constitucional, para efeito de anotação, a identidade dos titulares dos seus órgãos nacionais após a respectiva eleição, assim como os estatutos, as declarações de princípios e o programa, uma vez aprovados ou após cada modificação.
4. A proveniência e a utilização dos fundos dos partidos são publicitadas nos termos estabelecidos na lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais.
Direitos dos partidos políticos
1. Os partidos políticos têm direito, nos termos da lei:
a) A apresentar candidaturas à eleição da Assembleia da República, dos órgãos electivos das Regiões Autónomas e das autarquias locais e do Parlamento Europeu e a participar, através dos eleitos, nos órgãos baseados no sufrágio universal e directo, de acordo com a sua representatividade eleitoral;
b) A acompanhar, fiscalizar e criticar a actividade dos órgãos do Estado, das Regiões Autónomas, das autarquias locais e das organizações internacionais de que Portugal seja parte;
c) A tempos de antena na rádio e na televisão;
d) A constituir coligações.
2. Aos partidos políticos representados nos órgãos electivos e que não façam parte dos correspondentes órgãos executivos é reconhecido o direito de oposição com estatuto definido em lei especial.
Atrás estão descritos os princípios legais em que assentam os partidos políticos em Portugal. Ficam eles como ponto de reflexão tendo em vista :
1 - que a sua actuação é determinante para o bem-estar da população e o prestígio do país no mundo .
2 - Que o país investe neles somas de dinheiro importantes.
3 – Que no mundo é pedida regulação para tudo, menos, ao que parece, para os partidos.
Voltaremos ...... para entendermos a razão do atraso de Portugal
A última grande crise para as famílias portuguesas, antes da atual, ocorreu nos dois anos que se seguiram ao 25 de abril de 1974. Depois de toda a instabilidade vivida neste período, em consequência da tomada do poder, de forma antidemocrática, por uma fação pró-soviética. Tudo isto ainda, debaixo dos efeitos nocivos originados pelo primeiro choque petrolífero em 1973. Os árabes haviam reduzido a oferta de crude durante a guerra com Israel! O preço do barril praticamente quadruplicou e as economias importadoras tiveram de conviver, pela primeira vez, com o fim do petróleo barato. Portugal recebeu entre 1974 e 1976, centenas de milhares de “retornados”!
Portugal bastante dependente, viu as suas importações de energia dispararem a partir de 1975. Embora a maioria das economias tenha sido afetada neste período, a portuguesa foi uma das mais afetadas na Europa, dada a agitação de toda a ordem verificada no país neste período pós 25 de abril 74. Por força da realidade vivida, disparou também uma grave crise na nossa balança de pagamentos.
Entre 1975 e 1976, o consumo caiu quase 10% e a economia teve uma quebra de 8,5%. Os portugueses de acordo com os inquéritos do INE, gastavam quase mais de 40% do seu rendimento anual, que rondava os 71 contos (355 euros) por família, em alimentação. Nessa altura perante os aumentos anunciados nos preços, formavam-se longas filas nas bombas de gasolina. Curiosamente ninguém pediu a queda do Governo de então, apesar deste clima de agitação e das graves dificuldades existentes, sobressaindo a agravante de serem governos, ainda, não eleitos democraticamente.
Terça-feira, 23 de Abril de 2013
No sul da Europa não escapa um só país que não esteja mergulhado em profunda crise! Será bom que as populações se não deixem arrastar pelo canto das sereias dos fatídicos partidos esquerdistas, que há falta de argumentos ou soluções pedem, em contínuo, a queda dos governos em exercício, eleitos democraticamente! É bom de ver que nada adianta mudar de partido, a mudar alguma coisa, essa teria de ser a mentalidade da população e radicalmente o comportamento dos políticos arregimentados, que são a maioria, o que sabe-se ser muito difícil. Talvez, experimentando mudar o juramento que fazem no ato da tomada de posse! Assim, em lugar das juras clássicas e institucionais deviam tais senhores ser submetidos a um profundo choque psicológico tomando por base a lição de Alexandre Magno no momento de morrer. Conta-se que A. M. pressentindo a passagem ao “outro mundo” convocou os seus generais e comunicou-lhes os seus três últimos desejos:
1- Que o seu ataúde fosse aos ombros e transportado pelos melhores médicos do reino.
2- Que os tesouros que tinham conquistado (prata, ouro e pedras preciosas), fossem espalhados pelo caminho até à sua tomba.
3- Que as suas mãos, ficassem balançando no ar, de fora do ataúde e à vista de todos.
A lição aproveita aos médicos, incapazes de evitar a morte. Vai para os especuladores, corruptos e para aqueles que são desmedidamente ambiciosos. Finalmente fica o recado de que nascemos de mãos vazias e assim temos de morrer.
Domingo, 21 de Abril de 2013
Já anteriormente abordámos a rápida proliferação de barracas no concelho de Oeiras, nomeadamente a partir dos anos sessenta, do século XX:
Como causas maiores estavam na sua origem, a vinda de muitas pessoas da província para a Grande Lisboa à procura de emprego, que a industrialização e construção civil ofereciam, embora, com salários pouco compensadores.
Em consequência do mesmo facto, as rendas a pagar por apartamento em Lisboa, tinham subido a preços incomportáveis para a maioria das pessoas recém empregadas e, ainda por cima, desenraizadas.
A solução foi, sem alternativa, a procura de casa na chamada periferia da capital para muitos, e também para muitos outros, o recurso aos bairros de barracas em terrenos do alheio, por vezes de aluguer.
Acho importante transcrever as palavras utilizadas pelo Pie Francisco dos Santos Costa, quando foi recebido em audiência pelo novo Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, na descrição deste facto:
( ) "Até agora apenas referimos as nossas principais preocupações de carácter religioso. Não que não estejamos seriamente apreensivos também socialmente falando, até porque seria utópico pregar o Evangelho a estômagos vazios. Feriu-nos especialmente a atenção o que nos revelou a nossa última campanha de Natal, levada a efeito em todo o âmbito paroquial!
Parece-nos que os seguintes dados o justificam plenamente: na zona da Regueira de Queijas e Taludes encontrámos 35 barracas com 160 pessoas. No Alto dos AGUDINHOS e frente do Forte de Caxias estão quinze barracas e 64 pessoas. Nos Pombais ( terra do Faria ) vivem 260 habitantes em 77 barracas.
Em Atrás - dos - Verdes e Eira Velha pudemos localizar 38 barracas com 163 pobres viventes. Na Senhora da Rocha e proximidades temos 120 habitantes em 34 barracas. Na Gandarela 50 viventes em 17 abarracados. Na estrada da Rocha, BISCOITEIRAS e Olivais 123 barracas com 1330 pessoas. Na zona do Posto RADIOMÉTRICO da Marinha são 46 barracas com mais de 180 habitantes. No Alto dos BARRONHOS mais de 200 barracas com cerca de 1800 pessoas. Na OUTORELA - PORTELA 10 barracas e aproximadamente 40 habitantes. No Alto e Baixo Montijo, quem o pensaria! 110 Barracas em que se amontoam 515 pessoas e finalmente junto ao cemitério de Carnaxide, serra e demais cercanias do lugar - sede da freguesia, Quinta dos Grilos, há ainda 33 barracas com 90 habitantes.
Isto é, resumindo, lado a lado connosco têm os nossos olhos tristes que contemplar hora a hora 735 barracas e saber lá dentro, não poderemos dizer a viver senão que a vegetar, 4755 seres humanos como nós!" (...... )
Em meados da década de sessenta do último século, era esta a situação relativamente a bairros de barracas na freguesia de Carnaxide, na qual estavam incluídas Queijas, Linda - a - Pastora e a Senhora da Rocha.
Todo o panorama se viria a agravar, muitíssimo, com o decorrer dos anos.
Nomeadamente depois da descolonização, posterior ao 25 de Abril de 1974.
Não foram só os portugueses a regressar a Portugal, vindos de todas as ex-colónias, como milhares de pessoas que eram naturais daquelas colónias, que hoje são países independentes.
Em 1985 somavam 5000 as barracas no concelho de Oeiras.
Descrever a realidade vivida nos bairros de barracas, não é tarefa fácil, dada a grande complexidade e promiscuidade que eles envolviam.
Uma existência sem um mínimo de dignidade, sem água, sem luz, condições mínimas de higiene, promiscuidade em família e com os vizinhos, etc.
Dos bairros de barracas de Queijas, Linda - a - Pastora e Senhora da Rocha, poderei dizer alguma coisa porque os visitei várias vezes e, até lá convivi com os seus habitantes.
Assim, tanto os Taludes de Queijas como o Beco dos Pombais, Eira - Velha, Atrás dos Verdes, em Linda - a - Pastora, e a Senhora da Rocha, poderemos dizer que são realidades parecidas, não iguais.
As pessoas que viviam nos Taludes de Queijas nunca conseguiram integrar-se na população desta vila, o que também se passou com os moradores do Alto dos AGUDINHOS que, embora não pertencendo a esta freguesia, era aqui que trabalhavam e faziam a sua vida, dada a proximidade desta vila.
Os taludes são elevações que acompanham a Estrada Militar dos dois lados e que, naturalmente, procuravam proteger os movimentos militares nesta via.
As barracas aqui surgidas situavam-se na parte final desta estrada e do seu lado direito, para quem caminha no sentido da A5 (em tempos mais recuados auto-estrada do Estádio).
Em boa verdade os taludes não eram só a parte mais elevada que ladeia a estrada militar, mas também uma faixa de mais ou menos dez/doze metros de terreno que, já na parte final de acesso à A5 se alargava muito mais.
Era exactamente nesta zona que estavam as barracas e que no seu conjunto atingiriam muitas dezenas.
Os taludes eram propriedade do Exército e, por essa razão, ainda hoje é possível falar com pessoas que lá viveram e ouvi-las contar histórias algo insólitas: por exemplo narrarem que era nesta faixa final e muito larga dos taludes que nos anos sessenta e princípios dos anos setenta, os serviços militares vinham depositar as urnas, desmanchadas, nas quais os mortos das guerras coloniais eram trazidos para a metrópole para serem entregues às famílias.
Grande número de vezes era com estas tábuas que as pessoas faziam as suas barracas.
Em Linda – a – Pastora, com as pessoas que viviam nos vários bairros de barracas tudo foi diferente. Houve integração conseguida, que passava pela sua participação diária na vida daquela localidade, como bombeiros, clube da terra, cafés, namoros, casamentos etc.
Um dia viria em que tudo teria de ser mudado. A existência da realidade desta pobre gente, teria que ter um fim para melhor.
FICAM PROBLEMAS DIFÍCEIS DE RESOLVER
A Câmara Municipal de Oeiras prosseguia com determinação férrea o objectivo de erradicação total das barracas e da habitação degradada do concelho de Oeiras. A habitação municipal é uma prioridade na estratégia do município.
Por outro lado, a manutenção das condições físicas de um parque de habitação municipal que vai envelhecendo, implica investimentos expressivos, para os quais a maior parte dos municípios não terá capacidade suficiente.
A tudo isto, acresce ainda o facto de termos que enquadrar os equipamentos adequados, ao serviço de populações de cariz social e cultural cada vez mais diverso e complexo. Nesta complexidade teremos de considerar os casos isolados de realojamento, de indivíduos quase incapazes de gerir a utilização de um fogo - e vem constituindo a fase terminal e mais difícil do Programa Especial de Realojamento - como ainda a de integração de grupos
marginais, que de algum modo pontuam em alguns dos nossos bairros.
E temos ainda - porque não dizê-lo? - toda a propaganda sensacionalista, com que alguma da nossa comunicação social pactua, informando mais sobre as patologias dos nossos novos ambientes, do que do esforço do nosso trabalho constante. A insegurança, que sempre se gera nos novos ambientes de realojamento, radica mais em condições sociais, do que nas físicas que pudemos construir, pois que as situações de maior gravidade se circunscrevem a áreas relativamente restritas, sem qualquer conformação especial. Estaremos, actualmente, prestes a terminar uma fase de correcção restrita de problemas do habitar em cidade, com a conclusão dos programas de construção abrangidos pelo PER.
Uma outra fase começará, obrigando à identificação e resolução de novos problemas, que o Programa Especial de Realojamento não pôde enquadrar, como aqueles que da sua realização vieram e virão a surgir Nos nossos núcleos antigos coexistirão tecidos físicos e sociais muito frágeis, aos quais viemos dando menor atenção e para os quais não foi tomada qualquer medida, de impacto realizador, como pelo menos assistimos com o PER.
Há que pensar ainda nos modos que iremos encontrar para integração dos novos imigrantes, que o nosso desenvolvimento económico irá obrigando a considerar. A Área Metropolitana da capital do país exige, de todos nós, um esforço de aperfeiçoamento dos modos de trabalhar e de integrar as especificidades de um território tão rico, quanto complexo, na sua diversidade.
Para quem acreditou que os Independentes fariam a diferença, para melhor, e forçariam os partidos a uma desejável regeneração, desiluda-se. Eles, os Independentes, já mandam dentro dos partidos, mas da forma mais imprópria e menos ética. Esta é a política no seu pior, escondida nos meandros sinistros do segredo!
Se Portugal e os portugueses ganhassem com toda estas promíscuidades, valeria a pena os mais conhecedores e experientes "engolirem em sêco" calando dentro de si próprios, aquilo que os corroi e lhes tira o sono, agora quando vislumbramos, todos, o país que nos deu um berço entrar em bancarrota financeira e moralmente, e milhares de pessoas terem medo de dizer que têm fome, é preciso dizer basta. É preciso calar aqureles que falam da vontade do partido e não da vontade de Portugal, daqueles que endeusam o 25 de Abril (movimento militar) de forma cega sem enxergarem o desemprego, a miséria moral, as injustiças e a falta de equidade real impregnada de conceitos constitucionais vazios e utópicos! Queremos outro Portugal.
OUTROS INDEPENDENTES MAIS VALE VOTAR EM PARTIDOS
Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
UM GENUÍNO MOVIMENTO INDEPENDENTE
Na passagem do 8.º aniversário da campanha do MCI - muito relembrada na Freguesia de Queijas - deixamos o seu último contacto com a população, em comunicado feito aos eleitores:
Cara(o) Concidadã(o)
Fizemos da lisura e elevação o essencial na estratégia da nossa campanha eleitoral.
A dois dias apenas das eleições, temos cumprido.
Não podemos contudo deixar de lamentar, ler-mos e ouvirmos outras candidaturas, prometerem aos eleitores aquilo que, em processos penosos, já garantimos para a Freguesia.
No decorrer do mandato concretizámos ou assegurámos, entre outros, os seguintes anseios da população:
Atendimento – Personalizado e permanente;
ALAMEDA DE QUEIJAS – Estudo prévio aprovado;
Arborização – Plantação de muitas dezenas de árvores;
CENTRO DE SAÚDE – Protocolo assinado entre a C.M.O. e o Ministério da Saúde para construção em 2003;
Cultura – Criação da Associação Cultural de Queijas;
Equipamentos – Jardins Infantis;
Espaços Verdes – Aumento substancial;
Honrarias – Elevação de Queijas a Vila;
Iluminação – Quase totalmente renovada;
Mercado – Moderno e funcional;
Património – Estátuas (São Miguel e Madre Maria Clara);
PAVILHÃO COBERTO – Em fase de adjudicação;
Posto da G.N.R. – Modelar;
Rede Viária – Aumento considerável;
Recuperações – Ruas Gil Vicente, Afonso Lopes Vieira, António Feliciano Castilho, Soares de Passos;
Realojamento – de centenas de famílias;
Urbanizações – Bairro da Calçada dos Moinhos e Encosta de Linda-a-Pastora.
MOVIMENTO DE CIDADÃOS INDEPENDENTES -
O Candidato - António Reis Luz
Já divulgámos o nosso programa de acção , quanto a PROMESSAS só de muito trabalho, carinho e respeito por todos os habitantes da nossa Freguesia. SAUDAÇÕES A TODOS OS HABITANTES DE QUEIJAS, NESTE TRISTE MOMENTO EM QUE FICARAM SEM A SUA FREGUESIA
— Rodrigo Adão da Fonseca @ 22:32
Nunca percebi esta ideia do “preso por ter cão e preso por não ter”. Uma opinadora profissional, de cabelo curto e com uns óculos que lhe dão de facto um ar credível, na SIC-N, desenvolve uma teoria contra os “independentes” e ministros “técnicos”, apelando aos “políticos com P grande”. Está assustada também com os lobis, e o medo da contestação do status quo contra um ministro que percebe de economia, com vasta obra publicada. Aqui do meu sofá, diria que é bom ter num governo e na vida pública tanto políticos experimentados como pessoas com perfis mais técnicos. Haja verdadeiras ideias, um bom programa de governo e uma correcta coordenação, não vejo como cidadão onde está o problema de ter gente – imagine-se – capaz num governo. Cá para mim, a senhora do cabelo curto está com medo que lhe faltem “políticos” com “P” grande…
Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

Estamos no ano de 1936 - Esta fila é para a sopa dos pobres distribuida pela Misericórdia dos Olivais em Lisboa
O Diário de Noticias escreve que nesse dia foram beneficiados 299 pobres que receberam 606 rações de sopa e pão. Tendo ficado ainda muitos pobres da freguesia dos Olivais por servir
No final dos anos 30, com Espanha em conflito. Portugal viveu uma das suas crises mais graves de sempre, que veio a piorar com a 2ª Guerra Mundial a partir de 1939
(FOTO E ARTIGO DO jornal EXPRESSO DE 24.5.2008)
E CRISES SUAVES – Até parece que é uma consequência da nossa dívida e da austeridade do ministro Gaspar! Desenganem-se os arautos do apagão das consequências do último Governo.
“Portugal está a abrandar nos últimos 40 anos e as perspetivas futuras não são muito animadoras. Quando a economia se começava timidamente a tentar levantar de vários anos de quase estagnação foi apanhada no meio de uma crise financeira internacional.
O próprio Governo, que é normalmente o refúgio mais seguro do otimismo, já foi obrigado a dar a mão à palmatória e a cortar sete décimas, de 2,2% para um 1,5%, na previsão para este ano. Mais pessimista até que a Comissão Europeia e apenas acima do Fundo Monetário Internacional (FMI), que aponta para 1´3%, A agência de <rating> (notação de risco) Standard & Poor´s avançou esta semana com a previsão de 1,2%. Tudo más notícias que não são, apesar de tudo, suficientes para tornar os atuais problemas tão graves como outras crises que Portugal enfrentou no passado. (…) No caso português são identificados (desde 1870 a nível mundial) claramente quatro períodos de forte turbulência a partir de 1910 com efeitos graves no consumo das famílias: as duas guerras mundiais, o final dos anos 20 e década de setenta. As maiores contrações do PIB <per capita> aconteceram no final dos anos 20 e novamente em 1934-1936, com quebras de, respetivamente, 10,9% e 14,8%. Além destes casos houve também tombos na Primeira Guerra Mundial, na Segunda e em 1975-1976-, mas todos abaixo dos 10%.Desde então, Portugal apenas esteve em recessão mais três vezes 1983-1984 1993 e 2003. Expresso 24-05-2008.”
Estas informações podem servir a certos líderes de centrais sindicais e partidos de esquerda, a fim de deixarem de tornar a situação ainda mais grave para o povo e para Portugal. Sabe-se, de fonte segura, não terem eles quaisquer soluções para remediar aquilo que foi ocorrendo no tempo, com o seu silêncio e alguma cumplicidade.
Quinta-feira, 18 de Abril de 2013
Faith Fippinger, uma professora primária aposentada, de 62 anos, residente na Florida, passou a maior parte das quase três semanas que esteve no país dedicadas ao trabalho com crianças. Por ser convidada a descrever as transações financeiras feitas no Iraque, esclareceu ter gasto apenas dinheiro em comida e produtos de emergência. As duas asseguram estarem na disposição de pagar. Em nome do Departamento do Tesouro, Taylor Griffin garantiu apenas que «aqueles que violaram as sanções estabelecidas internacionalmente e pelos Estados Unidos podem contar com o justo e estrito cumprimento da lei». O fator político não contou para a tomada desta decisão, disse, e os activistas não podem querer escolher que leis se devem ou não aplicar aos seus casos. «O direito de protestar e a liberdade de expressão não podem ser confundidos com o direito de violar a lei».
Lei é lei, e o Governo dos EUA está disposto a aplicá-la em qualquer circunstância. Mesmo em situações excecionais. Daí que os cidadãos norte-americanos que viajaram para o Iraque como «escudos humanos», violando o embargo imposto ao território de Saddam Hussein, enfrentem agora pesadas multas. Pelo menos alguns desses ativistas, já receberam as comunicações do Departamento do Tesouro, sendo exigido a cada um o pagamento de uma multa que ronda os 10 mil euros. Utilizando os milhas acumuladas como passageiro frequente e 1 500 euros das suas poupanças, Clancy, de 26 anos, proprietária de uma loja de discos em Milwaukee, chegou ao Iraque em Fevereiro de 2003, acompanhada de um grupo de 300 outros ativistas, oriundos de 30 países diferentes (portugueses inclusive). O regresso a casa foi assim antecipado, numa viagem de 80 horas sem dormir e, pelo menos dois interrogatórios nos aeroportos de Israel e Minneapolis, mais uma interdição temporária de se deslocar de avião.
A música para os tempos de guerra, no mundo árabe
«Ataque ao Iraque» é o “hit”, do cantor egípcio Shaaban Abdel - Rabin. Na verdade o mundo islâmico já tem um hino contra a guerra no Iraque. É uma canção pop chamada, literalmente, «Ataque ao Iraque», cantada por Shaaban Abdel-Rabin, um artista egípcio de meia-idade, que usa casacos espampanantes, uma permanente cerrada no cabelo e não sabe ler nem escrever. A letra parece mais uma rapsódia de títulos de jornais do que uma canção pop.
É o centro da indústria petrolífera iraquiana, com reservas de cerca de 10 mil milhões de barris, que tem vindo a operar desde há 70 anos, com ligações importantes ao Mar Mediterrâneo através de oleodutos. Diariamente são obtidos um milhão de barris, cerca de metade da exportação do país. Este é também um local onde os serviços secretos fazem uma apertada vigilância. “Informação recentemente obtida revelou que o Iraque recebeu uma caravana de 24 camionetas com explosivos. Embora a destruição dos poços não seja um ato significativo do ponto de vista militar, vai ter impactos económicos e ecológicos prolongados no povo do Iraque, bem como nos vizinhos do Iraque”, admite o Departamento de Defesa dos EUA. A colocação de tropas aliadas tem sido feita para que os soldados tomem de imediato controlo deste tipo de instalações. O departamento já definiu estratégias que permitem às forças dos EUA proteger os poços rapidamente para evitar que sejam destruídos. Com base em contrato com as empresas privadas (dos EUA), seriam de imediato extintos os fogos e feito o balanço dos estragos nessas infra-estruturas”, acrescenta este ministério norte-americano.
Se esta “ameaça” se concretizar, a catástrofe ecológica poderá ser ainda mais grave do que foi no Kuwait, porque o Iraque é 25 vezes maior e tem cerca de dois mil poços, contra os 750 incendiados por Saddam Hussein na Guerra do Golfo. Nessa altura, foram queimados entre seis e oito milhões de barris diários e o último fogo só se extinguiu depois de oito meses a arder. Além disso, o Iraque tem muito mais população e os efeitos de semelhante ato seriam gravíssimos para a sobrevivência no país.
“ Não deve ser a questão ambiental a definir se haverá, ou não guerra, mas sim aquele que será o impacto na população e na paz mundial. Mas precisamos ter muito cuidado. A vitória na guerra contra o Iraque pode muito bem ter um custo demasiado alto para a população e para o ambiente”, adverte Jonathan Lash, presidente do Instituto Mundial de Recursos, em declarações à BBC Online. O incêndio de poços polui o ar, destrói o solo, contamina as reservas de água, mata a flora e a fauna. As chuvas ácidas, que afectam o ambiente e a saúde das pessoas, são uma consequência inevitável do lançamento de milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera.
As valas que estão agora a ser descobertas atraem milhares de pessoas que vêm ver se entre esses restos que aparecem à luz do dia, como testemunho do horror do passado recente do Iraque, descobrem os seus parentes desaparecidos. Um desses casais que, desde Abril, percorre o país em busca dos ossos de um filho que se esfumou há doze anos são dois anciãos – ele muito doente – aos quais só a ilusão de recuperar os restos desse ser querido, vai mantendo vivos. «A minha vida são 35 anos de dor», afirma a senhora Al - serrat, sem chorar com uma cara dura e como que dissecada pelo desespero. É uma mulher sem idade, submersa na “abaya” negra que apenas lhe deixa a cara a descoberto e rodeada pelas duas filhas, muito jovens, veladas também, e que ao longo de toda a entrevista permanecem imóveis e mudas, como estátuas trágicas. Pouco depois desta segunda desgraça, sobreveio a terceira. O pai foi preso e desapareceu na noite da ditadura. Três anos depois, um desconhecido fez chegar à família um pedaço de papel: «Vão à prisão de Abu Ghraib», a prisão dos arredores de Bagdad, cenário das piores torturas e assassínios políticos. Lá estava o seu pai, o qual puderam visitar de tantos em tantos meses, por poucos minutos. Soltaram-no seis anos depois, tão misteriosamente como o tinham capturado. Nunca lhe disseram porque o detiveram. Finalmente, chegou a vez do irmão mais novo, que desapareceu na altura do levantamento xiita de 1991, reprimido pelo regime numa orgia de sangue. Foi soldado durante a guerra do Kuwait. Na última vez que alguém o viu estava de serviço, de uniforme, em Najaf. Desde então, nada mais soube dele e é este desaparecido que os pais da senhora Al-Sarrat procuram, na sua peregrinação dolorosa pelas valas comuns que se descobrem dispersas pela geografia do Iraque.
De óculos escuros e roupa à civil, Ali vagueia, impune, pelas ruas. È um dos polícias afectos ao regime de Saddam Hussein que despiu a farda e que goza da liberdade do caos que se vive no pós-guerra de Bagdad. O seu testemunho dado a Mark Franchetti, enviado do «Sunday Times» à capital iraquiana, é uma espécie de símbolo do regime que chegou ao fim. O relato que fez aos jornais revela parte da barbárie que, aos poucos, se vão descobrindo entre os escombros deixados pelas bombas da coligação, através das mais diversas declarações de ex-presos políticos sobreviventes. Ali era responsável por castigos a dissidentes. Sob o olhar dos familiares, na via pública, a vítima ouvia o veredicto enquanto os guardas lhe cortavam a língua, as mãos ou a cabeça, de acordo com a sentença. E os motivos poderiam ir da oposição “oficial” ao regime até a um mero desabafo proferido contra Saddam Hussein na rua. Ao ser instado a dizer em quantos castigos tinha ele participado com as suas próprias mãos, respondeu, de forma tão fria quanto os métodos que utilizava: «Ia precisar de uma calculadora». Mas acabou por assumir que cortara a língua a 13 pessoas, além da participação no assassinato de outros 16 e decapitações. Entre as vítimas conta-se feras Adnan, um comerciante de 23 anos, acusado de insultar o Presidente durante uma rixa no mercado de Bagdad. Perseguido pela polícia, Adnan conseguiu refugiar-se e esconder-se nos arredores da capital. Chegados a sua casa, perante a sua ausência, os agentes detiveram um tio, um irmão e dois dos seus primos. Na prisão, torturaram-nos com choques eléctricos. Depois chegaria a vez dele. Foi entregue ao corpo policial ao qual pertencia Ali e levado para casa do pai, no norte de Bagdad. À frente da família, Feras Adnan foi amarrado e vendado. Apesar dos apelos insistentes do pai, os guardas cortaram-lhe a língua com uma faca. Mas, desta vez, não chegaram a conseguir concluir o serviço. Adnan ainda exibe a cicatriz e mal articula as palavras, mas conseguiu relatar a sua experiência. Contudo, Ali subestima os seus atos. «Nem sequer pensava no que fazia. Não era mais do que um trabalho», afirma, acrescentando: «comecei a sentir-me mal com os castigos, o das línguas, o das mãos e as decapitações». O antigo dirigente iraquiano Ali Hassan al-Majid, mais conhecido por «Ali, o Químico», foi detido no Iraque e está sob custódia das forças norte-americanas. Quando da ressurreição curda no norte do Iraque, em 1988, al-Majid, então comandante do exército, terá ordenado um ataque com armas químicas que matou milhares de curdos, episódio que lhe valeu a alcunha de “Ali, o Químico”. As segundas e quartas-feiras eram dias de execução de opositores de Saddam Hussein na prisão mais famosa do Iraque. O ritual repetia-se como um relógio e foi aparentemente realizado pela última vez dias antes da guerra.
Assembleia Geral
A Assembleia Geral é o órgão central das Nações Unidas, no qual todas as nações podem falar e ser ouvidas sobre qualquer assunto. Nela estão representados todos os Membros das Nações Unidas. Cada país tem direito de voto, em pé de igualdade com os outros. Rico ou pobre, grande ou pequeno, cada país tem apenas um voto. As questões importantes são decididas por uma maioria de dois terços dos votos.
A Assembleia Geral reúne regularmente uma vez por ano, com início na terceira Terça-Feira de Setembro, por um período de pelo menos três meses. Mas podem ser convocadas reuniões de emergência, em qualquer altura. A Assembleia Geral elege todos os anos o seu Presidente. Este tem a tarefa de presidir, ou seja, dirigir as reuniões da Assembleia Geral. A Assembleia Geral pode debater e fazer recomendações sobre qualquer assunto (a menos que ele se encontre em mãos do Conselho de Segurança). Recebe relatórios do Conselho de Segurança e dos outros órgãos principais da ONU, bem como do Secretário-Geral. Admite novos Membros, mediante recomendação do Conselho de Segurança. Nomeia o Secretário-Geral, que é o "Administrador" das Nações Unidas, mediante recomendação do Conselho de Segurança. Elege os membros dos outros órgãos e decide quanto deve ser a contribuição que cada país tem de pagar às Nações Unidas e a forma como esse dinheiro é gasto. As resoluções adotadas pela Assembleia Geral são apenas recomendações aos países Membros. Não é possível executá-las juridicamente. Mas essas recomendações têm um grande peso, porque a Assembleia Geral representa a voz e a opinião pública de quase todos os países do mundo.
O regime talibã mergulhou o país num estado brutal de “apartheid” do género, no qual as mulheres e as meninas foram destituídas de todos os seus direitos humanos básicos. As mulheres nem os olhos podem mostrar, ou sequer falar. As meninas não podem ir às escolas, as professoras são proibidas de trabalhar, dão aulas secretas a pequenos grupos. Há ainda mulheres que se pintam, secretamente, pois a maquilhagem também é proibida. Uma mulher que foi executada, estava ajoelhada, completamente envolta no seu xador azul claro, lamentava-se e implorava, quando um miliciano se aproximou vagarosa e displicentemente pelas suas costas, encostou o cano do seu fuzil à sua cabeça e atirou. Vê-se a bala cravando-se no chão e um jorro de massa encefálica.
Em 1994, quando o mundo se consciencializou das barbaridades de Hitler, tomou providências para que a matança fosse interrompida. Era tarde de mais para esconder toda a verdade. Os sobreviventes judeus, por quererem evitar a repetição do holocausto, propuseram à ONU a criação de um Estado Judaico na Palestina, onde antigamente se localizava Canaã. Com pressões de todos os lados, no espaço de três anos, A Assembleia Geral das Nações Unidas determinou o estabelecimento do Estado Judeu na Palestina e que seria seguida, após alguns meses, da proclamação do Estado de Israel. Segundo muita gente, a Palestina nada mais é, que a terra que foi prometida por Deus aos Judeus que saíram do Egipto e caminharam 40 anos pelo deserto em busca destas terras. Viveram ali muitos anos, mas foram expulsos por outros povos que habitavam a região, espalhando-se então por todo o mundo. Haviam passado quase dois mil anos, quando regressaram, encontrando a terra prometida habitada pelos árabes e dominada pelos ingleses. Quando os ingleses saíram, para permitirem a criação do Estado de Israel, começaram as lutas com os países vizinhos. Dos catorze milhões de judeus que existem por todo o mundo, só um pouco mais de um quinto vive em Israel; há mais judeus em Nova York que em toda a nação judaica. Com uma população residente de 6 milhões, a comunidade judaica dos Estados Unidos é de longe a maior. Ao todo, os Estados Unidos, o Canadá (300 mil), e a América Latina (620mil) concentram mais de 65% dos judeus. Os judeus tiveram de se adaptar constantemente à língua e aos costumes dos locais que escolheram para viver. Devido à influência do Estado de Israel, o hebraico voltou a ser a língua básica da educação judaica, depois da língua nativa das comunidades da Diáspora.
Quarta-feira, 17 de Abril de 2013
ALIMENTA TRÊS MIL FAMÍLIAS EM LISBOA, SINTRA, LOURES E CASCAIS
O movimento "ZERO DESPERDÍCIO", recuperou mais de 388 mil refeições que tinham como destino o lixo, no espaço de um ano.
A comida é canalizada para três mil famílias dos concelhos de Lisboa, Loures, Cascais e Sintra, divulgou o presidente da associação DARIACORDAR, António Carlos Pereira.
O movimento conta com 90 parceiros doadores, entre os quais supermercados,hóteis, refeitórios, Assembleia da República e Banco de Portugal. As refeições são entregues a 40 instituições que as distribuem pelas famílias carenciadas. Dados da Associação indicam que 360 mil passam fome. Em risco de pobreza vivem dois milhões, referiu por sua vez, o padre Lino Maia. O presidente da Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social considera que a carga fiscal excessiva ameaça o Estado Social.
CM - 17-04-2013
"O antigo secretário de Estado das Obras Públicas Paulo Campos revelou ontem no Parlamento que o ex-primeiro ministro José Sócrates "ligava de 48 em 48 horas quando queria uma estrada feita", mas considerou que não houve pressões, mas sim "insistências". Ouvido na comissão de inquérito às parcerias público-privadas, Campos admitiu ainda contatos com o "Tribunal de Contas", num sábado à tarde, para resolver o impasse na obtenção de visto para as subconcessões. O antigo Presidente das Estradas de Portugal, Almerindo Marques, já tinha afirmado que Sócrates pressionava para "mais obras". PRG
CM - 17-04-2013
" Não creio que sem uma guerra, ou outra catástrofe que diminuisse significativamente os abastecimentos externos em bens essenciais ao país, fosse possível voltar a viver situações como a de 1916-1919" , afirma Nuno Valério.
O mesmo pensa Pedro Lains que "acha "muito pouco provável" que haja problemas como os do passado no abastecimento de alimentos. Em relação aos problemas financeiros da década de 70, lembra ainda que, nessa altura, " houve um grave problema de balança de pagamentos e hoje não temos esses problemas por causa do euro".
jsilvestre@expresso.pt
24-05-2008
Terça-feira, 16 de Abril de 2013

PERDIDO ENTRE AS MONTANHAS E OS CASTANHEIROS, encontrei um local cheio de magia!
São a força e a liberdade que fazem os homens virtuosos. A fraqueza e a escravidão nunca fizeram nada além de pessoas más.
(Rousseau)
Temos contaminado as ondas de rádio e televisão com muita grosseria e pornografia e temo-lo chamado “liberdade de expressão”.
UM PAÍS DESINFORMADO
Não existe informação na nossa comunicação social, e muito menos existem estudos profundos e credíveis! Passa-se a vida a discutir palavras adulteradas no seu exato sentido, por descontextualização. Os nossos telejornais abrem, correm e fecham com polémicas estéreis repetidas dezenas de vezes, fazendo por esquecer os factos reais e as causas profundas. Ideologias mais que ultrapassadas no mundo de hoje, têm os seus representantes, em contínuo, nas nossas casas, descaradamente sentados à nossa mesa, do pequeno-almoço ao jantar!
Que passamos a vida a discutir palavras, é uma realidade indesmentível. Outra realidade é que todas estas coisas foram ditas, por quem as disse, com mágoa e triste constatação e os órgãos de informação puseram-nas a correr com o seu real sentido desvirtuado.
Não teria sido muito mais profissional que os senhores jornalistas tivessem aprofundado cada um dos casos que põem a correr, de modo a explicar à população coisas como:
As causas da nossa triste situação, ou como pode alguém que representa o governo mais responsável neste caos, vir falar de “retoques”? Porque aumentam os desempregados? Quais as reformas que temos de fazer e porquê? Como se pode crescer sem dinheiro nem credibilidade externa, agravada pela instabilidade de rua e greves contínuas? Por que motivo toda a gente pode acumular empregos, menos a maioria dos reformados? Que governos compraram tais automóveis? Descontos feitos para as reformas no sector público e privado? etc.
Tenham pena e respeito por este povo, e ajudem quem quer acabar com toda esta triste realidade para onde PORTUGAL foi atirada com um estranho silêncio da maioria da nossa comunicação social!
“ Temos abatido os nossos condenados e chamamo-lo de “Justiça”.
Fizemos deste mundo uma “Ilha dos Condenados”. Uma ilha na qual outros têm liberdade total, muitas vezes não merecida,têm a admiração e o respeito de todos os outros cidadãos e onde os condenados estão, sem apelo, condenados à morte! Para estes condenados tudo é angústia existencial humana. Para eles não há compreensão ou uma maior visão dos horizontes do absurdo que é a vida.
Quem não erra? O erro faz parte das nossas limitações e temos de viver com ele, aproveitando-o para melhorarmos e para sermos mais humildes. Sofremos com os nossos erros e com os erros dos outros, mas isso faz parte da vida. Metade dos nossos erros na vida, nasce do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir. Todo o homem é, pelo menos, culpado do bem que não fez. O único erro verdadeiro é aquele com o qual nada se aprende e sendo assim teremos de conceder aos condenados desta ilha, chamada Terra, uma outra oportunidade de aprender com o erro cometido. Todo o homem é, na sua condição de humano, um potencial condenado.
Como disse Santo Agostinho; “Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.
Temos cobiçado os bens do nosso vizinho e a isso temo-lo chamado “ter ambição”.
VIZINHO, AMIGO E FAMILIAR
O artigo 1366º, n.º 1 do Código Civil determina que “é lícita a plantação de árvores e arbustos até à linha divisória dos prédios; mas ao dono do prédio vizinho é permitido arrancar e cortar as raízes que se introduzirem no seu terreno e o tronco ou ramos que sobre ele propenderem, se o dono da árvore, sendo rogado judicialmente ou extrajudicialmente, o não fizer dentro de três dias”.
Tudo seria muito simples se as relações entre vizinhos pudessem ser legisladas com toda esta simplicidade, muito embora no caso vertente também surjam grandes problemas. Apesar das dificuldades nesta abordagem, na passagem do Dia do Vizinho, convém refletir numa realidade que temos à entrada e saída da nossa porta, no dia-a-dia.
Podemos afirmar que as Freguesias são uma consequência lógica da evolução das Paróquias, cujo começo teve origem em 1830 pelo Decreto n.º 25.
A partir dessa altura e na base desse Decreto em cada Paróquia haveria “uma junta nomeada pelos vizinhos da Paróquia e encarregada de promover e administrar todos os negócios que fossem de interesse permanente local”.
A criação das freguesias foi obra dos vizinhos que confiavam a defesa dos seus interesses a uma Junta constituída por pessoas da sua confiança e ao Regedor (hoje não é bem assim!), pessoa experiente e muito respeitada. Para tal, necessariamente, os vizinhos trocavam entre si opiniões e promoviam a sua união em torno de um objetivo; a sua segurança e a defesa dos seus interesses individuais e coletivos e dos desprotegidos da sorte
(crianças abandonadas e mendigos).
Os tempos mudaram, tudo atingiu uma escala gigante, os vizinhos quase não se conhecem, as escolhas dos candidatos são meramente políticas, mas os problemas são os mesmos, embora tratados com menos transparência e carinho. A bem de uma vida melhor para a sociedade civil, nos tempos que correm é preciso descobrir novas sinergias nas capacidades humanas e sociais dos modernos vizinhos. Se em cada lar começar a haver novos conceitos de vida, e em vez de se ver no vizinho alguém que tem um carro melhor que o nosso, conseguiremos ver nele uma pessoa que nos pode acudir primeiro que ninguém numa aflição, o nosso vizinho começa a ser para nós um complemento da nossa família. Pode até tudo isto nos parecer totalmente utópico, irrealista, mas em boa verdade se nos lembrarmos de que tudo aquilo que temos, nada está garantido, alguma solidariedade começará, aos poucos, a despontar.
De resto, já tanta coisa mudou no mundo até hoje e muitas outras irão continuar em mutação constante, que ao cidadão comum, nada mais restará que estender a mão ao seu vizinho deixando transparecer para ele, todos os dias, um franco e aberto sorriso de permeio com uma palavra amiga. Uma palavra amiga e não invejosa, nunca poderemos sustentar a nossa ambição a partir daquilo que o nosso vizinho tem no seu "quintal".
Temos explorado o pobre e temos chamado a isso “sorte”.
Povo Pobre, Pobre Povo
Povo pobre culturalmente. Pobre povo que não tem acesso á diversidade cultural, para ser consciente.
Povo pobre ludibriado na eleição. Pobre povo que tem uma política de pão e circo como gratidão.
Povo pobre que não consegue diferenciar um partido eleitoral assistencialista de um neoliberal. Pobre povo que boa parte nem se preocupa com eleição e acaba sempre se dando mal.
Povo pobre que acredita que enriquecerá apenas trabalhando. Pobre povo que é explorado e seus patrões são os que enriquecem com você se matando.
Povo pobre explorado em alguma sociedade. Pobre povo que é explorado sem ter idade.
Povo pobre que diariamente enfrenta transportes públicos lotados. Pobre povo que poderia pensar em se organizar ao se digladiarem e não ficarem acomodados.
Povo pobre que enfrenta policiais em manifestações. Pobre povo que poucas vezes sabe que o inimigo veste terno e gravata ao invés da farda.
Povo pobre que enfrenta a água da enchente entrando em suas casas sem alguma consciência. Pobre povo que joga seus lixos nas ruas e rios e se esquecem de suas causas e consequências.
Povo pobre alienado pelos meios de comunicações. Pobre povo que muitas vezes acreditam apenas em suas “verdades”, utilizando como sermões.
Povo pobre que assiste novelas. Pobre povo que se esquece da vida real fora das telas.
Povo pobre que só sabe criticar. Pobre povo que ao invés de apenas escrever tem que começar a revolucionar.
Peterson em 27/01/2011
“Maldição àqueles que chamam “bem” ao que está “mal”, e é exatamente o que temos feito.
Ao falar na homilia da celebração do Paixão do Senhor, na Sé de Braga, Jorge Ortiga também não poupou a «corrupção judicial» e as «mentiras dos astrólogos».
«Por que é que nós consentimos que tantos seres humanos continuem a ser vítimas da miséria social, da violência doméstica, da escravatura laboral, do abandono familiar, do legalismo da morte, da corrupção judicial, das mortes inocentes na estrada, das mentiras dos astrólogos, do desemprego, de uma classe política incompetente e do monopólio dos bancos?», questionou o prelado.
Jorge Ortiga manifestou-se preocupado com o número de suicídios «que aumentam diariamente» em Espanha, por causa da penhora de casas, e advertiu que, «em breve, este drama poderá chegar» também a Portugal.
Uma preocupação extensiva às depressões dos jovens portugueses, «que se fecham nos seus quartos por causa do desemprego», e às famílias «cujo frigorífico se vai esvaziando».
«Os políticos, por seu turno, refugiam-se em questões sem sentido do verdadeiro BEM comum e o sistema bancário, depois de ter imposto a tirania de consumos desnecessários para atingir metas lucrativas, hoje condiciona o crédito justo às jovens famílias portuguesas, com taxas abusivas que dificultam o acesso a uma qualidade de vida com dignidade», assim criticou o MAL.
Para Jorge Ortiga, a solução está em Jesus, Ele é o “BEM”, «o autêntico libertador do povo, porque concede crédito (atenção) aos mais pobres, e defende o ideal da fraternidade».
Segunda-feira, 15 de Abril de 2013
Temos abusado do poder e temos chamado a isso: “Política”.
Vai uma grande confusão na cabeça das pessoas sobre estas duas palavras. Para alguns, hoje, elas parecem estar muito afastadas. Porém, sem uma ideia clara sobre elas, é muito difícil pôr alguma ordem no mundo, a fim de se controlar o funcionamento das sociedades civis.
Sendo a Política o modo de tomar decisões sobre aquilo que devemos fazer,e Poder o modo de concretizar essas mesmas decisões. São pois, duas realidades distintas mas complementares.
Porém, a realidade é bem mais complexa por força da existência de lóbis e interesses muito poderosos que tornam os governos bem fracos. Assim, acabam por fazer vencimento esses poderes, desviando as decisões do seu normal percurso. Tudo acaba numa responsabilização política, muito vaga e protegida.
Por último, não tenhamos quaisquer dúvidas, que os lóbis e outros interesses, atravessam partidos, governos, organismos públicos, Assembleia da República e todo o lado, onde possa haver, uma ponta que seja, de poder de decisão ou interesses a captar. Os intervenientes em tais processos, salvo raras exceções, só podem ser pessoas sem escrúpulos, pouco interessadas na defesa do que é justo ou da verdade e, somente norteadas no cumprimento cego das instruções de quem lhes paga.Muitas das sedes das Empresas Municipais, mais parecem sedes partidárias! Dar com uma mão, sem que a outra não saiba, é coisa que os executivos políticos não conseguem fazer e por isso, sabe-se que a maioria dos subsídios estatais, municipais ou das Juntas vão para os "amigos" fieis, que votam naqueles que dão aquilo que não é deles mas do povo! Sempre no intuito de criarem grandes clientelas, prejudicando desse modo quem é honesto e competente, a troco da sua eternização no poder.