Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

A SACRALIDADE DA PESSOA HUMANA

 

“Queridos Eurodeputados, chegou a hora de construir juntos a Europa que gira, não em torno da economia, mas da sacralidade da pessoa humana, dos valores inalienáveis; a Europa que abraça com coragem o seu passado e olha com confiança o seu futuro, para viver plenamente e com esperança o seu presente. Chegou o momento de abandonar a ideia de uma Europa temerosa e fechada sobre si mesma para suscitar e promover a Europa protagonista, portadora de ciência, de arte, de música, de valores humanos e também de fé. A Europa que contempla o céu e persegue ideais; a Europa que assiste, defende e tutela o homem; a Europa que caminha na terra segura e firme, precioso ponto de referência para toda a humanidade!”

Obrigado!"

A voz do Papa no Parlamento Europeu

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Domingo, 16 de Novembro de 2014

SABER TUDO ACERCA DE NADA

Atenção Senhor António Costa

“Formaremos milhares de jovens que saberão «tudo acerca de nada», mas incapazes de usar o português básico”. “ De outro modo seremos cada vez mais um país de licenciados, o que é bom para as estatísticas mas de pouco ou nada serve. Formaremos legiões de especialistas em inúmeras coisas, provavelmente muitas sem interesse prático para as nossas necessidades. Milhares de jovens que saberão tudo acerca de nada, mas as mais das vezes incapazes de usar o português básico ou de calcular, sem recorrer a uma máquina, uma operação aritmética simples, da tabuada elementar. Coisas que os seus pais já sabiam na 4ª classe.”    

Expresso 17 Agosto 2002

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A NOSSA FORCA

 

As raposas do Ártico correm grandes distâncias, algumas de mais 2.300km, todos os anos em busca de comida.

Acasalam com o mesmo par durante toda a vida. Quando estão procriando, partilham o território com outros casais, geralmente construindo a toca em uma zona abrigada e sem gelo ou entre pedras. Essas tocas são construções complexas, chegando a possuir 250 entradas. Algumas têm sido utilizadas continuamente ao longo dos mais de 300 anos. A raposa usa a toca como esconderijo contra o mau tempo, despensa para armazenar sobras de comida, abrigo para as crias ou para se refugiar de predadores. Entretanto, não hibernam nessas tocas. Quando o tempo está muito ruim, escava uma cova na neve, enrosca-se e enrola a cauda à volta dos pés e pernas para se aquecer.

É um animal onívoro (aquele que come de plantas e animais)

publicado por luzdequeijas às 14:55
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A MORTE ECONÓMICA


1. 
[...] A primeira morte é económica. O modelo socialista/social-democrata/democrata-cristão, centrado na caridade do Estado e na subalternização do indivíduo, está falido, e brinda-nos com recessões de quatro em quatro anos. Basta ler "O Dever da Verdade" (Dom Quixote), de Medina Carreira e Ricardo Costa, para percebermos que o nosso Estado é, na verdade, a nossa forca. Através das prestações sociais e das despesas com pessoal, o Estado consome aquilo que a sociedade produz. Estas despesas, alimentadas pela teatralidade dos 'direitos adquiridos', estão a afundar Portugal. Eu sei que esta verdade é um sapo ideológico que a maioria dos portugueses recusa engolir. Mas, mais cedo ou mais tarde, o país vai perceber que os 'direitos adquiridos' constituem um terço dos pregos do caixão da III República [...]

MEDINA CARREIRA

RICARDO COSTA

publicado por luzdequeijas às 14:45
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GERAÇÃO DE OURO

A GERAÇÃO QUE TUDO PAGOU

Enquanto o tempo passava e o século XX dobrava, Portugal apareceu de repente invadido por milhares de coisas que não existiam. O mundo também.

Algumas até falavam e noutras podíamos ver o mundo inteiro, primeiro a preto e branco e depois a cores.

Eram tantas coisas, que nos deixavam de boca aberta.

Esta geração não se assustou e em pouco tempo já as ligava e desligava e uns meses mais à frente até as sabía consertar.

Computadores e tudo. Até programar!

Portugal não ficou envergonhado e até tínhamos dos melhores técnicos, segundo diziam os nossos emigrantes de férias em Portugal!

Quando se quer muito, tudo se resolve, mas é preciso que acreditem em nós.Num momento Portugal também ficou cheio de carros, motas, barcos de recreio etc.

A sua posse tornou-se banal.

Os satélites e as viagens à lua também, não no uso mas nos noticiários!

Certo dia, num aeroporto ouvi alguém que chegava dizer à mulher que o esperava: viajei de avião para a Madeira, em serviço, e dormi num bom hotel. Nunca esperei. Sinto-me tratado com respeito.

Nem tudo foram sacrifícios, esta geração já tinha férias, subsídios de doença, assistência médica, descontava para a reforma e, até, comparticipação nos lucros.

Daí a fazer férias no estrangeiro foi um passo. Tudo a prestações! Diziam que não havia liberdade, mas ela nem tinha tempo para pensar nisso.

A “geração de ouro” queria era trabalhar e poupar, para que nada faltasse aos seus filhos e aos seus pais.

De repente, em Abril/74, começaram-nos a dizer para não trabalharmos tanto e para pedirmos aumento de vencimento. Muitos ingenuamente fizeram-no. As greves dispararam!

No final dos meses os vencimentos começaram a estar em perigo. Havia boatos de que era preciso reduzir custos e despedir ou pré – reformar os mais velhos, aqueles que nunca quiseram fazer greve. Aqueles que só queriam que os deixassem trabalhar.

Aos cinquenta anos o José, e o seu primo da Lisnave, que sabia reparar barcos muito grandes, estavam os dois sentados no banco do jardim. Aos poucos vinham chegando cada vez mais e mais. Os bancos já não chegavam.

Foi a ruptura com esta “geração de ouro”. Tinha de ser ela a pagar a crise, mesmo sem fazer greves. Mesmo poupando e amealhando para o futuro!

Naturalmente sentiu-se mal tratada, desprezada. Até hoje continua a pagar!

Parece um castigo!

Nos bancos do jardim ouviam-se coisas como estas: “pelo meu filho soube que na escola dele nenhum miúdo sabia o que era uma lima ou uma grosa. Ninguém sabia a tabuada ou fazer contas. Só sabiam que o Porto era o “maior”!. Tudo isto deveria ser da minha cabeça pois, vi num jornal do clube do bairro, que agora estudam muito mais crianças mas, uma olhou para o jornal que eu lia, e não conseguia ler direito”.

Era uma das que aumentavam as estatísticas do aumento da escolaridade!

Noutro banco podia-se ainda ouvir um pré-reformado: “fui visitar os meus antigos colegas para lhes contar as coisas estranhas que tenho sabido no jardim. Preferia não ter lá ido, estava um licenciado no meu lugar a fazer contas de somar contando pelos dedos. Ainda me ofereci para o ajudar, mas ele olhou-me com má cara”.

Enterraram a “geração de ouro” nos bancos do jardim, prematuramente, e continuam a tirar-lhe dinheiro e regalias que com tantos sacrifícios tinham conseguido! As conquistas eram uma mentira! Nada está adquirido! Tudo é perene. Para alguns não!

Se calhar estes “novos velhos” estavam a mais e deveriam ter morrido mais cedo, como os seus pais, aos cinquenta anos. Era melhor para todos. Esticaram tanto a corda, que partiram o fio condutor!

Agora não encontram remédio para o défice das finanças públicas! Nem para o défice externo. Nem para o desemprego que dispara! E a competitividade não funciona!

Vão ver que ainda vêm ter connosco para pagarmos tudo isto! Certo e sabido. Em lugar de comparticipação nos lucros, a tal geração ganhou comparticipação nos prejuízos! Afinal quem foram os responsáveis por tudo isto? Provavelmente estão no estrangeiro … ou com programas na televisão!

 

 

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Sábado, 15 de Novembro de 2014

OS TEMPOS ESTÃO A MUDAR

OS TEMPOS ESTÃO A MUDAR

 

Agosto 31, 2009 · imprimir

Autor: Ricardo Jorge Pinto
Data: Sábado, 29 de Agosto de 2009

O fim da democracia representativa?

Nunca como hoje houve tantos países com regimes democráticos. Mas nunca como hoje se questionou tanto a legitimidade dessas mesmas democracias. Afinal, o que se passa com este sistema de governo que Winston Churchill dizia ser o pior, com excepção de todos os outros?

Numa democracia representativa, as pessoas escolhem políticos para tomar decisões por elas. Mas as sondagens mostram que os cidadãos cada vez acreditam menos nos políticos que os representam. Alguns teóricos falam mesmo numa crise da democracia representativa e começam a proliferar experiências de formas de democracia participativa.
Os média tradicionais foram molas impulsionadoras das democracias em que hoje vivemos. Imprensa, rádio e televisão têm sido espaços privilegiados para a formação de uma opinião pública que legitima um regime em que alguns poucos tomam decisões por muitos. Talvez os novos media (de que a Internet é a face mais visível) sejam o elemento catalisador para uma mudança em que todos os cidadãos sejam motivados a participar nas decisões comuns.
Cada vez são mais visíveis os sinais de que, como dizia Bob Dylan, os tempos estão a mudar. “Eleitores, graças à Internet, amanhã vocês terão o poder”, prevê Dick Morris, consultor político interessado nas alterações estruturais nos regimes democráticos.

Autor:  Ricardo Jorge Pinto

 

 

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SEDES DE RENOVAÇÂO “

“Naquele quarto andar da Duque de Palmela repetem-se as cabeças grisalhas, parcas em cabelos e certezas de um Portugal melhor. Mesmo assim, ali estão, como noutros tempos, dispostos a estudarem o pântano e sobre ele descobrirem uma réstia de fertilidade. Foi na passada terça-feira à noite que a Sedes – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social – voltou a organizar um debate desta vez sobre “ A situação política e económica nacional após as eleições autárquicas “ . Na mesa, António Barreto, Pedro Ferraz da Costa, e Rui Manchete, moderados por Rui Vilar. Entre todos alguns traços comuns, a geração, a participação cívica, e uma certa lucidez que o desencanto, o humor e a inteligência favorecem. Sem grandes descobertas ou ideias luminosas a aflorarem todos se interrogavam: Que resposta para tamanha paralisia? “ Encontrar gente muito mais nova “ alguém entretanto acrescentou: “ É difícil que os partidos o façam “.

Depois da perda do Ultramar, o País ainda não encontrou uma mística, um rumo, alguma coisa não preenchida com a sucedânea da Integração Europeia. O que fazer? Esgotado o tempo do debate, uma voz firme ouve-se no fim da sala. Uma mulher de talvez 40 anos, pede para falar. Apresenta-se Sofia Galvão, advogada, ali pela primeira vez porque se inscreveu na Sedes. Entre outras considerações... prossegue:” Há um problema de captação de elites porque os partidos não querem fazê-lo. Querem manter a mediocridade em que se movem. As elites terão de vir de outras formas de apuramento como seja de organizações que a sociedade civil impõe à política. Como a Sedes “.

O INDEPENDENTE 21-12-2001

 

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200 000

200.000!-

Mar de 2004

Fevereiro 15, 2009 
Arquivado em “O”

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Verdadeiro murro no estômago deste país de faz-de-conta, a publicação dos números da fome. Afinal, há um outro e imenso Portugal. Paredes-meias com o país oficial, urbano, e festivo  

Porém, longíssimo dele.estão dois milhões de pobres. Dos quais, pelo menos duzentos mil morrem de fome…

Duzentos mil que nada têm de abstrato. Duzentos mil que são gente.

Em cada um, há um pouco de todos os outros. Mas percebê-lo implica consciência, sensibilidade, responsabilidade. Sendo manifesto que nada de essencial mudará enquanto, coletivamente, não nos forçarmos a reconhecer a exata medida em que a sua desventura radica no nosso fracasso.

O progresso feito à custa da pobreza e da exclusão de tantos deve ser-nos intolerável. Autêntica e politicamente intolerável.

O sentido dessa intolerância obriga, aliás, a alterações profundas do “status quo”. Nomeadamente, ao nível da própria agenda política.

Com efeito, entre nós e em geral no primeiro mundo, há muito que a pobreza e a fome não constituem preocupação das forças políticas vocacionadas para o exercício do poder. Os níveis de bem-estar e conforto alcançados parecem ter implicado uma natural superação de tais temáticas. O fenómeno é olhado como algo residual, emergindo apenas em determinadas bolsas de maior dificuldade social (urbana, industrial e, mais recentemente, até rural), sem qualquer influência na discussão dos modelos de desenvolvimento preconizados.

Em relação à pobreza há mesmo algo de profundamente reacionário na política contemporânea. Porque esta assume o determinismo - sempre houve e sempre haverá pobreza. E, portanto, tomando-a como inevitabilidade histórica, qualquer proposta de combate surge como algo politicamente vão e inconsequente.

Ora, a partir deste caldo cultural, a pobreza é remetida para as franjas da discussão política. E, frequentemente, fica mesmo às portas da intervenção institucional.

Assim, uma certa esquerda, extremista e revolucionária, tem-se arrogado o exclusivo. O discurso ao primário, assente na habitual vulgata anticapitalista (e, com os anos, por decorrência, também antiglobalização), eivado de ataques e crí­ticas, mas geralmente incapaz de qualquer contributo sério para a solução Assumem uma pretensa ideologização da questão, sustentando que só a esquerda tem condições para a efetiva refutação da pobreza, já que a direita, ao recusar um paradigma igualitário, fomenta, intrinsecamente, a iniquidade e o desequilíbrio.

Num registo diferente, para lá das fronteiras da política oficial, o tema da pobreza mobiliza outras militâncias. Mas sempre numa lógica marginal.

Das várias instituições de solidariedade social As mais diversas organizações ad hoc, passando pelo decisivo papel da Igreja Católica, É facto que se consolidaram, um pouco por toda a parte, redes de apoio que acodem, numa abordagem de proximidade, às situações mais dramáticas (A <quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma e quem tem mantimentos faz o mesmo», Lc 3,11). Contudo, fazem-no sem nunca desafiar o sistema, sem nunca o pôr em causa em causa. Como que agindo num quadro de necessidade, cujo sentido jamais questionam.

Portanto, entre a ausência de influência dessa esquerda anacrónica e o estatuto apolítico desta malha de solidariedade, a pobreza fica entregue a si própria. Politicamente não existe. Não se faz causa, não é bandeira. A esquerda já reconhece e, por isso, estiola. A direita, pior, ignora-a e, assim, claudica.

No arco do poder, a demissão política é então, total e escandalosa.

Como poucos, o tema interpela, convoca e responsabiliza. Mas a verdade É que os atores do momento não reagem. Aqui e ali, se o pretexto surge, o apelo parece dirigido ao bom coração de cada um. Mas nada mais. Como se fosse matéria de corações!

E o silêncio pesa. Tal é o deserto de ideias e de propostas de ação.

Condenado à abundância e incapaz de resolver a necessidade mais extrema, o mundo parece resignado a conviver com os seus pobres.

Mas se a política pode ser sonho, vale a pena pensar no dia em que o incómodo daqueles que pagam impostos e legitimam governantes se fará ouvir. O dia em que todos, homens e mulheres de reta intenção, levantaremos a voz para denunciar a falácia de uma democracia que condescende com insuportáveis carências básicas.

Porque, nesse dia, os 200.000 sentar-se-ão à nossa mesa. E nós, pelo exercício da exigência responsável, teremos, enfim, recuperado a nossa dignidade essencial.

Sofia Galvão
24-03-2004
Jornal de Negócios

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DO PÂNTANO A SÓCRATES

OS MAIORES ERROS

DA NOSSA POLÍTICA ECONÓMICA

AS DECISÕES QUE TRAMARAM A NOSSA VIDA, ATÉ 2007.

Escolher os maiores erros em economia e decisões que afetaram as empresas, não é tarefa fácil! Segundo um estudo do Expresso – 14-04-2007 – foram 15 os erros eleitos:

1 – Oportunidade perdida de consolidação das contas públicas na segunda metade da década de 90 (com a economia a crescer mais de 3% ao ano e a descida das taxas de juros).

2 – O travão imposto à economia mais recentemente (agravamento dos impostos, e os cortes no investimento).

3 – Seguem-se Investimentos na OTA e na Alta velocidade – estádios 2004 – Metro do Terreiro do Paço – Sistema Retributivo da Função Pública (Cavaco em 90) – Admissão em Massa de Funcionários Públicos (a partir de 95 por Guterres) – A fixação da Taxa de Conversão euro em 2001) – Ponte Vasco da Gama (mau negócio para o Estado) – Acordo com a Luso Ponte (lesivo dos interesses do Estado) – Interferência no livre funcionamento dos mercados (veto de Sousa Franco) – Gestão Pública deficiente na GALP E EDP – Derrapagens nas obras Terreiro do Paço com uma duração de mais de dez anos.

A maioria das decisões erradas devem ser atribuídas aos governos do PS, nomeadamente, aos governos de Sócrates até atingir o PÂNTANO. Quanto à decisão de Cavaco ao fixar um novo sistema retributivo da FP, Tornando os aumentos automáticos ((entre 3% e 4%) visava atrair técnicos e licenciados que não eram atraídos pelos baixos vencimentos da FP. A estratégia seria de aumentar os funcionários e proceder à redução gradual do seu número. Todavia com a mudança de governo, Guterres meteu mais 115 mil funcionários aumentando de forma acentuada a DESPESA PÚBLICA. Como consequência tivemos primeiro défice orçamental excessivo que até hoje foi sempre crescendo. Cavaco havia-lhe chamado de MONSTRO.

É esta situação que os portugueses vão penalizar o PSD nas próximas eleições, por culpas que não são suas. De seguida, apontaremos os erros dos Governos de José Sócrates para avivarmos a memória a SEGURO e ANTÓNIO COSTA.   

publicado por luzdequeijas às 17:37
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O ESTADO PATRÃO

 

Muitos de nós, estudámos no liceu o “Século de Péricles”, na Grécia antiga, um período de prosperidade oferecido por um grande chefe. Também a prosperidade trazida a Portugal pelo comércio resultante das descobertas encontra a sua base na magnífica organização estabelecida pelo Infante D. Henrique. São muitos os bons exemplos de homens que ficaram na História pelas suas altas qualidades de liderança. Os povos têm uma certa consciência da importância dos líderes. Ninguém contesta a importância de um bom treinador na condução de uma equipa, ou a importância fundamental de um maestro na qualidade de uma grande orquestra, etc.

Sempre que se pretendeu caminhar numa liderança bicéfala, a experiência falhou! Sempre que se pretendeu erguer um país num coletivismo estatal, esse país falhou e falhou também a concretização da experiência soviética de um socialismo mundial (comunismo). Não por falta de chefes, mas por falta da liberdade e responsabilidade individual.

Tudo isto vem a propósito, de uma carta aberta da FENPROF intitulada:

“Defender a Escola Pública é lutar pelo futuro”

Esta é uma afirmação chocante para a liberdade de pensamento dos portugueses! As escolas com “Contrato de Associação” só podem existir em locais nos quais não haja uma escola dita pública. Todavia, nos “rankings” anuais, acabam os anos letivos com as melhores classificações e com custo por aluno muito mais baixo que as escolas ditas públicas!

O Estado Patrão deve existir para definir os limites do exercício e o seu cumprimento, na atividade cultural, económica, social etc. dentro do país. Deveria deixar-se à Sociedade Civil a execução das respetivas atividades, no País. Por exemplo, entregar aos professores que o quisessem assumir, a gestão privada do ensino público. Deste modo, a FENPROF perderia muita da importância atual, mas os portugueses ganhariam um ensino mais barato e de maior qualidade|

É assim nos países mais evoluídos, aqui em Portugal, por influências do dito socialismo anacrónico, o Estado gasta aquilo que o País não tem, e presta um mau desempenho aos cidadãos. E os portugueses morrem afogados em impostos!

publicado por luzdequeijas às 17:32
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A MENTIRA

 

A mentira nada mais é que omissão ou dissimulação deliberada do que é reconhecido como verdade. A palavra mentira é sinónimo de engano, impostura, fraude, falsidade, ilusão, ficção, tapear, trapaça, ludibriar, dissimular, entre outras com conotação de inverdade. Ser apontado como mentiroso não é uma sensação desejável por ninguém que tenha consciência da importância de zelar pela reputação moral e social, mas ser mentiroso de algum modo todo ser humano já foi ou está sendo em algum lugar diante de alguma situação. 
Podemos considerar normal o ato de mentir, mas as consequências podem ser gravíssimas quando uma mentira é contada como verdade ou facto que precisa ser aceito como verídico. Muito se vê nos tribunais, do júri as mentiras que são aceitas como verdades e que libertam ou aprisionam, de um lado a mentira causa a duvida que conduz à liberdade um criminoso, de outra causa a duvida que pode condenar um inocente. A dúvida que a mentira causa no tribunal do júri sempre acarreta resultados negativos. Na vida cotidiana não é diferente, a mentira que se diz por "brincadeira" ou para "evitar sofrimento", ou ainda "por uma boa causa", é sempre uma mentira que trará consequências indesejáveis. O que parece é que o ser humano vive e convive com a mentira contada pela boca dos outros ou proferida por seus próprios lábios.
A mentira está com o ser humano em todas as condições que se pode imaginar; o ser humano sem a mentira é uma suposição possível, mas será que é possível o ser humano viver de facto sem mentir? De certo modo não! O que não significa que o ser humano não precise valorizar a verdade, mesmo que indesejável em certas ocasiões.
Se referir à mentira é obrigatoriamente ter que se voltar para o conceito de verdade, que dispensa provas e comprovações por ser um sentimento superior que se determina no convívio e aceitação maioritária, isto é, uma verdade só é verdade porque é sentida como tal e é aceita coletivamente como tal, se é uma verdade inventada ou apenas apreendida não interessa, interessa seu valor moral dentro do grupo social, da sociedade humana. Segundo o dicionário de filosofia (ABBAGNANO, 2007) é possível distinguir cinco tipos de conceitos sobre verdade: "como correspondência"; "como revelação"; "como conformidade a uma regra"; "como coerência"; "como utilidade". 

Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/a-mentira/65698/#ixzz3J9tq456c

publicado por luzdequeijas às 17:26
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

O SILÊNCIO DOS BONS

PARA REFLEÇÃO E … AÇÃO

A diferença entre os países ricos e os pobres não é a idade dos países;

Isto está demonstrado por países como a Índia ou o Egito, que têm mais de 5 000 anos e são pobres;

Por outro lado, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje, são países desenvolvidos e ricos;

A diferença entre países ricos e países pobres, também não reside nos recursos naturais disponíveis;

O Japão, possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura e para a criação de gado, mas é a segunda economia mundial;

O Japão é uma imensa fábrica flutuante, que importa matéria-prima do mundo inteiro e exporta produtos manufaturados;

Outro exemplo é a Suíça, que não planta cacau, mas tem o melhor chocolate do mundo;

No seu pequeno território, cria animais, e cultiva o solo apenas quatro meses ao ano;

No entanto fabrica laticínios da melhor qualidade;

É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, pelo que se transformou no cofre-forte do mundo;

No relacionamento entre gestores dos países ricos e os seus homólogos dos países pobres, fica demonstrado que não há qualquer diferença intelectual;

A raça, ou a cor da pele, também não são importantes: os emigrantes rotulados de como preguiçosos nos seus países de origem, são a força produtiva dos países europeus ricos, onde está então a diferença? Está no nível de consciência do povo, no seu espírito. A evolução da consciência deve constituir o objetivo primordial do Estado, em todos os níveis do poder. Os bens e os serviços, são apenas meios ….

A educação (para a vida) e a cultura ao longo dos anos, deve plasmar consciências coletivas, estruturadas nos valores eternos da sociedade: moralidade, espiritualidade e ética.

Solução síntese: transformar a consciência do português. O processo deve começar na comunidade onde vive e convive o cidadão;

A comunidade quando está politicamente organizada em Associações de Moradores, Clube de Mães, Clube de Idosos, etc. Torna-se num micro estado.

As transformações desejadas pela Nação para Portugal, serão efetuadas nesses microestados, que são os átomos do organismo nacional – Confirma a Física Quântica.

Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos a grande maioria segue o paradigma quântico, isto é, a prevalência do espirito sobre a matéria, ao adotarem os seguintes princípios de vida:

1 – A ética, como base;

2 – A integridade;

3 – A responsabilidade;

4 – O respeito às leis e aos regulamentos;

5 – O respeito pelos direitos dos outros cidadãos;

6 – O amor ao trabalho;

7 – O esforço pela poupança e pelo investimento;

8 – O desejo pela superação;

9 – A pontualidade;

Somos como somos porque vemos os erros e só encolhemos os ombros e dizemos: “ não interessa”! ….A preocupação de todos, deve ser com a sociedade, que é a causa, e não com a classe política, que é o triste efeito.

Só assim conseguiremos mudar o Portugal de hoje.

Vamos agir! Reflitamos sobre o que disse Martin Luther King: “O que é mais preocupante, não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, ou dos sem ética.

O que é mais preocupante, é o silêncio dos que são bons.

 

publicado por luzdequeijas às 17:09
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ARMAR AO PINGARELHO

 

O (i) na vida dos portugueses é um completo flagelo: IRS, IRC, IVA, IS, IMI; IMT, IABA, ISP, IT, ISV, IUC, são o nosso pingarelho (impostos), ou seja, aquilo que faz de nós uns indivíduos pobres ou mal vestidos, mas com pretensões de dar nas vistas”; ...Depois vem a fatalidade de andarmos todos a “armar ao pingarelho”, ou seja:

Armar-se ao pingarelho” ou “armar-se em carapau de corrida” têm o mesmo significado, ou seja, são expressões usadas para definir alguém armado em espertalhão ou que se quer mostrar mais do que aquilo que realmente é.”

Claro que com tantos impostos em PORTUGAL só podem sobrar pessoas deste tipo!

António Costa, em menos de 3 minutos, ontem, no programa "quadratura do círculo “desabafou, sem “dó nem piedade”: RE...LEMBRAR*

"A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve, um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função
de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável”…….

Claro que nós nunca errámos. Quem errou foi a União e foi ela quem se armou ao Pingarelho. Nós nunca faríamos uma coisa dessas!

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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

ENSINO À DISTÂNCIA

 

HISTÓRIA MODERNA

No final da Primeira Guerra Mundial surgiram novas iniciativas de ensino a distância em virtude de um considerável aumento da demanda social por educação, confirmando, de certo modo, as palavras de William Harper, escritas em 1886 "Chegará o dia em que o volume da instrução recebida por correspondência será maior do que o transmitido nas aulas de nossas academias e escolas; em que o número dos estudantes por correspondência ultrapassará o dos presenciais."

O aperfeiçoamento dos serviços de correio a agilização dos meios de transporte e, sobretudo, o desenvolvimento tecnológico aplicado ao campo da comunicação e da informação influíram decisivamente nos destinos da educação a distância. Em 1922 a antiga União Soviética organizou um sistema de ensino por correspondência que em dois anos passou a atender 350 mil usuários. A França criou em 1939 um serviço de ensino por via postal para a clientela de estudantes deslocados pelo êxodo.

A partir daí, começou a utilização de um novo meio de comunicação, o rádio, que penetrou também no ensino formal. O rádio alcançou muito sucesso em experiências nacionais e internacionais, tendo sido bastante explorado na América Latina nos programas de educação a distância do Brasil, Colômbia, México, Venezuela, entre outros.

Após as décadas de 1960 e 1970, a educação à distância, embora mantendo os materiais escritos como base, passou a incorporar articulada e integramente o áudio e o videocassete as transmissões de rádio e televisão o videotexto, o computador e, mais recentemente, a tecnologia de multimeios, que combina textos, sons, imagens, assim como mecanismos de geração de caminhos alternativos de aprendizagem (hipertextos, diferentes linguagens) e instrumentos para fixação de aprendizagem com feedback imediato (programas tutoriais informatizados) etc..

Atualmente, o ensino não presencial mobiliza os meios pedagógicos de quase todo o mundo, tanto em nações industrializadas quanto em países em desenvolvimentos. Novos e mais complexos cursos são desenvolvidos, tanto no âmbito dos sistemas de ensino formal quanto nas áreas de treinamento profissional.

A educação á distância foi utilizada inicialmente como recurso para superação de deficiências educacionais, para a qualificação profissional e aperfeiçoamento ou atualização de conhecimentos. Hoje, cada vez mais foi também usada em programas que complementam outras formas tradicionais, face a face, de interação, e é vista por muitos como uma modalidade de ensino alternativo que pode complementar parte do sistema regular de ensino presencial. Por exemplo, a Universidade Aberta oferece comercialmente somente cursos a distância, sejam cursos regulares ou profissionalizantes. A Virtual Universidade oferece cursos gratuitos.

 

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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

A CIÊNCIA DO BEIJO

A CIÊNCIA DO BEIJO  

Sheril Kirshenbaum, começa por nos interrogar:

Quais as diferenças biológicas de um beijo romântico e de um beijo social?  Os dois tipos de beijo transmitem uma sensação de confiança. Estamos deixando outra pessoa invadir nosso “espaço pessoal”. Entretanto, um beijo social evoluiu historicamente como um tipo de saudação, provavelmente por causa do jeito como nossos ancestrais usavam o nariz para agradecer ou demonstrar reconhecimento. Isso, em certo ponto, provavelmente passou a ser acompanhado de um selinho.

A pesquisadora Sheril Kirshenbaum

Qual a diferença na maneira que homens e mulheres encaram o beijo?  Existe uma grande diferença entre os géneros em relação à atitude e às preferências do beijo. Mulheres tendem a descrever o beijo como uma maneira de medir o relacionamento e de descobrir os sinais que o beijo pode dar sobre o futuro. Homens com frequência descrevem o beijo como um meio de alcançar um determinado fim, esperando por mais contato físico. Felizmente, beijar é prazeroso para ambos os sexos.

Qual a origem do beijo? O registro mais antigo do beijo vem da Índia. São textos em sânscrito de 3.500 atrás. No entanto, considerando tantos comportamentos similares no reino animal, especialmente entre primatas, pode-se supor que os humanos, de alguma maneira, sempre se beijaram.

Para Tracy Clark-Flory, jornalista da revista digital "Salon", não há mesmo dúvidas: "Sejamos honestos, um beijo nunca é apenas um beijo", como dizia a canção. Por mais que o tempo passe.

Aborda-se a imensa variedade de beijos à volta do mundo, desde os esquimós aos franceses, passando pelos macacos bonobos, que chegam lamber língua com língua durante 12 minutos! Em resumo, a autora classifica os lábios como "ecos genitais" e chega a abordar as alterações que potencialmente serão causadas pelas alterações tecnológicas.

Os beijos ditos sociais - aqueles sem contextos românticos - são classificados pela autora como "um dos mais poderosos instrumentos de conexão entre indivíduos". Até porque quando se beija, a pulsação acelera, as pupilas dilatam e talvez seja mesmo por isso que, em geral, as pessoas fecham os olhos. O nível de dopamina sobe, relaxando as tensões corporais e provocando uma ansiedade em repetir a sensação prazerosa.

Como o cérebro reage ao beijo? Um beijo bom envia uma cascata de sinais para o cérebro, que nos fazem sentir bem, reforçando o comportamento, o que nos faz ter vontade de continuar o que estamos fazendo. O beijo é uma demonstração de afeto entre as pessoas e existem diversos tipos de beijos.

- O beijo na orelha, por exemplo, é mais dado entre casais, mas também existe o beijo no nariz, no olho, no queixo, e...

- Beijo na mão significa uma maneira respeitosa de saudação a uma autoridade religiosa ou a uma senhora. No passado era muito cultivado este hábito que representava uma expressão de respeito e até veneração.

-  O beijo na orelha significa desejo. Popularmente é conhecido como "beijo arrepio". Beijar a orelha é uma carícia praticada na intimidade do casal. Quem dá beijos na orelha demonstra ao parceiro a sua paixão e o....

- Beijo na testa é um beijo que significa respeito e afeto pela outra pessoa. O beijo na testa não necessariamente é realizado entre casais, mas também pode ser entre pais e filhos, amigos, familiares etc. O ...

- Beijo no nariz é também chamado de beijo dos esquimós, onde as pessoas esfregam os narizes um no outro, simultaneamente, da esquerda para a direita ou ao contrário, e é uma grande demonstração de carinho. O...

- Beijo no Olho significa afeto, carinho e ternura. Quando, por exemplo, são os pais que dão um beijo no olho do filho são esses sentimentos que procuram transmitir.  O...

- Beijo no ombro significa que o parceiro está sempre pensando no outro, lembrando, e com o desejo de estar sempre por perto. Um beijo no ombro significa que o seu parceiro acha que você é maravilhosa/o, e também... o..

- Beijo no rosto significa amizade. O beijo no rosto é uma das mais antigas formas de demonstrar carinho. Existem muitas variações na maneira de beijar no rosto. Em alguns lugares, como por exemplo, na França e ...

- Por deslindar fica o enigma dos nossos políticos,  quando em campanha encontram um casal, darem um beijinho em cada face à senhora e somente estenderem a mão ao marido? Faria sentido cumprimentar os dois, assim se julga, ou beijar os dois, em obediência ao preceituado na nossa constituição, relativamente à igualdade de sexos..

Significado de Nomes dos Beijos - Há muitas formas de beijar alguém. Existem nomes populares e divertidos que descrevem os vários tipos de beijos. por exemplo um desses nomes:

- Beijo "Selinho": os lábios se encostam levemente.....

Bom, o melhor é ficarmos por aqui, mas não sem a certeza de este ser um mundo muito complicado e também de, apesar de tanto nome aplicado, não significar isso que tais nomes sejam compartimentos “estanques”! Muita gente tem começado num e terminado noutro ou noutros! TAMBÉM PARECE MUITO MAIS RAZOÁVEL QUE, NA MAIORIA DAS VEZES, O MELHOR É ESTENDERMOS A MÃO NUM CUIMPRIMENTO BEM RESPEITADOR E BEM CLÁSSICO. Também, sem complicações ciumentas.

 

publicado por luzdequeijas às 16:27
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

A VERDADE PODE SER DOLOROSA

O mundo se acostumou à hipocrisia da política que diz o que o povo quer ouvir e faz o que eles bem entendem.

Com este papa não é assim, como podemos ver nesta entrevista com um repórter COMUNISTA, antes de ser papa. 
Acusa Mathews: - O senhor é um capitalista.


" - Se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este raciocínio?"

- Claro que não, mas o senhor não acha que o capital é retirado do povo pelas corporações abusivas?

- "Não, eu acho que as pessoas, através de suas escolhas económicas, devem decidir que parte do seu capital vai para esses projetos. O uso do capital deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam (confiscam) esse capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que surge um problema grave. O capital investido voluntariamente é legítimo, mas o que é investido com base na coerção é ilegítimo ".

- "Suas idéias são radicais", diz o jornalista.

- "Não. Há anos Khrushchev advertiu: "Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos ajudar os seus líderes com injeções de socialismo, até que, ao acordar, eles percebam que abraçaram o comunismo". Isto está acontecendo agora mesmo no antigo bastião da liberdade. Como os EUA poderão salvar a América Latina, se eles próprios se tornarem escravos de seu governo? "

Mathews diz: - "Eu não consigo digerir (aceitar) tal pensamento".

O cardeal respondeu: - "Você está muito irritado porque a verdade pode ser dolorosa. Vocês (os socialistas) criaram o estado de bem-estar que consiste apenas em atender às necessidades dos pobres, pobres esses que foram criados por vocês mesmos, com a vossa política. O estado interventor retira da sociedade, a sua responsabilidade. Graças ao estado assistencialista, as famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar, incluindo as igrejas. As pessoas já não praticam mais a caridade e veem os pobres como um problema de governo. Para a igreja já não há pobres a ajudar, porque foram empobrecidos  permanentemente e agora são propriedade dos políticos. E algo que me irrita profundamente, é o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem conseguir analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida, vota em quem os afundou na pobreza ".

 

"O socialismo dura até terminar o dinheiro dos outros" Margareth Thatcher - saudosa ex primeira ministra britânica.

 

publicado por luzdequeijas às 12:33
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COSTA V.S MERKEL

 

Meus senhores ouvir dizer asneiras, cansa muito! Mesmo muito. O senhor que fala por todo o lado, a quem os poderosos confiam o microfone, não se cala!

Mas antes de ele nascer, os seus pais, não eram críticos como ele é hoje. Só ficaram assim por terem de pagar as suas contas, lavar as suas roupas e ainda por cima, ouvirem chamar-lhes de, “ridículos”. Por isso, antes dos senhores “Costa“ salvarem o planeta”, e quererem corrigir os erros da geração dos seus pais, o melhor é tentarem limpar o seu próprio quarto! Procurando bons políticos para o partido e afastando aqueles que levaram Portugal à miséria

Talvez, também, controlando as cheias na capital, e depois, mostrando obra que não seja pública, nem que seja feita com o dinheiro desbaratado aos seus pais em reformas roubadas.

A ideologia punitiva sobre os mais velhos (obras públicas e PPPs), prosseguiu (2009) entre um muro de indiferença, um biombo de manipulação, uma ausência de reflexão coletiva e uma tecnocracia gélida. A política, mesmo que dolorosa, também precisa de ter uma perspetival afetiva (nunca falsa e manipuladora), para com os atingidos. Já agora, onde pára um qualquer ministro das pensões de algum dos vários governos socialistas?

Andará ele, perdido, naquela geração de políticos que não tendo herdado nem o sentido de serviço público, nem largueza de ideais, governam, sem qualquer grandeza, e dão a impressão de apenas pretenderem fama, poder e dinheiro?

A Revolução do 25 de abril ocorreu numa situação de um escudo forte (cerca de 10 escudos para um marco alemão e 25 escudos para um dólar), com reservas de ouro em quantidade apreciável e numa situação de expansão económica. Hoje e com políticos como o senhor Costa, o nosso País está de rastos! Está na bancarrota, onde já esteve, por várias vezes!

Mas, os políticos nunca estiveram tão bem!

De repente, no tal Abril, da “Vila Morena”, começaram-nos a dizer para não trabalharmos tanto e pedirmos mais aumentos de vencimento, fazendo greves. Muitos ingenuamente fizeram-no. No final dos meses os vencimentos começaram então,a estar em perigo. Havia boatos de que era preciso reduzir custos e despedir ou pré – reformar os mais velhos, aqueles que nunca quiseram fazer greve e só quiseram trabalhar ( cumpriram guerras dolorosas). Aos cinquenta anos, eram muitos os que já estavam sentados nos bancos do jardim! Aos poucos, vinham chegando cada vez mais e mais. Outros foram saneados ou fugiram do país. Hoje estão todos a pagar a monstruosa dívida deixada (2011) pelo governo do partido socialista! Até os "retornados".

Trabalhadores que pagaram as suas reformas ano a ano, e que agora lhe estão a ser roubadas para pagarem a enorme dívida deste país!

De facto, a senhora Merkel, tem toda a razão. Portugal tem licenciados a mais!

O país precisa sim, é de quem trabalhe muito, ganhe pouco e produza muita riqueza. Não riqueza para os políticos desbaratarem! Mas para garantirem o futuro dos milhares dos nossos jovens desempregados (também licenciados).

Os médicos e os enfermeiros podem abandonar este país para ganharem melhor, quando quiserem, centenas de milhares de trabalhadores pobres já, antes, o fizeram, sem nenhum bastonário a pedir por eles! Ah, podem levar também os respetivos “bastonários”.

O país não pode pagar altos vencimentos e a austeridade tem de ser para todos os portugueses, principalmente para os  funcionários públicos.

publicado por luzdequeijas às 12:14
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Domingo, 9 de Novembro de 2014

PROTEGER O FUTURO

 

Para podermos compreender melhor a influência do Homem sobre o ambiente que nos rodeia, nada melhor que analisarmos aquilo que resta hoje do Povoado Pré-Histórico de Leceia. Pujante, se recuarmos uns 5 000Anos.

Através de escavações feitas por arqueólogos na lixeira utilizada por este povo, foi possível concluir que ele se alimentava, de animais que caçava e, também, quais aqueles que já haviam domesticado. Desta maneira se concluiu, igualmente, que também existiam na região ovelhas, cabras, bois, porcos e coelhos.

No rio, pescavam-se pargos e douradas; nos estuários apanhavam-se ameijoas, ostras, lapas e mexilhões. Uma das zonas de caça abundantes era o Vale do Jamor. Hoje, pouco ou nada se produz nesta zona, e se os atuais habitantes tivessem de se alimentar só, localmente, isso não seria possível! Toda a zona entre Cascais e Lisboa, foi um verdadeiro celeiro do nosso país! Custa a acreditar, terem existido por estas bandas, matas e florestas. Na atualidade existem construções a seguir a construções! Também gente desempregada e a perder, em cada dia que passa, mais e mais qualidade de vida! Cabe-nos perguntar o que é isso de qualidade de vida?

Cabe-nos igualmente perguntar, qual é a nossa responsabilidade coletiva como seres humanos? Pela nossa família imediata? Pela nossa comunidade? O nosso País? Por todos os seres humanos? E qual é a nossa responsabilidade pelo futuro? No século atual, a nossa tecnologia em rápido desenvolvimento permitiu uma imensa expansão da população, a qual se converteu, por isso, no fator dominante, no sistema de vida do nosso mundo. Ignorantes e frequentemente negligentes perturbámos e destruímos sistemas ecológicos estáveis e complexos cujo desenvolvimento levou milhões de anos a fazer. A destruição pelo Homem simplificou o ecossistema em nome da eficácia. Este, parece ser um caminho muito perigoso!

A maior parte do progresso económico de que tanto, hoje, nos orgulhamos, resulta realmente numa qualidade de vida inferior à que estava ao alcance de todos quando a população era menor!  

publicado por luzdequeijas às 14:38
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

RIQUEZA LINCUÍSTICA

Para provocar pensadores ...
A língua portuguesa, junto com a francesa, são as ÚNICAS línguas neolatinas na face da Terra que são completas em todos os sentidos... quem fala português ou francês de nascimento, é capaz de fazer proezas como esse texto com a letra "P". Só o português e o francês permitem isso...  a língua inglesa, se comparada com a língua portuguesa, é de uma pobreza de palavras sem limites... portanto, antes de estudar uma outra língua, se aperfeiçoe na sua, combinado?!


A LETRA "P"

"Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso...
       
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Etc, etc, ....

publicado por luzdequeijas às 19:53
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A MÃO NO SACO

Fundações - 

Vasco Pulido Valente

«A MÃO NO SACO»

«Uma pessoa entra no mundo das fundações (de qualquer género) e fica estupefacta com a desordem e a estranha ambiguidade a que ele chegou. Que se trata de meter a mão no saco do Estado e no bolso do contribuinte: nenhuma dúvida. Mas não se esperava os requintes de invenção e tortuosidade da coisa. O assunto, em que a imprensa mal tocou, merecia um livro de mil páginas não um artigo de 30 linhas. Comecemos pela Gulbenkian (pedindo desculpa a Artur Santos Silva que só lá entrou ontem). Mas quem me explica a mim por que misteriosa razão a Gulbenkian (que é uma das fundações mais ricas da Europa) recebeu do Estado, entre 2008 e 2010, 13 483 milhões de euros? E quem me dá uma justificação aceitável do facto inaceitável de a Gulbenkian continuar a ser uma "fundação pública de direito privado", em vez de ser, numa sociedade democrática, simplesmente uma fundação de direito privado, quando com o estatuto que tem agora o governo pode, quando quiser, "designar ou destituir a maioria dos titulares dos órgãos de administração"? E quem me explica a inexplicável existência da Fundação Caixa Geral de Depósitos (a Culturgest)? Não é a Caixa um banco do Estado? Não há no Estado uma Secretaria ou um Ministério da Cultura? Ou a existência da Fundação Batalha de Aljubarrota (que nos gastou desde 2008 a 2010, um milhão e 900 mil euros) dedicada a "reconstruir" (palavra de honra) o "campo militar" e as "circunstâncias" (não estou a inventar) desse memorável combate (que, de resto, a tropa inglesa ganhou por nós? Ou a da Fundação Navegar (800 mil euros no mesmo prazo), que pretende o "desenvolvimento cultural artístico e científico de Espinho"? Ou a Fundação Carnaval de Ovar (750 mil euros), que sempre foi, como se sabe, um acontecimento mundial? Ou dezenas de outras fantasias, quase todas sem o mais leve senso e todas sem o mais leve escrúpulo. Este espaço não basta para contar e analisar a história aberrante das fundações. Mas basta para dizer que o Estado (ou seja, a maioria dos governos democráticos) deixou crescer este monstro e o alimentou durante mais de 30 anos, sobre as costas  do cidadão que hoje resolveu patrioticamente espremer. E também chega para notar que os pretextos mais comuns desta razia silenciosa e prática, sempre invocada em tom indiscutível e beato, são dois, cultura e artes, com a ciência a grande distância. Isto é, as fundações servem fundamentalmente para recolher e sustentar a iliteracia e a ignorância indígena (por exemplo 13672 funcionários nas fundações que Passos Coelho pensa fechar). E o que é que sucedia ao País se ele amanhã parasse de estipendiar esta turba sem nome? Nada, queridos portugueses, rigorosamente nada. E talvez, com isso, o governo adquirisse alguma confiança e dignidade.»

Vasco Pulido Valente, Público

 

publicado por luzdequeijas às 19:45
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DOUTRINA SOCIAL CRISTÃ

"Os crentes viviam muito unidos e punham em comum tudo o que possuíam. E, cada dia que passava, o Senhor aumentava o número dos que tinham recebido a salvação."

É este o tom geral do Texto de Meditação, e para a maioria das pessoas uma espécie de paraíso na Terra.

No mundo real em que vivemos, também a maioria das pessoas, relativamente ao paraíso descrito, não hesitam em o classificar de utóico.

A grande maioria das pessoas, parece não entender, que os bens que julgam ter, são demasiado perecíveis e terrenos, e que mais não servem senão para esconder outra felicidade, à qual nós insistimos em fechar os olhos, obcecados que estamos com o materialismo.

Á própria realidade da vida terrena, ser uma curta passagem, os humanos fazem vista grossa, e vivem e pensam, como se ela fosse mesmo eterna. Poucos querem aceitar e proceder em conformidade, com a fragilidade desta passagem pela terra que Deus nos concedeu, embrulhada num constante afrontamento entre o bem e do mal. Vivemos esse dilema, que no fundo é a forma de sermos postos à prova perante o julgamento final e, temos o descaramento de falarmos em utopia relativamente aos supremos valores da nossa existência.

Depois de coabitarmos, forçosamente, no mundo, com o bem e o mal, deste confronto só avançamos com vida, se conseguirmos manter dentro de nós, um sentimento elevado, chamado esperança, qual bóia de salvação, que nos pode levar até ao fim da vida. A força secreta que move todo o esforço humano é a esperança num amanhã diferente para melhor. Mas a esperança cristã, tal como a fé, não é uma esperança individual: é antes, uma esperança com os outros e para os outros.

O cristão deve ser homem de esperança, pois sabe de onde vem e para onde vai. Sabe que vem de Deus e regressa a Ele.

Para viajarmos neste grande barco da vida, o bilhete de ingresso chama-se, a nossa família, mas logo que entramos nele, temos de perceber através do amor que temos à nossa família, que é inevitável fecharmos os olhos ao desafio de aceitarmos a concepção de uma família mais alargada, e dessa maneira estarmos abertos ao encontro e ao diálogo de gerações.

Tudo aquilo que não queremos para a nossa família, também não podemos, nem devemos querer, ou aceitar, para a grande família alargada, a quem chamam o próximo. O mundo.

Nasce, então, em nós, e a partir de agora, outro conceito; o conceito da justiça social e o destino universal dos bens da Terra.

Chegámos, sem darmos por isso, a um porto até agora desconhecido, chama-se ele: um conceito cristão sobre a propriedade e o uso dos bens.

É o princípio típico da Doutrina Social Cristã; os bens deste mundo são originariamente destinados a todos.

O Direito à propriedade privada é válido e necessário, mas não anula o valor de tal princípio.

Sobre a propriedade privada, de facto, está subjacente «uma hipoteca social», quer dizer, nela é reconhecida, como qualidade intrínseca, uma função social, fundada e justificada precisamente pelo princípio do destino universal dos bens.

Depois, e ainda, dentro do mesmo barco, começamos a respirar, ainda que levemente, um leve perfume que lido no frasco que o contém, se percebe chamar-se hino à caridade.    

Conforme a fragrância escolhida, podemos optar pela caridade paciente, a caridade bondosa, a caridade discreta, a caridade da verdade e nunca deveremos comprar alguns outros tipos de caridade postas à venda como, a caridade indiscreta ou a caridade interesseira, ufana ou mesmo, invejosa.

Ao sairmos de novo do barco, no qual fizemos esta longa viagem, teremos seguramente descoberto que há outra forma de ser feliz na terra, que desconhecíamos, e que também, ainda nos pode levar à salvação eterna.

Sem medo de nos rotularem de utópicos, sabemos ser esta a viagem aconselhada. Não é fácil, tomar a toda a hora este barco!

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:04
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GRANDE SOFRIMENTO

Tempos de sofrimento

Daniel Bessa (www.expresso.pt)

 

A Grécia vive tempos de grande sofrimento. Poucos meses atrás, confrontados com qualquer sacrifício, por menor que fosse, os gregos teriam recusado: teriam invocado direitos adquiridos, promessas eleitorais e coisas do género. Hoje, preparam-se para perder dois dos catorze meses de salário anual; congelaram os salários da função pública e as pensões de toda a gente até 2012; aumentaram a idade de reforma de 53 para 65 anos; vão subir o IVA para 23%; vão extinguir 800 entidades públicas e privatizar várias empresas públicas. De forma menos planeada, o caos em que caiu a situação financeira do país, com as taxas de juro a subirem e com o crédito cortado, farão fechar muitas empresas, destruirão muitos postos de trabalho, obrigarão à falência de bancos e reduzirão a pó muitos depósitos bancários, porão muita gente na miséria. A Bolsa de Valores de Atenas não pára de descer. Podem protestar o que quiserem na certeza de que, quanto mais protestarem, pior.

O inacreditável é que tudo isto poderia ter sido evitado, com um pouco de responsabilidade e de bom senso. Tem responsáveis, sim, aos olhos de toda a gente, por mais que a auto-estima os reconforte.

E não venham dizer que a culpa é dos credores, das agências de rating ou da senhora Merkel. Para males destes, não pode haver perdão.

publicado por luzdequeijas às 17:13
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IMAGINEM

Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.

Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos.

Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.

Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo

Imaginem que país podia ser se o fizéssemos.

Imaginem que país será se não o fizermos.  

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:49
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LIBERDADE COM SEGURANÇA

Que 25 de Abril foi este que comemoramos?

Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho? Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado, sem sentir medo?

Quando foi que me FECHEI?

Quero de volta a minha dignidade, a minha paz, a minha LIBERDADE. Quero LIBERDADE com SEGURANÇA!

Quero tirar as grades da minha janela e ter a porta aberta nas noites de verão. Quero honestidade como motivo de orgulho. Quero a rectidão de carácter, a cara limpa e os olhos nos olhos.

Quero a esperança, a alegria. Abaixo o “TER” viva o “SER”! Quero discordar do absurdo e da mentira em que vivemos.

UTOPIA? NÃO  ….    

publicado por luzdequeijas às 16:40
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

COSTA CANDIDATO

 

O episódio de que vou falar ocorreu há mais de uma semana, mas eu não poderia deixar de o tratar aqui. Que me perdoem os meus leitores.

No programa Quadratura do Círculo, da SIC, António Costa fez críticas impiedosas ao ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, dizendo que a sua intervenção sobre o PEC 4 fora «a mais desastrada e desastrosa comunicação política que alguma vez foi feita em Portugal, senão mesmo no Hemisfério Norte», que essa comunicação dera origem às maiores confusões e equívocos, que o ministro fizera afirmações «que não são reais», e que revelara um enorme «amadorismo

Poderá pensar-se que António Costa deixou escapar estas opiniões levado por uma qualquer exaltação momentânea, não querendo dizer exactamente o que disse.

Mas não.

Na Quadratura do Círculo, António Costa aceitou desde o princípio representar um determinado papel.

Nunca disse o que pensava, disse sempre o que convinha - a si, ao PS e ao Governo.

Defendeu Sócrates e os seus próximos nas situações mais lamentáveis.

Como compreender, então, o ataque ao ministro das Finanças, ainda  por cima num momento crítico?

O ataque de António Costa foi tão brutal e inesperado que se ficou à espera que Sócrates saísse em defesa do seu ministro das Finanças, reabilitando-o perante o país.

Mas não se passou nada.

Sócrates, geralmente tão rápido a reagir, ficou estranhamente silencioso.

Mais: aproveitou a deixa de Costa para dizer que existia, de facto, «um equívoco».

Aí, tudo ficou claro.

Ficou claro que esse ataque fora combinado com José Sócrates.

Quando percebeu a tempestade que as declarações de Teixeira dos Santos tinham provocado, o primeiro-ministro acertou com António Costa os termos daquela intervenção, abrindo espaço para apresentar o PEC 4 de outro modo.

Ora, isto é monstruoso.

É lamentável que José Sócrates, para sair de um aperto, tenha decidido friamente queimar o homem que deu alguma credibilidade ao seu Governo durante quase seis anos.

O homem que, em ano eleitoral, aceitou avalizar uma redução do IVA e um aumento dos funcionários públicos acima da inflação.

Um homem que em vários momentos pôs a cabeça no cepo pelo primeiro-ministro.

E é igualmente triste que António Costa tenha aceitado fazer o papel de algoz.

Sobra uma pergunta: como pôde Teixeira dos Santos deixar-se enxovalhar publicamente sem um gesto de revolta?

Quis ser fiel até ao fim, permitindo que o queimassem na praça pública para salvar o primeiro-ministro?

Ou também se deixou iludir por Sócrates - que se tornou especialista na arte de bem enganar toda a gente com a maior descontracção?

Seja como for, estamos perante uma história sórdida.

O primeiro-ministro, tentando sacudir a água do capote numa ocasião de grande aperto, decidiu atirar às feras o seu ministro das Finanças.

António Costa admitiu ser, nesta peça, o carrasco.

E Teixeira dos Santos aceitou ser o cordeiro pascal, sem um gesto de salvaguarda da sua dignidade.

Este episódio é tristemente revelador das falhas de carácter, do maquiavelismo, da ausência de escrúpulos, da natureza perversa - mas também da falta de coragem e da cobardia - da clique que ainda detém o poder.

O ataque de António Costa a Teixeira dos Santos, com a conivência de José Sócrates, foi a cereja no bolo de um certo modo de fazer política.

Tags: José António Saraiva,

publicado por luzdequeijas às 19:03
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DEBATES PARTIDÁRIOS NA TV

   

«O PSD denunciou hoje o “silenciamento escandaloso” do partido nos noticiários do serviço público de televisão e pediu a audição do director da RTP, José Alberto Carvalho, na comissão parlamentar de Ética.

Afinal, os debates para a eleição de um futuro líder partidário devem ser abertos ao país ou reservados aos seus militantes? A matéria a discutir deve versar a vida interna do partido ou as complexas matérias do país e da sua governação? Será que a actual situação de todos os partidos em Portugal é de molde a satisfazer a sua população? Se sim porque razão nas sondagens feitas, entretanto, os portugueses afirmam serem os partidos aqueles que menos credibilidade lhes merecem?

Se o PSD tem tanta desconfiança da imparcialidade dos órgãos de informação quando tratam da sua imagem ou actuação política, porque razão atira para debate público três candidatos, que podem servir de “manjar” aos possíveis fautores do tão debatido controle da informação por parte do partido socialista e do seu poder junto das ERC e órgãos informativos, públicos ou privados?

Foi notório no debate entre Paulo Rangel e Aguiar Branco, uma sistemática aposta do operador de imagem em exibir Aguiar Branco, mesmo quando Paulo Rangel falava. Pergunta-se: “Era ou não Paulo Rangel, à partida, o candidato que mais medo infligia ao PS? Poderia ser esta, entre outras, atitudes de reportagem, uma forma de o fazer perder terreno na descolagem? Lá isso poderia. Não será muita fartura dar a um partido que se queixa de ser preterido, tanta publicidade aos seus candidatos? Quem souber que responda.

Seguem três “posts” nos quais os três candidatos são arrasados. Será por acaso? Numa notícia de um jornal, um jornalista chega a afirmar: “ se são estes os candidatos, mais vale deixar tudo como está”, ou seja, Sócrates no poder, depois das maiores vergonhas vindas a público!

Porque razão os jornalistas, na sua maioria, nunca falam do estado em que os partidos funcionam? Sem partidos a funcionar democraticamente não haverá nunca boa Governação, nem autêntica democracia!

Depois, o debate dos problemas nacionais deverá ser feito pelos líderes em exercício, mais a mais, no momento crítico em que o País se encontra. Mais a mais, quando muitas coisas não podem ser ditas por poderem piorar a difícil credibilidade em que o PS está a deixar o País.

 

publicado por luzdequeijas às 18:56
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NA PÁTRIA DO ÓDIO

 

Madeira: Tragédia na pátria do ódio

Henrique Raposo (www.expresso.pt) 10:37 Segunda-feira, 22 de Fev de 2010  

43 Mortos. 250 Desaparecidos. Mas as conversas no café, no autocarro e nas caixas de comentário da Internet giram em redor de outras coisas: o ódio a Alberto João Jardim.

  1. As vítimas da Madeira merecem o nosso respeito e silêncio. Por uns dias, os machados de guerra políticos devem ficar enterrados. Mas este respeito patriótico, que coloca o país acima de qualquer guerrilha política, não apareceu. Logo no sábado, ouvi e vi na televisão pessoas a criticar o ordenamento do território de Alberto João Jardim. Essas críticas não podiam esperar uns dias, meus caros? Os "fiscais" da Quercus, por exemplo, não podiam esperar até ao final da semana? Tinham de fazer ambientalismo instantâneo em cima de dezenas de mortos?
  2. Mas o pior está a acontecer fora do olhar das câmaras de TV. Nos cafés, no autocarro, o odiozinho a Alberto João e à Madeira circula à vontade. No café, ouve-se "ah, Alberto João, agora vais precisar dos cubanos, não é?". Nas caixas de comentários na Internet, há gente a dizer o mesmo. No momento da maior tragédia natural dos últimos muitos anos em Portugal, muita santa gente perde horas a insultar Alberto João nas caixas de comentários.

III. Ao ler e ouvir estes comentários, tenho vergonha de ser português. O ódio politiqueiro a Alberto João Jardim é superior à compaixão patriota pelas pessoas que faleceram. De onde é que vem este veneno que transforma Portugal numa espécie de pátria do ódio ? Enquanto não tenho a resposta, tenho a dizer que um palavrão impublicável devia ser o título deste texto.

publicado por luzdequeijas às 18:47
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PORTUGAL, UM PAÍS DO ABSURDO

O tema eleito é mais actual do que nunca. Com a última campanha eleitoral em pleno, elegem-se os políticos de proximidade. Aqueles que melhor conhecemos e que nos devem representar por quatro anos! E, agora, lá vai o absurdo, saído da boca de milhares de pessoas que nós reputávamos de respeitáveis! Ei-lo: “voto nele porque rouba, mas faz obra”! Tanta gente a dizê-lo, em relação a tantos candidatos, é, também, OBRA!

Não aludo a ninguém em particular, mas sim ao facto concreto, e ao absurdo que ele traduz.

- Por absurdo, consideremos que em determinado concelho as pessoas iriam votar em dois candidatos, a saber:

Candidato (A); “rouba, mas faz obra”.

Candidato (B); “ não rouba, mas faz obra”.

Dir-me-ão: “isso não é possível todos roubam ou, o que rouba faz mais obra”. O caso começa a complicar-se. O mérito, parece-nos, ter de estar reservado a quem faz obra e não rouba. Também se poderia argumentar que aquele que rouba precisa de obra para roubar!

publicado por luzdequeijas às 18:41
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NÓS, NÃO “PODEMOS”

Antes de Beppe Grilo, a Itália teve um grande movimento crítico sobre o estado da sua política. Era liderado na rua por figuras sindicais e, na cultura, por figuras como Paolo Flores D`Arcais ou, pelo Juiz Saverrio Borrelli. Os partidos, não lhes deram importância e caíram um a um.

A corrupção política em Espanha, principalmente a que está relacionada com o sector imobiliário, levou ao desvio de 4158 milhões de euros nos últimos dez anos, noticiou ontem o El Mundo.O fenómeno da corrupção, que tem implicado, entre outros, empresários da construção civil, presidentes de câmara ou de governos autónomos das comunidades, já consegue render mais dinheiro do que o tráfico de droga, garantiram fontes policiais ao ABC - lembrando que as penas menores são uma das vantagens que existem entre um crime e outro.

Também aqui em Espanha, os partidos que se acautelem, o movimento designado por “Podemos”, assumiu a liderança nas sondagens, recentes!

Em Portugal, dá a sensação de  que Marinho Pinto, que desistiu de tomar posse em Bruxelas, se estar a posicionar para liderar um qualquer movimento ao estilo do “Podemos”. Tudo aquilo que disse parece ser verdade:

“ O que os incomoda é que alguém denuncie a podridão, até porque isso revela também a cumplicidade dos seus silêncios.

”( http://apodrecetuga.blogspot.com/2014/09/marinho-pinto-o-que-os-incomoda-e-que.html#ixzz3IIVVEbSU).

Infelizmente, as coisas não são assim tão fáceis! É fácil, sim, nesta situação agarrar o “Poder”, dar-lhe continuidade é bem mais difícil! O problema está na falta de cultura do nosso povo em questões sociais e de educação cívica. Que os partidos estão mal, disso, ninguém duvide. Mas, parece mais acertado apostar numa sua reforma de alto abaixo, do que apostar em movimentos que irão sofrer do mesmo mal, ou ainda pior, daquele que sofrem os  nossos, partidos e os próprios portugueses.

publicado por luzdequeijas às 14:34
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CIVILIZAÇÃO Pré-histórica DE LECEIA

A sabedoria dos mais velhos era respeitada nestas sociedades, pelo que eram eles que assumiam a chefia e decidiam sobre as questões de maior importância.

As celebrações da Primavera, constavam, entre outras coisas, de danças e cantares além das ofertas aos deuses, sob a orientação do ancião.

O som da trombeta de alerta, feita de corno de Auroque, ecoa por todo o lado.

Mesmo durante as festividades os vigias estavam atentos.

Visita de alunos do Ensino Básico ao Povoado Pré-Histórico de Leceia

O toque da trombeta alerta para a defesa do povoado e refúgio dos habitantes dentro das muralhas.

O Auroque era uma espécie de boi selvagem, podendo o macho atingir cerca de 2.20 m de altura no garrote. Extinguiu-se no séc. XVII, tendo os últimos exemplares vivido na Polónia.

Os receios de um possível ataque são afastados. Quem se aproxima do povoado são mercadores.

 

publicado por luzdequeijas às 12:50
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

AS REGRAS DA VIDA REAL

 

Regra n.º 1

A vida não é fácil. Acostuma-te a isso.

Regra n. 2

O mundo não se preocupa com a tua auto-estima. O mundo espera que faças alguma coisa útil por ele, ANTES de te sentires bem contigo próprio.

Regra n.º 3

Não ganharás 6.000 euros por mês, mal saias da escola. Não serás vice-presidente de uma empresa, com carro e telefone ao teu dispor, sem antes teres conseguido comprar os teus próprios carro e telefone.

Regra n.º 4

Se achas que o teu professor é exigente e rude, espera até teres um Chefe. Este, não terá pena de ti!

Regra n.º 5

Vender jornais velhos ou trabalhar durante as férias, não te diminui socialmente. Os teus avós, têm outra palavra para isso: chamam-lhes oportunidades……

Regra n.º 6

Se fracassares, não é por culpa dos teus pais. Por isso, não lamentes os teus erros, mas sim aprende, com eles.

Regra n.º 7

Antes de nasceres os teus pais não eram críticos como são hoje. Só ficaram assim por terem de pagar as tuas contas, lavar as tuas roupas e ainda por cima, ouvir-te dizer, que são “ridículos”. Por isso antes de “salvares o planeta”, para a próxima geração, ao quereres corrigir os erros da geração dos teus pais, tenta limpar o teu próprio quarto!

Regra n.º 8

A tua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores mas a vida não é assim. Nalgumas escolas, já nem repetes o ano e dão-te todas as oportunidades que forem precisas para acertares. Bom, isto não se parece em NADA com a vida real! Nela, se pisares o risco, estás despedido. RUA! Por isso, faz tudo como deve ser logo à primeira.

Regra n.º 9

A vida não se divide em semestres. Não terás sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados te ajudem a fazer as tuas tarefas no fim de cada período.

Regra n.º 10

A televisão NÃO É a vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar de ir ao bar ou à discoteca, e irem trabalhar.

Regra n.º 11

 Sê simpático com os CDFs (aqueles estudantes que os outros julgam que são uns patetas). Há uma grande probabilidade de vires a trabalhar PARA um deles.

publicado por luzdequeijas às 16:12
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UMA SAUDÁVEL "LOUCURA"

O país tem consumido mais do que é capaz de produzir. Consumir em vez de poupar é um erro. O ajustamento teria de chegar. Cá está ele com a entrada deste novo século. O pior está ainda para chegar. Neste confronto com a realidade, eis o desemprego devastador, o feroz endividamento que bloqueia a procura. O país está menos livre!

Portugal tornou-se uma enorme contradição, quando precisava de elevar o nível de qualificação dos seus recursos humanos, vê esses quadros fugirem para o estrangeiro. São dados aterradores! No início desta década, 146 mil licenciados tinham emigrado, de acordo com o Banco Mundial. Quase 15% da nossa população qualificada vive no estrangeiro. Portugal está na cauda e o mundo está em crise. A nossa doença é maior! A democracia está em perda acelerada de qualidade. O povo sofre e não entende porquê. Sonhou com o socialismo e em troca ficou de rastos! E agora?

Agora, com graves problemas a atormentar o mundo (escassez de água potável e matéria-prima, elevação do preço do petróleo em

escalada até à sua extinção), o problema não é só nosso mas é muito mais nosso. Agora talvez só o génio saudável de uma loucura afoita possa rumar a humanidade a outro plano de vivência. Não há que ter medo de ser louco! Todos os génios o foram. Só num rasgo para lá dos limites dos catedráticos estudiosos, para lá das conclusões unânimes, das mais famosas universidades mundiais, e de permeio com uma vontade indómita, o caminho possa ser iniciado.

publicado por luzdequeijas às 15:54
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UMA SOCIEDADE SEM "EXTRAVAGÂNCIAS"

Os grandes problemas, tais como o desemprego, o défice, a produtividade e a competitividade, a inovação e outros obstáculos que nos enredam e quase bloqueiam, talvez possam ruir que nem castelo de cartas. Se os sistemas socialistas caíram esmagados pelo peso do Estado que defendiam, vamos soltar as pontas e pensar no “Estado Mínimo”. Sem medo daqueles que dele se têm servido, para viverem à rica. Daqueles que com ele têm enganado o povo.

Vamos viver à volta do “défice zero” sem medo. Ele não é um bicho medonho! Vamos aproveitar os recursos informáticos para facilitar ao tal “Estado Mínimo” um quadro de referência para toda a economia do país. Os salários flutuarão ao sabor desse quadro e ajustados ao défice. A sociedade civil será forte e livre e entenderá que crescer e criar riqueza é no benefício de todos, depois de contribuir com margens financeiras para apoiar as “franjas frágeis dessa sociedade” e criar fundos para investimento e inovação.

Um novo conceito de emprego será criado e estabelecido. Provavelmente com redução de horas de trabalho laboral e mais algum serviço voluntário extra. No quadro de referência salarial as referências para o país poderão desviar-se dentro de limites aceitáveis. Contudo quem não o fizer de forma consciente será, de algum modo, penalizado. Fala-se do mundo dos gestores.

Será uma sociedade sem extravagâncias, mas será uma sociedade sem injustiças sociais. A livre iniciativa teria todo o apoio financeiro tanto no campo da pesquisa e inovação como no  estudo de mercados.

ONDE ESTARÁ O LOUCO QUE AGARRE ESTE PROJECTO?

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:50
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O MUNDO DOS ANIMAIS

Por influência de George Orwell, vou optar por explanar a minha teoria baseando-me no mundo dos animais. De resto, diz a sabedoria popular que, «quanto mais conheço os Homens mais gosto dos animais».

Eu confesso, que também.

Igualmente por influência da mesma fábula (O triunfo dos Porcos), vou eleger estes animais, como figura astuta, observadora e de forte personalidade animal, lideres maiores da minha argumentação.

Não posso esquecer uma entrevista dada na TV, por um treinador de futebol, quando interrogado sobre um acontecimento estranho ocorrido com a equipa adversária, disparou a seguinte resposta: “A mim já nada me espanta desde que passei na Praça de Espanha e vi um porco a andar de bicicleta“. A mim também não.

Sendo assim no lugar cimeiro da organização que arquitetei, ficará um porco chamado “ Porco Mor “.

Este porco irá comandar três organizações e para o caso nem interessa o nome delas. Uma delas é bastante citadina, agressiva e está recheada de elementos que são nada mais nada, menos que os “Cães“ . Nem sequer importa o nome do líder, uma vez que muda de três em três anos, quando muito podemos-lhe chamar o “Mestre-Cão “ . Estes animais desenvolvem a sua actividade debaixo de um acordo assinado com o “Porco-Mor”, que lhes garante comerem pelo menos cinquenta por cento da carne à venda no “ Reino - Animal “.

 É claro que entre “irmãos” uns comem muito mais que os outros, mas também é certo que os restantes cinquenta por cento da carne do “ Reino-Animal “ vão ter que dar para toda a sua população. Naturalmente para muitos nem ossos ficam, sobrevivendo naturalmente com muitas carências alimentares.

Esta espécie é de longe a que tem o maior grupo a representá-la e por isso a que fica com mais tachos. Quem não está no grupo come sempre restos do chão e já não é nada mau.

O segundo grupo é constituído pelos gatos do reino. Também eles fizeram o seu acordo com o “Porco-Mor” que lhes garantiu a mesma quota de alimentação desta vez em peixe. O “Mestre-Gato “ no acto da assinatura fez o discurso da praxe, reafirmando a sua total lealdade à jura que todos tinham feito.

Talvez por a pesca os empurrar para outros reinos, o seu grupo é o mais pequeno dentro do reino, sendo o peixe dividido entre os que ficam e os que andam no estrangeiro. No Universo-Animal este grupo é muito respeitado e influente. Para além da pesca, nas suas andanças vão fazendo todo o tipo de negócios o que faz dela gente abastada.

Finalmente chegou a vez do terceiro grupo. É composto pelos ratos do reino e são naturalmente comandados pelo “Rato-Chefe”. Têm a sua sede nos escombros de uma velha capela abandonada e dali espalham-se por todo o reino animal, mas sempre de fugida e utilizando de preferência os colectores camarários ou os canais subterrâneos das toupeiras. Só aparecem à superfície em missões rápidas e curtas. São extremamente perspicazes e argutos.

O negócio que fizeram com o “Porco-Mor” foi mais elaborado e complexo que os outros efectuados! Com o argumento da sua população englobar duas espécies distintas, o "Rato do Campo“ e o “Rato da Cidade“ quiseram um acordo para comerem vinte e cinco por cento da quota dos cães e outro tanto da quota dos gatos. É claro que eles não estão muito interessados na carne nem no peixe para se alimentarem, mas nisso eles são peritos e sabem bem lidar com a chamada economia de troca.

publicado por luzdequeijas às 15:26
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A CRISE NO OCIDENTE

FINANCIAL TIMES LONDRES

John Labbe

Tanto a UE como os Estados Unidos têm tentado resolver a crise económica com os seus próprios, e diferentes, meios. Um erro enorme, defense Gideon Rachman, já que os problemas são essencialmente os mesmos.

Gideon Rachman

Em Washington discute-se o teto da dívida; em Bruxelas olha-se para o abismo da dívida. Mas o problema básico é o mesmo. Nos Estados Unidos como na Europa, as finanças públicas estão fora de controlo e os sistemas políticos são excessivamente disfuncionais para conseguirem resolver o problema. A América e a Europa estão a afundar-se no mesmo barco.

Os debates sobre a dívida, em curso nos Estados Unidos e na UE, são tão virados para dentro e tão extenuantes que muito poucas pessoas fizeram a ligação. No entanto, os factos que fazem com que seja uma crise generalizada do Ocidente deviam ser óbvios.

Dos dois lados do Atlântico, é agora claro que muito do crescimento económico dos anos anteriores à crise foi conseguido à custa de um boom insustentável e perigoso do crédito. Nos Estados Unidos os proprietários imobiliários estiveram no centro da crise; na Europa, foram países inteiros, como a Grécia e a Itália, que aproveitaram a baixa das taxas de juro para contraírem empréstimos que não podem pagar.

(... )

publicado por luzdequeijas às 15:13
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2014

O POVOADO PRÉ-HISTÓRICO DE LECEIA

Há cerca de 5 000 anos, a Península Ibérica era habitada, em parte por povos oriundos da zona do Mediterrâneo, que nas suas viagens se foram fixando, devido ao clima ameno e à abundância de recursos naturais.

A fertilidade de terras permitiu a partir de certa altura a aplicação de diversas técnicas agrícolas, utilizando já utensílios como o arado, recorrendo à ração animal.

Os povos que se fixaram perto do mar ou dos rios, viviam também da pesca.

O POVOADO PRÉ-HISTÓRICO DE LECEIA

Forno de cerâmica

Das comunidades espalhadas pelo vasto território peninsular, a de Leceia era uma das mais evoluídas e organizadas, estando situada num lugar privilegiado. O povoado rochoso onde edificaram o povoado, oferecia defesas naturais e permitia ver o que se passava numa grande extensão do vale.

Qualquer ataque pelo vale, seria rapidamente detetado e repelido. As terras circundantes do povoado eram muito férteis.

Nas florestas havia muita caça, e a ribeira dos Ossos (Barcarena) dava acesso ao Tejo o que fazia da pesca e colheita de moluscos uma importante atividade.

Festejavas se a chegada da Primavera, evocava-se a Deus da Fertilidade, estes e outros festejos , eram uma pausa na rotina do povoado, muita importantes, por marcarem o início de mais um ano, em que  as colheitas agrícolas determinavam a sua sobrevivência.

Estas Festas destinavam-se a pedir a intervenção Divina, para que mandassem bom tempo e uma produção abundante.

 

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AS INTRIGAS NO BURGO (Vila)

 

Concordamos em alguma coisa

De:

Sonhadora Inveterada (sonhadora@gmail.com)

Enviada:

Domingo, 13 de dezembro de 2009 1:24:55

Para:

“Kings of Light” Hotmail.com

Não sei bem porquê mas não consigo acreditar que é falso!

A pouco e pouco tenho-lhe dito tudo o que sei e quem me contou. A Jenifer é o ser mais superficial e hipócrita que o senhor tem junto de si. Ela faz " panelinha com todos os que estão contra si. E os que estão contra si é porque querem tomar o seu lugar dentro da associação. Talvez o único verdadeiro seja o Marquês e provavelmente o “casal a dias”. O ex.-“prior” estava por certo um pouco influenciado mas já percebeu o jogo dos Pardelas. A atitude deles, digo Jenifer e Pardelas, é para conseguirem que o senhor desmoralize e lhes deixe o terreno livre. Há algumas coisas que eu soube, da mesma maneira que hoje me insultaram. Não foi bem um insulto, porque eu não consegui detetar quem era, nem porque não me deixavam falar.

Por volta das onze, quando cheguei a casa ligaram-me de um número privado. Se era homem ou mulher não sei porque a voz era como um guincho. Primeiro uma valsa, um bocadinho depois, como fiquei á escuta, perguntou a pessoa se era a dona j. Carloto, coisa que poucas pessoas sabem, a não ser por algum questionário que eu tivesse preenchido. Disseram-me que eu já devia estar na cova há muito, que era uma caveira velha, que andei a comer-lhe almoços mas que o "Kings of Light" só me convidou por pena, porque eu nem sabia como comportar-me nos restaurantes de "luxo" para onde o senhor nos convidava e que depois ria-se de nós, com os seus amigos e que na altura das eleições o senhor tinha dito que com duas palmadinhas nas costas conseguia de mim o que quisesse, porque eu era tão inculta que nem notava quando estava a ser levada. Entre outras coisas a pessoa falou de eu lhe ter dito que gostava muito de si e que quanto a mim tinha sido muito bom presidente, foi aí que me chamou caveira velha,

energúmena, e que tinha sido o senhor a mandar que me enviassem algumas das informações, para se divertir á minha custa. Só quando chegámos á associação é que a pessoa não gostou dos comentários que eu fiz ao telefone, e só mantive a conversa porque tentei saber, com quem estava a falar. A primeira informação que tive do blogue foi também proveniente de uma chamada anónima, mas para o telemóvel, o que é mais surpreendente. Estou muito desiludida, cansada até, pessoas deixaram de me falar, porque, sabem dos meus mails, como não sei. Só, por vezes, os que mando para si é que levam endereço de quem mos remeteu, os seus, tenho o cuidado de apagar sempre o endereço, para que não passe pela cabeça de ninguém incomodá-lo. Recebo os seus com a proveniência e nunca ninguém me aborreceu, mandei várias vezes o meu g mail para o blogue e ninguém me insultou, nem comentou, a não ser a Cinderela, mas para me dizer que eu estava a dizer-lhe a si, o nome dela, e disse, mas o senhor não quis ver.

Ah, e disse que pessoas como eu são mais dóceis do que cães sem dono. Que eu procurava protagonismo mas que o aconselharam a calar-me e que o senhor conseguiu porque eu sou uma "energúmena sem capacidade de discernimento" Algumas coisas estenografei, num envelope que tinha á mão e estou agora a tentar, ler o que escrevi. Por isso isto está a sair meio baralhado.

Garanto-lhe que no princípio, quando era só a responder-lhe a si, dava-me um certo prazer, depois percebi, por comentários na rua que este meu feitio terrível estava a ser utilizado, a favor de terceiros e era pura diversão ler o seu blogue. Insisti com o que me interessava, depois tentei ser anónima mas perceberam na mesma e a viragem final, foi quando lhe pedi desculpa, para essas mesmas pessoas lerem e eu ficar de consciência tranquila. Agora o seu blogue que diariamente, visito, é mais coerente com aquilo que eu penso de si. Deve lembrar-se que lhe sugeri várias vezes que deixasse a sua inteligência fluir, no blogue, para que a leitura fosse compatível com a sua formação. Agora dá-me prazer a informação que compilou, a estrutura com que divulga. Vou passar a outro mail este já está muito comprido

 

publicado por luzdequeijas às 16:00
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O REGRESSO AOS VALORES

DEPOIS DO CAOS, TEREMOS O PARAÍSO?

Os cálculos sobre a Teoria do Caos são hoje utilizados para estudar os fenómenos meteorológicos, o crescimento das populações, as variações no mercado financeiro e os movimentos de placas tectónicas, etc. A Teoria do Caos levou ao conhecimento do chamado “efeito borboleta“, apresentado pelo matemático Edward Lorenz, em 1963.

Talvez cansadas da normalidade as sociedades humanas parecem estar, ou estarão de facto, em permanente mudança! Tal mudança decorre em boa parte de um modo escondido, embora a parte restante, seja possível ser reconhecida por qualquer humano no seu dia-a-dia. Porque decorrem estas mudanças já será de explicação mais problemática. Todavia, a fome de mudança gira à volta de tudo aquilo que envolve o ser humano. Desde os modelos automóveis, às roupas, penteados, sem podermos esquecer as novas tecnologias, divórcios etc. Os fatores que originam esta loucura na mudança, a montante ou a jusante, do ato em si próprio, poderão ser vários e serão mesmo; desde a promoção do consumismo até ao horror que a normalidade produz na maioria do ser humano! Algumas das muitas formas da fuga à normalidade chegam mesmo ao ridículo, roçando muitas vezes o caricato! Será ainda de mencionar as muitas e aberrantes estravagâncias no uso dos mais variados objetos de consumo corrente!

Parece haver uma enorme vertigem de mudança e até de destruição de tudo que é normal e corrente. O sacudir valores sobejamente consagrados ataca toda a humanidade e em especial a classe política, Por outro lado o mundo em que vivemos, vai anualmente cumprindo as suas rotinas de milhares ou milhões de séculos. Que efeito provocará no mundo, esta febre atual de mudar só por mudar?

Aparentemente está-se a seguir no encalce do caos total no planeta Terra. Ou será que antes desse fim os humanos, para continuarem a mudar, tentarão a caminhada de regresso aos valores e à normalidade como virtude indispensável?

 

publicado por luzdequeijas às 15:18
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PALÁCIO DOS ARCOS

PAÇO DE ARCOS

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

 

Paço de Arcos ou Paço d'Arcos é uma freguesia portuguesa do concelho de Oeiras, com 3,49 km² de área e 15 315 habitantes (2011). Densidade: 4 388,3 hab/km². Foi elevada a vila por um decreto de 7 de Dezembro de 1926.

Paço de Arcos é a freguesia mais importante do concelho de Oeiras, logo a seguir a Oeiras e São Julião da Barra. No final doséculo XIV foi construído o Palácio dos Arcos com duas torres ladeando um corpo central com uma varanda suportada por arcos, que foi reconstruído no século XVIII. O palácio deu assim o nome à vila. Segundo a tradição D. Manuel I viu desta varanda a partida das naus para a Índia. Paço de Arcos era também, antigamente, conhecido pelas suas pedreiras, sendo que hoje estão todas desactivadas. O famoso e emblemático Arco da Rua Augusta foi construído com pedra de Paço de Arcos, por exemplo. O Palácio dos Arcos está neste momento a ser reconstruído com vista a ser transformado num hotel de luxo pelo grupo de hotéis Vila Galé.

Esta vila também está ligada ao Patrão Joaquim Lopes, indivíduo que ficou famoso pelos seus salvamentos aos naufrágios que ocorriam. Era uma zona balnear muito importante e que atraía a média e alta burguesia da capital, até meados do século XIX, quando Cascais começa a ganhar protagonismo, sobretudo a partir do reinado de D.Luís I.

Durante grande parte do século XX, Paço de Arcos era uma pequena vila, constituindo um lugar de passagem entre Lisboa e Cascais. É com a construção da Avenida Marginal que Paço de Arcos adquire mais visibilidade, mas é só nos anos 60 que começa a crescer a um ritmo acelerado. Até aos anos 80, esta vila era considerada um dormitório da capital, Lisboa, mas daí para cá tem vindo a desenvolver-se económica e socialmente, contrariando essa tendência de dormitório. Paço de Arcos tem, no seu território, nomeadamente, o parque empresarial Quinta da Fonte, os estúdios de televisão Valentim de Carvalho, o futuro Centro de Congressos de Oeiras (em construção), o edifício da Edimpresa (inclui o semanário Expresso e as revistas Caras, Visão, Exame, Super Interessante, etc.), importantes hotéis, como o Hotel Real de Oeiras ou o Hotel Solar Palmeiras e tem também um dos principais centros comerciais do concelho, o Oeiras Parque, sem esquecer estruturas mais antigas como a Escola Náutica Infante D. Henrique, uma instituição de ensino superior e a Escola Militar de Electromecânica, uma instituição muito prestigiada que, durante décadas, formou milhares de técnicos de electrónica e de refrigeração. Atualmente, com a recuperação das praias e do centro Histórico, apostando na área da restauração e da hotelaria, Paço de Arcos é, cada vez mais, um local de atracção turística, na linha de Cascais. De facto, esta freguesia é já uma referência nos guias turísticos possuindo, no centro da Vila, muitos restaurantes de grande qualidade. Atualmente, estão previstos para Paço de Arcos 2 hotéis de luxo (estando um já em construção - a reconstrução do Palácio dos Arcos), uma marina e a segunda piscina oceânica do Concelho de Oeiras.

Situa-se na vila de Paço de Arcos os principais estúdios da Valentim de Carvalho, onde gravaram praticamente todos os grandes artistas da música portuguesa, entre eles Amália Rodrigues ou António Variações, entre muitos outros, como por exemplo, mais recentemente Os Pontos Negros.

Desde 1995 tem vindo a sofrer modificações importantes, decorrentes da implementação do PIPA - Plano Integrado de Paço de Arcos. Este plano tem sofrido forte polémica dada a alegada descaracterização da vila que muitos entendem estar daí a resultar. Entre outros projetos polémicos, conta-se o SATU, e a colocação de um repuxo de água no rio Tejo, junto à entrada da vila — vistos com maus olhos pelos mais antigos habitantes, que veem neste tipo de obras um certo tipo de “novo-riquismo”.

Em 2013, no âmbito da reforma territorial autárquica, a Freguesia de Paço de Arcos foi agregada à Freguesia de Caxias e à de Oeiras e S. Julião da Barra, passando a constituir a 4ª Freguesia mais populosa de Portugal.

A Vila de Paço de Arcos é apelidada pelos seus habitantes como "a vila mais charmosa de Portugal"; embora esta designação seja também aplicada a dezenas de outras vilas por todo o pais pelos respectivos habitantes.

 

publicado por luzdequeijas às 15:10
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A NÓVEL VILA DE QUEIJAS

 

ETERNAMENTE ESQUECIDA?

QUANDO UMA  VILA VOTA EM GENTE SEM PASSADO, AS COISAS SÓ DOEM A QUEM AS FEZ E LUTOU POR ELAS! MAS CUSTA A ROER, VER QUE A NOSSA VILA FEZ DEZ ANOS SEM AS FESTIVIDADES MERECIDAS! HÁ PESSOAS A QUEM É ÚTIL FAZER ESQUECER O PASSADO? PARA OS MAUS AUTARCAS, A SEDE DE FREGUESIA SER VILA OU ALDEIA, É O MESMO?

 

QUEIJAS, Vila.

Porquê Vila ?

A freguesia de Queijas evoluiu, em poucos anos, de pequeno aglomerado e dormitório para uma área urbana em expansão, na qual a edificação de novos equipamentos estava a trazer a qualidade esperada. Nesta perspectiva começou, quase colectivamente a sonhar em ser Vila, o que só foi possível graças ao dinamismo e desenvolvimento de que foi alvo nos últimos anos.

Com efeito, os novos equipamentos e entre eles a construção sequencial da Escola Básica n.3, Escola C+S Professor Noronha Feio e, agora o novo Mercado, com o Posto da GNR, vieram trazer a esta localidade uma nova coerência e uma nova forma de vida.

Empresas a instalarem-se na freguesia, um Hotel, a nova Igreja de S. Miguel Arcanjo e o Centro Social aumentado e renovado.

O urbanismo em expansão crescente, com qualidade, e longe dos índices de ocupação dos bairros de betão.

O pioneirismo na recolha selectiva de lixo, os novos arruamentos e reforço da iluminação pública são outros benefícios bem visíveis, coroados pela notável obra da Fonte escultórica e cibernética de S.Miguel Arcanjo, que transformou a rotunda de Queijas num portal de grande simbolismo e impacto visual e também pela estátua cheia de beleza da Madre Maria Clara.

Se a tudo isto somarmos o êxito alcançado no realojamento, foram eliminados 5 

Bairros de barracas (Taludes, Beco dos Pombais, Atrás dos Verdes, Rocha e Suave Milagre)  onde quase 2000 pessoas viviam em condições degradantes e passaram a ter a sua casa bem confortável.

 

Ficámos então, com um conjunto de razões de sobra para que a população da Freguesia esteja agora ao melhor nível do Concelho a que justamente pertence, razão pela qual a elevação de Queijas a vila, não era mais do que o reconhecimento e corolário do nosso desenvolvimento.

Em entrevista a um órgão de comunicação social, o Presidente da Junta, António Reis Luz , afirmou então :

 " É minha convicção que Queijas tem um futuro risonho! "

O sonho a caminho da realidade

Foi então que o Presidente da Junta meteu mãos à obra, começando por se inteirar do caminho a seguir para Queijas chegar a vila..

Leu a legislação adequada, informou-se e começou a elaborar o projecto a ser remetido à Assembleia da República, através do Grupo Parlamentar de um partido, no caso, viria a ser o do Partido Social Democrata.

A fundamentação requereu muito trabalho de investigação, dado que, muito pouca ou nenhuma informação havia disponível sobre este "Lugar de Queijas".

Lida a legislação aplicável, Lei 11/82 de 2 de Junho, fica-se a saber que uma povoação só pode ser elevada à categoria de vila quando conte com um número de eleitores, em aglomerado contínuo, superior a 3.000 e possua, metade dos seguintes equipamentos colectivos:

  1. a) Posto de assistência médica;
  2. b) Farmácia;
  3. c) Casa do Povo, dos Pescadores, de espectáculos, centro cultural, ou outras colectividades;
  4. d) Transportes públicos colectivos;
  5. e) Estação dos CTT;
  6. f) Estabelecimentos comerciais e hotelaria;
  7. g) Estabelecimento que ministre escolaridade obrigatória;
  8. h) Agência bancária.

De todas as condições exigidas, Queijas só não possuía o Posto Médico, mas só necessitava de ter metade das condições acima descritas.

 

Para além de uma Nota Justificativa de abertura do processo, a fundamentação abordou :

  • Dados geográficos e Administrativos.
  • Resumo histórico
  • Condições socioeconómicas.

Sector secundário- Unidades industriais

Sector terciário. Actividades comerciais mais representativas; Serviços; Equipamentos Social; Educação e ensino (público e privado); Comunicações e transportes; Actividades sociais e culturais; Equipamento desportivo e colectividades.

Se alguém pensa que a elevação de uma qualquer terra a vila, cidade etc., está dependente de uma só pessoa, está de facto totalmente errado.

A decisão pode começar pela iniciativa de uma pessoa, a elaboração da fundamentação também, mas uma vez iniciado o processo, todas as decisões são tomadas por órgãos colectivos, como segue:

¨ Aprovação no Executivo da Junta

¨ Aprovação na Assembleia de Freguesia

-  Envio para a Assembleia da Republica através   de um Grupo ParlamentarDesce para parecer

¨ Ao Executivo Camarário

¨ À assembleia MunicipalVolta à Assembleia da Republica para aprovação em reunião plenária

 

Foi exactamente todo esta caminhada que o pedido e respectiva fundamentação fez, até ao dia da sua Aprovação em plenário da Assembleia da Republica.

O pedido de elevação de Queijas a vila, feito pela Junta de Freguesia de Queijas, havia dado entrada na Assembleia da República em 10/10/2000, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD, ao cuidado do Dr. Marques Mendes, tornando-se então no Projecto de Lei N.º 311/VIII, após o que foi apreciado na Comissão Parlamentar de Administração e Ordenamento do Território.

Chegou à Assembleia Municipal de Oeiras, para ser aprovado em 27 de Novembro de 2000.

Obteve aprovação no Executivo Camarário em 14 de Fevereiro de 2001, com realce para o facto de Queijas já dispor de 8429 habitantes e na relação de equipamentos colectivos e dos estabelecimentos que compõem os sectores secundário e terciário, totalizarem vinte e sete unidades funcionais e cento e sessenta e uma unidades, respectivamente.

O Elevação de Queijas a Vila foi votado por unanimidade em todos os órgãos executivos e deliberativos onde foi submetida a aprovação, até ser submetido à decisão final na Assembleia da República em 03 de Abril de 2001.                     Em dia de grande festa, 7 de Junho de 2001, havia centenas e centenas de pessoas e autocarros à volta das instalações da AR, vindas de todas as partes do País para assistirem a aprovações similares, foi aprovada a elevação de Queijas a Vila, através da Lei n.º 56/2001, publicada no Diário da República  n.º 160 I - A série de Quinta Feira , 12 de Julho de 2001.

O então Presidente da Junta de Queijas esteve presente no parlamento, assistiu e, já noite, chegou a Queijas com a boa-nova.

No dia 23 de Abril de 2001, na Sessão Ordinária N.2/2001 (1.ª Reunião), foi aprovada na Assembleia Municipal uma Moção sobre a elevação de Queijas a Vila, considerando que este facto se traduz  numa importante valorização da localidade e das respectivas populações.

Entretanto a Junta de Freguesia, no dia 26 de Maio de 2001, no palco da nova Vila de Queijas levou a efeito uma grande festa comemorativa.

Começou com uma Workshop juvenil largamente participada, seguiu-se uma Sessão Solene no Salão Paroquial, completamente cheio, onde usaram da palavra o Presidente da Câmara, Dr. Isaltino de Morais e o Presidente da Junta Sr. António Reis Luz.

Foi o dia mais indicado para fazer as homenagens mais que devidas, àqueles a quem chamámos "Os Homens Bons da Freguesia".

Esta Sessão Solene acabou com o nosso querido e saudoso Poeta Ricardo declamando um seu poema, à novel Vila de Queijas :

Linda Queijas das vivendas

Dos rebanhos a pastar     

E dos moinhos de vento

E as giestas em flor  

 

Perfume de reais lendas

Uma janela pró mar

E caçadas com espavento

Um paraíso de cor

 

Na sinfonia das cores

Assim de gala vestida

As searas ondulantes

Foste minha perdição

 

Escondem novos amores

Fiquei para toda a vida

Em baile de debutantes

Sem nenhuma condição

 

De imediato foi inaugurado um novo Parque Infantil do Largo dos Correios, que ficou pertença da Junta de Freguesia e uma Exposição Colectiva de Pintura e Artes Plásticas no ginásio da Escola Primária, hoje chamada de Gil Vicente.

À noite a população pôde assistir a um bonito espectáculo, no largo do Mercado Municipal, com exibição de uma conhecida girlsband, perante uma multidão de gente orgulhosa da sua vila.

O que muda de imediato ?

De imediato vai ser preciso e obrigatório, proceder a modificações no Brasão, na Bandeira e no Guião.

Ao nível do Brasão as vilas têm " Coroa mural de prata de quatro Torres" enquanto só tinha de três .

O listel branco, com legenda a negro : deve passar  a ter Vila de Queijas

Tais alterações devem ser pedidas, em parecer, à Comissão Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, e seguidamente remetidas para publicação no Diário da República.

Brasão - Escudo de prata, duas armações de moinho negro, cordoadas do mesmo e vestidas de azul, livro aberto de prata, encadernado de vermelho e realçado de ouro; em Ponta cômoro de negro carregado de um coração vermelho, coroado do mesmo, e nimbado de ouro. Coroa mural de ouro de quatro torres. Listel branco, com legenda a negro dizendo : VILA DE QUEIJAS.

No resto os habitantes de Queijas continuarão a sentirem-se privilegiados por se saberem numa zona incontestavelmente sossegada, mas com muita qualidade de vida e indiscutivelmente às portas de Lisboa e com bons acessos para todo o país.

A condição de vila em concreto e imediato pode parecer que não lhe trará muito, mas para quem tiver de bater a portas, pedindo ou exigindo aquilo que por mérito é nosso, porque merecemos de facto, o estatuto de vila para Queijas vai ajudar bastante....

 Todos os Direitos Reservados - SITE pago por António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 14:57
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CASA DE D.MIGUEL

O DIREITO DE PROPRIEDADE

ONDE MORAM OS RESPONSÁVEIS DO ABANDONO DA CASA DE D.MIGUEL, EM QUEIJAS?

Sobre o proprietário impende a obrigação de zelar pelo edifício, evitando que ele se transforme num perigo público ou, num atentado visual à dignidade do mesmo. É preciso não esquecer que o tal proprietário nunca renunciou aos proveitos do mesmo, sejam eles pequenos ou grandes.

O direito de propriedade tem regras cuja responsabilidade recai, em primeira instância, sobre o seu dono. Mesmo quando classificado como património cultural ou então, mais ainda.

Também a Câmara Municipal de Oeiras, porque é co-responsável na partilha de tais responsabilidades, e por omissão, na medida em que a sua acção não se cinge apenas à notificação do proprietário do edifício. No limite é responsável por tudo o que se passa no concelho. Legalmente, podia e devia ter procedido à restauração do edifício, ao abandono há décadas, e por omissão do dever de agir junto proprietário. Por fim, assistimos, com vergonha, à constatação de culpas que morrem solteiras. Como sempre neste País de brandos costumes, não há responsáveis.

publicado por luzdequeijas às 14:41
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A EXPOLIAÇÃO DOS IDOSOS

 

Os portugueses não podem deixar de se sentir inseguros, tristes e angustiados. Não podem deixar de sentir um cutelo, permanentemente sobre o seu pescoço!

Agora, é uma demissão do Governo a propósito do chumbo do TRIBUNAL de CONSTITUCIONAL, entre outras, por causa da ilegalidade da retirada de certos subsídios a alguns milhares de reformados! Que a medida é injusta parece não haver dúvidas, mas todos sabemos que a vida está cheia de coisas injustas! A primeira das grandes injustiças foi os eleitores terem votado numa esquerda que só quer fazer manifestações e derrubar governos, em lugar de estudar e apresentar soluções que evitem este e outros males ainda maiores aos portugueses. Não, dali não sai nada!

Felizmente ainda há jornalistas, que dá gosto ler, senão vejamos: “Temo que em Portugal se crie uma situação de ingovernabilidade! (..) O chumbo anunciado do Orçamento impede objetivamente o Governo de fazer aquilo a que se comprometeu com os credores externos”!

É verdade e muito mais haverá para dizer perante uma situação angustiante, como seja não aparecer nenhuma ideia numa população e num país no qual se criaram “empresas” dentro e fora da órbita estatal para “disfarçar compras e vendas” do Estado e dar um jeito num défice mais teimoso.

Talvez a contento de todos e com algum artifício criativo se conseguisse deixar ficar o dinheiro na mão do Estado, mas dar aos espoliados (REFORMADOS DO PRIVADO) um papel oficial, com a promessa de serem reembolsados num período de, por exemplo, dez anos! Não existirá por aí algum técnico de contas que dê um jeito. Afinal os senhores doutores juízes só teriam que não complicar aquilo que é por demais subjetivo!

DE OUTRA FORMA O ESTADO NÃO É UMA PESSOA DE BEM!

 

publicado por luzdequeijas às 14:30
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OS OPORTUNISTAS DA POLÍTICA

 CERIMÓNIA DE CELEBRAÇÃO

DO 20.º ANIVERSÁRIO DA FREGUESIA DE QUEIJAS

Hoje queijas é uma terra esquecida! ATÉ POR AQUELES QUE SE EMPOLEIRARAM NO movimento de cidadãos independentes de Queijas!

 

Examos Convidados

Examos Homenageados

Sras. e Senhores

Encontramo-nos reunidos para celebrar o 20.º Aniversário e, quem sabe, o último da freguesia de Queijas.

O seu desaparecimento, fruto de uma reforma administrativa que também não foi consensual no PSD, não deve ser visto como uma calamidade, como se o mundo dos cidadãos e cidadãs de Queijas desabasse.

Foi mais um processo do qual os cidadãos, sobretudo os que se interessam, foram arredados. Foi assim com a integração europeia, foi assim com a adesão ao euro. Os cidadãos só servem para pagar impostos.

Apesar do desaparecimento da nossa freguesia, a Câmara Municipal e o movimento IOMAF também nada fizeram, para perante a intransigência da maioria governamental, poderem propor o seu mapa autárquico. A postura do movimento IOMAF parecia uma réplica dos que a tudo dizem não. Mais tarde, o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Isaltino de Morais, já com todos os prazos esgotados acenou com uma espécie de proposta, contudo, como referimos, os prazos estavam ultrapassados.

Em Queijas não foi diferente, o movimento IOMAF acenou com uma proposta de agregação Queijas/Caxias. Demasiado tarde.

O movimento IOMAF deveria ter olhado para a Amadora, onde o partido Socialista e o PSD acertaram a fusão e agregação de freguesias na lógica do, “mais vale um pássaro na mão que dois a voar”.

Oeiras poderia ter ficado com 6 freguesias, Oeiras poderia ter desenhado não só o seu mapa de freguesias, como poderia ter escolhido os nomes das freguesias unidas, como fez a Amadora.

Este processo foi o que foi. Compete-nos torna-lo o menos doloroso possível para as populações.

Aproveitamos este 20.º aniversário para homenagear cidadãos e coletividades. Lamentamos profundamente que o movimento IOMAF tenha vetado o nome proposto pelo PSD, o do antigo Presidente da Junta de Freguesia de Queijas, António Reis Luz!

Aprovamos os nomes propostos pelo movimento IOMAF sem pestanejar. Incluindo o nome do Presidente eleito da Câmara Municipal de Oeiras DR. Isaltino de Morais. Antes de constituir o movimento IOMAF o Dr. Isaltino de Morais foi militante autarca ilustre do PSD. Pessoalmente, mesmo sabendo que as minhas palavras não agradarão a algumas pessoas do meu partido, pessoalmente tenho o maior apreço pela obra do Dr. Isaltino de Morais.

Não tenho uma visão estalinista de apagamento do passado e reconheço na pessoa de Isaltino de Morais grande visão, capacidade e liderança.

O movimento IOMAF em relação à pessoa do Sr. António Reis Luz, antigo presidente desta junta, teve uma atitude setária, indigna de quem está investido pelo voto popular.

O movimento IOMAF homenageia – e atentem bem nas minhas palavras, que são ditas em sentido figurado – o “Mija na Escada” e o “Cascalheira” não tem a humildade democrática de reconhecer os bons serviços prestados por António Reis Luz. Atitude setária e faciosa.

O movimento IOMAF deveria saber que a Cooperação e a Solidariedade são vias de dois sentidos. Como não sabe, o PSD anuncia aqui e agora que renuncia ao cargo de 1.º secretário da Mesa da Assembleia.

Estamos num período pré-eleitoral que desejamos decorra com elevação entre os candidatos. Esperamos e desejamos que aqueles que morem em Oeiras levem Oeiras a sério, que os que não sendo de Oeiras, como Sebastião José de Carvalho e Mello e Isaltino Afonso de Morais e aqueles que são de Oeiras e quem “Continuar a Fazer” não se esqueçam do ditado popular que “Santos da Casa não fazem milagres”.

Aos homenageados o apreço do PSD pelo trabalho desenvolvido, por fim, e porque sendo homenageado está ausente, Dr. Isaltino de Morais, faço votos para que a História lhe faça a justiça que a Justiça não lhe faz.

Viva Oeiras

Viva Oeiras

Disse                      

Hélder Sá

21-06-2013

publicado por luzdequeijas às 14:16
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O IMPÉRIO DO HOJE

 

(..) Mas há um outro lado da moeda deste império. Quem vive para o hoje também ignora o amanhã. Não poupa nem planta. Só desfruta. Desresponsabiliza-se da preservação dos recursos naturais e deixa o planeta aquecer. Demite-se de transmitir valores e tradições aos que nos sucedem, no pressuposto do não vale a pena. Não tem paciência nem persistência. Não é capaz de diferir remunerações nem de as emprestar ao futuro. Quer tudo para si e já. Paradoxalmente, apesar de um discurso e de uma aparente prática de valorização das crianças e dos jovens, os escravos de hoje não são verdadeiramente solidários com as novas gerações. Se o fossem agiriam diferentemente.

Temos, por isso, perante nós um enorme desafio de cultivar a solidariedade intergeracional. De reforçar uma cadeia, onde tudo se liga e na qual somos responsáveis não só pela gestão do presente mas também por continuar o passado e viabilizar o futuro. A História não começou connosco nem tão-pouco irá acabar connosco. Por isso o império do hoje é mais uma armadilha a evitar.

Rui Marques   

publicado por luzdequeijas às 14:08
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O POVO E OS "APARELHOS" PARTIDÁRIOS

Ele, POVO, sabe aquilo que os pseudo iluminados, fazedores de opinião, fingem não saber.

Conhece na sua terra o modo como aqueles que dominam as estruturas partidárias locais, fecham o partido à sociedade para se apropriarem de uma infinidade de interesses. Interesses esses que são os grandes responsáveis pela degradação da classe política. Também sabe de outros grandes interesses representados por alguns senhores do seu burgo, que ele (povo) bem conhece, em promíscua relação de cumplicidades negociais com o poder,  central, regional ou local.

Percebe, por fim, que os dois tipos de interesses que enxameiam os partidos, grandes e pequenos, degradam o regime, retirando-lhe eficácia e desta maneira arruínam o País. Percebe tudo isso melhor que a enorme multidão de iluminados que pulula nos órgãos de informação, pois percebe que castigar dois ou três arguidos, antes de condenados, de quem por vezes o POVO gosta, nunca resolverá problema algum, bem pelo contrário.

Os agentes de tanta sabedoria, em exclusividade, e pretensos tutores dum povo cada vez mais empobrecido, só não querem perceber que são exatamente os “ Aparelhos Partidários” os causadores de tudo isto! Os causadores das negociatas, da promiscuidade política e do baixo nível em que se encontra a política em Portugal. Claro que há quem se aproveite desta situação, alguns até se chegam a considerar donos da Pátria, chamando de reacionários àqueles que sentem vergonha e denunciam tudo aquilo que faz os patrões do “sistema” taparem os olhos para não ver.

Quem ousa constituir em arguidos os membros dos Aparelhos Partidários? Ninguém! Porque será? Porque será que o órgão “Aparelho” não consta dos estatutos de qualquer partido e ninguém sabe sequer os nomes dos seus membros, mas que, afinal, são eles quem tudo controla no partido, na política, nos negócios e no País? Porque será que qualquer político que a ele (aparelho) não se submeta é literalmente afastado ou constituído arguido, mesmo com o povo do seu lado? Os mansos, os dóceis, os inócuos, os corruptos que servem com desvelo o Aparelho, esses, nunca sabem o que é ser arguido! São os candidatos ideais para o aparelho, mesmo sem terem o agrado da população!

publicado por luzdequeijas às 14:02
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

OS ORGÃOS DE INFORMAÇÃO NUMA DEMOCRACIA “

Em qualquer sociedade os órgãos de informação são de uma enorme importância no aperfeiçoamento e controlo do sistema político.

Também na postura dos cidadãos perante os seus direitos e os seus deveres, logo na sua cidadania, o seu desempenho é primordial.

Mas estarão as coisas a correr de feição no nosso país, em termos informativos?

Servirão os nossos órgãos informativos, entre outras, também finalidades formativas e informativas no âmbito das suas competências?

Não estarão eles subordinados a interesses que os desviam do seu objectivo mais altruísta?

Entregues à iniciativa privada cumprirão eles os seus objectivos mais sublimes?

As respostas não são nada fáceis, bem sei!

 

“ Encontramos jornalistas muito domesticados “

“ Que apenas servem os interesses do grupo para o qual trabalham “

              

Notícias Magazine 21 Julho 2002                   

(Entrevista com José António Saraiva)

 

publicado por luzdequeijas às 19:22
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ÓNUS DA PROVA

 

Acórdão nº 8914/2006-2 de Tribunal da Relação de Lisboa, 04 de Dezembro de 2006

Magistrado Responsável: ANA PAULA BOULAROT

I Em termos de regras gerais sobre o ónus da prova, opera o preceituado no disposto no artigo 342º do C Civil: àquele que invoca um direito, cabe fazer a prova dos factos constitutivos do mesmo (nº1) e a prova dos factos extintivos do direito, compete àquele contra quem a invocação é feita (nº2).

II Se a parte não se limita a uma defesa direta, carreando para os autos factos tendencialmente extintivos do direito que a contraparte se arroga - maxime para a conclusão de inexistência de proveito comum - a referida factualidade terá de ser integrada em sede de defesa indireta, tal como dispõe o normativo inserto no artigo 342º, nº2 do C Civil.

II A regra geral do ónus da prova, supra enunciada, no caso sub juditio, teria a seguinte concretização: sobre a Autora, Apelada, impenderia a alegação e prova dos factos constitutivos do seu direito, os integradores do proveito comum do casal, nos termos do normativo inserto no artigo 1691º, nº1, alínea c) do C Civil, se quisesse obter a responsabilidade de ambos os Réus e sobre estes o ónus da alegação e prova dos factos extintivos daquele direito, nos termos do nº2 do artigo 342º do mesmo diploma.

III Integrando-se a pretensão da Autora/Apelada no preceituado no artigo l691º, nº1, alínea d) do CCivil, onde se estabelece uma presunção - (juris tantum) - do proveito comum dos Réus, as regras gerais do ónus da prova invertem-se, nesta situação, fazendo, agora, impender sobre a Ré/Apelante, o ónus da prova do contrário, ex vi do disposto no artigo 344º, nº1 do C Civil.

IV A prova do contrário destina-se a tornar certo não ser verdadeiro um facto já demonstrado formalmente, v.g., como no caso em apreço, por via de presunção legal e, esta prova, nada tem a ver com a contraprova (ou prova contrária), pois esta destina-se apenas a tornar incerto o facto visado, a criar a dúvida no espírito do julgador (um non liquet).

(APB)

Resumo do conteúdo do documento.

Fragmento

Acórdão nº 8914/2006-2 de Tribunal da Relação de Lisboa, 04 de Dezembro de 2006

ACORDAM OS JUÍZES NO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DE LISBOA I BANCO MAIS, SA, intentou ação declarativa com processo ordinário contra ANTONIO … e MARIA …, pendindo a sua condenação solidária no pagamento da quantia de € 12.331,80, acrescida de € 4.981,37, a titulo de juros vencidos, e € 199,25, a titulo de imposto de selo sobre esses juros e, ainda, os juros que se vencerem sobre a referida quantia de € 12.331,80, à taxa anual de 24,25% desde 10/12/2004 até efectivo e integral pagamento, bem como o imposto de selo (à taxa de 4%) que sobre tais juros recair, alegando para o efeito e em síntese que no exercício da sua actividade mutuou ao Réu a quantia de € 15.000 com juros à taxa nominal de 20,25%/ano, para aquisição de um veículo automóvel, nas condições constantes do contrato que junto.

publicado por luzdequeijas às 18:27
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LEGISLAÇÃO ESQUECIDA

A Lei 34/87, de 16 de Julho, está em vigor há duas dúzias de anos. Alguém conhece algum titular de cargo político que tenha sido acusado (já nem digo condenado) pela prática deste crime?

Artigo 14.º
Violação de normas de execução orçamental

O titular de cargo político a quem, por dever do seu cargo, incumba dar cumprimento a normas de execução orçamental e conscientemente as viole:
a) Contraindo encargos não permitidos por lei;
b) Autorizando pagamentos sem o visto do Tribunal de Contas legalmente exigido;
c) Autorizando ou promovendo operações de tesouraria ou alterações orçamentais proibidas por lei;
d) Utilizando dotações ou fundos secretos, com violação das regras da universalidade e especificação legalmente previstas;
será punido com prisão até um ano.

Artigo 7.º
Traição à Pátria

O titular de cargo político que, com flagrante desvio ou abuso das suas funções ou com grave violação dos inerentes deveres, ainda que por meio não violento nem de ameaça de violência, tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro, ou submeter a soberania estrangeira, o todo ou uma parte do território português, ofender ou puser em perigo a independência do País será punido com prisão de dez a quinze anos.

publicado por luzdequeijas às 18:16
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O DESEJO E A REALIDADE

Num artigo de opinião do Correio da Manhã (23-08-2012) podemos ler uma opinião do ex-ministro PS Rui Pereira referindo o empobrecimento em curso e alguns indicadores publicados ultimamente. Também a diferença entre os nossos desejos e as realidades possíveis

“ (…) Temos de reconhecer que o "processo de empobrecimento em curso" está a decorrer com celeridade, mas sem fim à vista. Por que anunciou, então, Passos Coelho (falando como líder partidário, mas pressupondo o cargo de Estado) o início do fim da crise? Decerto pretendeu insuflar otimismo num país cada vez mais deprimido e, provavelmente, já terá sido contagiado por um fenómeno característico dos pequenos grupos radicais, que acaba por atingir os partidos do "arco da governabilidade" nas horas mais difíceis – confundir os desejos com a realidade. (…)”.

Em boa verdade um primeiro-ministro que agarra num país como Portugal, na situação de bancarrota e anemicamente de rastos, pouco mais pode fazer do que tentar com “mentiras piedosas”, dar alguma esperança ao povo, enquanto isso, vai descobrindo algum dinheiro para ir pagando as volumosas e repetitivas dívidas de Portugal, daqui decorrendo a celeridade do processo de empobrecimento em curso (não só em Portugal). Não podemos porém esquecer, que os preocupantes indicadores, como seja o desemprego 15%, não está muito acima da herança deixada 12%, mesmo sem tomar em consideração a paragem que as desastrosas PPP tiveram que ter e o desemprego originado. Num país que já detinha o maior índice/km2 de autoestradas na União Europeia fizeram-se obras que levaram Portugal à calamidade que enfrentamos. Também o PIB sofreu os mesmos efeitos negativos, pois, sem uma economia produtiva a paragem das PPP e outras obras estatais, congelaram o seu crescimento, de si agravado pelas dificuldades de financiamento das pequenas e médias empresas, também sobrecarregadas com elevados impostos para que o Estado faça frente ao pagamento das dívidas deixadas! Apesar desses factos as exportações tiveram um crescimento assinalável! Do que não restam dúvidas é que teremos de enfrentar um célere empobrecimento, dada a luta que enfrentamos contra duas crises, a nossa, originada pelas políticas erradas dos últimos anos e a do mundo inteiro, que ciclicamente faz das suas!

De facto, o mundo está em crise e mudança acelerada, empobrecimento também, sendo esta uma boa altura para todos nós mudarmos de atitudes nos nossos comportamentos a todos os níveis, até na seriedade como se escrevem os artigos de opinião e, com isso, podermos ajudar os outros a compreender a realidade nua e crua e o tamanho possível para os nossos desejos.

publicado por luzdequeijas às 17:22
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O EURO CHEGOU A QUEIJAS

 

Euro nasceu a 1 de Janeiro de 1999. Nos últimos dias de 1998, assim como nos primeiros de 1999, sucederam-se diversos acontecimentos diretamente relacionados com o aparecimento da moeda única europeia. E a revelação em ECOFIN especialmente convocado para o efeito das taxas de conversão das moedas dos países da União Económica e Monetária foi o ponto alto de uma data memorável. Deste modo ficou anunciada a taxa de conversão portuguesa em 200.482.

No momento de entrada em vigor da Moeda Única era impossível deixar de recordar a evolução, ao longo de trinta anos do processo que finalmente veio a concretizar a União Económica e Monetária. Assim, entre a divulgação do documento Barre, primeiro esboço para a UEM, em 1968 e, a entrada em vigor da Moeda Única em 1 de Janeiro de 1999, muitas reuniões, relatórios, Conselhos Europeus, Sistemas Monetários etc., foram ocorrendo. 

Deste modo foram 11 os Estados-Membro da União Europeia que constituíram a primeira vaga de adesão à zona Euro e às taxas definitivas da conversão das respetivas moedas nacionais em relação ao Euro.

Principalmente na parte final de todo processo a Junta de Freguesia de Queijas foi-se desdobrando em apoio e sessões de esclarecimento, sempre com objetivo de esclarecer e ajudar a população da freguesia a ultrapassar algumas dificuldades inerentes a este complexo acontecimento.

 

publicado por luzdequeijas às 16:58
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Domingo, 2 de Novembro de 2014

A SENHORA FRANCISCA

Quem haveria de dizer que uma lavadeira de Linda-a- Pastora entraria na história da literatura portuguesa ! Pois, tal aconteceu. Foi a Senhora Francisca, lavadeira bem conhecida do lugar, que " deu a última e, ao que parece, mais correcta versão que do presente romance se tinha obtido.

Deixo, pois, notações somente das principais versões da lenda, ou seja, acrescentarei mais esta outra, que a lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro" :

 

-          Linda pastorinha, que fazeis aqui ?

Procuro o meu gado que por aí perdi.

- Tão gentil senhora a guardar o gado !

Senhor, já nascemos com este fado.

-          Por estas montanhas em tão grande p'rigo !

Diga-me, ó menina, se quer vir comigo.

Um senhor tão guapo dar tão mau conselho,

Querer que se perca o gado alheio !

-          Não tenha esse medo que o gado se perca

Por aqui passarmos uma hora de sesta.

Tal razão como essa não na ouvirei:

Já dirão meus amos que demais tardei.

-          Diga-lhe, menina, que se demorou

Co esta nuvem de água que tudo molhou.

Falarei a verdade, que mentir não sei:

A volta do gado eu me descuidei.

-          Pastorinha, escute, que oiço balar gado...

Serão as ovelhas que me têm faltado.

-          Eu lhas vou buscar já muito depressa,

Mas que me espedace por essa charneca.

 

Ai como vai grave de meias de seda !

Olhe não as rompa por essa resteva.

-          Meias e sapatos tudo romperei

Só por lhe dar gosto, minha alma, meu bem.

Ei - lo aqui vem; é todo o meu gado

-          Meu destino foi ser vosso criado.

Senhor vá-se embora não me dê mais pena,

Que há - de vir meu amo trazer-me a merenda.

-          Se vier seu amo, venha muito embora;

Diremos, menina, que cheguei agora.

Senhor, vá-se, vá-se, não me dê tormento:

Já não quero vê-lo nem por pensamento.

-          Pois adeus, ingrata Linda - a - Pastora !

Fica-te, eu me vou pela serra fora.

Venha cá, Senhor, torne atrás correndo....

Que o amor é cego, já me está rendendo.

Sentaram-se à sombra.... tudo estava ardendo...

Quando elas não querem, então estão querendo.

 

 

publicado por luzdequeijas às 21:35
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LENDAS

 

"Lugar da freguesia de Carnaxide, com ermida"
mas ainda não foram convenientemente explicados os topónimos Linda-a-Pastora e Linda - a - Velha.

As hipóteses são várias, de várias origens, mas a mais citada é a de Leite Vasconcelos que considerava Linda substantivo verbal de Lindar (em latim- limitar). Mas o facto é que a forma anterior da primeira parte dos dois topónimos era Ninha. Assim, em diplomas de 1319 há referências ao "ryo de Ninha" e à "Água de Ninha"; Nastro de 1374 lê-se: "...em lugar que chamam Ninha a Velha termo da dita cidade (de Lisboa)...) Daqui se depreende que importa explicar primeiro Ninha e depois como esta forma foi substituída por Linda. Neste último caso teria havido um prurido anti-espanhol que impôs a substituição do suposto representante do castelhano "niña" por um quase homófono vernáculo, Linda.
E a que se deve esse Ninha? Talvez o devamos ligar a "Nire", a "Penina" e a outros topónimos de origem Céltica, não esquecendo fora de Portugal, "Apeninos" (Itália) e "Pennire" (Inglaterra), todos aplicados a lugares altos ou na sua vizinhança; em Galês "neu" é: céu, tecto, telhado.
Outra versão da origem dos topónimos são as lendas que foram geradas em volta da beleza da velha e de Aninha - a – Pastora

publicado por luzdequeijas às 21:30
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

EMPRESÁRIO EM PORTUGAL

Ser empresário, ser empreendedor, criar o seu próprio emprego e outras coisas conexas está na moda em Portugal e faz parte do discurso politicamente correcto.

É normal a apresentação na comunicação social dos casos de sucesso e da procura por parte dos governantes e dos políticos em geral de empresas/ instituições que possam ser apelidada de sucesso para inclusão nos seus roteiros e nas fotografias da praxe, em especial se existirem jornalistas e televisões por perto.

Estes condimentos são ainda mais apetecíveis se os protagonistas forem jovens empresários.

Em contraponto desta “bondade” no discurso, o Estado actua com total arrogância e desconfiança de todos os empresários, mantendo um discurso irresponsável de lançar suspeitas generalizadas sobre todos, quando este não é muitas vezes um exemplo para a sociedade.

Ao Estado compete fiscalizar e ter “mão pesada” quando se verificarem infracções, mas também criar condições para o desenvolvimento desta actividade em condições de competição a nível internacional. Não basta a “empresa na hora”, a “marca na hora”, nem os outros expedientes de pequeno impacto na actividade real das empresas. A reforma da justiça, uma aposta na formação das pessoas, acelerar a reforma das finanças e da segurança social, posicionar o país no contexto internacional (em termos da logística, da especialização/ diferenciação da nossa oferta de serviços e produtos, da nossa competitividade fiscal de modo a atrair capital externo, …) e de criar infra-estruturas que permitam melhorar as condições de funcionamento do país, em suma assumir uma visão de longo prazo para Portugal.

Não considero que o Estado deva intervir na actividade empresarial, nem quero um Estado galinha mantendo uma infindável clientela, interna e externa, com todos os inconvenientes que são por demais conhecidos.

Este país para ser competitivos tem que assumir as suas dificuldades e com muito esforço e sacrifício iniciar uma nova etapa de afirmação empresarial. Sem empresas geradoras de riqueza não haverá emprego, poder de compra e uma aproximação aos padrões de vida europeus.

Ser Empresário não é um emprego, mas uma forma de vida de alto risco. Risco pela degradação da vida pessoal, risco de nunca ganhar nada, risco de perder tudo o que ganhou ao longo de anos de sacrifício, risco de ser considerado “arguido” em n situações e mais n riscos.

Se tiver o azar de cair em desgraça, ou seja, arriscar e perder, terá que enfrentar a exclusão social. Os amigos deixam de aparecer, os bancários que lhe ligavam todos os dias, mudam de passeio para não passar por si, o fisco não o larga e trata-o como ladrão e incumpridor das suas obrigações (com sorte ainda é capa de jornal ou notícia de abertura nos telejornais), os funcionários acusam-no de incompetência e podem fazer algumas barricadas à porta da empresa, se não fugir para o Brasil, terá ainda de enfrentar outras muitas consequências.

Ouvi o Sr. Presidente da República, julgo que durante a visita à Índia, a desafiar os empresários a arriscar e a lamentar a falta de cultura de risco empresarial. Alguém me sabe apontar quais as razões para Ser Empresário em Portugal e para arriscar em Portugal?

Quando vir os casos de insucesso serem tratados como processos normais de aprendizagem empresarial (o que não impede “mão pesada” por parte do Estado nos casos de prevaricação dos empresários), quando deixarem de idolatrar supostos casos de sucesso e a sociedade e o Estado entenderem que só irá crescer com um tecido empresarial competitivo (com tudo o que isso significa), teremos condições para arriscar.

Apesar destas palavras ainda considero que vale a pena Ser Empresário.

 

Publicado por Alípio Oliveira © às 22:25

 

publicado por luzdequeijas às 13:20
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PARA QUANDO O CASAMENTO?

Veredicto das Nações Unidas não deve ser conhecido "antes de 2013 ou 2014"

Portugal oficializa proposta de extensão da plataforma continental

Portugal submeteu hoje à apreciação das Nações Unidas (ONU) a sua proposta de extensão da plataforma continental que, caso seja aceite, irá estender a área sob jurisdição portuguesa até aos 3,6 milhões de quilómetros quadrados.

Portugal poderá iniciar o "armazenamento no fundo do mar de dióxido de carbono da atmosfera"

O projecto português entregue hoje em Nova Iorque, e que foi acompanhado por projectos do Brasil, Guiné-Bissau e Cabo Verde, propõe a extensão da plataforma continental para o dobro.

"A energia é um dos aspectos essenciais, não só as energias fósseis como o petróleo ou o gás, mas também os minérios e moléculas que podem ser utilizadas na indústria farmacêutica. Tudo isto são áreas que existem [no espaço marítimo nacional] embora não saibamos ainda toda a sua dimensão e todo o seu valor, apesar de sabermos que nos dias de hoje estes são sectores muito importantes"

Para nós, este processo é tão importante como foram os descobrimentos, são os descobrimentos do século XXI. Em termos ambientais, Portugal poderá iniciar o "armazenamento no fundo do mar de dióxido de carbono da atmosfera". Dado ser um "país de referência no âmbito do mar", Portugal tem "mais trabalho a fazer" depois da entrega da proposta de extensão da plataforma continental. "Temos outras vertentes a trabalhar, temos de nos organizar para fazer o aproveitamento das novas riquezas, há uma segunda etapa deste trabalho que vai requerer organização, parcerias com outros países, com empresas e com instituições. Conseguir potenciar as vantagens e os recursos deste desdobramento da Plataforma continental portuguesa seria um activo enorme para a economia nacional, desde que fosse económica e ambientalmente sustentável. A criação de riqueza, de emprego através da nova economia do mar representaria para Portugal uma espécie de 2ª plataforma de turismo que precisamos para sair da crise económica em que vegetamos. Ainda que se saiba que os investimentos na economia do mar são, pela sua natureza, caros e exigem um know-how específico nem sempre disponível. Este é um sector de que muito se fala, mas que, em rigor, pouco investimento tem beneficiado. Talvez agora, a "toque de caixa" da nova filosofia da importância das energias renováveis receba o impulso (governamental e privado) decisivo para se por alguns projectos em prática. Veremos como nascem essas parcerias em busca do novo ouro negro...

publicado por luzdequeijas às 12:54
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O NOSSO AMBIENTE

Pai

Diz-me o que fizeram ao rio,

Que já não canta.

Resvala como um barbo morto,

Sob um palmo, de espuma branca.

Pai

Que o rio já não é o rio.

Pai

Antes que chegue o verão escondei.

Tudo o que estiver vivo.

Diz-me o que fizeram ao bosque,

Que já não há árvores.

No inverno não teremos fogo,

Nem no verão lugar,

Onde resguardarmo-nos.

Pai,

Que o bosque já não é o bosque.

Pai,

Antes que tudo escureça,

Enchei de vida a despensa.

Sem lenha e sem peixes, pai,

Teremos que queimar a barca,

Lavrar o trigo entre as ruínas, pai,

E pôr a tranca na casa, e dizia você ……..

Pai,

Se não há pinheiros,

Não haverá pinhões,

Nem vermes, nem pássaros.

Pai,

Onde não há flores,

Não se dão as abelhas, nem a cera,

Nem o mel.

Pai,

Que o campo já não é o campo.

Pai,

Amanhã do céu choverá sangue,

O vento o canta chorando.

Pai

Já estão aqui ….

Monstros de carne,

Com vermes de ferro.

Pai,

Não, não tenhais medo,

E dizei que não, Que eu vos espero.

Pai,

Deixai de chorar,

Que nos declararam a GUERRA.

publicado por luzdequeijas às 12:33
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

REINVENTAR O ESTADO

 

     O Estado existe para servir os cidadãos e estes têm que se rever na capacidade positiva deste de legitimar uma relação de confiança essencial. Quando David Osborne nos fala da crescente oportunidade e necessidade de recolocar na agenda o “reinventing the government”, está claramente a colocar a tónica num dos elementos centrais da modernidade competitiva das nações.  Importa mais do que nunca reposicionar o Estado como “pivot” central da organização, monitorização e funcionamento adequado das nações e aproveitar as dimensões qualificadoras do conhecimento, inovação e competitividade como atributos capazes de fazer reganhar a  confiança estratégica do cidadão naqueles que o representam e  têm uma responsabilidade superior na garantia de patamares adequados de qualidade de vida e desenvolvimento social.

A reinvenção estratégica do Estado, enquanto “plataforma de centralidade” onde convergem as dinâmicas de qualificação dos diferentes actores sociais, ganhou hoje um paradigma que não se pode cingir às especificações operativas de mecanismos mais ou menos necessários de Governo Electrónico ou de ajustamentos organizacionais adequados a determinados posicionamentos conjunturais de orgânica  interna. Como muito bem nos elucida Samuel Hungtinton, a propósito do eventual choque de civilizações, o que está em causa é a capacidade endógena do Estado se autorreferenciar como o primeiro antes de mais e último antes de tudo centro de racionalidade  dos processos sustentados de evolução da sociedade civil. Se é importante, como Francis Fukuyama não para de reiterar, a evidência da capacidade da sociedade civil protagonizar dinâmicas de liderança nos processos de mudança, não menos verdade é que compete ao Estado modelar a dimensão estratégica dessa mudança.

    No quadro da Sociedade do Conhecimento e da Economia Global, cabe ao Estado o saber assumir de forma inequívoca uma atitude de mobilização activa e empreendedora da revolução do tecido social. Ou seja, independentemente da dinâmica de mudança assentar nos actores da sociedade civil e da sua riqueza em grande parte depender a estabilidade estratégica das acções, cabe ao Estado, no quadro duma nova coerência estratégica e duma nova base de intervenção política, monitorizar, acompanhar.   Esta cumplicidade estratégica é essencial para a garantia de padrões coerentes de desenvolvimento e equilíbrio social. Nas sábias palavras de António Paim, emérito politólogo brasileiro, só assim se garante a verdadeira dimensão  de confiança entre todos os que acreditam no futuro. 
É neste sentido que a legitimidade de actuação e sustentação estratégica se torna central. Processos de compromisso e convergência entre uma base central forte e pontos de descentralização territorial autónomos e indutores de riqueza e bem-estar social a partir da inovação e conhecimento têm que ter por base uma forte relação de cumplicidade estratégica entre todos os actores do tecido social. Um compromisso sério entre uma capacidade natural de mobilizar e empreender e ao mesmo tempo uma vontade de tornar os processos estáveis nos resultados que potenciam. A modernização do Estado assenta em larga medida na capacidade de protagonizar esse desafio de mudança de paradigma.·
Há que fazer por isso opções. Opções claras em termos operacionais no sentido de agilizar a máquina processual e através dos mecanismos da eficiência e produtividade garantirem estabilidade e confiança em todos os que sustentam o tecido social. Opções claras em torno dum modelo objectivo de compromisso entre governação qualificada central, geradora de dimensão estabilizadora e indução de riqueza territorial através da participação inovadora dos actores sociais. Opções assumidas na capacidade de projectar no futuro uma lógica de intervenção do Estado que não se cinja ao papel clássico, déjà-vu, de correção in extremis das deficiências endémicas do sistema mas saiba com inteligência criativa fazer emergir, com articulação e cooperação, mecanismos autosustentados de correcção dos desequilíbrios que vão surgindo.  
David Osborne tem razão em insistir na actualidade e pertinência da chama da reinvenção do Estado. É essencial na Sociedade moderna do Conhecimento consolidar mecanismos estratégicos que façam acreditar. Cabe ao Estado esse papel. Encerra em si uma missão única de fazer da sociedade civil uma fonte permanente de mobilização de criatividade e inovação e de estabilização de participações cívicas adequadas. A governação é hoje um  acto de promoção e qualificação da cidadania  activa. Importa ao Estado ser relevante. Importa ao Estado constituir-se como um operador de modernidade. Por isso, nunca como agora a sua reinvenção é um desafio de e para todos. A Reinvenção do Estado é em grande medida a reinvenção da Nação.

Por Francisco Jaime Quesado

publicado por luzdequeijas às 19:22
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

OS ÁRABES DOS PÂNTANOS

É preciso salvar o jardim do Paraíso

Aparece na lista de crimes ecológicos de Saddam Hussein e é tido como um dos grandes atentados ambientais de sempre, mas para Umm Ali, Abu Ali e Abu Mohammed o que o antigo ditador fez foi tentar matá-los. Arrancou-os pela raiz e fez deles estrangeiros. Porque os madan não são iraquianos. São árabes dos pântanos.

Muitos pescadores tiveram de sair, poucos puderam ficar.

 

Sai-se de Bassorá para norte, pela estrada que cruzará Nasiriyah e Amara antes de chegar a Bagdad. Atravessa-se os subúrbios extensos da segunda maior cidade do país, pobreza a perder de vista, e depois ainda Kezayzeh, no fim da estrada, um bairro com um parque infantil sem brinquedos, só terra e umas escadas que terminam no ar.

Deixa-se a estrada para Bagdad e é logo depois que o cenário muda e passa a fazer-se de palha, de terra seca deste Verão ou já do ano passado e o chão a abrir-se como a querer sugar o ar. A seguir há pedaços de água e a terra a ficar castanha e a palha que de repente é erva muito, muito verde. Canais naturais, com pequenos barcos de madeira, os mashhof, que os cruzam conduzidos por um homem com o seu remo que é um tronco. Os mashhof encontram o caminho por entre a erva alta e espessa. Palmeiras e depois já não. Quando há água, ouvem-se sapos e vêem-se búfalos e miúdos a pescar e a entrelaçar palha e outros só a tomar banho. Também há peixe, mas é pouco e é pequeno.

Estamos em Qorna, início de pântanos que há 20 anos eram sem fim. Uma das zonas húmidas com um dos ecossistemas mais ricos do planeta. Peixes, plantas, aves, insectos. Pessoas como não há iguais. Os árabes dos pântanos.

 

publicado por luzdequeijas às 21:10
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O POVO NO PODER

 

Fernando Madrinha (www.expresso.pt)

0:00 Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

A vitória esmagadora de Pedro Passos Coelho é a última e definitiva prova do fracasso de Manuela Ferreira Leite, que andou dois anos a governar o PSD contra dois terços do mesmo PSD. A tal ponto que, por vendita pessoal e política, impediu deliberadamente o partido de ter hoje no Parlamento o seu líder eleito. Mas a vitória de Passos Coelho é a derrota de muito mais gente - baronato e inteligentsia, notáveis e influentes que agora se aproximarão certamente e alguns dos quais o próprio líder terá interesse em conquistar, mas que se armaram de candidatos contra Passos e perderam em toda a linha. Paulo Rangel antes de todos, com os seus mais destacados apoiantes, de Jardim a Pacheco Pereira - pelas expectativas geradas e porque a sua candidatura foi uma espécie de trunfo escondido da anterior direcção e das elites para abater Passos Coelho. Aguiar Branco em seguida, o candidato que melhor representava o segmento genuinamente social-democrata dos tempos da fundação e que, de uma maneira ou de outra, manteve poder e influência com todas as lideranças, talvez com excepção das de Santana Lopes e Luís Filipe Menezes. A ala cavaquista, por último, que apostou nos dois candidatos perdedores.

Não se sabe o que terá o novo líder para oferecer ao país, embora um livro de campanha apresente algumas ideias que têm, pelo menos, a vantagem de estabelecer diferenças programáticas e de concepção do Estado relativamente ao PS. Mas as promessas eleitorais, nos partidos e no país, há muito que se tornaram promessas vãs, e por isso é melhor esperar para ver. Tanto quanto é possível avaliar, o PSD limitou-se a escolher o anti-Sócrates mais parecido com Sócrates na imagem, na arte da comunicação e na obediência ao pragmatismo, por lhe parecer que esse é o caminho mais rápido para o poder. Em cada lei para a aplicação do PEC se perceberá o que, de facto, distingue a nova oposição.

Mas a eleição de Passos Coelho com tão peremptória votação representa uma mudança de perfil do próprio PSD. Na sequência de um processo iniciado por Santana e continuado por Menezes, assistimos à definitiva vitória do 'aparelho' sobre a velha 'classe dominante'. No plano dos equilíbrios sociais, tornou-se mais PPD, isto é, mais popular, ao mesmo tempo que deu uma guinada à direita, com as propostas liberais que aí estão, tornando-se menos social-democrata. Dir-se-ia que a 'luta de classes' em que o partido viveu desde a fundação se resolveu em desfavor daquela que quase sempre o orientou. Santana e Menezes tentaram, mas foi Passos Coelho quem levou ao poder o povo do PPD/PSD.

 

publicado por luzdequeijas às 20:56
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PRINCÍPIO DA CONFIANÇA

princípio da confiança funda-se na premissa de que todos devem esperar que as outras pessoas sejam responsáveis e atuem de acordo com as normas da sociedade, visando evitar danos a terceiros. Mas, no MUNDO ATUAL há danos imprevisíveis aos montes, ninguém tem a garantia de nada! A competitividade é arrasadora.

Porém, como e quando aplicar este PRINCÍPIO num processo longo e cheio de traições já feitas, como as reformas?

E não é quebra de confiança que os que estão hoje a trabalhar nunca venham a ter uma pensão como os que já a têm, para que estes possam manter os seus privilégios intocados? E não é injusto que quem se reforma hoje tenha mais do que quem se reforma amanhã nas mesmas circunstâncias? Justo era cada um descontar para si próprio e receber em função disso. Já que os nossos brilhantes ex-governantes escolheram outro modelo (assente certamente na ideia de que Portugal teria, naturalmente, uns 40 milhões de habitantes por esta altura), em que quem trabalha paga as pensões de quem está reformado, então recalculem-se todos os anos as pensões a pagar de acordo com a riqueza existente no nosso país, ou seja, umas vezes para mais e outras para menos. Isto é enfrentar a realidade e não abuso de confiança. Ou os “Funcionários Públicos” têm tratamento diferente dos outros trabalhadores. Regalias já eles têm demais: Férias, horários, não despedimentos, cuidados de saúde e ritmos de trabalho sem sujeição à produção. O país e a nossa economia não suportam mais despesa pública! CHEGA MEUS SENHORES JUÍZES. A haver qualquer princípio na nossa Constituição, então, que seja para todos os portugueses. O PRINCÍPIO DA CONFIANÇA não se pode transformar em “DISCRIMINAÇÃO”,

publicado por luzdequeijas às 16:50
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A BICHARADA E OS POLEIROS

Qualidade do habitat, movimento e recursos alimentares melhorados

 Os animais podem ser atraídos pelas estradas por uma variedade de razões, mas a maioria está relacionada com o habitat, facilidade de movimento e recursos alimentares (Forman é al., 2003). Um exemplo de melhoria do habitat nestes corredores de transporte é a quantidade de poleiros existentes para as aves que se alimentam na berma da estrada. Num estudo realizado

por Meunier et al. (2000), as aves de rapina utilizaram mais as bermas das estradas do que o habitat adjacente, não pela abundância de presas mas pela maior disponibilidade de poleiros e bermas de estrada largas. Outro estudo demonstrou que os corvos (Corvus corax) eram mais numerosos ao longo das estradas pavimentadas do que longe destas, pela mesma razão (Knight e

Kawashima, 1993).

publicado por luzdequeijas às 16:44
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TRIGONOMETRIA AMOROSA


Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos romboides, boca trapezoide,
Corpo ortogonal, seios esferoides.

Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.

"Quem és tu?" Indagou ele
Com ânsia radical.

"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."


E falando descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A almas irmãs
Primos-entre-si.

E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.

Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar,
Uma Perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.

Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos
Viciosos.
Ofereceu, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo,
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
Chamado amoroso.
E desse problema, ela era a fração
Mais ordinária.

Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade.
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
Autor desconhecido, mas admirável.

publicado por luzdequeijas às 16:37
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2014

CREDIBILIDADE DO SISTEMA

 

OS PARTIDOS políticos e a Assembleia da República são as instituições em que os portugueses menos confiam, ainda menos do que nas seguradoras, revela um estudo sobre a imagem dos serviços públicos encomendado pelo Ministério da Reforma do Estado.

Dados que o Ministério de Alberto Martins interpreta como “ preocupante do ponto de vista da qualidade da democracia”. E novos “ motivos de preocupação com a saúde do sistema político “ são encontrados quando se avalia o nível de identificação com os partidos: “ Para 53,7 % dos inquiridos não há nenhum partido político do qual cada um se sinta próximo “ . Nesta sondagem realizada pelo Centro de Sondagens da Católica ainda se conclui que as Forças Armadas, a comunicação social e a banca são, em contra partida, as instituições que mais merecem a confiança dos inquiridos “ .                      

Expresso 05 Outubro 2001

publicado por luzdequeijas às 23:14
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SEDUTOR SEDUZIDO

Um terçolho no olho

Um dia, o diabo acordou com um enorme terçolho - pela primeira vez, desde há muitos anos, uma bela jovem ia casar virgem.

Inquieto, despachou para a Terra o maior sedutor que pelo inferno ardia. D.Juan, com o seu fiel criado, com a missão urgente de seduzir a donzela, sem o que não conseguiria curar a mazela.

Começa assim a brilhante comédia que Ingmar Bergman filmou sobre a Suécia um tanto libertina dos anos setenta e a que deu o título em epígrafe.

E a história prossegue com D. Juan utilizando mil ardis, a que a casta jovem vai resistindo, cada vez menos.

Sentindo o perigo, os Céus enviam um sábio que convence D. Juan de que a noiva terá um belo dote, na condição de se manter casta até à noite de núpcias.

A história termina com o sedutor seduzido, a vencer o noivo no coração da jovem, a qual acaba por casar donzela, e o terçolho transforma-se em incómodo, permanente, no olho do Diabo.

 

publicado por luzdequeijas às 18:57
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TERÇOLHO, TERÇOLHO …

Não resisti em partilhar algumas mezinhas,é hilariante!

Muitas são as mezinhas antigas que, às vezes, podem funcionar:

- Aquecer azeite virgem numa colher de sopa sobre uma vela, untar uma aliança de casamento no azeite quente e esfregar sobre o terçolho. (isto é capaz de funcionar mas é por causa do calor)
- Esfregar o dedo muitas vezes na palma da outra mão e quando estiver bem quente, passar o braço por de trás da cabeça e colocar o dedo no olho doente (esta é à contorcionista). (e espetar o dedo no olho ajuda a passar o terçolho, como exatamente...?)
- "Terçolho,terçolho vai para aquele olho." (ah eu fazia isto quando era pequeno, mas sem o anel e a água benta)
- Por último invocar Santa Luzia, a santa protetora dos olhos, com poderes para preservá-los e curá-los de todas as moléstias, inclusive a pior delas, que é a cegueira. Então inclui também o terçolho reza-se uma oração e espera-se que passe. (tb se pode esperar que passe naturalmente, que o resultado é o mesmo)
Muito elucidativas estas mezinhas... Não faltava criatividade nestes tempos...

Causas do terçolho:

Também pode ser um germe chamado bactéria a causar um terçolho.

Sinais e sintomas:

  1. O topo ou a base da pálpebra pode estar quente, vermelho, inchado e magoado.
  2. Pode ter uma sensação arenosa no olho. Ou, os seus olhos podem produzir mais lágrimas que o normal.
  3. Pode aparecer uma cabeça de pus branca ou amarela na pálpebra, alguns dias após o terçolho se formar

Espero ter ajudado. Não sou da área de saúde, mas quero ajudar, com algum humor!

publicado por luzdequeijas às 17:40
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QUE PAÍS TEMOS HOJE?

4 Anos de promessas não cumpridas

11 de Março de 2009

 Oportunidades perdidas

Começo por uma brevíssima revisão ao desempenho económico do Governo fazendo uma análise a 2 tempos, que não podem nunca ser confundidos. O desempenho do Governo antes e após a crise.

Com este Governo Portugal, perdeu duas oportunidades ímpares:

Primeiro e até 2008 pelas más opções políticas;

Agora, após a crise, governando sem rumo ao sabor das pressões mediáticas e desprezando sistematicamente os contributos bem-intencionados de muitos.

Em nome da verdade, relembro hoje, aqui, as promessas do então candidato a Primeiro-Ministro, José Sócrates.

  • 3% De crescimento para a Economia Portuguesa……
  • E a criação de 150 mil novos empregos…

E quanto à Política Fiscal basta-nos recordar aquelas frases perentórias do Primeiro-Ministro: “

Não vamos aumentar os impostos”.

Foi assim, foi com estas promessas que José Sócrates ganhou as Eleições!

Só que a política começa por ser um exercício de compromisso público e por isso, não é indiferente o que se promete quando se quer ganhar e o uso que se faz do poder depois ele ser confiado.

…A Realidade Nua e Crua é esta:

O crescimento médio da Economia Portuguesa neste período, foi de 0,68 % o que equivale a Um Quinto dos prometidos 3%;

E se compararmos com a média europeia, no período sem crise, verificamos um crescimento que é duas vezes superior ao de Portugal (2,63 contra 1,4).

É inequívoco que antes da crise, e como provam os números, o Governo não soube concretizar uma política económica adequada à realidade do tecido empresarial.

A atitude e obsessão foram sempre as mesmas:

A sobranceria com que menosprezou as propostas do PSD;

E a megalomania dos anúncios acompanhado por um discurso totalmente irrealista, chegando ao ponto de decretar o fim da crise!

Estes erros; esta forma de governar, representa enormes custos para o País:

  • As muitas falências, quiçá, evitáveis, algumas decorrentes do incumprimento do próprio Estado;
  • E a oportunidade desperdiçada de mudar Portugal;

… E quanto a postos de trabalho a evidência Dói!

Em vez de 150 mil novos empregos há hoje mais 78 mil desempregados.

São 53 novos desempregados em cada dia que passa!

E de 2004 para cá os desempregados licenciados não param de aumentar, são hoje cerca de 70.000!

Será este o resultado do Choque Tecnológico?

Que palavra? Que esperança? Tem o Primeiro-Ministro a dar a estes Portugueses …?

Este Governo custou caro ao País:

Custou-nos um acréscimo de 700 euros só em impostos;

Custou-nos uma redução drástica do poder de compra aumentando a nossa divergência com os países europeus.

E custou-nos um agravamento do endividamento externo que equivale hoje a 100% do PIB.

Este número é especialmente preocupante porque está ainda longe de refletir a totalidade dos encargos assumidos pelo Estado, seja por via da postecipação da despesa seja por antecipação de receitas.

Este Governo desequilibrou o DEVE e HAVER inter-geracional e com isso comprometeu as opções futuras daqueles que nos sucederem.

Chega de desculpas. Que não se alegue a crise Financeira Internacional, que não se iludam mais os Portugueses com bodes expiatórios, porque a crise económica é Socialista antes de ser conjuntural.

Os Portugueses questionam-se:

É possível fazer melhor?

Nós dizemos sim, É possível!

No que à economia diz respeito bastava o Governo seguir algumas das propostas do PSD dirigidas ao Primeiro-Ministro, com impacto económico, evidente, como por exemplo:

  • O pagamento das dívidas aos Fornecedores;
  • A justíssima conta corrente entre o Estado e as Empresas;
  • E a reabilitação urbana.

Mas o Governo insiste em Mega Investimentos de racionalidade incompreensível.

É um Governo que confunde gastos, com investimento:

Investe na 3 ª ligação, em auto-estrada, Lisboa Porto e ao mesmo tempo, abdica de investimentos que podiam contribuir para um País mais competitivo, mais equilibrado e mais justo.

Este Governo criou um equívoco económico que importa desfazer porque confunde crescimento e emprego passageiro, com desenvolvimento sustentável.

Que País temos hoje?

Um País desertificado e mal cuidado!

O Governo; ignorou o valor da agricultura em termos sociais e ambientais; permitiu a ruína do nosso Património histórico e cultural. 

3) Que assiste impassível à destruição diária de valor económico nas cidades, sem nada fazer.

Isto significa que o Governo ignora o valor intrínseco do território, esse sim, verdadeira fonte de competitividade e desenvolvimento.

Este Governo prejudicou o País porque perdeu oportunidades, pediu sacrifícios aos cidadãos em nome de políticas que não produziram qualquer efeito.

O Primeiro-Ministro ilude-se e ilude os portugueses. Enquanto isso as oportunidades passam e o tempo não se recupera, Nunca.

Obrigada.

Maria do Rosário Águas

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:44
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EU, ROBÔ

Asimov, na sua ficção "I, Robot" (Eu, Robô), de 1950. Neste mesmo livro, Asimov criou leis, que segundo ele, regeriam os robôs no futuro: Leis da robótica:

  1. Um robô não pode fazer mal a um ser humano e nem, por omissão, permitir que algum mal lhe aconteça.
  2. Um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, exceto quando estas contrariarem a Primeira lei.
  3. Um robô deve proteger a sua integridade física, desde que,com isto, não contrarie a Primeira e a Segunda leis.

A ideia de se construir robôs começou a tomar força no início do século XX com a necessidade de aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos produtos. É nesta época que o robô industrial encontrou suas primeiras aplicações, o pai da robótica industrial foi George Devol. Devido aos inúmeros recursos que os sistemas de microcomputadores nos oferecem, a robótica atravessa uma época de contínuo crescimento que permitirá, em um curto espaço de tempo, o desenvolvimento de robôs inteligentes fazendo assim a ficção do homem antigo se tornar a realidade do homem atual.

publicado por luzdequeijas às 16:29
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LIBERDADE DE PENSAMENTO

A característica essêncial da Revolução Industrial é que antes dela o progresso económico era sempre lento (levavam séculos para que a renda per capita aumentasse sensivelmente), e depois a renda per capita e a população começaram a crescer de forma acelerada nunca antes vista na história da humanidade. A partir do aparecimento da máquina, fala-se numa primeira, numa segunda e até terceira e quarta Revoluções Industriais. Porém, se concebermos a industrialização como um processo, seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor no século XVIII), num segundo momento (energia eléctrica no século XIX) e num terceiro e quarto momentos, representados prospectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do sector de comunicações ao longo dos séculos XX e XXI.

Até ao avanço da informática, os homens já se reuniam e discutiam as suas ideias em grupos fechados. Com o avanço da informática foi-se dando um aumento considerável do número de internautas e, na década de 90 surge a Web idealizada por Tim Bernerse-Lee, para troca de arquivos, entre amigos. Tudo principiado pela troca de e-mails ou seja, o correio eletrónico servido por endereços eletrónicos.

Hoje, a internet faz parte da maioria da população mundial ou seja, por virtude das redes sociais na internet! Esta evolução continua a prosseguir de diversas formas, agora já não de grupos de amigos mas entre gente que navega por prazer da descoberta e do conhecimento, sem se conhecer. Por exemplo, no mundo da blogosfera. A imprensa escrita começa a correr perigo, devido às transferências de leitores para este vastíssimo campo de informação de qualidade e diversidade. O mundo dos internautas pode recorrer a informações de muitíssimas fontes e a fazer o seu próprio julgamento. Este mundo pode propiciar avanços muito importantes na política e na economia social, também na democracia se, entretanto, as “redes politicas” não atrofiarem, com pressões ilegítimas, sobre a vida privada ou profissional desses internautas, que trabalham por amor à cultura e à investigação social. Queira Deus, que não forcem as “redes sociais” a temer seja o que for, utilizando a Lei da Rolha de modo a refrear os pensamentos legítimos e tão úteis na descoberta das soluções necessárias, para que a humanidade ultrapasse as grandes dificuldades que são de esperar no século em que vivemos. Só a liberdade de pensamento pode trazer à humanidade descobertas úteis para uma vivência digna de toda a gente tão amedrontada com este início de século.

publicado por luzdequeijas às 16:23
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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

OS FUNDOS QREN

OS DADOS NÃO MENTEM, AFIRMA ANTÓNIO COSTA

Outubro 25, 2014

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa provou hoje, 25 de outubro, em conferência de imprensa, o atraso do Governo na execução dos fundos comunitários, apresentando diversos quadros de documentos oficiais que corroboram o que afirma. Sobretudo o relatório do Orçamento do Estado para 2015 demonstra que há uma redução superior a 30 por cento nas previsões do executivo e “uma contração muito significativa na nossa economia”, salientou. 

NOTA: Os dados de facto não mentem, podem é estar a ser politizados no mau sentido!

“É dinheiro que vamos injetar na economia e no país, ao longo dos meses que permanecem até ao final de 2015 sendo a nossa convicção de que o país não irá devolver um único euro a Bruxelas”, afirmou Miguel Poiares Maduro no final do Conselho de Ministros onde foram aprovados os regulamentos dos programas do novo quadro de fundos comunitários (Portugal 2020)”.

A Europa começou tímida a alimentar o seu "bom aluno", sendo o primeiro Quadro Comunitário de Apoio (QCA I, que decorreu entre 1989 e 1993) aquele em que Portugal menos recebeu dinheiro por ano: "apenas" 2,9 mil milhões. Por oposição, foi no QCA III (entre 2000 e 2006) que o País recebeu mais fundos estruturais (4,27 mil milhões/ano).

Sobre o anterior quadro (QREN), que continua em funcionamento até ao final de 2015, adiantou que tem uma taxa de execução de 82%, “a melhor taxa de execução da União Europeia”, o que dá mais razões “para estar confortáveis” com a convicção de que será possível “executar plenamente todos os fundos”.

Os fundos foram bem aproveitados?" Para os especialistas não há uma resposta de "sim" ou "não". Se não têm dúvidas de que Portugal evoluiu, também são imediatos a admitir erros na gestão dos fundos.

Há que reconhecer alguns erros cometidos, nomeadamente na aposta excessiva em infraestruturas, principalmente as rodoviárias". Ao nível de aproveitamento dos fundos "nem sempre foram definidas as melhores prioridades, houve um investimento não reprodutivo, muitas vezes porque era preciso cumprir prazos ou, pior: ir ao encontro de expectativas eleitorais."Parece ter havido "desperdício e falta de controlo na aplicação dos fundos". Devia-se ter investido mais nos sectores reprodutivos e não na política do betão. Temos uma rede rodoviária excessiva."

O dinheiro europeu ajudou a construir mais de três mil quilómetros de estrada. Não houve uma visão global de aproveitamento dos fundos. Portugal melhorou, nos primeiros 25 anos de integração europeia, em quase todos os indicadores sociais, com uma nuance: nem sempre se aproximou do nível europeu e em alguns casos até se afastou

Portugal falhou assim, de certa forma, o objetivo de convergir com a média europeia e também não conseguiu deixar de ser um país de assimetrias. Entre ricos e pobres. Entre o litoral e o interior. Entre os centros urbanos e o resto do País. Mas a partir de 1999, os fundos fizeram o caminho contrário da população: começaram a afastar-se da região de Lisboa e Vale do Tejo.

Chegámos ao atual quadro de apoio, o QREN, e a cada três euros que a Europa envia para Portugal, dois vão para o Norte e Centro do País. E, se por um lado, isto significa que os fundos estão a ser direcionados para as regiões mais necessitadas, também é sinal de que estas continuam a ser mais pobres do que a média da UE.

A região de Lisboa altamente beneficiada, ainda agora, se considera incapaz de resolver o problema das cheias! A Grande Lisboa e a Península de Setúbal, “não conseguiram deixar de ser um país de assimetrias. Entre ricos e pobres. Entre o litoral e o interior. Entre os centros urbanos e o resto do País.

A capital permanece cheia de prédios demolidos, muitos outros a precisarem de o ser e na generalidade, temos o mau estado dos edifícios e limpeza, em nada esta realidade, aconselha o voto num Presidente de Câmara tão contestatário.

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:01
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

JÁ CHEGA

Já chega: PSD não pode aceitar novo aumento de impostos

 
 

O Governo já começou a acenar com novo pacote de austeridade, com um novo PEC. É normal: olhando para a execução de janeiro, descobrimos que a despesa subiu. Subiu, meus amigos. Subiu. A receita fiscal aumentou 15% (com o nosso dinheiro), mas a despesa do Estado não começou a cair. É o costume nesta terra de Deus: a sociedade, as famílias, as empresas apertam o cinto, enquanto o Estado continua na sua vidinha de Paxá. A diminuição de um défice através de 15% de aumento de impostos e sem diminuição de despesa não é consolidação orçamental: é saque fiscal. E eu, se não se importam, estou um bocadinho farto de ser escravo fiscal. Isto, meus amigos, está mesmo a pedir um Spartacus.

Bom, eu sei que este PSD não é Spartacus. Não é Sá Carneiro quem quer. Mas, apesar disso, eu sei outra coisa: o PSD não pode aceitar novo aumento de impostos. A consolidação orçamental tem de ser feita pelo lado da despesa do Estado e não pelo lado da receita. O PSD tem de fazer as perguntas que interessam ( é verdade que muitos ministros nem sequer controlam entidades que estão dentro da sua tutela? ; Teixeira dos Santos tem ou não vontade política para berrar no ouvido de toda a burocracia estatal? ), e, no final, deve dizer que não aprova mais impostos. Acabou. Já chega. Isto não é da Joana. O Governo deve atacar de frente as centenas e centenas de entidades que estão a mais no Orçamento do Estado . O Governo tem de separar o trigo do joio: por amor de deus, nós alimentamos 600 fundações de caráter duvidoso, e depois não temos dinheiro para pagar aos inspetores da PJ.

Se o Governo não fizer isto, se o Governo continuar no caminho do saque fiscal, então deve cair. E os teóricos da estabilidade podem meter a viola no saco, porque essa conversa já não colhe. A argumentação da estabilidade tinha algum cabimento em novembro, mas, agora, já não tem fundamento. Porquê? Porque os juros continuaram a aumentar. Paul Rawkins (director sénior da Fitch; "Diário Económico", 27 de dezembro, 2010) explica porquê: a realização de eleições é secundário; o que interessa é a execução orçamental.

Moral da estória: este Governo deve cair se voltar a pedir mais impostos. Este Governo deve ficar no sítio se cumprir as metas orçamentais através da despesa, mesmo que isso implique o pedido de ajuda externa. Ou seja, o fator que determina o sucesso deste Governo não é a forma (com ou sem ajuda externa?) mas a substância (reduzir a despesa do Estado; reestruturar o Estado). Mas isso já é outra conversa.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ja-chega-psd-nao-pode-aceitar-novo-aumento-de-impostos=f635080#ixzz3H4SjBrYO

publicado por luzdequeijas às 15:02
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PRIORADO DO SIÃO

De acordo com as divulgações de Pierre Plantard, recolhidas pelos autores anglo-saxónicos Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh e publicadas na sua obra “O Sangue de Cristo e o Santo Graal (Londres, 1982), o Priorado de Sião teria sido uma sociedade secreta fundada em 1099 que jurara proteger um segredo acerca do Santo Graal, entendido por estes autores como uma hipotética descendência humana de Jesus Cristo.

A sua história

O Priorado de Sião foi declarado legalmente como uma associação francesa a 20 de Julho de 1956. O pedido de autorização de constituição foi efectuado a 7 de Maio de 1956, na Sub-Prefeitura de Polícia de Saint-Julien-en-Genevois (Alta Sabóia), mediante uma carta assinada pelos quatro fundadores: Pierre Plantard, André Bonhomme, Jean Deleaval e Armand Defago. A sede social estava estabelecida na casa de Plantard, em Sous-Cassan, Annemasse, na Alta Sabóia. O texto de constituição, conforme consta no Journal Officiel, número 167, segundo Pierre Jarnac, é o seguinte: "25 juin 1956. Déclaration à la sous-préfecture de Saint-Julien-en-Genevois. Prieuré de Sion. But: études et entr'aide des membres. Siège social: Sous-Cassan, Annemasse (Haute-Savoie) ".

O objeto da sociedade era:ou seja, "A constituição de uma ordem católica, destinada a restituir numa forma moderna, conservando o seu carácter tradicionalista, o antigo cavaleiro, que foi, pela sua ação, a promotora de um ideal altamente moralizante e elemento de um melhoramento constante das regras de vida da personalidade humana".

publicado por luzdequeijas às 14:50
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REFORMAS PROFUNDAS

O presidente da Câmara do Porto defendeu hoje a necessidade de reformas profundas no atual regime político, considerando que a situação "é de tal forma grave" que uma mudança de Governo já não basta.

"Se houvesse eleições antecipadas, não haveria uma mudança de regime, mas uma mudança no Governo. Isto é de tal forma grave que uma simples troca de Governo é insuficiente", defendeu Rui Rio.

O autarca respondia aos jornalistas na apresentação dos "Grandes Debates do Regime", que o município organiza a partir de dia 31.

A iniciativa pretende ser "uma reflexão sobre o estado do regime nos últimos 40 anos" e não sobre "o estado do país por causa da atuação do Governo", pelo que terá um impacto menor "se tudo se precipitar no curto prazo" e se realizarem eleições antecipadas.

"Se não se precipitarem, acredito que estes debates possam influenciar os diversos partidos para se entenderem quanto à necessidade de fazer reformas profundas", explicou.

Sem "reformas profundas, o regime irá à falência de uma forma que ninguém consegue adivinhar", avisou.

RUI RIO

publicado por luzdequeijas às 13:00
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OS PARTIDOS E OS INTERESSES

Os partidos são pressionados por dois tipos de interesses perfeitamente distintos. De um lado, os pequenos interesses, representados por aqueles que dominam as suas estruturas locais e as fecham à sociedade e, do outro, os grandes interesses representados pelos que dependem dos seus negócios com o poder, seja ele central, regional ou local.

Os primeiros são os principais responsáveis pela degradação da qualidade da classe política. Os segundos, por decisões, cujo principal pressuposto não é o interesse público, mas sim um outro, normalmente antagónico.

Um e outro degradam o regime, retiram-lhe eficácia e prejudicam sobremaneira o país.

Rui Rio

publicado por luzdequeijas às 12:51
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CANDIDATOS A NÍVEL LOCAL

EXMA. SENHORA

PRESIDENTE DA

COMISSÃO POLÍTICA DISTRITAL

3 De Setembro de 2001

NOMEAÇÃO DE CANDIDATOS

Mais, as próprias escolhais dos candidatos às Freguesias de … e de … foram cirúrgicas: trata-se em ambos os casos, de pessoas que nos últimos anos mais não têm feito do que hostilizar o Presidente da Câmara Municipal.

Não posso, por isso, deixar de tecer as seguintes considerações e afirmar a minha posição sobre o assunto.

Já quanto às freguesias de … e de … as razões são diferentes Em meu parecer, os dois Presidentes devem continuar, porque deram sobejas provas de realização de um bom trabalho de defesa, dos interesses dos cidadãos, de dignificação do partido e de um excelente relacionamento com a Câmara.

Tive oportunidade de expressar a minha opinião quanto ao primeiro candidato escolhido, o Sr. … e que já foi afastado. Mas também ao segundo, o Sr. … não tem perfil adequado, nem sequer reside na freguesia Ora, tratando-se de uma Freguesia onde toda a gente se conhece, é imperioso que o candidato resida na Freguesia.

Estou seguro que, todos os candidatos avançados para esta Freguesia têm a chancela da D. Mariagrossa: que mais não pretende que colocar em Presidentes de Junta candidatos virtuais, ausentes da Freguesia, e que lhe deixarão o campo aberto para a sua actividade manipuladora, actividade que, obviamente, rejeito.

O Presidente da Câmara

 

publicado por luzdequeijas às 12:45
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

OS TESOUROS DO IRAQUE

Infelizmente, poucos turistas ficam a conhecer os tesouros arqueológicos do Iraque, como o antigo reino de Hatra, também conhecido por “Cidade do Sol”. Esse lugar feito de pedra cor-de-mel, está localizado no deserto a noroeste do Iraque. Foi governado por reis árabes cristãos durante a vigência da rota da seda, antiga ligação entre o Ocidente e o Oriente. Hoje, as muralhas carregam lembranças do ainda governante do país, o presidente Saddam Hussein. As suas iniciais estão marcadas em milhares de pedras usadas na reconstrução da cidade. O Iraque está repleto de tesouros históricos da era mesopotâmica até ao nascimento do islamismo. Entre eles, há as mesquitas douradas da Najaf e Karbala e os palácios de Bagdad e Samarra. O início de Hatra é obscuro. Segundo o governo iraquiano, a cidade foi fundada em meados do século 2 a.C. Os iranianos afirmam que ela nasceu no século 3 d.C. Hatra era a ligação entre cidades árabes como, Palmyra na Síria, Petra na Jordânia e Baalbek no Líbano. Esta cidadela fica a 354 quilómetros de Bagdad e apresenta uma miscelânea das culturas orientais e ocidentais. A arquitectura possui influências gregas, romanas e persas. Há inscrições nas paredes em aramaico, língua usada por Jesus. No centro da cidade, há uma complexa estrutura onde estão os principais templos. Os maiores são os de Shamash (o Deus do Sol), construído por Sanatruq 1.º, e o de Shahiro (Estrela da Manhã ou Vénus), um dos Deuses de Hatra. O complexo é rodeado por um muro interno de três quilómetros, defendido por outro muro maior com 171 torres de vigília. Os altos portões arqueados dos templos, possuem imagens de cabeças humanas. O mármore branco ainda é visível. A cidade possui quatro entradas, as quais correspondem aos pontos cardeais. Algumas paredes são decoradas com desenhos de águias, camelos e peixes. As antigas caravanas que cruzavam a Mesopotâmia buscavam em Hatra água, diversão e negócios. Casas de banho e armazéns ladeiam a parede sul, onde comerciantes trocavam informações, temperos, tapetes e seda. No templo de al-Saqaya (purificação), acontecia o banho dos mortos.

publicado por luzdequeijas às 20:04
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OS NOSSOS LEGÍTIMOS REPRESENTANTES

Confesso que tenho uma relação esquisita com a democracia. De um lado, não admito nenhum outro tipo de regime. Sou um democrata radical. De outro lado olho para os políticos eleitos por nós, empoleirados em Lisboa, ou esparramados nos prédios públicos do país, e sinto-me constrangido e mal representado. Eis o esquisito dessa relação: sou um cidadão e aquelas figuras públicas são os meus legítimos representantes. E, no entanto, nutro por eles, quase sempre, um sentimento que intercala desprezo e repúdio, raiva e indiferença, asco e desconfiança.

Vivemos longos anos sob os coturnos de uma ditadura. Naquela época, olhávamos para Lisboa, e tínhamos vontade de chorar. Mas tínhamos um alibi: a maioria daquelas figuras estava lá contra a nossa vontade. Às portas de novas eleições legislativas, após a redemocratização, boa parte da sociedade portuguesa contínua com um gosto azedo na boca ao olhar para os políticos. Só que agora não temos mais consolo: fomos nós que os pusemos lá. Somos corresponsáveis pelas bandalheiras pela falta de caráter e de vergonha, pelas patetices e mesquinharias que eles, perpetram. Vários desses elementos, que na época da ditadura deplorávamos por nos terem sido impostos, agora estão lá porque nós votámos neles!

Todavia, a angústia de nunca ter em quem votar  reforça em muitos de nós a ideia, de que a democracia é de facto o pior dos regimes – mesmo com a exceção de todos os outros.

publicado por luzdequeijas às 18:45
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DESERTO DO SAARA

História 

Vídeo mostrando o deserto do Saara e o Medio Oriente a partir da Estação Espacial Internacional (ISS)

Os seres humanos vivem na extremidade do deserto há quase 500 mil anos. Durante a última glaciação, o deserto do Saara foi mais húmido (como o Leste africano) do que é agora, e já possuiu densas florestas tropicais. Seu clima era tão diferente que recentes estudos revelaram que o Rio Nilo corria antigamente para o Oceano Atlântico em vez de desaguar no mar mediterrâneo de poucos graus no eixo de rotação terrestre causou, há cerca de 10 mil anos, uma grande transformação climática gerando o Saara. Essa alteração, segundo alguns cientistas, gerou as condições necessárias à formação da civilização egípcia quando obrigou pessoas que já haviam desenvolvido formas de vida sedentárias (agricultura e pastoreio) e tradições históricas (civilização) a se deslocarem para o leito atual do Rio Nilo.

O deserto é rico em história, e diversos fósseis de dinossauros e outros animais bem como resquícios de diversas civilizações já foram encontrados ali. O Saara moderno geralmente é isento de vegetação, exceto no vale do Nilo, em poucos oásis, e em algumas montanhas nelas dispersas. O nome Saara é uma transliteração da palavra árabe, que por sua vez é a tradução da palavra tuaregue  (deserto).O deserto do Saara compreende parte dos seguintes países e territórios:

Argelia,Chade, Egito, Mali, Mauritânia, Marrocos, Níger, Saara Ocidental, Sudão e Tunísia.

 

publicado por luzdequeijas às 14:24
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NINGUÉM ACREDITA EM BRUXAS …. MAS

 

O professor que tinha ficado colocado em 75 escolas desta vez arrebatou 95 horários

GRAÇA BARBOSA RIBEIRO 

21/10/2014 - 02:33

Rui, que foi notícia por ter ficado colocado simultaneamente em 75 escolas, bateu esta segunda-feira o recorde. Até ao fim do dia recebeu 95 mensagens do Ministério da Educação a oferecer-lhe horários. Até que consiga recusá-los, ninguém entra para o seu lugar e os alunos continuam sem professor.

NOUTRO JORNAL

22.10.2014  00:30

Professor colocado em 95 escolas

Só este engano deixa mais de dois mil alunos à espera. Diretores desesperam.

Por Bernardo Esteves

NOUTRO JORNAL …

O professor que tinha ficado colocado em 75 escolas desta ...

www.publico.pt/.../o-professor-que-tinha-ficado-em-colocado-em-75-escolas...há 2 dias - Até ao fim do dia recebeu 95 mensagens do Ministério da Educação a oferecer-lhe horários. ... Rui, que foi notícia por ter ficado colocado simultaneamente em 75 escolas, bateu... Para sensacionalismos já nos basta o CM.

NOTA: Qualquer pessoa que compra o jornal, diariamente, tem o direito de ficar absolutamente indignado com este tipo de informação que se repete há anos ….

Principalmente quando lê nos mesmos ou noutros jornais notícias deste outro teor:

MARQUÊS DE POMBAL _ O “diploma de 6 de maio de 1772, do Marquês de Pombal, mandou abrir e pôr em funcionamento cerca de 500 escolas, em cidades e vilas, entregues a professores que seriam devidamente examinados”. Tudo isto sem qualquer (BCE)!

Seria de loucura pensar que esta Bolsa de Contratação de Escolas (BCE) utilizada pelo Ministério da Educação, consegue há muitos anos fazer erros deste e doutros tipos, lamentáveis! Se até o Marquês de Pombal em 1772, conseguiu colocar atempadamente professores em 500 escolas, mesmo sem qualquer (BCE) ou sistema informático

Mais parece que o Ministério tem um plano que nada tem que ver com a Educação! Os alunos, os pais e todos os portugueses que pagam impostos exorbitantes, são as vítimas de tudo isto!

Agora, é de ter uma certeza, quem nada tem a ver com isto é o Ministro Nuno Crato, antes pelo contrário, a nossa comunicação social faz dele o “Bombo da Festa”, ao invés, de pedir a cabeça dos responsáveis do Ministério da Educação e Ciência!

Importante será mesmo, devolver as escolas aos professores que o merecerem, ninguém melhor que eles fará a sua gestão, num conceito de proximidade.

 

publicado por luzdequeijas às 09:42
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

BOMBO DA FESTA E BOBO DA FESTA

Ambas as expressões existem, mas com sentido um tanto diferente. [O] «bombo da festa»: aquele que sofre a descarga da ira dos circunstantes; pessoa muito falada, criticada e de quem se faz troça, que é obje(c)to de chacota; aquele que apanha muita pancada; que é sistematicamente responsabilizada pelo que de mau acontece (Ser o) «bobo1da festa  (ou da corte)»: «pessoa que faz rir toda a gente com brincadeiras e graças (por vezes tolas).» [in Novos Dicionários de Expressões Idiomáticas, de António Nogueira Santos + Dicionário de Expressões Correntes, de Guilherme Augusto Simões + Dicionário de Expressões Populares Portuguesa + Dicionário Prático da Língua Portuguesa, de A. Martins Barata]. 1 Do castelhano "bobo", derivado do latim 'balbus, a, um', «gago». «'Balbu-' significava gago e originou o verbo 'balbutiare' (gaguejar, falar obscuramente). Em português 'balbutiare' deu balbuciar e 'balbu' virou bobo, porque uma das gracinhas que os bobos da corte faziam era imitar gago.(...)», conta Reinaldo Pimenta, no livro A Casa da Mãe Joana (Editora Campus, Rio de Janeiro).

  1. M. C./C. R.::28/11/2006

 

publicado por luzdequeijas às 17:02
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

OS RATOS E OS POLÍTICOS

 

Nos tempos atuais esta lição é muito bem-vinda! 

Aproveitemos a lição do rato

 Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e a sua esposa a abrir um pacote.

Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo todos:
- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa !

A galinha:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até ao porco e:
- Há ratoeira na casa, ratoeira !- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca e:
- Há ratoeira na casa!-

- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando a sua vítima.. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia peg
ado. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.
Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral.

O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todos aqueles amigos.

Moral da História:

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.
O problema de um é problema de todos!

PS.: excelente fábula para ser divulgada principalmente na família e em grupos de trabalho!

"Nós aprendemos
a voar como os pássaros,
a nadar como os peixes,
mas ainda não aprendemos
a conviver como irmãos. "

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:45
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OS POLÍTICOS E OS POMBOS

 Uma bela frase de sabedoria popular. De facto não anda muito longe disto, por outras palavras, depois do voto na urna, é encher os bolsos até ficarem cheios e depois, se sobrar tempo e ainda algum dinheiro, é dar a ganhar aos amigos, e no fim, mesmo no fim de tudo, faz-se qualquer coisinha pelo idosos. Como nunca há dinheiro no fim da linha, pediu-se emprestado até não poder mais! Ainda no fim da linha, voltam a ser os idosos a pagar a "BANCARROTA" do peculato nacional!.


Pantomineiro Mor

 

publicado por luzdequeijas às 17:25
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ESTA GERAÇÃO NÃO MERECIA

A ideologia punitiva sobre os mais velhos prossegue entre um muro de indiferença, um biombo de manipulação, uma ausência de reflexão coletiva e uma tecnocracia gélida. Neste momento, comparo o fácies da ministra das Finanças a anunciar estes agravamentos e as lágrimas incontidas da ministra dos Assuntos Sociais do Governo Monti em Itália quando se viu forçada a anunciar cortes sociais. A política, mesmo que dolorosa, também precisa de ter uma perspetival afetiva para os atingidos. Já agora, onde pára o ministro das pensões? 

 

publicado por luzdequeijas às 17:23
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UM CANDIDATO INDEPENDENTE

25 de Agosto de 2010 por Tiago Mota Saraiva

O desdém pelos partidos e a hipervalorização das “candidaturas independentes” (ainda que, tradicionalmente, decorram de zangas dentro dos partidos) a partir da exacerbação da “máxima “ eu não voto em partidos mas em pessoas”  ou, como o Miguel Marujo, sugere, defendendo a suspensão dos partidos nalguns atos eleitorais é um péssimo serviço à democracia. Em primeiro lugar porque se vota na imagem que se cria de alguém (quem encabeça) e não no projeto político que preconiza. Em segundo lugar porque valoriza, nos atos eleitorais, o papel das agências de imagem em detrimento da discussão e confronto político.

- See more at: http://5dias.net/2010/08/25/o-candidato-independente/#sthash.jNgGQjPR.dpuf

publicado por luzdequeijas às 17:10
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A NATUREZA FINITA

A natureza finita dos recursos, saltou à vista quando os recursos desenvolvidos pelos Estados Unidos para dar uma vida melhor ao seu povo, se propagaram internacionalmente.

O mundo começou a entender as ligações entre o excessivo consumo, o prejuízo ambiental e a degradação da qualidade de vida.

Urge fazer as pessoas entenderem que teremos de adotar uma nova atitude ambiental, a caminho de uma nova moralidade de grupo. Deveria estar ao alcance de cada consumidor individual perceber que tem de renunciar a certas formas de consumo de energia agora, para garantir a sua disponibilidade para os seus filhos, ou mesmo para a sua própria geração no futuro. A riqueza é criada pelo cérebro humano, não meramente desenterrada do solo. Mas existem limites, e estamo-nos a aproximar bastante de muitos deles. É difícil prever, quando um determinado limite será atingido.  

Se um recurso como o estanho, se torna escasso e caro, como se poderá dizer? Se certos veios do metal serão descobertos, ou se certos progressos tecnológicos não tornarão o estanho menos essencial Quando a população mundial era relativamente pequena, não tínhamos de nos preocupar com o sistema ecológico total, em que ainda eramos uma parte menor e sem influência! Entretanto, a população mundial vai disparando.Tal como o corpo humano adquire finalmente uma condição de crescimento zero, o mesmo deve acontecer à população como um todo. Para uma boa gestão dos recursos naturais é forçoso estabelecer, de forma consistente, políticas e ferramentas públicas ambientais. Também, diagnósticos sistemáticos sobre o estado do meio ambiente. Conhecer por exemplo dados sobre o número de espécies e composição da biodiversidade; o estado dos solos; a situação das águas superficiais e subterrâneas; atmosfera; ambientes marinhos e costeiros; recursos pesqueiros; ocorrência de desastres ambientais e análises da qualidade ambiental urbana. Tudo isto num quadro focado nos indicadores do Desenvolvimento Sustentável. Todo este trabalho deve ter como objetivo obter dados ambientais sustentáveis concretos, mostrando que os nossos recursos naturais são mensuráveis. Ou seja, que podem ser contados, pesados, medidos ou mesmo estimados. Não deve esmorecer a esperança de derrubar o mito, ainda muito arreigado, na cultura popular da inesgotabilidade!

publicado por luzdequeijas às 17:00
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UM DIREITO UNIVERSAL

Estamos perante a universalidade do direito à liberdade de expressão e de informação (artigo 37.º da nossa Constituição): “ Todos têm direito à liberdade de opinião e de expressão; “este direito abrange a liberdade de emitir opiniões sem interferência externa, porque de contrário estaríamos no âmbito da censura, e tentar receber e partilhar informações e ideias através de qualquer órgão de informação, sem qualquer tipo de limitação”.

Na mesma linha de orientação, o jornalismo deve ser uma profissão aberta, sem formação especial, nem da necessidade de ter qualquer curso de jornalismo, embora, haja uma lei que protege a atividade de jornalista, que é o Estatuto do Jornalista. Todavia, a nossa constituição estipula que qualquer cidadão tem o direito de informar. Este é um conceito que radica na filosofia subjacente ao artigo 37.º, e não é exclusivamente português, pois, é um conceito que existem em todas as sociedades abertas e democráticas. Todas as constituições e mesmo em Inglaterra, sem ela, garantem este direito como direito universal. No mesmo sentido vai a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que garante os direitos e garantias básicos do cidadão, desde 1948. Aliás, um ponto desta Declaração diz, na sua essência, o mesmo que o artigo 37.º da nossa Constituição!

A liberdade de expressão e informação são sempre referenciadas universalmente, e é delas que deriva a profissão de jornalista.

publicado por luzdequeijas às 15:41
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LÓBI À ANTIGA

Segundo a lenda, um homem terá sido mordido por um lobo, em noite de lua-cheia. Em consequência disto, esse homem passou a transformar-se em lobisomem todas as noites que esta lua aparece. No caso de este homem morder uma pessoa, esta passará a possuir o mesmo feitiço!

A lenda do lobisomem tem, provavelmente, origem na Europa do século XVI, embora traços da mesma apareçam em alguns mitos da Grécia Antiga. Neste, como em muitos outros casos, permanecemos agarrados ao lóbi à antiga portuguesa. Certamente por este facto, a palavra lóbi tem para nós um sentido pejorativo!

Na europa mais desenvolvida, a palavra lóbi assume a forma de um contrapoder indispensável ao exercício de uma plena democracia. É de resto, um recurso de pressionar aqueles que elegemos a prestarem atenção aos interesses de quem os elegeu. É uma profissão regulamentada, com um código de ético claro, publicado aliás no site do Parlamento Europeu.

Por cá, dentro ou fora do parlamento, a palavra «interesses» também está injustamente mal cotada. E isso é injusto, porque ainda falamos de «interesses económicos» como se não fossem legítimos, quando o são. Os lobistas são o braço armado da sociedade civil. Até o Vaticano tem um lobista. Quantos lobistas estão acreditados no Parlamento Europeu neste momento? Mais de 4800 aproximadamente, sendo que o limite é 5 mil. Mas não é só no PE, existem em todas as outras organizações europeias.

Em Portugal, infelizmente, ao fim de quase 40 anos de democracia, ainda não entendemos nada disto! Ou melhor, não quisemos entender. Preferimos o pedido, a cunha, ou o tráfico de influências que não tem nada de transparente. Nisto, como no resto, temos medo da transparência, e esta é uma das razões do lodaçal onde nos encontramos!

publicado por luzdequeijas às 15:37
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A TRÍADE DA CORRUPÇÃO

Uma coisa é a suspeita geral, mas imprecisa e não comprovada, de que a corrupção existe e prospera em múltiplas áreas da vida pública, incluindo o financiamento dos partidos políticos. Outra coisa muito diferente é ver descrito e explicado, pelo próprio punho de quem demonstra conhecer esse mundo por dentro, um dos processos expeditos – outros haverá certamente – de angariação ilegítima de fundos para duas formações partidárias que são, por sinal, as que têm alternado no poder praticamente desde a instituição da nossa democracia. Daí a carta de um ex-vereador socialista da Câmara Municipal da Amadora, divulgada na edição do Expresso, seja um documento esclarecedor e precioso, a todos os títulos, para se avaliar de que forma e até que ponto se apresenta contaminada a política, nomeadamente no tão célebre poder local. Daí que seja importante aprofundar o caso para se perceber a teia de interesses oportunistas e parasitários que se movem nos bastidores. O percurso do cidadão em causa, de que se dá conta nesta edição, vem comprovar uma vez mais o que há muito se diz à boca pequena e de vez em quando aflora – como no próprio caso de Felgueiras – em processos judiciais com o envolvimento de autarcas: uma das tríades da corrupção, possivelmente a mais estruturada a nível nacional, assenta no poder local mancomunado com a construção civil e o futebol, projetando-se daqui para níveis mais elevados, nos partidos e no Estado. “

publicado por luzdequeijas às 15:34
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O PARTIDO DA CÂMARA

Partido da Câmara será constituído por aqueles funcionários, dirigentes ou assessores que estão agarrados ao lugar como lapas, que se mantêm independentemente de mudarem ou não o presidente e os vereadores. Nomeiam-se uns aos outros. Constituem os júris dos simulacros de concursos para dirigentes. São os verdadeiros donos da Câmara.

Com base na lei orgânica dos partidos políticos, tomemos nota do seguinte:

Lei Orgânica n.º 2/2003, de 22 de Agosto,

Art.10º Direitos dos Partidos Políticos

1 – Os partidos políticos, têm direito, nos termos da lei:  

  1. b) Acompanhar, fiscalizar e criticar a atividade dos órgãos do Estado, das regiões autónomas, das autarquias locais e das organizações internacionais de que Portugal seja parte.

Artigo 19.º

Liberdade de filiação

 Ninguém pode ser obrigado a filiarse ou a deixar de se filiar em algum partido político nem por qualquer meio ser coagido a nele permanecer.

 Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito, ou isento de qualquer dever em razão da sua filiação partidária.

Artigo 20.º

Filiação

  A qualidade de filiado num partido político é pessoal e intransmissível, não podendo conferir quaisquer direitos de natureza patrimonial.

Artigo 21.º

Restrições

 Não podem requerer a inscrição nem estar filiada em partidos políticos:

  1. a) Os militares ou agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efetivo;
  2. b) Os agentes dos serviços ou das forças de segurança em serviço efetivo.

Alguns comentários:

As ilegalidades, adiante referidas, podem acontecer com partidos, coligações ou grupos de Independentes. Na atualidade são mais gritantes nos INDEPENDENTES por terem origem em Presidentes de Câmara ou de Junta de há muito instalados e conhecedores do ambiente de uma autarquia, mas a quem o partido não nomeou como candidato. São estes casos que dão origem a candidatos Independentes. São eles que irão recolher assinaturas e apoios vários de entre os funcionários e dirigentes, instalar amigos e coniventes dentro das autarquias! A função de fiscalização fica comprometida originando uma promiscuidade gritante que vai corroer o estipulado nos artigos atrás referidos e a “equidade” entre toda a família dos órgãos autárquicos. Tudo isto se torna mais grave nas candidaturas de Grupos de Independentes! Urge uma rápida tomada de posição por parte do Tribunal Constitucional. Porque não se excluem os funcionários camarários de pertencerem ou apoiarem as candidaturas nos termos do art. 21.º?

publicado por luzdequeijas às 15:26
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CONCEITO DE GRUPO DE CIDADÃOS ELEITORES

Expressão legal usada para designar o conjunto de cidadãos a quem é concedida a possibilidade de candidatura direta e independente (sem intervenção dos partidos Políticos) à eleição para os órgãos das autarquias locais. Os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direção dos assuntos públicos, elegendo para o efeito representantes seus nos órgãos do poder político, exprimindo-se, associando-se livremente e contribuindo para a tomada de decisões e a resolução dos problemas sociais.

Prazos e procedimentos

  • - Apresentação das candidaturas é feita perante o juiz do tribunal de comarca

competente em matéria cível, com jurisdição na sede do município respetivo, até ao 55.º dia anterior ao dia da eleição.

Nota:

1 - As autarquias têm os seus Órgãos Autárquicos de natureza política.–

  • - Têm também o seu quadro de pessoal, comportando todo o tipo de profissionais e quadros técnicos necessários ao desempenho das competências expressas na lei, mais as decisões tomadas pelos órgãos políticos, nomeadamente, o Executivo e a Assembleia Geral.

RESTA agora, perguntar como pode um movimento (dito) Independente (IOMAF) preencher a sua lista de candidatos políticos, maioritariamente, com funcionários da própria autarquia?

Sem mais pormenores, basta lembrar que o IOMAF apostou nas últimas eleições, em 9 quadros da CMO para o lugar de Presidente de Junta (eram dez freguesias). A lei pode não proibir, mas misturar promiscuidade política entre órgãos independentes é tudo menos ético, demais, considerando a existência das chamadas “DELEGAÇÕES DE COMPETÊNCIAS!).

Parece óbvio que um profissional de uma câmara se deve abster de ser autarca na sua própria autarquia. Ser Independente tem de ter uma valência ética mais profunda quando se é funcionário da autarquia onde se trabalha!

publicado por luzdequeijas às 15:15
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Domingo, 19 de Outubro de 2014

PECULATO

Diário da República nº 63 Série I Parte A de 15/03/1995

 

 

 

Decreto-Lei nº 48/95 de 15-03-1995

CÓDIGO PENAL

LIVRO II - Parte especial

TÍTULO V - Dos crimes contra o Estado

CAPÍTULO IV - Dos crimes cometidos no exercício de funções públicas

SECÇÃO II - Do peculato

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Artigo 376.º - Peculato de uso

1 - O funcionário que fizer uso ou permitir que outra pessoa faça uso, para fins alheios àqueles a que se destinem, de veículos ou de outras coisas móveis de valor apreciável, públicos ou particulares, que lhe forem entregues, estiverem na sua posse ou lhe forem acessíveis em razão das suas funções, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias.
       2 - Se o funcionário, sem que especiais razões de interesse público o justifiquem, der a dinheiro público destino para uso público diferente daquele a que está legalmente afectado, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias.

Início de Vigência: 01-10-1995

publicado por luzdequeijas às 16:18
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ALTAMENTE PERIGOSO

ALTAMENTE PERIGOSO FAZER REFORMAS NO ESTADO!

Sábado, 7 de Agosto de 2010

A REFORMA DA SEGURANÇA SOCIAL 

Recebemos por invalidez, porque estudamos, porque não trabalhamos, porque trabalhamos, porque não queremos trabalhar. Recebemos por filho, por dependente e por pai, Por curiosidade fui ver: contei 31 apoios, subsídios e pensões. Trinta e um apoios subsídios e pensões. Trinta e um formulários, trinta e um sistemas, trinta e um departamentos, trinta e uma funções. Preenchemos papel para dizer que alguém morreu. Preenchemos outro para o enterro. Trinta e um tipos de prestação social. Sistemas dentro de sistemas, formulários dentro de documentos, domentos, dentro de sistemas, e ainda outros sistemas. E, milhares de funcionários para tratar da papelada dos sistemas todos. Algo assim não pode ser eficiente.

Publicado por Rodrigo Moita de Deus às 04:53

 

publicado por luzdequeijas às 16:09
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EXPREMER. EXPREMER E EXPREMER!

 

O art.º. 119º do Código do IRS, alterado pelo Dec. Lei... (2010) Passou a ter a seguinte redação: "Sem prejuízo do disposto no nº 1 e 2, as entidades devedoras ou as que pagam... rendimentos a que se refere o art. 71º... são obrigadas a... entregar à DGCI... uma declaração de modelo oficial referente àqueles rendimentos e respetivas retenções..."

Em linguagem corrente, esta norma significa que o Governo impôs ao sistema bancário a obrigatoriedade de enviar à DGCI informação detalhada sobre qualquer aplicação financeira dos seus clientes incluindo os simples depósitos a prazo, com a indicação dos juros recebidos e do montante do imposto retido.

Depois da polémica causada pela tentativa do levantamento do sigilo bancário, aprovar um princípio desta gravidade, sob a forma de "charada", sem aviso e sem discussão, encoberta sob a capa de uma norma aparentemente burocrática e indecifrável é um atentado à confiança dos contribuintes.

Quando a confiança no sistema bancário sofreu um rude golpe e a taxa de poupança precisa de ser incentivada, eis o que de pior se podia imaginar contra este objectivo.

De que servem os discursos optimistas se, às claras ou à "socapa", se vai conseguindo abalar as esperanças dos mais resistentes?

 Texto publicado na edição do Expresso de 10 de Julho de 2010

 Manuela Ferreira Leite 

 

publicado por luzdequeijas às 16:02
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HOTEL PARA CANINOS

 

Não fosse para felicidade dos caninos, e nunca teriam acabado com o lago no início do jardim!

Até aqui tudo bem (ou tudo mal). Os cães pensam, logo todos os dias,  não esquecem das suas necessidades. E muitos cães dão origem a muitas necessidades. Agora pergunta-se, e quem limpa? Com que periodicidade?

Mesmo sem resposta, presume-se que, com optimismo, haverá sempre um pouco de odor no ar. Moscas,  melgas e mosquitos também. Com prédios e moradias, escolas e centros comerciais por perto etc. Quer isto dizer que todo o cuidado é pouco com este hotel para cães. Com a saúde pública não se brinca!

É bem capaz de haver algum espaço mais apropriado do que este que se apregoa. Ou seja, um jardim. Veja-se, com lago e tudo! Também já teve bonitas flores. Também do jardim mais antigo de Queijas, dito de Cesário Verde, tiraram-nas todas e meteram nele relva num chão com ondas. Já que não temos praia, nem passeio marítimo, ficamos com as ondas! De jardim, " nicles". Assim é muito mais barato tratar dele. Quanto a flores, até estão sempre a murchar!

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:55
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REINVENTAR O ESTADO

 

     O Estado existe para servir os cidadãos e estes têm que se rever na capacidade positiva deste de legitimar uma relação de confiança essencial. Quando David Osborne nos fala da crescente oportunidade e necessidade de recolocar na agenda o “reinventing the government”, está claramente a colocar a tónica num dos elementos centrais da modernidade competitiva das nações.  Importa mais do que nunca reposicionar o Estado como “pivot” central da organização, monitorização e funcionamento adequado das nações e aproveitar as dimensões qualificadoras do conhecimento, inovação e competitividade como atributos capazes de fazer reganhar a  confiança estratégica do cidadão naqueles que o representam e  têm uma responsabilidade superior na garantia de patamares adequados de qualidade de vida e desenvolvimento social.

A reinvenção estratégica do Estado, enquanto “plataforma de centralidade” onde convergem as dinâmicas de qualificação dos diferentes actores sociais, ganhou hoje um paradigma que não se pode cingir às especificações operativas de mecanismos mais ou menos necessários de Governo Electrónico ou de ajustamentos organizacionais adequados a determinados posicionamentos conjunturais de orgânica  interna. Como muito bem nos elucida Samuel Hungtinton, a propósito do eventual choque de civilizações, o que está em causa é a capacidade endógena do Estado se autorreferenciar como o primeiro antes de mais e último antes de tudo centro de racionalidade  dos processos sustentados de evolução da sociedade civil. Se é importante, como Francis Fukuyama não pára de reiterar, a evidência da capacidade da sociedade civil protagonizar dinâmicas de liderança nos processos de mudança, não menos verdade é que compete ao Estado modelar a dimensão estratégica dessa mudança.

    No quadro da Sociedade do Conhecimento e da Economia Global, cabe ao Estado o saber assumir de forma inequívoca uma atitude de mobilização activa e empreendedora da revolução do tecido social. Ou seja, independentemente da dinâmica de mudança assentar nos actores da sociedade civil e da sua riqueza em grande parte depender a estabilidade estratégica das acções, cabe ao Estado, no quadro duma nova coerência estratégica e duma nova base de intervenção política, monitorizar, acompanhar.   Esta cumplicidade estratégica é essencial para a garantia de padrões coerentes de desenvolvimento e equilíbrio social. Nas sábias palavras de António Paim, emérito politólogo brasileiro, só assim se garante a verdadeira dimensão  de confiança entre todos os que acreditam no futuro. 
É neste sentido que a legitimidade de actuação e sustentação estratégica se torna central. Processos de compromisso e convergência entre uma base central forte e pontos de descentralização territorial autónomos e indutores de riqueza e bem-estar social a partir da inovação e conhecimento têm que ter por base uma forte relação de cumplicidade estratégica entre todos os actores do tecido social. Um compromisso sério entre uma capacidade natural de mobilizar e empreender e ao mesmo tempo uma vontade de tornar os processos estáveis nos resultados que potenciam. A modernização do Estado assenta em larga medida na capacidade de protagonizar esse desafio de mudança de paradigma.·
Há que fazer por isso opções. Opções claras em termos operacionais no sentido de agilizar a máquina processual e através dos mecanismos da eficiência e produtividade garantirem estabilidade e confiança em todos os que sustentam o tecido social. Opções claras em torno dum modelo objectivo de compromisso entre governação qualificada central, geradora de dimensão estabilizadora e indução de riqueza territorial através da participação inovadora dos actores sociais. Opções assumidas na capacidade de projectar no futuro uma lógica de intervenção do Estado que não se cinja ao papel clássico, dejá-vu, de correção in extremis das deficiências endémicas do sistema mas saiba com inteligência criativa fazer emergir, com articulação e cooperação, mecanismos autosustentados de correcção dos desequilíbrios que vão surgindo.  
David Osborne tem razão em insistir na actualidade e pertinência da chama da reinvenção do Estado. É essencial na Sociedade moderna do Conhecimento consolidar mecanismos estratégicos que façam acreditar. Cabe ao Estado esse papel. Encerra em si uma missão única de fazer da sociedade civil uma fonte permanente de mobilização de criatividade e inovação e de estabilização de participações cívicas adequadas. A governação é hoje um  acto de promoção e qualificação da cidadania  activa. Importa ao Estado ser relevante. Importa ao Estado constituir-se como um operador de modernidade. Por isso, nunca como agora a sua reinvenção é um desafio de e para todos. A Reinvenção do Estado é em grande medida a reinvenção da Nação.

Por Francisco Jaime Quesado

publicado por luzdequeijas às 15:39
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Tempos de sofrimento

 

Daniel Bessa (www.expresso.pt)

 A Grécia vive tempos de grande sofrimento. Poucos meses atrás, confrontados com qualquer sacrifício, por menor que fosse, os gregos teriam recusado: teriam invocado direitos adquiridos, promessas eleitorais e coisas do género. Hoje, preparam-se para perder dois dos catorze meses de salário anual; congelaram os salários da função pública e as pensões de toda a gente até 2012; aumentaram a idade de reforma de 53 para 65 anos; vão subir o IVA para 23%; vão extinguir 800 entidades públicas e privatizar várias empresas públicas. De forma menos planeada, o caos em que caiu a situação financeira do país, com as taxas de juro

a subirem e com o crédito cortado, farão fechar muitas empresas, destruirão muitos postos de trabalho, obrigarão à falência de bancos e reduzirão a pó muitos depósitos bancários, porão muita gente na miséria. A Bolsa de Valores de Atenas não pára de descer. Podem protestar o que quiserem na certeza de que, quanto mais protestarem, pior.

O inacreditável é que tudo isto poderia ter sido evitado, com um pouco de responsabilidade e de bom senso. Tem responsáveis, sim, aos olhos de toda a gente, por mais que a auto-estima os reconforte.

E não venham dizer que a culpa é dos credores, das agências de rating ou da senhora Merkel. Para males destes, não pode haver perdão.

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:31
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MAUS-TRATOS A CRIANÇAS

45 Crianças por mês alvo de maus tratos 

Publicado 14 Novembro 2008

Fonte: JN Online

Mais de 800 crianças e adolescentes foram vítimas de crimes no último ano e meio, uma média de 45 por mês, a avaliar pelas queixas apresentadas na Associação de Apoio à Vítima. Mas a dimensão do drama será maior.
Maus-tratos físicos e psíquicos, ameaças e coacção, abuso sexual e violação foram alguns dos crimes reportados à APAV entre Janeiro de 2007 e Junho de 2008, uma estatística reveladora do perigo a que muitas crianças estão sujeitas diariamente, principalmente na faixa etária entre os 11 e os 17 anos.
Considera-se que a criança ou jovem está em perigo numa das seguintes situações: está abandonada, sofre maus-tratos físicos ou psíquicos ou é vítima de abusos sexuais, não recebe os cuidados ou afeição adequados à sua idade, é obrigada a actividades ou trabalhos excessivos ou está sujeita, de forma directa ou indirecta, a comportamentos que afectem gravemente a sua segurança ou o seu equilíbrio emocional.

De acordo com os dados da APAV, durante o ano passado, 222 crianças foram vítimas de maus-tratos físicos e outras 294 de maus-tratos psicológicos, dez de violação e 36 de abuso sexual. Tudo em contexto doméstico.
Uma estatística mais alargada realizada pela associação e que abrange dados de 2000 a 2007 revela que em sete anos 4900 crianças foram vítimas de 7000 crimes ao longo desses anos. Nesse período, 13 crianças foram mortas, 45 raptadas ou sequestradas, 152 violadas, 63 vítimas de abuso sexual e 20 vítimas de tráfico.

Aos números da APAV poderão somar-se muitos outros, ou talvez os mesmos reportados a várias entidades e organizações portuguesas.
Na Provedoria de Justiça, por exemplo, onde existe uma linha de recados da criança, desde o início do ano já foram recebidas 335 chamadas. Dezoito queixas diziam respeito a abuso sexual, 26 a maus-tratos, 33 a negligência e 29 a problemas escolares.
Estes números, segundo Joana Marques Vidal, procuradora-geral adjunta e especialista na área de menores, revelam também que a sociedade portuguesa está cada vez mais intolerante para com os crimes contra crianças. “Não podemos dizer que haja mais casos. A leitura que faço é que há mais sensibilidade para o assunto e que as instituições têm hoje maior capacidade de resposta”, disse à Lusa.
A última estatística da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa revelou que de Janeiro a Setembro foram registados 390 casos de violência contra crianças nos 42 círculos judiciais.

Também o Instituto de Apoio à Criança, junto da sua linha SOS criança, recebeu em 20 anos, milhares de pedidos de ajuda. Desde 22 de Novembro de 1988 mais de 80 mil crianças em risco foram ajudadas pela equipa deste serviço.
“O SOS criança tornou-se um serviço de primeira necessidade, à disposição das famílias, crianças, e jovens”, disse à Lusa o coordenador do serviço, o psicólogo clínico Manuel Coutinho. Desde 1988 até hoje, a média de chamadas recebidas por esta linha de ajuda ronda as 3.500 e as quatro mil situações com problemáticas diversas, desde maus tratos físicos, maus tratos nas instituições, negligência, abuso sexual e violação. Ao longo de 20 anos de existência, o SOS Criança ajudou mais de 80 mil crianças em risco. “Muitas destas 80 mil crianças cresceram com os nossos técnicos e hoje são adultos realizados e felizes”, afirmou o coordenador da Linha SOS.

 

publicado por luzdequeijas às 15:17
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SÃO BENTO

São Bento

Sócrates contrata 12 motoristas

Governo requisitou ao sector privado condutores para o gabinete do primeiro-ministro. Um deles trabalha numa multinacional de consultadoria

  • 19 Maio 2010

Por: Paula Serra

O gabinete de José Sócrates, contratou 12 motoristas, todos eles recrutados para exercer funções na Presidência do Conselho de Ministros.

As nomeações, publicadas ontem em Diário da República, são claras quanto aos anteriores cargos dos condutores, tendo três deles sido contratados fora da Função Pública. Um deles foi requisitado à multinacional Deloitte & Touche, uma empresa internacional de auditoria e consultadoria, um segundo a um sindicato de escritórios e hotelaria e um terceiro a uma associação de bombeiros voluntários.

Dos restantes nove, seis são oriundos da Polícia de Segurança Pública (PSP) – a generalidade dos motoristas dos titulares de cargos governativos é normalmente proveniente do quadro do Corpo de Segurança Pessoal da PSP –, um foi requisitado à Carris, outro ao Ministério da Cultura e um terceiro vem do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social.

Sobre as três contratações fora da Função Pública, fonte oficial do gabinete de José Sócrates não quis entrar em detalhes, afirmando ao CM que 'o preenchimento do quadro de pessoal do gabinete do primeiro-ministro compete à secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros'.

A mesma fonte adianta que 'todas as nomeações são, na realidade, renomeações'.

Não nos é explicado, contudo, quem são os elementos do gabinete que usufruem dos serviços dos motoristas requisitados. A mesma fonte esclarece ainda que 'todos eles trabalham há pelo menos uma década no gabinete' e que o primeiro-ministro apenas tem dois motoristas ao seu serviço.

CM

 

publicado por luzdequeijas às 15:12
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COMENTÁRIO SENTIDO

 

De:

N S

Enviada:

Sexta-feira, 21 de maio de 2010 21:37:12

Para:

António Reis Luz (antonioreisluz@hotmail.com)

Reis Luz

É mais do que claro que eu não sabia quem o Hélder era. Pois na verdade, não foi um ataque a ele, mas a um sistema de corrupção onde os corruptos são os espertos e nós, os carneirinhos, incultos. Neste País a corrupção é sinónimo de bem-estar social e isso irrita-me. Mas pode ter a certeza que remamos para o mesmo lado e conte comigo “para o que der e vier”. Basta dar-me directrizes e eu estou presente, se puder ser de alguma utilidade. Fraco préstimo poderá ser o meu, mas será verdadeiro e NUNCA traio, posso ripostar, posso alterar-me, posso usar de uma franqueza que dói, mas não traio. No entanto sou um monstro quando sou utilizada e depois achincalhada. Aí salta-me a tampa e  sou vingativa. Tenho pena, mas sou. Agora estou a tentar pôr a minha neta na cama, mas já volto, para lhe contar como sou um monstro.

 

publicado por luzdequeijas às 15:07
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FÉRIAS PAGAS

 

Wiquipédia

Leo Bum (Paris, 9 de abril 30 de março de 1950) foi um líder político socialista francês. Ocupou o cargo de primeiro-ministro -da-França.

Dirigente da Secção Francesa da Internacional Operária (SFIO, partido socialista), presidente do Conselho de Ministros francês por 3 vezes: em 1936-1937, em 1938 e em 1946. Marcou a história política francesa por ter recusado a adesão à III Comunista em 1920 e por ter presidido ao governo da Frente Popular 1936. Em virtude de compromissos internacionais, recusou ajudar os combatentes republicanos espanhóis durante a Guerra Civil de Espanha As reformas levadas a cabo no seu segundo-primeiro governo marcaram socialmente a Europa, nomeadamente a atribuição do direito a férias pagas, as primeiras mulheres a exercerem funções governamentais, fixação da jornada de trabalho, etc. Foi o primeiro judeu e o primeiro socialista em França a ocupar o cargo de primeiro-ministro.

 

publicado por luzdequeijas às 14:52
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EMPRESÁRIOS PORTUGUESES

 

Metade dos empresários portugueses concluiu no máximo o ensino secundário.

Metade dos empresários portugueses concluiu no máximo o ensino secundário. Destes, a maioria tem apenas a escolaridade obrigatória. As mulheres apresentam mais habilitações.
Este retrato dos novos empresários foi traçado pelo IAPMEI, através do Observatório da Criação de Empresas 2006. As conclusões resultam de um inquérito que envolveu 1748 empresários, sócios de 1048 empresas - maior parte está no sector dos serviços.
De acordo com este estudo, a maioria dos empreendedores portugueses é jovem, mais de metade tem 35 anos ou menos. Contudo, há excepções, 1,6% já ultrapassou os 65 anos, dois terços destes já são mesmo reformados.
Por género, apenas um terço são mulheres, mas estão a aumentar. E, apesar de estarem em minoria, são elas que apresentam mais habilitações.
Nesta área, o retrato não sai bem para os empresários em geral. Metade não passou do ensino secundário, e destes, não chegam a 20% os que concluíram o 12º ano. Cerca de 20% tem apenas a escolaridade obrigatória e quase 10% a quarta classe. Apenas 22% concluíram uma licenciatura e cerca de 6% conseguiram ir um pouco mais longe.
As mulheres optam normalmente pela criação de uma empresa, para melhorarem a respectiva situação económica ou para saírem do desemprego. Uma pequena parte quer deixar de ser doméstica.
Já os homens procuram novos negócios e normalmente mantêm os antigos. No total, dois terços dos inquiridos dizem que não pensam abandonar a actividade anterior.
Cerca de 63% dizem que querem trabalhar a tempo inteiro na nova empresa, mas apenas 48%, menos de metade, o fazem.
Aumentar o rendimento familiar e aproveitar uma oportunidade, são os motivos mais apontados, para a criação de um negócio. Já as vantagens fiscais ou a criação do próprio emprego por ausência de opções no mercado, são razões avançadas apenas pontualmente.
Quanto às empresas criadas, a maioria é de pequena dimensão: no primeiro ano, 20% opera sem trabalhadores; a maior parte não conta facturar mais de 50 mil euros, ainda assim mais do dobro do investimento inicial realizado; a grande maioria utiliza capital social, apenas 31% recorre à banca.
Segundo este retrato empresarial, cerca de 75% tem apenas ambições locais. Já um quarto pensa na internacionalização, mas num prazo de três anos.
Este estudo revela ainda que 30% das novas empresas não conta ter sequer um site na Internet.

publicado por luzdequeijas às 14:32
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PROPINQUIDADES

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Sinónimo de propinquidade: esfericidade, imediação, proximidade, redondeza e vizinhança. Atração interpessoal é a atração que uma pessoa tem por outra, resultando na amizade ou relacionamento amoroso. O processo de atração interpessoal é diferente da atração física porque também relaciona o que não é considerado bonito ou atraente.

O estudo da atração interpessoal é uma importante área de pesquisa em psicologia social. A atração interpessoal está relacionada com o quanto gostamos, antipatizamos ou odiamos alguém. Ela pode ser vista como uma força que age entre duas pessoas, os mantem juntos e impede a sua separação. Ao medir a atração interpessoal, deve-se classificar as qualidades do atraído bem como as do atrator para chegar a uma precisão preditiva. Sugere-se que para determinar atração, personalidade e situação devem ser levadas em conta. A repulsão também é outro fator da atração interpessoal, uma certa concepção de "atração" pode variar de atração extrema para repulsa extrema para outrem.

publicado por luzdequeijas às 12:59
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