Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
A BATALHA DO COMPORTAMENTO

 

“É na área do comportamento que se trava a batalha mais importante do desenvolvimento. Sem as virtudes do civismo, o homem não é capaz de viver de bem consigo, de conviver respeitosamente com os outros e de se integrar na comunidade de trabalho. Por mais que preguem os paladinos da liberdade absoluta, sempre será preferível ver as crianças rodeadas de educadores , a vê-las mais tarde rodeadas de polícias . Um condenado à morte dizia no momento fatal: «Nunca tive ninguém que me dissesse “ não faças isso!“ .

Como prova de que não estamos no bom caminho, basta atentar no seguinte:

São várias as etapas da desresponsabilização, decorrendo a primeira do apregoado direito de cada pessoa fazer o que quiser. É, assim, normal as pessoas embriagarem-se, drogarem-se, prostituírem-se, etc, etc., e ninguém ter nada a ver com isso. Não há satisfação a dar à família, à comunidade, nem aos poderes constituídos.

Temos depois, como segunda etapa , o direito à comiseração geral.

Os que se embrenham em qualquer marginalidade, diz-se, têm direito à compreensão e à tolerância da colectividade. E os apóstolos desta compreensão insurgem-se contra aqueles que ousam censurar os marginais, mas não se abeiram deles a cuidar das suas «feridas», antes se perdem a proclamar que tais situações são fruto das desigualdades sociais, fazendo disso bandeira nas suas disputas ideológicas, perante o silêncio de grande parte da comunidade .

Surge, a seguir, o direito à solidariedade. Exige-se que o Estado e as instituições da área social cuidem destas pessoas. E pondo-se de lado o tratamento das causas, passa-se a tratar, quando muito e se é possível, dos efeitos. É que tratar das causas prende-se com os valores da dignidade humana e isso é coisa proibida nas sociedades onde se cultiva o direito de cada um fazer o que quiser.

Esta é a terceira etapa da desresponsabilização e porventura aquela que entroniza a marginalidade na vivência da comunidade. Acresce, por fim, imagine-se! A subtileza de os infelizes ainda terem direito ao apoio de muitos que se opõem àqueles que são pela sua responsabilização . Coitados, eles marginalizaram-se por culpa de todos os outros e não por culpa deles! E não é adequado complexar os infelizes!

Esta é a etapa da consolidação da desresponsabilização. E lá vamos assim a caminho da desresponsabilização geral.                                             

Quem é que não reparou já na desresponsabilização de altos responsáveis da governação e administração do país?

Esses senhores fazem, nos seus postos de trabalho, o que querem, como querem, e nunca são responsabilizados. Não são demitidos, mas apenas deslocados para outros cargos. E se são governantes, aguarde-se por novas eleições para passarem a deputados. Quem é que os não vê nas bancadas da Assembleia da República?! “

 

Expresso 15-06-02

 



publicado por luzdequeijas às 12:58
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UM PAÍS DE OPERETA

 

“ Sem se perceber bem a origem do mal, o país afunda-se a pouco e pouco num atoleiro. Os sinais são inúmeros e vêm de toda a parte: do universo do futebol, do mundo da política, da relação dos portugueses com a televisão.A mediocridade banalizou-se, tornou-se normal. O mau gosto alastra. A honra das pessoas perdeu valor. (...) Devo dizer, com toda a sinceridade, que não vejo maneira de mudar este estado de coisas.Não sinto que haja energia suficientes para inverter a situação. Há uma espécie de anomia, de conformismo, que puxa o país para baixo.

Perderam-se as referências. Já não se identifica a mediocridade, o mau e o bom gosto misturam-se, confunde-se a esperteza com a falta de carácter, a ambição com o oportunismo. Portugal afunda-se num charco. A salvação já não é colectiva: é individual.”                

 

Expresso 21 Set. 2002    



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Terça-feira, 15 de Maio de 2012
A BOLHA

Os pelouros de urbanismo nas câmaras municipais deveriam planear o território e autorizar apenas construções que respeitassem os planos. Mas, na prática, isto nunca acontece. Como os vereadores de urbanismo estão subjugados aos promotores imobiliários que dominam os partidos, estes ‘patos bravos’ compram por tuta e meia terrenos agrícolas e, através de um despacho administrativo obtido na câmara, transformam-nos em urbanizáveis.

 

Por:Paulo Morais, Professor Universitário

 

Com esta simples operação, esquecem o interesse do povo, multiplicam o investimento dez e mais vezes e garantem lucros obscenos, apenas equivalentes aos do tráfico de droga. O rendimento fica desde logo assegurado. Porque, das três, uma. Ou constroem, vendem apartamentos a preços inflacionados e ganham fortunas. Ou acabam por vender caro ao Estado, porque sobre o terreno, hipervalorizado, vai edificar-se um qualquer equipamento público. Assim foi com as Scut, cujo custo resultou em metade das expropriações de terrenos. Há ainda uma terceira forma de garantir o lucro. Consiste em obter financiamento junto da Banca para os empreendimentos que os promotores… não vão construir. Com a cumplicidade de um administrador corrupto, devidamente colocado em bancos de práticas mafiosas como o BPN, o banco financia todo o valor do projecto, mas recebe como garantia apenas o terreno original… um campo de couves. Estas práticas reiteradas levaram a que, nas últimas duas décadas, tenha inchado uma bolha imobiliária gigantesca. Esta resulta da disparidade de valores entre o que os bancos financiaram e o real preço das casas. Sendo que este, em muitos casos, é perto de zero, pois as casas nem construídas foram. As imparidades da Banca portuguesa resultam da falta de garantias dos empréstimos, sendo que cerca de setenta por cento da dívida privada nacional resulta de operações de especulação imobiliária. No início da crise, em 2008, o crédito imobiliário representava já 168,7 mil milhões de euros. O Estado português vai agora endividar-nos a todos para pagar os prejuízos dos bancos, que resultam maioritariamente do tráfico de solos levado a cabo por essas tríades constituída por promotores imobiliários, vereadores de urbanismo e banqueiros.



publicado por luzdequeijas às 17:49
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O REGRESSO À VIDA LOCAL

O novo Presidente francês, François Hollande, disse hoje que quer «abrir um novo caminho na Europa». De facto um novo caminho irá surgir, não será é aquele que “levianamente” prometeu aos seus compatriotas! Não será a via do crescimento, mas sim a via de novos hábitos de vida e de trabalho!

As altas figuras políticas estão todas muito desatentas! ESTE SÉCULO XXI, trará, certamente, grandes problemas ao mundo, tais como a escassez de crude, gás e água potável. As matérias-primas terão preços altíssimos. Grandes investimentos terão de ser feitos no sentido de recuperar o ambiente que, de forma desregrada, quase foi destruído num só século de “crescimento” a roçar a “estragação absurda”!

Caminhos? Por exemplo um regresso à vida local.Uma entrega de todos para melhorar a vida social, cultural e a empregabilidade na sua “terra”.

Um regresso ao início do século XX, mas, com muito mais qualidade de vida, hábitos ambientais e sociais!

Não foi por acaso que por essa altura surgiu o “associativismo”! Ele juntou as famílias da mesma “terra”, em sã e salutar convivência. Quando havia fogo, todos colaboravam na sua extinção! Aqueles que defendem agora o “Crescimento”, querem o quê? Gastar para si e com os seus os recursos mundiais para milhares de anos?

Num só exemplo muito simples, vejamos os estatutos de uma associação qualquer, gerida de olhos postos na Constituição e na legislação aplicável:

 

“ Compete em especial a uma Direcção - RGI (em vigor)

“ Pagar aos monitores ou orientadores ao serviço das actividades culturais, dentro dos limites consentidos por critérios de restrita economia e tendo em vista apenas a justa compensação das despesas ou prejuízos pessoais decorrentes dos serviços prestados;”

 

Diz a Constituição, no seu art.º 73º:

Direitos e Deveres culturais

3. O Estado promove a democratização da cultura, incentivando e assegurando o acesso de todos os cidadãos à fruição e criação cultural, em colaboração com os órgãos de comunicação social, as associações e fundações de fins culturais, as coletividades de cultura e recreio, as associações de defesa do património cultural, as organizações de moradores e outros agentes culturais.

 

Neste simples exemplo, esta associação foi assaltada através de muitas dezenas de ilegalidades e ocupada ilegalmente por " Senhores e Senhoras". Tudo “gente” de bons recursos económicos. Gente com boas moradias, propriedades, bons carros e casa de “praia! Onde estão os mais necessitados? Esses tiveram de pagar quotizações mais caras e a mesma mensalidade, nas actividades culturais disponíveis! Uma certa monitora, que fechou a sua casa comercial, foi “comprada” (não podia ser sócia) e hoje os alunos têm de cobrir em dinheiro, aquilo que essa monitora pede por uma aula semanal! Se houver menos alunos terão de pagar mais. É o Estado que está a cobrir estas situações injustas! Claro, com subsídios que se destinavam a outras finalidades sociais, dentro da cultura. As senhoras de “boas famílias” aproveitam tais subsídios para pagarem menos do que pagariam em casas comerciais dedicadas à cultura. Esta associação não paga impostos, mas faz concorrência às casas comerciais do género, que os pagam! Os pobres que não têm casa de praia, nem emprego, estão impedidos da fruição da cultura como determina a nossa “CONSTITUIÇÃO”! Milhares de coisas como esta, terão de mudar, para que haja uma vida social mais justa para todos. E também, UM REGRESSO À VIDA LOCAL, com menos carros e ar mais puro!

 



publicado por luzdequeijas às 12:49
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
TEMOS DE CONTINUAR A SORRIR

Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

Quero continuar a sorrir

Quero continuar a sorrir,
Mesmo que o coração chore.
Quero continuar a sorrir,
Mesmo que não te veja.
Quero continuar a sorrir,
A lembrar o que vivemos.
Os açoites que te dei
E as gargalhadas que soltámos.
Quero continuar a sorrir,
Sabendo que já partiste.
Quero continuar a sorrir,
Mesmo que esteja triste.

Helena
 

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publicado por luzdequeijas às 18:29
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O INTERESSE COLETIVO
Sexta-feira, 6 de Abril de 2012
O ENVELHECIMENTO ACTIVO

Ele chegará acompanhado, mas chegará em breve!

É desta grande vontade nascida de uma opinião pública, antecipadamente esclarecida e criada num maior respeito pela imparcialidade e verdade, escrupulosas, que deve nascer e nasce mesmo, um “PODER” indestrutível.

 

O poder da razão, da verdade e do serviço à sociedade.

 

De mãos dadas com este Poder, terão de andar códigos de honra aceites por toda a gente, tais como, total transparência e entrega.A “FAMÍLIA” deverá estar sempre consagrada como a instituição mais sagrada da sociedade. Qualquer “sociedade civil” não pode prescindir de um Conselho Nacional da Família”, eleito de forma inquestionável. Assim, todas as famílias participarão de forma indirecta, das tomadas de decisão políticas, porque todas essas decisões com carácter genérico, serão submetidas a tal Conselho Nacional.

 

Seguem-se-lhe os “IDOSOS” e as “CRIANÇAS”.

 

A sociedade obriga-se a acompanhar os idosos (mais de 65 anos), até ao fim da sua vida, garantindo-lhe toda a dignidade. Ninguém é obrigado a reformar-se, salvo se disso fizer petição. Se o não fizer, poderá optar por várias prestações de serviço público local, à sua escolha. Ao seu dispor, haverá um elenco de tarefas de reputado interesse social. Estar ocupado faz parte da sua dignidade de vida. Também o Conselho Nacional de Idosos se pronunciará sobre todas as decisões genéricas tomadas politicamente neste domínio.O banco do jardim como objetivo diário, não favorece um envelhecimento condigno e humano.

 

 

Às crianças será garantida, toda a protecção e cuidados educativos. Os legítimos interesses das crianças, serão defendidos por um “Conselho Nacional de Pais”, que devem dar pareceres sobre as tomadas de decisões genéricas e políticas que forem tomadas no país.

 

Ninguém será descriminado por pertencer a franjas da sociedade com hábitos intrínsecos, mas fora dos procedimentos comuns. Contudo, quaisquer medidas ditas”fracturantes” têm de ser tomadas sem agressão às maiorias. A constituição garante absoluto respeito por todo o ser “individual”, mas tem de privilegiar o interesse colectivo.

 

 

 



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Sábado, 12 de Maio de 2012
VERDADES SEM PREÇO

" O PREÇO A PAGAR PELA TUA NÃO PARTICIPAÇÃO POLÍTICA É SERES GOVERNADO POR QUEM É INFERIOR."

 

Platão ( C. 428 - 347 a.C.)



publicado por luzdequeijas às 18:19
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
OUTRO DIA CHEGARÁ!

Depois da renovação dos conceitos e valores perdidos, ou feitos desaparecer, a “Sociedade Civil” desabrochou. Acabou por perceber, que tem liberdade de escolher entre quem a serve melhor e mais barato. Acabou por entender que uma boa parte do “Poder”, lhe pertence por direito próprio. Como por encanto, desapareceram as lutas que se levantavam sem esta nova forma de fazer política. Manifestações de rua, greves, boicotes, paralisações, etc. Caíram no esquecimento. Não faziam sentido. Como diriam os antigos donos do Estado, aquilo era servir o capital. Sempre o velho papão!

Diziam isto, todos aqueles que geriam o dinheiro do povo de forma incompetente e irresponsável.

Diziam isto, todos aqueles que queriam representar o povo, sem sequer o ouvir.

Afinal, somente representavam mesquinhas ideologias, muito afastadas do verdadeiro povo. E muitos interesses obscuros!

Por último, que se faça a pergunta: que peso tinha a Sociedade Civil, daqueles tempos que levaram ao caos? Não é possível descortinar nenhum, para além de meterem o voto na urna e votarem num candidato “amestrado”. Gratuitamente! Ou seja, sem qualquer proveito, nem consciência política.

Os cidadãos e a sociedade civil estavam esmagados pelas estruturas que lhes eram impostas, por aqueles em quem eles votaram!

Chamavam a isto, democracia? Hoje, temos de ter ainda, a consciência de que é prematuro querer uma democracia, totalmente participativa. Mas tornou-se necessário equilibrar os pratos da balança. Tornou-se necessários fazer aproximações mais que justas e realistas nesse sentido. Naturalmente que ainda é cedo para a dita Democracia Participativa. Mas ir indo ao seu encontro, não faz mal a ninguém. Não podemos adiar este sonho eternamente adiado.

O mundo tem pressa. Há largos passos a dar neste sentido.

Que o povo tenha os seus representantes e os eleja com convicção é indispensável, mas é muito pouco. E, tais representantes têm mesmo que sê-lo.

Os Partidos tiveram de mudar. Não podiam legislar a sua própria existência, desviarem-se da democracia e dela desviarem o país, sem que ninguém tivesse poder de corrigir tais desvios. Era preciso inventar qualquer “Entidade Reguladora”, ou princípios morais, para controlarem os procedimentos praticados dentro dos partidos! Também, com gente acima de qualquer suspeita.

Era fundamental que os eleitos soubessem e pudessem erguer uma Sociedade Civil, organizada para que os cidadãos, no seu dia-a-dia, pudessem dizer o que queriam, e o que não queriam. Como não podiam escolher, por inexistência de verdadeiras opções, então, não eram livres.

Não sendo livres, ninguém tinha o direito de lhes pedir fosse o que fosse.

Desta forma, o seu subconsciente, por instinto de defesa, atirava-os para a apatia. Comodamente deixavam andar, mas não acreditavam em nada. Aparentemente estavam adormecidos. Os apelos passavam-lhes ao lado. As nações e o mundo iam definhando.

O «Homem Novo» das ideologias socialistas nunca virá, porque é um ser contranatura. Temos que viver com aquele “Homem” que existe, que está a dar continuidade aos seus avós e outros antepassados. O Homem de sempre, foi resistindo a tudo, até à perda daquilo que mais sagrado existia para ele:

Os valores e a família.

Tudo isto não é pessimismo, é ir ao fundo do poço e sem essa viagem, as coisas não se alteravam. Foi o povo mais desprotegido, que se habituou a resistir e a desconfiar de um Estado professoral e intrometido.

De facto e como se pode ver o mundo subsistiu. Felizmente, também subsistiram aqueles que pagaram o esbanjamento dos políticos incompetentes. A sua incompetência e os custos materiais e morais da corrupção! É este o povo autêntico. É este povo anónimo que os políticos deviam ter sabido saber ouvir, entender e respeitar. A razão e a verdade estão com ele. Mas foi sobre ele, que o travão da despesa pública, arrasou o poder de compra das famílias! E a derrapagem das contas públicas lá foi, de despiste em despiste, até ao desastre que o mundo sofreu. Os exemplos da possibilidade de entrega das decisões à “Sociedade Civil” podiam-se desdobrar até à exaustão. Com o seu aumento viria a confiança dessa “Sociedade Civil”. Mas o poder autocrático, disfarçado de democrata, sempre se recusou a vê-los.

Se tivesse visto, e mudado o rumo das coisas, viria a auto-estima das populações, e com ela, viria também um enorme capital social. Viria a inovação. Até viria a produtividade necessária à economia. Os valores desaparecidos no gigantismo das instituições públicas e de um Estado irrealista e esbanjador, ressurgiriam indubitavelmente também, tanto a nível dos serviços prestados, como no desempenho de cada cidadão servidor da comunidade. Estaríamos, como viemos a estar, de regresso aos verdadeiros valores e ao mérito reconhecido, com a possibilidade constante do seu aproveitamento a favor do crescimento económico e do bem-estar das populações.



publicado por luzdequeijas às 19:30
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UM LARGO CAMINHO A PERCORRER

ECONOMIA SOCIAL

 

“Relevante é também dar uma ideia da importância da economia social no conjunto das empresas europeias apesar da ausência de dados estatísticos precisos. Com efeito, a economia social representa cerca de 10% do total das empresas europeias, ou seja, 2 milhões de empresas, na sua maioria pequenas ou microempresas, empregando mais de 11 milhões de pessoas, o que equivale a 6,7% da população activa da EU (emprego directo). Além disso, associam uma parte muito significativa da sociedade civil, já que se calcula que mais de 25% dos cidadãos da UE têm a ver com este sector na qualidade de produtores, aforradores, inquilinos, segurados, estudantes, trabalhadores voluntários, etc.”

 

www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//...

 

Vila Nova de Gaia, 05 maio (Lusa) - Os investimentos que estão a ser feitos na área social vão gerar cinco mil novos postos de trabalho até ao final de 2013, estimou hoje o secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa. "O conjunto de investimentos que estão a ser feitos na área social gerarão mais de cinco mil postos de trabalho e chegarão a mais de 50 mil pessoas", disse o governante, acrescentando que "muitos desses investimentos já se estão a concretizar e muitos concretizar-se-ão até ao final do próximo ano”. Falando em Pedroso, Gaia, onde presidiu à inauguração da creche do Centro Social e Paroquial de S. Pedro, Marco António Costa sublinhou o "duplo papel" do setor social, por um lado, no apoio aos cidadãos e, por outro, na criação de emprego."Em muitos pontos do país, a rede social e solidária é a maior empregadora dos municípios e é um dos fatores mais importantes da dinamização das economias locais", destacou.O secretário de estado assinalou também que estes projetos "não se deslocalizam com a globalização, não abandonam as populações".Marco António Costa citou um estudo da Fundação Millennium BCP e da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade, segundo o qual o setor social movimenta anualmente mais de cinco mil milhões de euros, dos quais só 1,2 mil milhões correspondem a comparticipações estatais.Também presente na inauguração do equipamento social, o bispo do Porto, Manuel Clemente, defendeu uma mobilização de todos, poderes instituídos e sociedade, no sentido de se gerarem mais empregos em Portugal. Neste aspeto, assinalou, "há uma sociedade a reconstruir".

JGJ.

Lusa/fim

 



publicado por luzdequeijas às 13:59
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Domingo, 6 de Maio de 2012
ESTATUAS DA ILHA DE PASCOA
 
 

Resolvido o mistério das estátuas da ilha da Páscoa

DN CIÊNCIA 


 
Resolvido o mistério das estátuas da ilha da Páscoa

O significado dos chapéus encarnados permaneceu desconhecido durante anos. Dois investigadores britânicos avançam com as respostas.

O significado das estátuas da ilha da Páscoa, no oceano Pacífico, com os seus chapéus encarnados, tem sido um desafio para exploradores, antropólogos e arqueólogos ao longo dos anos. Contudo, uma equipa de investigadores britânicos acredita ter descoberto a chave do enigma.

Colin Richards, da Universidade de Manchester, e Sue Hamilton, da Universidade College London, descobriram na ilha uma estrada que serviria para transportar as rochas encarnadas vulcânicas desde a sua origem até um local, nunca antes estudado, onde a rocha era trabalhada, conta o The International Independent. Aí, encontraram um machado, que terá sido deixado como forma de oferenda, o que para os investigadores, explica o carácter sagrado das estátuas.

Os chapéus das cabeças monolíticas eram um símbolo de prestígio. Na realidade, tratam-se de nós no topo da cabeça usados pela elite dos chefes nativos que se envolviam em lutas de poder. A construção das estátuas reflectia essa competição social, que se reflectia na construção de estátuas cada vez mais altas. Os investigadores julgam que os primeiros chapéus terão sido construídos no ano de 1200 ou 1300, altura em que terá havido um aumento do tamanho das estátuas na ilha da Páscoa.

 



publicado por luzdequeijas às 18:02
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SEM HONRA NEM PROVEITO

CHEGA A SER CÁUSTICO ouvir diariamente figuras gradas do partido socialista, que vivem pendurados da política uma vida inteira e nada percebem daquilo que é um PAÍS e como ele existe dependente da sua economia e da "sociedade civil". Tudo o resto que é muito, ensino, saúde, transportes etc. só podem ser uma consequência dessa mesma economia e da forma como ela for competitiva e produtiva! Mas isto não tem muito a ver com crescimento abstracto! Esse, conduz a uma maior necessidade de consumir energia (gás, petróleo) e matérias primas, que custam fortunas e o país foi deixado de rastos! A saída tem de passar por um crescimento lento e uma economia sustentável ou então por uma política de baixos salário! A pesada herança fascista foi esbanjada sem honra nem proveito e por quem?

 

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
NOVOS TEMPOS NOVOS CONCEITOS
Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
Europa tem de ajudar a crescer os países endividados

 

"O saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável se não for acompanhado de recuperação económica e de criação de emprego". Esse empurrão tem de vir de Bruxelas, com fundos, e do BCE, com juros mais baixos.

“O combate à crise financeira tem de incluir, obrigatoriamente, uma agenda voltada para a promoção do crescimento económico e de criação de emprego”, porque sem ela “o saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável”.

O aviso foi esta tarde deixado por Cavaco Silva em Florença, num longo discurso proferido no Instituto Universitário Europeu.

“Cabe à União Europeia um papel central na promoção desse objectivo”, frisou o Presidente da República.

 

 

Nota: Salvo opinião mais credível, actualmente, a palavra crescimento parece ser a panaceia para todos os males. Como simples mortal pensante, não posso dispensar a minha própria opinião, salvo em presença de provas iniludíveis de realizações concretas, no campo económico, no nosso país. Em boa verdade isso não tem acontecido em Portugal nos últimos 15 a 25 anos. Houve quem promovesse o "consumo desenfreado" na procura do "crescimento". Tal não resultou e só conseguimos com isso aumentar o défice das contas públicas e da nosa dívida externa! A partir daí, passámos a correr atrás do défice e ele a fugir de nós! Nunca corrigimos o dito "défice", nem nunca promovemos a nossa produção interna! A dívida externa foi disparando!

As coisas mais insignificantes à venda vinham do estrangeiro, eram importadas! A situação foi-se agravando e a nossa economia cada vez foi produzindo menos bens transaccionáveis e mais "obras públicas" (país da Europa com mais auto-estradas por Km2). O anterior governo atingiu o cúmulo nesta matéria com as absurdas "parcerias público privadas"!

 

A nível internacional assistimos ao despontar dos países emergentes, baseados em longas jornadas de trabalho diário e mão de obra barata. Como se isso não chegasse, o mundo concedeu à China condições ímpares de actuação no mercado mundial.Fronteiras abertas, concorrência desleal para com o comércio nacional e venda única de produtos "made in China", com retorno dos proventos à sua origem, sem valor acrescentado para os países hospitaleiros! Nem em mão de obra, sequer!

É aqui que cabe perguntar, porque não se aprofunda a União Europeia no sentido de dispensar idêntico tratamento aos países em grandes dificuldades? Portugal e Grécia! Sabe-se que a falência destes pode arrastar a falência da própria União Europeia e o fim do sonho Europa Unida!

O reequilíbrio da UE e dos países em dificuldades, passa por importar menos e exportar mais e tombem por as suas populações sentirem na própria pele os erros daqueles que elegem. Passa por importar menos e consumir mais produtos nacionais! Nunca passará por soluções unicamente financeiras!

Ainda assim, temos estado a falar dentro de uma visão meramente de "curto prazo". Pois, pensando em médio / longo prazo as soluções terão forçosamente de ser outras. Não esquecer que o crescimento arrasta em si mais consumo de bens em risco de exaustão (petróleo, água, metais, etc.) e seria muito melhor apontar "baterias" para termos que viver com crescimento e défice tipo "zero". E começarmos a pensar em ajustar comportamentos sociais para uma nova economia sustentável. Também para novos conceitos de emprego mais moldáveis a estas novas realidades que em breve surgirão no domínio do trabalho.



publicado por luzdequeijas às 12:30


publicado por luzdequeijas às 12:17
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Sábado, 5 de Maio de 2012
O FIM DA GRANDE ILUSÃO
 
Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
 
O Dever da Verdade: o Fim da Grande Ilusão?

O último livro de Henrique Medina Carreira e Ricardo Costa, O Dever da Verdade – Que país somos, em que Estado estamos e para onde caminhamos?, da editora Dom Quixote.

Henrique Medina Carreira é um conhecido especialista em assuntos fiscais e analista da economia portuguesa, em particular nas matérias referentes às contas públicas. Durante a sua já longa vida pública tem ocupado diversos cargos de destaque, tendo ocupado entre outros o lugar de Ministro das Finanças e subsecretário de Estado do Orçamento.
Para além da intervenção política directa, Henrique Medina Carreira foi Professor do ensino superior e tem várias publicações, incluindo o capítulo “O Estado e a Segurança Social” no importante estudo dirigido por António Barreto “A situação social em Portugal”, publicado nos finais da década de 90. Foi também autor de um Livro Branco sobre a Segurança Social, elaborado a pedido do Engenheiro António Guterres, mas cujas conclusões e medidas aí identificadas nunca viram a luz do dia.
O Professor Medina Carreira é também conhecido em alguns meios pelo nome de Cassandra, a personagem da tragédia grega. Cassandra, filha do rei de Tróia e profetiza, recusou-se a dormir com o Deus Apolo e, por isso, foi amaldiçoada. A maldição fez com que ninguém acreditasse mais nas palavras de Cassandra e o anúncio de desgraças e catástrofes passou a ser entendido como um sinal de demência. O resultado de deixarem de acreditar nas profecias de Cassandra foi a queda de Tróia. Acho que quem chamou Cassandra ao Professor Medina Carreira se esqueceu desta parte desta história e só se lembrou do capítulo do anúncio das desgraças.

Duas boas razões para ler o novo livro de Medina Carreira e Ricardo Costa. Em primeiro lugar, qualquer pessoa que conheça a realidade da economia e sociedade portuguesas é obrigado a concordar com a maioria das análises apresentadas neste livro de Medina Carreira. As suas análises têm sido catalogadas de pessimistas. Eu prefiro chamar-lhe lúcidas. No entanto, os políticos portugueses e uma parte significativa da sociedade portuguesa continuam, apesar de tudo e pelo menos na aparência, a manter um optimismo e uma confiança como se estes pudessem estar desligados da realidade.
Em segundo lugar, vale a pena ler o livro O Dever da Verdade pela coragem da análise. Nunca é fácil ir contra a corrente. Mas em Portugal, um país que lida muito mal com a crítica, que não gosta de discutir, é ainda mais difícil e, por isso, é preciso ter ainda mais coragem para ser impopular. No entanto, é preciso dizê-lo, o livro é um sucesso de vendas.

Quais são então as desgraças que o Professor Medina Carreira anuncia à República de Portugal?
Em primeiro lugar, a da insustentabilidade das contas públicas portuguesas. O peso crescente das despesas sociais no Orçamento de Estado não é sustentável numa economia estagnada. A análise da sustentabilidade das contas públicas é feita a partir de uma análise dos dados. A conclusão dessa análise é que os portugueses, como muitos outros europeus, serão obrigados a rever as suas expectativas em relação às prestações, salários, reformas ou outras, que irão receber do Estado.
Em segundo lugar, que a Europa é um espaço económico que tem apresentado algumas dificuldades de ajustamento face às novas exigências impostas pelo acelerado processo de globalização. A concorrência internacional e as dificuldades que daí têm resultado, têm exposto as debilidades da economia europeia, em geral, e com particular acuidade as fragilidades da economia portuguesa. O sistema de ensino, da justiça e a organização política não têm dotado Portugal dos instrumentos necessários para competir no novo contexto internacional, daí resultando a estagnação económica em que vivemos desde 2000.
Em terceiro lugar, no actual contexto, o Estado perdeu os seus principais instrumentos de política económica. Aqui Medina Carreira, embora chame a atenção para a necessidade de encontrar formas alternativas de ‘dar a volta’, parece revelar alguma nostalgia em relação ao Estado Providência.

O meu principal ponto de discordância em relação à análise de Medina Carreira talvez seja apenas em relação ao papel da sociedade civil. Primeiro, acho que não está inocente nisto tudo (ver página 120). Segundo, acho que é ela que vai dar a volta. As gerações como a minha que cresceram com o país a progredir não vão aceitar a revisão em baixa das suas expectativas. É fundamental, no entanto, para atingir esse objectivo dizer aos portugueses, como Medina carreira faz neste livro, que pelo caminho que temos seguido não vamos lá.
O cumprimento das expectativas de mais progresso para Portugal só serão possíveis com mais trabalho e ambição dos portugueses.


publicado por luzdequeijas às 15:15
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NOVAS E VELHAS OPORTUNIDADES


publicado por luzdequeijas às 14:49
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
UM GRITO POR PORTUGAL

PORTUGAL é muito maior que este quadro, de muito longe! Se dermos as mãos e ajudarmos todos aqueles que estão a soerguer o noso país, enfrentando enormes dificuldades, cumpriremos um dever!

O Grito (pintura)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

O Grito
 
O Grito.jpg
Artista Edvard Munch
Ano 1893
Tipo Óleo sobre tela, Têmpera e Pastel sobre cartão
Localização Galeria Nacional, Oslo

O Grito (no original Skrik) é uma pintura do norueguês Edvard Munch, datada de 1893. A obra representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial. O pano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo) ao pôr-do-Sol. O Grito é considerado como uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural, a par da Mona Lisa de Leonardo da Vinci. Em 2012 tornou-se a pintura mais cara da história a ser vendida num leilão.[1]

 



publicado por luzdequeijas às 13:53
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
E OS BENS TRANSACIONÁVEIS?

UMA ECONOMIA DE RASTOS ......

Balanço da UE sobre os vinte anos de Portugal .

 

Segundo nos divulga a União Europeia, Portugal alterou substancialmente a sua forma de estar no mundo após o seu ingresso no referido bloco.

O Eurostat, Direcção-Geral de Desenvolvimento Regional DA UNIÃO EUROPEIA, APRESENTA-NOS OS SEGUINTES DADOS:

No total, Portugal recebeu da União Europeia, nos últimos 20 anos, 42.020 milhões de euros de Fundos Estruturais e 6.302 milhões de euros do Fundo de Coesão. Entre 2000 e 2006, 16,5% dos fundos comunitários são canalizados para a “Economia”, 12,6% para o “Emprego, Formação e Desenvolvimento Social”, 12,4% para os “Transportes” e 9,7% para a “Agricultura”.

O investimento em acessibilidades foi muito significativo. Em 1986 havia 196 quilómetros de auto-estradas; hoje há 2.091 quilómetros, que representam 16,5 % do total das infra-estruturas rodoviárias do país.

No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB) a diferença de Portugal relativamente à média da União Europeia diminuiu: o PIB per capita (em Padrão de Poder de Compra) passou dos 54,2% em 1986 para os 68% em 2003 (UE a 15, sem os dez novos Estados Membros). Este último valor representaria, em 2003, 74% da média da UE a 25.

Há 20 anos, a agricultura, a silvicultura e a pesca representavam 9,4% da economia portuguesa (Valor Acrescentado Bruto). Hoje esse valor é de 3,9%. A indústria transformadora representava 25%; hoje está nos 18,2%. Num registo inverso, o peso dos serviços subiu: de 52,5% passaram para 66,9 pontos percentuais.

A taxa de inflação sofreu uma clara descida; dos 11,7% passou para os 2,2%.

As taxas de juro também mudaram radicalmente nos últimos 20 anos. Em 1986, Portugal registava uma taxa na ordem dos 15,8%. Em 2005 esse número desceu até aos 3,4%.

A União Europeia reforçou o seu peso enquanto parceiro comercial privilegiado de Portugal. A taxa de exportações para os países da União Europeia subiu dos 57% para os 80% e a das importações passou dos 44, 9% para os 77%.

Há 17 anos, as despesas dos agregados familiares com produtos alimentares, bebidas e tabaco representavam 34,3% do total dos gastos. Em 2000 (data dos últimos dados disponíveis) esse número desceu para os 21,5%. No caso dos transportes subiu de 15,7% para os 18,3%, o mesmo se passando com as despesas relativas a habitação, água e electricidade que aumentaram dos 13,6% para os 19,8%. As despesas com tempos livres e cultura também subiram: dos 5,1% em 1986 chegaram aos 6,6% em 2003.

O número de telefones fixos por 100 habitantes subiu de 15 para 42. No caso dos telemóveis, a taxa de penetração situa-se hoje nos 92,8%, sendo claramente uma das mais altas de toda a União Europeia.

Desde que aderimos à União Europeia, a esperança de vida passou dos 70,3 anos para os 74,5 anos nos homens, e de 77,1 para os 81 anos, nas mulheres.

A taxa de mortalidade infantil, desceu dos 15,8 para os 5,1 por cada mil crianças.

 Hoje há 3,3 médicos por mil habitantes. Há 20 anos esse número era de 2,3.

A percentagem da despesa do PIB em Investigação e Desenvolvimento passou de 26,4% da média europeia para os 40,2%. Em 1986 a despesa representava 0,41 % do PIB. Em 2003 esse número subia para os 0,78%. A meta da Agenda de Lisboa para a União Europeia situa-se nos 3%.

A taxa de escolarização do ensino secundário subiu, nos últimos 16 anos, dos 17,8% para os 62,5%.
No ensino superior, o número de estudantes portugueses em programas Erasmus passou de 25 alunos, em 1986, para os 3.782 alunos em 2004. Até 2004 participaram neste programa 28.139 estudantes.

Há quinze anos a taxa de tratamento de águas residuais era de 34%, hoje é de 82%. Também a percentagem da população servida por Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’S) aumentou; entre 1997 e 2003 passou de 36% para 56%.

A recolha selectiva de vidro aumentou grandemente nos últimos 15 anos; passou de 12.722 toneladas para as 90.946 toneladas. No caso do cartão a subida foi das 1.415 para as 75.692 toneladas e, no campo das embalagens, o diferencial passou das 484 toneladas para as 6.911 toneladas.

O número de pessoas a fazerem turismo em Portugal (portugueses e estrangeiros) era, há 20 anos, de 5.624.370. Em 2004 esse número atingiu os 10.961.968.

Há 20 anos o saldo migratório do nosso país era claramente negativo, saíram mais 26.949 indivíduos do que aqueles que entraram. Hoje, a diferença entre os que deixam Portugal e os que escolhem o nosso país para residir já é positiva: 47.229 pessoas.

A taxa de acidentes de trabalho por cem mil trabalhadores desceu de 5,9 em 1994 para os 4,0 em 2002. Em 1990 registaram-se 305.512 acidentes, em 2001 esse número chegou aos 244.936.

A Economia Portuguesa-2004*: 

Serviços: 69% do PIB (produto interno bruto)

Construção e obras públicas: 7% do PIB 

Agricultura, silvicultura e pescas: 2,9 % do PIB

Electricidade, gás e água: 2,9% do PIB

Indústria: 17,3% do PIB. A fileira têxtil, vestuário e calçado, assente na mão-de-obra intensiva, não tem parado de diminuir a sua importância na formação do PIB. 

*Fonte: Banco de Portugal

Economia paralela: 20 a 25 % do PIB.

A economia portuguesa desde 2000 está praticamente estagnada, mas no país alguns sectores estão visivelmente melhores, nem sempre pelas melhores razões:

. Habitação. Cerca de 70% da população vive em casa própria. 1/3 das famílias tem uma segunda habitação na praia ou no campo. A renovação do parque habitacional é uma realidade na maioria das regiões do país. A oferta de casas excede largamente as necessidades. Enormes oportunidades de negócio abrem-se agora na área da conservação e restauro, assim como na requalificação urbana. 

. Automóveis. Durante muito tempo foi um indicador de desenvolvimento, hoje nem tanto. Constata-se todavia que o número de automóveis por habitante em Portugal é superior ao de muitos países da UE, como a Dinamarca.

. Portos, aeroportos e vias de comunicação. Portugal é hoje um dos países da UE com a maior densidade de auto-estradas, e dentro em breve todas as capitais de distrito estarão ligadas por uma moderna  rede de comunicações. As estruturas portuários são magnificas, embora sofram de um problema comum: uma gestão deficiente.

. Distribuição de produtos. O comércio tradicional está a desaparecer, mas o número de centros comerciais, hipermercados, redes de lojas de distribuição colocam Portugal acima da média da UE. Em termos de logística comercial o salto qualitativo foi enorme. Algumas empresas portuguesas somam êxitos nesta área em muitos países.

. Bancos. O país está em crise, as famílias estão endividadas, mas os lucros dos bancos não param de crescer (50% em 2004). O sector financeiro está ao nível do melhor em termos internacionais.

. Turismo. A oferta turística de Portugal diversificou-se e subiu muito em qualidade. Uma percentagem significativa da população não prescinde hoje de fazer férias no estrangeiro.

. Telecomunicações. Portugal tem neste domínio excelentes indicadores, na rede fixa, banda larga, telemóveis, serviços electrónicos, etc., etc.

. Novos produtos industriais. industria do papel, moldes de plástico, automóveis, software, aviões ligeiros, etc..

. Produtos tradicionais. Vinhos, café, cortiça, etc.

Estas profundas mudanças económicas atingiram de forma particularmente violenta, a população activa com baixos níveis de escolaridade, a qual passou a concorrer no mercado de trabalho com imigrantes de todo o mundo. A educação passou a ser de facto um capital socialmente valorizado pelas famílias.

Bloqueios

. Administração Pública. Os serviços públicos (centrais ou locais) não foram capazes de acompanhar as mudanças que ocorreram no país. Herdeiros de uma tradição colonial, continuaram distantes da população e das suas necessidades. Na saúde, educação ou gestão local, por exemplo, presta um serviço medíocre face aos enormes recursos que consome. Toda a Administração Pública portuguesa está repleta de dirigentes, serviços e procedimentos inúteis ou perto disso.  

.20 % em risco. 1/5 da população portuguesa apresenta graves problemas de inserção social ou dificuldades em acompanhar as mudanças em curso. As causas são múltiplas: baixa escolaridade, idade avançada, isolamento, dificuldades de integração social de minorias étnicas (ciganos, africanos), etc.





publicado por luzdequeijas às 23:00
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COMPASSO PASCAL

Compasso (Páscoa)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O compasso na rua da Boavista, em Braga

 

 

O Compasso Pascal é uma tradição cristã que consiste na visita casa a casa de uma paróquia (daqueles que a queiram receber) do Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa para celebrar a sua Ressurreição.

Um pequeno grupo de paroquianos, com ou sem o seu pároco, liderados por um crucifixo que representa a presença de Jesus vivo, percorre várias casas de outros paroquianos que manifestem a sua vontade de receber a visita de Jesus Ressuscitado no dia de Páscoa. Em cada uma das casas, após uma bênção inicial, os habitantes da casa visitada beijam a cruz de Cristo como demonstração de adoração.

A esta tradição associaram-se diferentes formas de receber essa visita. Ela é vista como uma forma de confraternização dos membros da comunidade paroquial com a oferta de alimentos da quadra ou apenas uns minutos de repouso para o grupo itinerante. É também comum ser aproveitada para oferta de donativos pecuniários à paróquia (para pagamento de eventuais direitos paroquiais).

 



publicado por luzdequeijas às 17:35
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OBELISCO

Latrão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Fachada barroca da Basílica de São João de Latrão, completada por Alessandro Galilei em 1735.
 

Latrão (italiano: Laterno ou Laterano), designa um local, situado no centro da cidade de Roma e todo um magistral complexo arquitetônico: como o Palácio Laterano, o Obelisco Laterano, o Batisterium e a Basílica de São João de Latrão.

A Santa Sé tem soberania sobre o local, apesar de situado fora dos muros do Estado da Cidade do Vaticano, em decorrência do Tratado e da Concordata de Latrão (ou Lateranense) de 11 de Fevereiro de 1929, assinado com a República Italiana, com o aditamento de 18 de Fevereiro de 1984.

Durante o Império Romano, no local havia uma propriedade da família dos Lateranos (latim: Laterani), que ali construiu um palácio, derivando daí o nome atual. Os Laterani serviram como administradores para diversos imperadores; Sexto Laterano foi o primeiro plebeu a ser designado cônsul. Um dos Lateranos, também designado cônsul, Pláucio Laterano, ficou famoso por ter sido acusado por Nero de conspiração contra o Imperador: acusação que resultou em confisco e distribuição de suas propriedades por volta do ano 60. Juvenal menciona o palácio, e fala que era dotado de alguma magnificência, regiae aedes Lateranorum.

O chamado Obelisco Lateranense, da época dos faraós Tutmósis III e Tutmósis IV (Século XV a.C.).

Algum resquício das construções originais ainda resiste nos muros da cidade exteriormente à Porta de São João e um largo corredor, decorado com pinturas, foram descobertos no século XVIII junto à Basílica, atrás da Capela Lancellotti. Outros traços, menos significantes, apareceram durante escavações feitas em 1880, quando obras de ampliação estavam em andamento.

No ano de 161 o Marco Aurélio construiu ali um palácio. Em 226, Septímio Severo devolveu uma parte das propriedades dos Laterani. Não se sabe se incluiu o palácio. Sabe-se que o Palácio Laterano encontrava-se em posse do Imperador Constantino, O Grande enquanto casado com sua segunda esposa, Fausta, irmã de Maxêncio. Ficou conhecido na época como Domus Faustae, "Casa de Fausta", e, posteriormente foi doado por Constantino ao Bispo de Roma.



publicado por luzdequeijas às 11:50
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Terça-feira, 10 de Abril de 2012
IDOSOS

 

Idosos: Combate à solidão contribui para prevenir suicídio - secretário de Estado da Segurança Social Porto, 10 abr (Lusa) - O Secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, afirmou hoje que qualquer iniciativa que "quebre a solidão" e o isolamento das pessoas "contribuirá para quebrar" o fenómeno do suicídio.

Marco António Costa, que falava aos jornalistas depois de presidir à cerimónia de entrega de equipamentos de teleassistência a oito freguesias do Porto, no âmbito do projeto "Chaves de Afetos", da Santa Casa da Misericórdia do Porto, salientou a importância de iniciativas como esta.

O apoio domiciliário é o "mecanismo que consideramos mais eficaz para combater o isolamento e a solidão", disse.

Sem querer comentar as declarações à Lusa do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, que afirmou que "o suicídio de idosos se prende com circunstâncias que têm a ver com o abandono social e com condições de vida mais difíceis de sobrevivência", Marco António Costa salientou o Governo ter libertado "as amarras que estavam a condicionar o espaço de autogestão das instituições" que promovem apoio domiciliário.

"Tudo o que quebre a solidão, que aumente as ligações afetivas das pessoas, que promova a autoestima e que faça sentir a cada uma dessas pessoas que é respeitada e importante, contribuirá para quebrar esse fenómeno", disse.

Para Marco António, este programa da SCMP é "precursor", sendo certo que "o Estado não pode ter a ilusão de que será capaz de resolver os problemas das pessoas à distância".

"São as câmaras e as instituições sociais que podem marcar essa diferença", frisou.

No âmbito do protocolo assinado hoje entre a SCMP e as oito freguesias do Porto (Massarelos, Bonfim, Miragaia, S. Nicolau, Santo Ildefonso, Sé, Foz do Douro e Ramalde) mais 16 pessoas vão passar a dispor de teleassistência.

Segundo o provedor da SCMP, António Tavares, o projeto, destinado a apoiar população idosa com mais de 65 anos em situação de solidão abrange já 60 pessoas e o objetivo é conseguir amparar uma centena.

"Estamos convictos que esta é também uma forma de inclusão social", disse o provedor, para quem este projeto "dá a chave para se entrar em casa das pessoas, levando afetos".

Segundo António Tavares, a SCMP "já está a cumprir a sus missão" se conseguir evitar que os idosos fiquem sozinhos, abandonados e tristes.

 

JAP.

Lusa/Fim



publicado por luzdequeijas às 18:11
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2012
O FIM DA GRANDE ILUSÃO
Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
 
O Dever da Verdade: o Fim da Grande Ilusão?

O último livro de Henrique Medina Carreira e Ricardo Costa, O Dever da Verdade – Que país somos, em que Estado estamos e para onde caminhamos?, da editora Dom Quixote.

Henrique Medina Carreira é um conhecido especialista em assuntos fiscais e analista da economia portuguesa, em particular nas matérias referentes às contas públicas. Durante a sua já longa vida pública tem ocupado diversos cargos de destaque, tendo ocupado entre outros o lugar de Ministro das Finanças e subsecretário de Estado do Orçamento.
Para além da intervenção política directa, Henrique Medina Carreira foi Professor do ensino superior e tem várias publicações, incluindo o capítulo “O Estado e a Segurança Social” no importante estudo dirigido por António Barreto “A situação social em Portugal”, publicado nos finais da década de 90. Foi também autor de um Livro Branco sobre a Segurança Social, elaborado a pedido do Engenheiro António Guterres, mas cujas conclusões e medidas aí identificadas nunca viram a luz do dia.
O Professor Medina Carreira é também conhecido em alguns meios pelo nome de Cassandra, a personagem da tragédia grega. Cassandra, filha do rei de Tróia e profetiza, recusou-se a dormir com o Deus Apolo e, por isso, foi amaldiçoada. A maldição fez com que ninguém acreditasse mais nas palavras de Cassandra e o anúncio de desgraças e catástrofes passou a ser entendido como um sinal de demência. O resultado de deixarem de acreditar nas profecias de Cassandra foi a queda de Tróia. Acho que quem chamou Cassandra ao Professor Medina Carreira se esqueceu desta parte desta história e só se lembrou do capítulo do anúncio das desgraças.

Duas boas razões para ler o novo livro de Medina Carreira e Ricardo Costa. Em primeiro lugar, qualquer pessoa que conheça a realidade da economia e sociedade portuguesas é obrigado a concordar com a maioria das análises apresentadas neste livro de Medina Carreira. As suas análises têm sido catalogadas de pessimistas. Eu prefiro chamar-lhe lúcidas. No entanto, os políticos portugueses e uma parte significativa da sociedade portuguesa continuam, apesar de tudo e pelo menos na aparência, a manter um optimismo e uma confiança como se estes pudessem estar desligados da realidade.
Em segundo lugar, vale a pena ler o livro O Dever da Verdade pela coragem da análise. Nunca é fácil ir contra a corrente. Mas em Portugal, um país que lida muito mal com a crítica, que não gosta de discutir, é ainda mais difícil e, por isso, é preciso ter ainda mais coragem para ser impopular. No entanto, é preciso dizê-lo, o livro é um sucesso de vendas.

Quais são então as desgraças que o Professor Medina Carreira anuncia à República de Portugal?
Em primeiro lugar, a da insustentabilidade das contas públicas portuguesas. O peso crescente das despesas sociais no Orçamento de Estado não é sustentável numa economia estagnada. A análise da sustentabilidade das contas públicas é feita a partir de uma análise dos dados. A conclusão dessa análise é que os portugueses, como muitos outros europeus, serão obrigados a rever as suas expectativas em relação às prestações, salários, reformas ou outras, que irão receber do Estado.
Em segundo lugar, que a Europa é um espaço económico que tem apresentado algumas dificuldades de ajustamento face às novas exigências impostas pelo acelerado processo de globalização. A concorrência internacional e as dificuldades que daí têm resultado, têm exposto as debilidades da economia europeia, em geral, e com particular acuidade as fragilidades da economia portuguesa. O sistema de ensino, da justiça e a organização política não têm dotado Portugal dos instrumentos necessários para competir no novo contexto internacional, daí resultando a estagnação económica em que vivemos desde 2000.
Em terceiro lugar, no actual contexto, o Estado perdeu os seus principais instrumentos de política económica. Aqui Medina Carreira, embora chame a atenção para a necessidade de encontrar formas alternativas de ‘dar a volta’, parece revelar alguma nostalgia em relação ao Estado Providência.

O meu principal ponto de discordância em relação à análise de Medina Carreira talvez seja apenas em relação ao papel da sociedade civil. Primeiro, acho que não está inocente nisto tudo (ver página 120). Segundo, acho que é ela que vai dar a volta. As gerações como a minha que cresceram com o país a progredir não vão aceitar a revisão em baixa das suas expectativas. É fundamental, no entanto, para atingir esse objectivo dizer aos portugueses, como Medina carreira faz neste livro, que pelo caminho que temos seguido não vamos lá.
O cumprimento das expectativas de mais progresso para Portugal só serão possíveis com mais trabalho e ambição dos portugueses.


publicado por luzdequeijas às 18:42
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NOVOS TEMPOS NOVOS CONCEITOS
Europa tem de ajudar a crescer os países endividados

 

"O saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável se não for acompanhado de recuperação económica e de criação de emprego". Esse empurrão tem de vir de Bruxelas, com fundos, e do BCE, com juros mais baixos.

“O combate à crise financeira tem de incluir, obrigatoriamente, uma agenda voltada para a promoção do crescimento económico e de criação de emprego”, porque sem ela “o saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável”.

O aviso foi esta tarde deixado por Cavaco Silva em Florença, num longo discurso proferido no Instituto Universitário Europeu.

“Cabe à União Europeia um papel central na promoção desse objectivo”, frisou o Presidente da República.

 

 

Nota: Salvo opinião mais credível, actualmente, a palavra crescimento parece ser a panaceia para todos os males. Como simples mortal pensante, não posso dispensar a minha própria opinião, salvo em presença de provas iniludíveis de realizações concretas, no campo económico, no nosso país. Em boa verdade isso não tem acontecido em Portugal nos últimos 15 a 25 anos. Houve quem promovesse o "consumo desenfreado" na procura do "crescimento". Tal não resultou e só conseguimos com isso aumentar o défice das contas públicas e da nosa dívida externa! A partir daí, passámos a correr atrás do défice e ele a fugir de nós! Nunca corrigimos o dito "défice", nem nunca promovemos a nossa produção interna! A dívida externa foi disparando!

As coisas mais insignificantes à venda vinham do estrangeiro, eram importadas! A situação foi-se agravando e a nossa economia cada vez foi produzindo menos bens transaccionáveis e mais "obras públicas" (país da Europa com mais auto-estradas por Km2). O anterior governo atingiu o cúmulo nesta matéria com as absurdas "parcerias público privadas"!

 

A nível internacional assistimos ao despontar dos países emergentes, baseados em longas jornadas de trabalho diário e mão de obra barata. Como se isso não chegasse, o mundo concedeu à China condições ímpares de actuação no mercado mundial.Fronteiras abertas, concorrência desleal para com o comércio nacional e venda única de produtos "made in China", com retorno dos proventos à sua origem, sem valor acrescentado para os países hospitaleiros! Nem em mão de obra, sequer!

É aqui que cabe perguntar, porque não se aprofunda a União Europeia no sentido de dispensar idêntico tratamento aos países em grandes dificuldades? Portugal e Grécia! Sabe-se que a falência destes pode arrastar a falência da própria União Europeia e o fim do sonho Europa Unida!

O reequilíbrio da UE e dos países em dificuldades, passa por importar menos e exportar mais e tombem por as suas populações sentirem na própria pele os erros daqueles que elegem. Passa por importar menos e consumir mais produtos nacionais! Nunca passará por soluções unicamente financeiras!

Ainda assim, temos estado a falar dentro de uma visão meramente de "curto prazo". Pois, pensando em médio / longo prazo as soluções terão forçosamente de ser outras. Não esquecer que o crescimento arrasta em si mais consumo de bens em risco de exauetão (petróleo, água, metais, etc.) e seria muito melhor apontar "baterias" para termos que viver com crescimento e défice tipo "zero". E começarmos a pensar em ajustar comportamentos sociais para uma nova economia sustentável. Também para novos conceitos de emprego mais moldáveis a estas novas realidades que em breve surgirão no domínio do trabalho.





publicado por luzdequeijas às 18:39
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2012
O ENVELHECIMENTO ACTIVO

Ele chegará acompanhado, mas chegará em breve!

É desta grande vontade nascida de uma opinião pública, antecipadamente esclarecida e criada num maior respeito pela imparcialidade e verdade, escrupulosas, que deve nascer e nasce mesmo, um “PODER” indestrutível.

 

O poder da razão, da verdade e do serviço à sociedade.

 

De mãos dadas com este Poder, terão de andar códigos de honra aceites por toda a gente, tais como, total transparência e entrega.A “FAMÍLIA” deverá estar sempre consagrada como a instituição mais sagrada da sociedade. Qualquer “sociedade civil” não pode prescindir de um Conselho Nacional da Família”, eleito de forma inquestionável. Assim, todas as famílias participarão de forma indirecta, das tomadas de decisão políticas, porque todas essas decisões com carácter genérico, serão submetidas a tal Conselho Nacional.

 

Seguem-se-lhe os “IDOSOS” e as “CRIANÇAS”.

 

A sociedade obriga-se a acompanhar os idosos (mais de 65 anos), até ao fim da sua vida, garantindo-lhe toda a dignidade. Ninguém é obrigado a reformar-se, salvo se disso fizer petição. Se o não fizer, poderá optar por várias prestações de serviço público local, à sua escolha. Ao seu dispor, haverá um elenco de tarefas de reputado interesse social. Estar ocupado faz parte da sua dignidade de vida. Também o Conselho Nacional de Idosos se pronunciará sobre todas as decisões genéricas tomadas politicamente neste domínio.O banco do jardim como objetivo diário, não favorece um envelhecimento condigno e humano.

 

 

Às crianças será garantida, toda a protecção e cuidados educativos. Os legítimos interesses das crianças, serão defendidos por um “Conselho Nacional de Pais”, que devem dar pareceres sobre as tomadas de decisões genéricas e políticas que forem tomadas no país.

 

Ninguém será descriminado por pertencer a franjas da sociedade com hábitos intrínsecos, mas fora dos procedimentos comuns. Contudo, quaisquer medidas ditas”fracturantes” têm de ser tomadas sem agressão às maiorias. A constituição garante absoluto respeito por todo o ser “individual”, mas tem de privilegiar o interesse colectivo.

 

 



publicado por luzdequeijas às 18:30
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UM PODER ESTRANHO SURGIRÁ!

Longe vão os tempos em que nas “Mil e Uma Noites”, Harum Al-Rachid (786-809), era louvado no seu espírito de justiça, contando-se como ele disfarçado do seu “visir”, se misturava com o “povo”, para conhecer as suas preocupações e as necessidades da gente miúda. 

Em 2040, uma vontade que chegaria a “Al-Rachid”, foi com certeza a vontade do povo! Desta vez não precisaria de procurá-la, disfarçado nas ruas. Aquele segredo sobre a Montanha Sinjar, já se faz sentir e, desta montanha, sairão todas as concretizações necessárias para fazer o povo mais feliz! Desta vez a “montanha não pariu um rato”, pariu a vontade universal de um mundo em uníssono. Esta montanha lançará no mundo uma nova cultura social.

Dela sairá um estranho Poder! Com ele nunca mais governarão os medóicres.



publicado por luzdequeijas às 18:18
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PORTAL DA SAÚDE

Envelhecimento Activo

O envelhecimento activo é um aspecto central, devendo ser promovido quer a nível individual, quer a nível colectivo.

Individualmente, o envelhecimento activo pode ser entendido como o conjunto de atitudes e acções que podemos ter no sentido de prevenir ou adiar as dificuldades associadas ao envelhecimento. As alterações físicas e intelectuais que ocorrem com o envelhecimento variam de pessoa para pessoa e dependem das características genéticas e hábitos tidos durante a vida. É sempre oportuno salientar a alimentação saudável, a prática adequada de desporto, uma boa hidratação, repouso e exposição moderada ao sol, não esquecendo as consultas de seguimento do médico assistente. O bem-estar psíquico e intelectual (memória, raciocínio, boa disposição) − fundamentais no envelhecimento activo e saudável − também de protegem e promovem com cuidados permanentes: leitura regular, participação activa na discussão dos assuntos do quotidiano, realização de jogos que estimulam raciocínio, manutenção de actividades dentro e fora de casa (passeios, visitas, voluntariado…), participação em tarefas de grupo ou eventos de associativismo, entre outros.

Mas o investimento individual da pessoa idosa (e respectivas famílias), carece obviamente de políticas e infrastruturas comunitárias. O PNSPI prevê o envolvimento dos serviços de saúde mas dá especial ênfase ao estabelecimento de parcerias e o bom aproveitamento dos todos recursos comunitários existentes e concorrentes para os objectivos do programa: autarquias, instituições de acção social, estabelecimentos de ensino, entidades privadas, etc.

Em vários países da Europa (Espanha, Holanda, Reino Unido, Suécia, entre outros) estas orientações têm sido implementadas, com particular relevo de programas de natureza inter-geracional. Também em Portugal é defendida a importância destas iniciativas, sendo que as escolas têm um papel importante a este nível. Há investigadores nacionais que defendem até a necessidade de “educar para a velhice” desde as idades mais precoces. Com efeito, na abordagem da terceira idade, o encontro e convivência das várias gerações através de eventos comemorativos de datas especiais, envolvimento no processo de pesquisa sobre as tradições, costumes, depoimentos de memórias, transmissão de conhecimentos práticos (gastronomia, artesanato, profissões em vias de extinção, saberes agrícolas…). Acima de tudo, há que assumir e transmitir que a pessoa idosa têm uma vida de trabalho, experiência e sabedoria, que não pode ser negligenciado e desperdiçado, em benefício da própria sociedade. Por outro lado, educam-se os mais jovens para os afectos e valores de respeito, dignidade, solidariedade e responsabilidade para com os mais vulneráveis. Um dia, também eles serão pessoas idosas − necessariamente diferentes! − mas sempre iguais no valor de pessoa humana.

1 Autor: Ana Catarina Meireles

 

Artigo elaborado no âmbito da comemoração do Dia Internacional do Idoso (2008)

 

Catarina Meireles © Portal de Saúde Pública, 2008

 



publicado por luzdequeijas às 18:09
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O ENSINO PÚBLICO
photo Hoje

Observatório verifica 1.121 agressões em escolas no ano passado, 140 a professores

O Observatório de Segurança em Meio Escolar (OSME) registou, no passado ano letivo, 1.121 agressões em estabelecimentos de ensino básico e secundário, 140 das quais contra professores, número inferior ao ano anterior, revelou o Ministério

 

Diário Digital



publicado por luzdequeijas às 18:00
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Domingo, 1 de Abril de 2012
A ARTE NA IGREJA DE S. MIGUEL ARCANJO

 

 

 

A Igreja de Queijas, inaugurada no ano de 1986, era um local de culto despido de imagens, onde sobressaía o betão. Passados 14 anos, surgiu a vontade e a necessidade de lhe dar outra vida.   

Depois de ter executado, no ano passado, as telas dos " Mistérios do Rosário de Fátima" e os frescos em murais e no tecto da Igreja de Nossa Senhora do Cabo, em Linda - a - Velha, o pintor Vítor Lages meteu mãos a um trabalho inédito. Na Igreja de Queijas o artista pintou numa parede por detrás do altar, com 16 metros de altura por 12 de comprimento, um painel com seis metros de altura, alusivo à ressurreição, no qual Jesus Cristo aperta numa das mãos, um estandarte representando a vitória da Vida sobre a Morte.

Do painel, mural em técnica de "fresco seco" (tinta à base de água pintada sobre estuque), faz parte um tríptico intitulado " Três-Marias " (a mãe de Jesus,  

Maria Madalena e a mãe do apóstolo Tiago), inspirado no que observou no Santo Sepulcro, em Jerusalém, local onde se deslocou propositadamente para melhor realizar esta obra.  

De resto, toda a obra se insere numa lógica religiosa. Da direita para a esquerda, começamos por encontrar as figuras da Sagrada Família, seguindo-se a representação de Maria com Jesus, o baptismo, a morte e a ressurreição, os louvores, e já do outro lado, o último painel representa a adoração ao próprio corpo de Cristo no sacrário.

As cores não foram escolhidas ao acaso: o azul representa a terra e o alaranjado a parte espiritual. A conjugação das diversas situações foi ordenada de forma a integrar alguns elementos que já existiam, como uma grande cruz do altar, que obrigou o artista à realização de um estudo para a disposição dos elementos visuais. Um vitral que se encontra na extremidade do painel principal, representava também um desafio, devido ao problema dos raios solares, que poderiam afectar a obra. Mas parece ter sido solucionada da melhor forma, através da instalação de uns protectores de fibra que impedem os raios ultra-violeta de penetrarem. De resto, a importância deste vitral é fundamental para o resultado visual do painel principal, pois quando o sol entra, cria uma projecção ultra colorida, quase irreal, onde as cores e os reflexos encantam até o olhar mais despercebido.



publicado por luzdequeijas às 17:43


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O PERIGO DOS TOQUES

O Corneteiro Lopes

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
O Corneteiro Lopes é um curta-metragem brasileira de 2003, dirigido por Lázaro Faria. Este filme, que é o quarto trabalho do diretor baiano, reconta livremente a história lendária de um evento ocorrido pelas guerras da independência ocorridas no Brasil após a declaração de Dom Pedro I.

A Baia encontra-se sitiada pelas tropas portuguesas que vêm pouco a pouco deteriorando as forças de resistência comandadas pelo General Labatut. No meio de uma feroz ofensiva, o comandante ordena ao corneteiro português servindo nas fileiras baianas Luiz Lopes a tocar a "retirada". Por motivações que se tornam ambíguas pela trama, o corneteiro Lopes desobedece e altera o toque para "avançar cavalaria, a degolar". O resultado, premeditado ou não, é a fuga desordenada das tropas portuguesas que pensam terem os baianos conseguido reforços. Deste modo foi vencida a Batalha de Pirajá, decisiva para a independência da Baia



publicado por luzdequeijas às 17:00
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Sábado, 31 de Março de 2012
VERNE E AS SUAS OBRAS

 

Júlio Verne (1828 - 1905)

 

Júlio Verne foi escritor, ensaísta e escreveu também para o teatro, tornou-se famoso por suas obras onde a aventura e as grandes descobertas científicas são o tema de seus enredos, também é considerado um visionário já que muito antes do homem viajar para a lua, ou da invenção do fax ou do submarino nuclear, Verne já colocava ao dispor de seus leitores essas jóias da tecnologia.

Júlio Verne nasceu em 1828 em Nantes cidade pitoresca da França, aos vinte anos com o intuito de estudar direito muda-se para Paris era o ano de 1848. Apaixonado pela literatura e pelo teatro logo começa a escrever peças e incentivado por Alexandre Dumas (Pai) , estreia sua primeira peça em 1950 "Palhas Quebradas" , neste mesmo ano começa a trabalhar no Teatro Lírico de Paris.


Em 1851 demonstra um grande interesse pelas novas descobertas científicas e pela geografia, ciências pelas quais sempre teve fascínio porém agora ele as estuda mais seriamente visando seu propósito maior escrever suas obras. Em 1857 casa-se com Honorine-Anne-Hebe Morel e para manter a casa se emprega na Bolsa de Valores de Paris, mas sem deixar de lado seus escritos.

Em 1862 ele apresenta a editora Hetzel a obra " Cinco Semanas em um Balão" a venda desse livro foi um sucesso primeiro na França e depois no mundo seu editor fecha um contrato com Verne de vinte anos, com os ganhos de suas futuras obras ele pode abandonar seu emprego na Bolsa de Valores e se dedicar inteiramente a literatura.
Júlio Verne é convidado por sua editora a colaborar em uma nova revista chamada: Revista de Educação e Recreação , ele manda seus primeiros escritos para lá.
Em 20 de março de 1864 na estréia da revista seu conto é publicado, assim nascem várias de suas obras mais conhecidas: Viagem ao centro da Terra e As aventuras dos Capitão Hátteras.
A partir de 1865 ele pública, Da Terra a Lua e Ao redor da Lua, estes últimos lançados em capítulos publicados no Journal des Débats. Outras obras se seguiram: A volta ao mundo em oitenta dias, Vinte mil léguas submarinas e a esfinge dos gelos.

Em Vinte mil léguas submarinas aparece o Nautilus , submarino com dispositivo semelhante ao mecânismo termo nuclear utilizado actualmente, conhecemos também um dos seus personagens mais famosos Capitão Nemo. Que sonha em construir uma base submarina para sua nação utópica e organizada, utilizando a energia nuclear para suprir as necessidades de abastecimento desta base.

Em 1880 Júlio Verne muda seu contexto optimista e começa a criticar e mostrar sua descrença no futuro da humanidade e o uso que esta daria aos avanços tecnológicos assim ele escreve Robur o Conquistador, que através de sua máquina voadora chamada de Albatroz traz pânico para os moradores de vários países, uma espécie de caricatura dos países que detinham o poder na época e que estavam prestes a detonar a Guerra Franco-Prussiana e posteriormente a Primeira Guerra Mundial.

Em 1994 seu manuscrito Paris no século XX foi lançado, esta obra tinha sido recusada pela editora Hetzel no fim da década de 1880. Neste livro Verne nos mostra um futuro depressiva, muito diferente de suas obras optimistas anteriores a 1880, nesta obra podemos constatar a fama de visionário de Verne, onde ele narra sobre uma Paris super povoada, contrastes de perfis sociais e económicos, metros lotados e aparelhos semelhantes ao nosso fax.

Júlio Verne morreu em 24 de março de 1905, ao todo escreveu 80 romances e montou 15 peças de teatro, sozinho ou com colaboradores, no início era considerado um pouco à margem das grandes obras e escritores da época (século XIX), porém sua imaginação prodigiosa e suas histórias fantasiosas conquistaram um público cativo que ávido por aventuras e descobertas científicas viram na obra de Verne uma válvula de escape.

As suas obras falam da humanidade e do seu futuro com grande esperança, concebendo várias conquistas no mundo tecnológico que estava prestes a começar no final do século XIX.



publicado por luzdequeijas às 12:05
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AS PREVISÕES ABSURDAS

O Sonho e as Previsões “Absurdas”

O mundo lá ia evoluindo mas as condições de vida das populações e os seus direitos sociais eram praticamente inexistentes.

Havia porém quem sonhasse com um novo mundo a sério e para isso servia-se da sua imaginação!

No caso de Leonardo da Vinci, não sei dizer se foi o mais artista de todos os cientistas ou o mais cientista de todos os artistas. Acho que foi as duas coisas. Leonardo foi matemático, engenheiro, arquitecto, projectista, mecânico, anatomista, botânico, zoólogo, cientista, futurólogo, pintor, poeta, físico, inventor e sobretudo um génio que viu o que ninguém foi capaz de ver em sua época e transformou-se em uma personalidade sem igual na galeria dos pensadores humanos. Foi também um grande cozinheiro e empresário. Em sociedade com Botticelli, abriu um restaurante. Para comodidade e higiene dos seus clientes, inventou o guardanapo. Era início do século XVI. Leonardo morreu na França em 1519 e nasceu em 1452. em Anchiano, um lugarejo próximo de Vinci, na Toscana, Itália. Desde cedo mostrou o seu talento e aos 20 anos, junto com o seu mestre Andrea del Verrochio, pintou o Baptismo de Cristo, onde as características dos dois pintores são bem nítidas e onde o aluno mostrou definitivamente que havia superado o mestre. Leonardo da Vinci é considerado o pai da Renascença. É preciso que se entenda bem o significado disso.
Espanha e França eram as nações poderosas naquela época. A Itália estava dividida sob      a influência de Veneza, Milão, Nápoles e Florença. A família dos Médici, onde    proliferavam papas, reis e rainhas, dominava Florença. Os Médici deixaram um grande legado artístico e cultural e contribuíram para o esplendor de Florença. Foi em Florença onde ressurgiu o poderio cultural italiano. Aos 25 anos, Leonardo da Vinci trabalhava para Lorenzo dei Médici na administração da cidade estado.

Conviveram nessa época de grande efervescência artística mas também de guerras, intrigas e abuso do poder, outros génios da pintura, como Raphael e Michelangelo, por exemplo, mas nenhum foi versátil como Leonardo. Trabalhando como engenheiro militar para Cesare Borgia, irmão de Lucrecia Borgia, projectou desvio de rios importantes e equipamentos de guerra, ao mesmo tempo que deslumbrava o mundo com sua arte. Cesare Borgia foi um conquistador e parte do seu poder provinha das inovações bélicas sugeridas e fabricadas por da Vinci. Muitos progressos científicos tiveram início com os seus esboços.

Olhando do nosso tempo, é difícil imaginar alguém pensando em máquinas voadoras no final do século XV. Fosse outra a tecnologia da época e Leonardo da Vinci teria voado. Claro que não disputa o título do primeiro voo mas mesmo assim é o pai da aviação.



publicado por luzdequeijas às 11:59
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Sexta-feira, 30 de Março de 2012
A ILHA NO MAR EGEU

Patmos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Patmos (em grego, Πάτμος) é uma pequena ilha da Grécia a 55 km da costa SO da Turquia, no mar Egeu. É uma das ilhas do Dodecaneso, e possui uma área total de 34,6 km² e uma população de 2700 habitantes (2002).

Constitui uma municipalidade grega com capital em Hora (ou Chora), às vezes erroneamente chamada Patmos. Skala é o único porto.

A ilha é dividida em duas partes quase iguais, uma do norte e outra do sul, unidas por um estreito istmo. A vegetação é limitada, e o relevo, formado de montes relativamente baixos, cujo pico mais alto é o Profitis Ilias (269 m).



publicado por luzdequeijas às 19:13
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AS VISÕES DE JOÃO

Que Importância pode ter a mitologia nas visões de João no Livro de Apocalipse?

Isto oferece-nos um mundo simbólico que o leitor/ouvinte é estimulado a adotar e introduzir na compreensão das visões de João na Ilha de Patmos. João forma um diálogo rival a toda cultura existente naquele lugar.  O predomínio de Apolo e Artemis, na tradição local de Patmos, levou a ilha a ser conhecida como "Ilha sagrada de Artemis". Hoje, a ilha é conhecida pela importância do Mosteiro de São João, o Teólogo. É conhecida como a ilha onde o discípulo de Jesus recebeu o Livro das revelações.

 

Há ecos do culto a Apolo e Artemis detectados por um grande número de estudiosos do Apocalipse, nas visões de João. Para Allen Kerkeslager, o cavaleiro do cavalo branco de Apocalipse, carregando um arco é a figura de Apollo (Ap 6:2) um símbolo não só de falsos cristãos, mas também de falsa profecia, uma espécie de paródia da verdadeira Palavra profética descrita em Ap 19.

 



publicado por luzdequeijas às 19:08
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A ILHA DE PATMOS

Porque João estava em Patmos?

"Eu, João,... estava na ilha chamada
 Patmos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus" AP 1:9


 Ian Boxall faz várias considerações sobre a estadia de João na Ilha.

Mesmo longe de ser desabitada, Patmos  parece uma escolha estranha para uma campanha evangelística, dada as ricas colheitas na Ásia Menor.
  • 1-João foi impelido a ir para ilha com o propósito de receber a "Palavra de Deus" e  as visões
  • 2-João fugiu para ilha a fim de escapar da ira das autoridades. Esta é uma solução digna de consideração séria, partindo do principio de que João no mesmo capitulo nove, fala que estava vivendo aflições. Pode ser que João, condenado à morte, tenha optado por um exílio voluntário.
  • 3-João foi exilado na ilha como consequência direta de sua pregação. Em virtude do  seu status social  ele teria sido banido para um território em prisão temporária ou permanente, incluindo a perda da cidadania romana e outros direitos.  Quem sabe, teria sido submetido a trabalhos forçados nas minas ou pedreiras.

 

Não sabemos o real motivo da estada de João naquele lugar. O inegável é que João era um profeta, semelhante a Daniel e Ezequiel  que recebeu revelações sobre o principio e fim de todas as coisas. Alguns simbolismos do Apocalipse,  continuam indecifráveis  até mesmo para os escatologistas. Contudo, o teor do livro da revelação é bem claro: “Arrependei-vos para que sejais achado entre os salvos inscritos no livro da vida”.


Adaptado e resumido por: Wilma Rejane



publicado por luzdequeijas às 19:02
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INTERPRETAÇÕES DO APOCALIPSE
 

O artigo que segue é um resumo da obra de Ian Boxall (Apocalipse de São João), tutor em Novo Testamento e membro da Faculdade de Teológia em Oxford, é também editor de Boletim das Escrituras.

A tradição artística ocidental tende a imaginar João sentado numa ilha deserta, como um Robinson Crusoé, no primeiro século. Enquanto isso, tradições latinas, retratam João numa ilha distante, solitário com apenas um soldado romano vigiando. A imagem de Patmos como uma ilha deserta é historicamente implausível.

Arqueólogos descobriram inscrições que apontam para Patmos como uma ilha de população próspera no momento em que João chegou por lá: Ruínas arqueológicas no Oroj tou / Kastelli, ou ('Castle Mountain') com vista para o Porto de Skala, e cacos de cerâmica espalhados ao redor da área, atestam que essa parte da ilha era habitada quase que continuamente a partir da Idade do bronze no período romano, com fortificações construídas no período helenístico. Uma inscrição sobrevivente datada de dois séculos AC revela que Patmos foi grande o suficiente para sustentar o seu próprio ginásio, com uma associação de corredores de tocha e um espaço para atletismo.

A arqueologia revela ainda que o culto a deusa Artêmis foi forte na ilha. A inscrição mais extensa a comprovar isso data do século II d.C e  está preservada  no Mosteiro de São João, o Teólogo. Refere-se a "U'drofo Bera roj" sacerdotisa de Artemis. A ilha era considerada como berço da deusa , inscrições também comprovam dedicações nos altares a Artemis. Essa evidência encaixa com as tradições locais que revelam São Cristodoulos, o fundador do mosteiro da ilha, como tendo construído um sitio como templo de Artemis  tendo ele  mesmo destruido a gigantesca  estátua da deusa no processo da construção. Portanto, a ilha que recebeu João o discípulo amado de Jesus teria sido dominada pela mitologia grega com forte culto a deusa Artemis


publicado por luzdequeijas às 18:53
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Domingo, 25 de Março de 2012
OS TEMPLÁRIOS

A Ordem dos Cavaleiros do Templo de Jerusalém - TEMPLÁRIOS –

 

Nasceu da ideia de cruzada, que justificou e legitimou uma instituição ao mesmo tempo religiosa e militar, votada à santidade.

O grande objectivo é combater os muçulmanos dentro de uma regra religiosa. Dá-se deste modo a fundação da ordem do Templo sob o nome oficial de “Fratres Militiae Templi”, na Terra Santa em 1119, com o objectivo de combater os infiéis.

Em 1128 a ordem é confirmada pelo papa devido à intercessão directa de S. Bernardo de Clairvaux que escreve “ De laude nova militae ad milites Templi” na qual exalta os novos cavaleiros e levanta todas as dúvidas sobre a legitimidade das suas acções na Terra Santa
Grandes doações permitem à nova ordem criar uma rede de comendas no ocidente, cujas receitas são enviadas para o oriente, tal como muitos homens livres (nobres ou não) que pronunciam os três votos (obediência, pobreza e castidade) e partem para a Terra Santa para defende-la do infiel.

Em 1307 são acusados de renegar Cristo, práticas mágicas, e práticas sexuais devassas, as clássicas acusações contra heréticos, prenunciando o seu fim. A reacção dos Templários é inútil e a fogueira é o castigo para 54 membros em Paris, talvez em 1310.

Os Templários foram violentamente atacados pelo rei francês Filipe IV, o Belo e pelo Papa Clemente V. Em 13 de Outubro de 1307, Filipe IV ordenou a prisão de todos os Cavaleiros Templários. Este evento deu origem à superstição do azar nas sextas-feiras 13. Uma lenda diz que na noite anterior à detenção, um número desconhecido de Cavaleiros teria partido de França com dezoito navios carregados com o lendário tesouro da Ordem. Uma parte desses navios teria aportado na Escócia e os Templários ter-se-iam fundido noutros movimentos, fazendo sobreviver as suas ideias heréticas ao longo dos séculos seguintes sob a capa dos ritos maçons.

O processo dos Templários (1307-14) simboliza a afirmação da política do estado moderno face ao poder da igreja. Em 1312 a coroa francesa, na pessoa do rei Filipe IV, o Belo, principal opositor dos Templários, leva o papa Clemente V a abolir a Ordem do Templo, mas sem a julgar ou condenar, no concílio de Viena.

Os seus bens são atribuídos á ordem do Hospital ou passaram para a coroa francesa. O mestre da Ordem, Jacques de Mollay, após uma conduta hesitante por parte das autoridades inicialmente, termina na fogueira, em 18 de Março de 1314.



publicado por luzdequeijas às 18:15
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QUEIJAS É UM MIRADOURO
Por excelência, vislumbrando-se de qualquer ponto vistas de encantar. Ao longe podemos ver o Palácio da Pena em Sintra, a Ponte 25 de Abril, o Cristo-Rei, Queluz, Carnaxide, Linda - a - Velha, o Estádio Nacional, o rio JAMOR e o mar.

Nesta época, segunda metade do século XX, ainda era normal ver nos terrenos circundantes a Queijas bonitas searas de trigo, onde simplesmente crescia a erva e rebanhos de ovelhas pastavam vagarosamente.Também por cá passavam milhares de pintassilgos para depenicar nos muitos cardos existentes!

Apesar do forte desenvolvimento que se começou a revelar nos anos 60/70 do último século, Queijas foi mantendo as características de um trato próprio da tradição aldeã. Toda, ou pelo menos a grande maioria da sua população, se conhecia.

As famílias instalaram-se, foram criando raízes e os filhos também por aqui iam ficando. Determinado tipo de relacionamento vai sendo transmitido aos que vão chegando, fazendo, desse jeito, com que Queijas não se transforme num dormitório impessoal.

É um misto de Aldeia e Cidade que tem de ser Vila. Uma vila diferente, mas uma bonita vila. 

A maior parte deste lugar continua sendo constituído por vivendas, o que também lhe confere uma diferença em relação às outras povoações circundantes.As pessoas cumprimentam-se na rua, o que só acontece em locais ainda humanizados.

Porém a construção em altura não tardaria, mas felizmente chegou de forma contida no seu número e no seu volume e altura.

 

 

 





publicado por luzdequeijas às 17:54
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Quinta-feira, 22 de Março de 2012
SIMPLESMENTE LAMENTÁVEL

O BRASÃO DE UMA FREGUESIA

 

Queijas
Brasão   da   freguesia   de   Queijas
Brasão
Concelho OEIRAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escudo de prata, duas armações de moinho negro, cordoadas do mesmo e vestidas de azul, LIVRO aberto de prata, encadernado de vermelho e realçado de ouro; em Ponta cômoro de negro carregado de um coração vermelho, coroado do mesmo, e nimbado de ouro. Coroa mural de ouro de quatro torres. LISTEL, branco, com legenda a negro dizendo: VILA DE QUEIJAS.

No resto os habitantes de Queijas continuarão a sentir-se privilegiados por se saberem numa zona incontestavelmente sossegada, mas com muita qualidade de vida e indiscutivelmente às portas de Lisboa.

A condição de vila, em concreto e de imediato, pode parecer que não lhe trará muitas vantagens, mas para quem tiver de bater a muitas portas, pedindo ou exigindo aquilo que por mérito deveria ser nosso, o estatuto de vila para Queijas vai ajudar bastante.

Ao ser elevada a VILA, Queijas deveria ter no seu Brasão algumas modificações impostas por lei, lamenta-se que um painel de azulejos colocado por cima de uma das suas portas de entrada da sua sede, continue desde 2002 a manter três torres em vez das quatro que cabem a uma Freguesia cuja sede fique numa VILA! É estranho e deveras lamentável que passados onze anos da Elevação de Queijas a vila, o Brasão esteja desactualizado na própria sede da Freguesaia!

António Reis Luz

 



publicado por luzdequeijas às 19:13
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PORQUÊ VILA?

Queijas, Vila - Lei n.º 56/2001

 

 

A freguesia de Queijas evoluiu, em poucos anos, de pequeno aglomerado e dormitório para uma área urbana em expansão, na qual a edificação de novos equipamentos estava a trazer a qualidade esperada. Nesta perspectiva começou, quase colectivamente a sonhar em ser Vila, o que só foi possível graças ao dinamismo e desenvolvimento de que foi alvo nos últimos anos (2001).

Com efeito, os novos equipamentos e entre eles a construção sequencial da Escola Básica n.3, Escola C+S Professor Noronha Feio e, agora o novo Mercado, com o Posto da GNR, vieram trazer a esta localidade uma nova coerência e uma nova forma de vida.

Empresas a instalarem-se na freguesia, um Hotel, a nova Igreja de S. Miguel Arcanjo e o Centro Social.

O urbanismo em expansão crescente, com qualidade, e longe dos índices de ocupação dos bairros de betão.

O pioneirismo na recolha selectiva de lixo, os novos arruamentos e reforço da iluminação pública são outros benefícios bem visíveis, coroados pela notável obra da Fonte escultória e cibernética de São Miguel Arcanjo, que transformou a rotunda de Queijas num portal de grande simbolismo e impacto visual e também pela estátua cheia de beleza da Madre Maria Clara.

Se a tudo isto somarmos o êxito alcançado no realojamento, temos então, um conjunto de razões de sobra para que a população da Freguesia esteja agora ao melhor nível do Concelho a que justamente pertence, razão pela qual a elevação de Queijas a vila, não era mais do que o reconhecimento e corolário do nosso desenvolvimento.

Em entrevista a um órgão de comunicação social, o Presidente da Junta, António Reis Luz, afirmou:

 

minha convicção que Queijas tem um futuro risonho"  (2001)



publicado por luzdequeijas às 19:00
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SER FORTE COM OS FORTES
 

Segundo os juízes do Tribunal de Contas, além dos elevados prejuízos para os contribuintes, as irregularidades do contrato eram tantas que o consórcio vencedor devia ter sido pura e simplesmente excluído à partida. O contrato é arrasado de alto a baixo.

A proposta vencedora é considerada ilegal, entre outras coisas porque agravou os riscos e encargos suportados pelo Estado. Coisa que o júri do concurso permitiu, negociando cláusulas que não podiam ser alteradas. Mais um caso de polícia.

O Ministério da Economia fez o que devia: anunciou o abandono definitivo do projecto do TGV. Uma medida higiénica num país sem dinheiro e onde os grandes negócios entre o Estado e privados, percebe-se a cada dia que passa, serviram para enriquecer uns poucos e afundar o país.

Pedro Passos Coelho abre amanhã o Congresso do PSD, sem problemas internos no partido, mas com gigantescos desafios pela frente no país. Se tiver a coragem de travar a irresponsabilidade pública dos negócios que herdou e a promiscuidade entre o Estado e os lóbis privados, talvez o país o perceba. Chegou a vez de ser forte com os fortes. A prova dos nove do Governo vai passar por aí.

 

RR - Ângela Silva



publicado por luzdequeijas às 17:22
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A VERDADE?

A verdade da produtora de um programa matutino, que com tantos problemas emocionais e tanta busca pelo Sr. Perfeito a levou a ficar irremediavelmente solteira. Se além da verdade do amor lhe somarmos a verdade da mentira, do medo, da crise, e de milhares de tantas outras coisas, acabaremos todos por ficar solteiros!

Temos ainda o problema do momento certo em que devemos ter verdade. Pois se quisermos ter razão amanhã deveremos morrer já hoje! Mas cuidado, que a verdade iguala o sol, põe tudo a claro mas nunca a deveremos olhar bem de frente. A verdade a seguir não deve ser “nua nem crua”, nem ”clara nem escura” porque ela é mesmo multifacetada para os muitos que a escutam e procuram!

Os pensadores que defendiam os ideais iluministas acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem. O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé.

Ou seja o CAMINHO, como disse Jesus; “Eu sou o caminho”. Então Jesus é o caminho pelo qual chegamos a Deus e o método pelo qual também O alcançeremos Deus. Tendo Ele, teremos o caminho; possuindo-O, possuímos o método e a luz com que atingiremos verdade universal. Esse caminho nada mais é do que o próprio Cristo e a sua palavra.

Dentro desta dualidade, a verdade mística ou a verdade do Homem, só sei que podem e devem exigir-me que eu procure a verdade, mas não que a encontre. Não me convençam, pois, de que a minha verdade possa ser encontrada por qualquer outro homem no mundo. Admitamos também, que cada um poderá encerrar a sua própria verdade! E nesse caso haveria não um só mas um número infinito de “caminhos “e de verdades! Também poderá haver lugar para isto.

No entanto, parece lógico concluir que a verdade tem de ser só uma que, embora complexa, tem também de ser universal e muito coesa.

Tal como Jesus, sem dúvidas nem incertezas, a verdade tem de ser inequívoca.  

 

 

 



publicado por luzdequeijas às 09:25
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Terça-feira, 20 de Março de 2012
EFEITOS NA SOCIEDADE

DA MÁQUINA A VAPOR

Na esfera social, o principal desdobramento da revolução foi a transformação nas condições de vida nos países industriais em relação aos outros países da época, havendo uma mudança progressiva das necessidades de consumo da população conforme novas mercadorias foram sendo produzidas.

A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades. Criando enormes concentrações urbanas; a população de Londres cresceu de 800 000 habitantes em 1780 para mais de 5 milhões em 1880, por exemplo. Durante o início da revolução industrial os operários viviam em condições horríveis se comparadas às condições dos trabalhadores do século seguinte. Tendo um cortiço como moradia e ficava submetida a jornadas de trabalho enormes, que chegavam até a 80 horas por semana. O salário era medíocre (em torno de 2.5 vezes o nível de subsistência) e tanto mulheres como crianças também trabalhavam, recebendo um salário ainda menor.

A produção em larga escala e dividida em etapas iria distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores passava a dominar apenas uma etapa da produção, mas a sua produtividade ficava maior. Como a sua produtividade aumentava os salários reais dos trabalhadores ingleses aumentaram em mais de 300% entre 1800 até 1870. Devido ao progresso ocorrido nos primeiros 90 anos de industrialização, em 1860 a jornada de trabalho na Inglaterra já se reduzia para cerca de 50 horas semanais (10 horas diárias em cinco dias de trabalho por semana).

Horas de trabalho por semana para trabalhadores adultos nas industrias têxteis:

1780 - em torno de 80 horas por semana

1820 - 67 horas por semana

1860 - 53 horas por semana

Segundos os socialistas, o salário, medido a partir do que é necessário para que o trabalhador sobreviva (deve ser notado de que não existe definição exacta para qual seja o "nível mínimo de subsistência"), cresceu à medida que os trabalhadores pressionam os seus patrões para tal, ou seja, se o salário e as condições de vida melhoraram com o tempo, foi graças a organização e movimentos organizados pelos trabalhadores.



publicado por luzdequeijas às 18:06
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MOVIMENTAÇÕES DE TRABALHADORES

Alguns trabalhadores, indignados com a sua situação, reagiam das mais diferentes formas, das quais se destacam:

Movimento catequista(1811-12)

As reclamações contra as máquinas inventadas após a revolução para poupar a mão-de-obra já eram normais. Mas foi em 1811 que o rastilho estoirou e surgiu o movimento ludista, uma forma mais radical de protesto. O nome deriva de Ned Ludd, um dos líderes do movimento. Os luditas chamaram muita atenção pelos seus actos. Invadiram fábricas e destruíram máquinas, que, segundo os luditas, por serem mais eficientes que os homens, tiravam o seu trabalho, requerendo, contudo, duras horas de jornada de trabalho. Os manifestantes sofreram uma violenta repressão, foram condenados à prisão, à deportação e até à forca. Os luditas ficaram lembrados como "os quebradores de máquinas".

Anos depois os operários ingleses mais experientes adoptaram métodos mais eficientes de luta, como a greve e o movimento sindical.

Movimento Cartista (1837-48)

Em sequência vieram o movimento "Cartista", organizado pela "Associação dos Operários", que exigia melhores condições de trabalho como:

  • particularmente a limitação de 8 horas da jornada de trabalho
  • a regulamentação do trabalho feminino
  • a extinção do trabalho infantil
  • a folga semanal
  • o salário mínimo

Além de direitos políticos como o: estabelecimento do sufrágio universal e extinção da exigência de propriedade para se integrar ao parlamento e o fim do voto censitário. Esse movimento destacou - se pela sua organização, e pela sua forma de actuação, pela via política, chegando a conquistar diversos direitos políticos para os trabalhadores.

As Trade-Unions

Os empregados das fábricas também formaram associações denominadas trade unions, que tiveram uma evolução lenta nas suas reivindicações. Na segunda metade do século XIX, as Trade Unions evoluíram para os sindicatos, forma de organização dos trabalhadores com um considerável nível de ideologia e organização, pois o século XIX foi um período muito fértil na produção de idéias antiliberais que, serviram à luta da classe operária, seja para obtenção de conquistas na relação com o capitalismo, seja na organização do movimento revolucionário cuja meta era construir o Socialismo objectivando o Comunismo. O mais eficiente e principal instrumento de luta das trade unions era a greve.

Saúde e bem-estar económico

Estudos sobre as variações na altura média dos homens no norte da Europa, sugerem que o progresso económico gerado pela industrialização demorou varias décadas até beneficiar a população como um todo. Eles indicam que, em média, os homens do norte europeu durante o início da Revolução Industrial eram 7,6 centímetros mais baixos que os que viveram 700 anos antes, na Alta Idade Média. É estranho que a altura média dos ingleses tenha caído continuamente durante os anos de 1100 até o início da revolução industrial em 1780 quando a altura média começou a subir. Foi apenas no início do século XX que essas populações voltaram a ter altura semelhante às registradas entre os séculos IX e XI. [1]

A altura é considerada um forte indicador de saúde e bem-estar económico.



publicado por luzdequeijas às 18:01
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UMA MÁQUINA A VAPOR

As primeiras máquinas a vapor foram construídas na Inglaterra durante o século XVIII. Retiravam a água acumulada nas minas de ferro e de carvão e fabricavam tecidos. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias aumentou muito.

 

Máquina a vapor, de combustão externa, máquinas antigas, Paris 

E os lucros dos burgueses donos de fábricas cresceram na mesma proporção. Por isso, os empresários ingleses começaram a investir na instalação de indústrias. As fábricas  espalharam-se rapidamente pela Inglaterra e provocaram mudanças tão profundas que os historiadores actuais chamam àquele período de Revolução Industrial. O modo de vida e a mentalidade de milhões de pessoas transformaram-se, com uma velocidade espantosa. O mundo novo do capitalismo, da cidade, da tecnologia e da mudança incessante triunfou.

As máquinas a vapor bombeavam a água para fora das minas de carvão. Eram tão importantes quanto as máquinas que produziam tecidos.

As carruagens viajavam a 12 km/h e os cavalos, quando se cansavam, tinham de ser trocados durante o percurso. Um trem da época alcançava 45 km/h e podia seguir centenas de quilómetros. Assim, a Revolução Industrial tornou o mundo mais veloz.



publicado por luzdequeijas às 17:51
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WATER-FRAME

Richard Arkwright

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Richard Arkwright.

 

Sir Richard Arkwright (23 de dezembro de 17323 de agosto de 1792) foi um inventor e fabricante inglês.

Destacou-se pela invenção de uma máquina de tecer através da qual a fibra do algodão se transformava em fio, a spinning-frame (1764). Posteriormente, iniciou o processo fabril ao instalar uma fábrica de grandes dimensões (1711) acionando a sua máquina, agora denominada como water-frame, através da força-motriz de uma corrente de água que acionava as pás de uma roda. Esse processo permitiu a fabricação massiva de algodão e foi uma das precursoras da Revolução Industrial na Grã-Bretanha.



publicado por luzdequeijas às 17:46
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JAMES WATT

A mudança tecnológica na Revolução Industrial

A invenção mais notável do começo da Revolução Industrial foi obra do operário inglês James Watt. James Watt não criou a máquina a vapor. Ele  aprimorou-a. Em 1765, ele criou a primeira máquina a vapor realmente eficaz. A ideia básica era colocar o carvão em brasa para aquecer a água até que ela produzisse muito vapor. A máquina girava por causa da expansão e da contracção do vapor posto dentro de um cilindro de metal. As máquinas a vapor tinham muitas utilidades. Retiravam a água que inundava as minas subterrâneas de ferro e carvão. Movimentavam os teares mecânicos, que produziam tecidos de algodão. Com isso, a Inglaterra tornou-se a maior exportadora mundial de tecidos. Nas primeiras décadas do século XIX, as máquinas a vapor equiparam navios e locomotivas. A Inglaterra, a França, a Alemanha e os EUA instalaram milhares de quilómetros de ferrovias e desenvolveram espectacularmente as indústrias de ferro e de máquinas.

Principais avanços da maquinofatura

  • Em 1733, John Kay inventa a lançadeira volante.
  • Em 1740, Benjamin Huntsman desenvolve o processo de produzir aço tipo "crucible".
  • Em 1767 James Hargreaves inventa a “spinning jenny”, que permitia a um só artesão fiar 8 fios de uma única vez.
  • Em 1768 James Watt inventa a máquina a vapor.
  • Em 1769 Richard Arkwright inventa a “water frame”.
  • Em 1779 Samuel Crompton inventa a “mule”, uma combinação da “water frame” com a “spinning jenny” com fios finos e resistentes.
  • Em 1785 Edmond Cartwright inventa o tear mecânico.


publicado por luzdequeijas às 17:37
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ADAM SMITH

O liberalismo de Adam Smith

As novidades da Revolução Industrial trouxeram muitas dúvidas. O pensador escocês Adam Smith procurou responder racionalmente às perguntas da época. O seu livro A Riqueza das Nações (1776) é considerada uma das obras fundadoras da ciência económica. Os argumentos de Smith foram surpreendentes. Ele dizia que o egoísmo é útil para a sociedade. Seu raciocínio era este: quando uma pessoa busca o melhor para si, toda a sociedade é beneficiada. Exemplo: quando uma cozinheira prepara uma deliciosa carne assada, você saberia explicar quais os motivos dela? Será porque ama o seu patrão e quer vê-lo feliz ou porque está pensando, em primeiro lugar, nela mesma ou no pagamento que receberá no final do mês? De qualquer maneira, se a cozinheira pensa no salário dela, o seu individualismo será benéfico para ela e para seu patrão. E por que motivo um açougueiro vende uma carne muito boa para uma pessoa que nunca viu antes? Porque deseja que ela se alimente bem ou porque está olhando para o lucro que terá com a venda? Ora, graças ao individualismo dele o freguês pode comprar a carne. Do mesmo jeito, os trabalhadores pensam neles mesmos. Trabalham bem para poder garantir o seu salário e emprego. Portanto, é correto afirmar que os capitalistas só pensam nos seus lucros. Mas, para lucrar têm que vender produtos bons e baratos. O que, no fim, é ótimo para os consumidores. Então, já que o individualismo é bom para toda a sociedade, o ideal seria que as pessoas pudessem atender livremente aos seus interesses individuais. E, para Adam Smith, quem é que atrapalhava os indivíduos, quem é que impedia a livre iniciativa? O Estado dizia ele. Para o autor escocês, "o Estado deveria intervir o mínimo possível sobre a economia". Se as forças do mercado agissem livremente, a economia poderia crescer com vigor. Desse modo, cada empresário faria o que bem entendesse com seu capital, sem ter de obedecer a nenhum regulamento criado pelo governo. Os investimentos e o comércio seriam totalmente liberados. Sem a intervenção do Estado, o mercado funcionaria automaticamente, como se houvesse uma "mão invisível" ajeitando tudo. Ou seja, o vale-tudo capitalista promoveria o progresso de forma harmoniosa.



publicado por luzdequeijas às 17:34
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MUDAR PARA MELHOR É FÁCIL

A "Revolução Industrial" alterou completamente a maneira de viver das populações dos países que se industrializaram. As cidades atraíram os camponeses e artesãos, e  tornaram-se cada vez maiores e mais importantes.

Na Inglaterra, por volta de 1850, pela primeira vez num grande país, havia mais pessoas vivendo nas cidades do que no campo. Nas cidades, as pessoas mais pobres aglomeravam-se em subúrbios de casas velhas e desconfortáveis, se comparadas com as habitações dos países industrializados que hoje em dia existem. Mas representavam uma grande melhoria se comparadas às condições de vida dos camponeses, que viviam em choupanas de palha. Conviviam com a falta de água canalizada, com os ratos, o esgoto formando riachos nas ruas esburacadas.

O trabalho do operário era muito diferente do trabalho do camponês: com tarefas monótonas e repetitivas. A vida na cidade moderna significava mudanças incessantes. A cada instante, surgiam novas máquinas, novos produtos, novos gostos, novas modas.A evolução foi galopante. Arrepia pensarmos que existiram grandes civilizações que terão sido apagadas do mapa mundial!





publicado por luzdequeijas às 17:17
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AMANDO A NOSSA TERRA
HERANÇAS DE POESIA E LAVOURA

 

O Rio das Lavadeiras deixou – nos Heranças de Lavoura e Poesia .O rio era o Jamor , campesino serpenteando as viçosas hortas e os verdejantes pomares".
 
Era o rio das lavadeiras da freguesia de Carnaxide, no levantamento eclesiástico de 1865 ( P.e Francisco da Silva Figueira, " Os primeiros Trabalhos Literários" ) dá - nos conta da existência do total de 191 (?), assim sendo distribuídas: Carnaxide, 43; Linda-a-Pastora,44; Linda- a - Velha, 14; Outurela, 12; Portela, 2 ; Algés, 40 ; Praias, 10; Queijas, 16 ; e dispersas, 10.
Às segundas-feiras lá iam entregar a roupa lavada e buscar trouxas de roupa suja.
Aproveitavam e vendiam às clientes ovos e queijos frescos que também levavam, com essa intenção. No regresso traziam mais uns cobres que muito ajudavam a saciar as dificuldades caseiras.
Os ares eram lavados, a água cristalina, a várzea agricultada, à vista das antigas azenhas e moinhos de vento. Os peixes nadavam aos pés descalços destas lavadeiras, mergulhados na água !
O Jamor era navegável e tinha nos actuais terrenos do Estádio Nacional, perto da piscina, o ancoradouro dos barcos, destruído em finais do último século.
Era o Rio no qual muita gente ainda viva mergulhou e nadou nos seus pegos.
Depois, a avassaladora onda de expansão urbanística quebrou o sortilégio paisagístico, poluiu o rio, desfez equilíbrios naturais. E perdeu-se um dos mais cantados "recantos" do concelho de Oeiras. Ao lado deste rio nunca deixou de estar a povoação de Linda - a - Pastora, que ninguém terá descrito tão bem como Almeida Garrett no seu livro "Romanceiro" III ;
E lá, em perspectiva, no fundo deste quadro, em derredor, estava tudo de uma beleza que verdadeiramente fascinava. Uma aldeia Suiça com suas casinhas brancas, suas ruas em socalcos, seu presbitério ornado de um ramalhete de faias; grandes massas de basalto negro pelo meio de tudo isto, parreirais, jardinzitos quase pêncis, e uma graça, uma simplicidade alpina, um sabor de campo, um cheiro de montanha, como é difícil de encontrar tão perto de uma grande capital.
O lugarejo é bem conhecido de nome e fama, chama-se Linda - a – Pastora. Porquê ? Não sei.”
A lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro, a versão mais bonito da lenda da pastorinha.
Três bonitas lendas regionais terão deixada à posteridade a bela imagem da foz do Jamor e, mais ainda, uma unidade mítica entre Linda – a – Pastora, Linda- a velha e Cruz Quebrada ( A Cruz que Brada). A não desfazer nunca.
A CMO acaba de assinar um protocolo com a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), criando a SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana.
A SRU irá fazer um trabalho de investigação incidindo sobre a zona de Algés e Cruz - Quebrada com extensão, através do Rio Jamor, aos núcleos de Linda-a- Velha e Carnaxide.  
Se nos lembrarmos da profunda ligação de Linda-a-Pastora ao Jamor e a toda esta várzea, é de estranhar o afastamento do seu núcleo histórico de tal estudo. Demais, sabendo-se que durante centenas de anos Linda - a - Pastora foi a segunda maior localidade, a primeira era Carnaxide, da enorme freguesia com este nome.
É de estranhar que a terra de Cesário Verde seja excluída !
De salientar aquilo que muita gente ignora: que entre 1924 e 1944, em Linda - a - Pastora, houve um fascinante foco cultural, artístico e literário, desenvolvido por alemães lá residentes, no qual se integraram o notável artista alemão Hein Semke, Marta Ziegler, Teresa Balté, Else Althausse precursora das artes gráficas modernas.
Que seja esquecido Silvério Martins, natural de Linda-a-Pastora e discípulo, em Mafra, do estatuário Alexandre Giusti, outros homens da cultura, como sejam o próprio irmão de Cesáreo Verde, de seu nome Jorge Verde, que também foi poeta, Almeida Garrett e Manuel Pinheiro Chagas, figura das mais ilustres do século XIX.
Não poderá ainda ficar esquecida a linda capela setecentista de S. João Baptista implantada em pleno centro histórico. Nem o Hotel Jamor com a sua sala de jantar panorâmica.
O seu núcleo devidamente recuperado pode e deve prestar um alto serviço a este polo de atracção cultural, religioso e turístico.
É preciso que o Jamor volte a ser navegável até ao Santuário da Rocha
Visite-se nos arredores da capital do México a Veneza mexicana, Xochimilco de seu nome, com canais navegáveis e uma festa constante aberta todo o ano ao turismo e ao mundo.
 
  
  
 
                  Xochimilco e a festa nos seus canais.
 

António Reis Luz



publicado por luzdequeijas às 17:02
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HINO À PRIMAVERA


publicado por luzdequeijas às 14:59
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Segunda-feira, 19 de Março de 2012
O NOSSO PADROEIRO

Miguel Arcanjo - Padroeiro de Queijas

A Câmara Municipal de Oeiras mandou construir um monumento em homenagem a São Miguel Arcanjo, e que foi  colocado em Queijas, na rotunda de entrada na vila.

Embora de origem muito recente, São Miguel é reconhecido pela população como o Padroeiro daquela localidade. Reza a história que, em Queijas, e na época em que ainda não existia o Centro Paroquial, as missas eram então realizadas numa garagem onde se encontrava uma imagem deste santo.

O monumento a São Miguel Arcanjo tem 5 metros de altura, sendo composto por uma estátua de São Miguel policroma, revestida de mármore branco de Estremoz para as vestes, rosa creme para a cabeça e braços, amarelo para a cabeleira. Quanto às asas da imagem, estas têm cerca de 3.5 metros de altura, sendo aplicadas em duas colunas de betão igualmente revestidas a mármore. O monumento inclui um dragão em mármore verde de Viana, com a dimensão de, aproximadamente, 12 metros.

A simbologia do conjunto representa o santo "Príncipe dos Anjos e vencedor de Lúcifer", tendo junto a si o diabo representado pelo dragão.

Prevê-se que a cerimónia de inauguração deste monumento ocorra no dia 28 do corrente mês, dia do Padroeiro de Queijas.

A marca dos tempos modernos fica, assim,  presente logo à entrada de Queijas. A Fonte Escultórica e Cibernética de S. Miguel Arcanjo transformou-se no grande símbolo da localidade. A grandeza e impacto visual do monumento implantado na rotunda de entrada no lugar têm implícita uma mensagem de boas-vindas - Queijas recebe de braços abertos, os braços de S. Miguel Arcanjo, padroeiro da povoação, ali retractado na imponente obra do escultor Francisco Simões.



publicado por luzdequeijas às 12:57
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FONTE LUMINOSA

 

A inauguração a 26 de Setembro de 1999 da Fonte Luminosa na rotunda de Queijas e da respectiva estátua de São Miguel Arcanjo, que passa agora a "guardar" a entrada desta localidade, foram outras obras totalmente realizadas pela Câmara Municipal de Oeiras. Esta alusão ao Patrono da freguesia, com um dragão a seus pés, apontando o combate diário do bem contra o mal, simboliza o sentido do homem e o seu percurso na Terra para o Céu e ilustram, de alguma forma, a acção da Igreja desta freguesia, que em muito tem ajudado para a dinamização e coesão de Queijas.

Queijas passou, assim, a dispor de um portal de grande simbolismo e impacto visual na senda da sua notável evolução dos últimos tempos.

A fonte foi instalada em tanque com 37,9 x 21,4 m, formado por dois níveis distintos unidos por uma cascata.

Instalou-se igualmente uma fonte cibernética com jogos de água e luz controlados por equipamentos informáticos.

A iluminação dos motivos de água é realizada com luz branca.

Está instalado um sistema de controlo anemómetro, para controle da altura dos jogos de água da fonte em função da velocidade do vento, por forma a minimizar saídas de água para o exterior do conjunto.

Inclui-se ainda a instalação de um sistema de filtragem e tratamento de água do tanque com o objectivo de manter a mesma em condições óptimas de transparência e limpeza. 

Esta obra foi um passo, modelado pelas mãos e criatividade do escultor Francisco Simões e no respeito estrito pela história religiosa e simbólica, vertida nas peças agora instaladas na rotunda de Queijas. Ouçamos a sua descrição da forma como ele interpretou esta obra na pele de escultor:

São Miguel Arcanjo é, por qualquer razão que eu desconheço, o meu anjo da Guarda.

São Miguel Arcanjo é o padroeiro de Queijas, mas é também, ao que consta, o anjo de Isabel e, de acordo com alguns testemunhos, o anjo da paz e de Portugal.

Parece também que era o anjo da devoção de D. Afonso Henriques, da Rainha Santa Isabel, de D. João II e do Papa Leão XI. 

Seguramente, é a partir de agora, o anjo protector de Queijas.

Arcanjo Mica-el: o seu nome significa " que é como Deus". São Miguel e São Gabriel é os únicos mencionados no Antigo Testamento, com excepção de São Rafael que surge no livro de TOBIT, católico. Segundo a Bíblia, no livro de Daniel, Deus disse-lhe: " O príncipe do reino da Pérsia resistiu-me durante vinte e um dias, mas Miguel, um dos principais príncipes veio em meu socorro. Deixei - o a bater-se com os reis da Pérsia e aqui estou eu para te fazer compreender o que deve acontecer nos últimos dias ao teu povo. (....  ) Devo regressar à luta contra o príncipe da Pérsia, depois surgirá o príncipe da Grécia. Ninguém me ajuda neste trabalho a não ser Miguel. Só Miguel tem estado a meu lado como um baluarte e uma fortaleza para mim. "

 

E no Apocalipse diz-se: " Travou-se, então, uma batalha no céu: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o dragão e este pelejava também juntamente com os seus anjos. Mas não prevaleceram e não houve mais lugar no céu para eles. O grande dragão foi precipitado, a antiga serpente, o diabo, ou o SATANÁS, como lhe chama, o sedutor do mundo inteiro, foi precipitado na terra, juntamente com os seus anjos. "

São Miguel, vulgarmente representado de espada ou lança é o grande campeão de Deus, o grande comandante das hostes do céu. No livro de Daniel conta-se que quando o mundo voltar a estar em perigo real, Miguel reaparecerá para o defender.

Por todo o mundo, em colinas e montes foram erguidas capelas dedicadas a São Miguel. Muitos destes locais eram em tempos antigos considerados como pontos das forças terrenas do poder do dragão.

 

Ao longo dos tempos, tiveram os artistas plásticos grande responsabilidade na construção de uma imagística cristã, sendo eles os criadores das representações de muitas das formas angélicas conhecidas. No Renascimento foi a exploração bastante literal do mundo sob uma nova perspectiva que marcou a arte. Os pintores e escultores desta época singular estiveram na vanguarda, desafiando os mais respeitáveis conceitos sobre a vida, o tempo e o espaço, mesmo antes dos filósofos e teólogos se terem sobre eles debruçado.

Também a mim me coube o privilégio de recriar uma destas representações e ao iniciar este trabalho sobre São Miguel Arcanjo fui assaltado por várias dúvidas do ponto de vista formal. Uma delas se seria São Miguel um anjo feminino. Tinha lido algures que assim era, até pelo facto de, ao que parece ele se sentar à direita de Deus. Pela primeira vez consciencializei que era muito pouco importante reflectir sobre o sexo dos anjos. Importante era, sem dúvida, transmitir através de uma forma escultórica, o sentido de toda a carga espiritual contida na entidade sagrada de São Miguel Arcanjo, facto que constitui para mim um desafio invulgar, pois se tratava de materializar no mármore uma força transcendente e essencial que se resume numa ideia de extrema simplicidade : a prevalência do bem sobre o mal.

Assim, concebi um monumento para ser implantado na rotunda de Queijas, uma das suas entradas, onde duas colunas em mármore de lioz, com sete metros de altura, representam, por um lado, os marcos de entrada, as portas da vila e, por outro, pretendem transmitir o simbolismo cósmico e espiritual a elas associado. Simbolicamente, as colunas sustentam o céu e, portanto, ligam-no à terra. Elas manifestam o poder de Deus no homem e o poder do homem sob a influência de Deus, o poder que assegura a vitória e a imortalidade dos seus eleitos. Nestas colunas foram encastradas a seis metros de altura duas asas em Bronze. A colocação das asas nas colunas teve como intenção uma dupla simbologia: enquanto integradas nas colunas elas relacionam-se com a terra e com os homens e simbolizam, assim, a marca da presença da divindade transfigurada em anjo, isto é, o símbolo da espiritualidade. À frente das colunas, com cinco metros de altura, surge, em mármore branco, a figura de São Miguel, com a sua lança em bronze. A estátua representa-o como comandante das hostes divinas, enfrentando o dragão que surge da água, simbolizando o mal e, combatendo-o, assumindo o arcanjo, a atitude de protector de Queijas.  

 

António Reis Luz

 

 



publicado por luzdequeijas às 12:54
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TUDO ÀS AVESSAS

 

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
 
Nas últimas autárquicas (2005), um candidato falou muito na expressão "Candeias às Avessas". Talvez por isso, de lá para cá, Oeiras, Portugal e o próprio mundo, parecem estar às avessas" em tudo e não só nas "Candeias".

No Jornal de Oeiras (2006-Junho) li um relato descritivo, sobre aquilo a que chamaram “Inauguração da Alameda de Queijas”. O Presidente da CMO elogiou o construtor e claro quis ser o protagonista desta inauguração. Em boa verdade esta Alameda, deveria ter sido inaugurada no final dos anos oitenta do último século, data em que foi inaugurada a mancha A da Cooperativa Cheuni, anexa a essa alameda. Não o foi e foi muito estranho que se tivessem dado licenças de habitação a todas aquelas habitações, com aquela área repleta de cardos, mato e lixo de todo o tipo! Se a responsabilidade de fazer tal alameda seria da CMO ou da Cooperativa Cheuni, tanto importa. A verdade é que ela tardou muito, mas agora existe, quanto à paternidade vamos mais DEVAGAR. Em Assembleia de Freguesia de 1999, foi lançada a enorme vontade de a realisar. Todos os partidos deram a sua colaboração. As propostas foram para a CMO e o Presidente da Junta de então, acompanhou todos os detalhes da sua concepção. Até da sua realização. Foram os seus impulsionadores.

Já em 1998 foi lançado pela Junta um concurso nas escolas, sobre o nome da pessoa dado à rua dos alunos concorrentes. De todos os trabalhos apresentados, salientou-se o de uma menina de seis anos, moradora nesta alameda, até à data uma verdadeira lixeira! Passo a transcrever o seu trabalho:

 

"Cada Rua uma História – Alameda de Queijas

Acompanhando um desenho podíamos ler; era assim que eu gostava que fosse a minha rua. A minha rua tem um espaço cheio de ervas, mesmo em frente da minha casa. Eu gostava que tivesse um parque. Se tivesse um parque podíamos brincar e jogar à bola. Nesse jardim podia haver um escorrega e baloiços, assim como uma coisa para trepar. Devia também ter bancos para a minha avó se sentar a bordar com as suas amigas. Eu gostava que tivesse um lago com nenúfares, peixes e rãs e muitas flores para as abelhas tirarem o mel. Podíamos plantar muitas Árvores, que seriam bonitas como os pinheiros do meu avô.  Há muitos anos quando o meu avô veio morar para esta rua, ele plantou uns pinhões na terra. Agora temos três grandes pinheiros que dão muita sombra. Ao pé dos pinheiros, o meu avô também plantou rosas. Há outras pessoas na rua que plantam árvores bonitas ….. . Mas não é a mesma coisa. Se houvesse um parque todo arranjadinho a minha rua ficava mais bonita e os meninos de Queijas teriam um sítio grande e bom para brincar … ficávamos todos mais contentes."

 

Catarina Flores Henriques – 6 anos!

 

Esta criança era quem merecia a paternidade da existência da Alameda de Queijas. É por isto que vale a pena ser autarca, não por qualquer feira de vaidades ou paternidades. Conhecer esta menina foi muito mais importasnte do que assistir à requentada "feira de vaidades", daqueles que insistem em ignorar a verdade e o valor que existe nas crianças!

António Reis Luz

 



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Quinta-feira, 15 de Março de 2012
AS DÍVIDAS DAS AUTARQUIAS

Miguel A. Lopes, Lusa

Uma carta com as assinaturas dos ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares exige aos 308 presidentes de câmara do Continente, da Madeira e dos Açores que detalhem à Inspeção-Geral de Finanças, até 15 de março, o “montante global” que os municípios têm em dívida. No documento, cujo conteúdo é hoje revelado pela imprensa, Vítor Gaspar e Miguel Relvas manifestam respeito pela “autonomia da administração local”, mas tratam de associar a transparência das contas à “cooperação institucional” de que o país “tanto precisa”. A Associação Nacional de Municípios fala de “um processo natural”.

O teor da carta do Governo às administrações locais está nas páginas de publicações como o Diário de Notícias e o Jornal de Negócios. Foi também noticiado pela rádio TSF. Na segunda-feira, os ministros Vítor Gaspar e Miguel Relvas remeteram aos 308 municípios portugueses um documento de três parágrafos datado de 24 de fevereiro.“É um processo natural”

Para o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), entretanto ouvido pela agência Lusa, “é natural que o Governo queira saber, sem margem para desconfianças, a forma e o estado normal e atual das autarquias”.

“Naturalmente que achamos que é um processo natural para conhecer exaustivamente qual é a situação global e a situação individualizada”, reagiu Fernando Ruas.

Na opinião do autarca de Viseu, importa “saber qual é o montante global que está em causa” e “como é que está distribuído”, de forma a responder a dificuldades que estão a “estrangular” os municípios.

“Acho que neste momento qualquer uma das câmaras tem possibilidade, de um momento para o outro, de ver qual é o montante global da sua dívida”, considerou.


No texto, os membros do Executivo exortam todos os presidentes de câmara a transmitirem “à Inspeção-Geral de Finanças (IGF), até dia 15 de março, o montante global das dívidas de curto, médio e longo prazos da respetiva autarquia até 1 de janeiro de 2012”.

Fontes governamentais citadas pelo Diário de Notícias adiantam que a iniciativa visa evitar que surjam “mais surpresas como a da Madeira”.

O ministro das Finanças e o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares encaram os números agora pedidos como cruciais para que se apure a situação financeira das câmaras.

“Os elementos ora solicitados permitirão a recolha e posterior análise e tratamento de informação absolutamente crucial no sentido da visão geral e compreensiva da situação financeira dos municípios portugueses, nas suas diversas dimensões”, enfatizam os governantes.



publicado por luzdequeijas às 09:43
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Quarta-feira, 14 de Março de 2012
GRUPO DE PRESSÃO

 

O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, disse hoje à agência Lusa estar convicto de que a forma como está a ser feita a Reforma Administrativa Local «pode levar à queda do próprio Governo».

O autarca, um independente eleito pelo Partido Socialista (PS), afirmou que este processo está a transformar-se numa «situação explosiva» e a «causar crispação junto de eleitos de todos os partidos e da população em geral».

Raul Castro explicou que, caso se some «o desemprego, o ataque à classe média e a insegurança», a reforma administrativa «tem todas as condições para fazer transbordar o copo e trazer consequências políticas sérias para este Governo».

As declarações do presidente da autarquia foram feitas em Marrazes, Leiria, durante um fórum promovido pelo Movimento de Freguesias de Leiria (MFL) ¿ que representa 27 das 29 freguesias do concelho ¿, o qual juntou autarcas e deputados.

Já o presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, um independente eleito pelo PSD, revelou que no seu concelho «a situação vai ser analisada e serão apresentadas propostas credíveis para encontrar um modelo adequado, que não implique mais custos e garanta a qualidade do serviço às populações».

Os dois deputados socialistas presentes no fórum ¿ faltaram ao debate os deputados eleitos pelo PSD e pelo CDS-PP, os dois partidos da coligação governamental ¿ defenderam que a reforma administrativa não vai resolver qualquer problema.

João Paulo Pedrosa disse não conseguir perceber «como é que se avançou sem ter em conta a questão da lei de atribuições e competências» e Odete João criticou «um processo que começou a casa pelo telhado».

No sábado, a Associação Nacional de Freguesias (Anafre) convocou uma manifestação a realizar em Lisboa, a 31 de março, defendendo que esta deve ser vista pelos partidos do Governo e pelo PS como um sinal de que a reforma administrativa deve ser «profundamente alterada».

«É do interesse dos portugueses e do Governo que esta reforma seja concretizada com os eleitos locais, de freguesia e de município com as populações e não contra [elas], porque, se se levar por diante a intenção insensata de impor esta reforma aos cidadãos e eleitos locais, depois teremos de ver quem é que a vai implementar na prática e no terreno», afirmou o presidente da Anafre, Armando Vieira, autarca do PSD.

O secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, Paulo Júlio, disse no domingo à Lusa que os «portugueses não vão interpretar bem» a iniciativa, se o protesto das freguesias, anunciado na véspera, for «uma manifestação pela manifestação».

A Anafre tem defendido que «a reorganização administrativa é importante, só que tem de se ouvir as populações», mas o governante frisou que «as populações têm sido ouvidas», lembrando que nos últimos seis meses realizou mais de 60 sessões de esclarecimento em todo o país.

 

REFORMA ADMINISTRATIVA - RAUL CASTRO - AGÊNCIA FINANCEIRA


publicado por luzdequeijas às 21:45
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OS GRUPOS DE PRESSÃO

.... Os grupos de pressão, os lóbbies, são um fenómeno típico das democracias modernas. Pressionam o executivo, pressionam o legislativo, pressionam o judiciário. Usam de todos os meios, legais e ilegais, para alcançarem os seus objetivos – geralmente reivindicações específicas dirigidas a um dos três poderes. É em grande parte através desse expediente, que a classe dominante – e aos poucos também sectores das classes dominantes – fazem valer os seus direitos junto do aparelho de Estado. Por outro lado existe o debate e a hegemonia ideológica da classe dominante que se exerce através dos aparelhos ideológicos que ela tende a dominar – a imprensa, a universidade, as escolas, as igrejas, algumas associações de classe mais dominantes (na maioria, meros grupos de pressão).

Tanto os grupos de pressão quanto as condicionantes ideológicas estabelecem limitações para a política económica. Essas limitações, entretanto, podem ser parcialmente superadas pelo governo, dependendo de três variáveis: 1) da legitimidade do próprio governo 2) das alianças que logre realizar 3) da qualidade moral – entendida esta expressão no seu sentido amplo – dos seus líderes.

A palavra “legitimidade” tem muitos sentidos. Uso-a aqui com um sentido muito preciso: um governo é legítimo quando tem o apoio da sociedade civil....

Luiz Bresser Pereira



publicado por luzdequeijas às 18:43
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A SOCIEDADE CIVIL

.... A maior ou menor legitimidade de um governo é proporcional ao maior ou menor apoio com que esse governo conta junto da sociedade civil organizada em classes ou frações de classe e ponderada de acordo com os respetivos poderes económicos e políticos, ou seja, junto da sociedade civil. Legitimidade não deve ser confundida com legalidade – um governo é legal quando assumiu o poder de acordo com as leis então vigentes no país – nem com a popularidade ou representatividade que é o apoio que esse governo tem junto do povo. Porque povo deve ser claramente distinguido de sociedade civil. Enquanto no conceito de povo – conjunto de cidadãos – estes são iguais perante a lei no conceito de sociedade civil não há essa igualdade, os indivíduos são ponderados pelos poderes que possuem pessoalmente ou como parte de grupos ou instituições de todo o tipo. Em qualquer sistema político é na sociedade civil que reside o poder. Em regimes fortemente autoritários a sociedade civil pode quase se confundir com o próprio governo, já que todo o poder social está concentrado nas mãos de muito poucos. A sociedade civil pode ser, ela mesma, mais ou menos democrática, na medida em que os poderes estejam distribuídos dentro dela. Mas um governo só será legítimo e portanto só terá efetivamente poder quando tiver um razoável apoio da sociedade civil.

Quando um governo perde esse apoio, quando todas as classes sociais e especialmente as classes dirigentes perdem a confiança no governo, vemo-nos diante de uma crise de legitimidade......

Luiz Bresser Pereira       



publicado por luzdequeijas às 18:41
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A CURA TEM SEMPRE DOR
Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
 
O brutal aperto de cinto a que estamos sujeitos não poderia deixar de trazer sofrimento a muitos portugueses. Sofrimento às vezes agravado pela ideia de que os sacrifícios nem sempre são repartidos com justiça.

 

Mas é surpreendente que tantas vozes se levantem contra o que consideram ser um ataque à classe média. Afinal, quem nas últimas décadas mudou de estilo de vida, passando a consumir mais, foram aqueles que passaram o limiar da pobreza para ascenderem à classe média. Seria excelente, se não fosse uma ilusão, fomentada até pela irresponsabilidade dos políticos.

Numa economia como a nossa, que praticamente não cresce há doze anos, essa melhoria de nível de vida era insustentável. Baseava-se no crédito, que deixou milhares de famílias encravadas. O próprio défice das contas do Estado decorre, em parte, de benefícios que as pessoas recebiam e aos quais agora têm de renunciar.

Parece que alguns pensaram ser possível corrigir os nossos desequilíbrios financeiros sem dor. É um engano. Mas essencial é que a dor sirva para curar a doença.



publicado por luzdequeijas às 16:25
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Terça-feira, 13 de Março de 2012
UM ESTADISTA

 

“ ….  As qualidades morais dos governantes – a dignidade, a honestidade, o desprendimento, a coragem – e as suas qualidades culturais, ou seja, a sua capacidade de ter uma visão global da sociedade e da economia do seu país, bem como da sua inserção no sistema capitalista – tecnoburotrático contemporâneo, são qualidades fundamentais, indispensáveis.

Homens públicos com essas qualidades são capazes de enfrentar e superar muitas limitações políticas e económicas que possam aparecer-lhes no seu dia-a-dia. Os estadistas são exatamente os governantes que, graças à sua visão e à sua coragem, conseguem enfrentar as limitações e superar as crises; são os políticos que em determinado momento de grave crise são capazes de interpretar os interesses nacionais e realizá-los, ainda que para alcançar esse objetivo sejam obrigados a contrariar interesses particulares poderosos e a enfrentar convicções ideológicas dominantes na sociedade.

De qualquer forma se não é possível esperar de cada mulher ou de cada homem o desempenho de um estadista – inclusive porque para isso é necessário ocupar no governo um posto com poder formal compatível – certamente é razoável exigir deles aquele mínimo de qualidades morais e culturais que lhes permitam enfrentar as limitações económicas e políticas, de toda a ordem, com alguma possibilidade de êxito.

Essas limitações podem explicar o êxito parcial e até o fracasso de certas políticas económicas, mas jamais justificam a conivência ou a rendição a essas limitações.”

Luiz Bresser Pereira

 



publicado por luzdequeijas às 18:36
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Segunda-feira, 12 de Março de 2012
OS "LOBBIES"

 

Quem protege estas organizações e como ultrapassam o “Poder“ legitimamente constituído? Ou se entrelaçam com ele?

 

Volto a acreditar que tudo isto passa ao lado da maioria da população, que vive quase completamente absorvida pelas preocupações do seu dia-a-dia. Provavelmente têm ao seu lado pessoas a trabalharem num qualquer «lobby», sem do facto se aperceberem.   

 

Por último, não tenhamos quaisquer dúvidas, que os “lobbies “ atravessam partidos, governos, organismos públicos, Assembleia da República e todo o lado, onde possa haver, uma ponta que seja, de poder de decisão ou interesses.em jogo. Salvo raras excepções, só podem envolvidas neles, pessoas sem escrúpulos e pouco interessadas na defesa do que é justo ou da verdade! Estarão somente norteadas no cumprimento cego das instruções de quem lhes paga.

 

OPINIÃO CREDÍVEL 

 

"continua a ser demasiado fácil incumprir contratos, incumprir normas de conduta, incumprir deveres legais."

 

Jose Miguel Júdice, Bastonário da Ordem dos Advogados

 

JN 13-02-2002

 

 



publicado por luzdequeijas às 20:07
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O MANÁ

(Bíblia)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Maná (Hebraico: מָ‏ן man) significa seiva de tamarisco. O livro bíblico de Êxodo descreve-o como um alimento produzido milagrosamente, sendo fornecido por Deus ao povo Israelita, liderado por Moisés, durante a sua estada no deserto rumo à terra prometida. Segundo Êxodo, após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, flocosa, como a geada, branco, descrito como uma semente de coentro, e como o bdélio, que lembrava pequenas pérolas. Geralmente era moído, cozido, e assado, sendo transformado em bolos. Diz-se que o seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite.[1]

Tamarisco

Ainda segundo a Bíblia, o maná era enviado diariamente e não podia ser armazenado para outro dia. Também não era fornecido aos sábados; por isto Deus enviava uma quantidade maior às sextas-feiras, e neste caso o maná podia ser guardado para o sábado sem se deteriorar.

Atualmente é encontrado no deserto do Sinai algo semelhante ao relato bíblico, pequenas gotas brancas de seiva, que cresce nos ramos das arvores de tamarisco durante a estação das chuvas, se desprende durante a noite fria do deserto forrando o chão com grãos semelhantes a pérolas; após ser cozido se transforma num líquido adocicado semelhante ao mel muito apreciado pelos beduínos que o denominam maná. [1]

Em 1483, Breitenbach, o decano de Mogúncia, peregrinando no monte Sinai, escreveu: - "Nos vales próximos ao Sinai encontra-se o pão do céu, que os monges e também os árabes recolhem, guardam e vendem aos peregrinos estrangeiros que por aqui passam".

 



publicado por luzdequeijas às 16:32
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Sábado, 10 de Março de 2012
ONTÉM COMO HOJE

                                                            

Portugal Refém dos "Lobbies"

 

Financial Times vê-nos como um modelo esgotado, onde as reformas são travadas por todas as classes e com os piores niveis de qualificação, produtividade e absentismo. Um desafio dificil.

 

DN Negocios 22-10-2002

 



publicado por luzdequeijas às 13:07
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É BOM REVER O PASSADO

“ TENTAR PERCEBER “

                                                                    

“Francisco Sarsfield Cabral – Sobe de tom a contestação ao Governo. Mas quase não há tirando o caso da segurança social, onde se nota um pensamento maduro e uma estratégia determinada na concretização da mudança. Predominam, isso sim, declarações de intenção reformista, mas ainda sem grande correspondência na prática. E como essas declarações não têm primado pela clareza, permitindo imaginar tudo e mais alguma coisa, a perspectiva de mudança alarmou inutilmente muitas pessoas. Inutilmente não,: o alarme exagerado veio mesmo a jeito para os interesses instalados estimularem uma onda de rejeição indignada de toda e qualquer reforma.

Os «lobbies» não andavam distraídos, como já se tinha visto com a reacção à proposta de Ferro Rodrigues de criar farmácias sociais. A sua melhor defesa é o ataque. Assim, os vários grupos de pressão atacam por antecipação qualquer hipótese de reformas. Mas fazem-no em geral por interpostas pessoas, aproveitando o receio entretanto gerado na sociedade pela ânsia deste governo de se demarcar do estilo Guterrista de empatar com diálogos. E fazem-no com tanto maior ânimo quando o governo se mostra verbalmente decidido a mudar muito, mas já comtemporizou demasiado com alguns «lobbies» por exemplo, nas finanças das regiões autónomas ou no endividamento das autarquias. E não escapa a ninguém que, nestes como noutros casos, a verdadeira oposição ao Governo está dentro do PSD. Chegámos, assim, a uma situação curiosa. O governo do PS não fazia reformas para evitar contestações. Este governo fomenta contestações ruidosas, mas ainda não se mostrou capaz de concretizar reformas. Muito barulho para nada? ´

 DN 24-06-2002



publicado por luzdequeijas às 13:02
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RECORDANDO

“ O Governo está a tentar fazer reformas. Mas, cada vez que ensaia uma reforma – na Saúde, na Educação, na Segurança Social – levanta-se o respectivo “ lobby “ lá instalado,”             

 

Miguel Sousa Tavares TVI, 9-7-02

 



publicado por luzdequeijas às 12:56
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Sexta-feira, 9 de Março de 2012
A BATUTA DO MAESTRO

História

O Maestro como conhecemos hoje, surgiu no Romantismo musical, quando a massa orquestral ou coral tomou grandes proporções.

Antes disto, no barroco e no período clássico, a figura do maestro não era materializada. Os grupos eram pequenos (orquestras de câmara) e todos os músicos podiam se entreolhar para analisar dinâmicas e entradas. Porém, já no classicismo, com o início do crescimento da massa orquestral ou coral, quem coordenava era o músico mais visível: o primeiro violinista ou algum instrumentista de sopro. Em composições com acompanhamento por instrumento de teclado, o cravo na época e depois o piano, quem tocava este instrumento conduzia a orquestra. Tem-se notícia de Bach e Mozart regendo sentados ao instrumento.

 

 

 

Uma evolução deste estado inicial foi a marcação do tempo (métrica musical) através de batidas de um bastão no chão. Porém o ruído produzido pela batida, afetava diretamente a música, pois todos precisavam ouvir a marcação (batidas) e assim todo o público também ouvia, desta forma, alguns músicos optaram por marcar o tempo com as mãos e braços e ainda outros, enrolavam as partituras e marcavam o tempo de maneira visual.

Carl Maria von Weber foi quem introduziu uma vareta ou pequeno bastão para substituir o rolo de partitura. A esta vareta deu-se o nome de batuta.

WIKIPÉDIA



publicado por luzdequeijas às 23:55
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PARABENS MARIA PACIÊNCIA

21 de Março de 2008

Maria Paciência: Pontos nos ii!!

«Rir,rir sem descanso,de boca escancarada até ao cavernante,de todos os mil grotescos que por ai fervilham como formigas num açucareiro».*
 
Rafael Bordalo Pinheiro criador da Maria Paciência, figura inspiradora por motivos menos,que mais, óbvios para título deste blog nasceu neste dia em 1846 pelo que não poderia deixar de assinalar a data,e também porque há homens que vivem muito à frente do seu tempo.Agradeço a IC da Loja 107 a pronta e rápida colaboração na cedência de algumas imagens e também pelo esclarecimento de que:Este nome foi dado essencialmente à figura em cerâmica,já que a Maria, cheia de paciência para aturar o seu pouco convencional "marido" o Zé Povinho,já existia no jornal Os Pontos nos ii,mas aí com o nome de A velha dos pontos nos ii.,e também a MCA do Museu Bordalo Pinheiro pela indicação e partilha de fontes de informação muito preciosas.

*Objectivo da Maria


publicado por luzdequeijas às 18:55
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O ZÉ POVINHO DE HOJE

Rafael Bordalo Pinheiro, vai a caminho de dois séculos, sentiu absoluta necessidade de criar uma “figura” bem representativa do português comum.

Ficou tal figura conhecida até aos nossos dias por Zé Povinho.

De calças remendadas e botas rotas, é a eterna vítima dos partidos apesar de ir dando a vitória ora a um, ora a outro.

O sucesso obtido foi tão grande que Bordalo acabou por recriar no barro, em tinteiros, cinzeiros e apitos, a figura símbolo do povo português, lado a lado com a inseparável Maria da Paciência, velha alfacinha alcoviteira.

Desde então é o “Zé Povinho, que motivado única e simplesmente pelo interesse comunitário, trabalha em prol das suas actividades, sejam elas religiosas, profanas ou culturais.

É o Zé Povinho que sem estudos e diplomas, após um dia de trabalho árduo vai à igreja e ao clube para reunir, planear e organizar procissões, festas etc.

Entretanto vai-nos dizendo: “ aguento como posso, e quando as coisas me irritam, encho-me de força, de tal forma que já me quiseram chamar Maria da Fonte. Mas eu acho que sou apenas eu - o POVO.” 

 

Figura em cerâmica retratando o Zé Povinho, por Rafael Bordalo Pinheiro

 

O meu nome é Zé Povinho, pois então! “Represento, na perfeição, todas as características do nosso povo sejam elas boas ou más.”

 

Após o 25 de Abril ajustou-se, mantendo velhos hábitos, em vez de os corrigir, permitindo que novas injustiças e novas albardas surgissem cobertas com um fino verniz de democracia.

 

Hoje, o Zé Povinho é menos analfabeto, mas perdeu algumas qualidades estimáveis como a simplicidade e a naturalidade de outrora, bem como algumas raízes culturais importantes, adquirindo novos costumes pouco recomendáveis. Mas enche páginas na Internet. Por lá o ficámos a conhecer melhor e por lá o pudemos divulgar.Quanto a valores foi-os perdendo e hoje se puder dá uma "facadinha" no melhor amigo sem olhar para trás

 

De algum tempo a esta parte, os mais "vivaços", vegetam dentro daquilo a que todos chamam de "SISTEMA".Na verdade, ninguém sabe explicar o que isto é, mas dá jeito falar nele, para dar a perceber aos outros, que se é muito entendido!

 

Hoje, também representa do povo aquilo que ele tem de pior e só isso. A mentira, a denúncia, a traição, o oportunismo etc., etc. Votou à esquerda para mandar e ficar rico com pouco trabalho, mas lixou-se..... Votou à direita mas sem esquecer a sua esquerda e voltou a lixar-se.....! Hoje, já não sabe para onde se virar e ainda vai acabar no "ZÉ POVINHO" de antigamente. Simples, bom e muito honesto, o que não evita que o dito "SISTEMA" o venha a denunciar como "amigo do alheio" para dar cobertura aos verdadeiros "amigos do alheio" !

 

 

 



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CONTINUAMOS À ESPERA

“PSD apresenta lei sobre criação de «lobbies» “

 

“O PSD vai apresentar, até ao final de Maio, um projecto-lei de legalização dos «lobbies», declarou ao Expresso o líder parlamentar do PSD Marques Mendes, acrescentando, como justificação para a iniciativa:

  “ Eles existem, logo é melhor que eles se assumam, com clareza e transparência, em vez de trabalharem de forma inorgânica, exercendo pressões que não sabemos se são legítimas ou não “.

O grupo parlamentar social-democrata já esboçou um anteprojecto, mas a sua versão definitiva aguarda os dados de um estudo de direito comparado sobre a organização e registo oficial da actividade de» lobbing». Um trabalho que será solicitado a uma das três universidades que mantêm um protocolo de assistência com a Assembleia da República.

Depois da instituição, há cerca de três anos, do registo público de interesses dos titulares de cargos públicos, esta medida traduzir-se-á, segundo o PSD,

«Num passo importante para a clareza e a transparência, que são crescentemente reclamadas, da actividade política e da gestão pública em particular». Alegam os sociais-democratas que:

«A evolução recente desta questão na sociedade portuguesa e os sinais que se vão detectando da movimentação de interesses junto dos poderes públicos tornam a nosso ver, premente a regulamentação desta questão».” (.)

 

Expresso – Cristina Figueiredo

 



publicado por luzdequeijas às 12:50
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RELEMBRANDO ....

 

 

“ O Padrinho e os Afilhados “

 

“O major Valentim Loureiro portou-se como um verdadeiro padrinho em relação aos seus dois afilhados predilectos. No caso do afilhado mais novo, João Pinto, “ garantiu “ que não tinha agredido o árbitro. Ele não tem a mínima dúvida de que tudo não passa de uma “ tentativa de crucificação pública “. Coitado do João Pinto, como todos sabem, a imprensa desportiva está sempre a atacá-lo. Perante o pormenor de o árbitro ter escrito no relatório que tinha sido agredido, o major teve a resposta extraordinária: “ Os árbitros escrevem o que quiserem nos relatórios “. Aí está, presidente da Liga deu o exemplo para o próximo campeonato: se os relatórios não agradarem, todos podem dizer que os árbitros escrevem o que querem. Vai ser bonito. Para o segundo afilhado, António Oliveira, teve as seguintes palavras: “ Ele merece continuar o projecto inciado há dois anos “. 

Que ninguém tenha dúvidas, o “ Sistema “ vai fazer tudo para manter o Oliveira na selecção.

Vão começar a dizer que o “objectivo”, apurar Portugal para o Mundial, foi alcançado. Para 2004 isto não chega, visto que os portugueses já estão apurados. Como país organizador, Portugal tem que aspirar a ser campeão. Para isso, já se viu que Oliveira não serve. Se os Loureiros e os Mandailes deste país insistirem na “ besta bestial “, proponho uma revolta popular: no próximo jogo particular da selecção ninguém vai ao estádio. A imagem de um estádio vazio num jogo do país organizador obrigará a despedir o treinador. A ideia é muito simples. Dado o peso da Olivedesportos na Federação, Oliveira só irá para a rua quando perceber que o seleccionador Oliveira está a dar prejuízo ao “ empresário “ Oliveira.”                                                                 

 

INDEPENDENTE - 21 de Junho de 2002      



publicado por luzdequeijas às 12:46
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Quarta-feira, 7 de Março de 2012
O FIGURINISTA

Princípios básicos do figurino

Figurinos históricos de Le Cateau-Cambrésis, França.

"O

Figurino luminoso de Beo Beyond

 

 

" O hábito fala pelo monge, o vestuário é comunicação além de cobrir o corpo da nudez, ele tem outras finalidades".

Umberto Eco

O que é um figurino

O figurino é composto por todas as roupas e os acessórios dos personagens, projetados e/ou escolhidos pelo figurinista, de acordo com as necessidades do roteiro, personagem, da direção do filme e as possibilidades do orçamento.

Ele é mais que uma simples veste, mais que uma roupa, pois ele possui uma carga, um depoimento, uma lista de mensagens implícitas visíveis e subliminares sobre todo o panorama do espetáculo e possui funções específicas dentro do contexto e perante o público, ora com grau maior ora menor.

Mas não esqueçamos de diferenciar os termos figurino, indumentária e vestimenta: Denominamos que indumentárias seriam todo o vestuário em relação a uma determinada época e povos. Vestuário, um conjunto de peças de roupas que se veste e o figurino seria o traje usado por uma personagem criada.

O figurinista que cuida da criação dos figurinos, os interpreta, idealiza, desenvolve a pesquisa, criação dos croquis, pode reelaborar figurinos já existentes, coordena a equipe de produção e organização do guarda-roupa. É responsável enfim, por toda e qualquer produção necessária, seja delegando funções a terceiros ou produzindo ele mesmo, dentro desta concepção de totalidade, é necessário que tenha noções de cenografia, teatro, expressão corporal, iluminação, noções de espaço, arte, além de como se criar um traje, como história do vestuário, desenvolvimento de croquis, desenho técnico, modelagem, conhecimento sobre tecidos, acessórios, costura, e onde pode encontrar materiais e pessoal.

Wikipédia

 



publicado por luzdequeijas às 23:57
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Terça-feira, 6 de Março de 2012
MANUELINO

Características

Coluna no Claustro do Mosteiro dos Jerónimos.

 

 

A característica dominante do Manuelino é a exuberância de formas e uma forte interpretação naturalista-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais. A janela, tanto em edifícios religiosos como seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar. Estes motivos aparecem em construções, pelourinhos, túmulos ou mesmo peças artísticas, como em ourivesaria, de que a Custódia de Belém é um exemplo.

O conjunto decorativo de um elemento escultórico manuelino apresenta-se quase sempre como um discurso de pedra, onde diversos elementos e referências se cruzam (pansemiose - ou "todos os significados"), como o simbilismo cristão, a alquimia, a tradição popular, etc. O contexto tanto pode ser moralizante, como alegórico, jocoso (quando se aponta o dedo aos defeitos humanos ou a pormenores obscenos, como a referência sexual numa gárgula exterior à capela de São Nicolau, em Guimarães), esotérico ou, simplesmente, propagandístico em relação ao poder imperial de D. Manuel I. Note-se que esta simbologia está também muito ligada à heráldica.

Os motivos mais frequentes da arquitectura manuelina são a esfera armilar, conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, futuro rei D. Manuel I, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel, a Cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas: Corais, Algas, Alcachofras, Pinhas, animais vários e elementos fantásticos: Ouroboros, Sereias, gárgulas.



publicado por luzdequeijas às 15:36
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CUIDADO ....

COM OS BEZERROS DE OURO! Podem levar um país à destruição|

 

VEJAM só! O que é que o povo está fazendo? Oram a um bezerro! Por que será?

Ficando Moisés muito tempo no monte, o povo disse: ‘Não sabemos o que aconteceu com Moisés. Vamos fazer um deus para nos tirar desta terra.’

Moisés jogando as duas pedras

‘Está bem’, disse Arão, irmão de Moisés. ‘Tragam-me os seus brincos de ouro.’ Quando o povo os trouxe, Arão fundiu-os e fez um bezerro de ouro. E o povo disse: ‘Este é nosso Deus, que nos tirou do Egito!’ Fizeram então uma grande festa e adoraram o bezerro de ouro.

Quando Jeová viu isso, ficou muito zangado. Disse a Moisés: ‘Desça depressa. O povo está agindo muito mal. Esqueceram-se das minhas leis e curvam-se diante dum bezerro de ouro.’

Pessoas adorando um bezerro de ouro

Moisés desceu depressa do monte. Chegando perto, viu o povo cantar e dançar em volta do bezerro de ouro! Moisés ficou tão zangado, que jogou no chão as duas pedras chatas com as leis, despedaçando-as. Depois pegou no bezerro de ouro e o fundiu, pulverizando-o a seguir.

O povo fez algo muito mau. Por isso, Moisés mandou os homens tomarem as suas espadas. ‘Os maus que adoraram o bezerro de ouro tem de morrer’, disse Moisés. E, assim, os homens mataram 3.000! Não mostra isso que precisamos ter cuidado em adorar apenas a Jeová, e não deuses falsos?

Êxodo 32:1-35.

 



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Domingo, 4 de Março de 2012
O LIVRO DO ÊXODO
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Êxodo (do latim tardio exŏdus do grego ἔξοδος, composto de ἐξ "fora" e ὁδός "via, caminho", significando partida). Na tradição hebraica, chama-se Sh'moth (em hebraico: שמות, literalmente "nomes", hebreu moderno: Shmot) é o segundo livro do Antigo Testamento e do Pentateuco/Torá, vem depois do Livro
 

 

 

 

de Gênesis e antes do livro de Levítico.[1][2] A sua autoria foi tradicionalmente atribuída ao profeta Moisés pela tradição judaico-cristã.[3] A crítica académica moderna descreve o livro do êxodo como uma copilação de textos distintos, tendo recebido sua redação final no período posterior ao exílio babilónico entre os séculos 6 e 5 A.C.[3] .[4] O Livro do Êxodo dá continuidade ao livro da Gênesis, relata como Moisés conduz os israelitas do Egito pelo deserto até o Monte Sinai Bíblico, onde Yahveh se revela e oferece uma aliança: os israelitas devem manter a lei e, em retorno, receberiam a proteção de Yahveh que lhes daria Canaã (a Terra Prometida). Há muitas relatos bem conhecidos no Êxodo, como a passagem pelo Mar Vermelho (possivelmente, Mar dos Juncos), a revelação no Sinai, a entrega das tabuletas da lei, Bezerro de ouro e o aparecimento de maná no deserto.

 



publicado por luzdequeijas às 16:47
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A PÁSCOA

Deus ordenou que os Israelitas celebrassem a " Páscoa" onde o anjo da morte poupou as casas que tinham o sangue de um cordeiro.

Ex 12:1-14
"E FALOU o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. "

 


A ovelha era reconhecida por sua gordura, rabo carnudo.

A cor de sua lã normalmente era branca, marrom ou às vezes
as pernas e a cabeças pretas. As ovelhas eram descritas como
bondosas, não teimosas, temerosas, sem defesa, pacientes,
sofredoras, e eram abundantes em Israel.

" E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo."

" Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do SENHOR. E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo."



publicado por luzdequeijas às 16:43
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ORIGEM DOS SALMOS

A autoria da maioria dos salmos é atribuída ao rei Davi, o qual teria escrito pelo menos 73 poemas. Asafe é considerado o autor de 12 salmos. Os filhos de Corá escreveram uns nove e o rei Salomão ao menos dois. Hemã, com os filhos de Corá, bem como Etã e Moisés, escreveram no mínimo um cada. Todavia, 51 salmos seriam tidos de autoria anónima.

O período em que os salmos foram compostos varia muito, representando um lapso temporal de aproximadamente um milénio, desde a data aproximada de 1440 a.C., quando houve o êxodo dos Israelitas do Egito até ao cativeiro babilónico, sendo que muitas vezes esses poemas permitem traçar um paralelo com os acontecimentos históricos, principalmente com a vida de Davi, quando, por exemplo, havia fugido da perseguição promovida pelo rei Saul ou quanto ao arrependimento pelo seu pecado com Bate-Seba.

Poemas de louvor, os salmos foram inicialmente transmitidos através da tradição oral e a fixação por escrito teve lugar, sobretudo através do movimento de recolha das tradições israelitas, iniciado no exílio babilónico pelo profeta Ezequiel (séculos VII-VI a.C.). Como tal, muitos destes textos são muito anteriores, sendo bastante difícil a sua crítica do ponto de vista literário estritos. Ainda assim, tendo em conta a comparação com a literatura poética coeva do Egito, da Assíria e da Babilónia, pode-se afirmar que estes poemas de Israel são um dos expoentes da poesia universal.

Os salmos, em termos de conteúdo, possuem estrutura coerente, o que também pode ser observado em passagens do Antigo Testamento e em obras literárias do Oriente Médio da Antiguidade.[4]

Tal como em outras tradições culturais, também a poesia hebraica andava estreitamente associada à música. Assim, embora não seja de se excluir para os salmos a possível recitação em forma de leitura, "todavia, dado o seu género literário, com razão são designados em hebraico pelo termo Tehillim, isto é, «cânticos de louvor», e, em grego psalmói, ou seja, «cânticos acompanhados ao som do saltério», ou ainda: oração cantada e acompanhada com instrumentos musicais[3].

De fato, todos os salmos possuem um certo caráter musical, que determina o modo como devem ser executados. E assim, mesmo quando o salmo é recitado sem canto, ou até individualmente ou em silêncio, a sua recitação terá de conservar este caráter musical[5]

Os salmos acabaram por constituir um hinário litúrgico para uso no templo de Jerusalém, do qual transitaram quer para a sinagoga judaica, quer para as liturgias cristãs.

Na Igreja Católica, os 150 salmos formam o núcleo da oração cotidiana: a chamada Liturgia das Horas, também conhecida por Ofício Divino e cuja organização remonta a São Bento de Núrsia. A oração conhecida por rosário, com as suas 150 Ave Marias, formou-se por analogia com os 150 salmos do Ofício.

Os salmos são também poesia, que é a forma mais apropriada para expressar os sentimentos diante da realidade da vida permeada pelo mistério de Deus, o aliado que se compromete com o homem para com ele construir a história. É Deus participando da luta pela vida e liberdade. Dessa forma, os salmos convidam para que também nós nos voltemos com atenção para a vida e a história. Nelas descobrimos o Deus sempre presente e disposto a se aliar, para caminhar na luta pela construção do mundo novo[3].

Os salmos supõem o contexto maior de uma fé que nasce da história e constrói história. Seu ponto de partida é o Deus libertador que ouve o clamor do povo e se torna presente, dando eficácia à sua luta pela liberdade e vida (Ex 3,7-8). Por isso, os salmos são as orações que manifestam a fé que os pobres e oprimidos têm no Deus aliado. Como esse Deus não aprova a situação dos desfavorecidos, o povo tem a ousadia de reivindicar seus direitos, denunciar a injustiça, resistir aos poderosos e até mesmo questionar o próprio Deus. São orações que nos consciencializam e engajam na luta dentro dos conflitos, sem dar espaço para o pieguismo, o individualismo ou a alienação[3].

O livro dos Salmos é um dos mais citados pelos escritores do Novo Testamento. O próprio Jesus orava os salmos, e sua vida e ação trouxeram significado pleno para o sentido que essas orações já possuíam. Depois dele, os salmos se tornaram a oração do novo povo de Deus, comprometido com Jesus Cristo para a transformação do mundo, em vista da construção do Reino[3].

Vários salmos são considerados pelos teólogos como proféticos ou messiânicos, pois referem-se à vinda do Cristo e, por isso, existem muitas citações de versos dos salmistas no Novo Testamento com o propósito de provar o cumprimento das profecias na pessoa de Jesus.[6]

O Salmo 150 constituiria uma doxologia, ou arremate de louvor do livro. [7]

 

WIKIPÉDIA



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Sábado, 3 de Março de 2012
O CAMINHO DO FUTURO
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
 

Grupo faz propostas para o país

O Projecto Farol reúne empresários, gestores, advogados e professores universitários, sob a égide da Deloitte

 

O empresário Belmiro de Azevedo preside a 28 de Maio à primeira reunião do Projecto Farol, que vai incidir sobre a globalização. Participam ainda na reunião restrita António Mexia, presidente da EDP, os professores universitários Alberto Castro e Brandão de Brito, além de Jorge Marrão, da Deloitte.

O projecto Farol resulta de um desafio que a Deloitte lançou a um conjunto de cidadãos, no sentido de ser desenvolvido um trabalho de reflexão e apresentação de propostas para o país. O manifesto que lança o projecto sustenta que "a sociedade civil tem o dever de participar nessa tarefa de reflexão e de contribuir activamente para as mudanças e reformas que o país tem de levar a cabo", já que " o espaço público e o debate de ideias tem estado entre nós excessivamente confinado na luta político-partidária, aprisionado por circunstâncias eleitorais que condicionam o debate sereno sobre o nosso futuro".

Os promotores da iniciativa, desenvolvida a propósito dos 40 anos da Deloitte em Portugal, sublinham que não os move outro interesse senão " o cumprimento do dever de cidadania activa que impõe uma nova atitude dos cidadãos com a vida pública", atitude essa que, "se assumida com independência face ao poder político e face aos diversos grupos legítimos organizados da nossa sociedade, gerará por certo novas dinâmicas que deverão ser favoravelmente entendidas como um valor acrescentado para o enriquecimento e melhoria da nossa decisão colectiva".

O projecto, sustentam os autores, "parte de uma visão do mundo comprometida com os princípios do Estado de Direito e com as políticas que reconhecem no modelo de economia de mercado a forma mais eficiente de criar riqueza e elevar os níveis de bem-estar social". Além disso, "reflectirá uma visão independente de qualquer corrente ideológica ou partido político ou ainda de qualquer escola ou tendência de pensamento social ou económico" : " uma nova cidadania, assente num património de valores colectivamente partilhados, mas conscientes do primado da pessoa; uma cultura, aberta ao conhecimento, mas comprometida com as nossas raízes; uma educação que reconheça que a qualidade da comunidade assenta na qualidade dos cidadãos que a compõem e uma coesão social e territorial", são quatro das dimensões críticas do Projecto Farol.

A estas juntam-se, no plano económico, " a aceitação da globalização, através de um quadro de competitividade saudável que se afirme e consolide uma malha empresarial inserida na economia global, e a construção de políticas e práticas que contribuam para a acumulação de capital pela via da poupança individual e das empresas, essencial ao financiamento da actividade económica",  por último, a Reforma do Estado, no sentido de um Estado voltado essencialmente para as suas funções de soberania, em especial na Justiça, menos interventor e mais regulador, na economia, e na prestação de serviços de interesse público.

É a isso que se propõem os autores, através de estudos a levar a cabo por entidades prestigiadas e por jornadas de reflexão, a concretizar até ao fim do ano, sobre cada um dos temas e ainda sobre os obstáculos que vêm impedindo que Portugal se coloque a par das sociedades mais desenvolvidas.

Expresso    23-05-2009 





publicado por luzdequeijas às 16:00
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Sexta-feira, 2 de Março de 2012
A SOCIEDADE CÍVIL

Por último atrevo-me a perguntar que peso tem a nossa Sociedade Civil, hoje ? Não consigo descortinar nenhum, para além de meter o voto na urna. Gratuitamente! Ou seja, sem qualquer proveito nem consciência.

 

Os cidadãos e a sociedade civil estão esmagados pelas estruturas que lhes são impostas por aqueles em quem eles votaram !

 

Chamam a isto democracia ? Defendo a Democracia Representativa.

 

Naturalmente que ainda é cedo para a dita Democracia Participativa, ela nestes tempos mais não seria que um sonho eternamente adiado.

 

Portugal tem pressa. Há largos passos a dar neste sentido.

 

Por enquanto a sociedade civil e cada um dos cidadãos, encarcerados na “caverna”, só vêem sombras da realidade. Mas têm um sentir !

Por cansaço, desânimo e algum comodismo, parecem adormecidos.

 

Que o povo tenha os seus representantes e os eleja com convicção é indispensável, mas é muito pouco. Tais representantes têm de sê – lo mesmo. Os Partidos têm de mudar. Não podem legislar a sua própria existência, desviarem-se da democracia e dela desviarem o país, sem que ninguém tenha poder de corrigir tais desvios.

 

É preciso inventar qualquer “Entidade Reguladora” para controlar a saúde dos procedimentos praticados dentro dos partidos! Com gente acima de qualquer suspeita.

 

É fundamental que os eleitos saibam e posam erguer uma Sociedade Civil organizada de forma a que os cidadãos no seu dia a dia possam dizer, através das várias opções que tomam, o que querem e o que não querem .

Se não puderem escolher, por inexistência de opção, não são livres.

 

Se não forem livres, ninguém tem o direito de lhes pedir seja o que for.

 

O seu subconsciente, por instinto de defesa, atira-os para a apatia. Comodamente deixam andar, mas não acreditam em nada. Aparentemente estão adormecidos. Os apelos passam-lhes ao lado. A nação vai definhando.

 

O «Homem Novo» nunca virá, porque é um ser contranatura. Temos que viver com aquele que existe, que está a dar continuidade aos seus avós e outros antepassados.

 

O Homem de sempre vai resistindo a tudo, até à perda daquilo que mais sagrado existe para ele :  Os valores e a família.



publicado por luzdequeijas às 12:19
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Quinta-feira, 1 de Março de 2012
A FINLÂNDIA

UM POVO EDUCADO NÃO TOLERA CORRUPÇÃO. UM POVO EDUCADO ELEGERÁ DIRIGENTES HONESTOS E COMPETENTES. ESTES ESCOLHERÃO OS MELHORES ASSESSORES. UM POVO EDUCADO SABE MUITO BEM DISTINGUIR UM DISCURSO SÉRIO DE UMA VERBORREIA DEMAGÓGICA. COM UM POVO INCULTO ACONTECE EXACTAMENTE O INVERSO!

 

Foi com um povo educado, que a Finlândia sem recursos naturais e somente 5 milhões de habitantes, consegue aparecer nas estatísticas internacionais, sobre competitividade, sempre nos primeiros lugares!



publicado por luzdequeijas às 18:31
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
O MONSTRO NESTE SÉCULO

"Neste momento, fala-se muito da dívida externa portuguesa. No entanto, aqueles que só agora mostram tanta preocupação, durante muitos anos ignoraram essa mesma dívida, embora ela já estivesse a crescer a um ritmo muito elevado. Entre 2004 e 2009, o valor do PIB em Portugal aumentou, em valores nominais, ou seja, sem entrar com o efeito da subida de preços, 13,6%, enquanto a dívida externa liquida cresceu 78,6%. Em milhões de euros, o PIB aumentou 19.608 milhões de euros, enquanto a dívida cresceu 72.484 milhões de euros, ou seja, 3,7 vezes mais. Como consequência, entre 2004 e 2009, a dívida externa líquida do Pais passou de 64% do PIB para 100,6% do PIB. Portanto, o crescimento elevado da dívida não é recente, e muito se refere ao período 2008-2009, tendo-se apenas acentuado com o governo de Sócrates que mostrou sempre grande incompreensão em relação às consequências do endívidamento externo.

 

Por Eugénio Rosa

 

NOTA: Foi uma pena que o actual presidente do PS não tivesse alertado, nas reuniões internas do Partido Socialista ou nos média, para o incomportável crescimento da "Dívida Externa" portuguesa, particularmente no período 2008-2009. O crescimento do PIB foi sempre abaixo da média da UE, senão mesmo expresso em décimas, e largamente beneficiado pelos investimentos produzidos com o dinheiro que originou a "pesada dívida externa" e sempre aplicado em mais auto-estradas! O desemprego já altíssimo, foi sendo disfarçado com o dinheiro da dívida aplicado em "Obras Públicas". Claro, mesmo sabendo-se que "as dívidas não são para pagar".





publicado por luzdequeijas às 21:15
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
O POVO E O MONSTRO

O Monstro – está instalado entre nós vai para muito mais de trinta anos! Nasceu, cresceu e engordou e foi-se deitando em cima dos portugueses, não os deixando quase respirar. Veio para ficar?

Entretanto o monstro parece não ter pais, pelo menos, ninguém assume a sua paternidade. Uma coisa é certa ele apareceu depois do 25 de Abril, antes havia problemas mas eram de outro teor. Arriscamos algumas das paternidades lógicas:

- Os auto-proclamados “Anti–Fascistas”, por terem forçado uma revolução a  qualquer preço e, quando a tiveram na mão, perderam-lhe o controle.

- Os capitães de Abril por terem de forma absolutamente desonesta ignorado as hierarquias existentes para se lançarem nos braços de ideologias que não conheciam e que nos conduziriam a uma completa desgraça. Em nome dessas ideologias ignoraram a vontade da maioria do povo.

- Os radicais de esquerda pela falta de respeito que demonstraram ter pela maioria do povo e pela democracia, utilizando métodos absolutamente censuráveis.

- As corporações, pelo egoísmo desenfreado castrador de uma mínima dignidade humana.

- Depois, vêem muitos pais sempre incógnitos, sempre movidos pela ambição e oportunismo ao que sempre juntaram incompetência.

- Por último, mas não menos responsáveis, os partidos políticos pelo modo como têm funcionado (em cartel) e pela selecção dos seus militantes e dos candidatos que nomeiam para servir o povo português. Será bom lembrar que eles legislam os seus próprios interesses e a sua própria autoridade ! O país paga o esbanjamento e incompetência!

 

Quem tem o poder que os partidos têm, tem que ser muito digno e ter a servi-lo pessoas ainda mais dignas e de maiores créditos. Acima de tudo isentas nas decisões que tomam.

Como matar este monstro ?

Se quisermos escutar o «País Profundo» todo o tempo será pouco, e muito há para aprender.

De resto, é também uma imensa multidão que paga os esbanjamentos dos que nunca são julgados pela sua desonestidade e incompetência.

 

Senhor primeiro-ministro, enquanto não tiver chegado a sua esperada Revolução Tecnológica (chegará ela um dia?),  o país não pode continuar na mesma . Ela só por si, não resolve tudo, e vai demorar a dar frutos.

 

O povo sente quem o serve e sabe agradecer.

 

Todas as instituições civis: as famílias, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias em geral, desde que não estejam “ contaminadas “ pelo “ sistema apodrecido “, são pequenos pelotões nos quais a população participa e confia,  e de onde podem emanar os “alertas” tão necessários para que os poderes instituídos não se desviem do sentir, que é sabedoria, do povo que os elegeu.

 

Para que a sociedade civil atinja os altos níveis de confiança, tão necessários, temos que  nela acreditar.

 

Como? Ouvindo-a e desenvolvendo mecanismos de captação da opinião geral da população. Nunca lançar ruído sobre ela . Um político tem de ter esse dom.

 

Isto nada tem a ver com a famigerada governação por sondagens.

 

Porque conhecer o sentir que vem da população deve servir principalmente como modelo de aferição face às tomadas de decisão justas e não populares.

  

Este é um caminho que se faz andando. Andando depressa .

 

Precisamos de Homens de Estado que saibam olhar para a vasta multidão de portugueses e sem medo lhes afirmar:

 

Se ninguém precisa de ti, eu venho procurar-te.

 

Se não serves para nada , eu não te posso dispensar.

 

São estes milhões de portugueses que detêm a opinião geral do País !

São eles que parecem estar sozinhos, mas são de longe a maioria.

São estes milhões de cidadãos anónimos que pagam as portagens daqueles que não as querem pagar!

São estes milhões de portugueses que pagam as propinas universitárias daqueles que também não as querem pagar . Mesmo sem terem filhos, ou tendo-os, cedo começaram a trabalhar !

São estes milhões de gente boa, que não têm a defesa das corporações, das organizações secretas, das teias, dos lobbies, dos partidos e dos seus aparelhos, mas que são o Portugal autêntico. Um dia se verá.

 

Não aqueles que em vez de estudarem andam todo o ano em manifestações de rua , gastando o nosso dinheiro.

Não aqueles que despudoradamente fazem buzinões, manipulados por partidos.

Não aqueles que passam toda a sua vida em sindicatos, ou os que nos aparecem nas televisões, sistematicamente a exigir serem ouvidos, quando o povo já não os pode sequer ouvir.

 

Ouçam-se as vozes da gente simples que vêm das famílias, dos vizinhos , das igrejas, dos pequenos clubes, das colectividades, das associações, dos ranchos folclóricos, dos dadores de sangue etc.

São estas as vozes que ninguém ouve e precisam ser ouvidas.

Mas cuidado com as vozes dos que dizem representá-los.

Essas estão contaminadas ! As redes que por aí andam são a fingir.

São as vozes desta gente anónima, que não fala nos telejornais, que derrubam os  governos. Embora não pareça.

 

Explique-se à população que é mentira haver, entre outros, sistemas gratuitos como a educação e a saúde. Publiquem-se nos jornais, em linguagem simples, os números astronómicos que os portugueses pagam por eles.

Os números que os portugueses pagam para gáudio das corporações.

Pagam e vêm péssima qualidade de ensino, atrasos de anos na justiça, longas listas de espera para se ser operado, e cada vez viver pior.

Pagam quando liquidam os impostos que podiam ser bem mais leves.

Para permitir melhor compreensão dos factos, diga-se quanto custa cada aluno ou cada doente, ou cada julgamento ao erário público.

Assuma-se criticar a gestão dos milhões e milhões do financiamento feito no ensino e saúde, de natureza pública. Ou nos tribunais.

Permita-se que ao lado do publico funcione o privado, sem medo. Não se privilegie nem um nem outro. Inverta-se o modo de financiamento, entregando o dinheiro aos utentes ( ou família),  em vez de financiar as instituições.

Isto é que é democracia, é pôr as pessoas a decidir todos os dias onde deve ser gasto o seu dinheiro.

Fazerem-nos pagar impostos e depois gastarem o nosso dinheiro em opções erradas, é não dar ao povo a possibilidade de participar na democracia muito para além do voto. Muito para além do candidato que lhe querem impingir.



publicado por luzdequeijas às 23:00
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O LINCHAMENTO CIBERNÉTICO
A palavra linchamento tem origem no EUA e deriva do nome Lynch, o qual tanto pode ser do coronel Charles Lynch que praticava “justiça” com as próprias mãos durante a guerra da independência, como do capitão William Lynch que mantinha um comité independente encarregado de manter a ordem no condado de Pittsylvania por volta de 1870. De qualquer forma, independente de onde surgiu o nome, o linchamento traduz um acto de “justiça” sumária, em que a população, com ou sem razão, aplica sanções ao acusado de crime. Esses justiciamentos em geral acabam na morte do acusado.
A história regista que em quase todas as culturas existe ou existiram os linchamentos. Parece que tantos mais actos foram praticados, quanto menos apetrechado juridicamente o Estado se encontrava. Embora, paradoxalmente, como se percebe pelo registo histórico, tenha sido praticado intensamente nos EUA até 1960 onde é notório uma preparação jurídica de monta. Lá também, nos EUA, o linchamento foi amplamente usado como terrorismo racial contra negros e a Klu Klux Klan foi a notória linchadora, principalmente nos estados do sul. De qualquer forma, o linchamento o mais das vezes é um acto de multidões inflamadas, e, ainda que quase sempre tenha uma veia de espontaneidade, muitas vezes é resultado de incitação por parte de líderes naturais.
O que fica claro, seja o linchamento “justo” ou não, é a irreversibilidade do resultado, porquanto na quase totalidade dos casos o acto resulta em morte. No Brasil, os linchamentos já apresentaram, sobretudo no século XIX, uma conotação diretamente racial, como nos EUA; contudo, a sua motivação foi sendo modificada ao longo do tempo. Actualmente, no nosso país, essas acções violentas aparecem, sobretudo, como uma atitude de combate ao crime e à criminalidade. Seguidamente, os meios de comunicação mostram-nos os horrores de pessoas linchadas em plena rua por motivos até fúteis.
Recentemente em São Paulo, após passar mal, perder o controle do ónibus que dirigia e atingir três carros, três motos e atropelar um homem de 26 anos, o motorista Edmilson dos Reis Alves foi linchado por cerca de 40 pessoas. O linchamento ocorreu por volta das 23h30 de domingo, 27 de novembro, no Jardim Planalto, zona leste de São Paulo.
Também, assim como os meios de comunicação evoluíram, os actos de linchamento pegaram uma carona nesse comboio e mostraram a sua imagem de adaptação aos média, mas nem por isso menos nociva ou destrutiva. O caso da Escola Base em março de 1994 é um evento típico. Dois alunos de quatro anos deram a entender aos seus pais que haviam sido abusados na escola, pelos directores. Os pais registaram a queixa na delegacia do Cambuci e a imprensa tomou conhecimento. O delegado que assumiu o caso executou as diligências necessárias na escola e mandou as crianças para o IML. Nada foi constatado na escola e tampouco o IML notificou qualquer violação das crianças. Achando que não havia recebido a atenção necessária, a mãe de uma das crianças entrou em contacto com a Rede Globo. Naquela mesma noite, o Jornal Nacional noticiava o acontecido. Mesmo sem nada realmente comprovado, todos os grandes veículos de São Paulo abraçaram a denúncia e deram manchete sobre o caso. Notícias que resultaram na depredação da escola e também no linchamento moral dos envolvidos. Estava estabelecido um caso de linchamento mediático que resultou na morte cívica de dois cidadãos que, depois se provou cabalmente, eram inocentes.
Com advento da internet e das redes sociais, o linchamento deu mais um salto qualitativo - um upgrading para falar na linguagem da Web - passou a mostrar uma cara eletrónica. Hoje, 16/12/11, a imprensa tradicional e as redes sociais mostraram com detalhes uma mulher maltratando um cãozinho que acabou por morrer. O acto dantesco, filmado por um vizinho, foi feito na frente da sua filhinha de três anos o que aumentou a indignação da comunidade "facebuquiana" e dos espectadores dos jornais televisivos. Parece que pelo facto de ser um caso em que a vítima maior é um cão, como os demais casos congéneres neste país, não vai dar em nada. Daí então, as comunidades das redes sociais se mobilizaram e instituíram um linchamento cibernético. Publicaram em várias páginas e sites os dados completos, como nome, fotos, endereço, CPF, RG e telefone da perpetradora. Até onde essa exposição poderá afectar a tranquilidade da mulher não se sabe, mas inaugorou-se um linchamento que, ao contrário dos antecessores, não vai eliminar fisicamente ninguém, mas poderá causar a morte virtual da acusada.
Assim considerado, está estabelecida esta modalidade menos letal de linchamento, que aos olhos de pessoas adeptas da não violência deve parecer até aceitável.


publicado por luzdequeijas às 20:10
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A CIDADE PROIBIDA
História da Cidade Proibida estende-se por cerca de seis séculos, desempenhando o papel de palácio imperial durante 500 anos, desde a época do Imperador Yongle, terceiro soberano da Dinastia Ming, até ao final da Dinastia Qing, em 1911. Na década de 1920 foi transformado em museu, função que desempenha até à atualidade com o nome de "Palácio Museu". O lugar onde se ergue a Cidade Proibida fazia parte da cidade Imperial de Khanbaliq durante a Dinastia Yuan Mongol. O Imperador Hongwu, da Dinastia Ming, mudou a capital de Pequim, no Norte, para Nanjing, no Sul, e em 1369 ordenou que os palácios mongóis fossem arrasados. O seu filho Zhu Di foi feito Príncipe de Yan, com sede em Pequim. Em 1402, Zhu Di usurpou o trono e tornou-se no Imperador Yongle, fazendo de Pequim uma capital secundária do Império Ming. Em 1406 começou a construção do que viria a ser a Cidade Proibida.
A construção durou quinze anos e empregou o trabalho de 100.000 mestres artesãos e de mais de um milhão de trabalhadores. Os pilares das mais importantes galerias foram feitos com madeira de preciosos Phoebe zhennan (espécie de árvore encontrada na selva doSudoeste da China). Tal feito não se repetiria nos anos seguintes — os grandes pilares que se vêm atualmente foram reconstruídos, usando múltiplas peças de pinheiro, durante a Dinastia Qing. Os vastos terraços e grandes entalhes foram feitos em pedra vinda de pedreiras próximas de Pequim. Os pisos das galerias principais foram pavimentados com "tijolos dourados", feitos com argila de sete condados das prefeituras de Suzhou e Songjiang. A maior parte dos pavimentos interiores que se vêem atualmente são os originais, com seis séculos de existência. O solo escavado durante a construção do fosso foi amontoado a Norte do palácio, criando uma colina artificial, a Colina Jingshan.
Entre 1420 e 1644, a Cidade Proibida foi a sede da Dinastia Ming. Em Abril de 1644, forças rebeldes lideradas por Li Zicheng capturaram-na, e o Imperador Chongzhen, o último da Dinastia Ming, enforcou-se na Colina de Jingshan. Li Zicheng auto proclamou-se Imperador da Dinastia Shun na Galeria da Eminência Militar. No entanto, Li escapou pouco depois face à combinação das forças manchu e do antigo general Ming Wu Sangui, lançando fogo a partes da Cidade Proibida no processo.
Imperador Yongle - ordenou a construção da Cidade Proibida


Atualmente, o Palácio Museu é responsável pela preservação e restauração da Cidade Proibida. As construções em altura ao redor da Cidade Proibida estão restringidas. Em 2005, iniciou-se um projeto de restauração de dezasseis anos, para reparar e restaurar todos os edifícios da Cidade Proibida para os seu estado antes de 1912. Este é a maior restauração da Cidade Proibida empreendida nos últimos dois séculos, e envolve o fechamento progressivo das seções da Cidade Proibida para avaliação, reparações e restauro. Também no âmbito do projeto, algumas seções abandonadas ou destruidas serão reconstruidas. Os jardins do "Palácio da Prosperidade Estabelecida", destruidos num incêndio em 1923, foram reconstruidos em 2005, mas permanecem fechados ao público.

Fonte :  Wikipédia ( corrigido e adaptado)




publicado por luzdequeijas às 15:56
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PALÁCIO IMPERIAL
Em Beijing
 
中国国际广播电台
      

O Palácio Imperial em Beijing foi a residência oficial durante as dinastias Ming (1368 a 1644) e Qing (1644 a 1911). Ali, moraram 24 imperadores.

Diz a tradição que o imperador celestial morava numa constelação púrpura conhecida como o Palácio Púrpuro. Os imperadores se auto proclamavam "filho do céu". Sua residência era vedada à aproximação das pessoas comuns. Por isso, o palácio do "filho do céu" chamava-se a Cidade Proibida Púrpura. Em 1925, a Cidade Proibida tornou-se um museu: o Museu do Palácio Imperial.

Em 1406, sob o comando do imperador Zhu Di, aliás, Chengzu da dinastia Ming, mais de 100 mil trabalhadores se concentraram em Beijing, a fim de iniciarem a construção da Cidade Proibida. Mais de um milhão de trabalhadores cuidavam do apoio logístico e do transporte de materiais de construção em todo o país. Em 1420, as obras de construção terminaram. No ano seguinte, a Capital da corte dos Ming mudou-se de Nanjing para Beijing. Os imperadores posteriores, além de desfrutarem do grandioso conjunto do Palácio, empreenderam os projetos de ampliação. Por vários motivos, inclusive incêndios, a Cidade Proibida foi várias vezes reconstruída e preservada.

A Cidade Proibida ocupa uma área de 720 mil metros quadrados. Nas dinastias Ming e Qing, o número das construções na Cidade Proibida oscilou muito, ora aumentando ora diminuindo. Atualmente, há mais de 90 pátios - grandes ou pequenos - e mais de 8700 cômodos, cobrindo mais de 1,5 milhão de metros quadrados de área construída. Trata-se do maior e melhor preservado conjunto arquitetônico deste período da China. 

Suas gigantescas dimensões impendem qualquer visão externa. Ela é cercada por um muro mede 960 metros (norte ? sul), 752 metros (leste ? oeste) com cerca de 10 metros de altura. Nos quatro vértices, há estupendas torres de vigia. Um rio artificial para defesa com 52 metros de largura finaliza a sua proteção externa.

No topo da Colina de Carvão, situada atrás da Cidade Proibida, pode-se contemplar o grandioso conjunto: um eixo de 8,5 quilômetros de extensão atravessa a cidade de Beijing sentido sul ? norte. O Palácio Imperial está numa posição recuada, ocupando o centro da antiga cidade. Trata-se de um conjunto arquitetônico retangular e simetricamente disposto nos dois lados do eixo. Sob o efeito da luz solar, os telhados amarelos se destacam no panorama esplêndido, contrastando com as baixas e cinzentas casas plebéias que se apinhavam ao seu redor. Compreende-se, então, a magnificência, a grandiosidade e a ordem da casa real. Antigamente, um número reduzido de pessoas estava autorizado a chegar ao topo da Colina do Carvão para apreciar o panorama da Cidade Proibida, pois a Colina do Carvão era um jardim imperial.

De acordo com as tradições legadas pelas dinastias anteriores sobre a distribuição dos palácios, a Cidade Proibida se divide em "corte exterior e corte interior". A corte exterior se destinava aos despachos de rotina dos imperadores e a corte interior se destinava aos seus hábitos e assuntos cotidianos e à residência da família real. As importantes construções foram concentradas no eixo central.

A Cidade Proibida possui quatro entradas. A a Porta Meridiana, no sul, é a principal. Trata-se de uma porta em forma de ?, em cujo centro há uma praça. Ela possui cinco passagens. A passagem central era exclusivamente destinada à solenidade de casamento entre o imperador e sua imperatriz e para o Zhuangyuan, o primeiro classificado nos exames imperiais. As passagens laterais destinavam-se aos funcionários civis e militares. Nas dinastias Ming e Qing, a cerimônia de lançamento do calendário se realizava anualmente em sua praça. A mesma praça ainda se transformava no palco para a recepção às tropas triunfantes ou ao castigo público a "pauladas" aos ministros delinqüentes na dinastia Ming.

No eixo central possui no sentido sul-norte três importantes salões: o Salão da Harmonia Suprema, o Salão da Harmonia Central e o Salão da Harmonia Preservada. São os exemplos máximos da arquitetura chinesa em madeira. Nas dinastias Ming e Qing, vários terremotos atingiram a região de Beijing. Enquanto muitas casas soçobraram, os três salões permaneceram intactos. No entanto, não resistiram ao incêndio provocado pela fulminação em 1421, um ano depois da conclusão das obras na Cidade Proibida. Especialistas atribuíram sua devastadora destruição à sua estrutura de madeira, à sua altura, às altas construções ao seu redor e à inexistência de pára-raios. Outros incêndios atingiram a Cidade Proibida nos séculos posteriores.

O Salão da Harmonia Suprema está assentado sob uma plataforma de granito com 8 metros de altura. Defronte a ele, há uma praça grande com cerca de 30 mil metros quadrados. Com 72 pilares de sustentação, é a maior obra arquitetônica da antiguidade. Sua altura mede 14,4 metros, número equivalente a um prédio de 3 andares. Apesar do longo período que nos separa da era dos imperadores, a imponência imperial continua reinando no Grande Salão.

Durante a antiguidade, as diferentes hierarquias regiam a dimensão, altura, o estilo do telhado e os móveis e as decorações interiores dos palácios. O Salão da Harmonia Suprema é da mais alta categoria. Apesar do luxo, era raramente utilizado. Ali se realizavam apenas importantes solenidades oficiais como, por exemplo, a cerimônia de posse, comemorações de aniversários, as núpcias imperiais, cerimônias destinadas às expedições militares, bem como os rituais relativos às importantes festas. As cerimônias da corte eram nutridas de extraordinária pompa. Os funcionários civis e militares e a guarda de honra se enfileiravam na praça, o imperador sentava-se no alto do trono e os funcionários postados nas últimas filas não podiam ver o "rosto do dragão". Os incensos perfumados inundavam os ares e os sinos e tambores ressoavam, concedendo um ambiente sagrado e solene. Havia, ainda, uma força intimidadora no ar, sempre almejada pelo imperador.

Antes de chegar ao Salão da Harmonia Suprema, o imperador fazia seus últimos preparativos ou descansava no Salão da Harmonia Central. Leia aqui as mensagens de sacrifício às vésperas das grandes cerimônias de oferenda aos antepassados e ao Deus da Terra.

No Salão da Harmonia Preservada, o imperador costumava oferecer banquetes aos funcionários no final do ano. O Salão tornou-se o local para os exames imperiais durante a dinastia Qing, ocasião em que os novos Jinshi, primeiros classificados nos exames provinciais, se perfilavam nos dois lados no salão para enfrentar os exames orais diante do imperador.

O Palácio da Pureza Celestial, o Palácio da Tranqüilidade Terrestre e o Salão da União Celeste e Terrestre também ficam no eixo central da Cidade Proibida.

Na dinastia Ming e no início da dinastia Qing, o Palácio da Pureza Celestial era a residência do imperador e da imperatriz. Depois de subir ao trono, Yongzheng, o terceiro imperador dos Qing, mudou sua residência para o Salão da Cultivação Mental e o Palácio da Pureza Celestial tornou-se seu escritório, onde conduzia os assuntos estatais, recebia os ministros e as missões estrangeiras. Acima do trono, há uma placa em que se lê: "Justiça e Transparência". O imperador Yongzheng decidiu durante o seu mandato não revelar antecipadamente o nome de seu sucessor. Porém, o registrou num édito em dois exemplares duplicados. Um dos quais, sempre portava consigo. O outro, permanecia guardado num cofre colocado atrás da placa "Justiça e Transparência". O testamento deveria ser aberto após a morte do imperador, a fim de se conhecer o nome do legítimo herdeiro do trono.

O Salão da União Celeste e Terrestre foi construído durante o mandato de Jiajing, durante a dinastia Ming. A palavra "União Celeste e Terrestre" se origina no Livro das Mutações e significa a fusão entre o Céu e a Terra simbolizando, a harmonia entre o imperador e a imperatriz. No salão, estão guardados os 25 selos reais.

O Palácio da Tranqüilidade Terrestre tinha sido a residência da imperatriz na dinastia Ming. No reinado de Shunzhi da dinastia Qing, foi reestruturado de acordo com os hábitos da etnia Manchú. Dois dos 7 cômodos do leste foram transformados em quartos nupciais do imperador. Os demais se tornaram capelas do samanismo para oferendas às divindades e aos antepassados.

Na corte interior encontram-se o Jardim Imperial e o Grande Palco de Ópera. O Jardim Imperial fica no extremo norte do eixo central, onde se vêem árvores e flores, colinas artificiais, pagodes e quiosques.

Diferentemente das decorações utilizadas nos três principais salões da corte exterior - onde somente os dragões dourados são motivos das pinturas coloridas -, surgiram nas decorações da corte interior outras imagens de dragão, símbolo do imperador, mescladas com a fênix, símbolo da imperatriz.

Suas dimensões são menores em relação às dos três salões da corte exterior e às de suas praças. Obviamente, o destaque vai para o senso de moderação e de menor grandiosidade. Este clima contrasta com a solene magnitude e a severa imponência dos três salões.

O Salão da Cultivação Mental, apesar de não estar no eixo central, tem grande importância. Logo após se tornar a residência do imperador Yongzheng, explodiu a guerra na fronteira. O imperador, então, criou um escritório especial de plantão fora do muro sul do Salão. Três anos depois, o escritório veio a ser chamado de "conselho militar", tornando-se mais tarde um grupo confidencial privado do imperador com o poder inferior apenas do soberano.

Os sete imperadores depois de Yongzheng moravam e conduziam os negócios estatais no Salão da Cultivação Mental. Suas audiências aos ministros eram concedidas na sala da frente. No seu cômodo do leste, foram colocados dois tronos separados no meio por uma cortina, por trás da qual se sentava a imperatriz-mãe regente Cixi, a mulher que controlaria o poder nos últimos anos da dinastia Qing. Posteriormente, a cortina foi retirada e Cixi passou a se sentar diretamente ombro a ombro ao lado do imperador.

O Museu do Palácio Imperial possui um acervo estimado em mais de um milhão de objetos culturais. Em alguns palácios concentram exposições de pinturas e caligrafias, objetos de porcelana, bronze e artesanatos. Mas, os objetos expostos são uma pequena parte de seu acervo. A sistematização e a pesquisa do acervo histórico e cultural do Museu do Palácio Imperial se encontra ainda numa fase inicial, apesar de dezenas de anos de trabalho.

Durante cerca de 500 anos, vinte e quatro imperadores moraram na Cidade Proibida. Mas, os valores culturais e a história acumulada no conjunto de salões, portas e até uma cor utilizada na construção do Palácio Imperial não são fáceis de se decifrar...

Em 1987, o Museu do Palácio Imperial foi listado como patrimônio cultural mundial. 

 



publicado por luzdequeijas às 15:50
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
ZÉ AFONSO

 

Zeca Afonso, 25 anos de ausência

 

Há 25 anos Zé Afonso acabou por ceder à doença que o minava, cujos traços eram bem visíveis no seu último e emocionante concerto no Coliseu dos Recreios. Celebrava-se a inexorável morte que o Zeca enfrentava com uma desmesurada coragem.

Deixa um vasto património musical. Um património musical que deu a volta à música portuguesa, dando um salto para qualquer coisa de novo e complexo que ainda não se esgotou, que é inesgotável. Salto que dificilmente voltará a ser dado com tal intensidade e radicalidade. São um conjunto de músicas que, libertando-se dos espartilhos dos fados e guitarradas que se arrastavam rotineiramente, entraram decididamente no campo da contestação política moldando-a numa música, também ela  inovadora. Com a companhia de Adriano Correia de Oliveira,José Niza, Godinho, Rui Pato fez-se à estrada, no seu sentido literal e no sentido metafórico. Nunca mais a música não erudita portuguesa perdeu esse quadro de referências, onde José Afonso foi e continua a ser personagem central.

 

 

 

 

A obra de José Afonso, poeta e andarilho continua a ser um caso impar que não deixa ninguém indiferente, sejam amigos e admiradores, sejam inimigos e adversários políticos, obrigados a reconhecer uma vasta obra lírica, que roça muitas vezes o sublime. Foi um homem que se quis livre e tinha uma atitude muito particular e afirmativa perante a vida e a intervenção cívica. Homem íntegro e independente, recusou condecorações e prebendas, empenhou-se nas lutas que pensava serem as mais justas. Correu mundo sempre motivado por intervir, não se detendo perante as impossibilidades, algo que sempre lhe foi estranho.

Ouvir José Afonso, os seus poemas, as suas músicas, é sentir o vento da genialidade musical correndo contra a vida para a mudar. Um mundo inesgotável de prazer, seja nos poemas de intervenção directa seja naquelas de ironia surrealizante. Cada disco seu é sempre um grito de revolta, com uma força que nunca se esgotou.

O que nos deixou não se deixa encerrar em palavras, sempre escassas para descrever e caracterizar tamanho legado.

Mais do que ler ou escrever textos ditirâmbicos, o que se deve propor é a urgência de ouvir, ouvir sempre e mais José Afonso, sobretudo nestes tempos de música e textos magros de ideias.

José afonso SEMPRE!

O que faz falta



publicado por luzdequeijas às 14:22
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
INCONFORMISMO
Domingo, 4 de Outubro de 2009
UM TERMINAL PRECISA-SE EM QUEIJAS

Inconformismo é hoje a palavra eleita. Porque ser inconformista é acima de tudo ser um homem de bem. É nunca estar conformado com o mal dos outros. É querer para o próximo uma sociedade melhor, sem privilégios de grupos. É um homem que assina por baixo, tudo o que escreve e diz.

Ao contrário, há os outros. Aqueles que só querem privilégios para si e para os amigos. Aqueles que se escondem para planear, aquilo que diz respeito a todos os portugueses. Aqueles que nunca assinam, mas enviam, de forma mesquinha, mensagens anónimas. 
Vamos então falar do povo, cujo sofrimento causa inconformismo às pessoas de bem. Para tal, falaremos dos interesses da população de Queijas, especialmente, daquela que veio para esta terra expulsa da cidade grande e da deserdada província. Que encontrou lotes minúsculos, para casas minúsculas. Ruas onde mal cabiam dois carros, porque era suposto nunca virem a ter carro próprio. São todos aqueles homens de bem que , depois de uma dura vida de trabalho, hoje, estão sentados no banco dos jardins, sem flores, de Queijas. São estes que nos causam inconformismo, porque os outros que vieram depois, são conterrâneos, mas não precisam tanto de nós !
São, também aqueles que andam nos transportes públicos. Transportes esses que mal cabem nas nossas ruas. Aqueles que para se deslocarem a Lisboa, suportam uma caminhada do terceiro mundo ! Pagam caro, a pouca comodidade e pontualidade, das muitas camionetas que trazem e levam centenas de habitantes desta vila, por dia. Caminonetas que, há longos anos não têm onde parar, para " fazer horário". Onde os motoristas ao estacionarem as camionetas, não têm onde fazer as necessidades mais básicas ! Têm de as fazer contra os muros das vivendas. Falam alto e desabridamente com os colegas, não deixando os moradores descansarem. São, também eles,  vítimas do mesmo desleixo e falta de respeito, como os nossos moradores. Há um sanitário, que ninguém utiliza, junto ao mercado. Os técnicos da CMO quando decidem, não escutam a vontade e o saber da população!
As muitas carreiras com início e termino em Queijas, estacionam no início da R. Mouzinho da Silveira. Mesmo a seguir à curva! Rua com dois sentidos ! O espaço da rua, na largura, também, mal dá para outro carro passar! Esta é uma rua de acesso aos bairros das Ilhas e  Cheuni ( mancha A).
A ninguém ocorreu que se aquele trajecto de hoje, se fizesse ao contrário, poderia ter sido encontrada uma solução barata. Quando se diz ao contrário, diz-se seguindo até à R. Angra do Heroismo/ R. dos Açores e descendo a Mouzinho da Silveira que, no seu final, teria uma faixa larga, à direita, para estacionar. Teria, se não a tivessem ocupado para estacionamento de carros. Queijas precisa de parques de estacionamento subterrâneos. Há muitos anos o actual Presidente da CMO o sabe! E para já.
Nesse local, ainda há um pequeno lote de terreno cheio de ervas altas, ( o habitual) que poderia ser transformado numas pequenas instalações, ao serviço terminal e da população. Não precisaríamos de mais. Não ambicionamos um caro  "Terminal". Precisamos que saibam que existimos!
Mas choca e causa um certo inconformismo, ler as notícias do jornal de hoje e comparar :
" A Carris vai investir cerca de cem mil euros numa campanha multi-sensorial, que se traduz por autocarros com cheiro a manjerico, limão e brisa do mar, música ambiente e uma textura resistente em todos os assentos ! O objectivo é ganhar clientes e tornar as viagens mais agradáveis aos utentes."
Na semana da mobilidade humana, quando leio isto, e penso nas pessoas da freguesia com dificuldades motoras, fico cheio de inconformismo, para não dizer revolta. Se isto é saudável ou doentio, pouco me importa, basta-me sentir que é injusto e incúria!
António Reis Luz
 

 



publicado por luzdequeijas às 18:26
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012
AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ

"É meu dever, perante Portugal, evitar esse pântano político".

 

Ao proferir esta frase António Guterres abandonou o governo e deu origem a novas eleições que viriam a ser ganhas por Durão Barroso.

Os portugueses tinham interiorizado o estado em que estava o país, embora o Presidente da República não o tivesse feito ! Não houve dissolução da A. R. Em devido tempo!

Durão Barroso recebe um presente envenenado, principalmente quando é obrigado a reduzir o défice público abaixo dos três por cento num só ano, quando ele se encontrava em 4.2 %. Queixou-se então o primeiro ministro Durão Barroso de ter encontrado o país de “ tanga” e desta expressão se aproveitou a oposição para denegrir o 1. º ministro até, aos poucos, banalizar essa verdade e fazer esquecer tal facto, que de resto ainda hoje continua. Desviando a sua atenção, os portugueses foram induzidos a procurar os responsáveis no lugar errado.

A ministra das finanças é obrigada a inventar receitas com a venda de bens do Património do Estado, às vezes até fazendo óptimos negócios, mas a feroz oposição socialista e comunista fazem de novo aquilo que sabem fazer, oposição impiedosa, acusando a ministra de estar a “ vender os anéis “. O próprio Presidente da República lembrou que “ há mais vida para além do défice”, insinuando que queria mais do governo mesmo na situação herdada.

Pelos vistos o “ Monstro” que amedrontava Cavaco, não metia medo a Sampaio !

Durão Barroso é convidado para ser o Presidente da União Europeia e depois de várias consultas aceita.

O Presidente da República nomeia para primeiro ministro a pessoa que o partido que tinha ganho as últimas eleições indicou, ou seja, Santana Lopes.

Decorridos menos de seis meses dissolve a Assembleia da República e convoca novas eleições. Havendo uma larga maioria !

Esta medida ocasionou muita contestação, quando o último governo de Guterres não foi por ele demitido, apesar do pântano e da falta de uma maioria, e o de Santana Lopes foi quando havia uma larga maioria! O Presidente da República afirma ter intuído a vontade do povo . Mas o povo vota sempre contra qualquer governo que o faça apertar o cinto.

O povo julga sempre, quando descontente, que mudando as coisas melhoram!

José Sócrates liderou o PS nas eleições legislativas de 2005 e foi cabeça de lista pelo distrito de Castelo Branco. Ganha as eleições com maioria absoluta, tornou-se primeiro-ministro de Portugal a 12 de Março de 2005.

O novo primeiro ministro tinha sido um dos principais colaboradores na governação de António Guterres. Esqueceu o pântano e o monstro que ajudou a crescer, e agora vai ter que os agarrar, mesmo com uma máquina de grande habilidade propagandística, não vai ser fácil. A vida dá muitas voltas !



publicado por luzdequeijas às 19:50
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GERAÇÃO 40-50 do ÚLTIMO SÉCULO

Devemos ter sido a última geração a ter ouvido alguém dizer para se :

“  Produzir e Poupar”.

As seguintes foram incentivadas a recorrer ao crédito até atingirem o endividamento que é hoje dos mais elevados e escandalosos do mundo! Alguns acreditaram que depois da revolução dos cravos, que o consumismo traria a abastança ao país. Mesmo sem produzir !

Tivemos uma alimentação deficiente e ainda ouvimos falar de “ uma sardinha  para três”. Não tivemos médicos, nem professores, nem tudo aquilo que agora se esbanja para apresentar indicadores de gente rica.

Os professores, os médicos, os juizes etc. , que havia, não pensavam nos interesses de classe. Pensavam no serviço público que muito os honrava.

Saímos de casa dos pais cedo, muito cedo, às vezes para muito longe e muitas outras vezes para nunca mais voltar. Roíam as saudades, mas era preciso poupar para enviar “dinheiro” que assegurasse algum sustento aos país já velhinhos e ajudasse a equilibrar as finanças da mãe pátria, já que ela não nos tinha podido ajudar.

Sempre com Portugal no coração, mesmo sem dinheiro para vir da férias, íamos mandando para cá o pouco que sobrava, ou fazíamos sobrar apertando o cinto. Soubemos mais tarde que era esse pouco de cada um e o muito porque éramos muitos, que ia permitindo ao nosso país manter uns senhores doutores a ganhar bem e a dizer que a culpa do estado do país era nosso, porque não tínhamos estudos! Não há melhor universidade que a vida! Os maiores empresários portugueses e do mundo não tinham cursado, mas Deus deu-lhes o dom de saberem reproduzir a riqueza!

Íamos mantendo um país que comia muito mais do que aquilo que produzia e assim desequilibrava, anos a fio, a sua balança de pagamentos e as contas do Estado.

Fizemo-nos empresário espalhados pelo mundo e fomos admirados e respeitados pelo comportamento cívico que soubemos ter . Os nossos filhos respeitaram-nos.

Nós que aguentámos tantas guerras, como a da Guiné, de Angola, de Timor, de Moçambique, da Índia etc. Quantos de nós lá morreram? Quantos ficaram feridos para sempre ? Quantos perderam o sossego e ganharam noites de insónias sem fim ?

Quantos vimos desaparecer do conceito de pátria que nos tinham ensinado, partes de Portugal como Goa, Damão e Dio, Macau, Timor, Angola etc. Nós até sabíamos que esses povos supostamente independentes iriam passar um longo calvário e que, no fundo, se consideravam também portugueses, porque nos bancos da escola foi isso que aprenderam.

Quantos anos temos é o que menos importa, pois, o que mais importa é que temos uma experiência de vida nunca antes alcançada por outra geração anterior ou posterior. Polivalentes, experientes e com uma alma de “ antes quebrar que torcer”.

Pela experiência de vida que temos, vivemos muitos mais anos que a média de esperança de vida referida nas estatísticas oficiais, mesmo sem os vivermos.

Nós que do pouco que ganhávamos sempre descontámos para na velhice termos uma reforma e que vemos agora uns senhores doutores reduzirem-na e porem em perigo aquilo que nós honestamente conquistámos. Eles que arrecadam reformas chorudas em 4 ou 5 anos de pouco ou nulo trabalho.

Eles que acumulam erros graves na governação do país a todos os níveis, não os assumem, nem há quem os faça assumir. Erros que somos nós, a geração de ouro, que paga em sacrifícios e muito sofrimento.

Os mesmos senhores doutores que nos atiraram para reformas antecipadas que não queríamos. Nós sempre quisemos trabalhar até poder. Quiseram dar o nosso lugar a jovens que dizem ter cursos superiores, mas na realidade pouco sabe e por essa razão o país está e continuará a estar, como todo o mundo sabe. Sempre a pedir cada vez mais sacrifícios.

Os donos das tais universidades que leccionam cursos sobre tudo e sobre nada, têm os bolsos cheios. Pela sua influência atiraram e continuam a atirar trabalhadores honestos e competentes para a pré-reforma para o negócio continuar a render e qualquer dia somos como o Brasil onde todos são “doutores” e as favelas proliferam, num país rico!

É preciso arranjar trabalho para tanto licenciado desempregado e a segurança social já não tem fundos para suportar maios trabalhadores na pré-reforma. Agora é preciso reduzir centenas e centenas de cursos sobre nada e encaixar nas autarquias milhares de licenciados que a actividade privada não precisa nem quer! Lá vão mais uns milhões em subsídios para colocar licenciados no Estado.

Entretanto recebemos milhares de emigrantes porque os portugueses não sabem ou não querem arranjar torneiras, televisões, barcos etc. Os alunos das estatísticas nacionais sabem de tudo e não sabem de nada. O mercado de trabalho não os quer! Também eles não têm culpa, hoje já nem podem empregar-se na Função Pública de onde terão que sair muitos milhares de trabalhadores considerados excedentários. Saem por um lado e entram por outro (licenciados estagiários) !

A Geração de Ouro não pertence às que se lhe seguiram e a quem disseram que o 25 de Abril lhes daria tudo, mesmo sem trabalharem e, disso, muito se orgulha.

As outras gerações também não têm culpa, são igualmente vitimas. A culpa será dos poderes de decisão deste país estejam eles onde estiverem.

Em 2006 o Desemprego e as Dívidas levam os portugueses a continuarem a procurar melhor sorte noutros países.

O Instituto Nacional de Estatística ( INE ) diz que, em 2006, 30 mil portugueses fixaram residência por mais de um ano noutros países, mas a Igreja católica e os sindicatos dizem que, neste ano, foram mais de cem mil os cidadãos lusos a procurar emprego e melhor sorte além–fronteiras, o que corresponde a um aumento de 20 por cento em relação a 2005.

Será ainda preciso não esquecer os milhares de portugueses que têm contratos sazonais, os muitos milhares que estão ilegais e os milhares que trabalham em Espanha, indo ao domingo e vindo à sexta-feira! São explorados e trabalham e vivem em “péssimas condições”, só comparáveis às que se viviam nos anos 60 e 70 do último século.

O destino preferido está a ser o Reino Unido, que o ano passado acolheu cerca de 40 mil portugueses e onde, os últimos dados, indicam que a comunidade lusa nas ilhas britânicas já deve passar das 400 mil pessoas.

Com encerramento de consulados e embaixadas, as comunidades lusas nunca no pós 25 de Abril estiveram tão esquecidas pelo governo português como agora, e tal problema irá ser abordado na reunião do próximo Dia Mundial do Migrante e Refugiado.  



publicado por luzdequeijas às 19:31
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
NOVOS TEMPOS NOVOS CONCEITOS
Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
Europa tem de ajudar a crescer os países endividados

 

"O saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável se não for acompanhado de recuperação económica e de criação de emprego". Esse empurrão tem de vir de Bruxelas, com fundos, e do BCE, com juros mais baixos.

“O combate à crise financeira tem de incluir, obrigatoriamente, uma agenda voltada para a promoção do crescimento económico e de criação de emprego”, porque sem ela “o saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável”.

O aviso foi esta tarde deixado por Cavaco Silva em Florença, num longo discurso proferido no Instituto Universitário Europeu.

“Cabe à União Europeia um papel central na promoção desse objectivo”, frisou o Presidente da República.

 

 

Nota: Salvo opinião mais credível, actualmente, a palavra crescimento parece ser a panaceia para todos os males. Como simples mortal pensante, não posso dispensar a minha própria opinião, salvo em presença de provas iniludíveis de realizações concretas, no campo económico, no nosso país. Em boa verdade isso não tem acontecido em Portugal nos últimos 15 a 25 anos. Houve quem promovesse o "consumo desenfreado" na procura do "crescimento". Tal não resultou e só conseguimos com isso aumentar o défice das contas públicas e da nosa dívida externa! A partir daí, passámos a correr atrás do défice e ele a fugir de nós! Nunca corrigimos o dito "défice", nem nunca promovemos a nossa produção interna! A dívida externa foi disparando!

As coisas mais insignificantes à venda vinham do estrangeiro, eram importadas! A situação foi-se agravando e a nossa economia cada vez foi produzindo menos bens transaccionáveis e mais "obras públicas" (país da Europa com mais auto-estradas por Km2). O anterior governo atingiu o cúmulo nesta matéria com as absurdas "parcerias público privadas"!

 

A nível internacional assistimos ao despontar dos países emergentes, baseados em longas jornadas de trabalho diário e mão de obra barata. Como se isso não chegasse, o mundo concedeu à China condições ímpares de actuação no mercado mundial.Fronteiras abertas, concorrência desleal para com o comércio nacional e venda única de produtos "made in China", com retorno dos proventos à sua origem, sem valor acrescentado para os países hospitaleiros! Nem em mão de obra, sequer!

É aqui que cabe perguntar, porque não se aprofunda a União Europeia no sentido de dispensar idêntico tratamento aos países em grandes dificuldades? Portugal e Grécia! Sabe-se que a falência destes pode arrastar a falência da própria União Europeia e o fim do sonho Europa Unida!

O reequilíbrio da UE e dos países em dificuldades, passa por importar menos e exportar mais e tombem por as suas populações sentirem na própria pele os erros daqueles que elegem. Passa por importar menos e consumir mais produtos nacionais! Nunca passará por soluções unicamente financeiras!

Ainda assim, temos estado a falar dentro de uma visão meramente de "curto prazo". Pois, pensando em médio / longo prazo as soluções terão forçosamente de ser outras. Não esquecer que o crescimento arrasta em si mais consumo de bens em risco de exauetão (petróleo, água, metais, etc.) e seria muito melhor apontar "baterias" para termos que viver com crescimento e défice tipo "zero". E começarmos a pensar em ajustar comportamentos sociais para uma nova economia sustentável. Também para novos conceitos de emprego mais moldáveis a estas novas realidades que em breve surgirão no domínio do trabalho.



publicado por luzdequeijas às 12:30
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2012
RELATÓRIO OFICIAL

Os Vinte anos de Adesão não foram iguais

 

Tiveram Balanço Positivo mas .....

 

mas não podem ser analisados como um bloco, pois nele existiram factos importantes para que hoje, apesar dos avanços, estejamos classificados como um mau aluno da UE. Digamos que até ao ano 2000 tudo foi indo, mas a partir desta data, começaram os problemas !

 

Relatório Elucidativo sobre 2001

 

Apresentação do Governador Vitor Constâncio do Boletim Económico - Março de 2002, em 30 de Abril de 2002

 

AJUSTAMENTO ECONÓMICO E CONSOLIDAÇÃO ORÇAMENTAL

 

A publicação deste Boletim Económico constitui uma oportunidade para realizar uma primeira apreciação do comportamento da economia portuguesa no ano passado usando os dados por enquanto disponíveis. Um primeiro balanço da evolução da economia permite-me identificar três grupos de problemas que defrontamos neste momento:

1)    uma desaceleração da actividade económica, que partilhamos com o resto da Europa, mas que tem factores internos próprios;

2)    uma difícil situação orçamental que requer uma redução significativa do défice em pouco tempo;

3)    um défice estrutural de competitividade a que temos que fazer face com novas soluções que alterem o lado da oferta da economia, por forma a vencer os desafios que nos coloca o alargamento da União Europeia. 

 

O ano de 2001 fica marcado por uma significativa redução da taxa de crescimento do produto de 3,6% em 2000 para 1,8%, valor ainda assim superior ao da média europeia. Este desempenho acompanhou a evolução da economia mundial, caracterizada também por uma forte redução do crescimento e por um afundamento do comércio internacional que implicou, no nosso caso, uma desaceleração da procura nos nossos mercados externos de 11,8 % em 2000 para apenas 1,2% em 2001. Para além deste factor, no entanto, há que sublinhar que a quebra do crescimento em Portugal se ficou a dever ao andamento da procura interna que aumentou apenas 0,9% após um incremento de 3,0% em 2000. Esta quebra do crescimento do consumo e do investimento, iniciada já em 2000 em menor grau, representa o ajustamento da economia após um período de forte crescimento que implicou uma forte progressão do endividamento dos agentes económicos. Assim, desde a segunda metade de 2000 que as famílias têm vindo a aumentar a respectiva taxa de poupança e a conter o consumo que cresceu apenas 0,8% no ano passado contra 2,8% em 2000. Este comportamento, apesar da continuação do aumento do Rendimento Disponível (1,9%) e da manutenção da situação de pleno emprego, constitui uma reacção normal ao endividamento atingido e às expectativas entretanto geradas num sentido mais negativo sobre o futuro da economia. No mesmo sentido, as empresas reduziram também o investimento que apresentou uma taxa globalmente negativa de 0,8% apesar do aumento do investimento público. 

A desaceleração da procura interna foi entretanto compensada por um aumento do contributo das exportações líquidas de importações para o crescimento da economia. Na verdade, as exportações cresceram mais do que a procura internacional e, desse modo, verificou-se um ganho de quota de mercado das nossas exportações. Em consequência, o défice da balança de bens e serviços reduziu-se significativamente em 2 pontos percentuais. Por sua vez, o saldo conjunto da balança corrente e da balança de capital (equivalente à antiga balança de transacções correntes) reduziu-se para 8,1%. A desaceleração da procura interna contribuiu para esta melhoria do equilíbrio externo que deve, aliás, prosseguir este ano. Com efeito, continuam presentes os factores que determinaram a evolução recente da procura interna, possivelmente acentuados pelas inevitáveis medidas de consolidação orçamental. É, assim, natural que a economia portuguesa venha a crescer este ano abaixo da média europeia. 

Nos próximos anos vai ter que continuar a reduzir- se o défice da balança de bens e serviços. Os limites ao défice e ao endividamento são introduzidos pelos próprios agentes privados ou pelos mercados que asseguram, assim, o funcionamento de mecanismos de autocorrecção dos défices, mecanismos que são naturalmente de natureza restritiva. Quanto mais tarde começasse este processo de desaceleração, mais abrupta poderia ser a paragem e maiores os riscos recessivos. Por essa razão se pode considerar como positiva a desaceleração que se começou a verificar na despesa interna, uma vez que isso significa o caminho de um ajustamento suave da economia portuguesa. Desde a segunda metade de 2000 a desaceleração da despesa interna deu-se no contexto de uma situação de pleno emprego, de uma subida dos salários reais e de um aumento do Rendimento Disponível dos particulares. O crescimento deste último, tendo sido superior ao do consumo, significa que houve uma subida na taxa de poupança, o que revela que as famílias começaram elas próprias a corrigir os excessos de crescimento da despesa.

Evidentemente que isso implicou uma quebra do crescimento da economia, mas a desaceleração da despesa interna não tem que se traduzir linearmente na redução do crescimento do produto, visto que há sempre a possibilidade das empresas desviarem mais produção para a exportação. Isso deve ter acontecido o ano passado, uma vez que, como referi antes, houve ganho de quota de mercado, incluindo nas exportações tradicionais. É necessário que esse processo continue nos próximos anos e este é um factor a ter em conta na gestão das expectativas dos agentes económicos por forma a evitar um pessimismo excessivo e injustificado sobre o futuro da economia.

Em suma, o que tudo isto significa é que necessitamos de um outro padrão de crescimento, menos assente na procura interna e mais baseado em aumentos de produtividade que dêem maior solidez à nossa competitividade externa. O que nos remete para o terceiro problema que enunciei acima. Precisamos de um profundo choque estrutural do lado da oferta, que depende de algumas políticas públicas mas que terá que resultar, sobretudo, de mais iniciativa empresarial. Infelizmente, nem a generalidade dos agentes privados nem o Estado parecem ter interiorizado suficientemente as novas regras de funcionamento da economia de um país membro de uma união monetária. São regras que requerem a alteração de comportamentos, algumas reformas estruturais e um novo regime de regulação macroeconómica.

 

A questão mais séria e imediata é a situação das Finanças Públicas. No ano passado recordei a necessidade de cumprir o Pacto de Estabilidade e afirmei então que : "Esta exigência significa que, mais do que com uma crise económica, o país está confrontado com uma crise orçamental." O que está em causa são os compromissos que assumimos sobre a evolução a médio prazo do défice orçamental. Não existe, como é conhecido, um problema técnico de sustentabilidade das finanças públicas portuguesas. Temos um rácio da dívida em relação ao PIB de 55%, inferior à media europeia e as regras do Pacto de Estabilidade quanto aos défices asseguram que terá que continuar a diminuir.
O respeito pelas grandes orientações contidas no Programa de Estabilidade é essencial à credibilidade internacional da nossa política económica. O agravamento do défice orçamental em 2001 torna a tarefa mais difícil, sendo indispensável um elevado nível de consenso nacional quanto aos objectivos a atingir, sem dramatismos mas de acordo com um sentido de responsabilidade geralmente partilhada relativamente aos interesses do país. Nomeadamente, a referida credibilidade externa requer a manutenção do objectivo de um défice próximo do equilíbrio em 2004 dada a necessidade de darmos visibilidade a um esforço sério de consolidação orçamental. Para reduzir o défice terão que ser tomadas algumas decisões difíceis no sentido da contenção das despesas e evitar quaisquer medidas que possam reduzir as receitas do Sector Público Administrativo. A situação poderá mesmo justificar um aumento de alguns impostos indirectos com efeitos mais imediatos na recuperação das receitas do Estado. 

Todas estas medidas têm, no curto prazo, consequências restritivas que se torna imperioso compensar com um maior dinamismo das exportações, impulsionado pela recuperação económica internacional e pelo redireccionamento da produção para mercados externos. Para possibilitar essa evolução torna-se necessário inverter a tendência dos últimos anos de aumentos salariais superiores ao crescimento da produtividade. Não se justifica propriamente um congelamento salarial, mas precisamos de uma maior moderação dos aumentos salariais. Todos devem ter consciência que, na situação actual, isso é uma condição para manter níveis elevados de emprego e evitar, assim, o agravamento de factores de exclusão e maior desigualdade na sociedade portuguesa.

Entretanto todo o funcionalismo público havia sido contemplado com o ganho de um nível na tabela salarial reportado a um ano de retroactividade, ficando com ganhos salariais superiores aos dos trabalhadores da actividade privada, que, com os seus trabalhadores, pagam os impostos para a manutenção da Administração Pública !



publicado por luzdequeijas às 21:42
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E OS BENS TRANSACIONÁVEIS?

UMA ECONOMIA DE RASTOS ......

Balanço da UE sobre os vinte anos de Portugal .

 

Segundo nos divulga a União Europeia, Portugal alterou substancialmente a sua forma de estar no mundo após o seu ingresso no referido bloco.

O Eurostat, Direcção-Geral de Desenvolvimento Regional DA UNIÃO EUROPEIA, APRESENTA-NOS OS SEGUINTES DADOS:

No total, Portugal recebeu da União Europeia, nos últimos 20 anos, 42.020 milhões de euros de Fundos Estruturais e 6.302 milhões de euros do Fundo de Coesão. Entre 2000 e 2006, 16,5% dos fundos comunitários são canalizados para a “Economia”, 12,6% para o “Emprego, Formação e Desenvolvimento Social”, 12,4% para os “Transportes” e 9,7% para a “Agricultura”.

O investimento em acessibilidades foi muito significativo. Em 1986 havia 196 quilómetros de auto-estradas; hoje há 2.091 quilómetros, que representam 16,5 % do total das infra-estruturas rodoviárias do país.

No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB) a diferença de Portugal relativamente à média da União Europeia diminuiu: o PIB per capita (em Padrão de Poder de Compra) passou dos 54,2% em 1986 para os 68% em 2003 (UE a 15, sem os dez novos Estados Membros). Este último valor representaria, em 2003, 74% da média da UE a 25.

Há 20 anos, a agricultura, a silvicultura e a pesca representavam 9,4% da economia portuguesa (Valor Acrescentado Bruto). Hoje esse valor é de 3,9%. A indústria transformadora representava 25%; hoje está nos 18,2%. Num registo inverso, o peso dos serviços subiu: de 52,5% passaram para 66,9 pontos percentuais.

A taxa de inflação sofreu uma clara descida; dos 11,7% passou para os 2,2%.

As taxas de juro também mudaram radicalmente nos últimos 20 anos. Em 1986, Portugal registava uma taxa na ordem dos 15,8%. Em 2005 esse número desceu até aos 3,4%.

A União Europeia reforçou o seu peso enquanto parceiro comercial privilegiado de Portugal. A taxa de exportações para os países da União Europeia subiu dos 57% para os 80% e a das importações passou dos 44, 9% para os 77%.

Há 17 anos, as despesas dos agregados familiares com produtos alimentares, bebidas e tabaco representavam 34,3% do total dos gastos. Em 2000 (data dos últimos dados disponíveis) esse número desceu para os 21,5%. No caso dos transportes subiu de 15,7% para os 18,3%, o mesmo se passando com as despesas relativas a habitação, água e electricidade que aumentaram dos 13,6% para os 19,8%. As despesas com tempos livres e cultura também subiram: dos 5,1% em 1986 chegaram aos 6,6% em 2003.

O número de telefones fixos por 100 habitantes subiu de 15 para 42. No caso dos telemóveis, a taxa de penetração situa-se hoje nos 92,8%, sendo claramente uma das mais altas de toda a União Europeia.

Desde que aderimos à União Europeia, a esperança de vida passou dos 70,3 anos para os 74,5 anos nos homens, e de 77,1 para os 81 anos, nas mulheres.

A taxa de mortalidade infantil, desceu dos 15,8 para os 5,1 por cada mil crianças.

 Hoje há 3,3 médicos por mil habitantes. Há 20 anos esse número era de 2,3.

A percentagem da despesa do PIB em Investigação e Desenvolvimento passou de 26,4% da média europeia para os 40,2%. Em 1986 a despesa representava 0,41 % do PIB. Em 2003 esse número subia para os 0,78%. A meta da Agenda de Lisboa para a União Europeia situa-se nos 3%.

A taxa de escolarização do ensino secundário subiu, nos últimos 16 anos, dos 17,8% para os 62,5%.
No ensino superior, o número de estudantes portugueses em programas Erasmus passou de 25 alunos, em 1986, para os 3.782 alunos em 2004. Até 2004 participaram neste programa 28.139 estudantes.

Há quinze anos a taxa de tratamento de águas residuais era de 34%, hoje é de 82%. Também a percentagem da população servida por Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’S) aumentou; entre 1997 e 2003 passou de 36% para 56%.

A recolha selectiva de vidro aumentou grandemente nos últimos 15 anos; passou de 12.722 toneladas para as 90.946 toneladas. No caso do cartão a subida foi das 1.415 para as 75.692 toneladas e, no campo das embalagens, o diferencial passou das 484 toneladas para as 6.911 toneladas.

O número de pessoas a fazerem turismo em Portugal (portugueses e estrangeiros) era, há 20 anos, de 5.624.370. Em 2004 esse número atingiu os 10.961.968.

Há 20 anos o saldo migratório do nosso país era claramente negativo, saíram mais 26.949 indivíduos do que aqueles que entraram. Hoje, a diferença entre os que deixam Portugal e os que escolhem o nosso país para residir já é positiva: 47.229 pessoas.

A taxa de acidentes de trabalho por cem mil trabalhadores desceu de 5,9 em 1994 para os 4,0 em 2002. Em 1990 registaram-se 305.512 acidentes, em 2001 esse número chegou aos 244.936.

A Economia Portuguesa-2004*: 

Serviços: 69% do PIB (produto interno bruto)

Construção e obras públicas: 7% do PIB 

Agricultura, silvicultura e pescas: 2,9 % do PIB

Electricidade, gás e água: 2,9% do PIB

Indústria: 17,3% do PIB. A fileira têxtil, vestuário e calçado, assente na mão-de-obra intensiva, não tem parado de diminuir a sua importância na formação do PIB. 

*Fonte: Banco de Portugal

Economia paralela: 20 a 25 % do PIB.

A economia portuguesa desde 2000 está praticamente estagnada, mas no país alguns sectores estão visivelmente melhores, nem sempre pelas melhores razões:

. Habitação. Cerca de 70% da população vive em casa própria. 1/3 das famílias tem uma segunda habitação na praia ou no campo. A renovação do parque habitacional é uma realidade na maioria das regiões do país. A oferta de casas excede largamente as necessidades. Enormes oportunidades de negócio abrem-se agora na área da conservação e restauro, assim como na requalificação urbana. 

. Automóveis. Durante muito tempo foi um indicador de desenvolvimento, hoje nem tanto. Constata-se todavia que o número de automóveis por habitante em Portugal é superior ao de muitos países da UE, como a Dinamarca.

. Portos, aeroportos e vias de comunicação. Portugal é hoje um dos países da UE com a maior densidade de auto-estradas, e dentro em breve todas as capitais de distrito estarão ligadas por uma moderna  rede de comunicações. As estruturas portuários são magnificas, embora sofram de um problema comum: uma gestão deficiente.

. Distribuição de produtos. O comércio tradicional está a desaparecer, mas o número de centros comerciais, hipermercados, redes de lojas de distribuição colocam Portugal acima da média da UE. Em termos de logística comercial o salto qualitativo foi enorme. Algumas empresas portuguesas somam êxitos nesta área em muitos países.

. Bancos. O país está em crise, as famílias estão endividadas, mas os lucros dos bancos não param de crescer (50% em 2004). O sector financeiro está ao nível do melhor em termos internacionais.

. Turismo. A oferta turística de Portugal diversificou-se e subiu muito em qualidade. Uma percentagem significativa da população não prescinde hoje de fazer férias no estrangeiro.

. Telecomunicações. Portugal tem neste domínio excelentes indicadores, na rede fixa, banda larga, telemóveis, serviços electrónicos, etc., etc.

. Novos produtos industriais. industria do papel, moldes de plástico, automóveis, software, aviões ligeiros, etc..

. Produtos tradicionais. Vinhos, café, cortiça, etc.

Estas profundas mudanças económicas atingiram de forma particularmente violenta, a população activa com baixos níveis de escolaridade, a qual passou a concorrer no mercado de trabalho com imigrantes de todo o mundo. A educação passou a ser de facto um capital socialmente valorizado pelas famílias.

Bloqueios

. Administração Pública. Os serviços públicos (centrais ou locais) não foram capazes de acompanhar as mudanças que ocorreram no país. Herdeiros de uma tradição colonial, continuaram distantes da população e das suas necessidades. Na saúde, educação ou gestão local, por exemplo, presta um serviço medíocre face aos enormes recursos que consome. Toda a Administração Pública portuguesa está repleta de dirigentes incompetentes, serviços e procedimentos inúteis.  

.20 % em risco. 1/5 da população portuguesa apresenta graves problemas de inserção social ou dificuldades em acompanhar as mudanças em curso. As causas são múltiplas: baixa escolaridade, idade avançada, isolamento, dificuldades de integração social de minorias étnicas (ciganos, africanos), etc.



publicado por luzdequeijas às 21:27
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QUEIJAS EM LIVRO
Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
 
QUEIJAS - QUEM SOMOS?
 

Toda e qualquer pessoa precisa de sentir, de uma forma bem definida, uma identidade pessoal relativamente à sua nacionalidade, família, local de habitação, emprego, clube de eleição, religião etc.

Tudo isto e muito mais coabita em nós próprios formando um todo, a nossa identidade, dando a toda a gente, sem sombra de dúvida, uma grande consistência moral e comportamental. São as nossas referências que por regra, em grande parte, já nos vêm, em muito, dos nossos antepassados.

Muitas delas são-nos transmitidas de forma genética ou pelo convívio e educação escolar e familiar, mas todas podem, e devem, ser alimentadas e estimuladas.

No que concerne ao nosso local de habitação, venha ele do nascimento ou tenha sido eleito outro por nós mais tarde, tudo se passa da mesma forma.

No caso concreto que escolhi, a Freguesia de Queijas, ela ganhou identidade própria há uma dúzia de anos, logo, necessário se tornou ir mais longe em busca da verdadeira identidade das suas raízes.

Porque, de longa data, sempre pertencemos à antiga Freguesia de Carnaxide, velhinha de muitos séculos, se quisermos cavar bem fundo vamos encontrar as raízes que procuramos no nascimento da nossa própria nacionalidade. Pois é, não há exagero algum. Depois, relativamente ao nosso concelho, as referências são mais tardias, mas andam quase sempre pelo concelho de Oeiras.

Por todas estas fases passou este antiquíssimo Lugar de Queijas, e teve que ser assim, até chegarmos a Queijas Paróquia, Freguesia e Vila!

Não há muita informação disponível sobre um universo de muitos séculos, no qual foi vivendo o território da nossa Freguesia, mas é de absoluta justiça falar daquele que nesta matéria nos deu uma enorme ajuda. Deixar de tecer um grande elogio àquela figura que, na minha opinião, mais pugnou por conhecer as nossas referências e em simultâneo mais se bateu pela solução dos enormes problemas que sempre foram afligindo as gentes da antiga Freguesia de Carnaxide, seria de todo injusto.

Foi essa grande figura humana e eclesiástica, o Pie Francisco dos Santos Costa, que nos legou uma publicação de grande dimensão, O Santuário da Rocha - Coração de Carnaxide. Legou-a a todos aqueles que amam a velha freguesia de Carnaxide, que hoje se espalha pelas freguesias de Carnaxide, Queijas, Linda-a- Velha, Algés e Cruz-Quebrada - Dafundo.

Como habitante de Queijas, vai para 46 anos, é desta maneira agradecida que sinto todo o trabalho que ele nos deixou, não esquecendo também todos aqueles que a ele acrescentaram qualquer contributo, para nós tão importante.

Todavia a realidade surgida com o aparecimento da Freguesia de Queijas, da sua Paróquia e Vila, veio trazer uma nova identidade e um novo sentimento aos habitantes desta circunscrição, para mais, não devemos esquecer que muitos até já nela nasceram.

Tentei pois actualizar factos com uma história riquíssima, desta vez circunscritos à Freguesia de Queijas, que como um filho, nasceu da velhinha Freguesia de Carnaxide.

Servi-me do trabalho que outros primorosamente fizeram, mas também vos digo que esteja onde estiver, muito feliz ficaria se este trabalho por mim assinado, puder ajudar alguém a dar-lhe continuidade na história desta terra que já tantos amam como sua.  

A vida ensina-nos que factos escritos como actuais, com o tempo decorrido, logo perdem actualidade, e por isso, carecem ser enriquecidos com outros mais marcantes, por comportarem uma vivência mais vasta e próxima de nós, seres ainda vivos.

Foi, pois, esse trabalho que quis escrever e deixar como legado a toda a população da Freguesia de Queijas.

António Reis da Luz

 



publicado por luzdequeijas às 12:28
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PRAZERES DA CARNE

O CARNAVAL e a sua História e origem

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.

 

MardiGrasPaull1897Cover.jpg

Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras).[5] O termo mardi gras é sinónimo de Carnaval.

 

 

O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.

No período do Renascimento as festas que aconteciam os dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com as suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato actual.



publicado por luzdequeijas às 12:15
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COPTAS
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Mosteiro de Santo Antão, Egito.

 

Os coptas (em copta: ⲟⲩⲣⲉⲙ'ⲛⲭⲏⲙⲓ 'ⲛ'Ⲭⲣⲏⲥⲧⲓ'ⲁⲛⲟⲥ, ou.Remenkīmi en.Ekhristianos, literalmente: "cristão egípcio") são egípcios cujos ancestrais abraçaram o cristianismo no século I.[1] Formam um dos principais grupos etno-religiosos do país.

A palavra "copta" foi usada originalmente no árabe clássico para se referir aos egípcios em geral, porém passou por uma mudança semântica ao longo dos séculos, e passou a se referir mais especificamente aos cristãos egípcios depois que a maior parte da população egípcia se converteu ao Islã (após o século VII).[2] Atualmente, o termo é principalmente aplicado aos membros da Igreja Ortodoxa Copta [3], independente de sua origem étnica; assim, cristãos etíopes e eritreus (bem como núbios, até à sua conversão ao islã) eram tradicionalmente chamados de coptas - embora este costume esteja sendo abandonado gradualmente, desde que as chamadas Igrejas Tewahedo Etíope e Eritreia passaram a ter seus próprios patriarcas e a ser independentes em relação à Igreja Ortodoxa Copta.

A população copta cristã do Egito é a maior comunidade cristã do Oriente Médio.[4] Os cristãos representam cerca de 10% a 20% de uma população de mais de 80 milhões de egípcios,[5][6][7][8][9][10][11][12][13][14][15][16] embora as estimativas variem (ver Religião no Egito). Cerca de 90% dos coptas pertencem à Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria, nativa do país.[13][14] Os cerca de 800.000 restantes[15] estão divididos entre as Igrejas Católica Copta e a Protestante Copta.

O número de coptas dentro do Egito vem declinando devido às altas taxas de emigração entre a comunidade e também porque, "todos os anos, milhares de coptas tornam-se muçulmanos apenas para, aparentemente, escaparem ao estatuto social inferior, ou para desposar uma mulher muçulmana, já que o Alcorão proíbe que muçulmanas se casem com judeus ou cristãos" [17].



publicado por luzdequeijas às 12:04
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TEÓFILO (BÍBLIA)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Téofilo é o nome a quem São Lucas se dirige no seu Evangelho e no livro de Atos, ambos percentenes ao Novo Testamento da Bíblia.

Trata-se de uma palavra que significa amigo de Deus. Isto porque em grego teo quer dizer Deus e filo significa amigo.

Assim, quando Lucas se dirige a Teófilo, ele pôde ter se dirigido aos que amam a Deus e não a uma pessoa específica. Este fato carece de confirmação, haja vista Teófilo ser chamado pelo título de Excelentíssimo no livro de Lucas, título este cabível apenas a um homem específico e não a um grupo de pessoas "amigas de Deus".

Lucas foi um dos primeiros investigadores a respeito da biografia de Cristo e acabou seguindo a fé cristã, acompanhando a trajetória missionária do apóstolo Paulo em suas viagens pela parte oriental do Império Romano.

Acredita-se, com base na tradição copta, que Teófilo poderia ter sido um dos primeiros cristãos no Egipto entre os judeus de Alexandria.



publicado por luzdequeijas às 11:57
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
LAGO BAIKAL

PATRIMÓNIO MUNDIAL

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Lago Baikal - SIBÉRIA
Lago Baikal
Localização Sibéria, Rússia
Tipo Natural
Área da superfície 31.722 km2 km²
Afluentes Selenga, Chikoy, Khilok, Uda, Barguzin, Alto Angara
Efluentes Rio Angara
Comprimento máximo 636 km
Largura máxima 79 km km
Profundidade média 744,4 m
Profundidade máxima 1.750 m
Volume 23.615,39 km³
Bacia hidrográfica 560.000 km²
Altitude 455,5 m m
Ilhas 27 (Olkhon)
Cidades vizinhas Irkutsk
País(es)  Rússia

O lago Baikal (russo: О́зеро Байка́л (Ozero Baykal)) é um lago no sul da Sibéria, Rússia, entre Oblast de Irkutsk no noroeste e Buryatia no sudeste, perto de Irkutsk. Com 636 km de comprimento e 80 km de largura, é o maior lago de água doce da Ásia, o maior em volume de água do mundo, o mais antigo (25 milhões de anos) e o mais profundo da terra, com 1680 metros de profundidade.[1]

A superfície do Lago Baikal é de 31 500 km². É tão grande que se todos os rios na terra depositassem as suas águas no seu interior, levaria pelo menos um ano para encher. Alguns sítios ultrapassam os 1600 m de profundidade (dados mais recentes indicam 1680 m), sendo responsável por 20% da água doce líquida do planeta.

Desaguam nele cerca de 300 rios. É um habitat rico em biodiversidade, com cerca de 1085 espécies de plantas e 1550 espécies e variedades de animais, sendo conhecido como as "Galápagos" da Rússia. Mais de 60% dos animais são endémicos: por exemplo, das 52 espécies de peixes, 27 são endémicas.



publicado por luzdequeijas às 22:00
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AS PRIVATIZAÇÕES

 

Cavaco, que Soares dizia “desconhecer”, representou o primeiro dirigente da democracia portuguesa que chegava ao poder fora da resistência contra Salazar e ao PREC e com uma formação dominantemente económica em vez de jurídica .

A maioria absoluta de Cavaco Silva, uma verdadeira subversão de um sistema eleitoral construído para obrigar a governos de coligação, abrindo caminho a um ciclo de governabilidade sem passado até então e sem futuro até 2005 (19 de Julho de 1987).

Procedeu-se à desregulamentação da economia e fez-se a privatização do espaço televisivo e da comunicação social escrita do estado. Criação da SIC e da TVI.

Fez-se a Revisão Económica da Constituição permitindo finalmente a existência de uma plena economia de mercado e as privatizações. O PS que tinha bloqueado mudanças na parte económica da Constituição finalmente cedeu ao PSD (1989).

Tivemos a primeira Presidência portuguesa da UE. Nunca até então a alta administração pública portuguesa tinha conhecido uma prova tão dura.

A Expo, a realização urbana de grande dimensão mudando a face oriental de Lisboa e levando ao clímax o ciclo de grandes obras dos anos do “cavaquismo” (1998).

Adesão ao euro, principal manifestação da decisão estratégica de manter Portugal no chamado “pelotão da frente”, ou seja no grupo mais avançado da EU, abrindo caminho à questão do défice suscitada pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (1 de Janeiro de 1999).

Percebe-se que Portugal vai recuperando o seu prestigio junto das outras nações e que a integração europeia vai na senda daquilo que os demais parceiros da EU fizeram anteriormente. Liberalização da economia e entrega à iniciativa privada do seu desenvolvimento.

Ao contrário de todo o esforço dos partidos e forças de esquerda para seguirem os passos das economias socialistas/comunistas (que não tardariam a desaparecer repentinamente do mundo) a nossa evolução foi sendo no caminho das democracias europeias.

Foi neste sentido que as empresas anteriormente nacionalizadas foram quase na sua totalidade devolvidas à iniciativa privada.

Em todo este problema de saber quem detém a posse das empresas, há um outro que não pode ser esquecido por dizer respeito aos seus trabalhadores. Eles são, foram e continuarão a ser o maior capital dessas mesmas empresas e do país e nessa condição viram-se confrontados com difíceis adaptações e uma nova realidade na estabilidade do emprego.

Aquando das nacionalizações as empresas tinham um passado e naturalmente que, aparte algumas injustiças que sempre há, os seus técnicos teriam sido escolhidos pelas provas dadas, seus quadros do mesmo modo. Eram aqueles que na sua actividade diária mostraram ter o perfil adequado a esses desempenhos.

No acto das nacionalizações, que foram actos revolucionários, a primeira acção era regra geral o saneamento selvagem de toda a estrutura de comando ou até técnica. Muita gente de lágrimas nos olhos viu ser-lhes retirado o trabalho e os direitos adquiridos. Normalmente eram substituídos por outros , por vezes alheios às empresas, nomeados nunca por desempenhos ou qualidades demonstradas.  Ascenderam a tais posições de relevo na estrutura dessas empresas, mais como comissários políticos. A qualidade pedida era que fossem de esquerda de preferência activistas políticos e antifascistas.

Nesta situação as empresas foram-se deteriorando, adoecendo até se verem forçadas a estender a mão aos cofres do Estado. Os salários começaram a estar em perigo todos os meses,  foram poucos os casos de encerramento com despedimento colectivo.

Do lado oposto, nas privatizações, os novos donos foram muitas vezes os donos antigos mas, mesmo sendo outros, o problema era o mesmo. As indemnizações pelas nacionalizações, quando as houve, foram ridículas, mas no acto da privatização têm na sua frente um Estado sem recursos, que tentava encaixar o máximo dinheiro para alcançar o equilíbrio das suas finanças públicas.

Os pretendentes à posse das empresas conheciam-nas como ninguém, estudavam-nas, e conheciam muito bem, igualmente, cada um dos seus empregados. Os anos haviam decorrido e os tais antigos colaboradores já não eram jovens, logo, salvo poucos casos os candidatos às empresas, bons conhecedores de actos de gestão, exigiam antes da privatização que as empresas tivessem uma média etária dos seus empregados dentro dos valores recomendados pelos manuais.

Daqui saírem às centenas e mesmo aos milhares de trabalhadores para a tão famosa pré – reforma. Naturalmente defraudados pelas circunstâncias da vida apareciam sentados nos bancos do jardim homens com cinquenta, ou até menos, anos de idade!

O afastamento forçado, naturalmente, não lhes tinha permitido uma actualização constante mas tinha sim aumentado a sua desmotivação, e era nesta situação de frustração que iriam sair, com muitos sonhos por realizar,  e agravando os cofres da segurança social . Por outro lado a empresa ficaria com menores encargos salariais e com uma média etária mais baixa, mas com um capital de  experiência muito inferior.

Os outros, os comissários políticos, esses também saiam, mas o sistema arranjava-lhes outra colocação, quase sempre ao abrigo dos cofres do Estado. Afinal eram políticos.

Conclusão: Num país, no mundo, em cada uma das empresas ou organizações governativas, os empresários e os governantes são muito importantes mas, o maior capital são as pessoas e a motivação que lhes for estimulada.



publicado por luzdequeijas às 19:54
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ENTRADA NA UNIÃO EUROPEIA

Em 1986 deu-se finalmente a entrada de Portugal na União Europeia.

A entrada de Portugal para a CEE, a 1 de Janeiro de 1986, marca uma viragem profunda na economia. Nada voltou a ser como dantes, senão veja-se:

.Privatizações. As empresas públicas que chegaram a representar mais de 50% do PIB, foram sendo progressivamente encerradas ou privatizadas. Vinte anos depois restava apenas um núcleo muito pequeno de empresas controladas pelo Estado.

.Agricultura. Este sector foi completamente desmantelado. No início dos anos 80 cerca de 30% da população activa trabalhava nos campos. Vinte anos depois não representa mais do que 4%. Vasta áreas agrícolas foram abandonadas. Muitas aldeias desapareceram ou converteram-se em locais turísticos.

.Pescas. O importante sector das pescas portuguesas, começou a ser desmantelado. Em vinte anos este sector é uma sombra daquilo que em tempos representou para a economia do país.

.Transportes marítimos, Industria de construção e reparação naval. Durante séculos foi uma das áreas da economia mais importantes do país, mobilizando e gerando enormes recursos. Vinte anos depois é um sector completamente desmantelado. Muitas docas e estaleiros estão transformados em locais de lazer

.Transportes ferroviários.  As estradas eram más, mas a rede de caminhos de ferro era ampla e cobria todo o país. Vinte anos depois, a rede de caminhos de ferro diminuiu, sendo os transportes de passageiros e mercadorias cada vez mais por rodovias.

.Industrias de mão-de-obra intensiva. Numa primeira fase, Portugal foi ainda inundado de empresas de países da CEE que aqui se instalaram para explorarem as condições excepcionais que lhes eram oferecidas: ajudas económicas e baixos salários dos trabalhadores. O sector da industria têxtil, vestuário e do calçado registaram então  aumentos significativos. A prazo, sabia-se todavia que estas empresas acabariam por partir para outros locais onde a mão-de-obra fosse ainda mais barata. Vinte anos depois sucedem-se os encerramentos ou deslocalizações destas e de outras empresas .

Neste período a qualificação da mão-de-obra estava longe de ser um factor decisivo em termos de competitividade. Os principais sectores da economia assentavam nos seus baixos custos. Factor que terá levado uma parte da população a desvalorizar a própria importância da educação, e as empresas secundarizavam a formação. Apesar de tudo registaram-se enormes  progressos em termos de escolarização. Infelizmente os enormes investimentos feitos na formação profissional foram, na maioria dos casos, desperdiçados. A Educação nas escolas por força de vários factores foi no caminho da massificação mas a sua qualidade baixou na vertical, isto enquanto os custos subiriam da mesma forma, na vertical. Perdeu-se a autoridade e as matérias leccionadas perderam qualquer paralelo com a vida real do país e a oferta de emprego.

E depois?

Em 1986 tinha –se dado a adesão de Portugal à Comunidade Europeia.

Ramalho Eanes é sucedido pelo Dr. Mário Soares entre 9/3/1986 e 9/3/1996 que, por sua vez, é sucedido pelo Dr. Jorge Sampaio.

Aníbal António Cavaco Silva, (Boliqueime - Loulé, 15 de Julho de 1939)

Foi primeiro-ministro de Portugal de 6 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995, tendo sido o homem que mais tempo governou em Portugal desde o 25 de Abril.

 A 22 de Janeiro de 2006 irá ser eleito Presidente da República, tendo tomado posse em 9 de Março do mesmo ano.

Privatizações vs. Nacionalizações

As nacionalizações,a seguir ao 11 de Março foram da responsabilidade da ala militar ligada ao PCP, no MFA. Das chamadas “conquistas da Revolução” – nacionalizações, reforma agrária e controle operário – a terceira nunca existiu de facto, a segunda deixou uma marca profunda no Alentejo, a primeira moldou o destino da economia e da sociedade portuguesa até aos dias de hoje, no mau sentido



publicado por luzdequeijas às 19:53
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ACABADA A PESADA HERANÇA FASCISTA

Veio o recurso ao Fundo Monetário Internacional

O “Apertar do cinto” obrigado pelo FMI, numa situação de quase ruptura das finanças públicas (1983-85) foi o toque a rebate.

Ajustamentos muito dolorosos foram impostos ao povo em 1983, com o FMI a impor medidas duríssimas e Ernâni Lopes a concretizá-las (envolvendo impostos retroactivos, por exemplo). Em 1983-85, com Mário Soares no poder, a inflação chegou a uns impensáveis 24% e o défice desses governos alcançou a vergonhosa marca de 12%! O País estava quase sufocado pela dívida externa e viveu, até essa data (1985), praticamente com as estruturas do Estado Novo depauperadas e com empréstimos do FMI.



publicado por luzdequeijas às 19:41
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BAIXA COMPETITIVIDADE E PRODUTIVIDADE

O país vinha de vários anos de desmantelamento das estruturas produtivas que tinha, e considerando toda a falta de autoridade, a nível geral, e a desregrada actuação dos sindicatos e organizações políticas, com constantes reivindicações e greves, mais as contínuas manifestações políticas, a produtividade teria que ser necessariamente muito baixa, com estas e outras causas.

O mérito era um conceito fascista e, assim, o melhor era alinhar pela produtividade mais baixa.

Na análise crítica da produtividade em Portugal, que deveria ter sido equacionada logo a seguir ao acto revolucionário, é de salientar que a mesma não depende essencialmente só do comportamento dos trabalhadores, embora também seja condicionada pela sua capacidade técnica e profissional e o seu nível de instrução e educação, mas, as causas mais relevantes baseiam-se na natureza das estruturas económicas (tecnologia, produtos e serviços, organização, estratégia, gestão geral e dos recursos humanos, etc.). Se em vez de militares a revolução (mudança) tivesse sido conduzida por civis abalizados identificados e enquadrados na política e na estratégia nacionais, definidas em tal contexto. Dessa forma tudo teria sido  diferente, bem diferente,  e  baseado em concertação estratégica contratualizada, na qual a formação técnica e profissional, desde os empresários aos operários, fossem inspiradas por uma correcta e esclarecida  visão cultural das nossas capacidades competitivas e das medidas necessárias ao seu aproveitamento.

Muito teria que ser mudado, pois, em muitos aspectos retrocedemos, e muito, sendo o mais importante naquele momento a saúde das nossas finanças públicas.



publicado por luzdequeijas às 19:37
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ECONOMIA PORTUGUESA

De 1974-1985

O fim do Império colonial, em 1974, constituiu uma das mais radicais transformações económicas que Portugal conheceu desde a sua independência em 1143. Toda a economia num curto espaço de tempo, fica sem os enormes mercados coloniais à sombra dos quais tinha vivido desde o século XV. Os principais grupos económicos são primeiro desmantelados e depois nacionalizados. O desemprego não pára de crescer, agravado por cerca de um milhão de "retornados" das ex-colónias e depois por vagas de imigrantes clandestinos e refugiados das guerras.

Apesar desta complexa situação, todos os indicadores sociais melhoraram. Registou-se inclusive uma melhoria muito significativa no rendimento e nas condições de vida da população. Todavia não era sustentado e iríamos pagá-lo muito caro. Vivemos acima das nossas posses!



publicado por luzdequeijas às 19:34
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
QUINDINS NA PORTARIA

Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, Fidelidades, onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio do Mario Quintana: “Para estar ao lado sem pesar com a presença”. Há outras histórias e poemas interessantes no livro, ma detive-me nesta frase , porque não pesar aos outros com nossa presença é um raro estalo de sensibilidade.

Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura. Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário. Ah, pesa… Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados. Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado. Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone. Eu não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas. Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho. Pessoas estão jantando. Pessoas estão preocupadas. Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo. Pessoas estão chorando. Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito. Pessoas estão se amando. Avise que está a caminho. Frescura, jura? Então tá, frescura, que seja.

Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los sabendo que nada interromperei do lado de lá. Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade. Dizemos pelo computador coisas que face a face seriam mais trabalhosas. Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo? Nem se discute que o encontro é sagrado. Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios. Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela. Quando mando flores, vou junto com o cartão. Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes. Também é estar junto. Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço.

Martha Medeiros



publicado por luzdequeijas às 13:07
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
OS VALORES E A FAMÍLIA

 

As instituições publicas têm sido em Portugal “monstros sagrados”. Esmagam a Sociedade civil, através do pagamento de impostos, que ela não pode pagar !

Tal sugador, nada tem a ver com ela. Existe e cresce, não para servir a sociedade civil, mas para servir os inúmeros interesses e aligeirar as estatísticas. 

Por lá passam todo o tipo de interesses. Também a corrupção e os vícios do sistema político. Também a falta de transparência que é nacional. Também os privilégios dos defensores do “Estado Patrão”.

 

Tudo isto não é pessimismo, é ir ao fundo do poço e sem essa viagem, as coisas não se alteram.

 

Foi o povo mais desprotegido, que se habituou a resistir e a desconfiar de um Estado professoral e intrometido, que manteve sentimentos correspondentes ao que hoje a esquerda chama, com horror, de “neoliberalismo”.

 

Desde sempre foi este poder estatal o causador do endividamento crónico do Estado, da inflação e das ameaças de bancarrota. Não o povo.

 

Só em 2006 a nossa divida pública cresceu cerca de 7 mil milhões de euros!

 

De facto este país subsiste. Felizmente também subsistem aqueles que pagam o esbanjamento dos políticos. A sua incompetência. Os custos materiais e morais da corrupção!

 

É este o povo autêntico. É este povo anónimo que os políticos devem saber ouvir, entender e respeitar.

 

A razão e a verdade está com ele. Mas continua a ser sobre ele que o travão da despesa pública está a funcionar arrasando o poder de compra das famílias!

 

E a derrapagem das contas públicas lá vai, pelos vistos, de despiste em despiste até ao desastre inevitável. Os exemplos da possibilidade de entrega das decisões à “Sociedade Civil” podiam-se desdobrar até à exaustão. Com o seu aumento viria a confiança dessa “Sociedade Civil” .

 

De facto o CARNAVAL vai continuar, enquanto aqueles que desautorizam o Governo da Nação não forem metidos na ordem. Estejam eles onde estiverem.



publicado por luzdequeijas às 12:39
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NINGUÉM LEVA A MAL

Acabar com a terça-feira de Carnaval? Nada contra: a imagem dos foliões, em cima dos tractores, a sacudirem as carnes enregeladas, eis uma das imagens mais grotescas do subdesenvolvimento português.

 

Por:João Pereira Coutinho, colunista

 

O pior é que estas cenas prometem continuar: na Madeira, em Torres Vedras, em Ovar e em dezenas de outras paróquias que se estão nas tintas para o Governo. E como recriminá-las? Para começar, há eleições autárquicas no próximo ano - e os autarcas, antes de pensarem no Governo, pensam sobretudo em governar-se. A limitação de mandatos não passa de uma piada quando existe sempre um poleiro na terra ao lado. E, depois, qualquer pessoa alfabetizada sabe que a verdadeira austeridade não está no Carnaval, nos feriados ou nas famosas viagens de avião em turística. Está naquilo que o Governo não faz e provavelmente não sabe: reformar e encolher o gigantismo do nosso Estado. Até lá, autarcas semi-reeleitos continuarão a aplaudir portugueses semidespidos.



publicado por luzdequeijas às 12:31
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