Sexta-feira, 18 de Abril de 2014

MENTE CÓSMICA UNIVERSAL

 

Sabemos que a ação do pensamento de um indivíduo sobre outro ou outros indivíduos, é ainda um fenómeno que não se consegue dominar em absoluto. Fala-se da possibilidade de, por meios telepáticos, facilitar a nossa ajuda aos habitantes da Terra. A este fenómeno chama-se, “sugestão mental”, cujo significado implica a possibilidade de uma mente mais poderosa impor ativamente o seu pensamento a um outro, ou outros, seres humanos, sem que para isso ofereçam resistência. Aqui no nosso atual plano de existência, já o conseguimos fazer sem grande dificuldade! O nosso último objetivo seria conseguir este efeito, mas, nos dois sentidos. Sabemos que para tal seria preciso não interferir na ordem estabelecida no universo, o que complica e muito dificulta este objetivo. A ação da mente à distância, seja sobre outra mente ou sobre a matéria, sempre existiu neste plano em que nos encontramos. Mesmo na Terra, sabemos que esta crença se manifestou desde longa data e entre todos os povos, em estado de pouca evolução ou muito civilizada. As tentativas de psicólogos, cientistas, e outros estudiosos destes assuntos, para explicarem a projeção de pensamentos em bases puramente metafísicas, têm sido uma constante preocupação.

Sabemos que aquilo a que chamamos de “Consciência Universal”, ou de “Consciência Cósmica”, é uma substância ou energia uniforme e imutável, de alta frequência vibratória, que impregna todo o espaço e está em contacto real e permanente com a consciência de todas as criaturas vivas. Podemos afirmar que todas as consciências existentes na Terra estão, de algum modo ou em certo grau, em contacto com a “Mente Cósmica Universal” pois ela é a soma total das consciências de todas as criaturas vivas ou latentes noutros planos de existência.

Isto pode permitir que a algumas dessas criaturas, estimulem e desenvolvam maior grau de sensibilidade às impressões recebidas e emitidas. São, pois, os contactos com essas pessoas ou seres de outro plano de vida, que nós pretendemos desenvolver para melhor podermos transmitir os nossos conhecimentos e conclusões, entendidos por nós como úteis para ajudar todos aqueles que estão de passagem pela Terra. 

publicado por luzdequeijas às 18:43
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PESCADORES DE RIO

As águas do rio já não eram barrentas. Estavam cada vez mais límpidas. Quase à superfície, apareciam peixes a nadar vencendo a corrente. A ramagem dos salgueiros deslizava na face das águas correntes. Os adeptos da pesca à linha, das terras vizinhas, estavam de volta.

 

 

Os outros, os profissionais também. Era vê-los remando e estendendo as redes nos seus barcos pretos, em forma de meia-lua. Vários aprestos de pesca como “covos”, “tarrafas”, etc., completavam a faina dos pescadores do rio. A venda deste peixe era feita nas terras envolventes, desprovidas de abastecimento de peixe do alto-mar.  

publicado por luzdequeijas às 18:20
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UMA QUINTA CLÁSSICA

O picadeiro permitia o treino de cavalos de alta-escola. Na cocheira eram guardados belos “coches” e carruagens antigas, que serviam para passear e de transporte. Um responsável dirigia este sector e todos os serviços indispensáveis ao seu funcionamento, em particular, no que respeitava às montadas e arreios. A criação de porcos era abundante. Tal como a criação de veados e corças, que eram exibidos na sua reserva, com vaidade, aos muitos visitantes da Quinta. No lugar próximo de São Caetano, uma tenda servia de posto abastecedor aos empregados, permanecendo recheada de tudo. Estufas, jardins e lagos com peixes coloridos, estavam cuidadosamente tratados por habilitados jardineiros.

O mesmo se passava com os campos de ténis. Na primavera, a Quinta era um verdadeiro jardim, com flores cuidadas por profissionais e outras completamente deixadas aos cuidados da própria natureza. Havia uma horta gigante mesmo encostada ao rio. Meia- horta, meio- jardim, com altos muros de “bucho” e labirintos para brincadeiras bem-dispostas.  

publicado por luzdequeijas às 17:55
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O AMOR DE PIGMALEÃO

 

Descrito o perfil daquele que muito cedo se foi transformando num dos mais cruéis ditadores do Médio Oriente, e por que não dizê-lo, do próprio mundo, não será difícil perceber que a sua verdadeira motivação para caminhar em tal sentido, foi um grande narcisismo, não no culto da sua imagem, mas muito mais na admiração do regime que ia pondo de pé. Cruel por força da necessidade de ir arredando as dificuldades que emperravam a marcha acelerada, que o seu temperamento, só lhe permitia que fosse sempre em frente. Na esteira do famoso Pigmaleâo, transformou o Iraque na sua Galateia. Para Pafo, a bela filha de Pigmaleão, estava na lenda de Saddam, o seu filho Uday Hussein, com a grande diferença que este tinha milhares de pessoas a odiá-lo e ninguém a nutrir por ele qualquer sentimento afetuoso, mesmo distante que fosse, do amor.

Talvez que uma das lendas de amor mais incríveis e estranhas da época clássica, seja a de Pigmaleão e a sua estátua favorita. Segundo a tradição popular, Pigmaleão era um soberano cretense, amante da escultura. Dedicava todo o seu tempo livre a esculpir a pedra, até que um dia achou que tinha esculpido uma figura feminina tão bela que nunca mais se pôde separar dela. Até rogou e implorou aos Deuses do Olímpio que lhe permitissem casar com aquela estátua de pedra que, de resto, era uma infiel reprodução da deusa Vénus e, por isso mesmo, tinha que ser deusa quem decidisse o que havia a fazer a esse respeito. Passava o tempo e Pigmaleão sentia-se cada vez mais atraído por aquela efígie que considerava a sua obra-mestra. Estava já como que transtornado e pedia insistentemente à própria Afrodite/Vénus que lhe procurasse, para ser sua esposa, uma mulher idêntica à que ele tinha feito em mármore. Um dia em que Pigmaleão se encontrava ensimesmado olhando aquela obra observou que se movia e que descia do seu pedestal de mármore e se dirigia para o seu criador com a forma de um ser vivo. Sem sair do seu assombro, Pigmaleão viu-se nos braços daquela mulher que era uma réplica fiel da estátua que ele tinha esculpido. O que é que tinha sucedido? Teria sido que a estátua que a deusa Afrodite/Vénus tinha decidido satisfazer Pigmaleão e, para isso, nada melhor que converter a sua estátua numa mulher real, à qual se impõe dar o nome de Galateia. Depois de isto ter acontecido, Pigmaleão e Galateia casaram, viveram felizes e tiveram uma filha chamada Pafo, esta era tão bela que até o próprio Apolo a pretendeu. 

publicado por luzdequeijas às 17:49
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A EROSÃO DOS TEMPOS

 

Desde a antiguidade até aos nossos dias nenhuma civilização reconhecida pelo seu poder militar, cultural ou tamanho dos territórios conquistados, sobreviveu à erosão dos tempos.

A história comprova-nos esta realidade inevitável.

Gigantes subjugaram, progrediram, cresceram aos olhos das outras nações mais fracas, despertaram cobiças envaidecidos pelas suas capacidades e grandeza, finalmente, sucumbiram, mais século menos século, a uma época florescente. Como exemplos na antiguidade, os Romanos, os gregos, os Cartagineses, os Egípcios, o próximo e médio oriente, as civilizações da América Central, nomeadamente os Maias, Azetecas e Incas, China e Japão, nos nossos dias, a Alemanha, a Itália, intervenientes na primeira e segunda, guerras mundiais, o imperialismo japonês através de uma China medieval com objetivos bem claros, os governos não democráticos de Salazar, Franco e Mussolini.

As ambições impossíveis de sustentar e conter, projetadas pelos líderes adulados e glorificados pelos povos em questão, caíram inevitavelmente por terra. As invasões e as transformações de ordem política, social e religiosa amoleceram esses «imperadores» bem como os avanços militares desmedidos e cruéis. A ganância permanente do poder transformou-se rapidamente em autênticos fracassos pela impossibilidade de manutenção da atividade militar e força política. Grandes áreas conquistadas foram objeito de surpresas inesperadas onde se ceifaram milhares de vidas, principalmente militares, dando-se desse modo o enfraquecimento das ditaduras. 

publicado por luzdequeijas às 17:38
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TRABALHAR EM CASA

 

Desde a antiguidade até aos nossos dias, nenhuma civilização reconhecida pelo seu poder militar, cultural ou tamanho dos territórios conquistados, sobreviveu à erosão dos tempos. A história comprova-nos esta realidade inevitável.

VAMOS ORGANIZAR A VIDA DE TODOS NÓS, A FAMÍLIA E AS EMPRESAS NO MUNDO DO TRABALHO.

 

Atenção Municípios – Acrescentem ao estádio, ao pavilhão, ao mercado, um novo centro de trabalho, bem dotado e equipado, onde muitas pessoas possam, sem sair do local de residência, desempenhar funções profissionais em lugar de se deslocarem ao emprego distante (quem sabe, se não serão até lucrativos! Para as empresas e Estado serão certamente, reduzindo despesas de transportes, refeitórios, licenças de parto etc.

 

Para outros, porque não um outro local de trabalho?

“ A divisão da "tralha"

 

Um de milhares de exemplos:

"Às nove horas tenho de levar o André à escola; às 9:30 acabar o projeto e enviá-lo; às 13 horas buscar o André e dar-lhe o almoço, brincar com ele e preparar a reunião; às..." e podíamos continuar. Julga que trabalhar em casa é fácil?

Parece tudo fácil! Um trabalho de sonho para muitos! Estar em casa, próximo da família, e ter uma carreira. Mas não se deixe iludir, porque essa facilidade não passa disso mesmo: uma ilusão!
Não quer ser uma mãe "ausente" e quer ter um emprego. Mas a sociedade dificulta bastante a vida e, nos nossos dias, conciliar família com uma carreira é complicado. A competitividade no mercado de trabalho é assustadora e, quando se tem filhos, é quase impossível aceitar a velocidade a que se muda de emprego. 
Agora vamos imaginar que resolveu trabalhar em casa, ou seja, ao "emprego" de mãe quis ter um outro emprego, mas com o mesmo local de trabalho: o lugar onde vive.

Lembra-se daquela divisão da casa que faz muita falta porque costuma lá guardar a «tralha» dos miúdos? Pois é, está na hora de lhe dar outra utilidade. Tire de lá a dita «tralha» e comece a pensar em fazer lá o seu espaço de trabalho: o escritório. 
É importante que este fique organizado e equipado de acordo com as suas necessidades e exigências. Acima de tudo, faça do seu local de trabalho um lugar onde se possa concentrar (longe de ruídos da cozinha, do quarto dos miúdos ou do barulho da televisão da sala) e que seja confortável. Opte por:

- uma secretária com as dimensões certas para si;
- uma cadeira ergonómica e que se ajuste à sua postura corporal;
- um sofá;
- uma mesa de reuniões (se for preciso e tiver espaço).

Posicione o computador numa zona que lhe permita receber a luz pela esquerda e procure ter na secretária um candeeiro com uma lâmpada amarelada. Escolha outra zona para ter uma estante onde possa colocar os seus livros e o material de apoio. Finalmente, utilize lâmpadas fluorescentes de cor branca porque não fazem tanto calor e não se esqueça de coisas simples como um telefone, um computador e um fax.

publicado por luzdequeijas às 17:14
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CRISTO NA CRUZ

 

O Compasso Pascal é uma tradição cristã que consiste na visita casa a casa de uma paróquia (daqueles que a queiram receber) do Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa para celebrar a sua Ressurreição.

Um pequeno grupo de paroquianos, com ou sem o seu pároco, liderados por um crucifixo que representa a presença de Jesus vivo, percorre várias casas de outros paroquianos que manifestem a sua vontade de receber a visita de Jesus Ressuscitado no dia de Páscoa. Em cada uma das casas, após uma bênção inicial, os habitantes da casa visitada beijam a cruz de Cristo como demonstração de adoração.

A esta tradição associaram-se diferentes formas de receber essa visita. Ela é vista como uma forma de confraternização dos membros da comunidade paroquial com a oferta de alimentos da quadra ou apenas uns minutos de repouso para o grupo itinerante. É também comum ser aproveitada para oferta de donativos pecuniários à paróquia (para pagamento de eventuais direitos paroquiais).

 

publicado por luzdequeijas às 14:57
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GUARDAR A SETE CHAVES


No  século XIII, os reis de Portugal adoptavam um sistema de arquivamento de
jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía
quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto
funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves.

O número sete
passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a
época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo
"guardar a sete chaves" para designar algo muito bem  guardado...

publicado por luzdequeijas às 14:21
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2014

ARRENDAMENTO URBANO

 

Estamos, assim, perante a trilogia senhorio-locatário-empresa empregadora. Num momento mundial em que praticamente não há hoje um emprego para toda a vida (excetuando a função pública) à citada trilogia, teremos de acrescentar o fator transportes. Na sequência, e por fim, é nosso objetivo chegar à problemática arrendamento de prédios urbanos versus compra de habitação própria.

Em boa verdade, foi provocado um estrangulamento do mercado de arrendamento, em consequência de opções políticas erradas (antes e pós 25 de Abril). Acresce a isto, uma “reforma” na vertente política, será sustentada na negociação entre senhorio e arrendatário para atualização de rendas antigas. A aposta nos incentivos à aquisição de casa própria foi sobredimensionada, levando ao enfraquecimento do mercado de arrendamento, ao endividamento excessivo das famílias e á fraca mobilidade dos trabalhadores na procura de novo emprego. A massificação do crédito, designadamente do crédito à habitação, conjugado com uma política que apostou na construção nova em detrimento da reabilitação urbana, conduziu à degradação dos imóveis, em especial nos grandes centros urbanos.

Tornou-se assim imperativo inverter a atual situação de desequilíbrio do mercado em que o baixo retorno financeiro proveniente dos arrendamentos antigos convive com os preços elevados dos arrendamentos praticados recentemente. O congelamento de rendas, a dificuldade de proceder a despejo e o excessivo vínculo contratual, provocaram um decréscimo nos rendimentos dos senhorios e a falta de confiança no mercado que se manifestou numa incapacidade de investimento na reabilitação e na manutenção dos edifícios, colocando em causa a sua própria segurança.

Perante a realidade atrás apontada, o mercado de arrendamento é insuficiente e dispendioso. Quem optou pela compra de casa própria, tem grande dificuldade em vendê-la, e perante situações de despedimento isso limita em muito a procura ou aceitação de qualquer emprego noutra área do país. Assim, um despedido não pode pagar a mensalidade contratual ao banco, acabando por ter de entregar a casa ao banco credor e ficar numa situação muito é intrincada, que configura um beco sem saída! Tem de haver uma saída no país para o mercado de arrendamento urbano normalizado, mas qual e como? Com que demora? Com que custos?

Os erros foram muitos, por não ter sido considerado como caminho a seguir o ionteresse geral do Estado!

 

publicado por luzdequeijas às 19:32
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

PENSAMENTOS SOBRE O MUNDO

 

Aristóteles, a quem não faltou nenhum dos dotes e requisitos que constituem o verdadeiro filósofo: profundidade e firmeza de inteligência, agudeza de envolvimento nos assuntos, vigor de raciocínio, poder impecável de síntese, faculdades criativas, tudo aliado a uma vasta erudição histórica e universalidade de conhecimentos científicos. Dele pudemos ouvir: Sempre fui um observador fiel da natureza. “Sempre tomei os factos como ponto de partida das minhas teorias, buscando na realidade um apoio sólido às minhas mais elevadas especulações metafísicas.”

Platão, também presente, foi convidado a fazer o mesmo que Aristóteles, ou seja, numa frase definir o mundo, aquele mundo a que chamamos de Terra, antes porém quis, ele próprio defini-lo adiantando: “a melhor definição que posso adiantar como minha, aponta nele para um modelo aristocrático do poder. Mas não se trata de uma aristocracia vinda do berço, nem da riqueza, mas da inteligência e cultura, em que o poder é confiado aos melhores. Reconhecidos como tal, ou seja: aos detentores do poder e sabedoria. Seguidamente, Platão resumiu assim numa frase parte do seu pensamento sobre o mundo: “ Para mim o fim do caminho, verdadeiramente, nunca se atinge na existência terrestre, apenas se pode chegar muito perto e vislumbrá-lo. Só do outro lado, depois da morte, isso pode ser plenamente conseguido.”  

 

publicado por luzdequeijas às 18:52
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UM MUNDO SONHADO

 Um, jay, pássaro, (Garrulus, glandarius) - csp9620957


Julgar os humanos é atitude que nunca poderemos ter, isso, só Deus o poderá fazer! Mas também nunca deixaremos de, através dos nossos «pensamentos projetados», influenciar os nossos possíveis irmãos recetores a defenderem a verdade e a justiça, desempenhando todas as lutas contra organizações que, em concreto, façam mal às pessoas direta ou indiretamente. Teremos de nos lembrar, de que quando projetamos energia para alguém, estamos a criar com isso, um vazio em nós mesmos, vazio esse que, se estivermos ligados ao universo, será imediatamente preenchido. Uma vez que comecemos a dar energia constantemente aos outros, receberemos sempre mais energia do que aquela que alguma vez poderíamos dar. Veja-se como os passarinhos se alimentam do chão, o dia todo. Os humanos, mesmo com óculos, jamais conseguiriam enxergar tanta comida perdida pelo chão.

 

publicado por luzdequeijas às 18:08
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CASAS DO SABER

 

Já tinha assistido a várias outras reuniões em Casas do Saber e em todas “bebi”, com sofreguidão, tudo que ouvi nelas. O saber em todas elas, era repleto de espiritualidade e profundos conhecimentos, tanto ao nível das intenções como na entrega desinteressada aos projetos. O meu estado de espírito era de uma leveza mental e física muito grande. Ali vivi melhor que os passarinhos vivem na Terra, ou melhor, vivi com outra qualidade, mas todos os dias, sem pensar no amanhã ou no futuro. Tão pouco, nas outras necessidades diárias. Cansaço, foi outra coisa que ia desaparecendo com o decorrer do tempo. Só de não ter que me preocupar em comer, mudar de roupa, calçar todos os dias os sapatos, etc., ficava sempre muito mais leve. Os adornos corporais, é como se não existissem, ou melhor, também são eternos. As pessoas olham-se nos olhos frontalmente e, dos outros, nada mais veem do que a sua própria alma. E esta, vêem-na com dons que adquiriram do alto do seu estado de leveza corporal e grande evolução espiritual. Neste espaçoso universo que considero “celestial”, não vislumbro o mínimo vestígio de poluição. Para melhor meditar, voltei a sentar-me na relva. Precisava de muita meditação! Ouvi falar de muitos temas como: levitação – oceanos – micro algas – energia dos ventos – a teoria de Darwin – propulsão iónica – recursos da Terra – consequências ambientais – correntes oceânicas – climas – famílias dos ventos – novas ferramentas para políticas ambientais – movimentos da Terra – etc. É sobre o aproveitamento de tudo isto que os sábios do plano celestial vão desenvolvendo a sua investigação, no intuito de melhorarem as condições de vida na Terra. Conto, ainda assistir a mais dois debates que sei serem fundamentais no futuro do planeta Terra. Voltei a levantar-me e comecei a vaguear. Não quis consultar placas informativas. Comecei a perceber que elas se destinavam aos recém-chegados. Para mim, já intuía o funcionamento mental desta nova envolvência. Avistei um outro edifício, ainda desconhecido para mim. Era diferente, tinha a forma de uma estrela. Aqui tive de voltar ao “sistema informativo” Era algo de novo. Nem mais nem menos do que uma grande biblioteca! Pude ver milhares de livros, todos de capa azul claro. Havia muitos leitores e outros, acabados de entrar, à procura da informação que pretendiam. Fiquei a observar tal movimentação. Não havia empregados ou outro tipo de controlo visível. O sistema de procura era dirigido, como os outros, pelo pensamento. As opções eram vastíssimas, no que concerne a línguas, tipos de leitura, autores e regiões do globo terrestre, etc. A editora era sempre a mesma: “Presença Celestial”. Embora goste muito de ler, confesso que ainda me sinto pouco à vontade para tal aventura. 

publicado por luzdequeijas às 18:02
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Terça-feira, 15 de Abril de 2014

PROJETO FAROL

O empresário Belmiro de Azevedo, preside a 28 de Maio à primeira reunião do Projeto Farol, que vai incidir sobre a globalização. Participam ainda na reunião restrita António Mexia, presidente da EDP, os professores universitários Alberto Castro e Brandão de Brito, além de Jorge Marrão, da Deloitte.

O projeto Farol resulta de um desafio que a Deloitte lançou a um conjunto de cidadãos, no sentido de ser desenvolvido um trabalho de reflexão e apresentação de propostas para o país. O manifesto que lança o projeto sustenta que "a sociedade civil tem o dever de participar nessa tarefa de reflexão e de contribuir altivamente para as mudanças e reformas que o país tem de levar a cabo", já que " o espaço público e o debate de ideias têm estado entre nós excessivamente confinado na luta político-partidária, aprisionado por circunstâncias eleitorais que condicionam o debate sereno sobre o nosso futuro".

Os promotores da iniciativa, desenvolvida a propósito dos 40 anos da Deloitte em Portugal, sublinham que não os move outro interesse senão " o cumprimento do dever de cidadania ativa que impõe uma nova atitude dos cidadãos com a vida pública", atitude essa que, "se assumida com independência face ao poder político e face aos diversos grupos legítimos organizados da nossa sociedade, gerará por certo novas dinâmicas que deverão ser favoravelmente entendidas como um valor acrescentado para o enriquecimento e melhoria da nossa decisão coletiva".

O projeto, sustentam os autores, "parte de uma visão do mundo comprometida com os princípios do Estado de Direito e com as políticas que reconhecem no modelo de economia de mercado a forma mais eficiente de criar riqueza e elevar os níveis de bem-estar social". Além disso, "refletirá uma visão independente de qualquer corrente ideológica ou partido político ou ainda de qualquer escola ou tendência de pensamento social ou económico" : " uma nova cidadania, assente num património de valores co lectivamente partilhados, mas conscientes do primado da pessoa; uma cultura, aberta ao conhecimento, mas comprometida com as nossas raízes; uma educação que reconheça que a qualidade da comunidade assenta na qualidade dos cidadãos que a compõem e uma coesão social e territorial", são quatro das dimensões críticas do Projeto Farol.

publicado por luzdequeijas às 18:09
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SERES INVISÍVEIS

Já não sei em que dia estamos. Lá em casa não há calendários, e na minha memória as datas estão todas misturadas. Recordo-me daquelas folhas grandes, uns primores, ilustradas com imagens dos Santos que colocávamos ao lado do toucador.

Já não há nada disso. Todas as coisas antigas foram desaparecendo. E sem que ninguém desse por isso, eu também me fui apagando…… Primeiro mudaram-me de quarto, pois a família cresceu. Depois passaram-me para outro menor, ainda, com a companhia das minhas bisnetas. Mas tudo bem …. Desde há muito tempo que tinha intenção de escrever, porém, passava semanas à procura de um lápis. E quando o encontrava, voltava a esquecer onde o tinha posto. Na minha idade todas as coisas se perdem facilmente. É claro que não é uma doença delas, das coisas, porque estou certa que as tenho, elas é que desaparecem.

Uma tarde destas, dei-me conta que a minha voz tinha também desaparecido. Quando falo com os meus netos ou com os filhos, eles não me respondem. Todos falam sem me olhar, como se eu não estivesse ali, ouvindo, atenta, o que dizem. Às vezes, intervenho na conversação, certa de o que vou dizer não lhes ocorrera e que poderá ser-lhes útil. Porém não me ouvem, não me olham, não me respondem. Então cheia de tristeza retiro-me para o meu quarto e vou beber uma chávena de chá. Faço assim, de propósito, para que percebam que estou aborrecida, para que compreendam que me entristecem, venham buscar-me e me peçam perdão. Porém, ninguém vem …. Quando o meu genro ficou doente, pensei ter uma oportunidade de ser-lhe útil e levei-lhe um chá especial que eu mesma preparei. Coloquei-o na mesinha e sentei-me à espera que ele o tomasse. Só que ele estava a ver a televisão e nem um só movimento me indicou que ele dera conta da minha presença a seu lado. O chá, pouco a pouco, arrefeceu, e com ele também o meu coração.

Então, um dia destes disse-lhes que quando eu morresse, todos iriam arrepender-se. O meu neto mais pequeno, disse: “Ainda está viva avó?” Acharam todos muita graça, que nem paravam de rir. Chorei três dias no meu quarto, até que uma manhã, entrou um dos rapazes para ir buscar um «skate». Nem os bons dias me deu ! Foi então que me convenci que sou INVISÍVEL.

Uma vez parei no meio da sala para ver, se tornando-me um estorvo, reparavam em mim. Porém, a minha filha continuou a varrer à minha volta, sem me tocar enquanto os meninos corriam de um lado para o outro, sem tropeçar em mim. Um dia os meninos, agitados, vieram dizer-me que no dia seguinte iríamos todos passar um dia no campo. Fiquei muito contente. Há tanto tempo que não saía, e mais ainda, não ia ao campo! Nesse Sábado, fui a primeira a levantar-me. Quis arrumar as minhas coisas com calma. Nós, os velhos, demoramos muito a fazer qualquer coisa, e assim, adiantei o meu tempo para não nos atrasarmos. Muito apressados, todos entravam e saíam de casa a correr e levavam as bolsas e os brinquedos para o carro. Eu estava pronta, e muito alegre, permaneci no meu cubículo à espera deles. Quando dei conta, eles já tinham partido e o automóvel arrancou envolto em algazarra. Compreendi então, que não tinha sido convidada. Talvez não coubesse no carro…. Ou se calhar porque os meus passos lentos impediriam que todos caminhassem a seu gosto pelo bosque. Naquela hora, o meu coração encolheu e a minha cara tremeu como quando a gente tem de engolir a vontade de chorar. Eu percebo-os. Eles têm o mundo deles. Riem, gritam, sonham, choram, abraçam-se, beijam-se. E eu, já nem sei qual o gosto de um beijo. Dantes beijava os pequenitos e era um prazer enorme tê-los nos meus braços, como se fossem meus. Sentia a sua pele macia e a sua respiração doce, bem perto de mim. A sua vida nova, dava-me alento e até me dava vontade de cantar canções de que nunca pensara lembrar-me ainda. Mas um dia, a minha neta Joana que acabara de ser mãe disse-me que não era bom que os anciãos beijassem os bebés. Por uma questão de saúde. Desde então que não me aproximo deles. Não quero transmitir-lhes nada de mau, devido à minha imprudência. Tenho tanto medo de os contagiar! Eu perdoo-os a todos. PORQUE …. QUE CULPA TÊM ELES, QUE EU ME TENHA TORNADO INVISÍVEL?  

publicado por luzdequeijas às 17:31
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2014

PESCA ARTESANAL DA ENGUIA

REMOLHÃO

Um dos sistemas mais artesanais e antigos é conhecido pelo nome de REMOLHÃO. Ainda me lembro dos pescadores artesanais puxarem as enguias para cima, deixando-as depois cair dentro de um chapéu de chuva virado ao contrário! Como as enguias são muito escorregadias, sobre o pano do chapéu sofrem maior aderência e não conseguem fugir.

 

COMO CONSEGUIR UM REMOLHÃO 

1 – Apanham-se as vulgares minhocas da terra, utilizando para o efeito uma vulgar sachola ou enxada.

2 – Cavando em zonas de terra húmida … aparecem as minhocas.

3 – Necessita-se depois de uma agulha, (fabrica-se a partir de um arame fino, com uns 15 cm de comprimento). Seguidamente, atamos a uma das extremidades da agulha, 1 metro e meio de linha, que pode ser a vulgar linha de costura (convém ser dobrada para ter mais resistência).

4 – À medida que vamos enfiando as minhocas pela agulha, vamos puxando as mesmas para a outra ponta da linha livre.

5 – Formamos assim, um cordão de minhocas, que depois de terminado, vamos ligar atando bem …. as duas extremidades da linha.

6 – Vamos então enrolar o cordão de minhocas à volta de três dedos da mão, onde previamente se coloca entre os dedos um fio de pesca, para no final, atar bem … as minhocas a esse fio, que está ligado à cana de pesca.

7 – Aqui está então, o resultado final, o REMOLHÃO feito, atado ao fio de pesca. Falta apenas, colocar no fio, uma chumbada furada, com uns 20 gramas, que ficará livre sobre as minhocas.

8 – Cá está … o Remolhão preparado para a pesca… já ligado à cana, pronto a utilizar. Mergulha-se o Remolhão na água, e aguarda-se que as enguias lhe mordam. Resta escolher um bom lugar para, no final, se conseguir uma boa pescaria. 

 

publicado por luzdequeijas às 17:19
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ENGUIAS

 

Origem

Nascem no Oceano Atlântico, no Mar dos Sargaços, entre as Bahamas e as Bermudas, como larvas (leptocéfalas) são arrastadas ao longo de um período de 2 a 3 anos pelas correntes oceânicas até às costas europeias onde inicia uma outra etapa, já como pequenas enguias ou enguias de vidro (transparentes) vão subindo ao longo dos rios e ribeiras onde adquirem o estado adulto para mais tarde regressarem de novo à origem onde se reproduzirão e morrerão.

Distribuíção Geográfica 

No nosso país a enguia pode ser encontrada em praticamente todos os cursos de água doce. Açores e Madeira, nos rios Adrão, Âncora, Arade, Ave, Cávado, Coura, Douro, Estorãos, Guadiana, Lima, Lis, Minho, Mira, Mondego, Paiva, Sado, Sorraia, Sousa, Tâmega, Tejo e Vouga. Também nas ribeiras de Carreiras, Foupana, Monchique, Odelouca, Torgal, Vale de Ferro e Vascão, e nas barragens de Aguieira, Alto Lindoso, Arade, Belver, Bemposta, Crestuma Lever, Ermal, Funcho, Régua e Torrão. E ainda no Paúl do Taipal e nas lagoas de Mira e Óbidos.

Caracteristícas 


É uma espécie marinha com uma fascinante história migratória e com um ciclo de vida em água doce e outro no mar. Possui um corpo muito alongado e cilíndrico, com aparência serpentiforme, de dorso esverdeado e ventre claro, com escamas minúsculas e ovais e uma barbatana dorsal que se une à caudal e anal e com as peitorais curtas. Apresenta um focinho pequeno e cónico com 2 pares de narinas e de boca larga onde a maxila inferior ultrapassa a superior, ambas com pequenos dentes muito fortes e aguçados.
Tem uma enorme versatilidade quer de se deslocar em qualquer curso de água quer de viver em águas bem ou mal oxigenadas, procurando sempre os obstáculos para se proteger ou camuflar, desenvolvendo grande parte da sua actividade à noite. Possui ainda a capacidade de poder sair da água e movimentar-se nas margens mais húmidas, chegando mesmo a utilizar esta particularidade para se introduzir num outro meio aquático mais próximo.

Habitat 

A Carpa tornou-se uma espécie tipicamente de albufeiras e cursos de água com corrente fraca e muita vegetação. Tem o hábito de nas águas pouco profundas se fossar no fundo a fim de provocar turvação e costuma vir à superfície para aspirar o ar. Gosta especialmente de zonas pouco profundas (1m a 5m) e de preferência com vegetação, árvores, ou qualquer outro tipo de estruturas, refugiando-se nos fundões nas alturas de frio ou calor mais intenso.Possui ainda uma enorme capacidade para águas salobras assim como uma impressionante resistência fora de água, conhecem-se casos de exemplares que sobreviveram após mais de 1 hora sem água.
Em alguns locais e beneficiando de determinadas situações naturais a Carpa consegue atingir cerca de 1 metro de comprimento e com um peso que poderá oscilar entre os 30 e os 35 kgs., existindo já diversos registos próximos dos 40 kgs.

Alimentação

A Enguia é um peixe omnívoro, e sobretudo carnívoro, muito voraz. Após entrar no ciclo de água doce alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos, anfíbios, grandes larvas, etc., tudo que seja animal vivo, morto ou mesmo em decomposição.

Reprodução 

Após um longo ciclo de vida em água continentais, entre 5 e 12 anos, no início do Outono a Enguia empreende o regresso ao Mar dos Sargaços, onde tem lugar a reprodução, sendo a postura feita a profundidades que vão dos 300 aos 600/700 metros, quando a temperatura estabiliza nos 16ºC ou 17ºC. Cada fêmea pode reproduzir o impressionante número de 1 milhão de ovos ou até mais. A incubação dura mais ou menos 30 dias e após a eclosão das larvas estas ficam dissimuladas em pequenas algas em deriva e logo arrastadas pela chamada corrente do Golfo que cruza o oceano.

publicado por luzdequeijas às 12:16
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Domingo, 13 de Abril de 2014

APOIO AOS IDOSOS

 

Em Portugal existem mais de 30 mil bombeiros voluntários e cerca de 400 associações de bombeiros. As associações de bombeiros e Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), têm de ser encaradas, do ponto de vista político, como um investimento necessário ao socorro das populações e do ambiente e, particularmente aos idosos, não como um fator de despesa pública. “Acho que o caminho não é a extinção do voluntariado, antes, fazer o seu melhor aproveitamento.

Temos que iniciar um processo de reestruturação, que é incontornável e tem que começar pelos próprios interessados”. Os bombeiros têm o carinho e admiração geral da população, tal não significa que esteja tudo bem. Também por motivos políticos, as associações de bombeiros são muito “acarinhados” pelas câmaras, suas financiadoras, dado o seu potencial de popularidade e os bons serviços prestados à comunidade. Serão de repensar, o número de associações por concelho, através de uma maior centralização da procura e resposta, e avaliar o serviço que prestam a locais muito distantes em ligação aos custos envolvidos e equipamentos utilizados. Falando do apoio de que carecem os idosos, apoio de proximidade a tempo inteiro, têm todas as condições e experiência para, em parceria com a igreja e demais redes de apoio social atuais e serviços de emergências, polícias etc., levar até à população idosa, o apoio e cuidados de que muitos milhares deles carecem, e lhes é devido pela sociedade em que estão inseridos. Nunca deveriam ser penalizados pelo esbanjamento das Finanças Públicas.

publicado por luzdequeijas às 15:25
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O INTERESSE SOCIAL

 

Os “lóbis”, não legalizados,  são também parte integrante do “crime organizado”. Situando-se na mesma realidade, os chamados “interesses corporativos”.

Os participantes, nestas enormes realidades subterrâneas, serão compensados ou prejudicados na proporção da sua lealdade ou passividade aos ditos “sistemas”. A maioria da população, apercebe-se de que algo está errado, mesmo muito errado. Porém, refugia-se na indiferença, sem tomar consciência dos circuitos envolvidos ou dos numerosos meandros postos ao serviço destas teias que vão empobrecendo os países e respetivos cidadãos! Outros, apercebem-se, mas por medo, optam por um silêncio não comprometedor.

É a tudo isto que se está a chamar “democracia”! Em boa verdade numa ditadura existe um poder visível, alguém que dá a cara e que pode vir a ser responsabilizado pelos danos causados à sua população. Agora nestas democracias, todas estas ilegalidades tendem a ficar por punir. Será como se um crime fosse praticado por um número muito grande de pessoas, e no qual uma dessas pessoas fizesse uma muito pequena parcela desse crime. Esta participação muito pequena não assume qualquer infração às leis, contudo, o conjunto delas realiza um crime grave! Mesmo muito grava!

Atribuído a quem? Na província tem havido casos destes, nomeadamente em pequenas aldeias.  A população, farta da impunidade das entidades oficiais, resolve agir por sua conta e risco. Começa por jurar um pacto de silêncio, depois atraem o criminoso a um local isolado e, em hora decidida por todos, envolvem-no e ele aparece morto! Quem foi, ninguém sabe? Mesmo muito pressionados, ninguém fala. No final, ninguém foi. Não há criminoso!

O Conselho da Europa já definiu este tipo de criminalidade como um conjunto de ações «praticadas» por duas ou mais pessoas que participam num projeto criminal, com o fim de obterem poder e lucro através de negócios ilegais, ou de atividades a estes associadas, recorrendo à violência e à intimidação, e usando de influência junto das esferas políticas, dos média, da economia, do Governo e da própria Justiça». Trata-se de uma criminalidade, que aparentemente não afeta o cidadão comum. Os seus intervenientes são pessoas sem rosto, a prova do facto é muito difícil, à primeira vista ninguém está a ser prejudicado, mas na realidade os seus danos são profundos e gravíssimos. O Direito Penal existente está vocacionado para proteger os direitos individuais, mas não para proteger o “interesse social”. Eles sabem disso.

publicado por luzdequeijas às 12:41
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Sábado, 12 de Abril de 2014

CONSELHOS DA OCDE A PORTUGAL

 

As oito recomendações da OCDE para mudarem Portugal

Pedro Latoeiro  
27/09/10 12:50

 

Em vésperas de apresentação do Orçamento de 2011, a OCDE publica um estudo sobre os caminhos que Portugal deve seguir.

1) AUMENTO DE IMPOSTOS
Um dos primeiros avisos deixados pela OCDE é que "o Governo deve estar preparado para aumentar mais os impostos". E o agravamento fiscal deve ser feito, segundo a organização, no IVA e no IMI e numa amplitude que compense a redução das contribuições para a Segurança Social (outra das recomendações). Em relação ao IMT, a organização recomenda que esse imposto seja aplicado apenas nas transacções iniciais e que, no longo prazo, seja mesmo substituído pelo IVA. Em termos fiscais, também se sugere uma simplificação do regime fiscal que amenize os custos das PME.

2) SALÁRIOS CONGELADOS
O congelamento de salários é apresentado como condição para alcançar os objetivos orçamentais, dado ser imperativo, na avaliação da OCDE, baixar os custos unitários de trabalho e melhorar a competitividade. Por essa razão, até 2013, recomenda-se o congelamento de salários na Função Pública, sinal que deverá ser replicado no sector privado. "As negociações devem assegurar que os salários não crescem mais do que a produtividade", avisa.

3) CORTE NOS BENEFÍCIOS E DEDUÇÕES FISCAIS
Para a OCDE "o Governo deveria ir mais longe no corte das despesas fiscais" já que em Portugal utiliza-se em demasia as deduções e benefícios fiscais que normalmente até "beneficiam mais os contribuintes com rendimentos mais elevados". No documento também se lê que "o sistema fiscal português é caracterizado por muitas despesas fiscais, que estreitam a base contributiva e por isso obrigam a taxas de impostos mais elevadas do que seria necessário".

4) REVISÃO DO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO
Uma das recomendações deixadas pela OCDE é a revisão de toda a arquitectura do subsídio de desemprego. Notando que o trabalho em Portugal está fortemente segmentado em contratos temporários e contratos definitivos, a OCDE recomenda que se alivie a protecção no emprego (mais flexibilização) aos trabalhadores com vínculo para amenizar as diferenças entre os dois regimes. Redução do período para se ter acesso ao subsídio de desemprego é outra sugestão da organização, que espera que algumas medidas anti-crise nesta área sejam mesmo "temporárias".

5) MAIS COMPETITIVIDADE E FLEXIBILIZAÇÃO LABORAL
Outras recomendações deixadas por Angel Gurría é um incremento de flexibilidade na relação entre patrões e trabalhadores com vista, também por esta via, a melhorar a competitividade no país. E neste campo exige-se que se continue a apostar nos sectores exportadores tradicionais, como os têxteis e o turismo, e ao mesmo tempo que se vão transferindo recursos para os sectores com mais potencial de crescimento, como o tecnológico.

6) CONTROLO E TRANSPARÊNCIA NAS CONTAS PÚBLICAS
A OCDE diz também que Portugal deve controlar a despesa em todos os corredores do Estado, e não apenas a nível central, e deixa um apelo para uma transparência total nos contratos celebrados em regime de Parcerias Público-Privadas (PPP). Também se recomenda a imposição de um tecto para o crescimento da despesa pública.

7) EDUCAÇÃO NO TOPO DA AGENDA
Melhores resultados na educação não serão alcançados sem o reforço da promoção de igualdade de oportunidades, avisa a OCDE, que alerta para a elevada taxa de retenção em Portugal, elogiando, ao mesmo tempo, os programas do Governo neste campo, nomeadamente as Novas Oportunidades.

8) INFRA-ESTRUTRURAS DE TRANSPORTES SÃO ESSENCIAIS
Reconhecendo que adiar algumas obras foi uma decisão acertada dada a crise financeira, a OCDE argumenta que para um pequeno país periférico como Portugal as infra-estruturas na área dos transportes são fundamentais. Por isso aconselha a que a construção do novo aeroporto de Lisboa se torne novamente uma prioridade assim que houver condições financeiras.

publicado por luzdequeijas às 18:39
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DENÚNCIAÇÃO CALUNIOSA E CRIMES CONTRA A HONRA

Art. 1.814, II: Os que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou incorrerem em crime contra a sua honra, ou de seu cônjuge ou companheiro;

Calúnia consiste em dar ensejo a instauração de inquérito para apuração de crime que se sabe ser falso. Os que acusaram caluniosamente, em juízo, ou incorreram em crime contra a sua honra. Os crimes contra a honra são: infâmia, difamação e calúnia

 

Acusar caluniosamente em juízo ou incorrer em crime contra a sua honra.

Esta norma divide-se em duas hipóteses, ou seja, a calúnia e a prática de crime contra a honra.

 

A) A primeira hipótese que é a acusação caluniosa consiste em crime contra a administração pública ao dar causa a instauração de uma investigação policial ou de processo judicial contra o “de cujus”, imputando-lhe crime de que o sabe inocente (art. 339 C.P).

Para configurar o inciso II é necessário que o herdeiro formule queixa ou representação ao MP,sabendo-a falsa. Não se exige a prévia condenação no juízo criminal.

A acusação caluniosa no juízo cível não é causa de indignidade.

pelo art. 339 do Código Penal se caracteriza o crime contra a administração da justiça, por dar causao herdeiro à abertura de processo judicial contra o autor da herança, imputando-lhe crime de que osabe inocente. A jurisprudência tem entendida e proclamação que, para se caracterizar aindignidade, com fundamento no art. 1.814, II, 1ª parte, do CC, mister se faz que tenha havidoacusação caluniosa não apenas em juízo, mas em juízo criminal. Se o herdeiro acusoucaluniosamente o finado, mas o fez em juízo civil, não se verifica a hipótese de indignidade (cf.acórdão do STF, Arquivo Judiciário, 97/45, e do TJSP, RT, 145/693).

 

B) A segunda parte do inciso II refere-se ao fato do sucessor cometer quaisquer dos crimes previstosnos arts. 138, 139 e 140 CP (calúnia, difamação e injúria).

Nesta segunda hipótese, é necessária a prévia condenação no juízo criminal para a caracterização daindignidade, pelo fato de constar na lei à expressão “incorreram em crime”.

É passível de caracterização inclusive se a ofensa for direcionada contra a honra ou memória dofalecido.

a exclusão pode se dar caso o herdeiro ou legatário incorra em crime contra a honra do cônjuge oucompanheiro do de cujus, também, com os mesmos requisitos exigidos para o crime cometido contra o de "cujus"

 

publicado por luzdequeijas às 15:47
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NO MUNDO DO ASSOCIATIVISMO

ACTA N.º 20 - Um de muitos exemplos deploráveis!

Seria ridículo que eu não guardasse em minha casa uma cópia desta ACTA n.º 20! Quero mostrar aos meus netos, a vergonha de uma democracia a retalho!

Na sequência de um planeamento bem estudado, tendente a alcançar na ACQ uma melhor e maior qualidade de sócios, anualmente levávamos a cabo várias viagens de estudo. Desta vez tínhamos planeado uma visita ao “Alqueva” e arredores onde visitaríamos diversas escolas de arte popular e tradicional. No regresso faríamos, como vinha acontecendo com algumas Assembleias Municipais, uma assembleia - geral aproveitando a viagem de regresso e a imobilidade forçada e demorada de todos os participantes. Eu próprio como membro da Assembleia-Municipal de Oeiras, já tinha participado em várias delas, fora do local habitual, ou seja: em bombeiros, clubes locais etc., e em várias localidades do concelho. Os senhores agitadores (hoje bem identificados), gente impreparada mas maldosa, resolveu perante os convidados a quem nós pretendíamos agradar e cativar para se juntarem à ACQ, fazer algumas cenas de provocação, recusando-se a votar por não estarem no local habitual! As eleições fizeram-se no autocarro, e eu ganhei sem margem para dúvidas. Desagradado, no dia seguinte exigi que o acto fosse repetido rapidamente. Na acta e anexos presidente da mesa diz que foi decisão sua, é mentira, foi imposição minha. O acto eleitoral realizou-se e eu ganhei pelos números que constam da ACTA N.º 20. AGORA, NÃO POSSO COMPREENDER que o Ministério Público ache que eu detinha qualquer documento (cópia) da ACQ. Para já era uma acta (cópia) resultante de uma decisão minha. Depois, todos os sócios detinham cópias de documentos da ACQ, em sua casa. Porquê? Como? Fácil, porque para sua informação podiam pedir cópias de todos os documentos existentes no arquivo da ACQ e, depois, de não precisarem deitá-las fora por decisão sua. O original ficaria sempre inamovível no arquivo da associação. Depois um presidente da Direcção (em dez anos contínuos como eu estive), tinha de ser o executor de todas as tomadas de decisão tomadas pela Assembleia-Geral. Para ser tal executor eu tinha que ter conhecimento através de cópias dos documentos envolvidos! Depois e em algumas AG eram dados ao associados 15 minutos para eles lerem os documentos que iam votar (ver este facto nas convocatórias). Depois, saiam e deixavam tais documentos nas mesas e era eu que os guardava, alguns, ou os destruía todos, logo. Agora mesmo, que me levaram os papéis que tinha em casa, eu tive de recorrer às cópias que alguns associados detinham em sua casa e pedi-las, para me poder defender e justificar do meu desempenho sem mácula!

 

publicado por luzdequeijas às 15:32
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ENSINO PÚBLICO?

O que são contratos de associação?

São contratos assinados pelo ME com escolas de gestão privada, através dos quais o ME se compromete a pagar o serviço educativo que estas prestam – em montante equivalente ao custo por aluno no ensino estatal - de modo a que os alunos abrangidos pelo contrato possam frequentar a escola gratuitamente.

 

O que são escolas com contratos de associação?

 

São escolas que assinaram um contrato de associação com o ME. São escolas públicas pois, ao abrigo desse contrato, os alunos podem frequentar a escola gratuitamente e a escola não pode recusar a frequência de alunos da sua área de implantação.

 

Quando surgiram os contratos de associação?

 

Em Portugal os contratos de associação existem há cerca de 30 anos, quando o Estado, não tendo a capacidade de proporcionar o ensino a todo os jovens, recorreu à iniciativa privada que assumiu um papel extremamente relevando, criando condições físicas, estruturais e pedagógicas que proporcionam a Educação de um vasto número de crianças e jovens.

 

Porque existem contratos de associação?

 

Os contratos de associação são um dos instrumentos possíveis para que o serviço público de educação não seja inteiramente prestado por escolas estatais. De facto, ao Estado compete garantir o direito à educação, o que não significa, nem implica, que o serviço público de educação se deva restringir às escolas estatais.

 

Os contratos de associação são uma particularidade portuguesa?

 

Não. Vários países têm contratos de associação ou instrumentos equivalentes. No que concerne à despesa pública com contratos de associação, Portugal está mesmo abaixo da média da OCDE. Na Holanda, por exemplo, 70% do ensino é prestado por escolas com contrato de associação.

 

As escolas com contrato de associação são escolas públicas?

 

Sim. As escolas com contrato de associação integram a rede de serviço público de educação. O princípio da gratuitidade que aí vigora é o mesmo que nas escolas estatais. Estas escolas não cobram propinas, recebem os alunos da sua área de implantação sem restrições e os alunos carenciados que as frequentam beneficiam de todos os direitos da ação social escolar. 

publicado por luzdequeijas às 13:01
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2014

SIMBOLOGIA DO BODE EXPIATÓRIO

O tema é usado com regularidade nos dias de hoje: por exemplo, quando uma professora chama a atenção de um aluno por causa de alguma travessura na sala de aula e a primeira coisa que ele responde é “não fui eu”. Então, a culpa da bagunça recai sobre aquele estudante que geralmente é mais ingénuo ou menos popular da turma. Também, quando o bode expiatório era um animal que era apartado do rebanho e deixado só na natureza selvagem como parte das cerimónias hebraicas do Yom Kippur, o Dia da Expiação, à época do Templo de Jerusalém. Este rito é descrito na Bíblia no livro do Levítico.

São, em momentos como este, que os bodes expiatórios costumam a aparecer.

O bode expiatório é o alvo favorito dos gracejadores e daqueles que querem fazer alguém submeter-se ao ridículo, recebendo arbitrariamente as culpas pelos erros dos outros, explica o escritor e professor Ari Riboldi no seu livro "O bode expiatório".

Porém, vem de muito longe o uso desta simbologia: “Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode emissário, apresentar-se-á vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele, a fim de enviá-lo ao deserto como bode emissário” (Lv 16.10).  No Dia da Expiação, conforme Levítico 16, um bode era sacrificado como oferecimento pelo pecado. Sobre a cabeça de outro bode, a ser enviado ao deserto, fazia-se a confissão de pecados.

 

“O primeiro bode era morto e o seu sangue, derramado (Lv 16.15), representava a morte substitutiva de Cristo e o derramamento do Seu sangue pelos nossos pecados. O sumo-sacerdote tinha então de fazer o bode emissário, confessar os pecados de Israel sobre a cabeça daquele bode, e enviá-lo para o deserto. Isso representava o efeito de levar embora, para sempre, os pecados de Israel, e simbolizava a obra de Cristo, que era levar para sempre os nossos pecados, como Isaías profetizou: “Mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos” (Is 53.6). Os vários aspetos da obra de Cristo na redenção são simbolizados pelo que os dois animais desempenhavam no Dia da Expiação, cada um com o seu papel” (Norman Geisler).

publicado por luzdequeijas às 14:50
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2014

A DEMOCRACIA CAPTURADA

 

URGENTE REFORMULAR OS PARTIDOS

 

Se os partidos não são capazes nem de basear os seus mecanismos de poder interno no cumprimento da lei, nem de torná-los verdadeiramente pluralistas, não há razão para acreditarmos que, uma vez no governo, serão capazes de o fazer no Estado.

Sabe-se também que, desde o início deste século, Portugal é um dos países da Europa Ocidental cujos cidadãos se sentem mais insatisfeitos com o funcionamento do seu regime democrático.

As avaliações, recolhidas em inquéritos, são muito mais negativas relativamente à justiça e ao Estado de Direito o que parece constituir, para os cidadãos, um dos pontos mais críticos do funcionamento da democracia em Portugal. Maiorias muito expressivas (mais de dois em cada três eleitores) consideram que diferentes classes de cidadãos recebem tratamento desigual em face da lei e da justiça, e a maioria sente-se desincentivada de recorrer aos tribunais para defender os seus direitos. Em contraste, a independência do poder judicial em relação ao poder politico não é tomada como certa por uma maioria dos eleitores.

O outro domínio que suscita uma muito má avaliação dos portugueses diz respeito à “responsividade” do sistema politica, ou seja, a de saber até que ponto a classe politica em geral e os governantes em particular atendem às expectativas, preferências e exigências dos cidadãos. Mais de dois em cada três eleitores partilham a perceção de não terem qualquer influência nas decisões políticas, de que os políticos se preocupam exclusivamente com interesses pessoais, de que a sua opinião não é tomada em conta nas opções dos governantes e de que não há sintonia entre aquilo que consideram ser prioritário para o país e aquilo a que os governos dão prioridade.

A maior parte dos inquiridos vê o governo como estando condicionado por fatores externos (situação económica internacional, poderes económicos e prioridades de outros governos) em relação aos quais a responsabilização politica democrática é impotente.

Quais destas diferentes dimensões de avaliação da qualidade do sistema democrático em Portugal estão mais relacionadas com a satisfação geral dos cidadãos com o sistema? A análise dos dados revela que as dimensões diretamente ligadas ao exercício das liberdades cívicas e políticas e ao processo eleitoral não ajudam a explicar o (baixo) grau de satisfação genérico dos portugueses com a democracia. Isto inclui não apenas as dimensões avaliadas mais positivamente pelos indivíduos (“liberdades” e “responsabilização politica”) mas também uma dimensão avaliada negativamente, a ligada à representação proporcionada pelo sistema eleitoral.

Pelo contrário, a dimensão mais relacionada com a (in) satisfação geral com o funcionamento da democracia parece ser a (baixa) “responsividade” (apercebida) da classe politica. Prevalece claramente a ideia de que os eleitos não atendem às expectativas e interesses dos eleitores, e é essa ideia que mais está relacionada com a perceção de uma baixa qualidade geral do regime. Os “Movimentos de Cidadãos Independentes”, em nada melhoraram o regime, antes pelo contrário!

publicado por luzdequeijas às 18:49
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O VALOR DO VOTO

Grande parte dos nossos eleitores, ainda vota, sistematicamente pelo mesmo partido, com um sentimento igual ao que têm pelo seu clube predileto!

Outra grande parte do eleitorado vota sempre de cartão amarelo na mão, como vêm fazer aos árbitros no futebol!

Ainda outra larguíssima faixa do eleitorado, desiludida, vota em branco ou abstém-se!

Num mundo em mudança constante, estes comportamentos são aparentemente incompreensíveis.

No panorama político nacional assistimos na última década ao aparecimento de vários politólogos em cena. Alguns, poucos, dão aulas de política em universidades exibindo um diploma que ninguém sabia terem, outros especializados nas áreas das “Ciências Sociais e Políticas” e da “Sociologia”, estão a dissecar a existência dos partidos em Portugal.

Um deles afirmou:

“Até 2009, os partidos vão receber do Estado tanto quanto Bill Gates vai investir em Portugal: 64 milhões de euros” .

Sem pretender fazer, por ora, qualquer viagem ao incrível mundo dos financiamentos políticos, vincamos a convicção que já tínhamos de que é o povo que paga os partidos que temos. Porquê e para quê ainda não percebi.

Na verdade os partidos estão na posse de elites fechadas.

Afirmou ainda o mesmo senhor, membro de uma “Comissão de sábios” consultada nos trabalhos da “ Reforma do Sistema Eleitoral”, quando lhe perguntaram:

Acha que os partidos deixaram de ser espaços de afinidade ideológica e social e passaram a ser grupos mais pequenos e coesos de disputa eleitoral? A resposta aí está:

Os partidos passaram a ser máquinas de conquista de poder, muito agarrados ao Estado por isso lhes chamamos, partidos de cartel Deixaram de ser organizações de combate ideológico e programático, de massas, e passaram a ser partidos de eleitores e, mais recentemente, de cartel”.

Na verdade passaram a ser máquinas de conquista de poder, que quando conquistado é distribuído pelos amigos. Os eleitores vão sempre perdendo!

Noutro jornal de grande dimensão consegui ainda ler a opinião de outro especialista político:

“ PS e PSD não nasceram de movimentos sociais, nem são o produto de clivagens sociais e ideológicas lineares. Ainda que com importantes diferenças, ambos são (partidos de cartel) construídos por elites e assentes na distribuição dos recursos públicos”.

Com o meu pensamento preso àquilo que de há muito sei ser um “cartel”, coisa ligada ao mundo mafioso e aos trust dos interesses obscuros, e conhecedor da sua ilegalidade em Portugal, confesso que fiquei aturdido.

Dei por mim a pensar se será possível o PS e o PSD combinarem as suas atuações políticas nos bastidores, traindo aqueles milhares de pessoas que votam no seu clube de eleição ou, então, os outros que pretendem mostrar o cartão amarelo punindo o infrator?

Deste modo o infrator nunca é punido porque com os benefícios do cartel, só aparentemente perde o poder.

Provavelmente os únicos eleitores que estarão certos serão os que não rejeitam nenhum voto, mas se esforçam para votar pensando nos problemas do país e não nos seus próprios problemas. Pensando assim, podem não ganhar, mas de certo modo ajudam muita gente, quem sabe até os seus mais próximos? A política está longe de ser um mundo de perfeição

publicado por luzdequeijas às 18:44
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FRASE DE 1920

 

Frase da filósofa russo-americana Ayn-Rand (judia fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920) mostrando uma visão com conhecimento de causa.

“ Quando você perceber que, para produzir, precisa de autorização de quem não produz nada; Quando comprovar que o dinheiro flui para quem negoceia não com bens, mas com favores; Quando perceber que muitos ficam ricos, pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; Quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em autossacrifício; Então poderá afirmar sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada”  

publicado por luzdequeijas às 18:21
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IDOSOS DE CORDA AO PESCOÇO!

 

 

Nos últimos dias multiplicaram-se notícias sobre o IMI no próximo ano, nomeadamente sobre o momento da extinção de cláusulas de salvaguarda e as suas consequências no imposto a pagar. Vale por isso a pena sistematizar o que afinal vai acontecer em 2014 no imposto municipal sobre imóveis.

 

A CASA DE UM IDOSO ESTÁ CARENTE DE OBRAS URGENTES!

 

publicado por luzdequeijas às 18:09
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OS IDOSOS NA ILHA DOS CONDENADOS

 

 

Fizemos neste mundo uma “Ilha dos Condenados”. Uma ilha na qual outros têm liberdade total, outros têm a admiração e o respeito de todos os outros cidadãos e onde os condenados estão, sem apelo condenados à morte! Para estes condenados tudo é angústia existencial humana. Para eles não há compreensão ou uma maior visão dos horizontes do absurdo que é a vida.

publicado por luzdequeijas às 17:53
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FINANCIAMENTO DAS PME

O desafio do financiamento para as pequenas e médias empresas (PME)

Melhorar o acesso das PME às fontes de financiamento, especialmente no que diz respeito à entrada inicial e à injeção constante de fundos, é indispensável para que estas empresas possam explorar o seu potencial de crescimento e de inovação. Ora, há inúmeras PME da União Europeia (UE) que se confrontam com um défice de fundos próprios.

Quando a sua entrada inicial de capital se esgota, os empresários devem obter meios de financiamento externo para desenvolverem os respectivos projetos. No entanto, o financiamento das PME é frequentemente considerado demasiado arriscado devido às baixas taxas de rendibilidade, designadamente em fase de arranque. A falta de investidores providenciais («business angels») e fundos de capital de risco dispostos a investir em jovens PME inovadoras faz-se sentir agudamente.

A incapacidade de obter investimentos em fase de arranque impede muitas PME de conseguirem atingir uma dimensão que lhes permita atrair capitais para se desenvolverem, paralisando assim o seu crescimento.

Este tipo de empresas, enquanto fontes de inovação e criação de postos de trabalho, constituem motores do crescimento europeu. Daí que permitir-lhes arrancar, desenvolver-se e explorar plenamente o respectivo potencial se inscreva decisivamente no processo de Lisboa.

publicado por luzdequeijas às 17:49
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FINANCIAMENTO DOS SINDICATOS

Quando um sindicato em vez de ser financiado pelos seus membros é financiado pelo Estado, com o tempo, acontece que vai perdendo a sua independência!

Os interesses dos sindicatos (sindicalistas) acabam por divergir, com o decorrer do tempo, dos interesses dos trabalhadores seus associados. Quem garante o financiamento dos sindicatos acaba por controlar a autonomia dos sindicalistas envolvidos! A seguir a esta dependência  financeira segue-se-lhe a dependência do poder legislativo ou de quem tem o poder para influenciar a legislação. Sindicatos e sindicalistas acabam por ficar presos dos partidos políticos.

Os trabalhadores caem na instrumentalização dos sindicalistas vendo os seus reais interesses ignorados ou usados como pretexto para atingir objetivos partidários E DOS SINDICALISTAS. Esta realidade garante poder aos sindicalistas em prejuízo dos interesses dos trabalhadores.

No meio deste panorama o sindicato torna-se um instrumento dos sindicalistas, cavando um fosso na  obtenção dos interesses dos sindicalizados. 

Os sindicatos já muito dependentes do funcionalismo público passam a gravitar nas mãos de um conjunto de sindicalistas aliados aos partidos para obtenção de financiamentos! ‘É fácil constatar esta realidade nas presenças constantes das mesmas caras nas nossas televisões e jornais!

As reivindicações sindicalistas tornam-se pouco realistas, roçando o populismo, mas de nulos efeitos práticos. Entre o sucesso do sindicato e os ganhos dos trabalhadores nas frequentes negociações nada existe de comum e, a longo prazo, o divórcio entre trabalhadores da função pública e os sindicatos envolvidos acaba por se verificar. Com a igualdade de condições entre o funcionalismo público e o privado, o "monstro" ACABA POR SUCUMBIR!

Isto mesmo parece já ser evidente nos sindicatos que cobrem a atividade económica privada na qual poucas ou nenhumas greves se têm verificado!

publicado por luzdequeijas às 17:42
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MEUS SENHORES, SEM OFENSA

 

Curiosa teoria económica anunciada nos Estados Unidos. O tipo chama-se Marc Faber. É analista e empresário. Em Junho de 2008, quando a Administração Bush estudava o lançamento de um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber escrevia na sua crónica mensal um comentário com muito humor:


"O Governo Federal está a estudar conceder a cada um de nós a soma de 600,00$. Se gastamos esse dinheiro no Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China. Se gastamos o dinheiro em gasolina, vai para os árabes. Se compramos um computador o dinheiro vai para a India. Se compramos frutas, irá para o México, Honduras ou Guatemala. Se compramos um bom carro, o dinheiro irá para a Alemanha ou Japão. Se compramos bagatelas, vai para Taiwan, e nem um centavo desse dinheiro ajudará a economia americana. O único meio de manter esse dinheiro nos USA é gastando-o com p…s ou cerveja, considerando que são os únicos bens realmente produzidos aqui. Eu já estou a fazer a minha parte..."

RESPOSTA DE UM ECONOMISTA PORTUGUÊS IGUALMENTE DE BOM HUMOR:

"Estimado Marc: Realmente a situação dos americanos é cada vez pior. Lamento no entanto informá-lo que a cervejeira Budweiser foi recentemente comprada pela brasileira Ambe. Portanto ficam somente as p…s. Agora, se elas (as p…s), decidirem mandar o seu dinheiro para os seus filhos, ele viria diretamente para a Assembleia da República de Portugal, aqui em Lisboa, onde existe a maior concentração de filhos da p..a do mundo."
 

publicado por luzdequeijas às 17:33
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DESAFIOS NO ESTADO SOCIAL

O estado social é hoje confrontado com desafios enormes; a polarização do mercado de trabalho continuará a aumentar, bem como - a manter-se o euro - a tendência para que o mercado de trabalho seja cada vez mais europeu e menos de base nacional (isto é, a expressão “emigrante” tenderá a deixar de fazer sentido), uma estrutura etária cada vez mais envelhecida, custos de saúde mais elevados, num contexto em que os países terão, ainda durante muito tempo, dificuldade em financiar. Esta “quadratura do círculo” é uma das questões mais importantes que teremos para resolver. E das mais difíceis, porque se confronta com a resistência de interesses particulares, profissionais e de grupos.

 

publicado por luzdequeijas às 17:17
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AS LEIS DO PUDOR

 

Para saber o que é o pudor e o impudor no homem e na mulher, cada um deles deve ter em conta a diferença natural de perceção do outro. Já referimos que o homem reage naturalmente, de modo automático, perante os valores meramente carnais do sexo feminino, enquanto a mulher não sente habitualmente essa mesma atração imediata perante o corpo do homem.

Por outro lado, o que é pudico ou impudico depende da situação em que nos encontramos e da função que tem que cumprir o vestuário. Não é o mesmo estar a tomar banho que estar numa festa. O que é perfeitamente apresentável como fato de banho, é totalmente inadequado como fato de festa. Aparecer numa festa de sociedade em fato de banho, é apresentar-se de modo impudico, destacar o estritamente sexual. E assim o sentirão todos os presentes.

O pudor não se pode reduzir, portanto, a centímetros de roupa. Depende de um conjunto de fatores que influem na perceção que os outros têm de nós. Depende das diversas situações e da função do vestuário e depende também dos costumes no modo de vestir. Se, numa sociedade em que todas as mulheres andassem com as saias até ao tornozelo, uma se apresentasse com a saia a meio da perna, chamaria a atenção. E a atenção recairia sobre aspetos significativamente sexuais.

Por outro lado, as mesmas mulheres que andavam com as saias até ao tornozelo, quando chegava a hora de ir trabalhar para a horta, não tinham nenhuma dúvida em recolher as saias, pois a situação assim o exigia, para não estragar a pouca roupa que tinham. E ninguém considerava que aquilo fosse impudico. Se todas as mulheres andam com a saia a meia perna, isso não chamará a atenção, nem provocará uma consideração basicamente sexual do corpo. Mas nem tudo é uma questão de costume. Há certas leis características da perceção que reclamam a atenção sobre um ou outro especto do corpo. Determinados tipos de decotes ou minissaias, roupas cingidas, etc., não podem deixar de chamar a atenção sobre os aspetos provocativamente sexuais do corpo feminino. E não é questão de mais ou menos roupa. Pode ter mais roupa e menos pudor. Podemos ver isso, nalguns casos, na nossa sociedade.

Isto é também o caso de certas tribos sem cultura nem técnica, que habitam em zonas húmidas e quentes. As circunstâncias de ambiente e a sua falta de técnica tornam impossível a roupa adequada, pelo que andam quase nus. O pudor costuma expressar-se dissimulando o estritamente sexual, mediante uma simples faixa. Mas quando uma mulher quer chamar a atenção do homem, o que faz é precisamente cobrir o peito. As leis da perceção fazem que isso chame mais a atenção, uma vez que nunca anda coberta. E o que não se vê, mas se imagina, é mais provocativo que o que se vê normalmente, porque as circunstâncias fazem que esse modo elementar de vestir seja o único possível e, portanto, que seja pudico. Nessas circunstâncias, a perceção do conjunto da sociedade está habituada a expressar o pudor e o impudor sempre da mesma maneira.

Uma perceção deste género seria impossível num lugar como o nosso, no qual o clima exige cobrir-se em determinadas épocas. O simples facto de andar vestido em certas alturas altera totalmente a perceção da intimidade corporal. Se estamos habituados a ver-nos vestidos, a nudez tem um significado totalmente diferente, destaca uma "disponibilidade" sexual que não se apresenta na perceção de quem por necessidade anda habitualmente nu. Há aqui uma legalidade natural que nenhuma vontade pode alterar, nem sequer pelo desejo de uma pretendida naturalidade. O natural para o homem depende da sua formação cultural, pois essa formação altera a sua constituição neuronal e estabelece modos naturais de perceção, dificilmente alteráveis. O fenómeno contemporâneo da perda do pudor e do nudismo é algo totalmente diferente da nudez habitual e constante dos "bons selvagens".

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:09
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O CANDIDATO INDEPENDENTE

25 de Agosto de 2010 por Tiago Mota Saraiva

 

O desdém pelos partidos e a hipervalorização das “candidaturas independentes” (ainda que, tradicionalmente, decorram de zangas dentro dos partidos) a partir da exacerbação da máxima “eu não voto em partidos mas em pessoas”  ou, como o Miguel Marujo, sugere, defendendo a suspensão dos partidos nalguns atos eleitorais é um péssimo serviço à democracia. Em primeiro lugar porque se vota na imagem que se cria de alguém (quem encabeça) e não no projeto político que preconiza. Em segundo lugar porque valoriza, nos atos eleitorais, o papel das agências de imagem em detrimento da discussão e confronto político.

 

- See more at: http://5dias.net/2010/08/25/o-candidato-independente/#sthash.jNgGQjPR.dpuf

publicado por luzdequeijas às 14:11
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2014

HOJE, EXISTEM HERÓIS?

Chegados aqui, cabe agora perguntar: onde estão os HERÓIS de hoje? Qual o limite do poder de decisão para os verdadeiros HERÓIS, ontem e hoje? Mesmo para qualquer homem, pode ele ver cerceada a sua liberdade e capacidade de decisão, de modo radical? Tratando-se de uma luta pela humanidade e para o bem comum?

Daqui poderá ressaltar uma resposta; naqueles tempos esses HERÓIS (século XIX) visavam muito longe! Visavam uma estrada onde cabia toda a gente e que desembocaria no interesse geral. Assim acreditavam certamente, pois, de outro modo, não conseguiriam, a todo o momento, jorrar tantas energias! Hoje os nossos heróis são pequeninos, mesmo pequeninos! E a estrada por onde caminham, termina logo ali! Caminham sem objectivos, sem honra nem glória, mas não caminham por caminhar! Caminham a troco de pequenas benesses, numa estrada pejada de interesses pessoais! É a baixeza dos interesses envolvidos que os leva a ter de receber ordens, sem participar na sua tomada. Que os leva a não entenderem aqueles poucos, que querem caminhar na estrada onde cabem todos os homens de boa vontade, visando um mundo melhor onde a dignidade humana está acima de tudo. São estes homens que remam por valores num mundo no qual eles são permanentemente espezinhados!

publicado por luzdequeijas às 12:37
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O PRECIOSO LÍQUIDO

PERDAS IMPORTANTES

O objetivo de qualquer entidade gestora de sistemas de abastecimento de água é pôr à disposição do maior número possível de cidadãos da sua área de jurisdição, a água de que eles necessitam:

a) Em quantidade suficiente;

b) À pressão adequada;

c) Com a qualidade satisfatória;

d) Sem interrupções;

e) Em condições de eficiência tão elevada quanto possível em termos do uso dos recursos naturais, humanos, tecnológicos e financeiros.

 

A quantidade de água perdida é um indicador importante da eficiência de uma entidade gestora, tanto em termos absolutos num dado momento, como em termos de tendência ao longo dos anos. Volumes anuais altos e com tendência para aumentar são um indicador de ineficaz planeamento e construção, bem como de deficiente manutenção e operação do sistema. 

publicado por luzdequeijas às 11:41
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2014

MCI - MOVIMENTO CIDADÃOS INDEPENDENTES

RELEMBRANDO 2001, A TRAIÇÃO

 

Caras (os) Companheiras (os)

 

Confesso que fiquei estupefacto ao receber em minha casa uma carta (convocatória) para uma reunião em casa do Sr. Rodrigues.

Está assinada em nome do Sr. António Rocha na qualidade de (Mandatário).

Penso que tenho alguma autoridade moral para falar em nome do MCI. E com ela vos digo que a figura do (Mandatário) só existe no período de “ Organização do Processo Eleitoral “, até à publicação dos Resultados Eleitorais “.

Mesmo assim só com funções meramente burocráticas!

Não falarei daquilo que toda a gente sabe, ou seja dos resultados das Autárquicas de 2001 em Queijas. Por 65 votos menos, fui o segundo autarca mais votado.

O MCI não ganhou mas o resultado obtido foi um êxito assinalável!

O Bloco Central (PS PSD) instalou-se na Junta, dando origem àquilo que ninguém quer para Portugal, muito menos para Queijas.

O resultado e as consequências são do conhecimento de toda a população.

Por mim fiz aquilo que historicamente todos os Presidentes de Junta / Câmara, Primeiros-Ministros ou Presidentes da República fazem, em caso de não reeleição; pedi a “ Renúncia do Mandato “, para salvaguardar o capital de prestigio conquistado ao longo de quatro anos de muito trabalho.

O Sr. Rocha substituiu-me e julguei-me bem substituído apesar da sua nula experiência como autarca.

Gostaria de vos lembrar que o projecto MCI teve duas vias separadas mas igualmente importantes:

a)      A Organização do Processo Eleitoral na sua versão burocrática.

b)      O nosso conteúdo Ideológico e de Compromisso com o eleitorado.      

 

Só deste último vale a pena falar, pois foi ele que estabeleceu o nosso “ Compromisso Eleitoral “ .

Foram 1230 habitantes de Queijas que o entenderam e apostaram nele.

Julgo que aqui estão englobadas as pessoas mais conscientes da Freguesia.

Na minha qualidade de líder do MCI, assumi os juramentos de honra perante o eleitorado.

Depois tentei apoiar os companheiros presentes na Assembleia de Freguesia (4), com toda a experiência e conhecimentos que acumulámos no exercício das minhas funções de Presidente da Junta de Freguesia de Queijas.

Por uma ou duas vezes entreguei-lhes documentos que resumiam muitas horas de trabalho.

Na segunda vez que o fiz fui incorrectamente tratado, o que me fez abandonar o local da reunião ( a casa do Sr. Rodrigues ).

Era já minha grande convicção, que as coisas não estavam a correr dentro da normalidade.

O MCI como foi apresentado à população era (espero que ainda o venha a ser )um projecto sempre ligado aos anseios da população. Teríamos que ser os portadores desses anseios sem nunca os trair.

Os anseios seriam trazidos até nós pelos (29) candidatos do MCI e os (4) presentes na Assembleia com as mesmas ou outras palavras, sem medo, levariam a mensagem da população às reuniões.

Ao invés disto vejo na rua e no dia-a-dia uma fraterna amizade de alguns dos nossos autarcas com aqueles que fizeram baixar o desempenho autárquico ao mais baixo nível.

Vejo casos gritantes de incompetência passarem em claro nas sessões da Assembleia.

Refiro-me por exemplo a “ Revisões Orçamentais “ aprovadas sem um grito de revolta pela abissal diferença relativamente ao inicialmente orçamentado.

Vejo durante um ano o Presidente da Assembleia falar em nome do Presidente da Junta, quando lhe compete somente dirigir os trabalhos. É assim em todo o lado.

Vejo os membros do MCI sem coragem para abandonarem (simbolicamente) a Assembleia em protesto contra esta vergonhosa situação.

Vejo gastarem-se duas sessões (por ano só há quatro) com convidados que nada disseram e de seguida vejo também que as conquistas que o anterior mandato já tinha assegurado para a Freguesia serem esquecidas!

O Centro de Saúde, o Pavilhão Coberto, o Arranjo da Alameda, etc.

Falando com o senhor Rocha sobre o orçamento responde-me que não percebe nada daquilo.

De outra vez ouço o Sr. Rocha dizer-me que já não pode ouvir falar no MCI, o nosso futuro passava na sua opinião pelo PSD. Isto aquando da sua candidatura a Presente do Núcleo do PSD.

Foi a segunda derrota consecutiva acumulada. Dei-lhe lealmente todo o meu apoio. 

Por mim desliguei-me do PSD, entreguei o cartão, e não penso abandonar o MCI, como projecto. Foi um sonho que está bem vivo.

A verdadeira oposição não é feita na Assembleia de Freguesia, mas sim na rua e sempre que os interesses da população estiverem em causa.

O nosso MOVIMENTO não está nem pode estar centrado na Assembleia porque esta não tem  poderes para corrigir os desvios de um Executivo incompetente.

O legislador não quis bloquear a acção dos Executivos.

O nosso lugar é na rua ao contrário do que fazem os partidos.

Ser independente no MCI não pode ser igual a ser independente num partido.

O lema maior do MCI foi e é não servir partidos ou outras forças semelhantes mas, sem esperar subsídios ou outras coisas idênticas, dizer bem alto tudo aquilo que possa prejudicar o bem-estar da população.

A todos os/as companheiros (as) envio em forma de panfletos que ainda tenho, tudo quanto prometemos ao eleitorado. Peço-vos que leiam e meditem.

É isso que eu defendo, sem nunca ameaçar desistir, porque não vou mesmo desistir e nas próximas eleições autárquicas a população de Queijas pode contar comigo e com todos aqueles que quiserem perceber que as verdades devem dizer-se sem qualquer receio de serem tidas como (abusivas).

Por último só mais uma pergunta:

Quem pode fazer comunicados do MCI sem ser de forma abusiva?

Os nossos autarcas em exercício vão completar um ano de mandato e eu pergunto :

Que informações já deram da vossa actividade aos outros companheiros ou à nossa população?         Podem contar comigo para reorganizarmos o nosso movimento e elegermos pessoas para as mais diversas funções que sejam consideradas necessárias.

Mas não contem comigo para pactuar com autarcas incompetentes e desonestos, ao serviço de interesses inconfessáveis. Falo do Bloco Central.

A rua é o lugar para denunciar tais pessoas.

Não contem também comigo para comparecer a reuniões abusivamente convocadas e em locais não previamente acordados.

O futuro saberá julgar as pessoas. SE ALGUÉM OS QUISER VER, PROCUREM-NOS NO IOMAF!

NÃO VALE A PENA VOTAR EM INDEPENDENTES, PORQUE NÃO HÁ INDEPENDENTES!        

Cumprimentos

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 18:43
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AS BEM-AVENTURANÇAS

 

Viver para sermos mensageiros e protagonistas das Bem-aventuranças numa linguagem serena, positiva e confiante.

OS POBRES NÃO PODEM ESPERAR

Como nos diz o novo bispo do Porto:

“vamos fazer das Bem-aventuranças do Reino o padrão do nosso viver e o paradigma do nosso ministério. (...) a grande capacidade de criar, empreender e inovar, com que em tanto lado se tem conseguido resistir e até superar as grandes dificuldades que nos atingem nesta crise por demais arrastada. Muito em especial, por corresponderem com urgência a necessidades que não podem esperar, salientam-se as iniciativas que vão ao encontro de problemas imediatos, da alimentação à saúde, da habitação aos recursos mínimos.Seria de todo muito útil, arredarmos de todos nós, as setas envenenadas da demagogia! Principalmente entre aqueles que detêm o poder ou se preparam para isso:

“O socialista Seguro, falava depois de questionado sobre a Estratégia Nacional para Integração dos Sem-Abrigo, firmada em 2009 pelo Governo liderado por José Sócrates (aumentou os funcionários públicos 3%, com o país na situação de pré-bancarrota, só para ganhar as eleições!). Para o socialista, é um "choque" que existam "pessoas que vivem embrulhadas em cartões, cobertores e que dormem ao relento. Afinal onde estão os responsáveis por esta miséria? Quem foi que deixou o país na bancarrota? Quem assinou com a Troika o "impedimento jurídico" de o Estado aumentar o "salário mínimo nacional"? 

publicado por luzdequeijas às 15:59
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Sábado, 5 de Abril de 2014

PREMONIÇÃO EM 2000

 

“Como todos sabemos, a taxa de juro que o Estado paga na sua dívida pública é bem mais baixa do que a que se paga por um leasing ou por um empréstimo bancário. Não tem, pois, qualquer racionalidade económica o Estado recorrer a estas formas de financiamento, QUANDO DISPÕE DE OUTRAS MUITO MAIS BARATAS.

Porque o fez então o nosso último Governo? Porque não cortou nos seus gastos, porque gastou à “tripa forra” e depois não conseguiu cumprir o Pacto de Estabilidade. A solução que encontrou foi fingir que   fazia alugueres e inventar as denominadas portagens virtuais que foram, uma forma de esconder a divida do Estado no balanço das empresas privadas, ocultando-a, assim, do orçamento que é, cada vez mais, uma peça virtual. Neste momento o Governo praticamente não paga nenhuma estrada das que está a fazer. São as construtoras que as pagam, ficando o Estado a dever. Essas obras serão pagas durante os próximos 20 ou 30 anos com taxas de juro elevadíssimas face àquilo que são as taxas da dívida pública. É a esta aldrabice que o Executivo chama pomposamente “estradas em portagem virtual”. Na verdade, o que estava a acontecer era um brutal endividamento oculto do país, que as gerações futuras pagarão com língua de palmo. Os futuros governos terão de pagar com juros altos as obras deste Governo. O nosso potencial de crescimento económico está, assim, ameaçado de forma muito séria, pois estamos a falar de muitos milhões de contos.

Julgo que é importantíssimo sensibilizar a opinião pública para o que está a acontecer, pois só ela terá força suficiente para travar esta política suicida. Da minha parte não me pouparei a esforços na luta contra uma irresponsabilidade que vai sair caríssima a Portugal.”     

publicado por luzdequeijas às 17:53
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A ARTE DE SER PORTUGUÊS

«O bom português deve cultivar em si o patriota, que abrange o indivíduo, o pai e o munícipe e os excede, criando um novo ser espiritual mais complexo, caracterizado por uma profunda lembrança étnica e histórica e um profundo desejo concordante, que é a repercussão sublimada no Futuro da voz secular daquela herança ou lembrança...
É já grande o homem que subordina à Pátria, sem os destruir, os seus interesses individuais, familiares e municipais.
Por isso, o viver como patriota não é fácil, principalmente num meio em que as almas, incolores, duvidosas da sua existência, materializadas, não atingem a vida da Pátria, rastejando cá em baixo, entretido em mesquinhas questões individuais e partidárias. Mas para Portugal continuar a ser, precisamos de elevar até ele a nossa pessoa e conhecê-lo na sua lembrança e na sua esperança, na sua alma, enfim.
Não podemos amar o que ignoramos.
Impõe-se, portanto, o conhecimento da alma pátria, nos seus caracteres essenciais. Por ela, devemos moldar a nossa própria, dando-lhe atividade moral e força representativa, o que será de grande alcance para a obra que empreenderemos, como patriotas, no campo social e político.
O político estranho à sua Raça não saberá orientar nem satisfazer as aspirações nacionais. É preciso que ele encarne o sonho popular e lhe dê concreta realidade. Do contrário, fará obra artificial, transitória e nociva, por contrariar e mesmo comprometer o destino superior de uma Pátria.
Sim: o bom português necessita de conhecer e comungar a alma pátria, a fim de se guiar por ela, no seu labor. Depois legislará, reformará ou criará literária e artisticamente uma obra duradoura e útil.»
Teixeira de Pascoaes
in «Arte de Ser Português», Assírio & Alvim (2007). 

publicado por luzdequeijas às 17:49
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IOMAF EM QUEIJAS!

QUEIJAS DO PASSADO E DO FUTURO

No que concerne ao nosso local de habitação, venha ele do nascimento ou tenha sido eleito outro por nós mais tarde, tudo se passa da mesma forma.

No caso concreto que escolhi, a Freguesia de Queijas, ela ganhou identidade própria há uma dúzia de anos, logo, necessário se tornou ir mais longe em busca da verdadeira identidade das suas raízes.

Porque, de longa data, sempre pertencemos à antiga Freguesia de Carnaxide, velhinha de muitos séculos e se quisermos cavar bem fundo, vamos encontrar as raízes que procuramos no nascimento da nossa própria nacionalidade. Pois é, não há exagero algum. Depois, relativamente ao nosso concelho, as referências são mais tardias, mas andam quase sempre pelo concelho de Oeiras.

Por todas estas fases passou este antiquíssimo "Lugar de Queijas", e teve que ser assim, até chegarmos a Queijas Paróquia, Freguesia e Vila!

Não há muita informação disponível sobre este passado de muitos séculos, no qual foi vivendo o território da nossa Freguesia, mas é de absoluta justiça falar daquele que nesta matéria nos deu uma enorme ajuda. Deixar de tecer um grande elogio àquela figura que, na minha opinião, mais pugnou por conhecer as nossas referências e em simultâneo mais se bateu pela solução dos enormes problemas que sempre foram afligindo as gentes da antiga Freguesia de Carnaxide, seria de todo injusto.

Foi essa grande figura humana e eclesiástica, o Pie Francisco dos Santos Costa, que nos legou uma publicação de grande dimensão, "O Santuário da Rocha" - Coração de Carnaxide. Legou-a a todos aqueles que amam a velha freguesia de Carnaxide, que hoje se espalha pelas freguesias de Carnaxide, Queijas, Linda - a - Velha, Algés e Cruz - Quebrada - Dafundo.

Como habitante de Queijas, vai para 50 anos, é desta maneira agradecida que sinto todo o trabalho que ele nos deixou, não esquecendo também todos aqueles que a ele acrescentaram qualquer contributo, para nós tão importante.

Todavia a realidade surgida com o aparecimento da Freguesia de Queijas, da sua Paróquia e Vila, veio trazer uma nova identidade e um novo sentimento aos habitantes desta circunscrição, para tal, não devemos esquecer que muitos até já nela nasceram.

Tentei, pois, atualizar factos com uma história riquíssima, desta vez circunscritos à Freguesia de Queijas, que como um filho nasceu da velhinha Freguesia de Carnaxide.

Servi-me do trabalho que outros primorosamente fizeram, mas também vos digo que esteja onde estiver, muito feliz ficaria se este trabalho por mim assinado, puder ajudar alguém a dar-lhe continuidade na história desta terra que já tantos amam como sua.  

A vida ensina-nos que factos escritos como atuais, com o tempo decorrido, logo perdem atualidade, e por isso, carecem de ser enriquecidos com outros mais marcantes, por comportarem uma vivência mais vasta e próxima de nós, seres ainda vivos.

Foi pois esse trabalho que escrevi em livro, para os amigos, e para deixar como legado a toda a população da Freguesia de Queijas. Na vida tudo muda, e o amanhã pode voltar a colocar tudo, ou quase tudo, como estava anteriormente! Existem factos de uma tal relevância a condicionar o futuro, que teremos de os aceitar para não travarmos esse futuro, desde que ele seja do interesse geral dos cidadãos. Se, por acaso,tivermos de perder a condição de Freguesia, haverá culpados, mas o nosso lugar é onde sempre foi, ao lado de Carnaxide e da Senhora da Rocha. Pugnar por uma ligação a Caxias é remar contra a maré, é esquecer a ligação do milagre da Rocha a Linda-a-Pastora, é ignorar o valor  e a história do nosso Santuário, é não ter vergonha por não ter conseguido para nós um Centro de Saúde,é desconhecer a vivência desta vila no seio da Freguesia de Carnaxide e quem esquecer tudo isto e pugnar por uma ligação a Caxias, é esquecer que estamos separados por duas fronteiras naturais a A5 e a CREL e que entre nós e Carnaxide nada nos separa. Neste momento, só nos separa alguém quase a fazer 4 anos de mandato, deixando-nos nada,pois, nada fez por Queijas. Foi um simples  coveiro! Em vez de unir, desuniu! ACABOU COM AQUILO QUE TANTO CUSTOU AOS OUTROS! NEM CRISTO O SALVARÁ !

publicado por luzdequeijas às 13:15
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A ÉTICA NA POLÍTICA

 

Caro Reis Luz: identifico-me com o que escreveu. Sou um "enteado" de Queijas, terra que aprendi a amar por força de obrigações profissionais. Durante 4 anos e meio aprendi a conhecer Queijas, conheci pessoas que criam riqueza em Queijas - os pequenos comerciantes estabelecidos no Mercado, que dentro das minhas limitações funcionais procurei ajudar - e foi em Queijas que a minha vida pessoal e familiar seguiu um novo rumo. Tenho Queijas no coração. Por vicissitudes internas do PSD de Oeiras fui indigitado candidato à Junta de Freguesia de Queijas, evitando que o PSD não apresentasse candidato, cenário que esteve em cima da mesa. Manifestei a minha oposição à extinção, por agregação, da Freguesia de Queijas, posição que enquanto eleito na Assembleia de Freguesia renovei. Eu e o António Parreira. Manifestamos a nossa oposição à agregação com Caxias. A fusão ou união não pode ser limitar-se a factores demográficos, a História não pode ser esquecida. E nós estudamos a História de Queijas e Linda-a-Pastora, cujo berço foi a freguesia de Carnaxide. Tomada a decisão pela Assembleia da República que impõe a agregação com Carnaxide - UNIÃO DAS FREGUESIAS DE CARNAXIDE E QUEIJAS - fizemos saber aos eleitos das restantes forças políticas que deveremos lutar para que a nóvel freguesia receba a designação de Freguesia da SENHORA DA ROCHA. Se os valores históricos, humanos e sociais das duas comunidades forem respeitados, as duas assembleias de freguesia poderão adotar o nome de Freguesia da Senhora da Rocha, local de culto para milhares de habitantes das atuais freguesias de Algés, Cruz Quebrada-Dafundo , Linda-a-Velha que, com Queijas e Linda-a-Pastora, constituíram a outrora grande freguesia de Carnaxide. Bem haja, amigo Reis Luz, pelo seu contributo, ser-lhe-ei sempre grato pelo apoio que me deu, pela informação que me transmitiu sobre Queijas, de cuja freguesia foi Presidente durante um mandato. O meu obrigado. (Helder Sá)

publicado por luzdequeijas às 12:53
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2014

PONTAS SOLTAS OU CAÍDAS?

 

Tudo indica que é necessário haver alguns nós na nossa vida para que as coisas não nos fujam, perigosamente. Vou dando por mim a descobrir que tenho, também, demasiadas pontas soltas na minha vida e no meu pensamento. Nós por dar, umas tantas coisas por agarrar e outras por deitar fora. Será isto bom ou mau? Neste momento incomoda-me sobremaneira, toda esta situação! Toda esta indefinição!

Afinal ser diferente da maioria é bom ou mau? Ajuda ou desajuda? Tenho um certo orgulho nas minhas pontas soltas, mas não renego todas as minhas pontas caídas nem os nós que me dão segurança. Lá bem no fundo, são estas três realidades que me dão alento! Porém a perceção individual do mundo é sempre influenciada pelos grupos. Aquilo que o grupo aprova ou valoriza tende a ser selecionado na perceção pessoal; já o que é rejeitado ou indiferente aos valores do grupo tem menor possibilidade de ser selecionado pela perceção do sujeito – e se for significativa para o sujeito, este guarda-o para si ou arranja forma de adaptá-lo aos valores grupais, seja de uma forma lúdica, simbólica ou distorcida, mas sempre no intuito de evitar a censura coletiva.

Pesem embora as vantagens grupais, o meu ser é todo ele, um ser individual, mas profundamente solidário com os outros. Tudo sem amarras nos pulsos! No final, muitos acabaram de cócoras, apanhando as pontas que foram deixando ficar!

publicado por luzdequeijas às 18:50
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NOVOS CONCEITOS SOCIAIS

A nível internacional assistimos ao despontar dos países emergentes, baseados em longas jornadas de trabalho diário e mão-de-obra barata. Aqui, os sindicatos criam agitação de rua e fazem greves contínuas! Pedem mais dinheiro, que não existe!

Como se isso não chegasse, o mundo concedeu à China condições ímpares de atuação no mercado mundial. Fronteiras abertas, concorrência desleal para com o comércio nacional e venda única de produtos "made in China", com retorno dos proventos à sua origem, sem valor acrescentado para os países hospitaleiros! Nem em mão de obra, sequer!

É aqui que cabe perguntar, porque não se aprofunda a União Europeia no sentido de dispensar idêntico tratamento aos países em grandes dificuldades? Portugal e Grécia! Tudo dentro do espaço europeu e dentro da economia da comunidade? A União Europeia tem de dar o passo seguinte, ou seja, supervisionar as trocas comerciais da comunidade europeia. E começar a pensar em ajustar comportamentos sociais para uma nova economia sustentável. Também para erguer novos conceitos de emprego, mais moldáveis às novas realidades que em breve surgirão no domínio do trabalho e economia mundial. Para tal, talvez, criar bancos de dados (emprego/ lugar de residência)residência por trabalhador, ao redor das grandes cidades, para saber onde trabalham as pessoas da mesma família. Estudar a possível deslocalização das grandes empresas públicas ou privadas, para os arredores da grande cidade e, assim, reduzir e coordenar os gastos em transportes públicos. Parece sensato reduzir muito o número de carros a entrar, diariamente, nas cidades (mesmo por razões ecológicas), levando o metro de superfície até aos dormitórios dos trabalhadores. Importação de carros, acessórios e combustíveis mais pagamento da dívida e seus juros, dão aos países pequenos grande saldo negativo na sua balança de pagamentos logo nas suas finanças. O mesmo estudo serviria para saber quem utiliza o carro e onde trabalha, nas suas idas para o emprego e como é possível a existência de grandes e lentas filas de trânsito a qualquer hora do dia. Também saber, como entram tantos profissionais tarde e a más horas no emprego. Como estamos a ver na atualidade, o equilíbrio das contas públicas é fundamental na vida dos países pequenos endividados! Aparentes receitas públicas (portagens, impostos automóveis etc.) são ilusórias e criadoras de mau emprego. Com outro estilo de vida aumentaria o nível de vida dos trabalhadores e os ganhos do próprio país. Milhares de portugueses deixariam de pagar em impostos, o transporte de carro dos outros, mesmo andando a pé, de bicicleta ou de burro.

São os países mais desenvolvidos que ficam a ganhar com estes hábitos ricos, os outros, os pequenos e pouco desenvolvidos, irão ficando, irremediavelmente, cada vez mais pobres e destruídos pelas mudanças ecológicas!

publicado por luzdequeijas às 17:42
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2014

QUEM SOMOS NÓS?

POBRE PORTUGAL

Arménio Carlos saudou as lutas e greves do Metro de Lisboa, da Transtejo, Soflusa, CP, Refer, Carris, STCP, professores, médicos, entre outras, destacando em particular as da Cerâmica Valadares e a Finnex, que lutam desde há meses pelo direito ao trabalho. "Este é o caminho que temos de proseguir para combater o cardápio da troika: um banquete para os ricos e poderosos à custa do rapar do tacho do povo, com Cavaco a chefe e Passos e Portas como cozinheiros exímios deste festim", prosseguiu. 

publicado por luzdequeijas às 18:20
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ORIGEM DA AUSTERIDADE

A RAZÃO DE SER DA AUSTERIDADE

Antes da “Austeridade” já o País estava destruído! Estamos a tentar colocar as contas públicas no máximo com um défice dentro dos 3%, como prometemos fazer no dia em que entrámos para a União Europeia! Esquecemo-nos dos compromissos, só nunca nos esquecemos de receber e gastar (mal) as ajudas financeiras. O que assusta, é como vamos pagar a dívida pública, que é superior a 120% do PIB, "é só fazer as contas"!

Mais a despesa das PPP dos últimos dez anos, que se vão vencendo por muitos mais anos!

“As derrapagens dos vários défices anuais, já custaram 77 mil milhões de euros!”

Nos últimos dez anos, o Estado português gastou mais 77 mil milhões de euros do que devia gastar e a dívida disparou.

Os défices orçamentais acumulados pelo Estado desde 2006 até este ano já totalizam 52,5 mil milhões de euros, segundo dados da Deloitte, o que perfaz uma média do desvio das contas públicas de quase 5% do PIB anual neste período. Apesar de diversas medidas extraordinárias para mascarar o défice real junto da Comissão Europeia ou da troika, nos últimos anos, a realidade é que a “fartura” do buraco nas contas do Estado é a principal razão para a subida da dívida pública portuguesa, que está hoje a atingir o limite do sustentável e irá ultrapassar os 120 % do PIB já em 2013.

Cada vez que o Estado regista um défice (gastou mais do que recebeu) este tem de ser financiado com o recurso à dívida. A tendência do desvio nas contas do Estado tem acelerado nos últimos anos. Entre 2001 e 2005, os sucessivos défices resultaram numa dívida acumulada de 24,5 mil milhões de euros, refere a Deloitte. Na última década, os diversos executivos gastaram mais de 77 mil milhões de euros do que deviam. Um valor que é responsável por quase metade da dívida atual do país (180 mil milhões de euros). O Governo já anunciou que vai centrar-se no corte de despesa em 2014, uma redução que será feita sobretudo nas prestações com pessoal, duas componentes que representam mais de metade da despesa do Estado.

L. G. - SOL       

publicado por luzdequeijas às 18:19
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CONCEITO DE CONCEITO

No mundo globalizado em que vivemos, a palavra “conceito” ganhou uma importância muito acima da ideia que fazemos de tudo e qualquer coisa. Quanto maiores forem os espaços unificados, mais necessidade existe de cada cidadão se situar dentro dos limites aceitáveis como definição do conceito de conceito! Daqui resulta um ganho importante para, no todo, nos entendermos e nos aceitarmos como somos e dentro do respeito que o próximo nos merece, tal qual como ele é.

A palavra “Conceito” (do latim conceptus, do verbo concipere, que significa "conter completamente", "formar dentro de si"), substantivo masculino, é aquilo que a mente concebe ou entende: Uma ideia ou uma noção, como representação geral e abstrata de uma realidade. Pode ser também definido como uma unidade semântica, um símbolo ou uma "unidade de conhecimento". O termo “Conceito” é usado em muitas áreas; na matemática, nas ciências, na física, informática, em fim, em tudo que existe no mundo. Conceitos são universais ao se aplicarem igualmente a todas as coisas na sua extensão. Os conceitos transportam em si um significado, com sentido lato, mas abrangente. Enfim, “conceito” significa definição, concepção, caracterização. É a formulação de uma ideia por meio de palavras.ou expressões, ainda, "coisa concebida" ou "formada na mente". O fato de que conceitos são, de uma certa forma, independentes das linguagens, torna a sua tradução mais fácil e possível; palavras em várias línguas "querem dizer" o mesmo porque expressam um e o mesmo conceito. O conceito é aquilo que se concebe no pensamento sobre algo ou alguém.O conceito, é também a expressão de um predicado comum a todas as coisas da mesma espécie. O homem é um ser racional. Logo, a racionalidade é o predicado comum a todos os homens. Por fim, o “conceito de conceito” de cada um, pode coexistir com o arbítrio dos outros, de acordo com uma lei geral de liberdade. O que é democracia? Há dezenas de estudos a respeito deste tema ou conceito.

Nessa linha de compreensão, o direito seria conceitualmente o que é mais adequado para o indivíduo tendo presente que, vivendo em sociedade, tal direito deve compreender fundamentalmente o interesse da coletividade. Daí surge a grande discussão que se trava ao longo dos tempos, o que obriga que os conceitos do certo ou errado, do direito e do não direito se adaptem às novas realidades geográficas, religiosas, humanísticas e históricas, para descrever apenas algumas questões que interferem na evolução e adequação do direito a ser aplicado.Na verdade, o direito, na sua essência é um conceito em constante mutação, até porque enraizado e conseqüente da própria condição humana, que necessita de ajuste e adequação diuturnamente, seja com relação ao seu habitat, aos critérios e normas de convivência, bem como às novas realidades construídas pelos agrupamentos humanos e à própria evolução do conhecimento e tecnologia.

Daí, que no seio da União Europeia, nos últimos anos se tem travado uma verdadeira batalha para tentar uniformizar, no mais importante,  a legislação de todos os 27 membros aderentes. Foi importante aproximar conceitos de conceitos ou expressões, para milhares de problemas comuns muito, ou menos, importantes. Uniformalizar sem bloquear.

publicado por luzdequeijas às 18:02
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O MUNDO É DE MUDANÇA

A nível internacional assistimos ao despontar dos países emergentes, baseados em longas jornadas de trabalho diário e mão-de-obra barata. Aqui, os sindicatos criam agitação de rua e fazem greves contínuas! Pedem mais dinheiro, que não existe!

Como se isso não chegasse, o mundo concedeu à China condições ímpares de atuação no mercado mundial. Fronteiras abertas, concorrência desleal para com o comércio nacional e venda única de produtos "made in China", com retorno dos proventos à sua origem, sem valor acrescentado para os países hospitaleiros! Nem em mão de obra, sequer!

É aqui que cabe perguntar, porque não se aprofunda a União Europeia no sentido de dispensar idêntico tratamento aos países em grandes dificuldades? Portugal e Grécia! Tudo dentro do espaço europeu e dentro da economia da comunidade? A União Europeia tem de dar o passo seguinte, ou seja, supervisionar as trocas comerciais da comunidade europeia. E começar a pensar em ajustar comportamentos sociais para se obter uma nova economia sustentável. Também a erguer novos conceitos de emprego, mais moldáveis às novas realidades que em breve surgirão no domínio do trabalho e economia. Para tal, talvez, criar bancos de dados emprego/residência dos trabalhadores, em redor das grandes cidades, para saber onde trabalham as pessoas da mesma família. Estudar a possível deslocalização das grandes empresas públicas ou privadas, para os arredores da grande cidade e, assim, reduzir e coordenar os gastos em transportes públicos. Parece sensato reduzir o número de carros a entrar diariamente nas cidades (mesmo por razões ecológicas), levando o metro de superfície até aos trabalhadores. Importação de carros, acessórios e combustíveis, divida e juros da mesma, dão aos países pequenos grande saldo negativo na sua balança de pagamentos. São muitas as pessoas que andam a pé, de bicicleta ou de burro, que pagam toda esta fantasia do carro à porta, com os seus impostos!

O mesmo estudo serviria para saber quem utiliza o carro nas suas idas para o trabalho e como é possível a existência de grandes filas de trânsito a qualquer hora do dia. Também saber, como entram tantos profissionais tarde e a más horas no emprego. Como estamos a ver na atualidade, o equilíbrio das contas públicas é fundamental na vida dos países pequenos! Aparentes receitas públicas (portagens, impostos automóveis etc.) são ilusórias. Com novos conceitos de sociedade, aumentaria o nível de vida dos trabalhadores e os ganhos do próprio país.

São os países mais desenvolvidos que ficam a ganhar com estes hábitos ricos, os outros, os pequenos e pouco desenvolvidos, irão ficando, irremediavelmente, cada vez mais pobres!

  

publicado por luzdequeijas às 18:01
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A COMADRE E O FILÓSOFO

Hoje de manhã fui com a minha mulher cumprir o nosso dever familiar. Conviver com a minha comadre que, em dia de veia humorística, é impagável. Dá gosto ouvi-la e apreciar a sua alegria.

Normalmente procuramos a mesa de uma qualquer cafetaria, em regra num centro comercial. Assim foi também desta vez, para não variarmos.

Era o tal dia da veia e, ainda nem a bica estava bebida, já ela se ria com gosto. Queria contar-nos qualquer coisa mas o riso era mais forte. Por fim lá começou a desbobinar. Foi então um sonho, meio cómico, meio trágico. Dizia ela que com a ajuda de um calmante pegou fundo e cedo no sono. Estariam em jogo duas personalidades, para ela, muito famosas. E a nossa comadre, com esta crise que nos vai arrasando, estava a servir num bar, de bandeja na mão. Pois claro!

Estava na frente do filósofo Sócrates, de olho arregalado, fez a pergunta habitual: que deseja? Sócrates responde: quero uma “snav” (bebida da antiguidade). Sem entender, a comadre pede para repetir. Uma “snav”, minha senhora.

A boa da comadre, meia confusa, vira costas. E agora? Já sei, vou até Sesimbra perguntar à Emilinha o que é isto de “snav”. Claro, em sonhos, vai-se rápido a qualquer lado. Instantaneamente, lá estava ela à frente da Emilinha no Café Central. Ajuda-me amiga, o que é isto de uma “snav”? Oh mulher só pode ser uma “seven up”! Olha, então arranja-me uma para o Sócrates. Estás maluca ou quê, para esse não te arranjo nada! Ele já cá deve muito!

Pensativa, despediu-se da sua amiga Emilinha, sua protectora moral na catequese, nos tempos da juventude, e que tinha feito “jura de castidade” e lhe acabara por dizer que casara com um primo e tinha cinco filhos.

Levou as mãos à cabeça e lastimou-se: “ Depois daquele filósofo, que mais me irá acontecer esta noite?”

publicado por luzdequeijas às 15:07
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E DEU-ME NA VENETA……

 

Páginas tantas, deu-me na veneta de escrever sobre algo! Claro, esse algo, foi a palavra VENETA! O que é veneta?

- “Loucura; mania; tineta; telha …. Deu-me na veneta. (Veio-me à ideia).”

- “A... Maria hoje tá de veneta, não fez nada, nem bom dia deu.”

-...”Escarcéu, escaqueirar, dar na veneta , tropicar, maçaroca, engrolar”…

- “Hoje, deu-me na veneta e comecei as compras.”

- “Dar na veneta, vir à lembrança: deu-me na veneta sair cedo.”

- ““Convém dizer-lhes que, desde que ficara só, não me olhara uma só vez ao espelho. Não era abstenção deliberada, não tinha motivo; era um impulso inconsciente, um receio de achar-me um e dois, ao mesmo tempo, naquela casa solitária; e, se tal explicação é verdadeira, nada prova melhor a contradição humana, porque ao fim de oito dias deu-me na veneta de olhar para o espelho com o fim justamente de achar-me dois. Olhei e recuei. Talvez fosse um?” Afinal em que fico? Sou um ou dois?

 

publicado por luzdequeijas às 14:40
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A MÃO DIREITA

 

Deus também não se esqueceu de mencionar a trombeta que os hipócritas faziam tocar quando “davam” qualquer coisa aos pobres. Claro que é um exagero, uma hipérbole, uma forma inteligente de traduzir o comportamento dos hipócritas. Mas a verdade é que a tentação de aparecer é muito grande para quem “dá” esmola: se não usam a trombeta podem usar outros instrumentos de publicidade mais eficientes. Mesmo que sejam uma plateia ou uma Assembleia-Geral, para dar aos pobres o que por direito é deles. Para dar aos pobres uma ínfima parte dos impostos que o povo paga! Para lhes dar uma migalha e anunciar a esmola com as trombetas bem-sonantes, na escolha de quem é necessitado por desamor dos Homens. DAR COM A DIREITA sem que a esquerda sonhe e sem humilhar quem é necessitado.

Pois é, tal escolha deveria ser feita no silêncio dos bem-intencionados, e não ao abrigo de “Estatutos” ilegais por ignorância humana! Que Deus lhes perdoe e lhes dê o perdão com a mão direita longe da esquerda saber.

publicado por luzdequeijas às 12:40
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A LUTA CONTRA A FALTA DE ÁGUA

 

No decorrer do III Fórum Mundial da Água, realizado no Japão, mais de dez mil representantes de 160 países, apresentaram-se, e muitos trouxeram soluções concretas para os problemas que atingem perto de dois mil milhões de pessoas, em todo o mundo. Noutra cimeira, a do G8, a realizar em França, este problema será igualmente abordado. A crise mundial da água será um dos maiores desafios do século XXI! Noutra Cimeira Mundial, sobre o Desenvolvimento Sustentável, realizada na África do Sul, a comunidade internacional decidiu reduzir para metade o número de pessoas que não têm acesso a água potável, até 2015, equivalente a 1,4 mil milhões de pessoas. Existe também o problema daquelas que não possuem quaisquer condições sanitárias e de salubridade, cujos números apontam para cerca de 2,3 mil milhões de pessoas. O grande drama consiste no facto de no momento em que se fazem grandes esforços, técnicos e financeiros, para dotar muitas pessoas de condições de acesso a água potável, saneamento e salubridade, a escassez do ”ouro azul” e o aumento acelerado da população mundial, atirarem o mundo para uma situação pior do que aquela que existe neste momento! Assim, prevê-se que, em 2025, 50 por cento da população mundial não terá acesso a água potável, contra os 30 por cento que atualmente sofrem esse problema! Dois relatórios das Nações Unidas, apresentam-nos um panorama desolador. Em alguns países chega mesmo a ser desesperada. As suas reservas de água potável começam a desaparecer a um ritmo vertiginoso. Alguns destes assuntos, estão também a ser investigados pelos altos responsáveis das organizações mundiais, como as alterações climáticas, as novas tecnologias de irrigação, etc. Embora havendo consenso geral de que a crise de água constitui de facto um grave problema para resolver e que se torna muito urgente agir de maneira a fazer-lhe frente. O certo é que as medidas necessárias para enfrentar tal desafio estão constantemente envoltas em grande controvérsia.

publicado por luzdequeijas às 12:28
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2014

A CULTURA COMO TERAPIA

Do grego vem a palavra ‘catarse’, que quer dizer purificação.

A arte é uma forma de catarse, em todas as suas manifestações: literatura, teatro, música, canto, dança, pintura etc.  E toda a catarse tem um aspeto terapêutico.

Para o artista, a arte é uma forma de liberação emocional, sendo a criação uma forma elaborada e complexa de transformar o sofrimento em beleza, o objeto artístico sendo a forma de comunicação do mundo interno do artista. Em alguns casos extremos, a solução final:comunicar ou elouquecer. 

Também para o espectador, que se projeta na obra admirada, a catarse acontece. E a emoção do desportista, e do torcedor, também são poderosas formas de catarse. Na emoção do momento, protegido pelo simbolismo cultural, pode o indivíduo soltar as emoções aprisionadas no seu cotidiano. Exemplo impressionante de catarse popular aconteceu quando do falecimento de Airton Senna. Todas aquelas lágrimas, seguramente eram mais do que a tristeza pela perda do ídolo. O símbolo cultural tem esta plasticidade de se prestar a diversas interpretações em vários níveis de complexidade psicológica.

No caso específico da saúde, podemos observar pela época da aposentadoria a eclosão de diversas doenças, com destaque para as depressões, decorrentes do sentimento de inutilidade e pela perceção da proximidade da morte. Também as lutas sociais pelo poder, as frustrações e, as desilusões geram toda a sorte de sofrimento moral e físico.

É quando FAZER arte pode consolar aquele que não pode TER e levá-lo ao equilíbrio psíquico por SER alguém.

Grupos que se reúnem por um interesse cultural comum e se permitem CRIAR, obtêm excelentes resultados. Ao fazer versos, cantar, pintar, representar, o indivíduo percebe que tem aptidões inexploradas, e,entretido na atividade catártica, abandona o mau-humor, a depressão, esquece as dores, supera limitações e por vezes descobre talentos adormecidos.

Na corrida atrás do dinheiro, a luta pela sobrevivência embota aos poucos a sensibilidade. É na aposentadoria que muitos se permitem libertar, ou descobrem pela primeira vez, a criatividade pelo prazer, desvinculada de qualquer vínculo prático ou monetário, e, como a criança, que vive intensamente o presente, o indivíduo recupera o amor pela vida, ingrediente principal da saúde.

Como afirma Aristóteles, a palavra catarse tem íntima ligação à purificação das almas através de uma descarga emocional na vivência de um drama.

publicado por luzdequeijas às 18:34
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OS NOSSOS IDEAIS NA LUZ

 

 

A Cruz de Malta é o símbolo principal de Saint Germain, ela simboliza a união das energias cósmicas e telúricas, a sintonia da Terra e do Céu. O homem de braços abertos se entregando ao Universo e à Vida com Fé e Determinação. A Cruz de Malta tem o poder de ampliar e manifestar novas irradiações ao seu redor onde é utilizada, já que carrega o estigma da Chama Violeta que tem o poder de transmutar, acelerar e manifestar. É o símbolo da Liberdade dos limites e das manifestações de nossos ideais na Luz.

publicado por luzdequeijas às 18:03
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A CADA UM O SEU CAMINHO

 

Ter um blog é muito importante para mim. Nele coloco as minhas neuras, alegrias, tristezas, dúvidas e nele tenho o retorno de muitas pessoas, através dos seus comentários. Tenho tempo disponível, e esta é uma das melhores formas de eu poder pensar o mundo, pensar as minhas conclusões, dentro dos limites vagos do certo ou errado. Na verdade, entre o certo e o errado, existem ainda milhares de alternativas de mudar algo, nas conclusões a que chegar.

Normalmente, descrevo opiniões, mas também navego pela informação, que servindo para mim, servirá certamente a muito boa gente. Algumas são as vezes em que sou assaltado com a dúvida de estar ou não a debitar opiniões, nem sempre suficientemente estruturadas. Depois da primeira angústia, normalmente, concluo que estruturar uma opinião não será, decerto, o melhor caminho de entregar a minha mensagem. Uma opinião deve apresentar contornos vagos e nunca uma estrutura apertada.

Chego a visionar-me perdido num deserto e vislumbrar alguém a caminhar no meu sentido. Espero e olho nesse sentido deixando fluir um sorriso de boas-vindas. Esse, alguém, pede-me que o ajude a seguir o melhor caminho para encontrar o rio dos Desejos. Então, olhando o sol e o meu relógio, digo-lhe que não estarei errado se lhe aconselhar que caminhe para norte. Com a minha mão aponto-lhe a direção correta, mas, avisei-o de que a partir dali e para não se desviar, só poderá contar com a sua intuição e com os sinais que descortinar, desde que os saiba entender e descodificar. O meu interlocutor despede-se e agradece, iniciando, depois, a sua caminhada. Por mim, fico sem qualquer receio sobre a indicação que aconselhei a este desconhecido, contudo, também fico seguro que lhe indiquei um caminho que comporta uma largura muito grande e uma distância até ao seu objetivo, que muito dependerão das suas próprias análises e opções. Colocando as minhas opiniões ao alcance de quem as quiser aproveitar, nunca farei delas um caminho estreito ou curto. As margens que deixo, não representam mais do que a liberdade que cada um deverá ter para as interpretar como melhor entender, o caminho que sugiro nos meus artigos, será sempre o de um dos quatro pontos cardiais.

publicado por luzdequeijas às 17:24
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A CHINA VISTA POR UM PORTUGUÊS


A deslocalização do aparelho produtivo de ocidente para oriente é um processo decidido no ocidente, gerido pelo ocidente e controlado no oriente, mesmo na China, pelo poder financeiro ocidental.
O ocidente e designadamente a Europa são o destino mais desejado pelos orientais e pelas mercadorias orientais. Chineses, Vietnamitas, Tailandeses, Indianos, etc. Procuram fazer vida no ocidente, alguns pagando com a vida.
A china e o oriente em geral concentram a maior parte da indigência da humanidade. A parte rica que concentra triliões de dólares está atulhada em corrupção de proporções de que o ocidente não tem memória. A agiotagem é o ar que respira esses novos-ricos. Essa classe em ascensão não tem maturidade ética e está prisioneira do sistema financeiro internacional controlado pelos ocidentais que estão a capturar a China e os países emergentes.
As contradições internas que estão a ser geradas no interior da China levarão mais cedo que tarde à implosão da ditadura chinesa e a modificações inimagináveis. Os movimentos sociais, as greves, as contestações já em curso há muitos anos e triunfarão.
A Europa é o espaço de liberdade e segurança mais evoluído do mundo para ser habitado por homens dignos, livres e esclarecidos.
O oriente está a fazer o seu caminho e encontrar-se-á com o resto do mundo em igualdade de dignidade, mas o percurso vai ser muito longo, sinuoso e contraditório. Todos terão de aprender muito uns dos outros com a humildade dos homens grandes.
A globalização não será a humilhação de uns por outro, mas a procura da igualdade através de todas as diferenças.
A guerra, a fome, a doença, a mordaça, a indignidade são para expurgar da humanidade através da inteligência humana.
O desígnio da humanidade é o prazer de viver. O lazer e o trabalho só têm sentido acompanhados de saudável prazer. A sociedade do lazer é o futuro.
É forçoso ser livre para contribuir para a felicidade da humanidade e demais seres vivos. Lutemos todos para aumentar e reforçar a liberdade no mundo

publicado por luzdequeijas às 17:06
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CONSTATOU-SE EM 2011

1872 2011

1872 Portugal e a Grécia 2011

!!! … 139 anos depois … !!!

Eça de Queirós escreveu em 1872

"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal"

(in As Farpas)

1872 … !!! Verdadeiramente impressionante !!! …2011

 

publicado por luzdequeijas às 11:25
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Terça-feira, 1 de Abril de 2014

QUE ESTRANHA OPOSIÇÃO!

 

Portugal até na “oposição” política que tem, é pobre. A comunicação social realça, nos seus noticiários diários (repetidos vezes sem conta), as opiniões dos nossos pequenos partidos a níveis nada consentâneos com os seus votos eleitorais. Muito pior que isto é o facto de não haver por parte da oposição nenhuma parcimónia no modo com que lança para o ar tais ataques! Fá-lo com sobranceria, deselegância e má cara. Não sabem mascarar as suas críticas com algum bom humor, mesmo sarcástico. Afinal, continuam a representar ideais de há muito desaparecidos do mundo e fazem oposição, sempre, depois do “burro morto”! Para eles, dos governos nada se salva!

Tudo isto piora nos períodos pré-eleitorais, como agora acontece. Vão buscar coisas que não lembram ao diabo! De momento saiu na rifa o amianto, que teve no passado longínquo numerosas aplicações na construção civil! Telhas, revestimentos, coberturas, gessos, estuques, tetos falsos e isolamentos. Claro que o caso preocupa toda a gente mas, dizem as estatísticas europeias que, morrem em Portugal, devido ao amianto, em média, 39 pessoas por ano. Uma média abaixo da registada na Europa. Convém agora perguntar, onde estava a nossa oposição quando tudo isto se tornou uma realidade? Onde estavam a nossa “Autoridade das Condições de Trabalho” e os nossos deputados onde estavam? Onde estavam eles, para evitarem, a tempo, com o seu saber tanta morte?

Este parece ser o momento, sim o momento, de prevenir os nossos rios, lagos, a erosão costeira e incêndios! Portugal deve estar avisado e em alerta contra os mega incêndios: “a temperatura vai subir 7ºC, no verão, Os ventos serão fortes, quentes e secos! Os avisos são consequência das alterações climáticas e os alertas constam de Relatório Internacional. Então isto não chega? Ou será que mete medo às pessoas e elas não vão votar? Por acaso até podem desaparecer alguns países e alguém deixou Portugal na bancarrota e sem dinheiro, para enfrentar estas graves modificações atmosféricas? Quem teria sido? Quem irá fazer a tão necessária limpeza das nossas matas? Com que dinheiro, se temos uma dívida monstruosa para pagar durante os próximos 40 anos?

Com a abertura e melhoramento das estradas florestais seria mais fácil e barato combater os mega incêndios esperados, e disporíamos de estradas construídas para fornecer aos humanos acesso a qualquer terra agrícola, florestal, parque, recurso ou habitação. Também para desenvolver a nossa agricultura e economia.

No geral, a rede de estradas florestais está a crescer muito lentamente! Quanto a auto estradas somos o país da Europa, com mais por quilómetro 2! Como foi possível que a nossa oposição tivesse permitido tudo isto? 

publicado por luzdequeijas às 17:36
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Domingo, 30 de Março de 2014

O MUNDO ÀS FATIAS

O mundo que nos rodeia é, para a maior parte de nós, um mistério. Este mistério reúne um número infinito de perguntas sobre tudo e sobre nada, tanto aquelas que já nos passaram pela cabeça como muitas outras de que nunca ninguém se lembrou. O mundo é uma imensidão de interrogações, mas também de maravilhas à vista. Nele, tudo faz supor, que está interligado, num universo sem fim! Querer retalhar este mundo em fatias, não faz sentido! Querer dividi-lo, mesmo em minúsculas fatias, e entregá-lo a quem escreve e pensa, até faria rir um “sapo”! Por exemplo, seria pôr a qualquer “blogger” uma estrada de sentido único, quando ele busca a criatividade que se espraia e interliga com tudo e com todos!

Como poderia ele falar de “pirilampos” e “cobras” se esta simples simbologia, não se estendesse, também, a boas e más qualidades dos seres humanos. Com efeitos devastadores no progresso e bem-estar de toda a humanidade?

 

Como poderia ele (bloguer) falar de que “sapato de pobre não tem número” ignorando a miséria dos sem-abrigo, dos idosos e dos perdidos na droga? Como poderia ele falar das roupas velhas e sujas se elas não amenizassem o sofrimento destas pessoas excluídas da sociedade?

Como poderia ele não falar da expressão: “quem te manda a ti sapateiro, tocares rabecão”? Se tudo isto não tivesse origem em gente que por falta de humanidade e ética política, convivesse bem com a miséria dos outros?

E ainda, como poderia ele não interligar a “curva de Gauss) com tudo que há no mundo? Se este gráfico nos mostra a realidade da vida, à evidência, que todos nós nascemos, crescemos, vivemos e por fim morremos. Sim morremos, comidos pela terra que também come os outros e o que resta de todos são os ossos! Será que são? Então como poderia ignorar tão conhecida “curva”?    

publicado por luzdequeijas às 13:30
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Sábado, 29 de Março de 2014

AS COBRAS SÃO MUITAS

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo que só vivia para brilhar. Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada.


No terceiro dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente para ninguém mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR !
E é assim que, diariamente, tropeçamos em cobras...

publicado por luzdequeijas às 18:54
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Sexta-feira, 28 de Março de 2014

A CURVA DE GAUSS

Uma representação gráfica é a amostra de fenómenos físicos, económicos, sociais, ou outros de forma ordenada e escrita. O uso gráfico para representar uma situação estatística pode muitas vezes expor melhor visualmente do que uma tabela estatística, porém o seu uso deve ser feito com bastante cautela, utilizando o gráfico adequado em cada situação. A escolha da forma a ser utilizada está diretamente relacionada com o tipo de dado e o objetivo do gráfico. A curva de Gauss (curva em forma de sino) é um gráfico de distribuição normal de um determinado conjunto de dados e representa uma função que possui propriedades peculiares. Este nome se deve à suposição que o cientista Gauss tenha sido a primeira pessoa a fazer uso das suas propriedades.

 

Gauss era filho de um trabalhador à jorna, foi criado no seio de uma família pobre, austera e sem educação.  Dadas as precárias condições económicas da sua família, recebeu o precioso apoio do Duque de Brunswich que  reconheceu nele uma criança-prodígio. Este apoio começou quando Gauss tinha 14 anos e permitiu-lhe dedicar-se exclusivamente aos estudos, durante 16 anos. Ainda antes do seu vigésimo quinto aniversário, já Gauss era famoso pelo seu trabalho em Matemática e Astronomia. A vida pessoal de Gauss foi trágica e complicada. Um pai insensível, a morte prematura da sua primeira mulher, a pouca saúde da sua segunda mulher e uma terrível relação com os seus filhos negou-lhe, até tarde, a possibilidade de vida estável no seio de uma família  equilibrada. Mesmo com todos estes problemas, Gauss manteve uma rica e espantosa atividade científica. A sua precoce paixão pelos números e cálculos estendeu-se à Teoria dos Números, à Álgebra, à Análise, à Geometria, à teoria das Probabilidades e à Teoria dos Erros. Gauss não encontrou nenhum colaborador entre os seus colegas matemáticos tendo trabalhado sempre sozinho. Mas, se é verdade que o seu isolamento relativo, a sua compreensão das matemáticas «puras» e «aplicadas», a sua preocupação com a astronomia e o uso frequente que faz do latim têm a marca do século XVIII, é inegável que, nos seus trabalhos, se reflete o espírito de um novo período. As suas publicações, a sua abundante correspondência, as suas notas, e os seus manuscritos mostram que ele possuía uma das maiores virtuosidades científicas de todos os tempos

publicado por luzdequeijas às 12:28
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Quinta-feira, 27 de Março de 2014

PÉ DE POBRE

NÃO TEM NÚMERO

 

Ninguém se esquecia das palavras sábias de Ernesto, ditas ao receber mais um saco de generosidade, com pares de sapatos e peças de vestuário: "Pé de pobre não tem número."

 

Sempre fora o que a avó Casemira lhe ensinara. E a velha senhora ainda acrescentava: " E pobre não troca de roupa, a roupa é que troca de pobre. Vai primeiro para o irmão pobre, depois para o primo pobre, depois para o neto pobre, e assim por diante, até a pobre da roupa já não perceber se nasceu camisola ou cachecol."

 


Apesar da tenra idade, o gaiato era doutorado na matéria: nascera sem nada e crescera ainda sem menos. Por isso, não temia assaltos, incêndios nem tremores de terra. A vida para ele pouco valia. Com apenas nove anos de idade, já vira desaparecer os bens mais preciosos: a avó, a madrinha e os irmãos que se foram espalhando pelo mundo da desgraça, herdando os passos errantes dos pais.

Ernesto apreciava a liberdade do desapego e nada lhe faltava na capital do país "Vale-tudo-menos-tirar-olhos". Estranhamente, e da noite para o dia, a maioria dos habitantes começara a acreditar nas convicções da mais jovem curandeira daquele lugar: " Quem ajuda recebe troco e, às vezes, a dobrar. Até já vi alguns jackpots."

ROSA DOS VENTOS

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:25
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Segunda-feira, 24 de Março de 2014

A INESGOTABILIDADE DOS RECURSOS?

 

Para uma boa gestão dos recursos naturais é forçoso estabelecer, de forma consistente, políticas e ferramentas públicas ambientais. Também diagnósticos sistemáticos sobre o estado do meio ambiente. Conhecer por exemplo dados sobre o número de espécies e composição da biodiversidade; o estado dos solos; a situação das águas superficiais e subterrâneas; atmosfera; ambientes marinhos e costeiros; recursos pesqueiros; ocorrência de desastres ambientais e análises da qualidade ambiental urbana. Tudo isto num quadro focado nos indicadores do Desenvolvimento Sustentável. Todo este trabalho deve ter como objetivo obter dados ambientais sustentáveis concretos, mostrando que os nossos recursos naturais são mensuráveis. Ou seja, que podem ser contados, pesados, medidos ou mesmo estimados. Não deve esmorecer a esperança de derrubar o mito, ainda muito arreigado, na cultura popular da inesgotabilidade!

Se o número de espécies de invertebrados, ou a estimativa de vertebrados, não forem desanimadores, desde logo se conclui que eles não são finitos. Se a soma de todas as reservas de águas subterrâneas não forem preocupantes de momento, os recursos hídricos não são inesgotáveis. Também a análise dos solos terá de merecer constantes observações e cuidados. As bem visíveis alterações atmosféricas têm vindo a mostrar-nos que as Zonas Costeiras são uma faixa complexa, dinâmica, mutável e que está sujeita a variados processos geológicos. Os fatores modeladores das zonas costeiras são, fundamentalmente, a ação mecânica das ondas, a erosão (abrasão marinha), a subida e a descida das marés, deposição, correntes marinhas, arribas e praias mais comuns etc. De forma concertada, ter-se-á de fazer a sua proteção de uma forma global. Será uma preocupação, eminentemente da União Europeia mas na qual se pode e deve concretizar a aquicultura com vantagens de toda a ordem e ainda como forma reguladora dos aspetos negativos da sobre pesca. A inesgotabilidade dos recursos não é um mito!      

publicado por luzdequeijas às 19:41
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Domingo, 23 de Março de 2014

ILUMINISMO

 

Foi um movimento originado em fins do século XVII na Inglaterra. Este movimento fixou-se na Europa, especialmente em França, ainda neste mesmo século. Foi o representante das transformações culturais iniciadas no século XIV pelo movimento renascentista. O Iluminismo defendeu como seu princípio orientador a razão, guia seguro da sabedoria, combatendo o absolutismo, a intolerância religiosa, a desigualdade social e o mercantilismo. Os filósofos iluministas criticavam a censura para com as manifestações intelectuais e defendiam que a melhor estrutura da sociedade deveria ser da maior simplicidade e naturalidade.

O filósofo iluminista Jean Jacques Rosseau o pensador, destaca-se na sua época com realce para as suas críticas à sociedade burguesa, em defesa das camadas populares e de uma sociedade baseada na justiça, na igualdade e na vontade popular.

Voltaire – Conhecido como um filósofo burguês defensor do despotismo esclarecido, promovia críticas aos privilégios do Clero e da Nobreza e a propósito dos fundamentos do Iluminismo, colava a eles a ideia de que o homem era o principal senhor do seu destino. Tudo isto teve implicações na ciência, nas artes e na política. 

Barão de Montesquieu defendeu o espirito das leis, onde propunha a divisão dos poderes em legislativo, executivo e Judiciário.

O Iluminismo, nos seus princípios, critica o absolutismo, propõe o fim da sociedade estamental (é aquela onde não há possibilidade de mobilidade social e onde o indivíduo assume a sua devida posição pelo nascimento) e critica também a postura da Igreja católica, defendendo a não intervenção do Estado na sociedade em geral. Burke mais liberal, dizia: que a liberdade assenta efetivamente num contrato, num diálogo brando, civilizado e constante entre gerações: entre os que estão vivos, os que já morreram e aqueles que ainda estão para nascer. Essa diferença (entre o Iluminismo radical Francês e o Iluminismo, cético e moderado Americano) foi também brilhantemente destetada por Edmund Burke, que criticou veementemente a Revolução Francesa e, pelas mesmas razões, apoiou vigorosamente a Revolução Americana, no qual via o desenvolvimento da tradição parlamentar britânica.

publicado por luzdequeijas às 18:46
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Sábado, 22 de Março de 2014

O ASSOCIATIVISMO

 

O associativismo, tem de ser obra de gente dotada de caráter e génio bastante, para fazer nascer, progredir e manter espaços fora da política mas ao serviço das populações, nomeadamente das mais desfavorecidas.

É dado adquirido que algum poder política passa pelos partidos, governos e outras organizações previstas na Constituição Política, não todo. Felizmente. A “Sociedade Civil” pode e deve deter uma parte desse todo, se perceber que o deve agarrar. Segundo acreditados estudiosos desta matéria, as estruturas mediadoras da sociedade civil são essenciais para a vitalidade de uma sociedade democrática.

Em livro publicado, Dahrendorf associou a sociedade civil a grupos de ativistas ao serviço das ONG, e definiu estas como a totalidade das organizações e instituições cívicas voluntárias que formam a base de uma sociedade em funcionamento, por oposição às estruturas apoiadas pela força de um Estado (independentemente do seu sistema político). São, ainda estas organizações, também conhecidas por pelotões, que englobam “associações voluntárias em geral, clubes, bombeiros, corporações” e muitas outras instituições civis. Podem e devem ainda englobar as famílias, a vizinhança e as igrejas.

Por sina ou outras artes mágicas, infelizmente, tudo isto no meu país está, de todo, desvirtuado! Falemos de “capelinhas” que, não cobertas pela legalidade, transformam e devastam este pulmão que devia arejar e alimentar o povo mais necessitado. Pois é, este é um país minado por “capelinhas “. E por regras que a maioria do povo desconhece! Neste país, é muito complicado que um cidadão ou grupo de cidadãos, possam manter, desenvolver e acarinhar um qualquer projeto associativo que eles próprios tenham sonhado! Forças entrosadas, acham que tal sonho só pode existir se, tal dama casadoira, tiver por contrato três ou quatro maridos. E a cada dois anos, seria um a mandar lá em casa! Mesmo sem aliança de casamento!

Acresce, ainda, que qualquer pedido de apoio governamental ou autárquico, transforma-se logo num pedido armadilhado. Antes do subsídio, que na maioria dos casos não vem, surgem pressões de toda a ordem. É preciso manter a família de quatro maridos, mesmo quando as leis vigentes, chamam a isso “adultério”. Esta realidade, porém, esconde interesses políticos não válidos ou invejas pessoais de baixa estirpe. De facto, torna-se necessário dinamizar todas as iniciativas que indivíduos, ou grupos de indivíduos, tenham levado a cabo e que enriqueçam a vida dos cidadãos ou mesmo os fluxos turísticos. É este espirito massificador, castrador e unificador, muitas vezes canhestro e arrogante, que impera em cima de tudo que cheira a criatividade pura!

Quando é que os eleitos em nome do povo, resolvem respeitar os interesses desse mesmo povo? Quando é que tais eleitos em nome do povo resolvem deixar de impor “cânones” que nada têm que ver com o povo que os elegeu? E, por fim, demonstrar, sem paternalismos, uma vontade forte de ajudar a melhorar, sem interferir com a autonomia e o orgulho de quem está disposto a fazer.

publicado por luzdequeijas às 12:37
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Terça-feira, 18 de Março de 2014

O DIA DO ROMEIRO

Romeiro! Romeiro!... Quem és tu?

- Ninguém.


in Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett

Esta deve ser provavelmente a resposta mais aterradora da ficção portuguesa. O facto de alguém voltar dos mortos, alguém não desejado, favorece a uma resposta de negação da própria existência. O romeiro é uma não entidade, alguém que sem pertencer ao domínio dos vivos, também não faz parte dos mortos. A negação de identidade provoca um estranho limbo existencial, algo que já me afectou muito, ao longo da vida, quando por vezes me perguntavam quem era eu, à falta de melhor resposta, respondia exactamente o mesmo - ninguém.
publicado por luzdequeijas às 13:00
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Segunda-feira, 17 de Março de 2014

MUITAS EXPRESSÕES DÚBIAS

 

Convido os meus leitores a imaginarem-se a vogar, não na água de um rio de pouca profundidade, mas sobre ela.Podem imaginar esse rio de pouca água, mas muito transparente e fria, naturalmente pouco profunda. A sua torrente vai esbarrando, nas imensas pedras espalhadas no seu leito, sem que a água nunca as cubra. A leveza que vos proponho, física e mental, vai permitir, que saltemos de pedra em pedra, quase sem nelas fazer peso. Sempre que o nosso pé toca numa pedra, pisamos a realidade. Enquanto saltamos, percorremos o imaginário.

 

Em tal rio, as pedras são as notícias de jornais sobre expressões de conteúdo equívoco. Não houve qualquer preocupação em escolher entre os vários tipos de periódicos disponíveis nas bancas de venda. O trabalho foi imenso e consistiu na recolha de artigos que servissem o fim em vista. Não foi fácil, pois em regra, os jornais ou revistas não abordam muito o tema, que consideramos em análise. Foi preciso gastar muito tempo e ter imensa paciência na sua escolha e leitura de um vasto noticiário.

 

Na abordagem deste tema, pretende-se somente levantar dúvidas, sobre a sociedade em que vivemos, nomeadamente em pessoas que não têm acesso a todo um mundo que se presume existir, pelas contradições visíveis, inexplicáveis e frequentes, que qualquer observador atento pode detetar, dir-se-ia, no seu dia-a-dia, com um pouco de espírito de observação. Quem ouvir os noticiários, ler jornais ou alguns livros e for ouvindo os telejornais, e procurar estabelecer uma relação entre essas notícias, depara certamente com acontecimentos aparentemente sem lógica, mas que se percebe não acontecerem por acaso, tal o grau de eficiência que existe na sua execução.

 

É como se um conjunto de pessoas, não expostas, mas muito influentes, através de um complicado sistema de cordelinhos conseguissem encaminhar todos os acontecimentos a seu belo prazer, supõe-se, também com vantagens próprias asseguradas. Provavelmente tudo não passará de simples coincidência, ou mesmo pura alucinação, com certeza provocada pelo “stress” com todos os seus efeitos colaterais geradores de desconfiança, fraqueza, mal entendidos e especulações, mas mesmo assim, vale a pena pensar, evitando a castração do melhor que Deus nos deu, que foi o pensamento. Naturalmente que se forem coincidências também não vem grande mal ao mundo, estaremos então a entrar no campo da pura ficção que, de certo modo, nos fará esquecer outras preocupações mais reais e nefastas para a nossa saúde e bem-estar.

 

É aqui que entramos na levitação, atrás mencionada.

 

Aconselha-se para o mesmo tipo de notícia, dispor de várias fontes de informação, no mesmo sentido, e até no sentido contrário. Também se aconselha a preocupação de fazer análises diferidas no tempo e verificar com esse método a erosão ou sedimentação verificada por esse efeito.

 

Acredita-se que este trabalho pode provocar algum efeito dominó, benéfico para a sociedade em que nos inserimos, sem exceção de pessoas ou grupos, pequenos ou grandes, pois a intenção não é, nunca poderia ser, modificar o tipo de sociedade ou economia em que vivemos, pois desse ponto de vista existe a convicção de que estamos no bom caminho. De uma pedrada no charco, espera-se sempre, que o agitar das águas produza resultados positivos e não que mate algum peixe.

 

Uma última preocupação vai, acima de tudo, na procura do exato significado de várias palavras, ou expressões, que, por muito utilizadas, deveriam ter um significado mais transparente, logo menos dúbio, de maneira a produzirem junto dos milhões de consumidores de informação um estado de alma mais impregnado de tranquilidade e, sobretudo, isento de desconfiança. Recordem-se expressões muito utilizadas no dia-a-dia, tais como: “ O SISTEMA “,“OS Lóbis “,“ O LODAÇAL DAS SUSPEITAS “,“A Nossa Democracia “,“ A Demagogia VS Ideologias”, “ A Vulnerabilidade dos nossos Homens de Estado “,  “O Poder “,“ A GLOBALIZAÇÂO “,“ OS PARTIDOS POR DENTRO “,“ O BLOCO CENTRAL “,  “A CORRUPÇÂO “,“ O APARELHO “,“A ESQUERDA E A DIREITA “,“LIBERALISMO E NEOLIBERALISMO “   “O FINANCIAMENTO DOS PARTIDOS “,  “ OS ÓRGÃOS DE INFORMAÇÃO NUMA DEMOCRACIA “,“ O SECRETISMO “,“A POLÍTICA BATE NO FUNDO “, etc.

As palavras ou expressões a que nos referimos têm um significado muito complexo, pois funcionam em sentido muito lato, tanto podem bloquear como fazer fluir, dependendo tudo das circunstâncias. Tal como as bruxas, nas quais poucas pessoas acreditam, também um “ sistema“ existe, embora, como elas, nada visível. Penso que ele assenta, sempre, num “vanguardismo iluminado“, apoiado em exércitos numerosos de “tropas de choque “ para quem o escrúpulo tem enorme elasticidade e que estão permanentemente de mão estendida à espera de benesses. Naturalmente que, neste momento, estaremos de novo a entrar em levitação.O estado da nossa sociedade civil é realmente o problema crucial que hoje aflige muita gente boa, e que não tem nada a ver com as elites, essas sim, indispensáveis ao nosso desenvolvimento.

 

Nesta ficção, a preocupação reside nos meios de que elas (elites) deitam mão, acabando por criar uma situação na sociedade civil extremamente pantanosa e, por isso mesmo, muito injusta para o normal cidadão. Com a proposta deixada, aparece a pretensão de clamar, a quem detém o poder sobre estas coisas, para que comecem a corrigir a rota lentamente, mas com firmeza enquanto é tempo.

Neste Portugal que orgulhosamente deu novos mundos ao mundo, hoje, só por receio, é que as pessoas mais esclarecidas não gritam alto e bom som, que na actual sociedade civil portuguesa HÀ MEDO. É ele que tolhe todo o grande sentido criativo do povo que fomos e que necessariamente ainda somos.

 

O enorme, perigoso e complexo “ Sistema “que tem vindo a ser montado na nossa “Sociedade Civil “, para além de iludir a democracia, é essencialmente inibidor da criação de valores, em cada uma e em todas as pessoas. É de supor que o número dos incluídos no dito “ Sistema “ cresça, continuamente, pois cada vez são mais as pessoas que se vão apercebendo dele. Em tal situação, ou fingem não perceber, para evitar problemas, ou de forma oportunista procuram deixar-se seduzir. Impõe-se, urgentemente, alguma moralização na sociedade! Como processá-la é difícil antecipar.

 

Portugal e os portugueses só se podem impor à consideração e respeito mundiais, pela via de uma sociedade transparente. Com ela virá a nossa verdadeira identidade e o bem-estar para todos, sem distinção. A democracia é isto e não aquilo que nos estão a dar. O segredo pode ir amortecendo a queda deste medonho edifício, mas não vai consegui-lo manter de pé durante muito mais tempo. As torres do “World Trade Center “ eram de facto imponentes e, em minutos, caíram de forma inesperada e brutal. Ainda há gente de bom senso e gente de bom carácter que chegará para mudar as coisas. Aliada àqueles que ainda não despertaram, mas que irão fazê-lo.

 

Aos outros, mesmo empossados em altos cargos, desejo que compreendam que os caminhos de sentido único não interessam a ninguém. São autênticos atentados à dignidade humana, na qual tem de haver lugar para todos.     

 

publicado por luzdequeijas às 18:49
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Domingo, 16 de Março de 2014

CEGOS SOMOS NÓS

 

São dias notáveis os que se vão vivendo por este sítio. Anda por aí muita gente atarefada e atarantada com tanto acontecimento, tanto escândalo, tanto roubo. E anda por aí muita gente cheia de fé e de esperança de que algo vá mudar a sério, como por milagre. Esses crentes na mudança já sonham com partidos novos, limpos de corrupção, compadrio, nepotismo, com refundações à Esquerda e à Direita. Esses crentes nos amanhãs imaginam que a justiça vai pôr os grandes ladrões, os corruptos descarados, os grandes senhores deste regime podre na cadeia. Bastou que um banqueiro caído em desgraça fosse preso para os arautos da boa-nova saltarem de alegria e anunciarem ao povo que agora, sim, a justiça vai funcionar, para pobres e ricos. Pobres almas, pobres espíritos que imaginam ser possível continuar a enganar os cidadãos deste sítio. Pobres almas pobres espíritos que tentam atirar pela janela o que está à vista de todos. Pobres almas, pobres espíritos, que desvalorizam um estudo sério, insuspeito, feito por duas universidades credíveis, em que os indígenas são retratados sem dó nem piedade. Um estudo que revela que os cidadãos deste sítio pobre, manhoso, hipócrita e cada vez mais mal frequentado são dos mais infelizes da Europa, desconfiam da própria sombra e desprezam cada vez mais os políticos e a política. É esta a realidade que os pobres de espírito tentam esconder, atirar pela janela. E quando vêm falar em justiça, com a boca muito cheia, esquecem-se propositadamente de que esta justiça funciona com leis e com códigos que são aprovados precisamente pelos políticos que os indígenas desprezam. São estes arautos dos amanhãs que tentam branquear o facto de as Alterações aos Código Penal e do Processo Penal, aprovados há um ano na Assembleia da República pela grande maioria dos deputados, terem sido feitas à medida dos grandes ladrões, dos corruptos e, já agora, dos pedófilos respeitáveis, de Esquerda e de Direita, que pisam solenemente os corredores do poder. Foram revisões que não só dificultam as investigações judiciais como as transformam em verdadeiras fantochadas para indígena ver. Os arautos dos amanhãs que cantam, fazem hoje com a prisão de um banqueiro caído em desgraça o que fizeram há anos com as detenções de algumas figuras do caso Casa Pia. É verdade. A nossa justiça está cada vez mais cega. Mas os donos deste regime, à Esquerda e à Direita, vêm mais do que a vista alcança.

António Ribeiro Ferreira    

publicado por luzdequeijas às 19:14
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SEDES DE RENOVAÇÃO

 

TERÇA-FEIRA, 19 DE NOVEMBRO DE 2013

"SEDES DE RENOVAÇÃO"

 

“Naquele quarto andar da Duque de Palmela repetem-se as cabeças grisalhas, parcas em cabelos e certezas de um Portugal melhor. Mesmo assim, ali estão, como noutros tempos, dispostos a estudarem o pântano e sobre ele descobrirem uma réstia de fertilidade. Foi na passada terça-feira à noite que a Sedes – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social – voltou a organizar um debate desta vez sobre “ A situação política e económica nacional após as eleições autárquicas “. Na mesa, António Barreto, Pedro Ferraz da Costa, e Rui Manchete, moderados por Rui Vilar. Entre todos alguns traços comuns: a geração, a participação cívica, e uma certa lucidez que o desencanto, o humor e a inteligência favorecem. Sem grandes descobertas ou ideias luminosas a aflorarem todos se interrogavam: Que resposta para tamanha paralisia? “ Encontrar gente muito mais nova “ alguém, entretanto acrescentou: “ É difícil que os partidos o façam “.

Depois da perda do Ultramar, o País ainda não encontrou uma mística, um rumo, alguma coisa não preenchida com a sucedânea da Integração Europeia. O que fazer? Esgotado o tempo do debate, uma voz firme ouve-se no fim da sala. Uma mulher. De talvez 40 anos, pede para falar. Apresenta-se Sofia Galvão, advogada, ali pela primeira vez porque se inscreveu na Sedes. Entre outras considerações... Prossegue:” Há um problema de captação de elites porque os partidos não querem fazê-lo. Querem manter a mediocridade em que se movem. As elites terão de vir de outras formas de apuramento como seja de organizações que a sociedade civil impõe à política. Como a Sedes “.

 

O INDEPENDENTE 21-12-2001

 

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Sábado, 15 de Março de 2014

OS PARTIDOS E OS "NOMEADOS" !

 DADOS PUBLICADOS NA IMPRENSA 

 

“ Os gabinetes de Santana Lopes e dos seus vereadores têm 162 pessoas; são assessores. Só Helena Lopes da Costa tem 25 assessores. Recrutados na maioria, no aparelho laranja. Com os primeiros números oficiais do “monstro” criado pelos socialistas em cima da mesa, Durão Barroso decidiu proclamar no passado dia 12 de Maio, no 28.º aniversário do PSD, que o seu governo iria ser “o sindicato dos contribuintes”.

Antes Barroso tinha constituído, em nome da contenção financeira, o Executivo mais pequeno desde 1986 e o Conselho de Ministros tinha aprovado, na sua segunda reunião, uma deliberação em que reduzia drasticamente o número de membros dos gabinetes. “Uma nova atitude quanto à gestão dos dinheiros públicos”, prometia Nuno Morais Sarmento, ministro da Presidência. O apertar do cinto fez - se logo sentir também nas autarquias, com o travão imposto por Manuela Ferreira Leite ao seu crescente endividamento.

Mas alguns, como Pedro Santana Lopes – vice-presidente do PSD e o último grande aliado de Durão Barroso -, Helena Lopes da Costa, amiga pessoal do primeiro ministro, e Ana Sofia Bettencourt fizeram orelhas moucas. Pelo menos a julgar pelos cerca de 168 membros de gabinetes que Santana e os seus vereadores empregam.

 

Em maioria estão os assessores, que ascendem a 89. Pelo menos em termos oficiais. Quanto custam, não se sabe. A autarquia não diz.

 

Curiosamente, ou talvez não, dos 89 assessores pelo menos 30 são militantes e dirigentes do PSD e da JSD lisboetas, além de ex colaboradores de Santana Lopes na Figueira da Foz que “migraram” para Lisboa. Os “tais boys and girls” que já foram ameaçados de extinção tantas vezes quanto o número de campanhas eleitorais.

O Caso Helena

Mas com Helena Lopes da Costa, amiga pessoal de Durão Barroso, lembramo-nos daquela dos «boys and girls» de António Guterres. Além de conseguir a proeza de, com os pelouros da Acção Social, Habitação Social e Educação, reunir cerca de 25 assessores e cinco motoristas, Lopes da Costa tem o PSD e a JSD de Lisboa como base de recrutamento fundamental. Vice-presidente do PSD/Lisboa, a vice-presidente do PSD/ Algés emprega Rui Marques (Presidente da secção H do PSD/Lisboa, João Taveira (Presidente da secção E do PSD/Lisboa), Mariana Teixeira (Presidente da secção I da JSD/Lisboa), além de dois militantes da sua secção de Algés: Nuno da Costa e Alexandra Flores.

 

                                                    TUDO A QUE TÊM DIREITO          

Funções

Santana

 Lopes

Carmona

Rodrigues

Pedro Pinto

 Helena

 Lopes      

  Costa

Ana

Betten-

court

Eduarda

Napoleão

Teresa

X.

Maura

Maria

Pinto

Barbosa

Pedro

P ´el

Negro

Assessores

    18

   17

    7

   25

   9

    7

    1

     5

      5

Secretárias

      4

    2

    2

     2

   2

    2

    2

     3

      4

Gab. Apoio

    16 

    5

    4

     -

   2

    4

    -

     -

      -

Motoristas

      6

    3

    2

     5

   4

    2

    1

     -

      4

                                                                                        

Independente 14-03-2003

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:28
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GRUPOS COM INTERESSES

HENRIQUE NETO

 

O EMPRESÁRIO culpou ontem os partidos políticos pela situação do País. " OS grupos com interesses instalaram-se nos partidos e controlam tudo", disse.

CM 22-04-2010

publicado por luzdequeijas às 18:22
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OS PARTIDOS E OS INTERESSES

                                   

“ À medida que a sociedade avança, os factores de distorção do nosso regime são cada vez mais notórios e mais limitativos do exercício da democracia representativa, tal como foi pensada e praticada, durante anos e anos, nas mais diversas nações.

Os partidos são pressionados por dois tipos de interesses perfeitamente distintos. De um lado, os pequenos interesses, representados por aqueles que dominam as suas estruturas e as fecham à sociedade e, do outro, os grandes interesses representados pelos que dependem dos seus negócios com o poder, seja ele central, regional ou local. Os primeiros são os principais responsáveis pela degradação da qualidade da classe política. Os segundos, por decisões, cujo principal pressuposto não é o interesse público, mas sim outro, normalmente antagónico. Um e outro degradam o regime, retiram-lhe eficácia e prejudicam sobremaneira o regime. “

 

Se pensarmos que os partidos são o alforge dos políticos destinados a pôr em prática as políticas representativas do melhor para o país e para os portugueses. Se pensarmos que estes mesmos políticos, muitas vezes, aparecem nestas posições apoiando-se em procedimentos do género exemplificado nas transcrições que fizemos.

 

Acaba por crescer em nós um sentimento de grande desilusão.

 

A situação é deveras comprometedora para o país e para a classe política e toda a gente com responsabilidades na governação finge não saber!

 

Figuras políticas da nossa governação, colocadas perante situações de fraudes praticadas por pessoas da sua esfera de influência, na presença de centenas de militantes, preferiram defendê-los e defender-se. A verdade não conta, mesmo quando se apregoam virtudes ao País! 

publicado por luzdequeijas às 18:10
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MAIS ESTADO, MAIS CORRUPÇÃO

 

(.) É também, factualmente, o tamanho do Estado que tem degradado os partidos políticos.

A existência de muitos milhares de lugares nas mais variadas empresas que têm de ser ocupados, e para os quais o primeiro critério de atribuição não é a capacidade técnico mas sim a fidelidade política, faz dos partidos mais uma agência de empregos do que um local de pensamento e ação política. E é bom lembrar quando se contribui para a degradação dos partidos, ajuda-se a degradar a própria democracia.

Sendo os critérios de recrutamento basicamente político-partidários, é quase ofensivo para a inteligência dos cidadãos ouvir ministros dizer que perguntaram aos principais gestores de empresas públicas quais foram os critérios para a seleção de funcionários- não se pode exigir que os homens e mulheres que ocupam esses lugares não estejam inteiramente vulneráveis a quem domina a máquina partidária ou quem esteja junto do poder. A questão chega a ser tão-somente de sobrevivência ao negar-se um favor a um correligionário partidário com poder efetivo está-se a pôr em causa o próprio emprego, ao conceder-se, vê-se o peso negocial aumentado e, provavelmente, a conta bancária engordada.

O peso do Estado é tal que alguns empresários, poucos, bem entendido – acabam por chegar à conclusão de que é mais vantajoso investir em relações pessoais com pessoas politicamente influentes do que no desenvolvimento normal da sua empresa.

Em vez de se investir em formação profissional oferece-se um carro de gama alta; em vez de melhor tecnologia, umas férias ao administrador da empresa pública x.

A corrupção torna- se assim e também, um fator de empobrecimento das nossas empresas e da economia em geral.

O nosso Muro de Berlim contínua de pé, sólido como nunca, feito de tijolos de favores e solidariedades desconhecidos, cimentado pela falta de coragem dos que sabem da origem de todos os podres, mas preferem olhar para o lado.

Pedro Marques Lopes - Gestor         

publicado por luzdequeijas às 17:45
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A ÉTICA NA POLÍTICA

 

A crise política actual, sem fim e sem precedentes, sugere algumas reflexões sobre o problema da ética na política. Nenhuma profissão é mais nobre do que a política porque quem a exerce assume responsabilidades só compatíveis com grandes qualidades morais e de competência. A actividade política só se justifica se o político tiver espírito elevado e as suas acções, além de buscarem a conquista do poder, forem dirigidas para o bem público. Um bem público que poderá variar de acordo com a ideologia ou os valores de cada político, mas do qual sempre se espera que busque com prudência e coragem, o interesse geral dos cidadãos e do seu país.

A ética, na sua responsabilidade e ação, deve nortear qualquer político, pois ela levará em consideração as consequências das decisões que o político adoptar. A imoralidade quanto aos meios é aquela que resulta de os meios utilizados serem definitivamente condenáveis. A imoralidade quanto aos fins é aquela que se materializa quando falta ao político a noção do bem-público; ainda que o seu discurso possa afirmar valores, ele realmente busca apenas o seu poder ou o seu enriquecimento, ou ambos. Neste caso configura-se o político oportunista, que não tem outro critério senão quanto aos meios para o seu próprio interesse. Há certos casos, em que a imoralidade é apenas em relação aos meios, outros, apenas quanto aos fins, mas geralmente é sempre uma imoralidade tanto nos meios como nos fins, o político sempre usa de quaisquer meios para atingir os seus fins pessoais. Neste caso, temos a imoralidade absoluta, o oportunismo radical.

Quando pensamos nos principais responsáveis por uma crise moral, o que vemos é que poucos foram imorais apenas em relação aos meios, utilizando meios condenáveis como a corrupção e o suborno, mas mantendo-se fiéis aos seus valores e objetivos. A maioria porém, é constituída por políticos que traíram todos os seus compromissos e passaram a adoptar políticas económicas que, até ao dia anterior, criticavam veementemente. Não agiram de acordo com a ética da responsabilidade ou mesmo com a ética de Maquiavel, mas de acordo apenas com o seu interesse, ao se envolverem com os poderosos ou com os que pensam serem os poderosos, aqui e no exterior. O seu único objectivo era, e continua a ser, a sua permanência no poder. Alguns desses políticos acabarão por perder o poder em episódios dos mais lamentáveis da nossa história, mas continuarão a fazer campanha como se não fossem os responsáveis por nada. Mentindo sempre que isso der jeito. Esse tipo de política, porém, tem vida curta nas democracias autênticas. Todavia para o povo traduzem-se, em geral, em muitos anos de penosos sacrifícios para ele próprio!

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:45
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Sexta-feira, 14 de Março de 2014

O EMBUSTE DOS INDEPENDENTES

MCI - SIM (RELEMBRANDO) - MOVIMENTO DE CIDADÃOS INDEPENDENTES DE QUEIJAS

 

Como era realmente INDEPENDETE FOI ANIQUILADO, tirando o seu líder, os outros membros, estão todos no IOMAF! Foram à procura de quê?

 

INDEPENDENTES? MAIS VALE VOTAR EM PARTIDOS.

 

SEGUNDA-FEIRA, 14 DE DEZEMBRO DE 2009
 
UM GENUÍNO MOVIMENTO INDEPENDENTE - MCI

Na passagem do 8.º aniversário da campanha do MCI - muito relembrada na Freguesia de Queijas - deixamos o seu último contacto com a população, em comunicado feito aos eleitores:

Cara(o) Concidadã(o)

 
Fizemos da lisura e elevação o essencial na estratégia da nossa campanha eleitoral.
 
A dois dias apenas das eleições, temos cumprido.
 
Não podemos contudo deixar de lamentar, lermos e ouvirmos outras candidaturas, prometerem aos eleitores aquilo que, em processos penosos, já garantimos para a Freguesia.
 
No decorrer do mandato concretizámos ou assegurámos, entre outros, os seguintes anseios da população:
 
Atendimento – Personalizado e permanente;
 
ALAMEDA DE QUEIJAS – Estudo prévio aprovado;
 
Arborização – Plantação de muitas dezenas de árvores;
 
CENTRO DE SAÚDE – Protocolo assinado entre a C.M.O. e o Ministério da Saúde para construção em 2003;
 
Cultura – Criação da Associação Cultural de Queijas;
 
Equipamentos – Jardins Infantis;
 
Espaços Verdes – Aumento substancial;
 
Honrarias – Elevação de Queijas a Vila;
 
Iluminação – Quase totalmente renovada;
 
Mercado – Moderno e funcional;
 
Património – Estátuas (São Miguel e Madre Maria Clara);
 
PAVILHÃO COBERTO – Em fase de adjudicação;
 
Posto da G.N.R. – Modelar;
 
Rede Viária – Aumento considerável;
 
Recuperações – Ruas Gil Vicente, Afonso Lopes Vieira, António Feliciano Castilho, Soares de Passos;
 
Realojamento – de centenas de famílias;
 
Urbanizações – Bairro da Calçada dos Moinhos e Encosta de Linda-a-Pastora.
 
 MOVIMENTO DE CIDADÃOS INDEPENDENTES -
 
O Candidato - António Reis Luz
 
Já divulgámos o nosso PROGRAMA DE ACÇÃO , quanto a PROMESSAS só de muito trabalho, carinho e respeito por todos os habitantes da nossa Freguesia.
SAUDAÇÕES A TODOS OS HABITANTES DE QUEIJAS, NESTE TRISTE MOMENTO EM QUE FICARAM SEM A SUA FREGUESIA, FRUTO DESTES INDEPENDENTES!
 
publicado por luzdequeijas às 19:54
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EDUCAÇÃO E CULTURA

A CULTURA E AS ORGANIZAÇÕES POPULARES DE BASE

Capítulo IV

Artigo 73.º CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

(EDUCAÇÃO E CULTURA)

  1. 1.      Todos têm direito à educação e cultura.
  2. 2.      O Estado promoverá a democratização da educação e as condições para que a educação, realizada através da escola e de outros meios formativos, contribua para o desenvolvimento da personalidade e para o progresso da sociedade

Democrática e socialista.

  1. 3.      O Estado promoverá a democratização da cultura, incentivando e assegurando o acesso de todos os cidadãos, em especial os trabalhadores, à fruição e criação cultural, através de organizações populares de base, coletividades de cultura e recreio, meios de comunicação social e outros meios adequados.

Como se vê a preocupação deste documento foi acima de tudo apoiar-se na socialização e no Estado! Também, nas organizações populares de base e nos meios de comunicação social. É lá que devemos certificar-nos do estado da cultura educação nacionais. Quem quiser que procure à porta das fábricas (já não existem!) os trabalhadores de pincel e tela na mão criando cultura, sim cultura socialista! Entretanto, sem economia o país deixou de ter dinheiro para todas estas promessas. Mas ficámos com uma constituição cheia de direitos para os trabalhadores e para as organizações populares de base.   

publicado por luzdequeijas às 19:46
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MUSEU DE ARTE EM CARNAXIDE

 

“ Foi inaugurado (19-02-2009) junto ao Centro Cívico de Carnaxide o museu “Do Medievo à Modernidade” com características especiais, numa iniciativa da pintora Dinara Dindarova.

Esta ideia encontrou um parceiro, a Associação Cultural de Queijas, que segundo o seu presidente Reis Luz, será uma forma de divulgação da cultura e uma grande função didática da pintura mundial e da sua história.”

Jornal de Oeiras 10 de Fevereiro de 2009

Nota: A inauguração fez-se com brilho e muito público, esteve aberta ao público, principalmente para escolas, mas a CMO ou a Junta de Carnaxide, que participaram da inauguração, nunca contribuiram financeiramente para a manutenção desta boa iniciativa! Porquê? Só Deus saberá, porém é indesculpável que quem gere no concelho iniciativas de tão alto interesse público se dê ao desplante de excluir do dinheiro dos impostos do povo alguém ou alguma coisa com tanto mérito!

Por fim o Museu teve de fechar e a Associação Cultural de Queijas foi ocupada ilegalmente por gente afeta ao IOMAF. Inteiramente injusto e por esta razão e outras razões o povo deve, no mínimo, não se esquecer quando vota, de fazer alternância democrática, e não se deixar enganar com Movimentos Independentes, que de facto o não são, como é este caso.  

publicado por luzdequeijas às 19:39
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MOVIMENTOS CÍVICOS

Uma das respostas a esta crise dos partidos foi a emergência de movimentos cívicos e candidaturas independentes (possíveis para os órgãos municipais, desde 2001). Este modelo tem servido para muitos fins: desde candidaturas de políticos afastados dos partidos por envolvimentos em processos judiciais (como são os casos dos autarcas Fátima Felgueiras, Isaltino Morais ou Valentim Loureiro), até movimentos de cidadãos que acham que não precisam dos partidos para gerir os seus bairros.

O Expresso foi conhecer duas juntas de freguesia onde os partidos não entram há anos.
Em Espinhel, Águeda, e em Vila Nova da Telha, na Maia, fala-se das candidaturas independentes como uma nova forma de fazer política: “Com mais liberdade e credibilidade, daí não haver dificuldade em preencher as listas”, explica Pinho Gonçalves, à porta da quarta candidatura (a primeira foi ainda como cabeça-de-lista do PS) à Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha.
“Uma candidatura independente é sempre mais democrática do que uma partidária, onde a ligação dos candidatos às freguesias nem sempre existe”, arrisca Manuel Campos, também a cumprir o terceiro mandato como presidente da Junta de Espinhel.
Estes autarcas acreditam que o futuro da política passa por este género de participação cívica e não duvidam de que a nova geração de políticos só tem a ganhar se puder circundar os corredores das sedes partidárias. Até para se sentirem mais perto dos eleitores que os elegem.
A difícil ascensão das mulheres aos corredores do poder

Há uma tendência de reforço da presença feminina nos lugares de decisão. Mas o poder ainda fala com voz masculina

“É preciso mudar a foto de família da UE”. Margot Walistrom está cansada de tantos rostos masculinos nos retratos dos finais de reunião do Conselho Europeu. “As mulheres são metade do eleitorado: Logo, deviam ser metade dos políticos e de quem faz as leis”, conclui a vice-presidente da Comissão Europeia.

publicado por luzdequeijas às 18:04
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OS POLÍTICOS JÁ NÃO ACREDITAM NOS PARTIDOS

 

Serão muito poucos os americanos que conhecem o nome do presidente do Partido Democrata, apesar de Barack Obama ter sido eleito Presidente dos Estados Unidos por esse partido. Os partidos políticos são, sobretudo, instrumentos para a eleição dos representantes do povo, mais do que instituições com relevância nas decisões políticas.
Na Europa, as formações partidárias são mais fulcrais no interior dos sistemas políticos e, em alguns casos, são mesmo hegemónicas nas estratégias de obtenção de poder e de eleição dos representantes.
A verdade é que, em qualquer um destes dois modelos (americano e europeu), os partidos políticos atravessam uma grave crise de afirmação e de identidade. Dos dois lados do Atlântico, politólogos atribuem a descrença dos cidadãos na política, em grande medida, à falta de credibilidade das organizações político-partidárias.
Este fenómeno não passou ao lado de Portugal. Manuel Villaverde Cabral, investigador do Instituto de Ciências Sociais, não hesita em dizer que “o grande problema da democracia portuguesa, actualmente, é a desvinculação da população aos partidos”. Em idêntico sentido, vai a análise de Costa Andrade. “O principal problema da política portuguesa actual é o défice de confiança no sistema político e nos seus agentes. Este tem causas múltiplas: deficiente sentido de responsabilidade dos políticos, ausência de responsabilização política - a responsabilidade criminal nunca funciona - e uma clara debilidade de compromisso das promessas”, disse ao
Expresso este constitucionalista.

 

publicado por luzdequeijas às 17:48
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DEPUTADOS SEM OPINIÃO

 

 

Um inovador projeto de democracia deliberativa está a ser experimentado numa autarquia da Suécia. Neste caso a ideologia ficou de fora.  

Parisa Molagholi é uma jovem deputada municipal de Vallentuna, nos arredores de Estocolmo (Suécia). Escolhida democraticamente pela primeira vez com apenas 19 anos, em 2002, foi reeleita há três anos com 2,9% dos votos pelo partido Demoex. O que tem ela de especial?
No Parlamento local, Parisa Molagholi não vota de acordo com as suas ideias políticas. Aliás, o seu partido não tem sequer ideias políticas definidas. Parisa vota de acordo com as instruções que lhe são dadas pela Internet por qualquer habitante de Vallentuna com mais de 16 anos, que se registe no site do partido. Ela foi a primeira política a ter um mandato de democracia electrónica directa. Além disso, qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo, pode participar nas discussões públicas que são organizadas no referido site (desde que escreva em sueco, claro).
Na verdade, o Demoex é um projecto experimental híbrido que procura a síntese entre a democracia representativa e a democracia directa, usando tecnologia de democracia electrónica. A ideia é levar a decisão dos eleitores, sem filtros, até aos centros de decisão. Por exemplo, se o Demoex tiver dez deputados e, numa consulta feita através do site, 60% dos cidadãos registados estiverem a favor de uma lei e 40% contra, então seis deputados votarão `Sim’ e quatro votarão `Não’, no momento de fazerem ouvir a sua voz no Parlamento local. A posição que os EXPRESSO deputados tenham sobre a matéria é irrelevante: eles são apenas portadores das posições dos seus mandatários, que nem sequer precisam de ser militantes do partido.
O sucesso do Demoex está a ser estudado e analisado por académicos e políticos que olham para este modelo político como uma forma evolutiva da, para muitos, esgotada democracia representativa. A iniciativa começou por ser experimentada no liceu local, mas a receptividade do modelo levou os responsáveis a replicarem-no em termos autárquicos, no bairro de subúrbios de Estocolmo. O seu propósito é estimular a participação de cidadãos, através de discussão activa sobre as diferentes matérias legislativas e executivas, evitando que as ideologias interfiram de forma directa sobre questões programáticas.

Propostas Os sinais de mudança na política são evidentes: há mais mulheres no poder, os partidos entraram em crise e as pessoas não querem que alguém decida por elas

publicado por luzdequeijas às 17:38
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ACTUAL DEMOCRACIA ESTÁ FALIDA

 

“Temos uma democracia partidária que está falida”

 

Legitimado pelo poder constituinte de 1975, o nosso sistema político nasce para dar origem a uma democracia de partidos. De partidos e não de cidadãos. Existiam sobejas razões para tal facto e não se estranhará pois que o texto original da Constituição, mantido no essencial nos tempos de hoje, tenha dado aos partidos uma posição de destaque, desconhecida na esmagadora maioria das constituições dos países ocidentais. Em Portugal, os partidos não são apenas intermediários entre o voto dos eleitores e a acção dos deputados, eles são o único centro de produção e decisão políticas, o que os transforma nos exclusivos detentores do poder.
Não é por caso que só na revisão constitucional de 1997 se tenha possibilitado a candidatura de grupos de cidadãos às autarquias e não é também por acaso que esse direito ainda agora seja negado, no que às eleições legislativas diz respeito. A matriz fundadora do nosso regime baseia-se em partidos, só em partidos e nada mais do que partidos.
Mas se era compreensível o rumo tomado no período pós-revolucionário, importará saber se ele é actualmente aceitável. A minha resposta é não! A democracia formal contradiz a democracia real e apesar dos inúmeros apelos à participação, os factos demonstram como ela é quase impossível ou até indesejada. A cidadania já não se manifesta, pela simples razão de que o seu exercício é dificultado por uma armadura constitucional, legal e regulamentar, concebida para permitir a livre circulação dos partidos, e dos seus dirigentes, e não para facilitar a livre e espontânea participação dos movimentos de pessoas.
As pessoas são importantes apenas no momento do voto, mesmo que este já não sirva para escolher quem as representa e apenas funcione para legitimar as escolhas feitas.
Temos hoje, mais do que uma democracia inacabada, uma democracia partidária falida, ausente e distante, de quem supostamente deveria estar próxima. Todavia há mudanças impossíveis de parar e talvez mais cedo do que alguns pensam, o sistema acabará por implodir. O actual quadro político já não dá resposta às novas situações e a concorrência parlamentar entre representantes partidários e eleitos pelos movimentos de cidadãos será, a prazo, inevitável. Como inevitável será termos deputados que respondem perante o povo que os elege e não perante o presidente partidário que o designa.

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:35
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NOVA DEMOCRACIA

O historiador Michael Schudson diz que “se os novos media digitais vão ser integrados numa nova democracia política, eles devem ser ligados a uma séria compreensão da cidadania, e isso não acontecerá se simplesmente reciclarmos a velha noção de cidadãos informados”. Isto é, as mudanças previsíveis vão implicar rupturas profundas, no perfil do político mas também do eleitor, por via das ferramentas com que ambos se vão relacionar.

Em Portugal, a transformação poderá ser particularmente difícil. “O regime envelheceu, aproximando-se, em quantidade de tempo, do período de vigência do Governo de Salazar. Inevitavelmente, começam a notar-se infuncionalidades no sistema representativo, marcado por uma partidocracia que não tem sabido olear as relações daquilo a que se dá o nome de sociedade civil com o aparelho de Estado”, diz Adelino Maltez.

 

“Á web é uma melhor democracia representativa”

 

O governador Arnold Schwarzenegger deslocou-se esta quarta-feira à sede do Twitter para lançar www.myi-dea4ca.com. Vai usar o Twitter para recolher ideias sobre o futuro da Califórnia. O funcionamento não podia ser mais simples: as ideias são submetidas através das contas de cada um no Twitter usando o ‘hashtag’ #myidea4ca. O site Myldea4CA faz a indexação de todos os contributos para que possam ser pesquisados, discutidos, comentados e votados. O site foi inundado com milhares de propostas - ou não estivéssemos nós a falar da América, onde nada é impossível.
A web permite a emergência de líderes novos, que por sua vez aproveitam a força da rede para reunir apoios, financiar campanhas, mobilizar a sociedade. No mundo pré-YouTube, Obama teria sido eleito? Claramente não. Nem Ségolène Royal teria vencido as primárias do seu partido sem o seu blogue “Désir d’Avenir”, onde criou uma rede descentralizada de apoio.

 

Autor:  Ricardo Jorge Pinto

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:28
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O QUE VAI MUDAR

 

Hoje, os políticos ainda pedem: "Votem em mim". Mas no futuro, o slogan das campanhas eleitorais será diferente: 

Não vote neles, vote em si

Quando chegou ao poder, o primeiro-ministro espanhol, José Luís Zapatero, mandou retirar as suas tropas do Iraque. O argumento era muito simples: a opinião pública espanhola era contra aquela intervenção militar. O pensador alemão Jurgen Habermas defende que a opinião pública é uma ficção - um conceito sem realidade objectiva que serve para legitimar as democracias representativas. Para Habermas, a opinião pública não é sequer o somatório das opiniões individuais (Zapatero não fez um referendo para saber a opinião de cada espanhol), mas uma abstracção que serve para justificar as decisões políticas que são tomadas em nome das pessoas.
Sondagens realizadas em vários países ocidentais revelam que os cidadãos acreditam cada vez menos na política e sentem-se mal representados pelos políticos que elegeram. Ao mesmo tempo, as organizações políticas perdem militantes e os níveis de abstenção nos regimes democráticos mais solidificados são muito elevados (ver tabela na página 22).
Para vários teóricos, estes são os mais recentes e visíveis sintomas da crise das democracias representativas. O politólogo António Costa Pinto faz um diagnóstico claro: “A fraca identificação da sociedade com os partidos e a falta de ligações destes à sociedade civil, a mediatização e a personalização excessivas, a menor presença de clivagens ideológicas 
claras - todos estes factores afastam os cidadãos dos partidos e muitas vezes da própria democracia”.

Autor:  Ricardo Jorge Pinto

publicado por luzdequeijas às 17:17
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COM UM GARROTE AO PESCOÇO

 

Foi a sina com que nasceu este Governo em 2012! Como se tal sorte não chegasse, tudo o resto que o cerca é desanimador e altamente negativo. Um país de rastos!

Um país cheio de desemprego, sem uma economia produtiva, um país submerso em dívidas, má formação escolar, hábitos de gente rica, pouca ou nenhuma produtividade laboral e ainda um país sem nenhuma credibilidade externa, logo, pelas ruas da amargura! A somar, temos que lhe juntar uma total desmotivação populacional, uma crescente falta de investimento, uma comunicação social que parou no pós 25 de abril de 74 e, ainda, uma classe política sem grande mérito, mas muito sequiosa de benesses! Esta comunicação social encharca os portugueses com opiniões diárias e contínuas, dos dois líderes de esquerda e de outros tantos líderes sindicais a pedirem a demissão do Governo! Para quê? Ou porquê? Ninguém sabe, e apesar de tudo isto, o primeiro-ministro quase não é ouvido pelos portugueses! Talvez seja uma sorte e ainda bem que passa ao lado de tudo isto.

O garrote que ele tem ao pescoço, é demais para qualquer ser humano, por mais forte que seja! Pois é, tem quatro ajustamentos simultâneos e imprescindíveis a fazer, muitas vezes com efeitos contrários! É de loucura:

1 – “Ajustamento Orçamental” (Equilíbrio das Contas do Estado)

2 – “Ajustamento das Contas Externas” (do Estado, das Famílias e Empresas)

3 - “Novo Modelo da Economia Nacional” (deixar as obras públicas e passar à produção dos bens transacionáveis).

4 - Redimensionar e reorganizar o Estado!

 

Tudo isto é extremamente difícil de fazer em simultâneo e em curto espaço de tempo, para não aumentar ainda mais a nossa dívida e ganhar credibilidade externa para o investimento! Acresce a tudo isto, que o líder do partido que deixou o nosso país neste estado, só pensa partidariamente, logo, ignora o interesse geral do Estado e não acrescenta uma única ideia para ajudar à solução das dezenas de problemas que aparecem por arrasto. Antes, tem uma audiência estranha na comunicação

Social! Finge esquecer sistematicamente, ou ignorar, a responsabilidade do seu partido no lamaçal corrente!

publicado por luzdequeijas às 14:36
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DIÁSPORA PORTUGUESA

 

Portugueses são um povo grupo étnico com origem em Portugal, na Península Ibérica ou Ilhas (Açores Madeira), no sudoeste da Europa. O português é a sua língua, e o catolicismo religião nominalmente predominante.

Geneticamente, os dados apontam para uma fraca diferenciação interna dos portugueses, cuja base é essencialmente continental europeia de origem paleolítica.

A base genética da população do território português mantém-se aproximadamente a mesma nos últimos quarenta milénios, apesar da presença de inúmeros povos no território português que também contribuíram para o património genético dos seus habitantes.

Culturalmente, as presenças celta, romana, germânica moura foram muito significativas, tal como foram decisivas a vizinhança e as relações com os restantes países europeus e as relações coloniais com África, o Brasil e o Índico a partir dos séc. XV XVI  (ver Cultura de Portugal).

No período moderno, os processos migratórios mais relevantes em Portugal deram-se nas últimas três décadas do século XX e até ao presente, com a notável exceção da entrada de grupos ciganos ainda no século XV. Após 1974, o país torna-se um recetor significativo de populações migrantes, quer como resultado direto ou indireto da descolonização de África, quer como resultado da participação de Portugal na União Europeia. Portugal tem vindo a receber em número crescente populações migrantes oriundas do Brasil, África (com maior relevância das ex-colónias), Ucrânia  (e países do Leste Europeu em geral), além de uma multiplicidade demograficamente menos significativa de outras origens, entre as quais avoluma a chinesa.

Portugal tem sido, tradicionalmente, uma terra de emigração, desde o período da expansão imperial e colonial, passando, por exemplo, pela emigração económica para o Brasil no século XIX e pela emigração económica, a partir de 1960, para alguns países da Europa Ocidental. Além dos cerca de dez milhões de portugueses residentes em Portugal, estima-se existirem cerca de cinco milhões mais espalhados pelo mundo  (incluindo os luso descendentes recentes) num total de cerca de quinze milhões de portugueses.

publicado por luzdequeijas às 14:08
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Quinta-feira, 13 de Março de 2014

ANÁLISE DE CERTOS FENÓMENOS EM PORTUGAL

Desde a impreparação para lidar com a tentação do consumismo e seus riscos, até do lado social e cultural para os quais era preciso uma nova e desinibida atitude na postura do dia a dia.

Mesmo dentro da Europa, este fenómeno do abrupto desenvolvimento tecnológico, em cada país apresenta por certo diferenças sensíveis de natureza humana e cultural, motivo por que, a partir daqui, entendo mais lógico centrar esta análise em Portugal.

Uma das maiores consequências de tudo isto traduziu-se em grandes movimentações de massa humana acorrendo às solicitações de novas oportunidades de emprego, dentro ou fora do seu país. Muitas vezes noutros continentes e fora da terra que os viu nascer !

Tudo isto exigia de facto uma dinâmica de comportamentos não aprendidos, nem sequer imaginados, todavia altamente emocionantes. Mudança em tudo era a ordem constante numa nova vida para o chefe de família e todos os seus membros, nomeadamente para a esposa, quase sempre empurrada pelas dificuldades económicas para um emprego para além das lides domésticas.

Os baixos salários eram, apesar do emprego, uma condicionante assegurada  para a grande maioria dos trabalhadores. As inúmeras multinacionais que vieram fixar-se em Portugal na segunda metade do século XX, tinham exactamente na sua mira este objectivo.

As guerras de defesa do nosso ultramar arrastavam milhares de jovens para longe da família, muitas vezes já com filhos nascidos.

Os emigrantes, muitos clandestinos, quando voltavam de férias traziam bons carros e um nível de ostentação que entusiasmava quem tinha ficado. Faziam belas casas na terra e tinham condições de segurança social lá fora de fazer inveja!

publicado por luzdequeijas às 17:29
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REFLEXOS DA EMIGRAÇÃO

Diversas consequências podemos assinalar em relação à emigração portuguesa: entre elas, salientamos o processo de crescimento urbano e industrial, sobretudo na faixa centro e norte litoral do território e o aumento dos movimentos da população com destino aos principais centros urbanos agravando, desta forma, o processo de desertificação do interior que se tem vindo a acentuar no decurso das últimas décadas.

Para além destes aspectos, registamos o aumento do comércio, em particular com o exterior, o desenvolvimento do turismo e das actividades terciárias em particular na periferia dos grandes centros urbanos de Lisboa e do Porto. No seu conjunto estas transformações contribuíram para gerar novas oportunidades de emprego, para o aumento do P.N.B. do país e para uma melhoria significativa do nível de vida da sua população. Contudo, não bastaram para estancar o fenómeno emigratório português que registou, durante o terceiro quartel do século XX uma das fases de maior expansão com destino quer à Europa quer mesmo ao continente americano

publicado por luzdequeijas às 17:24
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CAUSAS E CARACTERÍSTICAS DA EMIGRAÇÃO

Razões várias, dos tempos mais remotos à actualidade, justificam a ocorrência, entre nós, deste fenómeno. Importa assinalar a exiguidade e a "míngua dos meios de subsistência", responsáveis pelo "êxodo" de emigrantes isolados e de famílias inteiras, hoje radicadas nos diversos países de imigração. Igualmente importa assinalar as circunstâncias de natureza política que as determinaram associadas a perseguições de natureza política, à falta de liberdade expressão, à guerra nas antigas colónias e às práticas sociais dominantes que levaram à fuga de muitos jovens, antes ou durante o cumprimento do serviço militar.

Em relação aos traços dominantes deste fenómeno, o incremento da emigração para a Europa conhecida entre nós no decurso dos anos sessenta e setenta, embora tendo contribuído para enfraquecer o movimento transoceânico, acompanhou a tendência global da emigração intra-europeia registada igualmente noutros países europeus durante a segunda metade do século XX. Por isso verificamos o seu grande incremento e expansão em todas as regiões do território, facto que se verificou em simultâneo com outras modificações globais que afectaram a sociedade portuguesa.

Em relação à sua extensão no território, notamos que a importância destas saídas foi bastante acentuada nas regiões densamente povoadas do norte e do centro do país, assim como nas Ilhas Atlânticas dos Açores e da Madeira. Da mesma forma, este fenómeno afectou as regiões do Minho, de Trás-os-Montes e da Beira-Alta, de onde partiram os maiores contingentes de emigrantes não só em direcção ao Brasil mas também, já durante a segunda metade do século XX, para os países industrializados da Europa Ocidental: França, Alemanha; Luxemburgo e mais recentemente para a Suíça. Isso o comprova as cerca de um milhão de saídas oficiais registadas no período compreendido entre meados dos anos cinquenta e os finais dos anos oitenta do século XX oriundas dos distritos de Lisboa, do Porto, de Setúbal, de Braga, de Aveiro, de Viseu e de Leiria, para referir apenas as mais importantes.

A dimensão deste fenómeno nas suas vertentes: emigração legal e emigração clandestina e sua expressão em todos os estratos etários da população, sobretudo na população jovem e adulta, confirma a sua antiguidade e as raízes históricas deste movimento. Por isso alguns autores reconhecem tratar-se de uma "constante estrutural" da sociedade portuguesa associado à "míngua das condições de subsistência" relacionadas com as más condições de vida da população, com a estrutura fundiária e com as pressões demográficas decorrentes do declínio das antigas civilizações agrárias da Europa mediterrânica.

Estas, as principais razões da evolução deste fenómeno que conduziu ao "êxodo" de emigrantes isolados e de famílias inteiras, hoje radicadas em diversos países de imigração. Estas condições facilitaram a repulsão demográfica e a exclusão social que favoreceram os movimentos migratórios com destino à França e à Alemanha, ao Luxemburgo, à Suíça e a outros destinos europeus, como anteriormente haviam promovido a emigração para o Brasil, o "Eldorado" português, para os EUA ou mesmo para outros destinos mais longínquos do continente americano.

Outrora constituída por mão de obra essencialmente masculina, a divulgação das saídas para a Europa e o consequente reagrupamento familiar que a partir da segunda metade da década de sessenta se começou a acentuar, está bem expressa não só na maior importância dos indivíduos do sexo feminino - 40% em 1966; 40,8% em 1967 e 53,5% em 1968 - mas ainda na estrutura etária das saídas legais. No seu conjunto, estas referem uma parcela significativa de indivíduos com idade inferior a 14 anos. Trata-se de uma emigração adulta, sobretudo masculina, pouco especializada e letrada. Contudo hoje em dia esta corrente é constituída por jovens e adultos com maior escolarização e formação profissional.

Do mesmo modo podemos assinalar a importância da emigração familiar quer na sua componente transoceânica como europeia, facto que abona a favor do seu carácter mais duradouro e permanente que se tem vindo a acentuar. 

publicado por luzdequeijas às 17:21
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DESTINOS DA NOSSA EMIGRAÇÃO

 

A intensificação recente deste movimento foi acompanhado por uma preferência cada vez maior pelas saídas para a Europa, em particular para a França - 985 emigrantes em 1955; 3593 em 1960; 32641 em 1964 e 27234 em 1969 - em detrimento da corrente tradicional, com destino ao Brasil: 18486 emigrantes em 1955; 12451 emigrantes em 1960; 4929 emigrantes em 1964 e apenas 2537 emigrantes em 1969. Estes valores realçam a quebra do movimento transoceânico e a sua substituição pelo intra-europeu .

Daí resultou uma segunda alteração que se verificou através do incremento das saídas clandestinas as quais vieram a superar nos anos de 1969, 1970 e 1971, as saídas legais então registadas.
 
O incremento dos movimentos da população no continente europeu sobretudo no período posterior à segunda guerra mundial, constitui um dos sintomas do processo de desenvolvimento e de mudança social que experimentou o velho continente no período de reconstrução e de expansão económica que se seguiu àquele conflito armado.

Evidencia, por outro lado, os desequilíbrios existentes entre as diferentes regiões europeias. Foi essa a opinião de G. Tapinos quando defendeu que esta situação decorre da desigual repartição "entre as necessidades e os recursos, a pressão demográfica e o desenvolvimento económico", sendo mais um sintoma da tradicional "divisão norte-sul" manifestada na dependência dos países da periferia, em particular dos países mediterrâneos, perante o poder económico dos países mais industrializados do ocidente europeu.

Recorde-se que não só as razões de natureza económica relacionadas com o nível de vida, as fracas oportunidades de emprego existentes nas regiões rurais e a incapacidade do tecido produtivo em absorver os contingentes de assalariados e de trabalhadores libertos das actividades agrícolas e de subsistência, contribuíram para acelerar este movimento. Também as razões de natureza política decorrentes do regime Salazarista e da guerra em África justificaram muitas dessas saídas. Refira-se ainda que o incremento da emigração para a Europa, registada entre nós no decurso dos anos sessenta e setenta veio a reduzir o tradicional movimento transoceânico e acompanhou a tendência global da emigração intra-europeia igualmente registada noutros países mediterrânicos. 

publicado por luzdequeijas às 17:19
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Quarta-feira, 12 de Março de 2014

ACABOU O DANÇAR A DOIS

O DANÇAR A DOIS FOI "CHÃO QUE DEU UVAS"

Entrar na pista é livre e cada um dança consigo próprio, sem navalhas nem compromissos.

 

De 65 a 70 acabou o dançar a dois

Mas nem tudo se confinava aqui. A abertura política que se começa a fazer sentir nos primeiros anos da década de 70 rasga horizontes na juventude urbana, que se inquieta ao som dos Rolling Stones, Lou Reed, Peter Frampton e Roxy Music... também há o Reggae... e fuma-se erva.

Esta é a primeira geração que sai à noite em grupos mistos e circula de carro pela cidade. Fazem a ronda das discotecas: Primorosa de Alvalade, Browns, Beat Club... Mas o must é mesmo o 2001, inaugurado em 1972 no Autódromo do Estoril. Fica aberto até às quatro da madrugada e é onde toda a gente vem parar ao fim da noite. Talvez seja o primeiro lugar democrático na noite da capital, pois para entrar basta pagar à porta. O porteiro também não torce o nariz aos que não vêm acompanhados. Ao contrário das outras boîtes da moda, quem quer atacar a pista não precisa de par. É aqui, na dança, que todos os géneros se misturam. Este é o tempo do rock contra disco, mas também dos pré-punks e da new wave, dos atinados o dos prá-frentex, dos freaks contra os betos. A identidade maioritária dos grupos juvenis começa agora a definir-se na iconografia da moda, e os comportamentos moldam-se ao som do que se ouve... A liberdade já passou por aqui.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/a-noite-ao-longo-da-historia-vamos-dancar=f622114#ixzz2vm60nRE8

publicado por luzdequeijas às 18:39
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DANÇAR O TANGO A DOIS

A última semana fica marcada pelos sucessivos apelos a consensos. De várias fontes e entidades da política portuguesa, soaram apelos a que se dançasse o tango a dois!

 

 

 

E só não foi mais, porque entretanto (na quarta e na quinta) saíram os incómodos relatórios do FMI e da Comissão Europeia, que não recomendavam muita exposição mediática do primeiro-ministro para evitar perguntas desconfortáveis. Passos Coelho apresentou o consenso como uma espécie de panaceia que cura todos os males de que padece a nação: curaria o problema da credibilidade do país no exterior, melhoraria a perceção que os portugueses têm da classe política, ajudaria a aliviar as taxas de juro e até ajudaria a reduzir os níveis de abstenção nas eleições. 

Passos quer fazer com Seguro exatamente aquilo que Sócrates fez com Passos, ou seja, dançar o tango a dois. Foi em 2010, quando o então recém-eleito líder do PSD viabilizou o PEC II. Sócrates agradeceu-lhe o patriotismo e disse aquela famosa frase do "para dançar o tango são precisos dois".

Mas para se entender o significado de “dançar o tango são precisos dois” em política, é preciso ir às origens da própria dança. O tango nem sempre foi uma dança de glamour e de sensualidade. O tango nos primórdios, dizem os historiadores, era dançado por dois homens, daí o facto de os rostos estarem sempre virados, sem se olharem. A dança mais famosa dos argentinos não passava de uma simulação de luta entre dois homens, de faca em punho, e era dançada à porta dos bordéis.

E é este o conceito primitivo do tango que importámos para a nossa política, em que dois homens são obrigados a dançar, ambos determinados, e ambos com medo de levar uma punhalada nas costas.

De facto são precisos dois, precisamente o DEVEDOR e o CREDOR! E do lado do devedor dois já não chegam, no momento são precisos três. Os três do chamado Arco do Poder, é de elementar bom senso não pôr de lado o partido mais pequeno, nunca se sabe o dia de amanhã. De resto, pretendendo-se alargar o prazo de pagamento para quarenta anos, então dois chegam de facto. Mas os proponentes do alargamento talvez devessem fazer um referendo para convencer o povo português a pagar durante 40 anos o desvario de políticos incompetentes. Isto se o credor estivesse na disposição de dançar, então sim, o Tango a Dois”.   

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Segunda-feira, 10 de Março de 2014

BANCARROTA

 

Ao contrário do que se possa pensar, a bancarrota de um país não é uma coisa lá muito rara. Em média, a cada ano que passa, há um país que entra em falência, ou seja, fica sem dinheiro para pagar as dívidas. Em pouco mais de 200 anos registaram-se 290 crises bancárias e 70 bancarrotas. Dizemos-lhe o que aconteceu nos países por onde o Fundo Monetário Internacional (FMI) já passou.
A vizinha Espanha é uma habitué nestas andanças. Em 200 anos faliu 14 vezes, sete das quais no século XIX, mas estreou-se há muito mais tempo: a primeira vez que decretou falência foi em 1557.
Na altura, como agora, a dívida da Espanha era elevada, os juros demasiado elevados para suportar e D. Filipe II mandou confiscar todas as mercadorias valiosas que chegassem aos portos. A família real também teve de «apertar o cinto»: ficou sem o mestre limpador de dentes e o especialista em álgebra e o jantar foi reduzido de dez para seis pratos.


Reincidente é também a França, que em menos de cem anos foi quatro vezes à bancarrota.
A Alemanha também nem sempre foi a «menina bonita» da Europa. Faliu a seguir às duas guerras mundiais. Nos anos 20 um café chegou a custar quase 70 euros e o preço duplicava em poucos minutos.
Portugal já faliu várias vezes e conhece bem o FMI

publicado por luzdequeijas às 19:34
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A COR SÉPIA

 

Há muitos anos atrás as fotografias eram a preto e branco, mas também a Sépia. Geralmente entende-se por sépia o castanho velho que muita gente guarda em fotos de casas antigas, retratos de família etc.

 

 

A cor sépia tem um encanto muito especial de sabor antigo e hoje pode-se transformar uma foto cheia de cor num exemplar sépia, também conhecida por “foto envelhecida”. A cor sépia aparecia em virtude de as fotografias serem guardadas de forma não apropriada, acabando as mesmas por adquirir essa cor.
O processo de viragem sépia também foi mais popular nas primeiras décadas do século XX. Atualmente, alguns programas informáticos como o Photoshop transformam uma foto comum em sépia em minutos. Bem diferente do método convencional de revelação, onde é necessário fazer-se a revelação primeiramente a preto e branco para depois passar pelo processo de viragem em sépia.

publicado por luzdequeijas às 19:23
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NINGUÉM AVANÇA A SOLUÇÃO

 

“Mesmo com os grandes cortes nas despesas com o pessoal (redução de salários e subsídios). "Há uma dificuldade enormíssima em ir ao fundo, ao detalhe, ao pormenor. O Governo centra-se nos grandes números, pois é muito mais fácil aumentar IVA, IRS, etc. Sempre foi assim, mas não pode continuar a ser. Tem de se poupar nos detalhes, um milhão aqui, outro ali", insiste Cantiga Esteves, que avança uma explicação para a inação governamental: "Tudo isto mexe com muitos interesses instalados, que vão do pequeno ao médio e ao grande. Há uma resistência fortíssima à mudança e ninguém quer sair da sua zona de conforto." A presença da tróica em Portugal, considera o economista, não dá garantias de que se altere este estado de coisas.”


VISÃO

publicado por luzdequeijas às 19:15
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A CULPA É DE TODOS ….

 

MAS ….

O desastre de Castelo de Paiva podia ter sido evitado. Por isso, o desastre de Castelo de Paiva foi uma grande estupidez. No momento da assunção de responsabilidades, o ministro do Equipamento Social demitiu-se, sendo tal óbvio em democracia. Acontecido o desastre, muitos foram aqueles que queriam a cabeça de mais responsáveis, desta vez queriam a cabeça dos técnicos responsáveis;

"Depois do burro morto cevada ao rabo."

A questão que pessoalmente se coloca é saber se todos nós nos devemos sentir isentos de culpas. O desastre foi brutal e de consequências humanas trágicas! Toda a gente comentava que a ponte estava mal há muitos anos e alguns dos responsáveis técnicos haviam sido nomeados há pouco tempo! Para os media o que conta é a imagem, a emoção e o sensacionalismo. Notícias sem impacto óbvio, são repetidas dezenas de vezes ao dia. Outras, seriam de muito interesse público, mas como as “pontes” continuam de pé e lê-las é pura perda de tempo, elas perdem-se no infinito dos tempos. As obras espetáculo, sem utilidade comprovada, são inauguradas com música e foguetório. Nem uma palavra sobre o seu interesse público, nem sobre o impacto que terão no “défice anual do Estado” ou sobre as implicações que trazem para a vida dos cidadãos, durante vinte ou trinta anos a pagarem impostos desumanos!

E o país a ficar na bancarrota.

Vai daí, para descargo de consciência sai um cartão vermelho para quem estiver no poder… E elegem-se de novo os verdadeiros responsáveis das calamidades públicas!

Em época de eleições, os políticos que nada viram, nem nada alertaram, aparecem agora a esbracejar indignação gratuita a toda a hora, nos telejornais e na imprensa. Clara, está em causa a sua continuidade no “bem-bom”.

Atualmente é ver sindicalistas, professores, pais etc, a barafustar contra o “cimianto” nas escolas e noutros edifícios públicos! Na sua grande maioria, existem lá há várias dezenas de anos e com o “cheirinho” a votos, tudo serve para desancar políticos que não tomaram tais opções e que estão de “mãos atadas”, sem dinheiro para nada.

É por tudo isto que somos todos culpados! Quanto mais não seja, por que somos todos que nós, que metemos o “voto na urna” para eleger gente que não conhecemos de lado nenhum!

publicado por luzdequeijas às 17:22
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Sexta-feira, 7 de Março de 2014

AO MAIS BAIXO NÍVEL

 

João Pereira Coutinho

Correio da Manhã – 07-03-2014

 

DITADURAS

As europeias aproximam-se e o PS começa a dar sinais de preocupação e delírio. Francisco Assis, em atitude chocarreira que não lhe fica bem, comparou as políticas do atual governo com as políticas da ditadura. Seguro, afinou pela mesma cartilha: as críticas de que foi alvo pela sua palestra em Londres fazem lembrar as práticas do Estado Novo.

Que denunciava como traidores à pátria todos aqueles que discordavam do Dr. Salazar. Não vale a pena sublinhar o óbvio: comparar um governo democraticamente eleito com um regime autoritário devia envergonhar esta parelha. Mas se isto não envergonha Assis ou Seguro seria pelo menos aconselhável ouvir do PS, as medidas alternativas que propõe para cortar despesa e honrar os compromissos internacionais. Sobre isto nem uma palavra. Ou talvez tenha ouvido mas nós não sabemos. No fundo, o lápis azul da censura nunca foi meigo com a oposição.  

publicado por luzdequeijas às 17:38
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Quinta-feira, 6 de Março de 2014

AS BARBARIDADES DE HITLER

E O ESTADO DE ISRAEL

 

Em 1944, quando o mundo tomou conhecimento das barbaridades de Hitler, a interrupção da matança foi ordenado. Mas era tarde demais para esconder a verdade. Os sobreviventes judeus querendo evitar a repetição do Holocausto propuseram à ONU a criação de um estado judaico na Palestina, onde antigamente se localizava Canaã. Com pressões de todos os lados, num espaço de três anos foi oficialmente proclamado em 14 de Maio de 1948, o Estado de Israel. Este pedaço de terra era dominado pelos ingleses e assim eles deixaram esta terra para ser administrada pelos Judeus. Os países vizinhos invadiram-na. Desde então as brigas não cessaram e os Judeus continuam lutando para manter as suas fronteiras e as suas terras. O Estado de Israel já tem mais de cinquenta anos de existência, mas os Judeus permaneceram essencialmente como um povo de Diáspora, como tem sido desde o século VI ac. Dos quatorze milhões de Judeus do mundo, pouco mais de um quinto vive em Israel, há mais Judeus em Nova Iorque que em toda a nação judaica, e com uma população de judeus estimada em 6 milhões, os Estados Unidos são, de longe, a maior comunidade. Ao todo, os Estados Unidos, o Canadá (300 mil), e a América Latina (620 mil) concentram mais de 65% dos judeus do mundo. Um aspeto interessante relativo à população judaica moderna é que poucos vivem hoje onde os seus avós viviam há um século atrás. Houve um deslocamento, talvez definitiva, dos antigos centros judaicos da Europa e do Oriente. Os judeus têm-se adaptado constantemente à língua e aos costumes dos locais onde escolheram viver. Devido à influência do estado de Israel, o hebraico voltou a ser a língua básica da educação judaica, depois da língua nativa das comunidades da Diáspora.         

publicado por luzdequeijas às 14:56
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Quarta-feira, 5 de Março de 2014

AS DUAS CHAGAS DA NOSSA DEMOCRACIA

 

 

Continuo a não perceber bem o que é a democracia representativa. Serão os deputados nacionais mandatados para os cargos por via da vontade popular expressa nas urnas ou mandatados por vontade expressa dos partidos? Faz-me confusão o facto de os deputados serem instruídos previamente para votar de acordo com as intenções das fações que lideram os partidos. Quem é que os deputados representam? A vontade popular ou os interesses político-partidários? Se o estado pertence à vontade popular e comanda os destinos da vontade popular, porque é que os homens fortes da Nação continuam a agir segundo interesses político-partidários?

Este é um grave problema, mas existe outro que em nada é melhor, analisemos um caso recente que nos lançou na maior austeridade, talvez, de sempre (exemplo escolhido para evitar as tendências partidárias):

 

Declarações do ex-deputado socialista à Rádio Renascença

QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009

Cravinho alerta para os grandes investimentos”
Cravinho defendeu que “o Governo deve refletir muito profundamente sobre quais são os grandes projetos que deve seguir nos próximos quatro anos”. Tudo porque, disse, “não é altura de comprometer definitivamente o país por dois ou três meses de pura ânsia e sofreguidão num caminho que depois pode ser muito difícil”.
Em causa estão obras públicas como autoestradas, TGV e o novo aeroporto etc.

  “Um Governo num país democrático não pode fazer quero, posso e mando. Dizer «eu tenho a minha vontade e porque tenho maioria e dentro de duas semanas já não a tenho, vou usá-la hoje para criar obrigações contratualizadas» que, no fundo, se o futuro Governo ou se o país quiser desfazê-las então paga um balúrdio tal que, aí sim, coloca o país de tanga”.

Está bem de ver que o atual governo vai ser castigado com um cartão vermelho nas próximas eleições! Recebeu o país entregue à Troika, uma divida externa brutal, desemprego em alta etc. Ainda por cima recebeu um plano de austeridade brutal, que tem de cumprir, de outro modo, o país ficaria na maior miséria ou seja, sem dinheiro para nada. Sindicatos querem ignorar e ignoram a situação e pedem a demissão do governo, a comunicação social domesticada no pós 25 de Abril “assobia para o lado”, o partido responsável por tudo recusa-se a colaborar com o governo e esquece /quer esquecer as suas responsabilidades neste desastre nacional! O POVO só sabe quem lhe deu viagens ao estrangeiro, lugares na Função Pública, muitas férias e bons aumentos de vencimento etc, tudo à conta de uma dívida vergonhosa feita no estrangeiro. Sabe também quem lhes tirou tudo isto e não quer saber quem foi o responsável DESTE DESASTRE NACIONAL!

Claro, o povo vai votar no partido socialista premiando o culpado, e castigar os “lacaios” que tiveram de aguentar tudo isto para salvar o país! SAI UM CARTÃO VERMELHO AO GOVERNO! 

publicado por luzdequeijas às 16:05
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MARMITA FASHION

 

Quem trabalha fora de casa, sabe que comer todo dia na rua nem sempre é tarefa das mais gostosas e saudáveis. Daí, levar uma comidinha caseira preparada com todo amor do mundo para o escritório acaba sendo a melhor opção. E a boa nova é saber que há uma série de marmitas supercharmosas para ânimo e começo de um novo ciclo de vida de milhões de pessoas: "operação marmita diária".

 

Estamos na presença de uma nova realidade da economia mundial e além de economizar dinheiro, as marmitas caseiras são ótimas para quem de fato se preocupa em comer bem. Isso porque você conhece a procedência dos alimentos e ainda consegue controlar e escolher o que vai comer. É ou não é uma ótima resolução para os seus almoços durante a semana?

Fácil foi, viver em pleno crescimento económico que deu para pensar sempre em mais e mais. A vida está má para sonhos “cor-de-rosa”, o melhor é ser realista. Longe estão os crescimentos da economia de dois dígitos, mesmo de um dígito! A estagnação já não seria nada má!

Empregos para homens e mulheres, licenciados ou trabalhadores não especializados não estão à mão de qualquer um! Licenciados entre os “sem-abrigo” continuarão, cortes nas reformas e ordenados, estão para ficar. Poupemos a água potável, a matéria-prima, o crude e o oxigénio/hidrogénio etc. Desconfiem dos políticos que vos prometem “bacalhau a pataco” ou crescimento com fartura para todos! Esperem uma revolução de mentalidades e hábitos ….

 

publicado por luzdequeijas às 14:56
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Terça-feira, 4 de Março de 2014

VISTO DE OUTRO PLANO

Em certos continentes e também em muitos países, os órgãos de comunicação social acusam certos governos de serem ditaduras. Algumas organizações mundiais, supostamente idealistas e apostadas num mundo melhor, incitam esses povos, na sua opinião vítimas de ditaduras, a destituírem tais governos para imporem uma “democracia”! Nós neste plano, sem demagogias de qualquer espécie, defendemos a prática de democracias, mas não como estão a funcionar na Terra. Consideramos este assunto muito grave.

Será mesmo um dos problemas mais graves que afeta os países por onde já andámos. Na verdade, através de múltiplas formas e práticas, mantêm realidades ditas democráticas que no fundo o não são! Dizemos, sem receio de errar, que não há democracia com candidatos “domesticados”, ou seja, candidatos que muito raramente defendem os altos interesses nacionais, para se quedarem em interesses privados. Candidatos apostados em obedecer às diretrizes de quem os nomeou ou, influenciou a sua nomeação. É aqui que a dita “democracia” terá de levar uma volta e com medidas cautelosas e bem executadas, até convergirem numa democracia mais participativa, sendo certo que para tal, os atuais partidos terão de ser reinventados. Os partidos que temos estão infiltrados e dominados!

É nossa convicção que a aposta em refazer os partidos, em nada prejudicaria os interesses dos grupos económicos, que não podem nem devem ser divergentes dos interesses gerais do Estado e melhoraria a confiança do povo, trazendo-lhe muito mais motivação, transparência e entrega a um novo “sistema político”. Torna-se muito necessário envolver mais a população para lhe incutir maior responsabilidade política. Votar de 4 em 4 anos, não é prática suficiente, para ser rotulada de “democracia”. É preciso deixar de aproveitar a ingenuidade da população, e incentivá-la a aprofundar, ela própria, a sua democracia. Os cartões vermelhos do povo, erram sempre o alvo e premeiam os verdadeiros responsáveis da miséria do povo!

Não chega, é mesmo ridículo, que os partidos, pagos pelo povo, marquem eleições, escolham os candidatos que só eles conhecem, acabando os eleitores de terem em tudo isto, um papel ultra-secundário. 

publicado por luzdequeijas às 19:18
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